quinta-feira, 26 de julho de 2018

Luis Nassif: Xadrez da lógica do PT com as eleições

Na terça-feira, 24/07/2018 participei de uma reunião com estrategistas da Executiva do PT. O tema principal da conversa foi a decisão de manter a candidatura de Lula até o último momento.

No geral, concordam com todos os riscos apontados no artigo “Xadrez da maior aposta de Lula”. Mas levantam argumentos sólidos a favor da tese da candidatura de Lula. Em todo caso, o que se tem, na opinião abalizada de um dos presentes, é uma nova etapa, caótica e imprevisível como foram os anos 30 e 80, tornando impossível definir como será o novo.

Peça 1 – os ativos do PT

Os dois principais ativos do PT são:

1 - Eleitoral: garante as eleições imediatas.

É o partido com maior número de eleitores e o candidato, Lula, favorito absoluto para as próximas eleições. Mas tanto o governo Dilma quanto o candidato Lula alvos do golpe do impeachment, tentando impedir sua candidatura. Atropelando a Constituição e as leis, o golpe tenta impor uma derrota eleitoral a Lula.

2 - Político: garante a perenidade do partido.

No caso de Lula-PT, seu acervo político é o projeto de desenvolvimento social do partido, já testado e aprovado no período Lula, com defesa da produção nacional e da distribuição de parte dos benefícios do desenvolvimento. É o que legitima partidos, garantindo sua perenidade. A intenção do golpe não foi apenas inviabilizar eleitoralmente o PT, mas matar politicamente Lula. É o que explica os abusos reiterados contra seus direitos, desde os factoides dos pedalinhos até a invasão da sua casa, revirando até sua cama, o grampo nos escritórios de advocacia que o defendem, a condução coercitiva e a sequência monumental de acusações repetidas por todos os meios de comunicação.

E, no entanto, o resultado final representou uma derrota política do golpe. O movimento tornou explícitas as jogadas políticas no Judiciário, Ministério Público, Executivo, Mídia, vitimizou Lula, gerou reações internacionais, aumentou sua popularidade e aprovação, conferindo-lhe uma vitória política expressiva. Prenderam o homem, nasceu a lenda.

A intenção da candidatura Lula, para o PT, é preservar esse ativo.

Peça 2– os problemas da frente ampla.

Como partido nacional, o PT padece das mesmas dificuldades do federalismo brasileiro: como manter a unidade nacional e, ao mesmo tempo, atender às peculiaridades de cada estado e cada candidato ao governo, cada qual montando seu arco de alianças?

Há convicção na Executiva do PT que, se não fosse o movimento em torno de Lula, o partido teria se dividido em arquipélagos regionais. Portanto, o primeiro motivo da candidatura Lula foi manter o PT unido.

O segundo motivo – e mais relevante – é a preservação da vitória política. A história está repleta de precedentes de partidos que abdicaram da disputa política e não mais se recuperaram. É o caso do PC italiano e do próprio PCB brasileiro pós 64, que perdeu o protagonismo na esquerda, sendo substituído pelo próprio PT.

No entendimento dos estrategistas do PT, montar uma frente de esquerda e entregar a cabeça de chave a alguém de fora do partido seria jogar fora o protagonismo futuro do PT. Ou, na expressão de um dos estrategistas do PT, “estariamos entregando de bandeja ao pacto autoritário a nossa visão de futuro. Assim, o golpe se materializaria”.

O terceiro motivo foi o fato do PT, e Lula, terem se aproximado novamente das bases, das quais se afastaram no período em que foram poder. As caravanas e conferências e, especialmente, o contraste violento com o governo Temer, os abusos contra Lula, elevaram sua mística a níveis inéditos entre as classes de menor renda.

As pesquisas qualitativas, mesmo as manifestações espontâneas em diversos locais públicos – como a rodoviária de Brasília – mostram o mesmo discurso da parte dos entrevistados: lembram o que ganharam no governo Lula, o que estão perdendo agora e encaram a volta de Lula como único ponto de esperança. O tema comum é: “Eu quero meu futuro de volta”.

Há a identificação cultural e afetiva com o homem do povo, fruto do carisma pessoal de Lula. Mas há também uma base profundamente material, reforçada pelo desalento atual com o desemprego e com a deterioração dos níveis de emprego.

Se Lula abrir mão da candidatura, poderá ser encarado como traição. Se for impedido de se candidatar, reforçará os laços com a base.

Há um quarto motivo, a resistência a Ciro Gomes devido à sua trajetória política errática, pelas posições que tomou, de claro antagonismo ao PT e a Lula.

Peça 3 – os trunfos.

Há esperanças vagas de que os tribunais não impeçam a candidatura Lula. Aferram-se ao caso Rosa Weber, que não acolheu representação do MBL para julgar antecipadamente o direito de Lula se candidatar. Seria um indício de que não haveria veto prévio à candidatura de Lula. Avança-se também na conversa com partidos de esquerda mais próximos.

Com PCdoB há alguma ambiguidade. Mesmo que a cúpula vá com Ciro, a base é lulista, devido à penetração de Lula no Nordeste. O PCdoB precisará desse lastro nas eleições de Flávio Dino, no Maranhão, e da senadora Vanessa Graziottin, no Amazonas.Com PSB a diferença é mais profunda. O novo PSB, que votou contra a reforma trabalhista, é essencialmente nordestino. No Sul, o PSB é mais conservador. Em Minas, a candidatura de Márcio Lacerda poderá atrapalhar o governador Fernando Pimentel. O divisor de águas é Pernambuco, estado no qual o PSB precisará muito do PT, devido à possível candidatura de Marilia Arraes. Fechando o acordo, o PT abrirá mão da sua candidatura.

No plano programático, foram anunciadas as cinco ideias centrais da campanha:

1 - Soberania popular

2 - Nova era de direitos

3 - Pacto federativo

4 - Novo modelo de desenvolvimento

5 - Transição ecológica para século 21

A entrevista de Fernando Haddad à Folha de hoje explicitou a proposta de casar responsabilidade social com ideias contemporâneas,de buscar a isonomia social através de leis e políticas testadas em grandes economias de mercado. Em suma, fugir da dicotomia rico x pobre, para modernos x anacrônicos.

Aliás, os setores liberais mais modernos já estão aceitando até acabar com a excrescência de isenção fiscal para ganhos de capital e dividendos.

Peça 4 – as agruras da direita.

Considera-se que direita tem a força, mas não tem a legitimidade.

De uma lapada só o golpe liquidou com o pacto social de Lula, com a Constituição de 1988 e com a herança de Vargas. Foi gestada pelo PSDB, com a Ponte para o Futuro, implantada no governo Temer e será aprofundada no governo Alckmin.

É um projeto de poder que consiste em:

1- VendaF das riquezas naturais

2 - Privatização selvagem

3 - Apropriação da renda do trabalhador e dos fundos sociais.

4 - Eliminação das políticas sociais.

5 - Destruição do conceito de nação.

Esse projeto não pode ser explicitado eleitoralmente, exigindo enormes malabarismos retóricos de seus defensores.

Na avaliação dos estrategistas do PT, a situação da direita é mais periclitante:

O quadro internacional.

A linha golpista dificilmente terá apoio do quadro internacional, devido ao acirramento da desglobalização. A Ponte para o Futuro tinha unidade de interesses externos e internos. A eleição de Donald Trump embolou. Agora, ficou difícil reconciliar o velho pacto do Real.

A armadilha recessiva. Golpismo não conseguiu se legitimar economicamente. Antes, as pessoas acreditavam que o desemprego era um problema de cada um. Agora, tornou-se claro que é um problema estrutural, de política pública com 28 milhões de pessoas procurando trabalho e até os que trabalham não tendo mais segurança.As propostas em off.

A direita não conseguiu produzir um projeto de país, uma visão de futuro minimamente razoável, nem um candidato competitivo. O único nome em que apostam, agora, é Geraldo Alckmin, que, na campanha, terá de esconder não apenas a natureza de suas propostas, como as alianças com o fisiologismo mais nefasto da República e as ligações com o governo Temer. É pouco?

Peça 5 – o plano B.

Por tudo isso, a ideia é levar a candidatura Lula até o último momento. Sabem dos riscos, da aliança do golpe que junta Judiciário-mercado-mídia-Temer-PSDB. Mas entendem que o risco maior seria a esquerda passar por diluição no momento em que a direita radicaliza seu programa. Para agosto, estão programados eventos em todo o país, pela libertação de Lula.

Se o Judiciário explicitar o estado de exceção e negar o registro, nesse caso lançar-se-á um candidato do PT que será a sombra de Lula. Terá que ter personalidade, lealdade, e, ao mesmo tempo, se limitar a ser o intermediário da palavra de Lula. Na campanha, ele falará em nome de Lula e dirá que todas suas decisões são decisões de Lula.

Há convicção de que o ungido teria condições de passar para o segundo turno.

As pesquisas de opinião são amplamente favoráveis a Lula.

Há duas regiões que se equilibram: Nordeste, com o lulismo avassalador; e São Paulo com sua dose de antilulismo. Mesmo assim, notam-se melhorias do apoio a Lula no estado.

No Sudeste – Rio, Minas Gerais, Espírito Santo – a situação é parelha.

As incógnitas são o Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – e o centro-oeste. Por lá, região mais conservadora do país, observa-se um crescimento surpreendente da candidatura Lula.

Mesmo assim, a expectativa maior é de derrota do segundo turno. Mas, na opinião dos estrategistas, evita-se o pior dos mundos: entrar em uma frente de esquerda, ser derrotado e perder a base social.

Resumo

No último Xadrez apresentei todos os riscos da candidatura Lula. Neste, os argumentos em favor da sua manutenção. O PT segue a lógica normal da sobrevivência partidária e de seu projeto de país.

O leitor que pese os argumentos de lado a lado e tire suas conclusões.

terça-feira, 24 de julho de 2018

LULA Vence em todos os estados

LULA

Vence em todos os estados.

___________________

*Acre

Lula 64,18 %

Bolsonaro 14,47%

___________________

Alagoas

Lula48,36%

Bolsonaro 29,86%

___________________

Amapá

Lula 72,29%

Bolsonaro 33,01%

___________________

Amazonas

Lula 56,18%

Bolsonaro 22,95%

___________________

*Bahia

Lula 69,62%

Bolsonaro 23,75%

___________________

*Ceará

Lula 57,46%

Bolsonaro 23,31%

___________________

Distrito federal

Lula 71,25%

Bolsonaro 23,83%

___________________

Espírito santo

Lula 80,70%

Bolsonaro 19,18%

___________________

*Goiás

Lula 77,25%

Bolsonaro 22,40%

___________________

*Maranhão

Lula 68,90%

Bolsonaro 17,81%

___________________

Mato Grosso

Lula 60,36%

Bolsonaro 19,62%

___________________

Mato Grosso Sul

Lula 54,55%

Bolsonaro 12,68%

___________________

Minas

Lula 62,81%

Bolsonaro11,94%

___________________

Pará

Lula 53,67%

Bolsonaro 16,10%

___________________

*Paraíba

Lula 60,91%

Bolsonaro 28,68%

___________________

Paraná

Lula 47,88%

Bolsonaro 22,19%

___________________

*Pernambuco

Lula 68,09%

Bolsonaro 21,63%

___________________

*Piauí

Lula 65,71%

Bolsonaro 18,45%

___________________

Rio Janeiro

Lula 69,72%

Bolsonaro 32,61%

___________________

*Rio Grande Norte

Lula 76,51%

Bolsonaro 28,96%

___________________

Rio Grande Sul

Lula 69,39%

Bolsonaro 32,16%

___________________

Rondônia

Lula 69,85%

Bolsonaro 23,31%

___________________

Roraima

Lula 50,43%

Bolsonaro 28,29%

___________________

Santa Catarina

Lula 82,41%

Bolsonaro 13,76%

___________________

São Paulo

Lula 71,47%

Bolsonaro 27,27%

___________________

*Sergipe

Lula 61,13%

Bolsonaro 24,66%

___________________

Tocantins

Lula 51,23%

Bolsonaro 26,98%

domingo, 1 de julho de 2018

Futebol é o ópio do povo

Futebol é o ópio do povo.

Por Eddy Vomit



Como há muito já dizia o nosso saudoso escritor Nelson Rodrigues, o futebol é o ópio do povo. Este esporte bretão é capaz de remover as mais duras mazelas psico-sociais do ser-humano em apenas 90 minutos de quimeras-esverdeadas. Em todo planeta, o futebol fascina e serve como a verdadeira cartase da miséria humana, mas porquê este dominio em todas as classes sociais levando os homens a extremos atos de sandice? Bem, tentarei responder esta questão.

Desde os primórdios, que o homem tem dentro de si o germe da conquista, quer na condição de caça ou caçador. Na idade-média, a opressão religio-imperativa chegou ao cúmulo da Santa Inquisão, que de santa sabemos que nada tinha. Os exércitos se degladiavam por toda e qualquer forma de poder, aliás tudo gira em torno do poder. Mas o que é o poder? O poder nada mais é que mera ilusão de conquista de um ser ou entidade sobre outrem, mas que na realidade além de ser uma conquista passageira, o conquistador nada conquista à não ser os louros psicológicos de sua meta, pois os conquistados jamais são subjulgados no intérim da alma. Poder algo é fingir que se pode alguma coisa, mas o poder nada pode em vista do tempo e das ordens infinitas da grande providência. Temos exemplos famosos como as derrocadas de inúmeros impérios desde os egípicios até os alemães através dos séculos subjacentes. Comtêmporaneamente, temos o império da águia que pensa dominar o mundo, mas não consegue dominar nem a si mesmo. Mas e o futebol, onde entre nesta estória estaparfúdia?

O futebol é nossa "guerra pacífica", e nosso time ou seleção não passa de um exército na qual o torcedor pensa fazer parte e por isso se entrega de corpo e alma as duras provas cardiácas de uma partida futebolística. Os soldados da bola, jogam pela honra de sua camisa em busca de um poder mesmo que temporário numa vitória no campo de batalha, mas é ai que o torcedor se droga no ópio do futebol. Em suma, os nossos soldados da bola não passam de mercenários em busca de poder e riqueza e que tanto faz o escudo que defedem, mas a irracionalidade do torcedor o cega para estas nuances corruptivas e ele pensa que aquele mercenário esta ali por amor ao seu clube ou país, ledo engano. O jogador em sua maioria é profissional e vê no futebol um mero meio de vida, é claro que o emocional conta, mas só no campo esverdeado e apenas 90 minutos é que conta em sua condição de ator de chuteiras num teatro Shakespereano de mascaras horrendas e hipócritas. Ao sair de seu palco circular, aquele ator de uniforme esquece de todo o clamor desesperado do pobre torcedor que se esgoelou na incentivação nefasta de torcedor e tudo mais que possa ter ocorrido no gramado. Em suma no presente momento ele só pensa em sua gorda conta bancária e em sua gata loira que o espera no motel, enquanto o povo cansado e opiado pelas desgraças cotidianas volta de ônibus enlatado e se ilude sofrendo e vivendo com as vitórias ou derrotas de sua paixão desenfreada. Raríssimos são aqueles jogadores que gostam de verdade de suas entidades futebolísticas e a cada ano que passa, o mercado "capetalista" destroi ainda mais aquele fatidico amor pelas chuteiras. Nosso Brasil até hoje é conhecido como a Patria de chuteiras e isso é deveras triste no conceito de cartase humano.

O Brasil talvez seja um exemplo classico do opianismo popular em relação ao futebol, quer seja pela falta de educação ou de perspectivas da população que erra como orfãos solitários de uma mãe Pindorama e desajustada, quer seja pela irracionalidade bestial do brasileiro em relação ao esporte bretão. Devemos torcer sim, mas com uma certa desconfiança no amanhã pois nossos herois nunca foram exemplos de nada. Desmistifiquemos os deuses e plantemos a razão que o ópio futebolístico insiste em destruir. Entre Copas e derrotas o Brasil varonil deveria primeiro se preocupar com seu bem-estar humano e não com pseudo-cartases destrutivas. A mídia iconoclasta, como sempre alimenta o sonho utópico-ópio da seleção de futebol, isso serve para distrair o povo das verdadeiras intenções dos falcões governamentais que a cada dia dilaceram nossa medíocre vidinha-terrestre espoliando nosso orgulho e massacrando o proletário em prol do poder concentrado nas mãos do diabólico sistema capital que insiste em futebolizar as eras. Entre tragédias gregas e tupiniquins, o opiado povo brasileiro continua a se enganar por uma luta perdida num gramado-lamacento de dólares surrupiados por mídias escandalizadas em que fantoches de chuteiras pensam ser livres, mas são apenas bonecos dilacerados nas mãos dos "capetalistas" de plantão, afinal de contas, estes bonecos outrora também faziam parte do povo opiado e num passe medonho de uma falsa magia, se transformaram em semi-deuses analfabetos que correm atrás de uma bola de dinamite que a cada gol explode a já baixa-estima de uma população que pensa ser livre e que na verdade vive em profundo cárcere privado de grilhões verdes. E no final gritamos

gooooooooooooooooooooooooooooooollllllllllllllllllllllppppppppppppeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Gleisi é inocente. E quem paga pelo que se fez a ela?

Gleisi é inocente.

E quem paga pelo que se fez a ela?

POR FERNANDO BRITO · 19/06/2018


Gleisi Hoffmann foi absolvida, por unanimidade, das acusações de corrupção e de lavagem de dinheiro, embora Edson Fachin, acompanhado por Celso de Mello, tenha tentado fazer um arranjo para incriminá-la por “caixa-dois” eleitoral.

E, por isso, a mídia vá dizer que ela foi absolvida por 3 a 2, quando todos os 5 ministros reconheceram (dois a contragosto) que não havia nenhum dos dos crimes que lhe foram imputados.

Infelizmente, não se pode chamar a isso uma vitória da Justiça.

É, antes, uma condenação de um sistema policial-judicial que, impunemente e por mais de três anos, enxovalhou a reputação de uma pessoa contra a qual nada se tinha além dos depoimentos dos dedo-duros de Sérgio Moro, que falam e acusam, como todos sabem, de acordo com a vontade dos lavajateiros.

Quem é que irá restituir o que essa mulher e sua família passaram? Quem vai devolver os sobressaltos e humilhações a que a histeria udenista os infernizaram?

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A máquina de moer reputações engasgou na hora de devorar Gleisi, mas continua funcionando a todo o vapor.

Mesmo quando ocorre, como se passou com ela, a demonstração de que não há provas, chegamos ao ponto de que dois ministros fazem um malabarismo antijurídico para que, afinal, a alguma coisa se possa condená-la, apenas porque “o Direito da Lava Jato” não admite que possa estar investindo contra inocentes, porque são todos “ideologicamente culpados”.

Vai custar até que se desmonte esta máquina perversa e, com toda a sinceridade, não de deve ser muito otimista quanto ao julgamento dos recursos pela mesma Segunda Turma do STF, marcado para terça-feira.

Fez-se um pingo de Justiça a Gleisi, verdade que depois de muitas injustiças. Mas contra Lula ainda há um oceano do mal a cruzar-se até que se restabeleça a verdade.

sábado, 16 de junho de 2018

STF pode determinar o futuro de Lula no próximo dia 26

É o entendimento.

érgio Moro, que ordenou a execução provisória da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex em Guarujá (SP). A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos segunda instância da Justiça.

Na petição enviada ao Supremo, a defesa do ex-presidente alega que há urgência na suspensão da condenação, porque Lula é pré-candidato à Presidência e tem seus direitos políticos cerceados ante a execução da condenação, que não é definitiva.

"Além de ver sua liberdade tolhida indevidamente, corre sério risco de ter, da mesma forma, seus direitos políticos cerceados, o que, em vista do processo eleitoral em curso, mostra-se gravíssimo e irreversível", argumentou a defesa.

Além de Fachin, a Segunda Turma do STF é composta pelos ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewadowski, Dias Toffoli e Celso de Mello.

sábado, 9 de junho de 2018

MANIFESTO AO POVO BRASILEIRO – LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

MANIFESTO AO POVO BRASILEIRO – LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


Há dois meses estou preso, injustamente, sem ter cometido crime nenhum. Há dois meses estou impedido de percorrer o País que amo, levando a mensagem de esperança num Brasil melhor e mais justo, com oportunidades para todos, como sempre fiz em 45 anos de vida pública.

Fui privado de conviver diariamente com meus filhos e minha filha, meus netos e netas, minha bisneta, meus amigos e companheiros. Mas não tenho dúvida de que me puseram aqui para me impedir de conviver com minha grande família: o povo brasileiro. Isso é o que mais me angustia, pois sei que, do lado de fora, a cada dia mais e mais famílias voltam a viver nas ruas, abandonadas pelo estado que deveria protegê-las.

De onde me encontro, quero renovar a mensagem de fé no Brasil e em nosso povo. Juntos, soubemos superar momentos difíceis, graves crises econômicas, políticas e sociais. Juntos, no meu governo, vencemos a fome, o desemprego, a recessão, as enormes pressões do capital internacional e de seus representantes no País. Juntos, reduzimos a secular doença da desigualdade social que marcou a formação do Brasil: o genocídio dos indígenas, a escravidão dos negros e a exploração dos trabalhadores da cidade e do campo.

Combatemos sem tréguas as injustiças. De cabeça erguida, chegamos a ser considerados o povo mais otimista do mundo. Aprofundamos nossa democracia e por isso conquistamos protagonismo internacional, com a criação da Unasul, da Celac, dos BRICS e a nossa relação solidária com os países africanos. Nossa voz foi ouvida no G-8 e nos mais importantes fóruns mundiais.

Tenho certeza que podemos reconstruir este País e voltar a sonhar com uma grande nação. Isso é o que me anima a seguir lutando.

Não posso me conformar com o sofrimento dos mais pobres e o castigo que está se abatendo sobre a nossa classe trabalhadora, assim como não me conformo com minha situação.

Os que me acusaram na Lava Jato sabem que mentiram, pois nunca fui dono, nunca tive a posse, nunca passei uma noite no tal apartamento do Guarujá. Os que me condenaram, Sérgio Moro e os desembargadores do TRF-4, sabem que armaram uma farsa judicial para me prender, pois demonstrei minha inocência no processo e eles não conseguiram apresentar a prova do crime de que me acusam.

Até hoje me pergunto: onde está a prova?

Não fui tratado pelos procuradores da Lava Jato, por Moro e pelo TRF-4 como um cidadão igual aos demais. Fui tratado sempre como inimigo.

Não cultivo ódio ou rancor, mas duvido que meus algozes possam dormir com a consciência tranquila.

Contra todas as injustiças, tenho o direito constitucional de recorrer em liberdade, mas esse direito me tem sido negado, até agora, pelo único motivo de que me chamo Luiz Inácio Lula da Silva.

Por isso me considero um preso político em meu país.

Quando ficou claro que iriam me prender à força, sem crime nem provas, decidi ficar no Brasil e enfrentar meus algozes. Sei do meu lugar na história e sei qual é o lugar reservado aos que hoje me perseguem. Tenho certeza de que a Justiça fará prevalecer a verdade.

Nas caravanas que fiz recentemente pelo Brasil, vi a esperança nos olhos das pessoas. E também vi a angústia de quem está sofrendo com a volta da fome e do desemprego, a desnutrição, o abandono escolar, os direitos roubados aos trabalhadores, a destruição das políticas de inclusão social constitucionalmente garantidas e agora negadas na prática.

É para acabar com o sofrimento do povo que sou novamente candidato à Presidência da República.

Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.

Sou candidato porque acredito, sinceramente, que a Justiça Eleitoral manterá a coerência com seus precedentes de jurisprudência, desde 2002, não se curvando à chantagem da exceção só para ferir meu direito e o direito dos eleitores de votar em quem melhor os representa.

Tive muitas candidaturas em minha trajetória, mas esta é diferente: é o compromisso da minha vida. Quem teve o privilégio de ver o Brasil avançar em benefício dos mais pobres, depois de séculos de exclusão e abandono, não pode se omitir na hora mais difícil para a nossa gente.

Sei que minha candidatura representa a esperança, e vamos levá-la até as últimas consequências, porque temos ao nosso lado a força do povo.

Temos o direito de sonhar novamente, depois do pesadelo que nos foi imposto pelo golpe de 2016.

Mentiram para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita. Mentiram que o país iria melhorar se o PT saísse do governo; que haveria mais empregos e mais desenvolvimento. Mentiram para impor o programa derrotado nas urnas em 2014. Mentiram para destruir o projeto de erradicação da miséria que colocamos em curso a partir do meu governo. Mentiram para entregar as riquezas nacionais e favorecer os detentores do poder econômico e financeiro, numa escandalosa traição à vontade do povo, manifestada em 2002, 2006, 2010 e 2014, de modo claro e inequívoco.

Está chegando a hora da verdade.

Quero ser presidente do Brasil novamente porque já provei que é possível construir um Brasil melhor para o nosso povo. Provamos que o País pode crescer, em benefício de todos, quando o governo coloca os trabalhadores e os mais pobres no centro das atenções, e não se torna escravo dos interesses dos ricos e poderosos. E provamos que somente a inclusão de milhões de pobres pode fazer a economia crescer e se recuperar.

Governamos para o povo e não para o mercado. É o contrário do que faz o governo dos nossos adversários, a serviço dos financistas e das multinacionais, que suprimiu direitos históricos dos trabalhadores, reduziu o salário real, cortou os investimentos em saúde e educação e está destruindo programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Pronaf, Luz Pra Todos, Prouni e Fies, entre tantas ações voltadas para a justiça social.

Sonho ser presidente do Brasil para acabar com o sofrimento de quem não tem mais dinheiro para comprar o botijão de gás, que voltou a usar a lenha para cozinhar ou, pior ainda, usam álcool e se tornam vítimas de graves acidentes e queimaduras. Este é um dos mais cruéis retrocessos provocados pela política de destruição da Petrobrás e da soberania nacional, conduzida pelos entreguistas do PSDB que apoiaram o golpe de 2016.

A Petrobrás não foi criada para gerar ganhos para os especuladores de Wall Street, em Nova Iorque, mas para garantir a autossuficiência de petróleo no Brasil, a preços compatíveis com a economia popular. A Petrobrás tem de voltar a ser brasileira. Podem estar certos que nós vamos acabar com essa história de vender seus ativos. Ela não será mais refém das multinacionais do petróleo. Voltará a exercer papel estratégico no desenvolvimento do País, inclusive no direcionamento dos recursos do pré-sal para a educação, nosso passaporte para o futuro.

Podem estar certos também de que impediremos a privatização da Eletrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa, o esvaziamento do BNDES e de todos os instrumentos de que o País dispõe para promover o desenvolvimento e o bem-estar social.

Sonho ser o presidente de um País em que o julgador preste mais atenção à Constituição e menos às manchetes dos jornais.

Em que o estado de direito seja a regra, sem medidas de exceção.

Sonho com um país em que a democracia prevaleça sobre o arbítrio, o monopólio da mídia, o preconceito e a discriminação.

Sonho ser o presidente de um País em que todos tenham direitos e ninguém tenha privilégios.

Um País em que todos possam fazer novamente três refeições por dia; em que as crianças possam frequentar a escola, em que todos tenham direito ao trabalho com salário digno e proteção da lei. Um país em que todo trabalhador rural volte a ter acesso à terra para produzir, com financiamento e assistência técnica.

Um país em que as pessoas voltem a ter confiança no presente e esperança no futuro. E que por isso mesmo volte a ser respeitado internacionalmente, volte a promover a integração latino-americana e a cooperação com a África, e que exerça uma posição soberana nos diálogos internacionais sobre o comércio e o meio ambiente, pela paz e a amizade entre os povos.

Nós sabemos qual é o caminho para concretizar esses sonhos. Hoje ele passa pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas, sem regras de exceção para impedir apenas determinado candidato.

Só assim teremos um governo com legitimidade para enfrentar os grandes desafios, que poderá dialogar com todos os setores da nação respaldado pelo voto popular. É a esta missão que me proponho ao aceitar a candidatura presidencial pelo Partido dos Trabalhadores.

Já mostramos que é possível fazer um governo de pacificação nacional, em que o Brasil caminhe ao encontro dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e dos trabalhadores.

Fiz um governo em que os pobres foram incluídos no orçamento da União, com mais distribuição de renda e menos fome; com mais saúde e menos mortalidade infantil; com mais respeito e afirmação dos direitos das mulheres, dos negros e à diversidade, e com menos violência; com mais educação em todos os níveis e menos crianças fora da escola; com mais acesso às universidades e ao ensino técnico e menos jovens excluídos do futuro; com mais habitação popular e menos conflitos de ocupações nas cidades; com mais assentamentos e distribuição de terras e menos conflitos de ocupações no campo; com mais respeito às populações indígenas e quilombolas, com mais ganhos salariais e garantia dos direitos dos trabalhadores, com mais diálogo com os sindicatos, movimentos sociais e organizações empresarias e menos conflitos sociais.

Foi um tempo de paz e prosperidade, como nunca antes tivemos na história.

Acredito, do fundo do coração, que o Brasil pode voltar a ser feliz. E pode avançar muito mais do que conquistamos juntos, quando o governo era do povo.

Para alcançar este objetivo, temos de unir as forças democráticas de todo o Brasil, respeitando a autonomia dos partidos e dos movimentos, mas sempre tendo como referência um projeto de País mais solidário e mais justo, que resgate a dignidade e a esperança da nossa gente sofrida. Tenho certeza de que estaremos juntos ao final da caminhada.

Daqui onde estou, com a solidariedade e as energias que vêm de todos os cantos do Brasil e do mundo, posso assegurar que continuarei trabalhando para transformar nossos sonhos em realidade. E assim vou me preparando, com fé em Deus e muita confiança, para o dia do reencontro com o querido povo brasileiro.

E esse reencontro só não ocorrerá se a vida me faltar.

Até breve, minha gente

Viva o Brasil! Viva a Democracia! Viva o Povo Brasileiro!

Luiz Inácio Lula da Silva

Curitiba, 8 de junho de 2018

quinta-feira, 31 de maio de 2018

PT dá sinal verde, declara apoio ao PSB e afirma que não colocará empecilhos em alianças na Paraíba

PT dá sinal verde, declara apoio ao PSB e afirma que não colocará empecilhos em alianças na Paraíba


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Nesta quinta-feira (31) 0 PT da Paraíba divulgou um manifesto sobre as eleições 2018, onde declara que não colocará nenhum empecilho para as alianças que o PSB vier a construir para a disputa majoritária no Estado.p> “Queremos afirmar também que o PT da Paraíba, a depender de nós, não será obstáculo para as alianças que forem necessárias à vitória do projeto liderado pelo PSB. Assim como o PT lidera o bloco democrático e de esquerda em nível nacional com a candidatura de Lula, é o PSB que comanda a montagem do palanque aliado em nosso estado. Todavia, defendemos um perfil progressista para a coalizão eleitoral. Mas, não seremos empecilho diante dos movimentos necessários à vitória do projeto e à derrota das forças do atraso”, diz o documento.

Sobre a eleição presidencial, o manifesto assinala que não haverá plano B e que o partido vai marchar com a candidatura de Lula. “O PT registrará a candidatura de Lula a presidente em 15 de agosto. Não há Plano B ou C. Lula será candidato porque é a maior esperança do povo brasileiro e vai apresentar um programa de governo voltado para o desenvolvimento, inclusão social e propondo um referendo revogatório destas reformas antipopulares de Temer. Lula presidente será capaz de unir as forças democráticas e de esquerda para recolocar o Brasil no rumo certo, baseado na soberania popular”.

Com informações de Os Guedes

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

“POR UMA FRENTE DOS QUE GOSTAM E DOS QUE NÃO GOSTAM DE LULA!

“POR UMA FRENTE DOS QUE GOSTAM
E DOS QUE NÃO GOSTAM DE LULA!
Texto de Gilberto Maringoni do PSOL.

ESQUEÇA os R$ 51 milhões nas malas de Geddel.

Esqueça a outra mala, nas mãos de Rocha Loures.

Faça vistas grossas aos R$ 38 bilhões a serem torrados na compra de votos para a Previdência.

Deixe de lado a aprovação do PL que suspende o pagamento de R$ 1 trilhão das petroleiras internacionais em tributos.

Não se preocupe com o escândalo JBS, com a suspensão da multa de R$ 25 bilhões do Itaú, com a venda da Eletrobrás, com a reforma trabalhista, com o congelamento de gastos, com o desemprego de dois dígitos, com nossa tragédia social..

Nada disso importa.

O que importa agora é que vão pegar o acusado de ter ocultado um triplex no Guarujá. Ele apresentou provas contrárias, mas contra cabeça de juiz não há evidências. Vão pegar e alardeiam que com isso a moralidade pátria estará salva.

O TRF-4, de Porto Alegre, marcou o julgamento do acusado, líder isolado nas intenções de voto, para o dia 24 de janeiro. A base legal - ironia das ironias - é a Lei da Ficha Limpa, sancionada pelo próprio acusado há sete anos.

Marcaram num tempo sonolento, entre o ano-novo e o carnaval. Os estudantes estarão de férias.

Encurtaram prazos, passaram por cima da ordem habitual dos processos e - tudo indica - vão condenar o homem, que ficará inelegível.

Logo este homem.

Logo Lula, que sempre buscou dar segurança aos mercados. Logo Lula, que não tocou nos interesses dos donos do dinheiro.

Nem isso a turma da casa grande aceita. Não aceita por saber que Lula tem algo que eles não têm: uma formidável base popular que, em determinadas situações, pode se tornar incontrolável. Isso, apesar de todo esforço de Lula em evitar o confronto.

Lula confiou nos de cima, achou que eram amigos e eles vêm a mostrar que em luta de classes não tem conversa. Não deram o golpe à toa. Não deram o golpe para fazer marola.

Admiro a figura histórica de Lula e a marca profunda que há quarenta anos imprime na vida nacional. Ele não é meu ídolo, mas não há liderança popular capaz de a ele se ombrear no Brasil.

Condenar Lula significa transformar o país numa esbórnia.

Num escracho.

Numa mazorca.

Num lupanar cívico.

Condenar Lula significa fraudar as eleições de 2018.

Condenar Lula significa dar o golpe dentro do golpe.

Por isso, agora é hora da frente dos que gostam e dos que não gostam de Lula - mas que estão com a democracia - contra algo que atinge a quase todos.

É hora da frente ampla contra a segunda fase do golpe!”

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A consagração final de Lula será consumada por seus carrascos

A consagração final de Lula será consumada por seus carrascos.
Por Carlos Fernandes

Para que um destino se cumpra, a vida exige seus sacrifícios.

Fato corrente na história da humanidade, os homens e mulheres que mudaram de alguma maneira a forma de se ver o mundo pagaram com a vida sua ousadia.

Talvez a primeira grande vítima de uma justiça parcial e previsível, o grego Sócrates preferiu sucumbir à cicuta a negar seus ensinamentos. Num entardecer, aos pés da Acrópole, um dos pilares da filosofia universal tombava injustiçado pelo medo, pela ignorância e pela cobiça de seus juízes.

Séculos mais tarde, outro revolucionário sentia na carne o gosto amargo dos cravos. Conta as Escrituras que, traído por um dos seus mais próximos discípulos, o homem que não fez outra coisa a não ser pregar a paz, a compreensão e o amor, agonizou até à morte em meio ao júbilo ensandecido de uma multidão.

Por lutar pela independência de seu país, Joana D’Arc, a jovem filha de camponeses, após 20 meses de julgamento, ardeu nas chamas da inquisição acusada de bruxaria.

A lista, como sabem, é interminável.

No Brasil não seria diferente. Zumbi dos Palmares, Tiradentes, Olga Benário, enfim, todos aqueles que lutaram por um país livre, justo e igualitário foram tachados de criminosos por uma sociedade ainda hoje servil e preconceituosa.

Na esteira da história, cobram de Lula – o primeiro operário a chegar à presidência desse país – o seu quinhão de culpa.

Responsável pela mais bem-sucedida política de combate à pobreza e à miséria que se teve notícia em toda a América Latina, o retirante nordestino que escapou da fome e da seca ousou querer para o seu povo um destino que não fosse de servidão e subserviência.

Ao incluir os pobres pela primeira vez nos interesses do Estado, o torneiro mecânico desmantelou uma estrutura secular de dominação e privilégio que remonta ao Brasil escravocrata.

Esse crime capital em particular não poderia ser perdoado.

Lula passou a ser odiado pela elite desse país que apesar de não ter tido um único privilégio subtraído, não suportou a ideia de ter de compartilhar os “seus” espaços com pessoas cuja posição social até então não as autorizava. Permitir que negros, mulheres, homossexuais, índios e minorias em geral passassem a ocupar um lugar de destaque e decisão seja nos altos escalões do poder, seja na vida cotidiana de cada brasileiro, caracterizou-se como uma afronta pessoal a cada machista, homofóbico, preconceituoso e elitista de nossa peculiar classe média.

Alimentados com o que de pior pôde ser produzido em matéria de jornalismo irresponsável praticado a exaustão pela grande mídia nacional, uma horda de analfabetos políticos, muitos deles diretamente beneficiados pelas políticas inclusivas de Lula, se autoproclamaram guardiões da moral tupiniquim e partiram para a mais insana defesa de um modelo de nação do qual eles próprios são excluídos.

Deposta ilegal e violentamente sua sucessora, a possibilidade real de Lula voltar ao poder fez com que todo e qualquer resquício da mínima aparência de normalidade institucional que tentaram manter fosse dado às favas.

A cada pesquisa divulgada de intenção de voto, mais urgente se mostra a “solução final”. Lula não pode, em hipótese alguma, ser candidato.

Os inquisidores modernos foram acionados. Danem-se as aparências, acelerem os processos, atropelem os ritos normais, forjem atalhos. Lula não pode ser candidato.

A fogueira já tem data para ser acesa. No dia 24 de janeiro de 2018, os torquemadas da era moderna iniciarão o mesmo processo que já foi de Sócrates, de Cristo, de Joana.

Não estarão julgando um crime propriamente dito, estarão julgando um homem. Mais do que isso, estarão julgando uma ideia, uma afronta ao establishment, uma desobediência ao estado “natural” das coisas.

Forjado por uma vida inteira de privações e necessidades, Lula faz exatamente o que se espera de um homem como ele: luta incansavelmente com as forças de um sertanejo que não admite ser injustiçado.

Lula sabe que não precisa mais da presidência da República para sua biografia. Duas vezes eleito e dono da maior aprovação que um presidente já teve em toda a história desse país, ele já entrou para a história. Lula precisa mesmo da presidência da República é para dá-la novamente ao povo brasileiro.

O resultado do seu julgamento já está dado. A justiça não estará presente no momento de seu pronunciamento. Não esteve em nenhum momento do processo. A única possibilidade de reversão seria uma brutal mobilização dos movimentos progressistas nas ruas a partir de já.

À parte tudo isso, a condenação de Lula por um Tribunal de Exceção servirá apenas para consagrar a história de um homem que dedicou a sua vida a uma causa improvável: um Brasil para todos.

Nota Oficial: Lula é candidato do povo brasileiro

Nota Oficial: Lula é candidato do povo brasileiro

Diante das provas da inocência de Lula, só há uma decisão justa e legal: a revogação da sentença da primeira instância e a absolvição pelo TRF-4

Nota em defesa do ex-presidente Lula

Diante da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que marcou em tempo recorde o julgamento da apelação do ex-presidente Lula contra a injusta sentença do juiz Sergio Moro, o PARTIDO DOS TRABALHADORES afirma:

Lula é o maior líder político do Brasil. Sua candidatura à Presidência da República pertence ao povo brasileiro e se consolida cada vez mais num país que precisa superar a crise, recuperar a democracia, a geração de empregos e a soberania.

O processo contra Lula tem sido marcado por várias exceções ao estado de direito: a condução coercitiva, o vazamento de telefonemas com presidente Dilma, a condenação sem provas. Ao marcar o julgamento em prazos tão curtos, o TRF-4 age de forma no mínimo excepcional. Lula é inocente das acusações que lhe foram imputadas, num processo marcado por arbitrariedades, ilegalidades e cerceamento ao direito de defesa. Diante das provas da inocência de Lula, só há uma decisão justa e legal para o caso: a revogação da sentença da primeira instância e a absolvição pelo TRF-4.

Os golpistas e seus aliados investem em saídas artificiais e antidemocráticas para impedir a volta de Lula ao governo. Se têm a expectativa ver Lula inelegível a partir do julgamento da apelação, enganam-se. Qualquer discussão ou questionamento sobre sua candidatura só se dará após o registro no Tribunal Superior Eleitoral, em agosto.

Lula é o nosso candidato e será o próximo presidente do Brasil.

Gleisi Hoffmann

Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Lula: Estou tranquilo com a antecipação do processo

Lula: Estou tranquilo com a antecipação do processo

O ex-presidente Lula esteve na cidade de Brasília nesta quarta-feira (13), para um grande encontro com a militância petista e a população do Distrito Federal. Em sua fala, o ex-presidente defendeu que a militância do PT sofreu muito na capital do país, mas tem que caminhar de cabeça erguida.

“Aqui no Brasil passaram a usar a camisa amarela simbolizando que eram brasileiros e nós não, mas eles vão em Miami gastar dinheiro e quando vêm protestar colocam camisa amarela. Nós não temos duas caras, protestamos de camisa vermelha, trabalhamos de camisa vermelha e somos mais brasileiros que eles porque quem trabalha nesse país somos nós”, afirmou o ex-presidente.

Durante o evento, Lula e o PT-DF receberam os novos filiados ao Partido dos Trabalhadores. Somente após o VI Congresso, ocorrido em maio desse ano, o PT recebeu cerca de 700 novas filiações, sendo mais de 200 de setembro a dezembro, o que evidencia o momento de vigor vivido pelo partido. Também esteve presente a presidenta do PT e senadora Gleisi Hoffmann, a presidenta do PT-DF e deputada Erika Kokay, o senador Lindbergh Farias, o deputado distrital Ricardo Vale, entre outros.

Lula criticou a perseguição que tem sofrido por parte da mídia e do judiciário. “Eles agora estão tentando criar a ideia de que a cada discurso que faço é uma antecipação de campanha. Eles querem abrir um processo contra mim dizendo que estarei proibido de concorrer porque fiz antecipação de campanha”.

“É verdade que tenho feito muitos discursos, tenho feito caravanas, mas quem tem feito antecipação de campanha são aos meios de comunicação liderados pela Globo, que há três anos falam mal de mim todo santo dia e tentam empurrar ao povo brasileiro que cometi algum crime e não estou apto a concorrer à presidência”.

“Não quero ser candidato para me proteger. Quero provar minha inocência para ser candidato”, afirmou Lula. “Tenho desafiado Moro, o Ministério Público, a Polícia Federal. O dia que mostrarem um crime que cometi, venho à praça pública pedir desculpas ao povo brasileiro. Mas se eles não provarem, eles tem que vir pedir desculpas”.

O ex-presidente garantiu estar tranquilo com a antecipação do processo no qual é acusado injustamente. “Eu estou tranquilo até com a antecipação do processo, porque passei a vida toda falando que a justiça é morosa. Só espero que os juízes que vão me julgar leiam o processo, leiam a peça de defesa e de acusação. Se tem uma pessoa nesse país que não precisava sequer de advogado de defesa, sou eu”.

Lula ainda destacou que nenhum presidente beneficiou o setor do funcionalismo público como ele e falou que espera acordar o povo com as viagens pelo país. “Acho que esse golpe aconteceu porque inventaram uma doença chamada pedalada, chamada PT, chamada Dilma Rousseff, então deram uma anestesia na gente, dizendo que a gente iria melhorar depois da operação. Tiraram a Dilma e acordamos depois dessa operação vendo que eles não queriam recuperar o Brasil, mas acabar com a CLT e com os direitos do povo”.

Para o ex-presidente é preciso preservar os postos de trabalho no país. “Tenho respeito pelas instituições, defendo o Ministério Público, defendo a Polícia Federal, quero que ladrão vá preso, o que eu não quero é que o trabalhador seja vítima do que estão fazendo no Brasil, quebrando a Petrobras, a industria naval, a construção civil, enquanto está cheio de malandro que fez a delação premiada vivendo cheio de dinheiro e o povo desempregado”.

“Se não sabem consertar esse país, eu sei. Se não sabem cuidar do povo brasileiro, eu sei. Só vamos consertar esse país quando voltarmos a colocar o povo mais humilde participando na economia”.

Gleisi Hoffmann aproveitou o ato para dizer que “eleição sem Lula é fraude, julgamento sem prova é fraude”. Segundo a presidenta do PT, “estamos na terceira fase do golpe nesse país. A primeira foi a retirada da Dilma, a segunda a retirada de direitos e a terceira a retirada de Lula da possibilidade de ser presidente do brasil”.

“Esse julgamento antecipado que foi marcado no TRF, ele não podia ter sido marcado na frente de outros, não podia ter sido antecipado. Um relator levou 36 dias para fazer o relatório do Lula, quando o normal para fazer um relatório era 60 dias. A Justiça tem que ser igual para todos, portando, condenar Lula sem provas, é um golpe contra a democracia e o povo brasileiro”.

“Temos que ficar de pé para defender Lula, porque defender Lula é defender a Democracia. Lula não é mais o candidato do PT, é o candidato do povo brasileiro. É obrigação do PT e dos movimentos sociais defender essa candidatura. Não tem crime para julgar o presidente Lula, mas tudo bem, dia 24 estaremos todos na frente do TRF. Vamos mostrar que esse país tem esperança, tem confiança e é grande o suficiente para reconduzir Lula à presidência do Brasil”.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) afirmou que “o Brasil está sequestrado nesse momento, está em um balcão, entregue no grande balcão internacional. Querem vender a Eletrobras ao valor de 2% de seus ativos. Querem que voltemos para a senzala, mas falamos que quem tem que estar aprisionado é Michel Temer”.

“Estabeleceram um profundo processo de corrupção hemorrágica. O Brasil não cabe dentro de uma mala. O Brasil é muito maior do que querem fazer com essa nação. Defender Luis Lula é defender a democracia, é defender a liberdade, e é dizer: tirem as mãos do povo brasileiro”.

Lindbergh Farias também esteve presente com apoio ao ex-presidente Lula. “Eu confesso que dormi e acordei indignado, mas com disposição de luta, indignado porque estão destruindo o Brasil, entregando o pré-sal. O Brasil está voltando ao mapa da fome. Indignado com esse sistema judiciário seletivo. Acompanhei esse processo todo, já fizeram uma condenação sem absolutamente nenhuma prova. Esse Sérgio Moro não passa de um covarde manipulado pela Rede Globo”.

“Falo aos irmão Marinho, botem a mão na consciência, vejam o tamanho da irresponsabilidade que foi feita no Brasil depois do golpe. Arranjem um candidato e venham disputar com Lula nas urnas. Já foram irresponsáveis demais. Se quiserem jogar o país na lama, saibam que estamos pronto para a guerra, não vamos aceitar eleição sem Lula. Se esperam esquerda calminha, bem comportada, eles quebram a cara”, completou o senador.


Da redação da Agência PT de notícias

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

"Nunca pensei que a imagem do PT fosse reconstituída de maneira tão rápida
Por Gustavo Conde.

"Nunca pensei que a imagem do PT fosse reconstituída de maneira tão rápida. É impressionante. O golpe fez um favor sensacional à esquerda (só os esquerdistas fajutos acham que não; porque esquerdista, meu caro, pensa sempre na vitória, não na derrota).

Depois de 16 anos no poder, se o PT saísse "democraticamente" como só acontece nas boas democracias, em 2018, ele sairia desestruturado simbolicamente. Seria muito difícil recompor quadros e projetos, ainda mais com um país modificado (para melhor).

Provavelmente, o PT dividir-se-ia, não em dois, mas em vários partidos, em vários projetos distintos. Mas, não. Interromperam esse processo natural da história. Fizeram um favor ao PT velho de guerra (o que, sinceramente, não sei se é bom; só sei que é fato).

O PT voltou a ser o partido do povo. Não que ele tivesse deixado de ser. A "imagem" dele deixou de ser, uma vez que foram 13 anos de imprensa ultraconservadora martelando e o próprio desdobramento natural que se dá quando um partido cria raízes no governo. Essa ruptura institucional drástica já impregnou o inconsciente da população brasileira como injustiça e como golpe.

Nem falo da percepção prospectada nas pesquisas. Não confio muito em pesquisas. Falo da percepção real, no dia a dia. De uns tempos para cá, nas padarias, nos postos de gasolina, nas feiras, em qualquer lugar que atenda pelo nome de "popular", as pessoas manifestam seu horror ao que aí está como cenário político e dizem comovidas "como era melhor antes".

Eu converso com as pessoas, adoro. Aprendo muito mais do que lendo a Folha (que leio porque tenho fetiche e para preparar aulas de redação usando seus textos como exemplos negativos). Enfim, a canoa virou e agora falta combinar com os russos. A sensação é muito boa. É bom ver que o PT, esse partido que dominou todos os corações durante tanto tempo, que representou um jeito diferente de lidar com o poder público, com a própria eleição, com a própria democracia, voltou a ser o partido do povo, o partido que materializa todas as demandas da maioria da população. Mais um pouco e "ser petista" voltará a ser moda, como nos anos 80. Aliás, é daí que vem toda essa "frustração difusa" da classe média com o PT. Eles embarcaram nos anos 80 por puro modismo: era chique ser petista. Aquela adesão, portanto, foi completamente vazia. Era um bando de tucanos enrustidos - perdão - que queriam parecer inteligentes.

Data vênia, podem vender a Petrobrás, a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, as Eletrobrás, Itaipu, o raio que os parta. A gente reconstrói tudo de novo e melhor.

É bom lembrar um dos significados de se entender como uma pessoa de "esquerda": uma pessoa de esquerda tem esperança e não lida com a frustração fruto de incompetência e preguiça intelectual. A esquerda FAZ. Elabora, projeta, reage, luta, dá as caras, cria, faz arte, canta, comemora, celebra, transa. Nunca é demais lembrar de tudo isso."

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A um ausente

A UM AUSENTE
Cralos Drumond de Andrade

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.


Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?


Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.


Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

Homenagem a um ausente, meu pai.

TACLA DURAN EXIBIU O QUE ESCONDEM

TACLA DURAN EXIBIU O QUE ESCONDEM

Por Alfredo Herkenhoff*

Foram mexer com Dom Rodrigo Tacla Duran achando que ele fosse do bando da Odebrecht, ou somente mais um doleiro amigo de qualquer delação que o livrasse da preventiva. E o cara é mais espanhol do que brasileiro. O cara é expert em direito internacional. E deu um nó na Lava Jato. Pegou na jugular da Organização criminosa.

Tacla não acusou Moro, que mesmo assim não gostou do que leu e cometeu um erro grave ao interromper um fim de semana no mês de agosto para responder à Folha de S Paulo horas depois que o jornal publicou a matéria de Monica Bergamo dizendo que existia um tal Tacla Duran. Informou a jornalista que este advogado estava escrevendo um livro sobre a Lava Jato e que dizia ter provas de que se trata de uma indústria de delação criminosa.

Moro e o federal Carlos Lima negaram prontamente a denúncia pública de que um certo advogado Zuccoloto, padrinho de casamento de Moro e Rosângela, e procuradores da Lava Jato tivessem oferecido um acordo de delação, envolvendo punição caseira, zero preventiva e honorários caríssimos para aliviar Tacla num esquema costurado adrede para o juiz mais poderoso do golpismo.

Tacla interrompeu as negociações. E quando Moro mandou prender o Tacla, o advogado já estava em Madrid. Moro pediu extradição. E a justiça espanhola, prudentemente, prendeu Tacla, examinou a sua defesa e o soltou depois de uns 100 dias de cana em Madri. Negou a extradição e pediu ao Brasil que, dentro dos acordos internacionais, enviasse as provas contra o acusado espanhol para que fosse processado em Madri. Moro náo mandou. E Tacla Duran explicou hoje na CPI por que o Lava Jato não enviou as provas solicitadas pela Justiça da Espanha.

Tacla desmentiu Moro e Carlos Lima e exibiu mensagens de Zuccolato e de procuradores com papel timbrado do MPF formulando as condições de uma delação à la carte. Tacla não aceitou porque o acordo incluia crimes que ele não cometeu e acusações contra alvos que não vinham ao caso. E mais, Tacla em Madri enviou provas à CPI da JBS, apelidada de CPI do Moro. E mais, as provas que Tacla enviou foram periciadas judicialmente na Espanha com todos os rigores de um judiciário e uma Fiscalia técnica (procuradoria) não politizados.

Tacla disse que o Lava Jato nao envia as provas contra ele para que seja julgado em Madri porque os procuradores e Moro nao podem enviar. Seriam desmoralizados. Na busca e apreensão em sua casa e escritório em Sampa, no ano passado. Tacla viu os federais levarem tudo, incluindo as declarações de renda com tudo que recebeu da Odebrecht e de outra empreiteira. Pagou imposto por tudo o que recebeu. Declarou tudo que ganhou no Brasil e no exterior. E nas declarações de I.R que os federais pegaram está lá também a prova de que Tacla Duran pagou dinheiro a advogados de Curitiba, milhões ao Dr. Arns, e pagou também ao advogado Carlos Zucolloto, e mais, pagou também à mulher de Moro, Rosângela Moro, que era sócia do Zucoloto. Ou seja, Tacla, que nao acusa Moro de nada, mostra provas de que Moro, se enviasse as provas produzidas contra Tacla (e na Espanha delações não valem) o juiz seria declarado como impedido espetacularmente porque está cercado de amigos e outros suspeitos da Força Tarefa e ainda vive com uma advogada que está na declação de IR do seu foragido mais odiado.

Moro já deve estar com mais raiva de Rodrigo Tacla Duran do que de Lula.

Se toda a ação penal envolvendo a Petrobras fosse parar no Supremo, procuradores seriam presos por formação de petrolão, ou esquemão dos honorários.

A desventura de marajás que assaltaram o sistema de justiça e implantaram a tortura por conjectura está chegando ao fim. A Lava Jato está implodindo a exemplo do golpe.

Janot pediu a prisão do procurador amigo Pedro Miller. O STF negou, Janot, na saideira, nem recorreu. Neste momento, por exemplo, a grande mídia e o PSDB estão alardeando que os tucanos já desembarcaram do governo do vampiro. Conversa fiada. Continuam juntos destruindo tudo, da CLT à Petrobras.. Querem aprovar o fim da aposentadoria real na semana que vem. Como náufragos, buscam uma boia. Alguns já acham que pode ser o capitão Jair. Outros já sonham com Ciro Gomes. Alckmin é picolé de chuchu e derreteu.

Lula, ao centro, só faz crescer.

Dos 27 Estados, provavelmente os dois primeiros a se insurgir contra a Lava Jato, e contra o governo Temer, serão Santa Catarina e Alagoas.

Hoje no mundo só existe comunismo radical em dois lugares: na Coreia do Norte e na ponta das narinas de Aécio Neves. É pela política que o Brasil vai sair da crise e começar a discutir um caminho para um desenvolvimento econômico e social pujante. Os golpistas, uns oligarcas que vivem roubando os recursos públicos, insistem pra você odiar os políticos e a política, como se o Brasil fosse ser dominado para sempre por esses imbecis e pelos segmentos imbecilizados pelo telejornalismo de propaganda a favor da farsa da Lava Jato que enganou pessoas simples dizendo que ia extinguir a corrupção.

Alfredo Herkenhoff, é Jornalista formado na PUC-Rio em 76.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Urgente: A CASA CAIU! MINISTRO DA JUSTIÇA VENEZUELANO PEDIRÁ PRISÃO DE SERGIO MORO

JUSTIÇA VENEZUELANA PODERÁ ACIONAR A INTERPOL POR CRIMES DE QUE LESAM A PÁTRIA VENEZUELANA.


O ministro Néstor Reverol afirmou que caso as acusações de Tacla Dúran se confirmem pedirá a prisão de Sergio Moro junto a Interpol ( polícia internacional) a justiça brasileira que trabalha em conjunto com a justiça venezuelana ambas são acusadas forjarem provas contra políticos venezuelanos na lava jato.

Com 31 países autores de pedidos de informações ou de adoção de medidas judiciais, a Operação Lava Jato é o caso que mais gerou interesse oficial de autoridades estrangeiras na história das investigações brasileiras.

A operação chamou a atenção no exterior, pois empreiteiras brasileiras, em especial a Odebrecht, usaram estruturas de geração e repasse de dinheiro ilícito com muitas empresas offshore e bancos de vários países, e porque contratos da Petrobras com fornecedoras estrangeiras estão sob investigação (segundo as acusações).

Além do Brasil, o acordo sinaliza o repasse de propinas a autoridades de Angola, da Argentina, da Colômbia, da República Dominicana, do Equador, da Guatemala, do México, de Moçambique, do Panamá, do Peru e da Venezuela.

Tais acusações mesmo que sem provas e com fundamentações desastrosas do achismo, encontrou na Venezuela uma elite tão conservadora quanto a brasileira e no mesmo modo operacional, tentaram sem sucesso derrubar o governo do presidente eleito democraticamente Nicolás Maduro, assim como no Brasil surgiu o MBL, no país vizinho surgiu o Rumbo Libertad, com propostas parecidas e o mesmo discurso mentiroso e falacioso. O Rumbo Libertad é apoiador da lava jato venezuelana, porém com as declarações de Tacla Dúran o governo venezuelano resolveu tomar uma postura diferente da postura do governo brasileiro, o de realmente investigar o que está por trás da lava jato.

Tacla Dúran afirma que diversas planilhas foram alteradas assim como os sistemas MyWebDay e Drousys foram violados pela força tarefa brasileira e que essas informações foram passadas de formas alteradas e violadas para as policias dos demais países. Em depoimento a CPMI da JBS, Dúran confirmou as acusações. Ao tomar conhecimento das acusações o presidente venezuelano Nicolás Maduro incumbiu ao ministério da justiça venezuelana que investigasse o caso e se comprovadas as acusações solicite a Interpol a prisão de Sergio Moro, dos procuradores venezuelanos e brasileiros por crime que lesa a pátria e soberania venezuelana, aos procuradores venezuelanos ainda poderão ser processados por crime de traição e insurgência a presidência da Venezuela.

A pena para esse crime na Venezuela é de até 35 anos de cadeia, na prática a Venezuela não pode prender Sergio Moro e os procuradores brasileiros em solo brasileiro, mas se o pedido for aceito tanto Sergio Moro como os procuradores brasileiros estarão impedidos de deixarem o país, caso ocorra poderão ser presos em qualquer país.

Fonte: TV Venezuela

Partes do texto tirado da folha de São Paulo.

Texto: Pedro Oliveira e Ana Karine Lima

Colaboração de Matias Olizares (Jornalista venezuelano)

Edição: Gabriel Hammer

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Lava Jato agoniza em Praça Pública.

Tacla Durán, o fim da página da mulher de Moro, a histeria de Dallagnol: a Lava Jato agoniza em praça pública.
Por Kiko Nogueira

Durán, como se sabe, não fez acordo de delação premiada. Através de teleconferência, mostrou cópias periciadas de conversas com Carlos Zucolotto, padrinho de casamento de Moro, no que parece uma tentativa de extorsão.

Zucolotto negociaria em nome de um tal “DD”, iniciais naturalmente associadas a Deltan Dallagnol — ou, como está circulando na internet, Duiz Dinácio.

Tacla Durán ainda citou a delação “à la carte” que lhe teria sido oferecida por Marcelo Miller. Ainda que virtualmente ignorada pela imprensa, sua participação na CPI inundou as redes sociais.

A série de reportagens do DCM com o GGN mostrou que a Lava Jato tornou-se uma indústria que está deixando muita gente rica — advogados, gente do Ministério Público, delatores –, enquanto o país empobrece.

Que tipo de combate aos corruptos é esse?

A ganância da tal “panela de Curitiba”, de que fala Durán, engoliu os motivos pretensamente “nobres” da operação que pretendia redimir o Brasil de 500 anos de corrupção.

Com tantos peixes graúdos na rede, ela foi instrumentalizada para ajudar a derrubar Dilma Rousseff e perseguir Lula obsessivamente.

Ao final, a desmoralização. A mídia deu uma força inestimável nesse sentido com os vazamentos sem critério e a canonização de picaretas como o Japonês da Federal. Foi o abraço do afogado.

Criaram-se popstars jurídico-policiais como Dallagnol, Carlos Fernando dos Santos Lima, Sergio Moro, Rodrigo Janot e tantos outros fios desencapados, sequestradores das vontades de um STF fraco.

Nenhum país aguenta viver sob uma instabilidade institucional dessa monta. O Brasil foi alvo de uma condução coercitiva da Lava Jato. Quatro anos depois, como diziam os Teletubbies, é hora de dar tchau.

Tacla Duran põe dois conselhos na berlinda: os silenciosos CNJ e CNMP

Tacla Duran põe dois conselhos na berlinda: os silenciosos CNJ e CNMP
Por Tereza Cruvinel.

As declarações de Tacla Duran não passariam despercebidas, fosse o Brasil um país observador do processo legal.



O advogado Tacla Duran falou a uma CPI do Congresso Nacional. Não foi entrevista ou postagem em rede social. E falou coisas da maior gravidade sobre os métodos da Lava Jato, que não passariam em brancas nuvens num país observador do devido processo legal. Tacla Duran apontou várias condutas irregulares de procuradores da Lava Jato, o que exige um posicionamento do Conselho Nacional do Ministério Público, órgão de supervisão e controle do MPF. Ele revelou que o advogado Zucolotto, padrinho de casamento do juiz Sérgio Moro, pediu R$ 5 milhões “por fora” para conseguir aliviar a multa que teria de pagar, se firmasse acordo com a Lava Jato. Isso exige um posicionamento do Conselho Nacional da Justiça, o CNJ, que existe para supervisionar o Poder Judiciário. Revelou ainda que dados do sistema de controle de propinas da Odebrecht foram manipulados para atingir seletivamente algumas figuras. Seu depoimento por videoconferência, ao longo de três horas, foi acompanhado por milhares de pessoas que esperam dos órgãos de controle mais do que declarações desqualificando Tacla Duran como foragido.


Na verdade, Duran é um refugiado legal na Espanha, que não irá extraditá-lo. Só por isso está falando, ao contrário dos outros investigados e condenados da Lava Jato, que temem sofrer retaliações. O que ele conta suscita perguntas incômodas aos homens da Lava Jato. Se Zucolotto pediu “por fora”, outros mediadores de delações também não pediram e levaram? Não seria este um padrão das negociações? Por que alguns, como o casal Monica e João Santana, conseguiram “salvar” uma parte de seus recursos. As provas apresentadas por Duran devem começar a ser requisitadas por advogados de réus da Lava Jato, a começar pela defesa do ex-presidente Lula, a quem Moro já negou algumas vezes o pedido para que Duran fosse ouvido em seus processos. Já sabemos. Ele negará também o apensamento das provas apresentadas pelo “foragido”.


Acima do Moro, como juiz, e acima dos procuradores, estão o Conselho Nacional de Justiça e o Conselho Nacional do Ministério Público. Se continuarem ignorando o que se passou hoje na CPI da JBS,estarão reconhecendo a própria inutilidade.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Eu não queria dizer isso.....

Por

Gustavo Conde:

"Eu não queria dizer isso. Pode ferir sensibilidades, desmanchar castelos de areia, coisa e tal. Mas, que se dane. O fato, nu e cru, é que Lula vai sendo canonizado, imortalizado e santificado no altar máximo da glorificação histórica. Nem Che Guevara, nem Fidel Castro, nem Nelson Mandela chegaram perto dessa dimensão.
E essa consagração é insuspeita: não há maior prêmio nem maior insígnia do que ser perseguido e caçado com este nível de violência pelo aparelhamento judicial e financeiro em uníssono, com o auxílio de toda a imprensa e dos serviços de "inteligência" nacionais e estrangeiros. É o maior reconhecimento de uma vida que teve um sentido maior, léguas de distância do que a maioria de nós poderia sonhar.
Nem todos os títulos honoris causa do mundo juntos equivalem a essa deferência: ser perseguido por gente do sistema, por representantes máximos do capital, da normatização social e da covardia intelectual, gente que pertence ao lado fascista da história. Não há Prêmio Nobel que possa simbolizar a atuação democrática de Lula no mundo, nem todos os prêmios que Lula de fato ganhou ou recusou (a lista é imensa, uma das maiores do mundo). Porque a honraria mesmo que se desenha é esta em curso: ser o alvo máximo do ódio de classe e o alvo máximo do pânico democrático que tem fobia a voto. Habitar 24 horas por dia a mente desértica dos inimigos da democracia e povoar quase a totalidade do noticiário político de um país durante 40 anos, dando significado a toda e qualquer movimentação social na direção de mais direitos e mais soberania, acreditem, não é pouco.
Talvez, não haja prêmio maior no mundo porque Lula é, ele mesmo, o prêmio. É ele que todos querem, para o bem ou para o mal. É o líder-fetiche, a rocha que ninguém quebra, o troféu, a origem, a voz inaugural, rouca, que carrega as marcas da história no timbre e na gramática.
Há de se agradecer essa grande homenagem histórica que o Brasil vem fazendo com extremo esmero a este cidadão do mundo. Ele poderia ter sido esquecido, como FHC. Mas, não. Caminha para a eternidade, para o Olimpo, não dos mártires, mas dos homens que lutaram e fizeram valer uma vida em toda a sua dimensão espiritual e humana."

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Lula, o criminoso sem crime.

Lula, o criminoso sem crime.

Por
RIBAMAR FONSECA
Jornalista e escritor


"O juiz que trabalha para ser reconhecido é como um juiz corrupto, que trabalha para outro motivo que não a Justiça". A declaração do juiz Marcelo Bretas, da 7ª. Vara Federal Criminal, pode não ter endereço, mas se encaixa como uma luva no seu colega Sergio Moro, do Paraná. Transformado em celebridade pela mídia, cuja fama o tem levado a vários países para fazer palestras, Moro se comporta como pop star, inclusive movimentando-se cercado por um enorme aparato de segurança. Parece estar sempre mais preocupado em ser notícia na grande imprensa, jogando para a plateia, do que em fazer justiça. E se jacta, em suas conferências, de ter colocado na cadeia ex-ministros e figurões da política e da classe empresarial. Por conta disso, muitos o consideram um super-herói, mas essa auréola está desaparecendo gradativamente à medida que sua atuação política vai se tornando mais nítida e sua falta de isenção vai ficando mais escandalosa, sobretudo no caso da perseguição ao ex-presidente Lula.

Depois de ter descartado, recentemente, as perguntas de Eduardo Cunha a Temer, sob a alegação de que o ex-presidente da Câmara pretendia chantagear o Presidente da República – na verdade uma "mãozinha" para preservar Michel Miguel – o magistrado de Curitiba mais uma vez é acusado agora de cercear a defesa do ex-presidente Lula, interrompendo questionamentos dos advogados do líder petista, durante depoimentos de dois ex-procuradores-gerais da República e um ex-diretor da Policia Federal, sob o argumento de "perda de tempo". Perda de tempo?? Quer dizer que exercer o direito constitucional de defesa é perda de tempo?? A obsessão do magistrado e dos procuradores da Lava-Jato para prender o ex-presidente operário, sem que até agora tenham conseguido uma única prova capaz de justificar a medida, parece que os vem deixando desesperados e despudorados, ao ponto de não se preocuparem mais em mascarar a sua gana em tirar Lula de circulação. Prova disso são as alegações finais dos procuradores, no processo sobre o triplex do Guarujá, nas quais reconhecem a ausência de provas contra o ex-presidente, mas assim mesmo pedem a sua condenação.

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, pergunta nas alegações finais que "se é extremamente importante a repressão aos chamados delitos de poder e se, simultaneamente, constituem crime de difícil prova o que se deve fazer?" E ele mesmo responde: "A solução mais razoável é reconhecer a dificuldade probatória" e "os indícios são equivalentes a qualquer outro meio de prova pois a certeza pode provir deles". Ou seja, se não existe prova o que vale é a convicção. Em todas as 334 páginas das alegações finais Dallagnol e companhia reconhecem a total inexistência de provas mas, invocando até o detetive de ficção britânico Sherlock Holmes, afirmam que "o ponto aqui é que disso tudo flui que os crimes perpetrados pelos investigados são de difícil prova. Isso não é apenas um "fruto do acaso", mas sim da profissionalização de sua prática e de cuidados deliberadamente empregados pelos réus".

Para os diligentes investigadores da Lava-Jato, título de propriedade não tem nenhum valor legal. Para eles, o fato de o documento de propriedade do imóvel do Guarujá não estar em nome de Lula, mas da OAS – pasmem! – configura crime do ex-presidente. Ou seja, para Dallagnol, ele é criminoso de qualquer maneira, com ou sem documento, conforme está explícito no trecho em que afirma: "Como provado no presente caso, sendo o triplex no Guarujá destinado ao réu Lula pela OAS a partir dos crimes de corrupção contra a Administração Pública Federal, sobretudo contra a Petrobras, esconder que o réu Lula é o proprietário do imóvel configura o crime. Dizer que "não há escritura assinada" pelo réu Lula é confirmar que ele praticou o crime de lavagem de dinheiro". Parece brincadeira. Será que os diligentes procuradores da Lava-Jato imaginam que os brasileiros são imbecis, para aceitarem semelhante argumentação? Será que o juiz Sergio Moro, que não viu dolo nas contas na Suíça da mulher do ex-deputado Eduardo Cunha, vai aceitar semelhante peça, desprovida de qualquer prova, para condenar Lula?

Dallagnol, que inspirou o deputado Paulo Pimenta a criar o verbo "dallanhar", que significa acusar sem provas, além de citar sete vezes passagens do seu próprio livro, à guisa de argumentos, chegou ao cúmulo da sua acrobacia verbal com um primor como este: "A certeza, filosoficamente falando, é um atributo psicológico e significa ausência de capacidade de duvidar. O estado de certeza diz mais a respeito da falta de criatividade do indivíduo do que a respeito da realidade". Para ele, esse amontoado de palavras deve ser suficiente para condenar o ex-presidente operário por nada, com base na teoria constante do seu livro. Ele provavelmente se inspirou no despacho da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, ao condenar o ex-ministro José Dirceu no caso do chamado mensalão: "Não encontrei provas contra ele, mas o condeno com base na literatura jurídica".

Com a sua politização, o Judiciário, sobretudo o pessoal da Lava-Jato, parece ter perdido o senso de justiça. Então, a título de lembrete como colaboração para melhorar seu desempenho, vale a pena citar o ensinamento de Jesus, que se constitui um roteiro seguro para se fazer justiça: "Não faça aos outros o que não queres que te façam".

domingo, 28 de maio de 2017

ROBERTO CAVALCANTI SABE DAS COISAS

ROBERTO CAVALCANTI SABE DAS COISAS
Por Flávio Lúcio Vieira*
Do Site Eliezer Gomes

O desespero da turma do andar de cima com a possibilidade cada mais inevitável de Lula voltar à Presidência é grande. O artigo que Roberto Cavalcanti assina hoje no jornal Correio da Paraíba é, antes de tudo, uma louvação à Justiça partidária, uma homenagem ao justiçamento político, quase um apelo desesperado para que Sérgio Moro cumpra logo o desígnio no papel para o qual foi escalado.

Como nesse caso o trabalho de Moro não será suficiente para que, sozinho, entre no panteão dos heróis da Casa-Grande, a turma de juízes do TRF-4, de Porto Alegre, assim que chegar sua vez, será transformada na última esperança daqueles que compõem os 1% mais ricos do país: confirmar a pena já antecipada pelas linhas de Roberto Cavalcanti, como se o processo hoje em andamento da Vara morista de Curitiba fosse apenas uma formalidade. E é mesmo, como já sabemos todos, e o dono da maior empresa de comunicação do estado faz questão de explicitar isso sem se preocupar sequer com o disfarce.

A farsa que é o julgamento de Lula é de tal maneira assumida como tal que Sério Moro fica parecendo mais o verdugo que cumpre as ordens do tribunal que verdadeiramente decide, o que se revelou quando o “coração generoso” de Sérgio Moro, segundo os termos de um procurador de Curitiba, simplesmente isentou Cláudia Cruz, a primeira-dama da corrupção brasileira, de qualquer culpa no cartório – a mulher que gastou, em apenas três dias em Paris, 60 mil reais, quase duas vezes o salário de deputado do marido, Eduardo Cunha. Infelizmente, esse lado de Moro Roberto Cavalcanti esqueceu de mencionar e é fácil saber por que.

Não é o caso de Lula. Para Roberto Cavalcanti Lula já está condenado porque, ao que parece, essa é sua vontade. E estamos conversados.

“Quem conhece o martelo dos desembargadores João Pedro Gebran Neto, Victor Luiz dos Santos Laus e Leandro Paulsen sabe que está diante da turma mais severa de todas as gerações que já integraram o TRF4”, escreve em um dos trechos o ghostwriter de Roberto Cavalcanti, para logo depois começar a antecipar o caminho inexorável que seguirá um julgamento de cartas marcadas: “Sabe, também, que eles estão fazendo história – pela celeridade dos julgamentos, pela capacidade de ouvir as partes e pelos novos modelos que estão aplicando, entre os quais se destaca a admissão de prisões cautelares mais dilatadas.” “Fazer história”, nesse caso, é colocar Lula na cadeia. Quanto aos tais “novos modelos” a que faz referência Cavalcanti é a nova jurisprudência morista, que inclui tortyra psicológica, e uma outra Constituição que o juiz curitibano escreveu só pra ele.

Cavalcanti continua em direção ao gran finale: “Trocando em miúdos, eles (o TRF-4) têm não apenas confirmado as penalidades impostas por Moro. Têm, em muitos casos, amplificado as punições. Implacáveis. Severo como o juízo deve ser – independente de quem esteja batendo a sua porta” – principalmente se for petista.

O novo modelo que Sérgio Moro criou é mais ou menos assim quando tem à sua frente um grande empresário: roube, roube muito, depois entregue uns petistas – até a Odebrecht se recusar a entrar nesse jogo, tucano não vinha ao caso! – faça uma delação para ser vazada para a imprensa e vá curtir a grana roubada em paz. Desse jeito os poderosos não apenas dormem em paz, mas aplaudem de pé! Viva a NOSSA justiça!

E para fechar com chave-de-ouro a desnecessária conclusão: “E são essas ‘Bics’ superpoderosas que podem decretar – a jato – uma das prisões mais aguardadas da República: a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.” O “a jato” significa antes da eleição de 2018.

Antes, era adágio popular afirmar que não se podia antecipar nem o sexo dos bebês nas barrigas das mães nem o que tinha na cabeça dos juízes. Antecipar o sexo dos bebês ficou fácil depois dos exames de ultrassom. No caso da antecipação das sentenças dos juízes agora basta consultar Roberto Cavalcanti.

Saber o que pensa um juiz é com ele mesmo!

*PHD, Cientista Político e Professor da UFPB

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Candidatura Lula já é irreversível

Eduardo Guimaraes
Do Blog da Cidadania.


Após semanas de conversas e avaliações, o Blog já pode opinar com maior segurança de que a candidatura Lula já se tornou irreversível, caso ele continue vivo e com boa saúde. Nas últimas semanas, surgiram mais e mais sinais disso. E os motivos, basicamente, são três:

   1º – Não haverá tempo para condenar o ex-presidente em segunda instância e não iria colar medida cautelar que o prendesse, proposta sob argumentação de que estaria continuando a cometer crimes ou tentando atrapalhar investigações.

   2º – A esquerda não tem alternativa viável de candidatura sem Lula; a única possibilidade de algum outro candidato de esquerda se viabilizar seria se Lula fosse impedido de disputar a eleição e, aproveitando a comoção popular que se formaria, indicasse alguém para representá-lo.

   3º O empobrecimento dos brasileiros nos próximos anos será brutal. Cada vez mais a lembrança da era Lula fará os brasileiros quererem que governe de novo o país.

Há pouco mais de um mês, manifesto de artistas, intelectuais, jornalistas e juristas pedindo a candidatura de Lula congregou mais de 50 mil pessoas.

Semana retrasada, a Folha de São Paulo divulgou que o crescimento de Lula no último Datafolha fez um grupo de governadores lançar carta pública em apoio à candidatura do petista à Presidência.

Mas o grande sinal de que a candidatura Lula vai se materializando é a aproximação de um dos mais conhecidos oportunistas deste país, alguém que se notabilizou pela capacidade de ficar sempre do lado vencedor.

Líder da Força Sindical, o deputado federal Paulinho da Força já prepara o desembarque de seu partido, o Solidariedade, até aqui aliado do governo de Michel Temer. A insatisfação com as reformas trabalhista e previdenciária —e sobretudo a proposta de acabar com o imposto sindical— são a principal desculpa de Paulinho.

Na verdade, segundo a coluna Poder em Jogo, do jornal O Globo, Paulinho já assume publicamente que voltará a conversar com Lula sobre apoio na próxima eleição presidencial. Questionado sobre as eleições de 2018, Paulinho afirmou: “Estou sendo pressionado (por correligionários) a voltar a conversar com Lula.”

Até os inimigos declarados de Lula já pregam que Moro o “deixe” disputar a eleição, como se coubesse a Moro essa escolha. Não cabe. Ele pode, no máximo, forçar a mão e condenar o ex-presidente sem provas, mas não sabe se a condenação seria mantida.

Prova disso é a pregação de ultra tucanos como Reinaldo Azevedo e João Doria. Ambos começaram com uma história de que Lula precisa ser derrotado nas urnas.

Não é amor à democracia. Eles sabem que Moro dificilmente vai conseguir fazer a segunda instância condenar Lula a tempo, mas mesmo se conseguir sabe que a pressão contra uma condenação sem provas vai se tornar avassaladora.

A razão é muito simples. Não vão conseguir impedir o Lula de ser candidato. Os seguidos indiciamentos tentam provocar efeitos eleitorais, mas, do ponto de vista prático, mesmo que sejam levados à frente só serão julgados definitivamente bem depois da eleição presidencial do ano que vem.

É nesse ponto que entra em campo uma figura que precisa ser ouvida, ao menos para reforçar a crença na candidatura Lula: Ciro Gomes.

Ex-ministro e ex-governador do Ceará, que foi professor de Direito Constitucional, em entrevista à BBC avalia que não há “nenhuma chance” de o ex-presidente Lula ser condenado em segunda instância a tempo de se tornar inelegível e deixar a disputa à presidência em 2018; “E nem seria justo que acontecesse”, afirma, em entrevista à BBC Brasil; sobre o depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro, Ciro acredita que o ex-presidente arrastou o juiz para a política; “O Lula trouxe o Moro para o campo dele, onde ele reina.

E que ninguém diga que isso é conversa de aliado porque, como mostra a íntegra da entrevista, Ciro não é favorável à candidatura Lula; a seu ver, “na hora em que for candidato ele racha o país em bases odientas, rancorosas, violentas, como nós estamos assistindo aos lulistas e antilulistas. E o país não tem ambiente para discutir seu futuro”.

Sim, a candidatura Lula fará isso, mas qualquer outra candidatura de esquerda viável faria a mesma coisa porque o poder, hoje, está nas mãos de uma direita peçonhenta e que não vai aceitar largar o osso, até porque a agenda dos grandes empresários ainda não foi totalmente implantada no país e, sem ela, eles não vão aceitar as regras do jogo, preferindo a instabilidade política e econômica a aceitarem justiça social.

Ciro está errado. Se por acaso Lula não fosse candidato, ele precisaria de seu apoio. E se recebesse o apoio de Lula iria comprar junto o ódio ao ex-presidente, como ocorreu com Dilma.

Claro que Lava Jato e Globo tentarão evitar que Lula dispute porque sabem que suas chances eleitorais são imensas, mas seu crescimento nas pesquisas já chama atenção do mundo e no segundo semestre a ONU aceitará a queixa dele de que é vítima de lawfare.

A condenação que Moro dissimula, mas já decidiu adotar contra Lula, ocorrerá quase ao mesmo tempo em que as atenções do mundo se voltarão ao Brasil devido a uma bomba: as Nações Unidas vão abrir processo contra o Brasil por perseguição política ao ex-presidente.

A decisão da Justiça brasileira em segunda instância sobre Lula será tomada “sub judice” do escrutínio internacional da situação política interna do Brasil. A cada dia que passa o mundo se preocupa mais com a rápida deterioração da nossa democracia.

Isso é que alguns fascistas e golpistas incrustados na mídia, nos partidos, no Ministério Público e no Judiciário não querem entender. Foram longe demais. Estão voando perigosamente perto de um escrutínio solar do mundo civilizado. Suas asas vão derreter.

A questão não é se Lula vai concorrer e/ou se irá se eleger, a questão é como fazer para que tenha governabilidade. Setor pensante da sociedade precisa descobrir como fazer para eleger parlamentares suficientes para dar governabilidade ao terceiro mandato de Lula.