Ser covarde, é...

Ser covarde, é...

terça-feira, 31 de julho de 2007

Causaéreo

O VERBETE “CAUSAÉREO”
Paulo Henrique Amorim

. Uma leitora do Conversa Afiada, que vive no mundo da Lua, me perguntou neste fim de semana: “o que significa ‘causaéreo’ ?” Achei o neologismo ótimo e tentei dar uma resposta:

Causaéreo: substantivo masculino;
. derivado de “caos” e “aéreo”;
. seção obrigatória dos jornais, revistas e telejornais da mídia conservadora (e golpista);
. no caso dos telejornais, deve ser pronunciado com expressão pungente e irada, ao mesmo tempo;
. substitui o que, no primeiro mandato do Presidente Lula, era “OcasoCelsoDaniel”;
. consiste em atribuir ao Presidente Lula a queda do avião da Gol (*) e a queda do avião da TAM (*2);
. sinônimo de inépcia, ineficácia, incompetência do Presidente Lula;
. antônimo de “o maravilhoso Governo de Fernando Henrique Cardoso”;
. o “causaéreo” tem data para acabar: 31 de dezembro 2010;
. o “causáereo” engloba tudo o que aconteça de errado na terra e no ar: nevoeiro, chuva torrencial, overbooking, privada de aeroporto entupida, Miriam Leitão perder o vôo, justificativa para manter a Miriam Leitão empregada – sobre o que mais ela tem a falar ? (*3)-, motim de controladores, seção de manutenção da TAM, o gabarito do Bahamas; engarrafamento em qualquer rua ou avenida de São Paulo que leve, a qualquer hora, a Congonhas ou a Guarulhos;
. manifestações do “causaéreo” – os slogans da passeata na frente do prédio da TAM, que diziam: “a sociedade exige respeito” e “Brazil é nosso (?)”; a campanha “Cansei” da OAB de São Paulo e da “elite branca” de São Paulo, cansada de perder eleição para Presidente;
. slogan da campanha do presidente eleito José Serra para antecipar a posse na Presidência da República.
(*) – Se o transponder do Legacy estivesse ligado teria havido “causaéreo” ?
(*2) – Se a revista Veja deste fim de semana estiver certa – e isso é apenas uma HIPÓTESE – o avião da TAM terá caído por causa do “causaéreo” ?
(*3) No fim de semana apareceu a edição da Veja; hoje de manhã, na CBN, a Miriam Leitão falou de: frio em São Paulo; a crise do mercado imobiliário americano; e do jogo Corinthians e Flamengo ...

Boicote começa a dar certo?

Não podemos esmorecer.
Não vamos perder o foco, temos que concentrar esforços em 3 AÇÕES durante essa semana:
1) HOJE o que funciona é boicotar os patrocinadores da GLOBO. Os Jornais e Revistas já são voltados para elite, e acompanharão pelo "efeito manada", ou continuarão só o nicho de leitores de extrema direita.
2) A passeata de SÁBADO à tarde do CANSEI em SP: Eu acho que vai mais gente; pois o horário é "melhor" para a elite. Nossa resposta deve ser aderir em massa aos PROTESTOS da CUT. A CUT resolveu liderar, tomou a iniciativa, e devemos nos unir em torno dela.
3) Vaias ao presidente Lula: São grupos pequenos, tipo torcida organizada. Mas o que sai na mídia é que Lula foi vaiado, sem maiores explicações. Temos que comparecer aos eventos do Presidente LULA pelos Estados para recebê-lo com aplausos e com cartazes de boicote à GLOBO. (cartazes de boicote são mais eficientes do que partidários. Cartazes partidárias fica como torcida organizada. Boicote incomoda mais, e desmascara).
Repito parte da nota abaixo da Helena: ...Quem sabe faz a hora...Não espera acontecer..
Jornal Nacional. Patrocinador PrincipalUnibanco
Maria Braga
Patrocinador principal: CarrefourContato através do telefone 0800 727 3090, diariamente das 9h00 as 21h00. Atendimento ao vivo e e-mail:
Outros patrocinadores da Ana maria braga:
Domingão do Faustão
Você sabe quais são os outros patrocinadores do Jô? Envie para o blog.

Imagem: http://desabafopais.blogspot.com

Em tempo:
A Philips já tirou da sua home-page o banner do CANSEI. Mas pelo que sabemos seu presidente continua um dos cabeças do CANSEI. Se quiserem reclamar da Philips vá ao post NÃO CANSO NUNCA ou CANSEI? Você decide!
É impressão minha, ou o blog do Noblat está sem um banner da Varig que tinha lá? A Globo nos censura. Nossa única arma é o boicote aos anunciantes. Assim dói no bolso da própria Globo.

Porrada! Porrada!

PORRADA! PORRADA!!!
Rui Falcão interpela presidente da OAB por participação no movimento “Cansei”
O deputado Rui Falcão (PT-SP) fez uma interpelação ao presidente da Ordem dos Advogados (OAB), seccional de São Paulo, Luís Flávio Borges D’Urso (foto ao lado), para vir a embasar uma eventual Ação Popular. A Ação Popular teria por finalidade responsabilizar o presidente da OAB por imoralidade administrativa, por utilizar a entidade para fins político-partidários. O deputado refere-se à iniciativa de D’Urso de associar o nome da entidade que preside ao lançamento do “Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros” que recebeu a alcunha de “Cansei”, destinada a apontar situações políticas que, segundo o seus promotores, atentam contra a cidadania e contra a lei. Na interpelação, Rui Falcão, que também é advogado, indaga do presidente da OAB:
1) Quais as peças publicitárias compõem toda a campanha (incluir cópia do material)? Qual o conteúdo dessas peças? Qual o critério de escolha sobre o conteúdo da campanha?
2) Existe na campanha pontos que atestem os problemas específicos do Estado de São Paulo e da Capital, tais como, falta de saúde pública, transportes públicos, educação, trânsito, segurança pública?
3) Quais as pessoas físicas e jurídicas que participam da campanha e quais trabalharam diretamente na confecção da campanha? Existe contrato entre a OAB/SP e as empresas e pessoas físicas relacionadas? Se existe contrato, qual a espécie?
4) A OAB/SP arcará com algum tipo de gasto financeiro na realização e divulgação da campanha?
5) A página da OAB/SP na internet é mantida por dinheiro proveniente do pagamento de anuidade dos associados? O espaço destinado a campanha “Cansei” na internet é financiado pela própria OAB? Houve consulta dos associados para disposição do espaço na página para a campanha? De acordo com o parágrafo 4º do artigo 1º da Lei da Ação Popular, o presidente da OAB tem prazo máximo de 15 dias para responder à interpelação de Rui Falcão.

Menos um Tucano?

A cerimônia de lançamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Capital mato-grossense realizada hoje, teve seu apogeu no discurso do Prefeito tucano, este agradeceu o Presidente Lula e criticou a histeria da oposição, foi aplaudido de pé. A mídia corporativa ignorara o fato, só vaias interessam, como não houve. Anticlímax corporativo ou jornalismo midiático cansativo? No discurso, Wilson Santos (PSDB) agradeceu o presidente pelos recursos enviados para Mato Grosso. O prefeito da Capital ressaltou que não deve haver nenhuma oposição ao presidente. Segundo Wilson, independente do partido político, o presidente Lula realizou grandes benefícios para Cuiabá por meio de recursos. No final do discurso Wilson Santos presenteou Lula com uma viola de cocho. O Presidente Lula também foi ovacionado na cerimônia. Amáveis leitores! Teremos mais uma defecção tucana?

Efeito Manada

VEJA APELA, JORNAIS REPERCUTEM
Como se fabricam os furos Por Alberto Dines em 31/7/2007
Capa da última edição de Veja (nº 2019, de 1/8/2007): "Revelações das caixas pretas – comandante cometeu uma falha ao pousar; não houve aquaplanagem; por que o avião não parou a tempo; mas se a pista de Congonhas fosse mais longa...".
O assessor especial da Presidência, o professor Marco Aurélio Garcia e o seu assessor de imprensa, Bruno Garcia, devem ter vibrado com a informação da revista que tanto irrita a militância palaciana – só não repetiram a alegre pantomima encenada dez dias antes porque já estavam escaldados.
No título das páginas internas (58-64), os editores de Veja proclamam que tiveram acesso ao conteúdo das caixas-pretas: "A tragédia, segundo as caixas-pretas". Mais à frente, adiantam que as informações sobre a falha do piloto estão mantidas em sigilo.
Acontece que as revelações de Veja nada têm de novo e o sigilo é meramente formal: na sua edição de quinta-feira (26/7), portanto um dia antes do fechamento da edição da revista, o Estado de S.Paulo publicou em sua primeira página a notícia de que os primeiros dados extraídos da caixa-preta levaram a fábrica Airbus a emitir um comunicado aos pilotos para o uso correto do controle de potência.
E na página interna (C-10), o jornalão publica minuciosa reportagem sobre o sistema de aceleração do jato acompanhada por uma ilustração na qual explica o que é o manete, como funciona, qual a sua relação com o reversor das turbinas, e aventa hipóteses sobre o que pode ter acontecido.
Efeito-manada
Na pressa de produzir mais um sensacional furo e levar alguém ao banco dos réus (no caso os pilotos mortos), os editores de Veja não prestaram atenção nas revelações do Estadão. Porém, lá no meio da sua matéria (pág. 61), admitem que naquela mesma quinta-feira o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe de investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), havia admitido publicamente que a aterrissagem com o reversor travado pode ter "influenciado psicologicamente" os pilotos. Disse mais o brigadeiro: "Afirmar que o manete estava na posição errada e isso levou o avião a reagir daquela maneira é uma hipótese, é suspeita".
Conclui-se que Veja não revelou coisa alguma, apenas esquentou informações difundidas por outros veículos. Além de ignorar a primazia do Estadão na divulgação da informação e usar uma ilustração semelhante à do jornal, a revista passou ao largo da prudência do investigador-mor da FAB jogando toda a responsabilidade pela tragédia sobre o comandante do jato. Na segunda-feira (30), com base na matéria de Veja, o brigadeiro Kersul declarou: "Não se pode criticar ninguém, isso é até pecado". Como relação à culpa dos pilotos, explicou: "Eu jamais disse isso. O que sempre digo é que uma hipótese é os manetes não estarem em posição correta ou o comando eletrônico [do avião] não ter sido correspondente". (Folha de S.Paulo, pág C-3, 31/7) O mais exótico é que nas edições de sábado e domingo, os jornais foram na onda de Veja e esqueceram de atribuir ao Estadão os méritos pela notícia em primeira mão. Na realidade cumpriam a velha praxe em vigor há uma década: "Veja apela, jornais repercutem".

É preciso que se diga

Com a decisão do TRE da Paraiba em cassar o Governador Cássio (PSDB), e o vice José Lacerda(DEMementes), por abuso do poder económico e político, assume José Maranhão (PMDB) e o vice é Luciano Cartaxo do PT.
Vale lembrar, que além desse processo que cabe recursos no TSE (e é ai onde mora o perigo), existem mais 2 que andam nas prateleiras virtuais do TRE da Paraiba.
Dá para dormir com um barulho desses?

Sem medo de ser Feliz

Um tucano fora do ninho do Poder

TRE por 5x1 decide pela cassação do governador Cássio C. Lima e do vice José Lacerda Da Redação Com essa decisão, assume de imediato o segundo colocado na última eleição, José Maranhão, Senador (PMDB). O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou, na noite desta segunda-feira, o mandato do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), e do vice, José Lacerda (Democratas), por conduta vedada e abuso de poder econômico. Ele teria distribuído 35 mil cheques de um suposto programa assistencial a pessoas carentes durante o período eleitoral. Lima foi reeleito, vencendo a disputa com o senador José Maranhão (PMDB-PB). A decisão ainda pode ser revertida no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Leia também:
Ministério Público
O Ministério Público Eleitoral também havia pedido a cassação dos governantes há algumas semanas, por entender que o programa não tinha previsão orçamentária e base legal para ser realizado. Segundo o MPE, o programa da Fundação de Ação Comunitária (FAC) desequilibrou o resultado das eleições a favor de Lima. Os integrantes do TRE da Paraíba estiveram reunidos desde as 14h para decidir sobre a cassação.
O Relator

O relator do processo, corregedor Carlos Eduardo Leite Lisboa, pediu também a inelegibidade por três anos do governador, além de multa de R$ 100 mil e a posse do senador José Maranhão, derrotado nas eleições.
Auditoria
Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas Estadual (TCE), confirmada pela perícia judicial, indicou que, nos meses de maio e junho que antecederam a eleição de outubro de 2006, teriam sido gastos com os cheques o equivalente a 98% de todo o valor gasto em 2005. A distribuição de cheques só foi interrompida, em junho de 2006, por liminar da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB), sendo que, na avaliação do MPE, teria se prolongado por todo o período eleitoral.
Cirandas de Serviços

Por outro lado, verificou-se que nos meses de maio a junho de 2006, houve 23 "Cirandas de Serviços", quantidade igual a de todos os eventos semelhantes realizados de maio a dezembro de 2005. "Cirandas de Serviços" era um projeto do governo que levava até os municípios atendimentos diversos na área social à população. Durante esse programa, o governador teria contato direto com pessoas que seriam selecionadas para receber os cheques

http://noticias.terra.com.br/

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Não pegue ônibus no dia 18 de agosto
Muitos dos membros e leitores do Futepoca estão comovidos. Emocionados com a mobilização da "sociedade civil organizada" do país em promover, no dia 18 de agosto, um boicote aos aeroportos brasileiros. Isso mesmo, é o "Dia do Pé no Chão", uma forma que os "manifestantes" acharam para "alertar" a todos sobre o descaso das autoridades em relação ao setor "em crise". Durante a passeata monumental em São Paulo com 800 a 6 mil pessoas, de acordo com o gosto do freguês (algo próximo do público de Corinthians e Flamengo, a segunda partida com menos público na rodada do Brasileirão, se considerada a perspectiva otimista), os militantes responsáveis vaiaram o presidente Lula (ora, ora, César Maia), a ministra do Turismo, Marta Suplicy, e o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Milton Zuanazzi. Não houve registro de vaias à TAM, à Gol, à neblina, à chuva ou ao ataque histérico do cantor Seu Jorge. Sensibilizados com a campanha, futepoquenses já aderiram à campanha. Sim, não vamos voar no dia 18 de agosto, coisa que fazemos de forma corriqueira, como todo brasileiro. A única dúvida não-esclarecida na campanha é se vou poder utilizar meu helicóptero pessoal, já que ele não pousa em aeroportos. Pés fora do coletivo, mas vamos propor uma outra vertente da campanha "Pés no chão". No mesmo dia 18, ninguém, eu disse NINGUÉM, vai colocar um pé em qualquer ônibus das grandes cidades brasileiras, principalmente em São Paulo, onde o "caos do transporte urbano" se faz eterno. Se você espera muito pra pegar um coletivo, não consegue nunca viajar sentado, é obrigado a se espremer ou simplesmente o ônibus não pára quando você faz sinal porque já está lotado, esta é a sua hora! A campanha vale também para trens e metrô, nas cidades em que houver.Faça sua adesão à campanha "Pés fora do coletivo". Se seu chefe não vai voar, você também não vai andar de ônibus. E é óbvio que, como ele é um democrata, uma pessoa que, ao contrário dos governos ineptos, incompetentes e ineficazes, respeita você, não vai descontar seu dia de trabalho. A sociedade pede respeito! Mande correntes de e-mail, divulgue, e não ande de coletivo no dia 18. Para fazer sua adesão, mande e-mail para futepoca@yahoo.com.br. Diga você também que cansou... Aliás, que tá "de saco cheio" porque, como diz Cláudio Lembro, "cansei" é expressão de dondoca enfadada...

Senhores familiares, não desonrem o sangue dos seus mortos

Até quando familiares das vítimas da tragédia do vôo 3054 da Tam vão ser exploradas e usadas políticamente pelos partidos Dem, PSDB e meia dúzia de empresários sonegadores de impostos?Eles estão cansados? Por que então não cansaram e manifestaram em 1999, quando um Fokker 100 da Tam caiu em São Paulo matando 99 pessoas?. Por que naquela época o presidente era do PSDB o mesmo partido dos cansados?. Nos Jornais de 99 O "querido" ex-presidente FHC de vocês não se contentou apenas com as condolências. No seu melhor estilo em proferir bravatas exigia rigor na apuração das causas do acidente. Dez meses depois o laudo não havia saído. Acho que foram rigorosos mesmo, pois o laudo que deveria estar pronto em 90 dias demorou mais de um ano para aparecer. Pelo jeito não o levaram a sério. Agora senhores, leiam o que disse FHC no dia da tragédia:"O presidente Fernando Henrique prometeu rigor na responsabilidade pela queda do jato fokker da Tam, mas disse que "essa não é atribuição do presidente da República" Os parentes das vítimas ajuizaram mandado de segurança no STF, com pedido de liminar para divulgação imediata do laudo. Já imaginaram se essa frase fosse dita pelo Presidente Lula?
"O Globo", 02/11/1996
Os senhores cansados sabiam que em Abril de 1991 um Fokker 100 da TAM, prefixo PT-MRA, derrapou na área de estacionamento do Aeroporto de Congonhas e caiu na movimentada Avenida Washington Luiz em São Paulo?. A mesma avenida da trágedia!. E porque os senhores cansados não chamaram a imprensa golpista para protestar, reclamar de pista?(foto abaixo)Eu gostaria de pedir atenção dos senhores cansados um minuto. Clique neste link ou neste aqui para ler e ver fotos de todos os 85 acidente envolvendo a Tam. Os cansados viram em 06 de setembro de 1988, quando um avião Cessna 550 Citation S/II da TAM - Táxi Aéreo Marília, Prefixo: PT-LGJ ao decolar no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, derrapou na pista molhada, saiu da pista e foi parar no mar ao lado do aeroporto.? Os senhores foram lá saber se a pista tinha groovin?
Onde estava os cansados que não viram nada e não sabem de nada do que se passou no governo do amigo [deles] Fernando Henrique Cardoso? Está na hora do Cansei respeitar a dor e o sofrimento daquelas pessoas que perderam seus familiares. Está passando da hora dos famíliares das vítimas do trágico acidente da TAM, EXIGIR RESPEITO e dar um basta na exploração política que estão sendo submetidos pela mídia e nas mãos de pessoas inescrupulosas que visam apenas ganhos eleitoral, se aproveitando das lágrimas diante das câmeras de TV para comover pessoas menos esclarecidas e sem acesso as notícias que não sejam da imprensa golpista. CHEGA! BASTA! CANSEI de ver os familiares das vítimas passando por constrangimento em rede nacional!
OBS:Clique nas palavras"coloridas" para ir ao link da notícia.
By Helena™

Começa na Paraiba, o 3º Turno das eleições

TRE julga hoje a ação dos cheques da FAC
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) mudará sua rotina hoje para julgar a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) número 215, que apura a denúncia de crime eleitoral na distribuição de aproximadamente 35 mil cheques pelo Governo do Estado, através da FAC (Fundação de Ação Comunitária), durante a campanha eleitoral do ano passado. O julgamento da ação, que pede a cassação do mandato do governador Cássio Cunha Lima, tem mobilizado as principais forças políticas do Estado e gerado grande expectativa na sociedade. Durante todo o feriado do fim de semana as duas equipes de advogado (defesa e acusação) se mantiveram reunidos discutindo estratégias de atuação. O advogado Marcelo Weick, que fará a sustentação oral em nome no Partido Comunista Brasileiro (PCB), autor da denúncia ao TRE, disse ontem que acredita na Justiça Eleitoral e reiterou que as provas levadas aos autos são contundentes no sentido da comprovação de crime eleitoral na distribuição de cheques da FAC em plena campanha eleitoral. Já o advogado Luciano Pires, um dos integrantes da equipe de defesa do governador Cássio Cunha disse no sábado que confia em resultado positivo na Justiça Eleitoral, uma vez que as provas documentais mostrariam que o governo do Estado apenas cumpria, com a distribuição dos cheques, um programa social legal e autorizado por lei. O julgamento da ação no TRE terá início às 14 horas. O presidente da corte, desembargador Jorge Ribeiro, pediu apoio às polícias militar e federal para garantir a segurança da sessão. Consta do rito de julgamento da ação a apresentação do relatório do processo, a a palavra dos advogados, a apresentação do parecer do Ministério Público e, na seqüência, o voto do relator. Após a apresentação do voto do corregedor eleitoral, Carlos Eduardo Leite Lisboa, votam, pela ordem, Nadir Valengo, João Benedito da Silva, Cristina Costa Garcez, Renan Neves e Abranhan Lincoln. O presidente do TRE, desembargador Jorge Ribeiro, só vota em casa do empate. Um pedido de vistas de qualquer dos integrantes do TRE provoca o adiamento do julgamento do processo. MP pede a cassação de CássioO Ministério Público Eleitoral na Paraíba ofereceu parecer pedindo a cassação do mandado do governador Cássio Cunha Lima.No parecer, o MP Eleitoral faz análise detalhada das provas colhidas nos autos e dos argumentos apresentados pela defesa de ambos os investigados, concluindo pela procedência da Aije em questão. De início, o Ministério Público Eleitoral verificou que inexistia lei específica que regulasse um programa sistematizado de assistência financeira a pessoas carentes, por meio da FAC. Como se não bastasse a constatação de ausência de amparo legal para distribuição de cheques da FAC, o MP Eleitoral destacou ainda no parecer a inexistência de previsão orçamentária específica no orçamento da Casa Civil e da Fundação de Ação Comunitária, para a utilização na aludida distribuição de cheques. Distribuição pelo governadorConsta do parecer do Ministério Público que a perícia judicial detectou a inexistência de critérios objetivos para a seleção de beneficiários, sendo que tal escolha teria contemplado pessoas que dirigissem cartas ao governador ou fossem atendidas por ele próprio e outros servidores em residências e nas Cirandas de Serviços. Para o MP Eleitoral, essa forma de escolha viola o princípio constitucional da impessoalidade, uma vez que concentra poderes discricionários nas mãos do gestor público e associa os benefícios a sua própria imagem. O Ministério Público constatou que o próprio governador fez a distribuição de cheques. Ambiente eleitoralDe acordo com o parecer, todas as irregularidades detectadas no “programa” da FAC demonstram a pressa da administração estadual em executar a distribuição de cheques a partir do final de 2005, atropelando diversas normas de controle e utilizando-se, simplesmente, de rubricas genéricas de combate à pobreza alocadas no Funcep. Por outro lado, a inexistência de um regramento legal específico criou um ambiente propício à concessão de benefícios de acordo com critérios subjetivos do administrador. Nesse ponto, reflete o MP Eleitoral que a existência desse tipo de programa não pode jamais ser admitida em um ano eleitoral, sob controle de candidato à reeleição. No caso, houve ainda fato agravante, que Precedente em RoraimaEm sua argumentação, o MP Eleitoral invocou precedentes do TSE e do TRE/PB, os quais abordaram situações semelhantes ao caso em análise. No Recurso Especial Eleitoral nº 21.320/RR, o TSE cassou o mandato do ex-governador Flamarion Portela, do estado de Roraima. Entre os fatos alegados no caso de Roraima estava a remessa de projeto de lei, pelo então candidato à reeleição Flamarion Portela, concedendo e ampliando diversos benefícios logo após a sua derrota no primeiro turno das eleições 2002 (na qual ele saiu vencedor no segundo turno). O candidato chegou a divulgar a concessão dos benefícios na propaganda eleitoral.O ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Carlos Madeira, ressaltou que, embora não houvesse aparente ilegalidade no procedimento adotado pelo então candidato reeleito de Roraima, o contexto da situação indicava uso promocional dos benefícios de programa social em favor da candidatura. Este posicionamento foi acompanhado pelos ministros Carlos Velloso, Gilmar Mendes e Sepúlveda Pertence. O próprio TRE/PB, segundo o Ministério Público Eleitoral, no Acórdão nº 1809/03, da relatoria do juiz Harrison Targino, reconheceu que a distribuição indiscriminada de dinheiro público, sem respaldo em programa legalmente estruturado, com associação à pessoa do gestor candidato e com elevação de gastos nas proximidades do período eleitoral, configura muito bem o abuso de poder político com conteúdo econômico.
Josival Pereira

Mídia perde de novo, Viva OS BLOGS!

Mídia perde de novo
Para quem não leu ainda, informo que no Conversa Afiada (link nesta página) tem uma reportagem-entrevista com o diretor do instituto de pesquisa Vox Populi, Marcos Coimbra. Vale a pena ler a matéria inteira, mas, de forma breve, vou antecipar o que ela diz, pois quero fazer um comentário. A matéria detectou o que eu já vinha prevendo aqui: foi zero o efeito do desastre com o avião da TAM sobre a popularidade de Lula, de acordo com sondagens feitas pelo Vox Populi em São Paulo e em vários outros centros urbanos. Aliás, Coimbra diz que, apesar de a pesquisa não abranger todo o território nacional, os resultados similares em lugares distantes entre si mostram que a sociedade não comprou a versão da Globo e de seus apêndices, de que Lula teria "assassinado 200 pessoas". A pesquisa do Vox Populi teve um papel fundamental, porque desconfio de que a mídia tentaria divulgar pesquisas falsas de novo, como fez no fim de 2005, quando mostrou Lula atrás de Serra e empatado com Alckmin e algumas semanas depois pesquisa CNT-Sensus mostrou o petista disparado à frente de ambos. E não poderia ter havido prejuízo mesmo à popularidade de Lula por conta do desastre de Congonhas por duas razões bem simples. A primeira, é a de que a maioria paupérrima de um país-continente como o nosso - um país que, virtualmente, tem a maior concentração de renda do mundo - não está dando a mínima para endinheirados aborrecidos, entediados, ou melhor, "cansados", e a segunda, é a de que só os muito mal-intencionados poderiam afirmar crença no absurdo de uma pista de pouso ser uma armadilha mortal e só um avião se acidentar nela. Também vale um mérito para a blogosfera: espalhamos contraposição às mentiras da mídia para o país inteiro e até para o exterior. Quem quis uma versão dos fatos alternativa à da Globo e apêndices, se tem alguém na família que tem computador não teve problema nenhum para conhecer essa versão. Em resumo, meus amigos, acho que a mídia, mais uma vez, fez um escarcéu que dava a entender que o mundo ia acabar, mas, de novo, não aconteceu rigorosamente nada. Houve um acidente trágico, lamentável, que poderia ter ocorrido em qualquer parte, mas ninguém de bom senso estará disposto a linchar um governo que está fazendo o país crescer e a vida da maioria melhorar só porque tentam vender-lhe uma tese completamente amalucada e que no exterior não durou nem um dia, pois as notícias sobre falha humana já vinham sendo veiculadas em jornais como o espanhol El País bem antes de a Veja dar o "furo". Para fechar o texto, comento que, no encerramento do Pan, tentaram vaiar Lula de novo quando seu nome foi anunciado, mas os aplausos igualaram as vaias. Mas o melhor é que, desta vez, Cesar Maia foi devidamente vaiado. A justiça existe, ainda que tardia

Nassif e o Confronto

Nassif e o confronto
Pessoal, estou reproduzindo aqui o post de hoje cedo do Nassif, neste mesmo IG. Concordo em gênero, número e grau com a avaliação dele, sobretudo no que diz respeito ao futuro que nos aguarda sob o signo da radicalização política... 30/07/2007 07:01
O anti-lulismo e a anti-mídia
Luis Nassif
A entrevista de Roberto Civita ao Jornalistas&Cia comprova a máxima: de onde nada se espera, nada vem. O que se tem, de um lado, é a grande imprensa apostando na radicalização. Perdeu o poder de derrubar presidentes; manteve o poder de influenciar amplas camadas na classe média.É uma orquestração, que persiste há algumas décadas, e que só agora começa a sofrer algumas trincas dos novos meios de comunicações.Há os veículos-âncora, que dão o tom e o toque. No momento, é o “Jornal Nacional”, jornal “O Globo” e a “Veja”. Depois, um subconjunto de grandes veículos que repercute: o “Estadão”, que, de qualquer forma, ainda tem uma linha própria; e a “Folha” que há alguns anos abriu mão de ser âncora para ir a reboque da “Veja”. De vez em quando se sente a “Folha” tentando recuperar o espaço perdido. Como o espaço que deixou não foi ocupado por ninguém, um pouquinho de racionalidade e de capacidade de pensar grande poderá trazê-la de volta ao eixo original.Parte relevante dos colunistas políticos, e até de Variedades, continua prisioneira da “síndrome da indignação”. É uma armadilha que sempre pega gente mais insegura. O sujeito quer se identificar com seu leitor. Para tanto, tem que demonstrar indignação, indignação e indignação. Não lhe ocorre trazer explicações, análises. O que vale são os decibéis, que o igualam ao leitor. Tem audiência. No tempo de FHC, lembro-me de conversas com alguns colegas – que batiam diariamente em FHC – e que diziam que, no dia em que ficavam mais calmos, os leitores reclamavam.Esse estilo me embrulha o estômago há muito tempo. Não existe nada mais fácil e demagógico do que a indignação reiterada. A indignação é virtuosa quando isolada, quando a pessoa identifica um fato não notado e expressa sua indignação. É a maneira de chamar a atenção para o que não foi visto, é a expressão da surpresa, do espanto ante o inusitado. Quando se entra no “coral dos indignados”, na maratona de quem consegue ficar por mais tempo indignado, perde a nobreza, torna-se demagógica, previsível. ***Não sei quanto tempo irá levar nessa situação. Concretamente, o que está ocorrendo é uma radicalização cada vez maior entre esse público da grande mídia e um amplo espectro que poderia ser denominado de anti-grande mídia – que, temo eu, seja mais amplo do que o arco lulo-petista, porque engloba pessoas que entenderam que não pode existir poder absoluto em um governo, mas também não pode existir na mídia.Em uma sociedade de massa, a arrogância é veneno na veia. Sérgio Motta, grande político e brasileiro, tornou-se alvo quando seu estilo foi confundido com arrogância; Fernando Collor foi derrotado muito mais pela arrogância do que pelos abusos; FHC criou uma enorme resistência, muito mais por sua arrogância intelectual do que pelos seus atos; José Dirceu foi defenestrado quando permitiu que se disseminasse a imagem do super-poderoso.Pois é essa mesma mídia, que nas últimas décadas, providenciou essa caça-ao-arrogante, que se deixou cair na armadilha da arrogância. Cada forçada de barra, cada manchete escandalosa, cada crítica mal-posta cria anti-corpos na hora – é só ler os comentários aqui no Blog.Por outro lado, cada manifestação desse público midiático provoca uma contra-manifestação em igual ou maior força do público anti-midiático. E ai se complica. Os dois lados estão fervendo, radicalizados. Está-se criando um fosso no país, mesmo tendo na presidência da República um político fundamentalmente contemporizador.***O que ocorrerá, se esse clima persistir até as próximas eleições? Primeiro, inviabilizará qualquer candidatura de consenso. Candidatos que poderiam montar um grande arco de alianças de centro-esquerda serão expulsos do jogo. Havendo a radicalização, o candidato lulo-petista será aquele que desfraldar a bandeira anti-mídia: Ciro Gomes ou Roberto Requião.
E o resultado será o confronto, que poderá ocorrer antes, durante ou após as eleições.
São tão óbvios esses desdobramentos que às vezes fico pensando em que país vive Roberto Civita.
PS - Não se minimize a notável contribuição a essa fogueira da falta de iniciativa do governo Lula.

Cansaram de ver crianças na rua e não fazerem nada?

Se alguém ainda tinha DÚVIDA quanto às FALSAS INTENÇÕES, do movimento apartidário, vejam as ATITUDES !
"O músico Seu Jorge, um dos poucos negros presentes na manifestação [passeata em SP no domingo], ... , criticou o governo Lula por "todos os problemas do país". Em certo momento, ao avistar uma moradora de rua que assistia a passeata dos ricos à distância, ele sugeriu à ministra do Turismo, Marta Suplicy, que viva a mesma experiência. "Eu sou ex-morador de rua. Manda relaxar e gozar ali. Quero ver ela (a ministra) sentar ali, deitar ali, relaxar e gozar ali", afirmou, apontando para o local onde sem teto vivem, que estava coberto por uma lona preta. Mais tarde, em declarações à imprensa, ele mostrou simpatia pelo discurso golpista das elites. Ao ouvir gritos de "Fora Lula", o cantor disse apoiar esse sentimento. "É o povo quem está dizendo. Precisamos tirar essa gente do ar", comentou sem especificar nomes." - Leia mais -----------
Que o Seu Jorge queira fazer o papel de mascote dos CANSADOS da FEBRABAN, da FIESP, e da DASLU é uma livre escolha dele.
Mas é impossível deixar de observar o conceito de indignação deles: Tantos abastados, e nem Seu Jorge, nem NINGUÉM, sequer pensou em PEGAR o CELULAR e pedir à PREFEITURA do KASSAB para ACOLHER esses MORADORES DE RUA. Kassab é a autoridade responsável por isso.
Ninguém pensou em encaminhar à uma ONG de acolhimento. Só veio a cabeça criticar a Marta, que não tem estas atribuições.
Solidariedade, Fraternidade ZERO ---X--- Egoísmo, oportunismo e golpismo 100%
É ou não é uma confissão de HIPOCRISIA?

Garcia nega duas vezes. Medo da Globo?

GARCIA TEM MEDO DA GLOBO
Paulo Henrique Amorim
. O professor Marco Aurélio Garcia foi ao programa “Canal Livre”, da TV Bandeirantes, na noite deste domingo dia 29, e esquivou-se de responsabilizar a Globo pela campanha para derrubar o Governo a que serve.
. Por duas vezes – em perguntas de Antonio Telles e Fernando Mitre – Garcia teve a oportunidade de dizer “sim, refiro-me à Globo”.
. E não disse.
. Garcia dizia que órgãos de imprensa tentavam substituir e conduzir os partidos de oposição na tarefa de combater o Presidente Lula.
. Telles perguntou diretamente: “é a Globo” ?
. Garcia não respondeu.
. Garcia foi ao programa para se explicar sobre o inexplicável, aquele gesto inaceitável do “top-top”.
. A Globo fez muito bem em filmá-lo e em divulgar o que filmou.
. É para isso que existe a imprensa.
. E as autoridades que se comportem com um mínimo de compostura.
. Isso é uma coisa.
. Outra coisa é a campanha feroz que a Globo desfecha e desfechará para derrubar o Presidente Lula.
. E diante da possibilidade de denunciar esse abuso de uma concessão pública, o professor Garcia se calou.
. O Governo Lula tem medo da Globo.

Leão Esperança

CIRCULA NA INTERNET UM E-MAIL CUJA MENSAGEM VEM CAUSANDO ARREPIOS À REDE GLOBO:
CRIANÇA ESPERANÇA: Você está pagando imposto da Rede Globo" Quando a Rede Globo diz que a campanha Criança Esperança não gera lucro é mentira. Porque no mês de Abril do ano seguinte, ela (TV Globo) entrega o seu imposto de renda com o seguinte desconto: doação feita à Unicef no valor de... aqui vem o valor arrecadado no CRIANÇA ESPERANÇA). Ou seja, a Rede Globo já desconta pelo menos 20 e tantos milhões do imposto de renda graças à ingenuidade dos doadores! Agora, se você vai colocar no seu imposto de renda que doou 7, 15, 30 reais ou mais pro CRIANÇA ESPERANÇA... não pode, sabe por quê? Porque CriançaEsperança é somente uma marca e não uma entidade beneficente. Já a doação feita com o seu dinheiro diretamente para a Unicef é aceita (para o desconto). E não há crime nenhum.Aí, você doou à Rede Globo um dinheiro que realmente foi entregue à UNICEF, porém, por que descontar na Receita Federal como doação da Rede Globo e não na sua? Do jeito que somos tungados pelos impostos, bem que tal prática contábil tributária poderia se chamar de agora em diante de "LEÃO ESPERANÇA". Lição: Se a Rede Globo tem o poder de fazer chegar à mensagem dela a tantos milhões de televisores, também nós temos o poder de fazer chegar a nossa mensagem a milhões de computadores!
PENSE NISSO. EXERÇAMOS ESTE PODER/DEVER, COPIE E ENVIE ESTE TEXTO À SUA LISTA DE AMIGOS E CONTATOS!!!
Blogs contra o Golpe e a Usurpação.

Roberto Civita, um dos cabeças do GOLPE.

Entrevistador coloca Roberto Civita numa "saia justa"
A newsletter eletrônica Jornalistas&Cia entrevistou na semana passada o presidente do Grupo Abril, Roberto Civita, no 9º trabalho do gênero com o que denomina “Protagonistas da Imprensa Brasileira” – os barões da mídia nacional. Às tantas, um dos entrevistadores, o professor Carlos Chaparro, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, a ECA/USP, convidado a participar do pingue-ponge pelos editores de Jornalistas&Cia, Eduardo Ribeiro e Wilson Baroncelli, iniciou o seguinte memorável diálogo com o protagonista – uma verdadeira aula de jornalismo inquisitivo:
­O senhor disse que a lei deve ser cumprida, pois sem lei não há democracia. A lei deve ser para todos.
Sim, a lei deve estar acima dos governantes.
­E acima da imprensa também.
Sim.
Pois a lei diz o seguinte: gravações, mesmo autorizadas pela Justiça, não podem ser divulgadas se não servirem como prova em processo. A regulamentação de um preceito constitucional estabelece isso. No entanto, vulgarizou-se a transcrição de declarações de gravações, o que é uma transgressão à lei. Há aí um conflito jurídico, talvez, com a Lei de Imprensa, mas a lei estabelece isso. Inclusive, a gravação que não puder ser usada como prova tem que ser destruída. A imprensa está desrespeitando a lei, talvez para o bem da Nação, talvez para que a lei mude, não sei. Eu gostaria de saber, por exemplo, se as redações aceitariam ter gravadas e divulgadas as suas conversas, os seus acertos com as fontes etc. O que seria muito agradável para o público. A lei também diz que é um direito constitucional a inviolabilidade de uma porção de coisas, inclusive da honra etc. Quando se divulgam coisas sem ter a certeza de que são verdades, corre-se o grave risco de desrespeitar a lei. Por causa disso há uma grande quantidade de processos em cima das publicações.Depois da Constituição de 1988, quando, em vez de usar a Lei de Imprensa para processar os jornais, passou-se a usar a Lei de Responsabilidade Social, a quantidade de processos aumentou tremendamente, inclusive já com algumas sentenças pesadas. Isto levou as empresas jornalísticas a tomar cuidado com as imprudências, porque o jornalismo é por si um clima de impulsos para as imprudências. Hoje, o chamado Direito Preventivo entrou nas redações e eu gostaria de saber como isso se dá na Abril. Que cuidados a Abril tem para cumprir a lei e que cuidados tem para que as imprudências jornalísticas não terminem em processo?
Na resposta, Civita diz que os diretores de redação e os redatores-chefes são obrigados a fazer cursos internos sobre a Lei de Imprensa. E que a Veja tem uma advogada de plantão que examina os textos a serem publicados para que a revista não seja processada - “e para cumprir a lei, claro”. E, depois de uma pausa para meditação, completa: “Deveríamos fazer um debate aqui dentro sobre o uso de gravações, porque nunca fizemos. Tenho que pensar nisso, vou promover. Normalmente, nessa hora, um entrevistador comum se daria por satisfeito e iria em frente. Mas não o professor Chaparro. Ele insiste:
Porque por trás dessas gravações há sempre um interesse. Elas não chegam de graça às redações. Então é uma coisa que, a mim, como cidadão, preocupa. Outra coisa que me preocupa como leitor da Veja é a mistura, na minha opinião pouco inteligente e perigosa, que Veja faz de argumentação com narração. É comum a gente começar a ler uma reportagem com um adjetivo chamando o sujeito de ladrão, e xingando. Às vezes a gente não sabe se está lendo um editorial ou uma reportagem. Isto rouba eficácia ao texto, rouba eficácia à credibilidade da revista. Essa mistura de argumentação com narração é inevitável, mas me parece que no caso de Veja o que se sobrepõe a uma reportagem é a perspectiva argumentativa e não a narrativa. É um grande perigo para a revista. A mim, como leitor, é uma coisa que desagrada profundamente, porque o ajuizamento do repórter se coloca acima dos fatos. Sou assinante de Veja há 20 e poucos anos e não sei se isso preocupa o senhor ou não. A mim incomoda como assinante.
Nas cordas, o entrevistado tenta se defender com a lisonja e a anuência.
O senhor é muito crítico, experiente, bem informado e inteligente. E tem uma visão muito objetiva disso, vista de fora. Primeiro: a objetividade no ser humano é virtualmente impossível de alcançar, inclusive no jornalista. A gente deveria se esforçar para ser objetivo, acho que tem a obrigação de ser. Eu fico incomodado quando leio, não só em Veja como em qualquer lugar, em outras revistas e jornais, uma coisa que começa parecendo uma reportagem e acaba parecendo um editorial. Aí eu digo “Não pode fazer isso. Não deveria”. Eu concordo plenamente.
Só que o entrevistador, rigorosamente fiel ao gênero “Isso é coisa que se pergunte”, que a imprensa brasileira raramente cultiva, não deixa barato:
A questão não é moral, é técnica. É de comunicação.
Vem então essa antológica resposta:
Mas não deveria. Não pode começar contando uma história e terminar xingando a mãe de seja lá quem for. Por definição, não deve. Mas, por outro lado, os leitores clamam, não são como o senhor, querem que a sua revista se indigne. Eles querem. Os brasileiros, hoje, não posso falar de outras partes do planeta, mas os leitores de Veja querem a indignação de Veja. Eles ficam irritados conosco quando não nos indignamos. Estou tentando explicar, não justificar. Acho que Veja se encontra toda semana na difícil posição, de um lado, de saber que reportagem é reportagem e opinião é opinião, sendo que não tem editoriais além daquele da frente; e, de outro, sabendo que os leitores... É só ler as cartas, duas mil por semana, nós publicamos uma enorme quantidade de cartas justamente para que se possa sentir o cheiro do enxofre e da pólvora. E acho que quem está escrevendo ou editando se encontra em posição difícil de decidir o quanto deve deixar entrar a emoção e a indignação e o quanto não. É difícil. Eu reconheço que esta talvez seja a nossa maior questão, não a das gravações. Veja tem uma posição clara, ninguém duvida de como ela se situa. Tem gente que não a suporta e não a tolera, não quer ver nem pintada. A esquerda acha que somos de direita, a direita acha que somos de esquerda [comentário meu: mas nem a TFP acha a Veja de esquerda!], os liberais acham que somos contra, e deve ter as mães carolas que acham que somos anti-religião. Deve haver de tudo, entre os que não querem saber da revista. Mas a torcida é de cinco, seis, sete, oito milhões de pessoas por semana. Eles gostam, e a gente faz para eles (risos). Mas reconheço a sua posição...
Enfim, o golpe de misericórdia:
Acho que há outras maneiras de se fazer a mesma coisa, é um problema técnico, de linguagem, de que o jornalismo não se divide em opinião e informação, mas em argumentação e narração. Elas estão sempre inevitavelmente misturadas, mas quando se está lidando com narração a informação é que tem que ser colocada em evidência e não a opinião.
E o fecho em desespero-de-causa:
Vou convidar o senhor para um debate com os editores de Veja sobre isso. Vamos promover esse debate e eu quero ouvir.
A torcida do Flamengo também.
Fonte: Observatório da Imprensa / Luiz Weiss

domingo, 29 de julho de 2007

A montanha pariu um rato

Acorda Lula, chama o teu POVO

A MARCHA
Mino Carta
Estamos às vésperas do retorno da Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade. Agora passa a se chamar Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros. Trata-se de uma fórmula mais elaborada, mais complexa, mas os objetivos são os mesmos. O movimento foi lançado pela OAB de São Paulo, e conta com o respaldo de figuras importantes da Fiesp e da Associação Comercial paulista, e com a divulgação de televisões e rádios, por ora não melhor especificadas. A idéia inicial faísca no escritório de João Dória Jr., o Iconoclasta Mor, aquele que destruiu a pauladas o monumento dedicado a Cláudio Abramo, o grande jornalista, em uma pracinha do Jardim Europa. Ali desceu o Espírito Santo, e iluminou os primeiros carbonários da grana, unidos em torno do slogan: Cansei. Uma campanha publicitária, oferecida de graça por Nizan Guanaes, gênio da propaganda nativa de inolvidável extração tucana, mais badalado entre nós do que George Clooney no resto do mundo, insistirá em peças destinadas a expor o pensamento dos graúdos envolvidos: “cansei do caos aéreo”, “cansei de bala perdida”, “cansei de pagar tantos impostos”. É do conhecimento até do mundo mineral a quem esses valentes senhores atribuem a culpa por os males que denunciam: nem é ao governo como um todo, e sim ao Lula, invasor bárbaro de uma área reservada aos doutores. Mas o presidente da OAB paulista, certo D’Urso, diz que o movimento não tem conotação política. Enquanto isso, às sorrelfas, o pessoal pede instruções aos mestres. Alguns ligam para Fernando Henrique Cardoso, outros para José Serra. São os derradeiros retoques da tucanização da elite brasileira, a mesma que sentou-se em cima de um tesouro chamado Brasil e só cuidou de predá-lo, com os resultados conhecidos. Incompetência generalizada, recorde mundial em má distribuição de renda, baixo crescimento, educação e saúde descuradas até o limite do crime, miséria da maioria etc. etc. Acorda Lula, chama o teu povo.

Enquanto isso na OAB SP

Esse negócio de cansei parece que é coisa de despeitado.

CANSEI I-II-III........

Foi lançado sexta feira, (27-07-07) em São Paulo, o movimento Cansei, integrado por lideranças classistas, empresariais e quetais. Parece que a indignação é o mote principal. Indignação contra o que ou quem? Não se sabe ou não se diz, embora o alvo principal dos protestos seja o governo do presidente Lula. Em meio a rumores tão difusos, consultei meu amigo e assessor para assuntos de Elites, Granfinalhas e Outras Classes Daslunianas, Torquato Andrade, que possui aprazível vivenda nos Aflitos, em Recife. Consultado o oráculo, reproduzo a manifestação do Torquato, in litteris:
1) Cansei, Roberto! Cansei de ter militado tanto na eleição do ano passado, para eleger o Geraldo, e nada...
2) Cansei de ver o Barbudo aparecer nesses Foruns internacionais e fazer enorme sucesso... Enquanto isso, nosso líder-mor Fernando Boca, digo, Henrique Cardozo, não pode nem descansar uns dias em Paris, em seu apê de refinado gosto, que a gentalha já parte com duas pedras na mão..
3) Cansei de ver a economia bombando, com a melhor situação macro-econômica de todosos tempos. Sei muito bem o solerte poder da esquerdalha, corrompendo com seus sofismas as gentes do Mercado...
4) Cansei de ver os bravos e valorosos advogados sendo humilhados, espezinhados, tendo negado o mais comezinho direito de organizar quadrilhas para fraudar o Erário; passando pela vexatória situação de ir presos e tendo que passar semanas a fio em confortáveis celas especiais, comendo suas ovas de esturjão em reles 'malmitas', como diz a gentalha...;
5) Cansei de ver um cidadão de bens, digo, de bem, como o nosso amantíssimo promoter João Dória Jr. ser enxovalhado só porque usa abotoaduras de ouro e atende seus comensais oferendo drinks em cristais da Bósnia e forrando o chão com mimosos tapetes no mais puro linho irlandês...;
6) Cansei de ver a escalada de boas notícias no cenário econômico: é recorde disso, é recorde daquilo, é tanta notícia boa, que, a seguir assim, em 2010 o Apedeuta elege até um poste! Cansei! Cansei, Cansei e Cansei! Jamais pensei que fosse tão cruel cansar assim(perdoe, Cauby)! E é nesse penoso estado d'Alma que lanço um trágico e contundente apelo: reunam-se todos os homens bons da nação: Artur "Boquinha de Ânus" Virgílio, Efraim Demo Morais, Pedro "Furúnculo" Simon, José "Dossiê" Serra, Demóstenes "Amante" Torres, Eliane "Daslu sem IPTU" Tranchesi (não é que rimou?) Luiz "Defensor de Advogado Bandido" D'Urso, Gilberto "Vagabundo" Kassab, César "Vaia" Maia, Agripinho "Gralha Velha" Maia, Rodrigo "Vainha" Maia, reunam-se todos vocês e sob a celeste inspiração de Dom ACM, Dom Tomás de Torquemada, Dom Francisco Franco e o piedoso Dom Pedro Nava, assessorado pelo saudoso Dom Plínio Salgado, ponham ordem nessa bagunça e restitua-nos a nosso lugar predestinado e reservado desde o berço: mamar nas tetas do Estado e governar a joça desse país de pobres, banguelas e de extremo mau-gosto!
Se isto não funcionar, só nos resta chamar o Comando Delta!"
Diante de tão dramático apelo, quedei-me inerte e pensativo!
Roberto Ilia Fernandes

sábado, 28 de julho de 2007

TAN TANS

TAM - Quando a mídia comete erro, qual é a sanção?

Foi erro do piloto (e não do Lula, que estava em Brasília)
Da VEJA, FILIADA DA REDE GOLPISTA deste fim de semana:
"Um erro humano está na origem do pior acidente aéreo da história da aviação brasileira. As informações já obtidas por meio da análise das caixas-pretas do Airbus A320 da TAM – que no último dia 17 se chocou contra um prédio da companhia, causando a morte de 199 pessoas – indicam que o avião, ao pousar, não conseguiu desacelerar o suficiente por causa de um erro do comandante do vôo.Essas informações, ainda mantidas em sigilo pela comissão da Aeronáutica que investiga o acidente, mostram que uma das duas alavancas que regulam o funcionamento das turbinas, chamadas de manetes, estava fora de posição quando o avião tocou a pista principal do Aeroporto de Congonhas. O erro fez com que as turbinas do Airbus funcionassem em sentidos opostos: enquanto a esquerda ajudava o avião a frear, como era desejado, a direita o fazia acelerar.Com isso, o avião, que pousou a cerca de 240 quilômetros por hora, não conseguiu parar. As investigações revelam ainda que, apesar da chuva, não houve aquaplanagem na pista nem falha no sistema de freios dos pneus. A reportagem de VEJA apurou também que quem pilotava o Airbus no momento do acidente era o comandante Kleyber Lima, e não, como suspeitava a Aeronáutica, o co-piloto Henrique Stephanini Di Sacco, que fora demitido da Gol depois de três meses de trabalho e estava na TAM havia pouco tempo.A investigação completa do acidente deverá durar ainda dez meses. No entanto, já se chegou à conclusão de que o erro do piloto foi mesmo a causa inicial do acidente – que, não fosse pelas características da pista do Aeroporto de Congonhas, poderia ter tido conseqüências muito menores. Os motivos que levaram à queda do Airbus da TAM têm relação indireta com o fato de a aeronave estar voando naquele dia com o reverso direito travado.Reverso é um mecanismo que, ao inverter o fluxo de ar das turbinas, ajuda a desacelerar o avião. Como o sistema de frenagem de uma aeronave é composto de um conjunto de recursos, um aparelho pode voar sem problemas com um dos reversos desativados ou até com dois. Só que, quando isso acontece, o piloto, ao pousar, tem de operar os manetes de forma diferente da rotineira (veja quadro). E isso é o que pode ter confundido o comandante do vôo.Ao manter o manete da turbina direita – que estava com o reverso travado – em posição de aceleração, e não na posição "marcha lenta", ele impediu a frenagem completa do avião, que atravessou o fim da pista a uma velocidade próxima a 200 quilômetros por hora. Não se trata de um erro inédito. Ele foi cometido pelos pilotos de ao menos outras duas aeronaves do mesmo modelo, o A320 da Airbus. Tanto no desastre ocorrido em março de 1998, nas Filipinas, quanto no acidente que houve em 2004, no aeroporto de Taipei, em Taiwan, concluiu-se que houve falhas na operação dos manetes.As coincidências vão além: nos dois casos, os aviões estavam com uma das turbinas travadas, exatamente como no acidente da TAM. Nas Filipinas, um vôo da Philippine Airlines passou direto pela pista e só parou após se chocar com barracos de madeira nas proximidades. Em 2004, o fato se repetiu com rigorosa exatidão. Dessa vez, um A320 atravessou a pista do aeroporto de Taipei. Novamente as investigações mostraram que o manete da turbina que tinha o reverso travado estava na posição errada, empurrando o A320 para a frente.Na quinta-feira, o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe das investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) do Ministério da Defesa, disse que a aterrissagem com o reverso travado pode ter "influenciado psicologicamente" os pilotos. Disse ainda ser improvável que a ausência de ranhuras para escoamento de água em Congonhas, o grooving, tenha tido alguma relação com o acidente (chovia em São Paulo na noite do dia 17).A conclusão é que não houve aquaplanagem no dia da tragédia. Ela apóia-se em três evidências. A primeira delas é a ausência de marcas específicas na pista do aeroporto. Essas marcas são formadas quando a água sob os pneus de uma aeronave que está derrapando esquenta até o ponto de fervura. Elas são claras, muito diferentes das marcas negras causadas por frenagens normais. Na pista de Congonhas, tais marcas não foram encontradas. Os dados já colhidos nas caixas-pretas e a análise do que restou dos pneus do Airbus, encontrados nos escombros do prédio da TAM, afastaram de vez essa hipótese

sexta-feira, 27 de julho de 2007

As razões dos descontentes

Escrito por Mauro Santayana
Leia abaixo artigo publicado no Jornal do Brasil nesta sexta-feira (27): A velha direita, que sempre muda de nome, mas nunca de nomes, está articulando uma campanha de rua contra o presidente da República. Lula não é o melhor governante de nossa História, como alguns de seus áulicos proclamam. Não é o mais sábio, nem o mais virtuoso. Escorrega na gramática, e às vezes tropeça na lógica. Comete gafes diplomáticas e, segundo alguns, usa linguagem vulgar no convívio com os auxiliares imediatos. Muitos se incomodam com o timbre de sua voz. Escorregar na gramática e tropeçar na lógica não é exclusividade do ex-metalúrgico. Alguns presidentes norte-americanos se notabilizaram pelas gafes e pelos solecismos. Um dos best-sellers dos anos 70 foi o pequeno volume, que imitava o Livro Vermelho de Mao Tsé-tung, com a seleção de frases do presidente Lyndon Johnson. Algumas se destacaram, não só pela falta de sentido como pela gafe que carregavam. "Cada homem tem direito a um banho sábado à noite", era uma de suas máximas. Outra era a de que "ser presidente é como um burro debaixo de uma chuva de pedra. Não há nada a fazer senão permanecer ali e agüentar". Outra memorável: "Você já pensou que fazer um discurso sobre economia é como urinar pela perna abaixo? Você sente o calor, mas ninguém mais sente". Diante de tais exemplos, Lula não tem razões para o constrangimento. Há duas coisas que explicam a histeria de certos círculos da oposição. Uma delas - a principal - é o êxito da política econômica. Os especialistas podem explicá-lo como resultado da conjuntura internacional, e os tucanos atribuí-lo ao neoliberalismo do seu período de governo. Nada disso importa ao pequeno empresário, que aumentou sua receita, nem ao trabalhador, que toma sua cerveja e vai ao jogo de futebol, sem que faltem aos filhos o pão e o leite, nem à sua mulher o vestido domingueiro. Barriga llena, corazón contento, já diziam os pícaros espanhóis. Não só os trabalhadores empregados estão mais alegres. Satisfeitos também se encontram os grandes empresários nacionais, quando registram a entrada líquida e crescente de capitais externos, e se beneficiam da expansão do mercado mundial aos produtos brasileiros. Esse êxito incomoda e faz sofrer os arrogantes acadêmicos que demoliram o Estado nacional durante dois mandatos presidenciais. Outro motivo é o preconceito das oligarquias contra o trabalhador nordestino. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso expressou-o, sans ambages, em programa de televisão, ao debitar uma falha qualquer do presidente da República à sua situação social: pobre, quando chega lá, dá nisso. Bush pode cometer todas as gafes, porque é de família da Nova Inglaterra e fala inglês. Os tucanos, que não são lá essas coisas em matéria de cultura, sabem usar o garfo de peixe e escolher o vinho tinto para o assado. Por isso se presumem superiores a todos nós, que não nos doutoramos em Harvard, nem somos convidados para proferir aulas de verão na Sorbonne. Os conservadores lúcidos do antigo PFL - e cito, entre outros, o senador Marco Maciel - devem colocar seus radicais sob a canga da razão. O descontentamento de setores da classe média contra o governo não basta para mobilizar as famosas marchas da Família, com Deus e pela Liberdade de 1964, açuladas, naquele tempo, pelo padre Peyton, agitador subsidiado pelos norte-americanos. O Brasil é outro, o mundo é outro. Os provocadores que se acautelem, vistam-se de negro, de azul, ou de vermelho. E que se resignem a seu destino os ladrões de colarinho branco que, isso, sim, pela primeira vez em nossa História, começam a conhecer as algemas e o xadrez. Mauro Santayana é jornalista

Nem TAM, nem PAN, aqui é PAC, sim senhor

26-Jul-2007 O Governador Cássio (PSDB-PB) agradeceu o apoio do presidente pela parceria com o Estado. Após os discursos do Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, do Ministro das Cidades Márcio Fortes e dos prefeitos de João Pessoa e Campina Grande, o governador Cássio Cunha Lima assinou o documento que autoriza a transferência de recursos da ordem de R$ R$ 340 milhões, oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento, para a Paraíba. Durante seu discurso, o governador Cássio Cunha Lima quebrou o protocolo e apresentou três peças publicitárias com depoimentos de cidadãos paraibanos beneficiados com as ações dos programas Luz Para Todos e Leite da Paraíba. "É um momento de agradecer e aplaudir as parcerias formuladas entre o Governo do Estado e o governo federal, através de ações como o programa do Leite, Luz Para Todos, duplicação das BR´s 101 e 230, sobretudo a Paraíba agradece de pé o apoio do presidente ao projeto de Transposição do Rio São Francisco", disse Cássio. Ainda em seu discurso, o governador solicitou também o apoio do presidente em outras ações necessárias para o bem do povo da Paraíba e do Nordeste, como a inclusão do Estado na rota da transnordestina. Cássio encerrou seu discurso com uma homenagem ao presidente solicitando que a população presente agradecesse de pé o apoio do presidente. "Pela primeira vez na história do Brasil, alguém que veio do semi-árido do Nordeste chegou ao mais alto posto do país. A Paraíba agradece e, de pé, aplaude o presidente que tirou do papel a transposição", acrescentou o governador. A platéia do Paulo Pontes ficou de pé e aplaudiu.
Importância da parceria na realização de obras Lula reforçou importância da parceria na realização de obras, durante solenidade. Bastante aplaudido pelas pessoas que lotaram as dependências do Teatro Paulo Pontes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que os recursos liberados para a Paraíba através do PAC devem ser investidos a fim de que haja a possibilidade de não se ver mais crianças morrendo, mas sim brincando na rua sem pisar nos esgotos a céu aberto. Ele enfatizou que, para isso, é necessário que se façam parcerias sem se preocupar a qual partido o governador ou os prefeitos pertencem. “Fomos eleitos para governar esse país, esse Estado e esses municípios”, afirmou, conclamando todos a transformar o dinheiro em obras até o mês de fevereiro do próximo ano. E pediu para ser convidado para inauguração da primeira obra a ser realizada com recursos do PAC. Lula também exortou o governador Cássio Cunha Lima e os prefeitos presentes à solenidade a ajuda-lo a acabar com imagem de que o Nordeste tem que continuar pobre. E ressaltou: “Só Deus pode me impedir de fazer com que o pobre atinja a plenitude da cidadania”. O presidente ainda sinalizou com a possibilidade de incluir a Paraíba no projeto da Transnordestina, afirmando que se não for no governo dele será em outra administração, por considerar ser impossível se imaginar uma ferrovia que cortará diversos Estados não passar pela Paraíba.

ASSASSINOS VIRTUAIS

Texto escrito pela companheira blogueira que mora na Alemanha, Glória Leite, do Blog "Brasil Mostra A Tua Cara". Essa discussão que vem se desenvolvendo no blodosblogs, em torno do blog golpista 'Prosa e Política' está ficando interessante.Vejamos o que as mentes doentes desse pessoal da direita diz:"Pois bem, meu caro Tales, golpismo é enganar o povo com as bolsas-esmolas. Golpista é um presidente que quando precisa se colocar no papel de presidente inventa um terçol e não se solidariza com seu povo que sofre. Golpe é saber que a população corre risco com um sistema aéreo ineficiente e caótico, e se cala, deixando que mais 200 pessoas morram. Aliás, isso mais que golpismo, é assassinato.". O que esses merdas entendem por se solidarizar?. O que esses merdas entendem por fome?. Como vocês sabem, eu moro na Alemanha, país que provocou as duas maiores carnificinas do século XX depois de crises econômicas que levou o povo à fome e à miséria.. Em consequência, a política social, não apenas alemã, mas européia, é calcada na presença do Estado na área social.. Aqui, ninguém fica na rua. O Estado paga casa e comida para todos sem posse.. Durante a Copa, brasileiros mostraram pessoas dormindo na rua. Não sabem eles que esses mendigos normalmente são alcóolatras, pessoas com problemas de integração ao nível de exigência que o Estado organizado alemão exige. Mas essas pessoas, mesmo vivendo na rua, recebem ajuda mensal do Estado na ordem de 300 euros. O problema é que elas gastam com bebida e outros vícios.. Na minha penúltima viagem ao Brasil fiquei chocada a ponto de voltar para casa aos prantos. Vi uma menina de uns 12 anos de idade com um bebê recém nascido dormindo na calçada de uma loja em Icaraí.. Num outro dia vi um homem tremendo de fome na rua.. Num outro, vi uma família comendo pastel de vento. O que me chamou a atenção naquele casal com um filho, não foi o pastel ou o ar feliz que cerca a nossa clsse média. Foi a palidez, o aspecto doente da família mal nutrida e sem possibilidades de receber um tratamento médico adequado.. Essa elite assassina está apenas preocupada com as 200 pessoas que morreram no acidente aéreo.. E eu me pergunto: e as milhares que morrem todos os dias?. E as milhares que conseguem colocar um pedaço de pão na boca comprado com a 'bolsa-esmola' distribuida pelo governo Lula?. Vocês é que são assassinos, seus miseráveis. Postado por Glória Leite

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O PRIMEIRO MENSALÃO É TUCANO

Escrito por Paulo Henrique Amorim
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.
. Segundo o jornal Folha de S. Paulo na página A 10 de hoje, a Polícia Federal informou ao procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, que o senador Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas, ex-presidente nacional do PSDB, utilizou recursos de origem pública e privada e não declarou à Justiça Eleitoral.
. O Caixa 2 era submetido a uma engenharia financeira montada por Marcos Valério.
. Faziam parte da operação aparentemente criminosa as empresas Comig, Copasa, Bemge, Cemig, Queiroz Galvão, ARG, Tercam, Erkal e Egesa.
. Como se vê, a fina flor do empresariado que opera em Minas Gerais.
. Trata-se do primeiro caso comprovado de ligação de políticos com o sistema do mensalão.
. Ironia da História.
. O mensalão foi expressão criada pela mídia conservadora (e golpista) para derrubar o Presidente Lula.
. E a primeira vítima é um tucano.
. E o assunto é tão irrelevante que não merece a primeira página na Folha.

Reação ao Golpe

Transcrevo mensagem enderecado ao blog do Mino.
Caro Mino, Dirijo-lhe este comentário porque respeito o seu histórico de fundador de revistas várias e um baluarte na imprensa séria desse país. Digo imprensa séria, ou o que restou dela, pois hoje o que se vê é uma mídia completamente alucinada e desconectada do mínimo de postura democrática e ética que se exige da imprensa. Nesse mar de piratas de aluguel em que se transformou a mídia golpista, a Carta Capital tem sido a traineira da exceção. Preocupa-me sobremaneira o atual estágio de vendilhagem e desonestidade intelectual e partidarização explícitas da mídia nativa. Agora, deram de mencionar explicitamente a possibilidade da caserna voltar a falar. Caro Mino, como oficial das Forças Armadas, quero deixar claro que o falante ministro do STM, Olympio Pereira da Silva Júnior, fala de por si, e não pelas Forças Armadas. Deve ser mais uma vivandeira neomoderna. E como toda vivandeira, é um civil que lamenta não ter passado pela caserna, e como compensação, vive a nos bajular, a ver se consegue algum. Aliás, parece que bajulação é um dos requisitos para o cargo que ocupa.De mim, caro Mino, que também falo por mim, e não pela Força, afirmo que a possibilidade de golpe militar aventada pelo ministro falante, é hoje, algo próximo de zero. Não há clima para quarteladas. Até porque Mino, quem sempre operou esses movimentos no meio militar foi a oficialidade média. E hoje, essa oficialidade está consciente do seguinte:
1) Qualquer tentativa de intervenção militar, hoje, teria o viés de retornar ao status quo tucano, de triste memória para as Forças Armadas (está bem viva em nossa memória a crise de 2001/2002, onde a caserna dismobilizou o contingente em agosto, por falta de comida);
2) Que qualquer movimentação militar para depor o presidente teria que passar por um alinhamento automático aos EUA. Alinhamento esse que hoje seria impossível, dada a aversão majoritária da oficialidade à política americana para a América latina;
3) As Forças Armadas, hoje, têm a convicção (embora em muitos não externada de público) de que, em 1964, fomos usados espertamente por uma parcela de políticos para fazer-lhes o trabalho sujo e ficar com o ônus (alguns se deixaram contaminar pelo trabalho sujo). Hoje, não mais estamos dispostos a satisfazer-lhes o capricho de vivandeiras. A oposição quer dar um golpe e depor Lula? Que eles próprios peguem em armas e dêem o golpe!
4) Não fugiremos um milímetro de nossa disposição constitucional, apesar das bravatas de um ministro calça-curta, que nem militar é;
5) Quanto à mídia golpista, se lhe falta barranco oposicionista para escorar, são apenas cachorros mordendo a soldo e latindo pelo melhor osso, apenas isso.
Cordialmente,
Cap. Mascarenhas MaiaInfantaria
25 de Julho de 2007 22:13

Brasil corre perigo

ELITE DESPIROCADA ATACA NOVAMENTE
A elite burra e despirocada ataca novamente. Estão divulgando uma passeata em SP – na Avenida Paulista, lógico, eles não tão idiotas a ponto de fazer isso na periferia – por e-mails e nas páginas do ORKUT. São os mesmos de sempre, é aquela elite burra que não aceita que um nordestino, ex-metalúrgico, seja o melhor presidente que o Brasil já teve. Vão usar o acidente do avião da TAM, vão fingir solidariedade com as famílias dos mortos para gritar o “fora Lula”. Como se – contra todas as evidências – o presidente Lula fosse culpado pelo acidente. Exatamente como fizeram no passado, em períodos pré-eleitorais. Vão vestir preto, vão levar faixas com dizeres agressivos, velas e flores para a farsa ficar mais emocionante.O encontro para organizar essa palhaçada será no Espaço Cultural São Paulo, que pertence à prefeitura de SP, e eles contarão com ajuda da CET. É a prefeitura de SP, do Kassab do DEM, dando apoio – e eles ainda dizem que a farsa e o desrespeito para com as famílias das vítimas do acidente não é político. E lá vai a elite burra e despirocada para mais um show de ofensas contra o presidente Lula na Paulista: madames de com seus modelitos pretos, muita maquiagem no rosto, óculos escuros escondendo a cabeça vazia, vão ser protagonistas de uma falsa solidariedade para terem seus minutos de fama. Gentinha horrorosa, escória da humanidade. Preconceituosos, não são solidários com ninguém, olham apenas para seus umbigos gordos. Não lhes interessa o que o presidente Lula esteja fazendo de bom pelo povo brasileiro, não lhes interessa que a economia do país esteja estabilizada, sem inflação, que o desemprego tenha desabado, que o povo esteja comendo mais e melhor, que o pobre esteja cursando universidade, que estejam conseguindo comprar a casa própria. Eles têm grana, não precisam disso e não estão nem um pouco preocupados com os que não têm. Eles chamam o Bolsa Família, maior programa de redistribuição de renda em todos os tempos, reconhecido e aplaudido mundialmente, de bolsa esmola. Para eles é esmola mesmo, mas para mais de 11 milhões de famílias miseráveis que necessitam do programa, é esperança, é sobrevivência, é o pão de cada dia. Não lhes interessa que FHC, o príncipe das trevas, foi expelido de seu mandato deixando para trás 54 milhões de miseráveis, (IBGE 2002), e que no governo Lula a desigualdade social tenha caído sensivelmente. Isso, para eles, não representa nada, pois acham que não os deixa mais ricos. É muito vil usar a morte trágica de dezenas de pessoas para seus interesses particulares, eleitoreiros, escusos. Não elegeram seu candidato com o voto e querem tentar um golpe contra o povo brasileiro. Não vão conseguir.
Jussara Seixas

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Golpistas em ação, Lula entre a Cruz e a Espada

Não, a crise aérea não foi inventada. O que foi inventado foi o terrorismo que tem o claro objetivo de botar no colo do governo, injustamente, dois acidentes trágicos que aconteceram por motivos absolutamente alheios á vontade pessoal de Lula ou de qualquer um dos integrantes do governo. - por Luiz Carlos Azenha ( http://viomundo.globo.com )
A paralisia do governo Lula diante do bombardeio da imprensa deixa muita gente intrigada. Muitos blogueiros e leitores se revelam frustrados: acreditam que Lula deveria partir para a ofensiva, como aconteceu depois do primeiro turno das eleições presidenciais de 2006. Qual seria o saldo de um confronto com a mídia golpista a essa altura? É preciso ter em conta que os grandes jornais brasileiros falam para um pequeno público. Como notou a revista Economist, o maior jornal do Brasil tira 300 mil cópias no domingo, dia de maior leitura. O governo agora e(h) vitima de terrorismo psicológico por parte dos barões da mídia. Se eu levantar um cartaz atacando o Lula na Avenida Paulista garanto uns 30 segundos de Jornal Nacional ou uma foto na capa do Globo, mole. Não, a crise aérea não foi inventada. O que foi inventado foi o terrorismo que tem o claro objetivo de botar no colo do governo, injustamente, dois acidentes trágicos que aconteceram por motivos absolutamente alheios á vontade pessoal de Lula ou de qualquer um dos integrantes do governo. Na minha opinião, o que se busca é enfraquecer o governo visando, em primeiro lugar, as eleições municipais de 2008 - mais a longo prazo, a retomada do poder em 2010. Paralelamente, existe uma clara tentativa de acuar o governo com os ataques sem sentido a Marco Aurélio Garcia. Na verdade, os ataques são á política externa independente de Lula e ao fato de que o governo brasileiro se recusa a endossar a política dos Estados Unidos de isolar Hugo Chavez e Evo Morales. Os pedidos de privatização da infra-estrutura aeroportuária feitos recentemente por especialistas escolhidos a dedo, se encaixam nessa estratégia. Ao mesmo tempo em que se enrolam na bandeira brasileira na cobertura do Pan, pregando um nacionalismo de gogo, os barões da mídia apóiam um projeto político que é a continuação do que fez Fernando Henrique Cardoso. FHC queria alugar um pedaço do Brasil aos Estados Unidos, lembram-se? Queria entregar a base aérea de Alcântara aos americanos. Este é o projeto que os barões da mídia brasileira apóiam para o pós-Lula: a retomada das privatizações, a redução de impostos, o corte dos programas sociais (que chamam de esmola), a institucionalização do terrorismo contra os pobres (o que de certa forma já se dá no Rio de Janeiro, com apoio do Globo, por exemplo), a criminalização dos movimentos sociais e a negação dos direitos de expansão de áreas controladas por índios e negros (reservas e quilombolas). Eu escrevi aqui, antes mesmo do primeiro turno das eleições, que o programa de Geraldo Alckmin era esse: o fim do estado e a retomada da privataria. Desde então, temos assistido a mobilização da classe media pelos barões da mídia, através de mentiras, distorções e omissões como vimos antes do golpe de 64 e, mais recentemente, na blindagem ao governo FHC. A radicalização da classe media se dá e é retro alimentada pela própria mídia, num fenômeno que não é exclusivo do Brasil. Na Venezuela, Hugo Chavez enfrentou o mesmo processo com firmeza e se impôs á oligarquia local. Na Bolívia, Evo Morales luta com grande apoio popular contra a tentativa da oligarquia de rachar o país, num movimento com tintura facista que tem como sua principal base as classes média e alta de Santa Cruz de la Sierra. E aqui, no México, recrudesce em Oaxaca a batalha política entre o governo estadual e movimentos populares, que tem como pano de fundo a fraude eleitoral que impediu Lopez Obrador, o Lula mexicano, de chegar ao poder. O futuro da globalização com o modelo excludente que concentra a renda esta sendo jogado na América Latina. O lado do baronato da mídia brasileira e de seus servidores é aquele que se alia aos objetivos da política externa americana, porque promove interesses econômicos que querem acesso ilimitado ao grande mercado brasileiro. Lula está acuado ou tem uma estratégia para enfrentar a radicalização promovida pela mídia golpista? Independentemente da estratégia escolhida por ele, acredito que os movimentos sociais deveriam se aglutinar e se organizar para enfrentar a tentativa de aprofundamento de uma política social e econômica AINDA MAIS EXCLUDENTE do que já é a brasileira. E os leitores revoltados deveriam também se organizar para realizar protestos e boicotes pontuais as emissoras de televisão, de radio e jornais que fazem papel de tropa de choque do golpismo. Lula que fique na dele. Quem quer um Brasil mais justo e soberano e quem não quer a política externa e comercial do país ditada AINDA MAIS a partir de fora deve refletir sobre o momento que atravessamos. O primeiro passo é dizer não a mídia golpista, cancelando assinaturas de jornal, convencendo amigos e parentes a fazer o mesmo, boicotando programas de TV e patrocinadores de programas de TV. E desmascarar, sempre que possível (na internet, por carta, fazendo sinais de fumaça) as mentiras, distorções e omissões dos barões da mídia, deixando claro que eles agem de olho numa agenda que interessa a eles, não necessariamente ao Brasil. Eles vão pular, gritar e vibrar com as medalhas do Brasil nos Jogos Panamericanos. A defesa dos interesses do País acaba rigorosamente nas arenas e quadras do Pan. Fora de lá, essa gente quer implantar no Brasil, com mais de 20 anos de atraso, o fundamentalismo político e econômico de Ronald Reagan. Aqui no México, país-laboratorio para as teorias econômicas e políticas dos liberais á moda latina (Estado, sim, só para bancar investimentos que nos interessam), a brincadeira esta caminhando para explosões sociais como a de Oaxaca. Fiz duas viagens de metro na Cidade do México: na primeira fui assaltado e na segunda eu e minhas filhas fomos seguidos por uma gangue. E a política de estado mínimo em ação.