quarta-feira, 18 de julho de 2007

Opinião e explicação

Opinião e explicação Escrito por Eduardo Guimaraes
Publico, logo abaixo, interessante opinião postada nos comentários deste blog. Quem a escreveu foi o leitor Annibal Figueiredo, físico de Brasília. É sobre as especulações sobre o acidente com o avião da TAM. “Pela intensidade do impacto, está claro que o avião não derrapou. Isso ocorre no final da frenagem, depois da utilização do reverso e do freio aerodinâmico. Deste modo, o avião teria caído no final da pista de Congonhas, que está num nível de altura acima da avenida que a circunda. Tenho para mim que, por alguma razão, talvez falha no reverso, o avião tentou arremeter a partir do solo, isto é, tentou decolar novamente. Deve ter saído do solo e, não conseguindo se manter em subida, caiu do outro lado, em cima do prédio da TAM. É cedo para dizer, isto é só uma especulação, mas dificilmente, derrapando no final da pista, já com velocidade diminuída, o acidente teria estas proporções. Espero que não partidarizem este meu comentário. Ele expressa apenas a minha impressão a partir do que vi pela televisão.” Sobre um post anterior, um sujeito que costuma vir aqui me insultar usando nome e e-mail falsos fez um comentário sobre minha posição criticando o açodamento da mídia em já imputar culpa a Lula antes de qualquer informação maior sobre o acidente e sem pensar no sofrimento das vítimas. Não publiquei o comentário porque partiu de alguém que obviamente está a serviço de políticos. Contudo, esse comentário certamente passará pela cabeça de alguns dos discordantes civilizados deste blog e, por isso, quero me pronunciar sobre o assunto. O insultador disse que quando aconteceu o acidente na obra da linha 4 do metrô eu já saí criticando o Serra. Mentira dele. Eu ressaltei que Serra estava no governo havia poucos dias e que a culpa era de Alckmin, porque não havia hipótese de acontecer um acidente daquelas proporções numa obra do metrô se não houvesse falta de fiscalização da obra ou negligência da empreiteira. Havia, pois, subsídios para dizer que havia defeitos intrínsecos na execução do projeto. Posteriormente, reportagens de várias tevês e jornais mostraram os vícios e denúncias sobre o consórcio de empreiteiras que tocou a obra – sem, claro, mencionar o nome do responsável por ela como será feito com Lula nos próximos dias. Depois disso, o assunto desapareceu da mídia e a sociedade está há mais de seis meses sem qualquer explicação. Inclusive do governador Serra, apesar de o insultador ter afirmado, em sua hidrofobia delirante, que já foi tudo esclarecido. Só um imbecil de carteirinha poderia confundir uma obra mal executada com um assunto inopinável – a curtíssimo prazo – como um acidente aéreo. Por isso, peço aos meus críticos racionais que usem um mínimo de bom senso em suas críticas à minha posição inicial. Já minha opinião final, podem ter certeza de que será eminentemente justa. Sou usuário constante de aviões. Em dois dias, voarei de volta ao Brasil. E minha família, como disse no post anterior, poderia ter sido atingida naquele acidente, porque moro perto do aeroporto de Congonhas.
Escrito por Eduardo Guimarães

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