terça-feira, 17 de julho de 2007

É questão de berço?

Se George Bush, que tem 26% de aprovação dos americanos nas pesquisas mais recentes, fosse abrir os Jogos Infanto-Juvenis Internacionais de Peteca, nos Estados Unidos, não seria vaiado. É uma questão de educação. De respeito ao cargo, que está acima do ocupante do momento. O caso das vaias no Maracanã me lembra o caso dos cinco caras de classe média alta que bateram na empregada doméstica, no mesmo Rio de Janeiro. O pai da empregada, apesar de pobre, mostrou-se mais capaz de dar berço e educação à filha do que o pai de um dos marmanjos, que confessou seu fracasso na televisão. Talvez a carência de eventos internacionais possa ser usada para desculpar a grosseria daqueles que vaiaram o presidente do Brasil diante de uma audiência internacional. Se foram 90 mil vozes, foram 90 mil mal-educados. Se foram 90 mil mal-educados de classe média, isso demonstra o fracasso das escolas públicas e privadas. Demonstra falta de berço, como se dizia lá no interior. Além das arquibancadas vazias, tenho observado nas transmissões dos Jogos Panamericanos o comportamento bizarro de alguns torcedores. Por exemplo, nas competições de ginástica. Quando uma adversária das ginastas brasileiras leva um tombo de um aparelho, por exemplo, o público celebra. Quando uma jovem brasileira, adolescente, se aproxima de um aparelho para um exercício decisivo, num momento em que precisa de concentração máxima, a torcida passa a berrar.

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