Ser covarde, é...

Ser covarde, é...

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

DIRCEU CHORA O LEITE DERRAMADO

Dirceu: quem mandou não ter
uma política de comunicação ?
Paulo Henrique Amorim
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.
. O ex-ministro José Dirceu disse ontem na entrevista coletiva que "estamos caminhando quase (sic) para uma ditadura da mídia".
. Não é verdade.
. Já estamos numa ditadura da mídia.
. O Brasil é a única democracia do mundo que tem três jornais – Globo, Folha e Estado -, uma rede de teve com 50% da audiência e 70% da publicidade, e uma revista que é a última flor do Fascio, a Veja.
. Isso não é ditadura ?
. Essa ditadura não produz efeitos ?
. Consultem o livro organizado pelo professor Venício Lima para ver o que essa ditadura fez na eleição de 2006. (Clique aqui para ver "A Midia e as Eleicoes de 2006").
. Perguntem ao Ministro Lewandowski como vota o Supremo (supremo ?).
(Clique aqui para ver o que disse o Ministro ante ontem e ontem, quando ele incorreu no "pior a emenda que o soneto").
. O ex-ministro José Dirceu agora chora o leite derramado.
. O PT e o Presidente Lula têm que assumir a responsabilidade política de, como líderes da tendência trabalhista brasileira, não formularem uma política de comunicação para enfrentar essa mídia conservadora (e golpista !).
. Não seria uma política para beneficiar o PT ou o Governo Lula.
. Seria uma política de interesse da democracia brasileira.
. A mídia conservadora (e golpista !) toma partido, faz política e se deixa instrumentalizar por seus agentes mais eficazes, como o Farol de Alexandria, que, explicitamente, já arrolou, num artigo no Estadão, a mídia como instrumento principal da oposição ao Governo Lula.
. Quando a Globo estava em concordata – e o único órgão da imprensa brasileira que noticiou isso foi a Carta Capital -, num programa Roda Viva, o futuro ministro José Dirceu anunciou que o Governo Lula iria ajudar empresas estratégicas como a Globo e a Varig.
. A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, deu a uma avenida de São Paulo o nome de "Jornalista (sic) Roberto marinho".
(São Paulo é a única metrópole brasileira que não tem uma avenida com o nome de Vargas ...) . O Presidente Lula continua a não ter uma política de comunicação.
. Sua resposta ao golpe do primeiro turno (clique aqui para ver de novo o livro do professor Venício Lima) foi criar a TV Publica.
. É uma espécie do que os francesas chamam de "fuga para a frente" !
. A "quase" ditadura da mídia é um problema central da democracia brasileira e o PT não ao moveu uma palha para resolvê-la.
. Agora, não adianta chorar o leite derramado.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Jussara Seixas disse...

Lewandowski afirma que "imprensa acuou o Supremo" no julgamento do mensalão"
Todo mundo votou com a faca no pescoço", declara o autor do único voto contra a imputação do crime de quadrilha ao petistaEm conversa telefônica na noite de anteontem, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), reclamou de suposta interferência da imprensa no resultado do julgamento que decidiu pela abertura de ação penal contra os 40 acusados de envolvimento no mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", avaliou Lewandowski para um interlocutor de nome "Marcelo". "Todo mundo votou com a faca no pescoço." Ainda segundo ele, "a tendência era amaciar para o Dirceu".
Lewandowski foi o único a divergir do relator, Joaquim Barbosa, quanto à imputação do crime de formação de quadrilha para o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu, descrito na denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, como o "chefe da organização criminosa" de 40 pessoas envolvidas de alguma forma no escândalo.
O telefonema de cerca de dez minutos, inteiramente testemunhado pela Folha, ocorreu por volta das 21h35. Lewandowski jantava, acompanhado, no recém-inaugurado Expand Wine Store by Piantella, na Asa Sul, em Brasília.Apesar de ocupar uma mesa na parte interna do restaurante, o ministro preferiu falar ao celular caminhando pelo jardim externo, que fica na parte de trás do estabelecimento, onde existem algumas mesas -entre elas a ocupada pela repórter da Folha, a menos de cinco metros de Lewandowski.A menção à imprensa se deve à divulgação na semana passada, pelo jornal "O Globo", do conteúdo de trocas de mensagens instantâneas pelo computador entre ministros do STF, sobretudo de uma conversa entre o próprio Lewandowski e a colega Cármen Lúcia.Nos diálogos, os dois partilhavam dúvidas e opiniões a respeito do julgamento, especulavam sobre o voto de colegas e aludiam a um suposto acordo envolvendo a aposentadoria do ex-ministro Sepúlveda Pertence e a nomeação -que veio a se confirmar- de Carlos Alberto Direito para seu lugar. Lewandowski chegou a relacionar o suposto acordo ao resultado do julgamento.Ontem, na conversa de cerca de dez minutos com Marcelo, opinou que a decisão da Corte poderia ter sido diferente, não fosse a exposição dos diálogos. "Você não tenha dúvida", repetiu em seguidas ocasiões ao longo da conversa.O fato de os 40 denunciados pelo procurador-geral terem virado réus da ação penal e o dilatado placar a favor do recebimento da denúncia em casos como o de Dirceu e de integrantes da cúpula do PT surpreenderam advogados de defesa e o governo. Na véspera do início dos trabalhos, os ministros tinham feito uma reunião para "trocar impressões" sobre o julgamento, inédito pelo número de denunciados e pela importância política do caso.Em seu voto divergente no caso de Dirceu, Lewandowski disse que "não ficou suficientemente comprovada" a formação de quadrilha no que diz respeito ao ex-ministro. "Está se potencializando o cargo ocupado [por Dirceu] exatamente para se imputar a ele a formação de quadrilha", afirmou. Enrique Ricardo Lewandowski, 58, foi o quinto ministro do STF nomeado por Lula, em fevereiro do ano passado, para o lugar de Carlos Velloso. Antes, era desembargador do Tribunal de Justiça de SP. No geral, o ministro foi o que mais divergiu do voto de Barbosa: 12 ocasiões. Além de não acolher a denúncia contra Dirceu por formação de quadrilha, também se opôs ao enquadramento do deputado José Genoino nesse crime, no que foi acompanhado por Eros Grau. No telefonema com Marcelo, ele deu a entender que poderia ter contrariado o relator em mais questões, não fosse a suposta pressão da mídia. Ao analisar o efeito da divulgação das conversas sobre o tribunal, disse que, para ele, não haveria maiores conseqüências: "Para mim não ficou tão mal, todo mundo sabe que eu sou independente". Ainda assim, logo em seguida deu a entender que, não fosse a divulgação dos diálogos, poderia ter divergido do relator em outros pontos: "Não tenha dúvida. Eu estava tinindo nos cascos".Lewandowski fez ainda referência à nomeação de Carlos Alberto Direito, oficializada naquela manhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Negou ao interlocutor que fizesse parte de um grupo do STF contrário à escolha do ministro do Superior Tribunal de Justiça para a vaga de Pertence, como se depreende da conversa eletrônica entre ele e Cármen Lúcia. "Sou amigo do Direito. Todo mundo sabia que ele era o próximo. Tinha uma campanha aberta para ele."Ainda em tom queixoso, gesticulando muito e passando várias vezes a mão livre pela vasta cabeleira branca enquanto falava ao celular, Lewandowski disse que a prática de trocar mensagens pelos computadores é corriqueira entre os ministros durante as sessões. "Todo mundo faz isso. Todo mundo brinca."Já prestes a encerrar a conversa, o ministro, que ainda trajava o terno azul acinzentado e a gravata amarela usados horas antes, no último dia de sessão do mensalão, procurou resignar-se com a exposição inesperada e com o resultado do julgamento. "Paciência", disse, várias vezes. E ainda filosofou: "Acidentes acontecem. Eu poderia estar naquele avião da TAM".
Além dos trechos claramente identificados pela reportagem, a conversa teve outras considerações sobre o julgamento, cuja íntegra não pôde ser depreendida, uma vez que Lewandowski caminhou para um lado e para outro durante o telefonema.http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc3008200702.htm
ISSO É UM ABSURDO, ISSO É UM ESCÁRNIO. A MAIS ALTA CORTE DE JUSTIÇA DO PAÍS ESTÁ SEGUINDO OS CRITÉRIOS DA MÍDIA. NESTE CASO DA GLOBO. ACUSANDO QUEM A MÍDIA DETERMINA PARA SER ACUSADO, QUEM LHES DESAGRADA POLITICAMENTE. NÃO INTERESSA, NÃO IMPORTA QUE MUITOS SEJAM INOCENTES, A MÍDIA DETERMINA, E ELES COMO VAQUINHA DE PRESÉPIOS DIZEM AMÉM.

Brasil reduz a pobreza extrema pela metade

O Brasil cumpriu, dez anos antes do prazo estabelecido pela ONU, a meta de reduzir pela metade a porcentagem de pessoas que vivem em situação de pobreza extrema. Entre 1990 e 2005, caiu em 52% a proporção de brasileiros que ganham menos de 1 dólar PPC por dia (dólares por paridade de poder de compra, que elimina a diferença de custos de vida entre os países). A informação está na terceira edição do Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio 2007, divulgado nesta quarta-feira pelo governo federal.
Em 1990, 8,8% dos brasileiros ganhavam menos de US$ 1 por dia; em 2005, o percentual caiu para 4,2%, apontam os dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) citados no trabalho. Em 2005, 1 dólar por dia PPC equivalia a aproximadamente R$ 40 mensais. Em termos absolutos, 4,7 milhões de pessoas saíram da condição de extrema pobreza nesses 15 anos, mas 7,5 milhões ainda permanecem nessa situação, aponta o estudo, elaborado pela Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, com apoio de outros órgãos do governo e de agências da ONU no Brasil. O primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) prevê que os países cheguem a 2015 com metade da proporção de pobres de 1990.
O relatório mostra também a variação da pobreza no Brasil de acordo com outro parâmetro, o de um quarto de salário mínimo per capta por mês. Sob esse critério, a pobreza extrema recuou de 28% para 16% no período. A queda da pobreza extrema, avalia o estudo, é um efeito da redução dos juros desde 2004, da expansão de políticas como Bolsa Família e do aumento real do salário, que ampliou também o piso da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada – programa de transferência de renda voltado a deficientes e idosos pobres. A estabilização monetária de 1994 também teve relação com a diminuição da miséria, apesar de não ter sustentado a tendência de queda: depois de cair por quatro anos seguidos, a pobreza voltou a subir em 2001. A diminuição da porcentagem de pessoas que ganham menos de US$ 1 dólar por dia foi acompanhada da redução das desigualdades em vários níveis. A pobreza caiu mais entre os pretos e pardos do que entre os brancos, por exemplo. Em 1993, 15% dos negros viviam em situação de pobreza extrema e, em 2005, a porcentagem caiu para 6%. No mesmo período, a os números recuaram de 4,9% para 2,5% entre os brancos. Apesar dos avanços, a miséria ainda atinge mais os negros. Em 2005, os brancos representavam 88,4% do topo da pirâmide brasileira e 26,5% do décimo mais pobre. Já os negros eram 73,5% dos mais pobres e apenas 11,6% dos mais ricos.
A redução da pobreza também foi maior na zona. Em 1990, a proporção de pessoas extremamente pobres nessas regiões era mais que quatro vezes superior à das áreas urbanas. Em 2005, essa disparidade caiu para cerca de três vezes. Segundo o relatório, essa diferença é decorrência, principalmente, dos benefícios da previdência rural, dos programas de transferências de renda e do crédito agrícola oferecido por meio do PRONAF (Programa de Apoio à Agricultura Familiar). Porém, em 2005, a proporção de pessoas residentes no campo que vivia na pobreza extrema era 7,9 pontos percentuais superior à verificada nas áreas urbanas.
No Nordeste também houve um declínio maior da miséria. A redução da diferença das taxas de pobreza extrema entre a região e o Sudeste, por exemplo, foi de 59%. Em 1993, era de 18,2 pontos percentuais, e em 2005, 7,5 pontos. “Dada a dimensão da pobreza extrema no Nordeste, para que a taxa brasileira continue a cair no mesmo ritmo é indispensável que o país mantenha a queda acelerada na região. Assim, é importante garantir, como nos últimos anos, uma rede de proteção social fortalecida e o aprimoramento de ações de desenvolvimento regional”, afirma o relatório.
Fome
O relatório aponta que a desnutrição infantil vem diminuindo no país. Em 1989, 7,1% das crianças menores de 5 anos tinham peso abaixo do adequado para sua idade. A proporção caiu para 5,7% em 1996 e 4,6% em 2003. Houve redução de 59,4% nas internações por desnutrição: elas caíram de 2,61 por mil em 1999 para 1,06 por mil em 2006; o maior declínio foi no Nordeste (67,2%) e o menor no Centro-Oeste (18,6%).
Nota pessoal: O dado de 2005 ainda não incorpora inteiramente os resultados do Bolsa Família, que atingiu sua meta em 2006 e desde então está passando por refinamentos para, cada vez mais, ter o foco mais correto, de atender o público em situação de risco alimentar e de pobreza extrema.E considerar também que em 2006 a apreciação cambial elevou a renda em dólares, o que certamente contribuirá para uma drástica redução desse índice, caminhando para a erradicação da pobreza extrema, um dos objetivos do governo Lula quando assumiu em 2003

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Transposição do Rio S. Francisco: 'Vai usar a água quem estiver mais organizado'. Entrevista especial com Pedro Costa Guedes Vianna

Tratar com lucidez a questão da transposição é o que precisamos para nos posicionar.

Achei esta entrevista de um geólogo da Paraíba uma oportunidade ímpar para a reflexão dos prós e contras do debate, sem preconceitos ou torcidas.

Confira."Os movimentos sociais deveriam integrar a luta no interior do projeto de transposição do Rio S. Francisco e não ser apenas contra". A opinião é do professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Pedro Costa Guedes Vianna. Com experiência na área de Gestão dos Recursos Hídricos, o pesquisador, embora reconheça como correta muitas das críticas à transposição, discorda da posição da Articulação do Semi-Árido (ASA) que se opõe frontalmente ao projeto e afirma: "o movimento social que tem força para ocupar terras, pode 'ocupar' ou forçar o acesso às águas".Para Pedro Vianna, a posição contrária ou favorável ao projeto depende de onde se está no território. Segundo ele, "se estou dentro da zona receptora, sou favorável; se estou fora dela, sou indiferente, e se estou na zona doadora sou contra". Segundo ele, essa posição acaba prevalecendo entre todos, os políticos, os acadêmicos e os religiosos. O pesquisador critica ainda a posição de D. Luiz Flávio Cappio.Pedro Costa Guedes Vianna possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (1980), mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (1994) e doutorado em Geografia (Geografia Física) pela Universidade de São Paulo - USP (2002). Por 19 anos atuou, como geógrafo, na SUDERHSA, organismo de gestão de águas do Estado do Paraná.Atualmente, é professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia de UFPB e coordena o Grupo de Estudos e Pesquisa em Água e território.

Confira a sua entrevista.

IHU On Line - A transposição do Rio São Francisco dividiu a sociedade brasileira. Essa divisão está presente também na comunidade científica?

Pedro Vianna - Divide sim, e divide muita coisa: divide os partidos políticos, os prefeitos, os intelectuais, os pequenos agricultores, assim como os grandes latifundiários, os artistas, os estudantes. Até a Igreja Católica está dividida. Esta questão é mesmo um "divisor de águas" e de tudo o mais.

IHU On Line - Em linhas gerais, no que consiste a obra da transposição?

Pedro Vianna - Transpor água de uma bacia para outra. O que pode parecer simples, mas não é, pois envolve vencer, entre outras coisas, as forças da natureza, da gravidade e as formas do relevo. Outra questão diz respeito às conseqüências sociais e econômicas. Já os impactos ambientais são inúmeros e difíceis de serem avaliados. Enfim, transpor águas de uma bacia para outra é redesenhar a rede hídrica e redefinir a geografia, principalmente da região que vai receber as "novas" águas em seu território.

IHU On Line - Fala-se em estados "doadores" (MG, BA, AL e SE) e estados "receptores" (PE, PB, RN e CE). Você poderia explicar melhor isso?

Pedro Vianna - É uma analogia com a transfusão de sangue. No Nordeste, se usa a palavra "sangrar" para se denominar o transbordamento de um açude. Nesta nomenclatura se percebe como o sertanejo entende a água; ele a entende como sangue, em outras palavras, isto é, aquilo que dá vida a um corpo. Por outro lado, a doação de sangue é um ato de solidariedade, elevado ao extremo, no qual um se propõe a dividir a vida com o outro, no caso a água.

IHU On Line - A Articulação no Semi-Árido (ASA), que reúne várias organizações, afirma que a transposição é um projeto feito para o agronegócio exportador, por isso taxa a obra de "hidronegócio". Já o governo diz que a obra irá priorizar os pobres da região. Qual é a sua percepção?

Pedro Vianna - Diria que de certa forma ambos têm razão, ou melhor, os movimentos sociais têm toda a razão de ver a obra como algo que vem para aprofundar as diferenças sociais e econômicas entre os grandes proprietários de um lado e os pequenos proprietários e "sem-terras" do outro. Ou seja, a água viria "carimbada" para o agronegócio, o que resulta em um hidronegócio.Por outro lado, vejo a "priorização dos pobres na região" como intenção de uma parte do governo. Não quero aqui julgar o Governo Federal, mas me parece que os movimentos sociais têm razão em duvidar de promessas do governo. Porém, minha posição é contrária a esta da ASA e algumas organizações, como posto na pergunta. Sou daqueles que acredita que o movimento social que tem força para ocupar terras pode "ocupar" ou forçar o acesso às águas. É uma luta como outra qualquer, em certos aspectos, mas também com especificidades próprias.Deixar que o projeto seja conduzido apenas pelas elites, e ficar jogando pedra nele é, na minha opinião, uma perda de tempo, recursos e sangue (água). Talvez as organizações populares precisem passar a integrar a luta também no interior do projeto, sem perder a sua independência e a sua vida externa ao próprio projeto. Acho que levar água para onde ela não existe e em quantidade suficiente é importante, e dividi-la é a melhor forma de trazer melhorias na qualidade de vida das populações no semi-árido.

IHU On Line - Ambientalistas e especialistas afirmam que hidrologicamente o São Francisco está anêmico e que um anêmico não pode ser um doador - D. Luiz Cappio tem dito muito isso. Por isso o movimento social - particularmente a ASA - defende a revitalização no lugar da transposição, ou seja, obras que permitam a convivência no semi-árido. O que te parece essa posição?

Pedro Vianna - Não consigo entender a posição de D. Luiz Cappio como cristão. Não imagino que seja correto alguém não ser solidário com o próximo. O São Francisco parece ter água para gerar energia para a maior parte do Nordeste brasileiro, inclusive seu parque industrial. Suas águas tornaram a CHESF e FURNAS no que são hoje, gigantes do setor hidroelétrico. Existe água para irrigar milhares de hectares do "agronegócio" em terras baianas. Há águas em outorgas (direitos de uso de água) legais "especulativas", apenas aguardando o momento certo, para serem "negociadas". Mas não existe água para transpor ao sertão setentrional.Não temos que cuidar e revitalizar só o Rio São Francisco; temos que fazer isso com todos os nossos rios, nossa imensa rede hídrica. Por que não nos preocupam tanto os Rios Uruguai, Paranapanema e o Paraná? Será preciso lembrar do Cubatão, Tietê, Iguaçú e outros tantos transformados em esgotos a céu aberto, quando passam pelas cidades. A revitalização, dos nossos Rios e aqüíferos é uma tarefa nacional e não deve ser um direito exclusivo dos rios que terão águas transpostas, muito menos exclusivamente do São Francisco.Existem muitas ações capilares com iniciativa da sociedade (em que o Estado vem a reboque) que são importantes para a convivência com o semi-árido, mas elas não são suficientes, apesar de fundamentais. É preciso encontrar um equilíbrio entre as grandes obras hídricas e as ações capilares. Entre elas, destaco o Programa de "Um Milhão de Cisternas" e as "Barragens Subterrâneas", mas elas têm uma "escala" pontual.Eu fui criado no discurso de que os grandes açudes do Nordeste eram obras da indústria da seca. Hoje quase todos concordam que, sem os grandes e médios açudes, já parcialmente integrados em rede, não seria possível que o nosso semi-árido fosse o mais habitado no mundo, com algo em torno de 18 milhões de pessoas. Só para dar um exemplo, o que seria de Campina Grande na Paraíba, com seus mais de 400 mil habitantes, sem o açude do Boqueirão? Todas as pessoas da região sabem! Seria inviável. Podem pegar o mapa de todo o sertão nordestino, ligado à toda cidade com mais de 100 mil habitantes: existe sempre um, dois ou mais açudes de grande ou médio porte.

IHU On Line - Muitos dizem que já existe água para onde se deseja transportá-la através da transposição. Isso é uma realidade? O problema está no gerenciamento?

Pedro Vianna - É verdade que falta gerenciamento, em todo o país, de Norte a Sul, este não é um privilégio do Nordeste. Mas dizer que existe água suficiente no semi-árido parece uma piada. Se fosse assim, o semi-árido não seria semi-árido, seria úmido, ou semi-úmido. Então as secas periódicas, a caatinga e demais características da semi-aridez são ilusão de ótica?

IHU On Line - No caso de a obra avançar, quanto de água vai ser retirado de fato do São Francisco, o que isso significa em percentagem e, quando ela chegar ou transitar pelo semi-árido, por quem e para que será ou poderá ser usada esta água?

Pedro Vianna - O volume retirado da bacia do São Francisco seria da ordem de 65 m3/s, ou seja, 65.000 litros por segundo. Com relação à percentagem, há variações. Quem é a favor diz que representa entre 3,5% e 5,0%. Já os que são contra afirmam que isso representa entre 25% e 27%. Essa variação existe porque os que são a favor calculam sobre as vazões na foz, de segurança hídrica ou ecológica (a definida pelo IBAMA). Já os contrários contam todas as outorgas possíveis, inclusive as especulativas, e as calculam sobre a disponibilidade ditada pelo Comitê de Bacia do São Francisco.A segunda parte da pergunta toca no ponto principal. Neste aspecto se especula muito. Creio que as cidades, como Campina Grande, Fortaleza etc., deverão, por sua importância, receber prioridade, já que a lei 9433/97 de Recursos Hídricos é clara: a prioridade é para o abastecimento humano e dessedentação de animais, nesta ordem. Porém, ninguém duvida dos interesses dos que estão no curso das águas em receber algum privilégio ou alguma compensação. Para deixar bem clara minha posição, vai usar a água quem estiver mais organizado, quem estiver localizado melhor em relação ao traçado dos canais, e quem tiver mais poder.A sociedade organizada precisa ter em mente que é melhor lutar por um sertão com água transposta do que lutar por um pedaço de terra seca, sem vida. Aqui na Paraíba já temos um caso de um assentamento, que é produto de uma ocupação que foi feita por causa de um canal de transposição. Refiro-me ao Canal da Redenção, que transporta água da barragem de Coremas/Mãe D´Água para as várzeas de Souza. São 37 Km de puro conflito potencial e real. Dizemos aqui em nosso grupo de Pesquisa - GEPAT (Grupo de Estudos e Pesquisa em Água e território) -, que este é um laboratório de ensaio para os conflitos que deverão vir com os ramais da transposição de águas do são Francisco.

IHU On Line - O Comitê de Bacia do São Francisco tem sido ouvido? Como está constituído e o que tem defendido e porque Governo Federal através da Agência Nacional das Águas (ANA) e do IBAMA atropelou o Comitê liberando as obras?

Pedro Vianna - O Comitê fez seu papel "corporativista" e político, defende os seus interesses. Só para ilustrar, num determinado momento a presidência do Comitê era ocupada pelo secretário de Recursos Hídricos da Bahia, e o vice era o de Minas Gerais. Vejam bem naquele momento tínhamos PSDB em Minas, PFL na Bahia e o PT no Governo Federal, com Ciro Gomes, do Ceará, no Ministério da Integração, à frente do projeto.Mais do que defender os interesses de seus territórios alguns atores políticos e econômicos, a meu ver, buscaram inviabilizar o possível desenvolvimento de zonas "concorrentes", localizadas mais ao Norte e próximas de portos com menor distância dos mercados consumidores na Europa e América do Norte.Já o Governo Federal, ferrenho defensor do Projeto sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, convenceu a ANA e o IBAMA. Por outro lado, parece que Lula colocou o projeto como uma prioridade da própria presidência. Porém, faltou vontade de diálogo, em ambas as partes.

IHU On Line - Qual é o papel das hidroelétricas (Furnas e Chesf etc.) no sistema de gestão das águas do S. Francisco, o que dizem os seus técnicos sobre a transposição?

Pedro Vianna - O setor elétrico se comporta como dono dos rios no Brasil, e isso explica porque nossa matriz energética é mais de 70% baseada na hidroeletricidade. O poder do setor elétrico vem de sua importância, e, a meu ver, seus interesses mais importantes estão preservados. Se não fosse assim, nem se falaria mais no assunto.

IHU On Line - Como você interpreta a decisão do Banco Mundial em seus estudos ter se manifestado contrário à transposição?

Pedro Vianna - Como quase tudo que o Banco Mundial faz por aqui. Se for bom para o país, eles são contra; se interessa aos seus financiadores, eles aportam recursos, técnicos e lobbies internacionais e até internos. É bom lembrar que o Banco Mundial teve um papel importante na formulação da legislação brasileira de recursos hídricos, no desenho e formato das agências reguladoras e no pagamento de inúmeros "consultores", para que eles rezassem a cartilha do "hidroliberalismo".

IHU On Line - Falando em Banco Mundial, quem banca os custos da obra da transposição?

Pedro Vianna - O Governo Federal, com dinheiro de nossos impostos, ou seja, com nosso trabalho e suor.

IHU On Line - Estando aí no Nordeste, onde você identifica as principais forças de resistência à transposição? A Igreja é a principal delas? Mas a Igreja também não está dividida?

Pedro Vianna - As resistências vêm dos "territórios" que possuem a água. Ninguém quer perder a "commodity", "a mercadoria", do momento. Os padres do sertão defendem as suas paróquias, os seus fiéis, e rezam pela chegada da água. Já os da bacia do São Francisco querem ver o rio belo, limpo e usar o máximo possível deles; são estes os interesses de seus paroquianos. Sei, por exemplo, que o Arcebispo da Paraíba, é a favor da transposição, o que me parece tão lógico como a oposição de D. Luiz Flávio Cappio.

IHU On Line - Em relação aos políticos nordestinos como eles têm reagido?

Pedro Vianna - Da mesma forma, os que têm interesses no sertão são amplamente favoráveis e os que têm seus redutos no litoral úmido, indiferentes. Assim o PT e PFL da Bahia coincidem no repúdio ao Projeto. Estes mesmos partidos na Paraíba são favoráveis.

IHU On Line - Por que você acha que o Lula insiste tanto nesse mega-projeto que vem sendo duramente criticado? Você interpreta que tem alguma coisa de Antonio Conselheiro em Lula ou se trata apenas de uma obra calculada?

Pedro Vianna - Nunca tinha pensado pelo viés de que Lula se assemelha ao Conselheiro, mas não parece absurda a comparação. Até pela forte oposição da maioria da hierarquia eclesiástica. Acho também que Lula quer deixar uma grande obra ao país, e, sem dúvida, esta é uma grande oportunidade, pois todo político quer ser lembrado por um grande monumento, e esta pode ser sua chance. É bom não esquecer que Lula nasceu numa das zonas que receberá aporte de água.

IHU On Line - Qual é a sua impressão do sentimento popular em relação à transposição?

Pedro Vianna - Depende do território onde estou. Dentro da zona receptora, é favorável; fora dela é indiferente; na zona doadora: contra; no meio intelectual e científico: contra; no Governo Federal: a favor; e na oposição: contra. O fator que em minha opinião é determinante é o território.

IHU On Line - Uma última questão. Existem outras obras de transposições no Brasil. Onde estão e como funcionam?

Pedro Vianna - Existem, sim, inúmeras, aqui mesmo no Nordeste. Porém, as mais importantes estão aí no Sul. Em São Paulo, são transladados 31m³/s entre os sistemas Cantareia-Piracibaba. Já no Rio de Janeiro o volume é maior, sendo transpostos entre 119 m³/s e 160 m³/s da bacia do Paraíba do Sul para a bacia do Guandu, e não percebo nenhuma manifestação, de quem quer que seja, contra estas ações que há muito estão em funcionamento. É certo que as megas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, não resistem um só dia sem esta "transfusão". Parece aquela história: façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço.Fonte:

http://www.unisinos.br/ihu/index.php?option=com_noticias&Itemid=18&task=detalhe&id=6457

Comprovada inexistência do Mensalão: só 6 deputados suspeitos foram denunciados.

A imprensa está escondendo o fato da denúncia sobre compra de votos no Congresso pelo governo caiu por terra.
Dos 40 denunciados, há banqueiros, empresários, publicitários, diretores de empresas, de partidos, etc.
Mas o Procurador Geral da República só conseguiu encontrar evidências contra 12 deputados entre as 40 pessoas denunciadas.
Desses 12 deputados, 4 são do PT, então não há sentido em cobrarem para votar com o governo. O motivo de movimentarem dinheiro só pode ser outro. Os deputados dizem ser caixa-2 de campanha. O Procurador da República atribui a outros crimes. Ao fim do processo veremos quem está com a razão.
Outros 2 deputados eram do ex-PL, partido coligado, do vice-presidente, que também não faz sentido cobrarem para votar com o governo, porque participavam do governo com o Ministro dos Transportes.
Então sobraram só 6 deputados: 1 do PMDB, 3 do PP, e 2 do PTB (um deles Roberto Jefferson, que jura que "mensaleiros" são os outros).
Esses 6 deputados (ou 5, dependendo do gosto do freguês em contar ou não Roberto Jefferson), não dariam maioria ao governo na câmara em hipótese alguma.
Então essa tese do mensalão ficou completamente inviabilizada.
Na minha opinião, cada envolvido tinha acordos próprios com Marcos Valério, de natureza diferente. É provável que alguns nem sabiam do envolvimento de Marcos Valério com outros. Em alguns casos é bem possível que fosse caixa-2 de campanha mesmo. Aliás foi o que alegou o ex-deputado Roberto Brandt, do PFL/Demo, que recebeu R$ 150 mil de Marcos Valério, dizendo ser dinheiro da Usiminas, doados através de caixa-2, e não compreendo como Brandt não consta da denúncia do Procurador da República).
Roberto Jefferson, velho conhecedor das maracutaias no meio político, apontou essas negociatas de Marcos Valério com diversas pessoas diferentes do meio político, e embrulhou tudo num pacote só, e deu o nome de mensalão. A imprensa adorou e adotou a tese, porque sendo uma coisa de um grupo, e não de pessoas dispersas, ficaria fácil culpar o governo Lula. Assim o método de jornalismo de Ali Kamel de "testar hipóteses" foi usado à exaustão com a hipótese do "mensalão".
Como mais cedo ou mais tarde a verdade prevalece, a denúncia final ficou reduzida à 6 deputados de 12.
Isso desmente categoricamente o "teste da hipótese" do "mensalão".

Uma decisão injusta

“A decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar parcialmente a denúncia contra mim formulada pelo procurador-geral da República é injusta, mas não me surpreende, diante das circunstâncias que cercaram esse julgamento.
Nos últimos dois anos, desde que deixei o Governo Lula, venho me defendendo das acusações contra mim feitas na Câmara dos Deputados e pelo procurador-geral da República. E tenho viajado pelo país, discutindo e debatendo o nosso Brasil, o governo Lula e o PT, como sempre fiz. Lancei um blog, hoje um site, e tenho publicado artigos semanais no Jornal do Brasil.
Não abandonei por um só momento a luta política e social e não deixei de ser um militante do PT.
Venho sendo pré-julgado em praça pública, acusado, denunciado e agora sou réu por corrupção ativa e formação de quadrilha. Reitero o que sempre afirmei: tive o mandato cassado sem provas e agora sou réu também sem provas.
Quero ser julgado o mais rapidamente possível para provar minha inocência.
Não posso aceitar que a condição de réu seja eternizada e que venha uma prescrição por mim totalmente indesejada.
Sou inocente e vou provar isso no julgamento a que quero ser logo submetido.”
José Dirceu / Blog do Dirceu

terça-feira, 28 de agosto de 2007

CMS irá às ruas por concessão pública só com controle social

O Seminário da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais) sobre Comunicação, realizado sexta-feira (24) no Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, definiu o 5 de outubro - dia em que expiram as concessões da Rede Globo - como data simbólica para ações de rua e no Congresso Nacional que fortaleçam a campanha pela democratização da mídia. O mote "Concessão pública só com controle social", debatido no evento, questiona a manipulação privada do espectro rádio-televisivo, ressaltando a necessidade de parâmetros legais mais rígidos e transparentes para o funcionamento das emissoras.

Convidados especiais, o coordenador do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação) e vice-presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Celso Schroeder, e João Brant, do Coletivo Intervozes, fizeram uma análise pormenorizada sobre o modelo de outorgas - concessões, permissões e autorizações - de rádios e TVs no Brasil, a necessidade de uma Conferência Nacional de Comunicação e de um novo marco regulatório. Após as intervenções, a mesa de abertura, composta por representantes da CUT, CGTB, UNE, MST e Marcha Mundial de Mulheres, debateu sobre a pertinência da campanha e de como dialogava com a base do movimento.
Ao denunciar o resultado perverso do controle exercido por monopólios e oligopólios privados das concessões públicas, Celso Schroeder ressaltou que estes passam a determinar cada vez mais a cultura, a política e a economia. "Talvez o aspecto mais daninho da apropriação privada da cultura brasileira seja a desconstituição da política. Ou seja muito pior do que a manipulação e as mentiras que eles constituem, a criminalização dos movimentos sociais. O crime maior, o que causa mais problemas para a democracia, é a desconstituição da política. E fazem isso continuamente". Para o representante do FNDC, reconstituir este espaço político é fundamental, com o objetivo de dar a ele um sentido estratégico, de emancipação, em oposição à "visão utilitária, instrumental e manipulatória da comunicação das elites, com sua prática autoritária, excludente e não-plural". "Os meios de comunicação são cada vez mais veículos importantíssimos para a sustentação ideológica, mas também política", acrescentou.
Diante da manipulação excludente exercida por uma minoria contra os interesses da sociedade, ressalta Schroeder, "a idéia do controle público é fundamental, pois antes de um negócio, a comunicação é um serviço". Para encarar de frente este problema, enfatizou, é preciso popularizar o debate sobre a democratização, pois a situação hoje é ainda mais grave pela ameaça de desnacionalização do setor a partir das teles. "Assim, precisamos fazer de cada verdade um ato político e não burocrático, fazer com que as regulações existam e sejam cumpridas".
Debate estratégico
Em nome do Intervozes, João Brant resgatou o papel do seminário para que os movimentos sociais se apropriem cada vez mais deste debate estratégico, pois "as concessões são o instrumento que oficializa, materializa e dá o poder que tem hoje meia dúzia de famílias sobre o conjunto da sociedade brasileira". "O modelo de concessões no Brasil segue o padrão 'velho oeste', onde os empresários reinam sozinhos, ditam as regras e não cumprem nem o pouco que a lei prevê. Não há participação no debate sobre a concessão e renovação de outorgas, que acontece sem responder a nenhum critério". Exemplo disso, informou, "é que das 39 rádios FMS que operam em São Paulo, 36 encontram-se com a outorga vencida e 22 funcionam com outorgas de outros municípios. Toda falta de rigor em relação às rádios comerciais passa para as rádios comunitárias, fortemente reprimidas".
De acordo com João Brant, "a ilegalidade a imoralidade sustentam um sistema de comunicações concentrado e nada plural, em que o monopólio e o oligopólio proibidos pela Constituição em seu artigo 220 estão presentes regional e nacionalmente". Desta forma, diante da "completa privatização do espaço público, o momento é de pôr em xeque a lógica mercantilista, que impede o florescimento de novos meios, enquanto os detentores das concessões seguem sem prestar contas a ninguém sobre o uso que fazem delas".
Membro da executiva nacional da CUT e representante da entidade na CMS, Antonio Carlos Spis disse que "a escolha do 5 de outubro, quando se encerra as concessões da família Marinho, servirá para realizarmos um questionamento nacional sobre todas as renovações, pois é inadmissível que este bem público estratégico seja apropriado ao longo de décadas e renovado sem qualquer condicionante". "Nossa luta pela democratização é contra essa ditadura da comunicação, que manipula, desinforma, age contra os interesses nacionais e populares. É a Rede Globo que está por trás da pressão pela aprovação da Emenda 3, que assalta direitos e transforma todo trabalhador em pessoa jurídica", lembrou Spis.
Manipulação midiática
A secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, fez um paralelo entre a vitoriosa manifestação de 20 mil realizada pela Central em Brasília no 15 de agosto e a minúscula repercussão na mídia, que fez de tudo para esconder o evento. "Este momento de renovação das concessões é propício para tomarmos as ruas e fazer o debate com a sociedade. O que temos hoje é o monopólio das versões de um fato social nas mãos do poder privado. Precisamos garantir a democratização, estruturando a TV Pública, fortalecendo a rede de rádios e tevês comunitárias e garantindo recursos institucionais para as diversas vertentes de opinião. Onde não tem marco regulatório, a verdade do poder privado prevalece, negando espaço ao contraditório", declarou. Rosane acredita que é hora de colocar a mudança na lei em pauta, "numa articulação no Senado e na Câmara para questionar a forma como um bem público está sendo manipulado". Para o vice-presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira), é fundamental levar a luta da democratização da comunicação para dentro do Congresso. "As concessões públicas não podem mais continuar servindo como poder paralelo dos oligopólios. O Legislativo tem papel importante nesta luta contra o jogo sujo de meia dúzia de famílias que quer submeter, intimidar e esculhambar a quem se opõe que o Estado seja privatizado, a que seu projeto entreguista seja efetivado". Segundo Bira, os que lutam por um Brasil melhor, livre e independente, devem levar em conta que "manipulação, calúnia e difamação são as armas da mídia contra os que não rezam a cartilha do imperialismo".
Em nome da Marcha Mundial de Mulheres, Sônia Coelho denunciou a responsabilidade da mídia pela manutenção da opressão e da reprodução das desigualdades, deturpando a imagem feminina. "Não é que venda a pulseirinha da garota da novela para ser consumida por milhões, ela faz da mulher o próprio produto a ser vendido, naturalizando estereótipos como se fôssemos só bunda e peito. Além disso, a mídia estimula a gravidez na adolescência, o racismo e a violência contra a mulher, invisibilizando a luta política das que querem transformar esta realidade e afirmar outro projeto de país".
Construindo alternativas
Igor Felippe Santos, da assessoria de Comunicação do MST, deu ênfase ao papel do movimento social na disputa pela hegemonia que se realiza nos meios de comunicação desde a definição da pauta: "sistema construído com base na propriedade privada, na conformação de oligopólios que vão fazendo consensos". Defendendo conjugar a luta institucional com a luta social e a estruturação de meios alternativos, Igor lembrou que antes mesmo da formação do MST, o Movimento já tinha o jornal dos Sem Terra, abordando a experiência do acampamento de Encruzilhada Natalino, em 1981, no Rio Grande do Sul. Atualmente, a retomada da RCTV pelo governo Chávez, na Venezuela, ressaltou, "cumpre um papel pedagógico importante para toda a América Latina, pois demonstra que as redes não são sagradas, que são bens públicos e devem ser reguladas pelo Estado".
Para Luana Bonone, diretora da Comunicação da UNE (União Nacional dos Estudantes), "os movimentos devem ir à ofensiva para conquistar avanços, pois a existência de monopólios de mídia restringem e comprometem o processo democrático". Assim, ao lado da campanha pelas concessões públicas com controle social, asseverou, é preciso popularizar a defesa da Conferência Nacional de Comunicação, enraizando o debate sobre algo que é crucial para os destinos da sociedade brasileira. "Temos um bem público, social, que se encontra usurpado, pois foi entregue na bandeja a grupos privados. Não se trata apenas da população ter acesso a esses meios, mas de criarmos as condições de debater um projeto de país", frisou.
Secretário geral do FNDC e membro da Rede Abraço de rádios comunitárias, José Guilherme fez um relato emocionado sobre "a perseguição e a criminalização que o setor vem sofrendo da Anatel e da Polícia Federal, pois ambas têm se comportado como guardas dos tubarões da mídia". "Estamos tendo o mesmo destino de bandidos pobres: estamos sendo exterminados nas periferias, com processos e condenações que atentam contra a liberdade de expressão", frisou.
Representando a Central de Movimentos Populares (CMP), Luiz Gonzaga Gegê defendeu que a campanha pela democratização da comunicação vá às bases, dialogando com a parcela mais atingida pela política de discriminação e exclusão dos donos da mídia.
Entre outros, também participaram do Seminário representantes da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), da Campanha quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania e da executiva nacional dos Estudantes de Comunicação Social.

O que será: Cultuador da Falácia ou do Sofisma?

David Nogueira Segundo Othon M. Garcia, "ainda que cometamos um número infinito de erros, só há, na verdade, do ponto de vista lógico, duas maneiras de errar: raciocinando mal com dados corretos ou raciocinando bem com dados falsos. (Haverá certamente uma terceira maneira de errar: raciocinando mal com dados falsos). O erro pode, portanto, resultar de um vício de forma – raciocinar mal com dados corretos – ou de matéria – raciocinar bem com dados falsos."
De acordo com o mesmo autor, o que diferencia o sofisma da falácia, é que, embora ambos sejam basicamente raciocínios errados, a falácia é involuntária. Ao passo que o sofisma tem como objetivo induzir a audiência ao engano, o raciocínio falacioso decorre de uma falha de quem argumenta. Quem usa sofismas sabe o que está fazendo quando, por exemplo, tenta nos empurrar uma conclusão para a qual não dispõe de dados ou demonstrações suficientes. Quem se vale de falácias, por sua vez, simplesmente se enganou. (Wikipédia).
O presente artigo é um convite à reflexão sobre alguns nobres colunistas políticos da mídia regional e nacional. Escolhidos a dedo pelos donos dos veículos de comunicação, uma grande parte deles reproduz, sem qualquer constrangimento, as bases da germinação de um sentimento anti PT que teima em não se consolidar. Tenho a absoluta certeza que cada Estado tem um exemplo desse tipo de profissional e, ao ler o presente texto, todos poderão dar nome, endereço e CPF do seu “espécime”.
Não questiono o direito de cada um ter a sua opinião, o que não dá para aceitar de forma inerte é a deturpação que se faz em espaços que deveriam ser plurais. Em Rondônia, por exemplo, temos, entre outros, o caso do jornalista Paulo Queiroz que usa e abusa de seus espaços para incutir na mente de seus leitores a existência de um Brasil caótico, onde o PT representa a origem de todos os males.
Contaminado pelo estilo arrogante da grande mídia paulista e pelo inconformismo eleitoral em relação a Lula, Paulo Queiroz (entre tantos) tem sido, não apenas um mordaz crítico do Governo Federal, mas um semeador de meias verdades que tentam se cristalizar como se fossem verdades absolutas. Insiste em colocar sua vontade pessoal acima dos fatos e se esquece de ouvir aquilo que, apesar do bombardeio da mídia partidária, aflora da maioria dos brasileiros: a percepção do povo que esse governo é bom para quem sempre foi esquecido. Decerto as colunas são pessoais e refletem os olhares particulares de cada um. Mas, com o peso de suas histórias e a credibilidade conquistada em outros momentos, muitos conseguem dar as suas palavras um peso diferenciado.
O texto desses jornalistas, aparentemente isento, deixa clara a visão crítica exacerbada e desvinculada dos números que aí estão. São 48% da população dizendo que o governo é Ótimo ou Bom. Se somarmos aos que o consideram regular, esse número saltará para 84% (vamos dividir ao meio os regulares em positivos e negativos, ainda assim o Governo estaria com mais de 66% de aprovação!!!Data Folha/Agosto 2007).
Isso não é reflexo apenas dos Programas Sociais (desculpa simplista), é percepção de povo que vê seu salário comprando mais, os empregos surgindo, a economia de todos melhorando, as obras de interesse do país emergindo. São mais de 330 mil jovens com direito de cursar uma faculdade através do PROUNI (sem falar nos investimentos em educação como um todo, FUNDEB, Escolas Técnicas e contração de Professores). A relação Dívida x PIB, que no final do governo anterior estava em 35,9%, passou para 9,4% do PIB (alguém duvida que o país estava quebrado em janeiro de 2003?). Nossas reservas em moeda forte já passam de US$ 160 bi (elas eram de US$16,3 bi no final da era FHC).
O combate à corrupção tem sido extremamente forte, embora parte da mídia tente passar que foi o PT quem a inventou. As pessoas sentem o cunho não verídico disso e constatam que esse foi o governo mais combativo referencialmente à corrupção no Brasil. Isso é fato a se provar por meio de números. Lula recuperou, equipou e deu força à Polícia Federal. De 2003 a maio de 2007, foram 388 operações importantes, com figuras ilustres sendo presas e algemadas ( 6.256 suspeitos civis, mais 981 servidores públicos e 77 Policiais Federais presos). Alguém já tinha visto algo parecido?? Some-se a isso o novo modelo de fiscalização de Municípios e Estados a partir de sorteios aleatórios. Há, como nunca, uma preocupação com a boa aplicação dos recursos públicos.
Ainda sobre as ações dos “vermelhinhos”, cabe refletir sobre a revolução que significou a inclusão bancária de uma gama incalculável de pessoas país afora mediante o uso do cartão eletrônico (o direito à proteção social não deriva mais de uma relação pessoal com político A ou B. O cidadão se relaciona com o Caixa Eletrônico, com o Banco). E aí direis vós, e a crise aérea??? Plagiando um Senador, que usou a expressão em outra circunstância, podemos dizer que, com a crise aérea, parte da mídia, não satisfeita em levar seu cinismo ao extremo,..foi além! É uma clara e intencional valorização do periférico em detrimento do essencial.
Indubitavelmente, esse problema é grave, porém está longe de ser o caos do país, como parte da imprensa tem tentado injetar na cabeça da população. O Brasil não é uma bagunça institucional, comandado por um “barbudo tresloucado”; pelo contrário, ele tem rumo, tem direção. E o caminho, para desespero do grande capital nacional, não é o traçado pela elite tucana paulistana, que consegue adeptos em todos os recantos de nossa terra. O Governo Lula está implantando uma política diferente daquela defendida pelas elites neoliberais do país, com o respaldo das dezenas de milhões de votos que, teimosa e inconvenientemente, o povo, de forma “incauta”, concedeu.
Tenta-se, com freqüência, escamotear o fato de que os veículos de comunicação têm dono e seus donos possuem concepções diferentes de país (isso é legítimo fora do espaço de concessão pública). A notícia nunca foi isenta. Ela vem recheada de conceitos ideológicos, com o propósito de conquistar o cidadão. Os donos da mídia, de uma forma geral, usam suas áreas profissionais para defender seus espaços econômicos, sociais e ideológicos. A mídia é um claro exemplo de que nossa democracia (do Brasil) precisa avançar bastante. A edição dos noticiários da Globo, Band, Jovem Pan, Folha de São Paulo, Veja, Correio, JB, entre outros, são primores magníficos daquilo aqui discorrido.
Não temos medo da disputa justa e honesta. Continuamos a ser sonhadores, a insistir continuamente em pleitear espaços iguais para apresentar propostas, números, caminhos e resultados. Com a informação correta e o mais isenta possível, o cidadão poderá refletir e concluir sobre o que ele pensa ser o melhor.
Para não me delongar mais numa possível defesa que poderá parecer apaixonada, se assim for, desde já peço perdão, volto ao início para meditar sobre os ensinamentos do professor Othon M. Garcia. De maneira simples e direta, o mestre brinda-nos com reflexões, devidamente apropriadas neste contexto, sobre a sutileza das palavras. Afinal, o que vemos, em parte da mídia, tem sido o exercício da falácia ou o aperfeiçoamento do sofisma?
David Nogueira é secretário de Comunicação PT/RO

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Brasil é melhor exemplo da nova estabilidade da América Latina, diz Economist

23/08 - 16:24 - BBC Brasil A edição da revista britânica The Economist publicada nesta quinta-feira afirma que o Brasil é o "mais claro exemplo da recém descoberta estabilidade financeira da América Latina".
No artigo Um "dar de ombros" e não um arrepio, a revista diz que os investidores internacionais parecem compartilhar a "atitude radiante" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem descartado uma crise no Brasil em decorrência das turbulências nos mercados financeiros globais.
"Nos círculos financeiros, a América Latina tem tido por muito tempo uma reputação de continente 'subprime' (em referência às hipotecas americanas de alto risco), que periodicamente tem dificuldades para repagar o dinheiro emprestado a ele por credores irresponsáveis", afirma o artigo.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Procurador denunciará "mensalão tucano" .Comprovado caixa 2 de Azeredo. E agora?

O senador Eduardo Azeredo do PSDB de Minas deve ser denunciado por peculato .
Senador tucano se beneficiou de caixa dois...
Tão logo o STF (Supremo Tribunal Federal) aprecie o caso do mensalão, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, submeterá à corte a denúncia na qual deve acusar o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) de praticar o crime de peculato na versão inicial do valerioduto.
A pena pode ser de até 12 anos de prisão mais multa.
Conforme investigação da Polícia Federal concluída em julho de 1998, o empresário Marcos Valério de Souza usou contas bancárias de suas empresas para girar um caixa dois, alimentado com dinheiro público e privado, que teria beneficiado a frustrada campanha de Azeredo para se reeleger governador de Minas Gerais e também a de aliados do tucano.No relatório da investigação, a PF afirma que Valério montou uma metodologia nova para lavar dinheiro destinado a políticos: toma empréstimos em bancos, repassa o dinheiro para o interessado e, na hora de pagar a dívida, usa recursos que recebe por meio de contratos com o poder público e também com empresas privadas.Para a PF, o sistema de financiamento do caixa dois, que teria ficado claro na campanha de Azeredo em 1998, é a origem da engenharia financeira que Valério pretendia montar para o mensalão nacional.Um laudo do Instituto Nacional de Criminalística (publico mais tarde)que integra o inquérito indica que, em 1998, Valério fez 27 operações para injetar R$ 38 milhões em contas de suas empresas.Em nove empréstimos, dos bancos Rural e BCN, obteve R$ 34 milhões. Segundo a PF, por meio de saques e transferências, parte do dinheiro foi para campanhas políticas.Azeredo declarou ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas ter arrecadado R$ 8,5 milhões.
Quando se tornou público o esquema, ele admitiu uma arrecadação paralela, de R$ 8,5 milhões, fruto de um empréstimo ao Rural -sem o seu conhecimento. Sempre negou a prática de qualquer crime.O senador atribuiu a responsabilidade a Cláudio Mourão, o tesoureiro de sua campanha, que também deverá ser denunciado por peculato. O laudo pericial revela coincidência entre as datas em que Valério recebe créditos por supostos serviços a empresas públicas e privadas e pagamentos das parcelas dos empréstimos.

Bastos: julgamento do mensalão não é "pesadelo"

“O ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, negou, nesta segunda-feira, que o julgamento dos acusados do esquema conhecido como mensalão seja a "volta do pesadelo" para o Partido dos Trabalhadores (PT). "Acho que não. Uma denúncia criminal precisa ser vista na medida do ela realmente é. O que o procurador fez é uma proposta de ação penal, não é nada mais que isso", disse Bastos. "Agora o Supremo (Tribunal Federal) vai decidir se aceita ou não, em que medida aceita e aí é que vai começar uma ação penal para apurar a culpa, o grau de culpa ou a inocência das pessoas que são acusadas. É assim que funciona no regime democrático", completou o ex-ministro, após cerimônia de segurança no Palácio do Planalto. Na opinião de Thomaz Bastos, mesmo que o Supremo Tribunal Federal (STF) acate a denúncia contra o ex-ministro José Dirceu, isso não necessariamente significa que o governo estava envolvido no esquema. "Não demonstra, de maneira nenhuma (participação do governo). Não tem nada a ver uma coisa com a outra. É uma proposta do procurador de que se vá fazer uma ação penal e é nessa ação penal que se vai decidir juridicamente a culpa ou inocência não só do José Dirceu, mas de todos aqueles que estão apontados na denúncia", afirmou.” Maria Clara Cabral, Portal Terra / Redação

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

CPMF dos DEMos: também quero R$ 14 mil por mês !

Deu em quase todo o impressalão: Globo, Veja, Folha, etc, a seguinte picaretagem:
"O pagamento da CPMF custará EM MÉDIA R$ 626,41 por família em 2007".
Como alíquota é 0,38% significa que nas contas bancárias de cada família teria que passar uma renda de quase R$ 165 mil por ano.
Quase R$ 14 MIL por mês !!!
Entenderam que querem nos fazer de bobos (de novo): querem nos fazer acreditar que os impostos DELES são repartidos por todas as famílias, sem REPARTIR a renda. A Ivete Sangalo fará um show (e bota show nisso) em Teresina, Piauí, dia 23.Seu empresário diz que o cachê costuma ser R$ 250 mil por show.Por esse show ela pagará R$ 950,00 de CPMF em um único dia.
Uma família que ganha os R$ 950,00 por mês (o valor que Ivete Sangalo pagará de CPMF apenas no show em Teresina), desembolsa R$ 3,61 de CPMF no mês, ou R$ 43,32 no ano, muito longe da MÉDIA de R$ 626,41 por família. Como o nome diz, imposto é igual tomar injeção, tomar vacina. Ninguém toma porque gosta, é porque precisa.
Do dinheiro da CPMF a maior parte vai para Saúde Pública, uma parcela menor para o Bolsa-família, e outra menor ainda para o Fundo de Combate à Pobreza. Tudo verba social necessária, sem a qual o Brasil nunca chegará a ser um país desenvolvido. E eu pergunto o que é melhor, mesmo para quem ganha R$ 950,00 por mês: pagar R$ 3,61 de CPMF por mês e ter uma saúde pública de qualidade melhor (que o governo Lula há de conseguir implantar nesse segundo mandato com a economia saneada), ou pagar um plano de saúde particular entre R$ 60,00 e R$ 800,00 por pessoa, conforme a idade? Os DEMOS e a FIESP então fazendo outra campanha picareta, "Xô CPMF", nos moldes do CANSEI: são empresários, banqueiros e Donos de Planos de Saúde espertalhões que querem nos usar como massa de manobra de novo para os interesses DELES. Querem se livrar da CPMF, porque é uma das principais ferramentas da Receita Federal para investigar sonegadores. Quem tem movimentação financeira alta, e paga pouco imposto de Renda, quase sempre está sonegando.
Querem sabotar a saúde pública, para obrigar a todos pagarem o que não tem aos planos de saúde privados.
Além disso, os DEMos acreditam que todos que tem conta em banco e pagam alguma coisinha de CPMF, irão ficar contra o governo Lula. Sem querer, erraram de novo.
Eles cometeram o ato falho de denunciar a BRUTAL MÁ DISTRIBUIÇÃO DE RENDA brasileira. Se a CPMF representa R$ 626,41 por ano a cada família, então cadê os R$ 14 mil que cada família brasileira deveria receber todo mês?
Vamos fazer essa peguntinha aos Deputados e Senadores dos DEMos?

sábado, 18 de agosto de 2007

'Quem vem com tudo não cansa'

UJS lança campanha: ''Quem vem com tudo não cansa''
Atenta à movimentação da elite brasileira, a União da Juventude Socialista, UJS, lançou neste sábado (18) a campanha: ''Quem vem com tudo NÃO CANSA - É Proibido Dobrar à Direita'', rebatendo o golpismo dos setores historicamente ligados ao pensamento de direita no Brasil, que lançou o ''Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros'', apelidado de Cansei. Reproduzimos abaixo a íntegra do documento divulgado neste sábado, assinado pelo presidente da UJS, Marcelo Gavião.
Idealizado por setores historicamente ligados ao pensamento de direita em nosso país, o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, o ''Cansei'', realizou no último dia 17 de agosto, um ato público na Catedral da Sé, em São Paulo. O ato liderado pelo presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D'Urso, e por vários grandes empresários e artistas tinha como objetivo impulsionar a criação de um movimento que resultasse no ''Fora Lula!''. Mais uma vez, fantasiados da dor do nosso povo diante das mortes causadas pelo acidente do vôo da TAM, setores da elite brasileira tentam desencadear um movimento ''popular'' de oposição ao governo Lula. Os organizadores do movimento, contudo, negam tal vínculo. Afinal, o que está por traz do ''Cansei''? Como surge esse movimento? Quais suas raízes históricas? O ''Cansei'' tomou forma dentro do escritório do empresário João Doria Jr, que em 2006 promoveu almoços para arrecadar recursos para a campanha de Alckmin à Presidência da República. Entre os slogans do grupo estão frases como ''cansei do caos aéreo'' e ''de CPIs que não dão em nada''. E qual a saída para tanto ''cansaço'' apontada pelo movimento? O ''Fora Lula!'', ecoado pelas ruas de classe média alta de São Paulo na caminhada realizada no dia 31 de julho.
Curiosidades sobre o formato:
Parece mesmo não ser à toa as comparações que têm surgido entre o movimento ''cansei'' e a Marcha da Família com Deus pela Liberdade que no ano de 1964, - ano do início da ditadura militar no Brasil - protagonizou uma série de manifestações públicas organizadas em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro, em 13 de março de 1964, durante o qual, o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Congregou segmentos da classe média, temerosos do ''perigo comunista'' e favoráveis à deposição do Presidente da República. As coincidências não param por aí: Os métodos utilizados na época pelo IPES -Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais para fazer com que houvesse manifestações eram simples, e me parece que a OAB-SP aprendeu direito a lição. Primeiro foram convocadas as esposas de empresários, doutrinadas sobre como o comunismo poderia ser prejudicial a elas e, principalmente a seus filhos. Em seguida foram convocadas as esposas dos empregados das empresas participantes, sendo as mulheres doutrinadas pelas esposas dos patrões em reuniões de senhoras com fins filantrópicos e religiosos. A sociedade cristã foi mobilizada para a primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Dela participaram milhares de pessoas no dia 19 de Março de 1964. A massa humana saiu da praça da República chegando à praça da Sé onde foi rezada uma missa pela ''salvação da Democracia'', conduzida pelo padre Patrick Peyton, capelão do Exército estadunidense, enviado pelo governo dos Estados Unidos. A exemplo do que faz agora a OAB-SP no ''Cansei'', a propaganda do IPES baseava-se na égide da defesa da moral e dos bons costumes da família brasileira, do direito à propriedade privada e à livre iniciativa empresarial, além de estimular a ampla participação de investidores estrangeiros na economia brasileira. Dentre os métodos utilizados pelo IPES para mobilizar a população contra o trabalhismo de Goulart, houve palestras direcionadas às mães e donas de casa alertando para o possível dano que o comunismo causaria a entidade familiar. Aliás, muitas palestras, panfletos, documentários e livros foram feitos no sentido de difundir uma ''racionalidade'' ideológica capaz de convencer as pessoas sobre a suposta falência do governo Goulart. Por fim, um elemento que aparentemente é diferente do passado.O IPES mantinha contato estreito com a Igreja Católica o que fez com que em 64 a Catedral da Sé abrisse as portas para a realização do ato, algo que não se repetiu no movimento ''cansei''. O IPES desapareceu em 1972, quando o AI-5 parecia ter controlado todos os focos de manifestação anti-direita no país. É preciso que a sociedade brasileira denuncie com força o caráter e o objetivo desse movimento. O centro da sua atuação é a desestabilização e até a deposição do governo Lula, a elite não se conforma com o fato de ter perdido as duas últimas eleições presidenciais.
Erros do PT

Temos noção dos erros cometidos pelo PT, e por isso lamentamos e repudiamos todos eles. Sabemos também da falta de convicção revolucionária do governo Lula. Contudo, temos sido testemunha ocular do esforço do presidente Lula em diminuir as desigualdades sociais e melhorar as condições de vida dos milhares de brasileiros. O que esta em curso agora é uma forte movimentação da direita que busca construir seu retorno ao comando central do Brasil o mais rápido possível.

Para nós, jovens do campo ou da cidade, do morro ou do asfalto, das escolas ou universidades, empregados ou desempregados fica a certeza de que nossa luta central nesse momento deve ser a de fazer ecoar em uma só voz, pelos quatro cantos do país que ''Quem vem com tudo não cansa e é proibido dobrar à direita!''. Marcelo Gavião, Presidente Nacional da UJS - União da Juventude Socialista. Portal Vermelho

MPF pede cassação de Cícero Lucena por improbidade

O Ministério Público Federal pediu a cassação do mandato do senador paraibano Cícero Lucena (PSDB). Dois processos que tramitam em segredo de Justiça há cerca de 10 dias têm como alvo o tucano, acusado de improbidade administrativa durante sua passagem pela prefeitura de João Pessoa.
As ações foram propostas pela procuradora regional da República, Eliane de Albuquerque Oliveira Recena, do Tribunal Regional Federal da 5ª região.
Cícero é acusado de ter cometido improbidade administrativa, crime previsto na lei 8.429-92, em seu artigo 10º, parágrafo 8º, inciso II, artigo 12. Como punição é pedida a cassação do mandato, supressão dos direitos políticos e aplicação de multa. O processo principal é o de número 2005.82.000.14845-0 tendo como apenso o 2005.05.000.8834-1. Cícero é acusado de ter cometido improbidade administrativa, crime previsto na lei 8.429-92, em seu artigo 10º, parágrafo 8º, inciso II, artigo 12. Como punição é pedida a cassação do mandato, supressão dos direitos políticos e aplicação de multa. Sem preocupação - O advogado do senador, Walter Agra, foi procurado pela reportagem do Paraíba.com.br e disse que as acusações não preocupam: "O Supremo decidiu há cerca de dois meses que um prefeito não pode ser responsabilizado como ordenador de despesas. Além disso, temos a decisão do Tribunal de Contas da União, de arquivar o processo. Não fomos citados, não tomamos conhecimento do fato, mas posso dizer que isso não nos preocupa em absoluto. O próprio TCU reconheceu que Cícero não era ordenador de despesas.
Isso é um requentamento de ação da Operação Confraria", disse Agra.
Postado por Sergio Telles

fhc e O SELO

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO queria um selo com sua foto para marcar o 13º aniversário do plano real.
Convocou o NIZAN e incumbiu-lhe do projeto. Nizan achou boa a idéia e executou , através de verbas do INSTITUTO FHC, FUNDAÇÃO ABRIL, PREFEITURA E GOVERNO DE SÃO PAULO E ORGANIZAÇÕES GLOBO.
FHC aprovou e CONTRATOU a ECT, através da CASA DA MOEDA, para fazer 10 milhões de selos. Quando o selo foi para as ruas, FHC ficou radiante!Mas, em poucos dias, ele ficou furioso ao ouvir reclamações generalizadas de que o selo não aderia aos envelopes. O Ex-presidente, imediatamente, convocou os responsáveis pela confecção e emissão do selo com a sua imagem, ordenando que investigassem, rigorosamente, o assunto. Comissões pra lá, grupos, subgrupos e equipes aos montes pesquisaram a agências dos Correios de todo o país, ouviram usuários, balconistas, etc e, finalmente, desvendaram o que estava ocorrendo.O relatório, de mais de mil páginas, entregue um mês depois, dizia, na sua conclusão:"Não há nada de errado com a qualidade dos selos. O problema é que o povo está cuspindo do lado errado" Postado por Glória Leite

FHC, O HOMÚNCULO

Continua a repercutir a entrevista dada pelo Farol de Alexandria à revista Piauí. Este blog, que já fez um breve inventário do período fernandino à frente do governo, através da série "Dos Ideais Tucanos", publicado aqui neste espaço, esperava, sinceramente, não voltar a emitir juízos de valor sobre essa lastimável figura. Mas, na recente entrevista, FHC conseguiu se superar. Numa leitura superficial, salta aos olhos a primeira e quase que definitiva impressão: FHC nunca se perdoou e nem perdoou ao Brasil por ter nascido aqui. Ele, em sua quilométrica vaidade, acha um desperdício que um intelectual de seu quilate tenha a infelicidade de ter nascido aqui, nesse siroco tropical.
O Farol gostaria de ter nascido na Europa, em Paris, talvez. Ou em Madrid ou Salamanca ou Toledo.
Mas nasceu aqui, e o que é pior, filho de militar. E militar patriota, o grande general Cardoso. Talvez a origem de FHC esteja na gênese de toda a sua postura política de entrega e aviltamento do patrimônio nacional e de desmantelamento do Estado como ente material da soberania. Talvez aí, uma boa teorização psicológica possa explicar por que, tendo no pai general, um patriota a lutar pela soberania e unidade nacionais, FHC sentisse a compulsão de desconstruir, teórica e praticamente, qualquer projeto de Estado independente e soberano, corolários da luta do pai. Essa tese psicológica defende que, nesses casos, o filho necessita ser a antítese do pai famoso; ou seja, para se afirmar, o filho precisa destruir tudo o que o pai fez ou representa. A vendilhagem do patrimônio público (em alguns casos, pilhagem e saque explícitos) pode ser explicada como um caso perfeito de como unir o útil ao agradável. No fecho da entrevista, o Farol não consegue esconder o rabo de diabo, que a mídia parcial e golpista sempre tratou de esconder muito bem: os argentinos, e os americanos e os franceses... e todos os outros o adoram! E o adoram por que? Porque ele traiu os interesses da pátria (o Brasil que ele tanto despreza)! Nem Judas Iscariotes, nem Calabar foram tão explícitos! Ao fundo, sua neta Júlia, que parece ter herdado o sangue bom do general Cardoso, diz perplexa: "Como é que ele diz essas barbaridades...!" Pois é. Psicopatologia pura. Igor Romanov

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Cansei: líder pode ser demitido da Philips

A matéria abaixo, da Folha, revela mais uma trapalhada do presidente da Philips no Brasil. Circula na internet a informação de que a matriz já ordenou que ele tire a empresa do movimento Cansei. Zottolo só não teria sido demitido ainda porque seus chefes avaliam que o ato teria repercussão ainda mais negativa para a companhia. A demonstração de preconceito com nordestinos não deve ajudar muito Zottolo neste momento... Ademais, o desastrado executivo conseguiu juntar um governador petista, um senador democrata e o peemedebista Mão Santa, um dos mais ferinos críticos do governo Lula. Não é pouca coisa!Líder do 'Cansei" desdenha Piauí, é chamado de "tolo" e pede desculpaPresidente da Philips, Paulo Zottolo, diz que, se o Estado deixar de existir, "ninguém vai ficar chateado". Impacto negativo da frase obrigou executivo a pedir desculpas; para governador, "acabou o tempo em que se fazia piadinha" com Estado. Monica Bergamo. Uma frase do presidente da Philips, Paulo Zottolo, afirmando que "se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado", gerou constrangimento entre os organizadores do movimento "Cansei", do qual Zottolo é um dos líderes. E uniu políticos do PT, do DEM e do PMDB em críticas ao empresário. No fim da tarde de ontem, Zottolo pediu desculpas pela "frase infeliz". A declaração foi publicada ontem pelo jornal "Valor Econômico". Numa entrevista em que explicava sua adesão ao "Cansei", Zottolo afirmou: "Não se pode pensar que o país é um Piauí, no sentido de que tanto faz quanto tanto fez. Se o Piauí deixar de existir, ninguém vai ficar chateado". O governador do Piauí, Wellington Dias, do PT, reagiu afirmando que enviaria ao presidente Lula, ao Congresso Nacional, aos governadores do Nordeste e até ao governador de São Paulo, José Serra, um ofício pedindo "posicionamento de repúdio" às declarações do presidente da Philips. " Não podemos aceitar que qualquer pessoa do Brasil ou do mundo nos trate com tamanho desrespeito. Nós não aceitamos esse tipo de deboche. Ainda mais de uma multinacional com atuação em todo o país, inclusive em nosso Estado. Acabou o tempo em que se fazia piadinha com o Piauí." Os senadores piauienses Heráclito Fortes, do DEM, e Mão Santa, do PMDB, ocuparam a tribuna do Senado para protestar. Afirmando que Zottolo é "megalomaníaco", Fortes disse que "para comandar uma campanha como o "Cansei", é preciso no mínimo ter equilíbrio e respeitar os Estados da federação. Também cansei de arrogância e prepotência". Ao se referir a Zottolo, Mão Santa afirmou: "Ó tolo, ignorante, imbecil, cansado, a primeira capital planejada deste país foi Teresina. Eis um ignorante marcado pela própria destinação. Leia o nome dele: Zottolo. É um tolo, um arrogante tolo, porque tem uns dólares da Philips". Depois das manifestações, o empresário telefonou ao governador Wellington Dias e ao senador Heráclito Fortes para pedir desculpas. "Foi uma frase infeliz. Eu estou me retratando", afirmou Zottolo à Folha. O empresário diz que falou "dentro de um contexto. Eu quis dizer o seguinte: o Piauí hoje é um Estado pouco conhecido no Brasil. As pessoas não sabem o que tem no Piauí. Quando eu disse que o Piauí não faz falta, eu quis dizer que, como poucas pessoas conhecem o Estado, para eles tanto faz como tanto fez. Não é o meu caso. Eu, particularmente conheço bem o Piauí. Já fui quatro vezes ao Estado. A Philips tem um trabalho social grande no Piauí". Zottolo prosseguiu: "O que eu quis dizer foi isso: o Piauí é desconhecido, e eu não quero que o Brasil seja um Piauí. O brasileiro tem que conhecer o brasileiro. E o objetivo do "Cansei" é despertar dentro de nós mesmos o entendimento de por que nós estamos de repente parados, e não consternados, com toda essa situação. Talvez seja a falta de conhecimento nosso mesmo. E foi aí que entrou a história do Piauí, entendeu? O Piauí é um Estado que tanto faz como tanto fez, no sentido de que o brasileiro o conhece pouco". O ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo (DEM) reprovou as declarações do presidente da Philips. "Só fala mal do Piauí quem não conhece a história do Brasil", diz ele. "O homem americano nasceu no Piauí e bandeirantes paulistas colonizaram o Estado. Quem fala mal do meu Piauí querido não sabe nada do Brasil." http://www.blogentrelinhas.blogspot.com/ Marcadores: , , Por Luiz Antonio Magalhães

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

TROFÉU SANDICE PARA LÚCIA HIPÓLITO

Penso que o Jô deveria dar o troféu sandice para a Lúcia Hipólito, ontem, ela soltou mais uma batata.
Comentava-se no programa do Jô as questões referentes a tal crise de liquidez nos mercados financeiros da Europa e dos Estados Unidos, quando ela soltou a seguinte asneira: "não sei, se teremos operadores no Governo para administrar essa crise, se ela se prolongar"Como assim?? não terá pessoas no Governo capacitadas para administrar essa crise??
Por um acaso, essas pessoas não pegaram o Brasil em crise?? O país não tinha ido 5 vezes ao FMI durante o desgoverno FHC? E o governo Lula não nos tirou do FMI...Quer mais?? Veja os dados do jeito que ´FHC deixou o país e de como está agora:
1 - RISCO-PAÍS PTS
- FHC (Jan/2002): 1.445
- Lula (agosto/2007): 180 (recorde)
2 - JUROS
- FHC (Jan/2002): 25,00%
- Lula (agosto/ 2007): 11,50%%
3 - INFLAÇÃO
- FHC(2002): 12,5%
- Lula(2007): previsão de 4%
4 - DÓLAR R$
- FHC (Jan/02): 3,53
- Lula hoje: 2,10
5 - DÍVIDA EXTERNA (bilhões de US$)
- FHC (2002): 210
- Lula- hoje já há reservas internacionais para pagar.
6- DÍVIDA COM O FMI E COM O CLUBE DE PARIS EM DOLÁR
- FHC (2002): O governo não informou o valor da dívida.
- Lula (2005): 0,00
7-RESERVAS INTERNACIONAIS
-FHC (2002):Us37,8 bilhões
-Lula (2007):U$ 159,040 bilhões
Ou seja, o governo Lula pegou um país em crise e resolveu essa crise.
Ou será, que a Lúcia Hipólito pensa que quem resolveu essa crise foi a politica do terrorismo eleitoral feita por FHC para atráves do medo tentar emplacar o Serra?? ela pode achar ainda que a crise se resolveu sozinha, por um passe de mágica...Agora, pergunto ao leitor ela merece ou não o troféu sandice por falar tanta besteira??
Morcego Vermelho

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Estadão faz campanha contra Blogs

(Enviado pela Sueli) http://www.brainstorm9.com.br/
A polêmica foi instalada, e isso era óbvio. Alguns estão acusando a blogosfera de exagero, imaturidade, de estar se doendo por pouco. Será? O Estadão não foi sensato em sua campanha, e ponto. Qualquer tentativa de generalização é burra. Eu fico é muito feliz pelo barulho causado, pois é mais uma das diversas provas de que determinados blogueiros (ou micos, para o Estadão) são capazes de fazer um barulho incômodo. Alguns comentários tentam amenizar a posição do jornal, encontrar algumas interpretações. Porém, como eu também disse nos comentários: isso não é possível, não existe margem para interpretações nesse posicionamento. A mensagem é absolutamente clara e generalista: todos os blogs, e mais, TODO O CONTEÚDO CRIADO POR NÃO PROFISSIONAIS, não presta. A campanha é clara ao afirmar: blogs copiam informações, blogs só escrevem bobagem, blogs não tem discernimento. Sinto muito se não era essa a intenção do jornal, se na verdade o que eles queriam dizer era "tome cuidado com o que lê". É tarde demais para fazer suposições, nós, blogueiros, só podemos falar do que está no ar, do que está sendo veiculado. Se a intenção era outra, há ainda mais motivos para a campanha estar errada. Lembrando que em setembro passado (caramba, faz quase 1 ano...), eu, Cristiano Dias (crisdias.com), Mauro Amaral (carreirasolo.org) e o jornalista Alexandre Maron (alexmaron.com.br), gravamos um Braincast inteiro sobre a realidade dos jornais no mundo atual e como as pessoas estão consumindo a mídia impressa em geral, inspirados pela capa da The Economist que pergunta: "Quem matou os jornais?". Um ótimo momento para relembrar.Obviamente, existe muito lixo na internet. Falando especificamente de blogs, dos milhares que aparecem todos os dias, poucos se aproveitam, é verdade. Mas a lei da sobrevivência é a mesma: apenas os com conteúdo relevante e/ou divertido permanecem. A tecnologia avança, mas isso não muda. Aqui no Brasil, os blogs continuam com uma imagem de "é um diário, só que na internet" aos olhos da grande mídia e das pessoas em geral, e que ainda vai levar um bom tempo para constatarem o óbvio: fonte de informação sempre vai existir a boa e a ruim, seja ela fornecida por profissionais ou por amadores. O que importa, e isso em qualquer nível, é buscar sempre ler e ouvir diversos pontos de vista, conhecer os dois lados da moeda, e tirar as suas próprias conclusões. Isso parece básico não? Soa repetivivo, certo? Mas não para o Estadão, que colocou no ar essa semana uma campanha aberta contra os blogs, criada pela Talent. Afim de mostrar sua credibilidade, e que informação de verdade você só pode conseguir no jornal/site (deles), mostram os blogs sob o estereótipo do amadorismo "miguxês", e perguntam: "Por onde você tem clicado, hein?" Tudo bem que eles se posicionem dessa maneira, já que o medo da concorrência deve estar apertando, ao perceber que muitos blogs estão ganhando tanta ou mais credibilidade que alguns grandes veículos, que pessoas comuns escrevendo de suas casas conseguem ser mais influentes que alguns ditos profissionais. Para ficar em um exemplo, basta lembrar a grande influência de um certo blog nas eleições e política norte-americana atualmente. (imagine se um NYTimes faz uma campanha dessas?) Medo também porque milhares de blogs ao redor do mundo estão conseguindo trazer, antes, informações relevantes para um determinado público, ditando tendências e decisões estratégicas de grandes marcas. Mas o mais curioso, é que o O Estado de São Paulo parece ir contra o seu próprio mercado, onde jornais estão integrando as ferramentas da web e trazendo os leitores para dentro do jornal, convidando-os a participar. A mídia tradicional sempre estará aí, será a líder, mas alguns membros desse segmento ainda terão que aprender a lidar com o novo, pois não tratam-se de "diários virtuais de adolescentes ociosos", mas de uma mudança social mais do que consolidada. Convidar as pessoas para que escolham e contestem suas fontes de informação com bom-senso e inteligência é uma coisa, generalizar de forma preconceituosa um universo que tem poder de construir percepções e destruir reputações num piscar de olhos, é estupidez.

COM FHC, JÁ TÍNHAMOS QUEBRADO

Paulo Henrique Amorim . Em 1998, houve a última grande crise das bolsas. Foi com o colapso do fundo americano LTCM, o Long Term Capital Management. . Poucos meses depois de sua eclosão, o Brasil e a Rússia quebraram. . (Essa foi uma das três vezes em que o Brasil quebrou com o Farol de Alexandria no comando...) . O Farol de Alexandria dizia que a culpa era da Rússia, das Bolsas americanas, do PT, dos pardais, do luar de Paquetá – de todo mundo, menos dele: “l’enfer c’est les autres”. . O Brasil era virtuoso e os outros, pecadores. . Agora, nessa crise atual das bolsas, a mídia conservadora (e golpista !) e os tucanos torcem para que se repita 1998. . Devagar com o andor ... . Recomendo a leitura do artigo de hoje no Valor dos economistas Maria Cristina Pinotti e Affonso Celso Pastore.
. “O colapso do LTCM não foi a causa dos problemas russo e brasileiro... O Brasil (de FHC, digo eu) tinha grande desequilíbrio fiscal, um cambio fixo e sobre-valorizado e uma divida externa muito alta e crescente... (Hoje) o Banco Central (pode) comprar dólares no mercado à vista na tarde do mesmo dia 9 de agosto em que vários bancos centrais funcionaram como emprestadores de última instância. O Brasil tem superávits fiscais primários, eliminou a componente dolarizada da dívida interna, externamente não é mais um devedor, e sim credor, tem um superávit nas contas correntes e reservas seis vezes superiores às amortizações da divida externa em um ano.”

domingo, 12 de agosto de 2007

E SE OS HERÓIS FOREM CRIMINOSOS?

Paulo Henrique Amorim
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.
. A Procuradoria da Justiça Militar de Brasília ofereceu denúncia criminal (clique aqui para ler no Último Segundo) contra seis controladores de trafego aéreo.
. Eles são acusados de promover um motim que provocou o “caosaéreo” (clique aqui para ler sobre o “caosaéreo"), desacatar a autoridade e, com isso, interromper o funcionamento do Cindacta-1.
. Eles podem pegar uma cadeia de dois a quatro anos.
. Quem são esses, que a justiça pode vir a considerar criminosos?
. Quem são eles?
. São os heróis da mídia conservadora (e golpista).
. O caos que eles promoviam servia aos interesses da mídia conservadora (e golpista) de duas maneiras:
. Mostrar que o Presidente Lula é incompetente;
. Mostrar que os controladores eram incompetentes porque o Presidente Lula é incompetente.
. E os controladores passavam informação e desinformação à mídia conservadora (e golpista), porque sabiam que ela ajudaria a multiplicar os efeitos da crise – para prejudicar o Governo Lula.
. E, nessa confusão, os controladores, numa operação de óbvia chantagem política, mantinham a mídia e o Governo na coleira – e livravam a cara.
. E se a Justiça os considerar criminosos?
. O que dirá a mídia conservadora (e golpista) sobre o papel que desempenharam – o de cúmplices e algozes dos controladores?
. Não dirá nada.
. Porque essa mídia conservadora (e golpista) só tem uma lógica: derrubar o Presidente Lula.

A Novela Tucana "A Doação"

“Beneficiários de programa de assistência social promovido pelo governo da Paraíba estão entre os doadores da campanha que reelegeu o governador Cássio Cunha Lima (PSDB) no ano passado. Rômulo Araújo de Lima, assessor jurídico do governador, recebeu R$ 71 mil -R$ 53 mil em 2005 e outros R$ 18 mil em 2006- da Casa Civil para tratamento médico e doou R$ 500 à campanha tucana.
Pelo menos mais quatro pessoas, entre elas o procurador-chefe da Assembléia Legislativa, receberam no mínimo R$ 2.500 em auxílios financeiros em 2005 e depois fizeram doações à campanha.
No último 30 de julho, Cunha Lima teve seu mandato cassado pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) da Paraíba pela acusação de distribuir, em ano eleitoral e sem respaldo legal, cerca de 35 mil cheques por meio da FAC (Fundação de Ação Comunitária), vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Humano. A cassação foi decidida por cinco votos contra um.
O único juiz do TRE da Paraíba que votou contra a cassação de Cunha Lima doou ele próprio R$ 500 à campanha pela reeleição do tucano. O juiz eleitoral Renan de Vasconcelos Neves alegou que fez a doação quando ainda não era juiz.”
Folha Online