segunda-feira, 13 de agosto de 2007

COM FHC, JÁ TÍNHAMOS QUEBRADO

Paulo Henrique Amorim . Em 1998, houve a última grande crise das bolsas. Foi com o colapso do fundo americano LTCM, o Long Term Capital Management. . Poucos meses depois de sua eclosão, o Brasil e a Rússia quebraram. . (Essa foi uma das três vezes em que o Brasil quebrou com o Farol de Alexandria no comando...) . O Farol de Alexandria dizia que a culpa era da Rússia, das Bolsas americanas, do PT, dos pardais, do luar de Paquetá – de todo mundo, menos dele: “l’enfer c’est les autres”. . O Brasil era virtuoso e os outros, pecadores. . Agora, nessa crise atual das bolsas, a mídia conservadora (e golpista !) e os tucanos torcem para que se repita 1998. . Devagar com o andor ... . Recomendo a leitura do artigo de hoje no Valor dos economistas Maria Cristina Pinotti e Affonso Celso Pastore.
. “O colapso do LTCM não foi a causa dos problemas russo e brasileiro... O Brasil (de FHC, digo eu) tinha grande desequilíbrio fiscal, um cambio fixo e sobre-valorizado e uma divida externa muito alta e crescente... (Hoje) o Banco Central (pode) comprar dólares no mercado à vista na tarde do mesmo dia 9 de agosto em que vários bancos centrais funcionaram como emprestadores de última instância. O Brasil tem superávits fiscais primários, eliminou a componente dolarizada da dívida interna, externamente não é mais um devedor, e sim credor, tem um superávit nas contas correntes e reservas seis vezes superiores às amortizações da divida externa em um ano.”

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