sábado, 18 de agosto de 2007

FHC, O HOMÚNCULO

Continua a repercutir a entrevista dada pelo Farol de Alexandria à revista Piauí. Este blog, que já fez um breve inventário do período fernandino à frente do governo, através da série "Dos Ideais Tucanos", publicado aqui neste espaço, esperava, sinceramente, não voltar a emitir juízos de valor sobre essa lastimável figura. Mas, na recente entrevista, FHC conseguiu se superar. Numa leitura superficial, salta aos olhos a primeira e quase que definitiva impressão: FHC nunca se perdoou e nem perdoou ao Brasil por ter nascido aqui. Ele, em sua quilométrica vaidade, acha um desperdício que um intelectual de seu quilate tenha a infelicidade de ter nascido aqui, nesse siroco tropical.
O Farol gostaria de ter nascido na Europa, em Paris, talvez. Ou em Madrid ou Salamanca ou Toledo.
Mas nasceu aqui, e o que é pior, filho de militar. E militar patriota, o grande general Cardoso. Talvez a origem de FHC esteja na gênese de toda a sua postura política de entrega e aviltamento do patrimônio nacional e de desmantelamento do Estado como ente material da soberania. Talvez aí, uma boa teorização psicológica possa explicar por que, tendo no pai general, um patriota a lutar pela soberania e unidade nacionais, FHC sentisse a compulsão de desconstruir, teórica e praticamente, qualquer projeto de Estado independente e soberano, corolários da luta do pai. Essa tese psicológica defende que, nesses casos, o filho necessita ser a antítese do pai famoso; ou seja, para se afirmar, o filho precisa destruir tudo o que o pai fez ou representa. A vendilhagem do patrimônio público (em alguns casos, pilhagem e saque explícitos) pode ser explicada como um caso perfeito de como unir o útil ao agradável. No fecho da entrevista, o Farol não consegue esconder o rabo de diabo, que a mídia parcial e golpista sempre tratou de esconder muito bem: os argentinos, e os americanos e os franceses... e todos os outros o adoram! E o adoram por que? Porque ele traiu os interesses da pátria (o Brasil que ele tanto despreza)! Nem Judas Iscariotes, nem Calabar foram tão explícitos! Ao fundo, sua neta Júlia, que parece ter herdado o sangue bom do general Cardoso, diz perplexa: "Como é que ele diz essas barbaridades...!" Pois é. Psicopatologia pura. Igor Romanov

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