sábado, 29 de setembro de 2007

EDITORIAL do VERMELHO

A mídia e a lama do PSDB
Isso tudo é uma hipocrisia, disse em 1992 Paulo César Faria, o PC, tesoureiro da campanha do então presidente Fernando Collor; era o auge da campanha do Fora Collor, que acabou expulsando o presidente neoliberal do Palácio do Planalto.
A hipocrisia continua, quinze anos depois. Sua última manifestação é o comportamento da mídia e da oposição de direita às declarações do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), da última quarta-feira. O senador foi governador de Minas Gerais e presidente do PSDB, afastado quando se soube que usou caixa 2 na campanha eleitoral de 1998.
Investigado, Azeredo defendeu-se atacando; não só reconheceu a falcatrua como disse, em entrevista para a Folha de S. Paulo, que os recursos irrigaram também a campanha de Fernando Henrique Cardoso que, naquele ano, disputou - e venceu - a reeleição para a presidência da República. Cerca de 150 candidatos tucanos (entre eles o atual governador Aécio Neves, que na época era candidato a deputado federal) e de partidos aliados. Eles teriam sido beneficiados pelos fundos amealhados pelo caixa 2 tucano, que envolveu recursos da ordem de R$ 100 milhões, embora a prestação de contas para o TSE tenha declarado que a campanha do então governador mineiro tenha gasto ''apenas'' R$ 8 milhões (8% do total arrecadado).
O alvoroço no ninho tucano foi imediato. Cardeais do PSDB passaram a exigir, nos bastidores, o afastamento de Azeredo do partido. Os impropérios multiplicaram-se, e os qualificativos mais suaves usados contra ele foram ''mau-caráter'' e ''transtornado''. É ''algo surrealista'', disse o lider tucano no Senado, Arthur Virgilio (AM). Tasso Jereissati, presidente do PSDB - que tentou, em vão, obter uma retratação de Azeredo - disse que as declarações são demonstrações de indignação e transtorno mental.
Os catões tucanos, que posam de puros, inocentes e ''republicanos'', para usar um termo da moda, foram pegos no contrapé e são obrigados, pela voz de um de seus próprios pares, a provar do mesmo fel que destilam, desde o início de 2006, contra o governo do presidente Lula. E saem, na maior cara de pau, defendendo o ex-presidente FHC com o argumento de que ele não sabia de nada.

Pior: a mídia e alguns tucanos notórios, passaram a defender a tese de que não há semelhança entre os acontecimentos relatados - o uso de dinheiro sujo na campanha tucana de 1998 em Minas Gerais e também para a presidência da República - e as acusações que fazem contra o presidente Lula, o PT e demais partidos da base aliada. Seriam coisas diferentes, como defendeu o escriba Augusto de Franco em artigo publicado na Folha de S. Paulo.
O próprio procurador geral da República, Antonio Fernando de Souza, passou recibo a este comportamento ambíguo ao se irritar com a divulgação de um relatório da Polícia Federal com resultados da investigação sobre o caso, e disse que não levará em conta as conclusões daquele documento. É uma atitude pouco condizente com a imparcialidade que se espera da justiça e de seus servidores. Afinal, ele não manifestou irritação semelhante quando a imprensa difundiu amplamente acusações contra o governo Lula, o PT e seus aliados, com base em fontes nas mesmas fontes.
Há um recado implícito no comportamento conservador: para a classe dominante e seus políticos, tudo é permitido, desculpável, compreensível. As declarações do senador Azeredo revelaram a lama tucana. Que a mídia e os políticos conservadores tentam ocultar aos brados de ''não é a mesma coisa''.
Portal vermelho.

Fogaça troca nariz de palhaço do CANSEI pelo PMDB

O PPS de Roberto Freire está fazendo uma propaganda partidária na TV, recomendando seus seguidores a aderirem ao nariz de palhaço do CANSEI.
O que torna risível na propagando do PPS, é estufar o peito e auto-proclamar-se um partido DECENTE, e nas mesma propaganda colocar o Dep. Raul Jungmann, que é Réu no STF por ter promovido uma espécie de "MENSALÃO" da Reforma Agrária para si.
Quando ele foi Ministro da Reforma Agrária de FHC, há acusações de ter desviado verbas de publicidade do INCRA, num episódio que envolve a esposa do jornalista Ricardo Noblat (também ré no processo) e a empresa de publicidade Artplan do Rio de Janeiro, da família de Rubem Medina, um quadro histórico dos Demos.
Assim como o CANSEI era um movimento LARANJA dos DEMO-TUCANOS paulistas, a serviço do governador José Serra, do ex-governador Geraldo Alckmin, e do Prefeito Gilberto Kassab, haja visto ser capitaneado pelo TUCANO João Dória Jr.; o PPS parece ser um partido LARANJA dos DEMO-TUCANOS.
Está sendo usado para fazer ataque frontal ao governo Lula, sem expor diretamente os demo-tucanos com pretensões eleitorais.A propaganda está um pouco atrasada, pois quase todo mundo que embarcou no CANSEI estão caindo fora, ou desconversando.Um que resolveu não vestir o nariz de palhaço dos cansados do PPS, foi o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça. De olho na reeleição em 2008, tratou de mudar de mala e cuia para o PMDB. Afinal o PMDB não carregará consigo a imagem de anti-Lula nas eleições.
Tal qual o Demo que está em franco processo de decomposição, o PPS acabará indo para o mesmo caminho, se segiur a liderança CANSADA de Roberto Freire.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

A Incansável Luta Contra os Palhaços Oposicionistas

A oposição raivosa deveria usar caricaturas da morte.
O Palhaço é uma figura do bem, vive de fazer graça.
Guina
A luta das forças das elites que outrora dominaram este país, contra o povo brasileiro continua mais viva do que nunca.Cada vez mais raivosos e com sede de vingança por terem sido derrotados duas vezes pelo ex metalúrgico Lula da Silva, não se cansam de usar suas armas sujas na tentativa de acabar com os avanços sociais e a melhora de vida de milhões de brasileiros que antes viviam abandonada pelas forças do atraso que (des)governaram o Brasil por muito tempo.
Eles agem em várias frentes. Usam a grande mídia e seus moleques de recados. São jornalistas e suas colunas nos grandes jornais, blogueiros e até apresentador de programa de auditório.
Também através da fraca oposição, composta por políticos ultrapassados e incomptetentes, como: Alckmin, Serra, Tasso Jeirissati, Arthut Virgílio, ACM Neto e outros insignificantes como: Heloísa Helena e Roberto Freire.
Sobre Roberto Freire aliás, é bom destacar. Quem assistiu ontem(26/09) as inserções do PPS na TV, pedindo para que a população adotasse o uso do nariz de palhaço como forma de protestar contra os problemas do país, com certeza ficou com a impressão que Freire está ficando maluco.
O cara não tem argumento para atacar Lula, não tem popularidade alguma junto ao povo, não possui a mínima chance de aparecer para mídia e acaba apelando para uma idiotice dessa. Simplesmente ridículo.
Eles não possuem argumento para contestar o comando do Presidente frente à nação. Sabem que não há como comparar o caótico governo de FHC com as mudanças efetivadas por Lula em seu governo.Só resta para eles caluniar, mentir, manipular, criar factóides e distorcer os fatos para agradarem aos barões da mídia e aos privatistas tucanos e peefelentos. Querem o poder a todo custo.
Enfim, a guerra contra esta gangue política/midiática nunca terá fim, pois eles não descansarão enquanto não voltarem ao poder para sucatear o país como nos 8 anos de (des) governo tucano de FHC.
Só nos resta combatê-los sem parar e não desistir nunca de denunciar e lutar, para que a grande maioria do povo brasileiro não caia nunca mais nãs mãos dessa gente.

Lula, sobre o PMDB: "Eu não barganho; faço acordo programático"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (27) - ao ser questionado se o PMDB havia feito algum pedido ao governo - que não barganha para conseguir aprovação de medidas no Congresso Nacional.
A declaração foi dada após almoço com o presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbáyev, no Palácio do Itamaraty."Eu não barganho. Eu faço acordo programático, acordo com o partido. Mas não é possível você ficar barganhando votação que vai para o Congresso Nacional. Eu quero dizer que o Senado não pediu nenhum cargo, não existe nenhuma reivindicação".
O PMDB é apontado como responsável pela derrubada, no Senado Federal, da Medida Provisória (MP) 377, que instituía a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo.O presidente reiterou que não houve pedidos e que não conversou com senadores a respeito. Segundo Lula, questões relativas ao PMDB serão resolvidas pelo líder do partido, Valdir Raupp, do governo, Romero Jucá, e pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.
O presidente afirmou que a atitude dos senadores é natural na democracia. "Para mim, esse exercício da democracia é uma coisa que eu respeito. Essas coisas não são para deixar ninguém nervoso, irritado, ficar achando que o mundo acabou. É o respiro mais forte que aconteceu. Nós vamos tomar as medidas cabiveís para fazer".
EstratégicaPara Lula, os senadores não tinham motivo para derrubar a MP que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo. Ele disse que buscará alternativas para manter a Pasta."Na segunda-feira, eu tomarei a decisão. O dado concreto é que nós vamos ter o ministério, nós precisamos. Eu estou querendo construir. Por isso, eu criei uma secretaria estratégica para pensar o Brasil para 2022, e a gente começar a maturar o tipo de Brasil que queremos entregar aos nossos netos e bisnetos em 2022", completou.Além da secretaria, que já estava sob o comando do ministro Roberto Mangabeira Unger, a MP criava 660 cargos de confiança na administração federal e funções gratificadas.

RECORD NEWS: A GLOBO ENTENDEU O RECADO

Paulo Henrique Amorim Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil.
. Na inauguração da Record News, nesta quinta feira, dia 27, à noite, a Globo sentiu o tamanho do problema que tem a enfrentar: a Record.
. O proprietário da Record, o empresário Edir Macedo, deixou claro que a estratégia da Record News – um canal de noticias 24 horas no ar, de GRAÇA – faz parte de uma estratégia para corrigir “uma injustiça” (a forma como a Globo manipulou a prisão de Edir Macedo, 15 anos atrás) e acabar com um monopólio.
. Nenhuma democracia do mundo pode conviver por muito tempo com a situação anômala de que desfruta a Globo: com 50% da audiência, a Globo detém 70% da verba publicitária.
. Como a tevê tem 50% de todo real gasto em publicidade, a Globo fica – só a Globo, rede de televisão – com 35 centavos!
. De cada real gasto em publicidade, num país que se diz democrático, e do tamanho do Brasil, a Globo fica com 35 centavos!
. Já que as instituições “democráticas” não enfrentaram o problema, o mercado vai enfrentar.
. A Record resolveu entrar de sola na fatia do mercado mais rentável da tevê aberta – a teledramaturgia -; e a Record News vai quebrar o monopólio da informação: todo mundo vai ter noticia 24 horas por dia, de GRAÇA.
. Edir Macedo falou para a Globo.
. O presidente Lula também.
. Lula terminou com uma frase que dizia assim: quando inauguro um jornal, uma tevê, uma rádio, penso naquela frase “... liberdade! liberdade!, abre as asas sobre nós!”.
. Uma prova de que Macedo e Lula foram ao centro do problema – a Globo – é que o outro orador da noite, o presidente eleito José Serra, não foi capaz de dizer uma única palavra que merecesse ser lembrada...
. Ele, que mantém uma relação “especial” com a Globo de São Paulo.
. (Por falar nisso, como disse o filosofo Paulo Arantes, na Folha, “o que pensa esse rapaz?”, o Serra?)
Em tempo: como observa amiga muito bonita, algo já mudou mesmo. Antes, a Globo, arrogante, ignorava tudo o que falavam dela. Seria dar palanque a quem não merecia. Hoje, sexta-feira, dia 28, na primeira página, O Globo publica a foto do presidente Lula com Edir Macedo, no momento em que punham a Record News no ar. Sim, cara amiga, já mudou muita coisa. O Presidente da República, por exemplo...
Meu comentário: Agora que a Rede Record tem um laboratório 24 horas no ar, espero que ela não siga rigorosamente a pauta da Globo e da Folha de São Paulo. O modelo jornalistico tem tido uma cara só nesse país, principalmente quando o alvo é o Governo do Presidente Lula e integrantes do Partido dos Trabalhadores.
Já que tem tempo demais para reportagens,
é imprescindível que seja dado a todos
os lados o direito de se manifestar.
Helio de almeida

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Eduardo Azeredo, o novo homem-bomba

O ninho tucano amanheceu em estado de alerta. Sentindo-se abandonado pela cúpula do partido e percebendo que corre o risco de explodir junto com o quarteirão, o senador Eduardo Azeredo manda dizer que não vai cair sozinho não. Sua entrevista à Folha de S.Paulo hoje é o recado mais direto que poderia existir, com nome, endereço e CPF: lá, ele diz que sua campanha (aquela acusada de receber o dinheiro ilegal do valeriduto) bancou a campanha de ninguém menos do que Fernando Henrique, candidato à reeleição em 1998. E assim vai.
Confirmou que Walfrido Mares Guia não foi o coordenador financeiro de sua campanha - o que é ótimo para o ministro. Mas deixou claro que Walfrido participou ativamente, sim, e admitiu que ele teria contatos, sim, com setores que contribuíram para a campanha - o que já não é tão bom assim para o ministro. Resumo da ópera: Eduardo Azeredo é o novo homem-bomba da temporada. Só não devem correr para os abrigos anti-bomba aqueles que nunca fizeram caixa dois.
enviada por Helena Chagas

domingo, 23 de setembro de 2007

Lula e Chavez

A propósito da rivalidade entre Lula e Chávez inventada e alimentada pela mídia golpista, Paulo Henrique Amorim teve de Chávez, a seguinte palavra derivadas de 2 nomes, Lula e Chávez: LUCHA. Chávez não deixou qualquer dúvida sobre a amizade dele com Lula e lançou assim, um mote para a sua próxima campanha eleitoral. Lucha (LUla + CHAvez). O que dirá a mídia golpista depois disso?

TCU suspeita de corrupção na construção do Palácio do TSE, presidido por Marco Aurélio de Mello

Marco Aurélio de Mello, além de ministro do STF, é o atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
O TSE já tem sede em Brasília. Mas Marco Aurélio de Mello alegou que na diplomação do Presidente da República, após as eleições, não possuía um auditório para comportar todos os convidados. Problema simples, que poderia ser resolvido, deslocando a cerimônia, que ocorre apenas 1 vez a cada 4 anos, para outro auditório qualquer de Brasília.
Contrariando o bom senso e os interesses nacionais prioritários, resolveu fazer um Palácio faraônico para sede do TSE ao valor de R$ 330 milhões.
A última vez que ouvimos falar em problemas de construção de tribunais com o TCU, foi o escândalo do Juiz Nicolau com ex-senador Luiz Estevão.O TST do Juíz Nicolau custou R$ 144 milhões na realidade (uma vez que consumiram dos cofres públicos R$ 314 milhões, mas desse montante, R$ 170 milhões foram desviados por corrupção).No terreno do TSE, só foi feita a terraplanagem, além de algumas fundações em concreto. E o governo já desembolsou R$ 24 milhões, além de R$ 8 milhões para a empresa Novacap pela elaboração do processo de licitação e pela fiscalização, e mais R$ 5,9 milhões para o escritório de Oscar Niemeyer pelo projeto arquitetônico.
O TCU recomendou à União a suspensão do repasse de recursos para a empreiteira OAS.
Na semana passada, o TCU deu parecer desfavorável ao prosseguimento da edificação depois de auditoria constando irregularidades como:- sobrepreço;- restrição de caráter competitivo na licitação;- demais irregularidades graves no processo licitatório;- projeto básico inexistente;- irregularidades graves na administração do contrato.
(Do Jornal do Brasil)

Partido político?

“O governo decidiu que vai ampliar a guerra com o Tribunal de Contas da União, ao acusar o órgão de querer governar sem ganhar as eleições. O TCU tem exigido fiscalização antecipada em todas as concorrências, licitações e contratos para encomenda de compra de serviços de engenharia e produtos. A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao fazer o balanço do PAC, acusou o TCU de atrapalhar o governo e comunicou que vai responder a todas as denúncias feitas pelo órgão na próxima semana. Um grupo de trabalho já está em ação na Advocacia Geral da União para contestar todas as reclamações. O governo pode ir ao Supremo. O governo acusou o TCU de agir como partido político de oposição e de estar extrapolando suas funções, ao interferir em obras em execução e de fazer auditorias prévias com funcionários sem conhecimento de engenharia. A Infraero, por exemplo, apresentou queixa formal ao Conselho Regional de Engenharia, alegando que o TCU tem enviado técnicos de contabilidade para fazer inspeção em obras de engenharia, porque o órgão só tem cinco engenheiros para cuidar de mais de 200 obras. A Petrobras já tem investido contra o TCU por meio de várias ações no Supremo Tribunal Federal, onde sempre ganha.” Walter Diogo, Jornal do Brasil

VALERIODUTO TUCANO OU MINEIRO, TANTO FAZ

INFORMAÇAO OU DEFORMAÇÃO

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA
O desafio do Bolsa Família
Erivaldo Carvalho da Redação
Responsável pelo sustento de um em cada quatro brasileiros, o Bolsa Família tem atenuado a pobreza no País mas não conseguiu promover a emancipação de seus beneficiários. Governo e estudiosos discutem sobre o próximo passo que deve ser dado para que 45 milhões de brasileiros encontrem uma "porta de saída" da pobreza
Em "Vozes da Seca", toada-baião gravada em 1953, Luiz Gonzaga e Zé Dantas cobram mais atenção das autoridades para o problema da fome que aflige o Nordeste e criticam os favores políticos. "Uma esmola a um homem qui é são/ ou lhe mata de vergonha/ ou vicia o cidadão", diz um trecho da música. Exato meio século depois, o presidente Lula, contumaz usuário de metáforas, afirmou, no lançamento do programa Fome Zero, no início do primeiro mandato, ser necessário, "além de distribuir peixes, também ensinar a pescar".
Mais do que confirmar a força profética do poema nordestino, a declaração do petista soou como uma resposta às primeiras críticas ao então embrião do Bolsa Família - lançado em outubro de 2003 -, e que se tornaria o maior programa de distribuição direta de renda do Brasil, e um dos maiores do mundo. Hoje, o Bolsa Família está presente na vida, no bolso e na panela de um em cada quatro brasileiros.
O programa foi pensado, oficialmente, com dois objetivos básicos: combater a miséria e a exclusão social e promover a emancipação das famílias mais pobres.
O último levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), realizado em agosto, mostra o alcance do projeto: são mais de 11 milhões de famílias - ou 45,8 milhões de beneficiados -, regiamente amparados por quase R$ 9 bilhões anuais.
Mas ao lado dos números, que não páram de crescer, também são cada vez maiores as controvérsias em torno do Bolsa Família. Quatro anos depois, o programa social apontado como um dos responsáveis pela reeleição do presidente Lula continua dividindo opiniões sobre seu real impacto na redução dos índices de pobreza e se converteu num dos temas mais debatidos em seminários acadêmicos. No Ceará, são mais de 881 mil famílias amparadas pelo programa, ao preço total de R$ 68,2 milhões mensais, com destaque para municípios como Itatira, um dos mais pobres do Estado, a 215 km de Fortaleza, onde está presente em 51,05% da população. Lá, O POVO constatou que o instrumento de inclusão social, ao mesmo tempo em que "promoveu" miseráveis a pobres, limitou a emancipação de centenas dessas famílias, através do "efeito preguiça" entre os cadastrados.
A realidade em Itatira é uma amostra do que acontece, em linhas gerais, em todo as partes do Brasil onde o programa está presente, como constata o Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.
O diretor do centro, economista Marcelo Côrtes Néri, analisou os números divulgados no mês passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a respeito do mais importante programa social do governo Lula. Sem saída O estudo do Ibre aponta, no entanto, com base em dados do Programa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do próprio IBGE, que metade dos responsáveis pelas famílias não tem ocupação fixa e só 2,8% têm carteira assinada. Faltariam as "portas de saída", que deveriam resultar de políticas de emprego, de qualificação profissional ou da educação. "Isso indica que se trata de um programa que não tem capacidade de transformar a vida dos pobres.
Esse é o desafio maior que os organizadores do programa enfrentam", analisa Néri. Vinculado à Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) diz que o Bolsa Família é responsável pela redução de 10% na desigualdade de renda no Brasil. Para Gabriel Ulyssea, do instituto, o programa não pode ser visto como um programa que "vicia" o pobre ou que seja meramente assistencialista. "É assistencial porque distribui dinheiro aos mais pobres, mas cobra uma contrapartida, que é manter os filhos na escola", relaciona.
O trunfo apresentado pelo governo está nas condições para que as famílias estejam aptas a receber entre R$ 60 e R$ 120 por mês. Nessa linha, o governo argumenta que o Bolsa Família pode ser um instrumento de quebra do chamado "fator intergeracional da pobreza", ou seja, ao contrário dos pais, com pouquíssima ou nenhuma escolaridade, os filhos poderão conseguir sair da condição de penúria e ignorância através do estudo.
Portal o Povo http://www.opovo.com.br/
COMENTÁRIO MEU. O Jornal O Povo de propriedade do Coronel do asfalto Tasso Jereissati, Senador e Presidente do PSDB, esqueceu de informar que o Estado do Ceará, é governado pelo PSDB-DEMonios há 12 anos e que a miséria em Itatira, atualmente governada pelo PPS, partido aliado dos Tucanos-DEMônios, se arrasta de longe, portanto não foi inventado agora, e que ao contrário do que tenta mostrar a reportagem, a miséria lá só não é maior graças a intervenção rigorosa do Governo do Presidente Lula.
Provavelmente se tivesse sido dado menos incentivo financeiro a Coca Cola, teria sobrado mais um pouquinho para ajudar aos milhares de miseráveis, órfãos das políticas de inclusão desses senhores tão bem intenciondos.
Helio de Almeida Oliveira.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Mandatos: Casuísmo e demagogia da oposição sofrem nova derrota

Os partidos que fazem oposição sistemática ao governo Lula - muitas vezes recorrendo a casuísmos, manipulação da opinião pública e táticas demagógicas – sofreram nesta quinta-feira (20) mais uma derrota. Em parecer enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, praticamente liquidou com a mais nova jogada oportunista do PSDB, do DEM e do PPS. Souza considerou que não procedem os mandatos de segurança impetrados pelos três partidos, nos quais pedem de volta os mandatos dos parlamentares que trocaram de legenda após a eleição de outubro. A tática da oposição era a de barrar, pela via judicial, a crescente insatisfação de suas bases com a linha de enfrentamento gratuito adotada pelas direções partidárias – o que tem motivado a perda crescente de parlamentares. O procurador afirma, ainda, que, se o Supremo decidir deferir os mandados de segurança, que isso seja aplicado somente a partir da próxima legislatura. “Se houver a concessão dos mandados de segurança, que seu comando seja aplicável apenas à próxima legislatura”, afirmou. No documento, Souza recomenda que o STF não aceite os mandados de segurança apresentados no início de maio pelo PSDB, DEM e PPS contra o ato da Mesa Diretora da Câmara que descartou devolver aos partidos os mandatos dos deputados que trocaram de legenda. No mês passado, o ministro Celso de Mello já havia negado liminar pedida pelo PSDB para afastar os parlamentares que o trocaram por outra legenda. O parecer do procurador-geral é necessário para que os ministros do STF possam julgar os mandados de segurança e pode ou não ser acatado. Hoje, Celso de Mello disse que o STF deve julgar até o início de outubro os mandados de segurança. Segundo ele, “a idéia é julgar o mais rápido possível”, porque o tribunal tem que definir o papel dos partidos políticos no país. Com agências

Governo Lula: 80% Apoia

BRASÍLIA - Os índices em relação à satisfação com o governo Lula se mantiveram estáveis, de acordo com os dados da pesquisa CNI/Ibope divulgada na tarde desta quinta-feira. Segundo o estudo, 48% dos entrevistados consideraram o governo “bom e ótimo”, um decréscimo de dois pontos porcentuais em relação ao levantamento realizado em junho. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais e para menos.
Dos pesquisados, 32% avaliou o governo como “regular”, uma queda de um ponto porcentual em relação a junho. Na avaliação negativa, considerando “ruim e péssimo”, o índice variou de 16%, em junho, para 18% em setembro. A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de setembro e entrevistou 2.002 pessoas.
A aprovação sobre a maneira como o presidente está governando caiu de 66%, em junho, para 63%, em setembro. Conseqüentemente, a desaprovação subiu de 30% para 33% no período. A nota média também sofreu uma variação mínima de um ponto porcentual, caindo de 6,7%, em junho, para 6,7%, em setembro.
A pesquisa também trabalha com um indicador de confiança no presidente. É um dado mais pessoal em relação a Lula. O índice dos que confiam passou de 61% para 60%, este mês, enquanto os que não confiam subiram de 35%, em junho, para 37%, em setembro.
Expectativas para 2007
A pesquisa CNI/Ibope apontou, ainda, as variações sobre as expectativas em relação à vida pessoal, inflação, desemprego e renda.
Para 8% dos entrevistados, até o momento, o ano de 2007 foi considerado muito bom. Este índice variou dois pontos porcentuais em relação a junho. O ano foi considerado “bom” para 68% dos entrevistados, contra 70% em junho; “ruim” para 18% ante 17% em junho; e “muito ruim” para 5%, em setembro, contra 7% em junho. Todos os indicadores estão dentro da margem de erro.
De acordo com os dados da pesquisa CNI/Ibope, a maior preocupação da população, no momento, é o aumento da inflação. Em relação à expectativa para os próximos seis meses, dos 2.002 entrevistados, 52% acreditam que a inflação vai aumentar. Este índice sofreu um acréscimo de 12 pontos porcentuais, em relação ao mês de junho. Os que acreditam que a inflação vai diminuir ficaram dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, registrando uma queda de 16%, em junho, para 15%, em setembro. O porcentual dos que acreditam que o índice inflacionário não vai mudar também sofreu uma variação significativa, passando de 38%, em junho, para 28%, em setembro. Em relação ao desemprego, 48% responderam que deve aumentar, o que representa uma queda de quatro pontos porcentuais em relação à última pesquisa; 26% acreditam que o desemprego vai diminuir. Os que não acreditam que os índices de desemprego vão mudar variaram acima da margem de erro: passando de 24%, em junho, para 19% em setembro.
A renda geral da população vai aumentar nos próximos seis meses para 28% dos entrevistados. A expectativa pessimista era de 31%, em junho, refletindo, conseqüentemente, no porcentual dos que acreditam que vai diminuir: saindo de 21% em junho, para 26% em setembro. Dos entrevistados, 38% acreditam, ainda, que a renda não vá mudar, sete pontos porcentuais mais baixo do que em junho.
Pela pesquisa, em relação à renda pessoal, o índice de junho e setembro não mudou, sendo apontado por 38% dos entrevistados. No entanto, 16% acreditam que a renda pessoal vai diminuir, contra 12% em junho. Já o índice dos que nãoa creditam que vai mudar cai de 46%, em junho, para 42% em setembro.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Um exemplo do choque de gestão tucano

O ex-governador Geraldo Alckmin gostava de dizer que daria um "choque de gestão" semelhante ao que realizou no Estado de São Paulo se virasse presidente da República. A julgar pelo exemplode choque aplicado pelo PSDB paulista, revelado na notícia abaixo, da Folha Online, os brasileiros devem suspirar aliviados pela reeleição de Lula....
Erro no metrô causa desencontro de túneis
Reportagem publicada na edição desta quarta-feira da Folha de S.Paulo (íntegra só para assinantes da Folha ou do UOL) revela que um erro nas obras da linha 4-amarela do metrô de São Paulo provocou um desencontro de túneis que são escavados a partir de duas frentes de trabalho. A falha obrigará as empreiteiras a fazer correções que podem durar um mês.
De acordo com o texto, no último dia 10, os túneis Caxingui/Três Poderes, na zona oeste, deveriam ter se encontrado. Porém, há um desalinhamento lateral de 80 cm entre elas.
O Consórcio Via Amarela (Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez) diz não haver gravidade e que "a correção geométrica ocorrerá na seqüência dos trabalhos". Especialistas ouvidos pela Folha, porém, afirmam que parâmetros aceitáveis seriam, no máximo, de 10 cm --para alguns, ainda menos.
O Metrô diz que não haverá "conseqüência ou repercussão em termos de prazo, segurança ou custos para a população e para a companhia" -sem esclarecer se haverá prejuízos às construtoras, que vão receber do Estado um total próximo de R$ 2 bilhões pela linha 4.
Técnicos avaliam que a falha foi provavelmente topográfica, motivada por fatores humanos, de máquinas ou de projeto.
Marcadores: ,

Redução da pobreza em 2006 foi a maior dos últimos dez anos

A proporção de brasileiros situados abaixo da linha de pobreza foi reduzida em 15% em 2006, maior índice dos últimos 10 anos, segundo constatação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) na pesquisa “Miséria, Desigualdade e Política de Renda: O Real do Lula”.
Nos últimos três anos (2004, 2005 e 2006), a redução acumulada da pobreza foi de cerca de 36%.
Feito a partir de microdados da Pesquisa por Amostra de Domicílios de 2006 (Pnad), divulgada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o levantamento da FGV aponta para a manutenção da redução dos índices de desigualdades e de distribuição de renda no país, iniciada a partir da recessão verificada em 2003.O coordenador do Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia - órgão da FGV –, Marcelo Neri, antecipa alguns dos resultados do estudo e demonstra “surpresa” com algumas das constatações da pesquisa.
“A análise dos microdados da Pnad indicam que, em 2006, houve uma redução da miséria no país de cerca de 15% - este é o maior resultado dos últimos dez anos e mostram um crescimento da renda domiciliar per capita (ou seja, já descontado o crescimento da população) de 9,16% - resultado mais próximo a um crescimento chinês”.
“Os números de 2006 não só dão seqüência às conquistas observadas desde a piora da pobreza com a recessão de 2003, como também constitui o melhor ano isolado da série histórica da nova Pnad”, afirma.
As análises da FGV indicam que, do ponto de vista da distribuição de renda, os 50% mais pobres cresceram a sua participação nas riquezas do país em 12%, enquanto os 10% mais ricos em 7,8%, no ano passado.
“Isto significa que o bolo continuou a crescer para todos, mas com mais fermento para os mais pobres.
Os indicadores sociais baseados na renda são os melhores dos últimos dez anos. Desde o boom do Real que não se via melhora tão acentuada”, enfatiza o economista.
Na avaliação do professor da FGV os dados, além de surpreendentes, embutem uma incógnita:
“Chama a atenção o fato de que enquanto as contas nacionais apontam crescimento do PIB per capita para o mesmo ano de apenas 2,3%, a estatística equivalente da Pnad indica expansão de 9,16% - três a quatro vezes mais. Os dados da Pnad mostram um crescimento que não tem nada a dever no último ano ao observado na China e que se contrapõem violentamente aos do PIB”, diz.
Marcelo Neri enfatiza que até mesmo o índice de Gini – que mede o grau de desigualdade existente na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar per capita – que tinha dado uma desacelerada em sua queda em 2005, em relação a 2004, voltou em 2006 a cair.
“Uma acelerada em sua queda não tão espetacular quanto a verificada em 2004. Mas como ela vem acompanhada de forte crescimento da economia, ela gera um resultado mais espetacular na redução da pobreza que em 2004, que foi de 8%; e que em 2005, de 10%. Esta combinação de fatores fez com que agora em 2006 está redução chegasse aos 15% - e isto comparativamente a anos anteriores já favoráveis sobre este aspecto”.Outro dado importante destacado pelo economista à Agência Brasil diz respeito à proporção de pessoas situadas abaixo da linha de pobreza.
“A proporção de pessoas abaixo da linha de pobreza era de 22,77% em 2005. Já agora em 2006 ela caiu abaixo da barreira dos 20%, ao se situar em 19,31 - uma marca histórica. Em 1993, antes da estabilização da economia, ela chegou a estar em 35%. Isto significa que a gente caiu 45% neste espaço de tempo”, conclui Neri.
Agência Brasil

CPI Abril - Telefonica

AMIGOS E LEITORES,
Assinem a petição para a instalação da CPI Abril - Telefónica. Essa caixa - preta da mídia podre, tem que ser aberta
Clique no Link Abaixo:

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Imprensalão quer abafar, mas governo FHC entrou no valerioduto tucano

TOC, TOC, TOC, TOC, TOC, TOC, TOC
Toda a imprensa já tem acesso ao relatório do inquérito da PF de 172 páginas.
Se fosse contra o PT, seria manchete em todos os jornais, e matéria de 2 a 4 páginas cheias.
Como é contra tucanos de alta plumagem, o imprensalão tem um comportamento diverso. Dá notas pequenas, escondidas, só para não dizerem que não saiu.
A imprensa não ainda chamou Aécio Neves de "mensaleiro" (recebimento de R$ 110 mil no valerioduto tucano) como chamou todos os Deputados que receberam dinheiro de Marcos Valério, por caixa-2. Por coerência, a imprensa tem obrigação de chamar Aécio Neves de "mensaleiro".Mas não vamos deixar esse caso ser abafado em hipótese alguma.
A coisa parece ser bem pior do que pensávamos.
Nós sabíamos que o Ministro das Comunicações de FHC, Pimenta da Veiga, recebeu R$ 150 mil de Marcos Valério. A CPMI dos Correios identificou o pagamento, mas se recusou a investigar tucanos.
Nesse relatório da PF, entrou no caldeirão o Ministério do Trabalho de FHC:
"MARCOS VALÉRIO também realizou em 1998 procedimentos ilícitos junto àFundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO,entidade integrante da administração pública federal vinculada ao Ministério do Trabalho,utilizando a mesma técnica de branqueamento de fundos desviados através da prestação deserviços publicitários inexistentes ou superfaturados."

Charge do Bessinha

sábado, 15 de setembro de 2007

GRUPO PROTESTA CONTRA MÍDIA EM FRENTE À FOLHA

VÍDEO: GRUPO PROTESTA CONTRA MÍDIA EM FRENTE À FOLHA
Manifestantes protestaram contra a grande mídia brasileira na manhã deste sábado, dia 15, em frente ao prédio do jornal Folha de S. Paulo, na Alameda Barão de Limeira, região central de São Paulo (clique aqui para ver o vídeo).
O “Manifesto dos Sem-Mídia” é organizado pelo blogueiro Eduardo Guimarães (clique aqui para visitar o blog Cidadania.com).
Segundo Guimarães, “trata-se de um movimento que não está cansado de nada, pois mal começou a lutar pelo direito humano à informação correta, fiel, honesta e plural”.
Na manifestação, Guimarães leu o manifesto contra a grande mídia e colheu assinatura dos presentes. O objetivo do movimento, segundo Guimarães, é chamar a atenção para a falta de pluralidade da grande mídia, pedir espaço para outros pontos de vista.
Ao Conversa Afiada, Guimarães afirmou que a mídia deve criticar o governo, investigar o poder, mas desde que sejam críticas que pretendam construir e não destruir."
Eu não quero calar a mídia.
Eu quero que ela fale, mas eu quero que ela fale de tudo", disse Guimarães.O protesto começou por volta das 10h deste sábado e terminou ao meio-dia.

CACCIOLA: A BOMBA CAI EM FHC E MELLO

Paulo Henrique Amorim . A prisão de Salvatore Cacciola no Principado de Mônaco (clique aqui para ler o Último Segundo) é, como diria o Simão, uma buemba, buemba no colo do Farol de Alexandria e do ministro Marco Aurélio de Mello, o herói da mídia conservadora (e golpista !). . Cacciola mostra as vísceras do Banco Central e do fracasso da engenharia econômica do Plano Real, quando foi obrigado a desvalorizar a moeda. . Cacciola faz voar vidro para todo lado: do presidente do Banco Central, Chico Lopes à diretora de fiscalização do banco, Tereza Grossi, que fiscalizava os bancos com a pertinácia com que a CVM fiscalizava Daniel Dantas. . Cacciola deu um golpe no Banco Central de US$ 1,5 bilhão nas barbas do Governo Fernando Henrique. . A Polícia Federal conseguiu prender Cacciola. . O ministro Marco Aurélio de Mello deu uma liminar a Cacciola e o direito de contemplar o Mediterrâneo sentado nos bares elegantes do Principado de Mônaco, ao lado de Grace Kelly. . O ministro Mello tem o hábito de fazer a Polícia Federal trabalhar em dobro e gastar o dinheiro do contribuinte em dobro. . Recentemente, na Operação Furação, a Polícia Federal prendeu três bicheiros do Rio. . Marco Aurélio de Mello mandou soltá-los, porque não se configurava, segundo ele, na sua linguagem empolada, uma ação “delitiva”. . A Polícia Federal teve que voltar à Justiça para conseguir prender os três, de novo, flagrados em ação “delitiva”. . Se Cacciola abrir o bico, urubu vai voar de costas em Niterói, como diria Estanislau Ponte Preta. . Depois da liminar concedida pelo ministro Mello, a Polícia Federal expediu uma "difusão vermelha". . Isso significa que a Interpol no mundo inteiro poderia prender Cacciola. . Se Cacciola tivesse sido preso na Itália, não teria sido possível pedir a sua extradição. . A Itália e o Brasil não extraditam nacionais, e Cacciola é cidadão italiano. . Felizmente, Cacciola foi ao Principado de Mônaco e de lá pode ser extraditado. . Agora, o Ministério Público e o Ministério da Justiça vão pedir a extradição dele e a Justiça de Monte Carlo vai julgar. . Se for extraditado, sempre haverá a possibilidade de o Supremo soltá-lo de novo. Em tempo: sobre esse período de glória do Plano Real, recomenda-se a leitura de "Os Cabeças-de-Planilha", de Luís Nassif.

A origem do “mensalão”: Tucanoduto em Minas Gerais envolveu 159 políticos

"Nos próximos dias, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentará ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma peça jurídica capaz de provocar um terremoto político tão devastador quanto o do Escândalo do Mensalão. É a denúncia contra os políticos envolvidos no inquérito policial 2245-4/140-STF, que investiga o chamado "tucanoduto" - o caixa 2 da malsucedida campanha do senador Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998. Com mais de cinco mil páginas, o inquérito tem num relatório da Polícia Federal a completa radiografia de como foi montado o esquema e quem se beneficiou com ele.
Obtidos com exclusividade por ISTOÉ, os documentos que integram as 172 páginas dessa conclusão são mostrados pela primeira vez. Eles atingem diretamente o atual ministro das Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (à época vice-governador e candidato a deputado federal), e envolvem o governador de Minas, Aécio Neves (que na ocasião tentava sua reeleição à Câmara). Aécio é nomeado numa lista assinada pelo coordenador financeiro da campanha, Cláudio Mourão, como beneficiário de um repasse de R$ 110 mil.

Aécio Neves, Governador de Minas Gerais - PSDB,

acusado de receber Caixa 2.

O relatório compromete ainda 159 políticos mineiros que participaram da disputa de 1998, entre eles a então senadora Júnia Marise e 82 deputados, entre federais e estaduais. No total, 17 partidos são citados, incluindo o PT, acusado de ter recebido R$ 880 mil, divididos entre 34 sacadores, sendo cinco deputados federais.
De acordo com a denúncia, o esquema capturou mais de R$ 100 milhões, com desvio de verbas de estatais e empréstimos bancários. Oficialmente, a campanha de Azeredo custou R$ 8 milhões. A intermediação entre o núcleo da campanha e os políticos favorecidos ficou a cargo da SMP&B, a agência do publicitário Marcos Valério, que, segundo a polícia, lavou parte do dinheiro com notas fiscais frias. Foi um modo de operar que serviu de laboratório de testes para o que, quatro anos depois, viria a ser o Mensalão Federal.
Reservado a promotores próximos do procurador-geral, aos poucos assessores que freqüentam o gabinete do ministro Joaquim Barbosa, do Supremo, e a um grupo seleto de policiais, o documento é demolidor. "Constatou-se a existência de complexa organização criminosa que atuava a partir de uma divisão muito aprofundada de tarefas, disposta de estruturas herméticas e hierarquizadas, constituída de maneira metódica e duradoura, com o objetivo claro de obter ganhos os mais elevados possíveis, através da prática de ilícitos e do exercício de influência na política e economia local", diz o relatório da PF. Com diversos laudos periciais, extratos bancários e dezenas de depoimentos, o documento põe fim a uma batalha política entre oposição e governo que se arrasta há dois anos, desde que a CPI que apurou o Mensalão federal se recusou a investigar o caixa 2 da campanha de Eduardo Azeredo em Minas".
ISTOÉ

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O senado morreu, viva o Senado

Os jornais estão cheios de amargura. Uma onda de melancolia, irritação, desespero, rondou redações e numerosos segmentos sintonizados com a opinião de setores da classe média e alta. Coincidentemente, são as mesmas viúvas de todas as crises vividas pelo país nos últimos anos. Jabor, Hippólito, Leitão, Pereira, Kramer, Soares, a mesma turminha que se arvora (junto com seus séquitos de obedientes leitores) representante exclusiva da OPINIÃO PÚBLICA brasileira. Aliás, nunca li o termo OPINIÃO PÚBLICA tanto como nos últimos dias. A Globo está convencida de que os emails indignados que recebeu representam a opinião de 190 milhões de brasileiros. A minha não, violão.
A absolvição de Renan Calheiros foi uma cenoura no traseiro de muitos colunistas, que, devido à dor, escreveram textos irritadiços e hilários. Merval Pereira foi um que levou cenourada. Seu texto me lembrou o jornalismo do início do século, que eu lia no livro Anarquistas e Comunistas do Brasil, e outras fontes. Era um jornalismo político radical. Debate violento. Refletia luta que, muitas vezes, se resolvia na bala. O pai do Collor matou a tiros um colega parlamentar no Congresso.
Do meu lado, admito que se tivesse champagna na geladeira, eu abria. Como diz o Amorim, Calheiros não é santo, mas os que atiram pedras são piores. Quem vai substituir Calheiros? Essa é a pergunta. A última vez que a oposição quis derrubar um presidente da Casa, colocou o Severino Cavalcanti. Quem agora? Jarbas Vasconcelos? Artur Virgílio? Vamos combinar: ninguém é santo, mas sempre tem um diabo pior que outro. Se a oposição não gosta de Renan, que proponha outro candidato, que procure força na sociedade. Que pratique a democracia, porra. Não conseguem ganhar no voto, querem ganhar sempre no tapetão. Isso quando não encenam o papel de vivandeiras de tribunais, o que é o mais sinistro. Sua reação pirracenta à derrota no Senado mostra claramente que se tratava de bandeira puramente partidária.
O Senado morreu! Entoaram profetas de todas as partes, interessados em mostrar suas carinhas na tv globo e comprarem afeto junto à alta sociedade, essa enfarada (para não dizer cansada) elite dasluziana. O lado bom dessa história é que a crise do Renan Calheiros abriu os olhos de uma parte da classe política: a mídia está fazendo sim uma interferência viciosa, negativa e interessada no processo político; e NÃO NÃO E NÃO representa, estatisticamente, em quantidade ou qualidade, a opinião pública nacional.
Nas páginas internas do segundo caderno do Globo existe uma seção interessante, intitulada Há 50 anos, que traz um fác-símile da primeira página da edição de meio século atrás. Ao lado, são reproduzidas, em fontes grandes, títulos e trechos das matérias da capa; quase nunca, contudo, os editores selecionam os textos políticos. Mas é possível ler no próprio fác-símile e notar a curiosa semelhança com a época presente, aqueles títulos nervosos, udenistas, para não usar o termo lacerdista, que virou lugar comum.
Enfim, para a histérica oposição tucano-midiática, cito a sardônica advertência proferida recentemente pelo senador Tasso Jereissati, do próprio PSDB, a um de seus adversários: CALMA BONECA!

Santinha do Pau Oco

Vai faltar dinheiro para ARRUMAR O DENTE QUE CAIU.
Heloisa Helena está sendo executada pela Receita Federal em quase R$ 900 mil por impostos não recolhidos quando foi deputada estadual. blog do Oni Presente.

UM MOVIMENTO QUE CRESCE

MSM - 15 de setembro de 2007
Em frente ao Jornal
Folha de São Paulo,
10 da manhã.
Boa sorte Companheiros!
IBGE: Desemprego tem a maior queda dos últimos 10 anos
A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), pesquisa mais abrangente feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para tratar de mercado de trabalho, aponta que a taxa de desemprego no Brasil registrou em 2006 a maior queda em dez anos. Já a renda dos trabalhadores atingiu o mesmo patamar de 1999.

A taxa de desemprego no país ficou em 8,5% em 2006 após atingir 9,4% no ano anterior. No entanto, ela ainda é superior à marca de 1997, quando atingiu 7,8%. A renda dos trabalhadores aumentou 7,2% em 2006 frente a 2005 – trata-se do maior crescimento desde 1995. Entre 2004 e 2005, ela já tinha subido 4,6%. O IBGE cita o aumento do salário-mínimo de 13,3% frente a 2005 como um dos principais fatores para o aumento do poder de compra dos trabalhadores.
O Nordeste foi a região em que todas as classes de rendimento tiveram aumento do poder de compra, diz a pesquisa. Nas demais regiões houve aumento da renda, mas em extratos de menor poder aquisitivo. Segundo o IBGE, o efeito mais forte no Nordeste pode ser resultado indireto de programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família, que movimentam a economia, embora não influam diretamente nos rendimentos. Na comparação com 2005, a taxa de desemprego caiu em quase todas as regiões. Uma das exceções ficou com o Maranhão em que subiu de 6,2% para 7,0%.
Resultado esperado
De acordo com Cimar Azeredo, gerente da Pnad e da PME, a queda do desemprego era esperada. "Em 2005 houve uma recuperação e, em 2006, uma solidificação do mercado de trabalho, que está absorvendo mais e mostrando maior qualidade do emprego", disse. A Pnad mostra ainda que o Brasil obteve uma ligeira melhora na distribuição de renda. O Índice de Gini, indicador de desigualdade de renda (quanto mais perto de 1, mais desigual o país) em relação à renda domiciliar per capita mostrou uma suave redução na desconcentração de 0,532, em 2005, para 0,528, em 2006. Em 2004, o índice era de 0,535.
"Continuamos em um cenário de concentração alta e de diferenças regionais marcantes", afirmou Quintslr. As diferenças regionais permaneceram marcantes. Em 2006, 12,7% do total de domicílios do país tinham rendimentos até um salário-mínimo. No Nordeste essa parcela correspondia a 25,3%, a maior do país. Por outro lado, 3,0% do total de domicílios tinham rendimentos acima de 20 salários-mínimos. "Prosseguimos em uma trajetória de grande concentração", afirmou.
Experiência no mercado
A pesquisa mostra também que em 2006 cresceu o número de trabalhadores de 40 anos ou mais ocupados no mercado.
A participação de pessoas com 40 anos ou mais na população ocupada aumentou 1,1 ponto percentual na comparação com 2005, e alcançou mais de dois quintos da população ocupada total (40,1%). O grupo na faixa de 50 a 59 anos foi o que apresentou maior elevação de participação entre os ocupados, passando de 12,2% para 12,7%. De acordo com o IBGE, as pessoas escolhem ficar no mercado de trabalho em razão da elevação dos rendimentos, de novas regras da Previdência, além de dificuldades econômicas o que faz com que engrossem a renda familiar. Além disso, a população brasileira está envelhecendo, o que contribui para essa alta.
A Pnad aponta que em 2006, 89,3 milhões de pessoas tinham uma ocupação, o que significa um aumento de 2,4% em 2006. Em 2005, porém, o crescimento havia sido de 3,1% frente a 2004. Já os trabalhadores com carteira assinada tiveram um acréscimo de 1,3 milhão. A informalidade apresentou uma ligeira redução e passou de 51,8%, em 2005, para 49,4%, em 2006.
Da redação, com agências

A Palavra do Presidente do Senado

"A Força da Verdade"

(Vale a pena reproduzir texto escrito pelo presidente do senado Renan Calheiros, publicado no Blogdosblogs Renan Calheiros)
Venceu a justiça, venceu a verdade. Perderam aqueles que, movidos por interesses escusos e pela má-fé, têm a avidez de desmoralizar homens públicos, acossar políticos e condenar sem qualquer prova. Venceu o Senado, que mostrou estar muito acima da chantagem, da maledicência. Provou seu equilíbrio e sua independência, ao escapar da fácil tentação de um processo de natureza política, alimentado por adversários rancorosos e setores irresponsáveis da imprensa.
Não foi a ambição pelo poder que me fez resistir a cento e dez dias de martírio. Foi a clareza de estar sendo vítima de uma campanha leviana, a necessidade de defender minha honra e de ver valer a verdade. Em mais de cinco mil páginas de processo, não conseguiram apresentar uma única prova contra mim, não conseguiram apontar uma única ilegalidade. E nem seria possível: sempre me conduzi pelas vias retilíneas da lisura e da transparência, jamais fui indigno do cargo que tenho a honra de ocupar.
Devassaram minha vida, violaram minha intimidade. Se algum erro cometi, foi um erro pessoal, que diz respeito apenas à minha família. Mas nunca neguei meus atos. Reconheci e dei completa assistência à minha filha. Assumi todas as responsabilidades de um pai. Diante de ilações maldosas – porque provas, essas nunca existiram – comprovei com documentos que tinha condição de arcar com minhas despesa pessoais. Documentos cuja autenticidade foi atestada pela própria Policia Federal.
Uma a uma, demoli todas as calúnias envolvendo meu nome – notas frias, declarações falsas, gado superfaturado...Informações distorcidas, difamações, intrigas, tudo suportei com a certeza não apenas de minha inocência, mas de que o Senado saberia honrar o voto popular com um julgamento de caráter jurídico, e não político.
Quem manipula a opinião pública e se arvora o poder de destruir homens de bem não se acanha em escolher, a cada dia, a cada semana, uma nova vítima. Não se detém frente à possibilidade de atingir, em cheio, instituições democráticas cuja solidez foi construída a custa de muita luta.
O resultado da votação da última quarta-feira não poderia ser outro: sem delito, sem crime, não há quebra de decoro. Acatar a risca tal princípio é a única maneira de evitar que mandatos conquistados com a legitimidade das urnas sejam tragados a partir de vinganças de adversários, de maiorias eventuais e de conveniências de grupos – o que levaria o Senado a um cenário de permanente instabilidade.Foi em nome de minha honra, em defesa de minha inocência que não me afastei nem me afastarei da Presidência do Senado. Jamais poderia compactuar com esse jogo cruel, que é a política sem grandeza. A justiça não pode estar ausente da política, nem esta ser relegada ao ódio, à inveja, à chantagem e crueldade.
Não abrigo ressentimentos, não guardo mágoas. O diálogo e o respeito sempre pautaram e continuarão pautando minha vida pessoal e política. Mais que tudo, saio fortalecido pela convicção de que o Senado Federal, do alto dos seus 180 anos, não admite ser regido pelo receio da notícia negativa da imprensa, que disputa com o Congresso a representação da sociedade.
*Presidente do Senado Federal

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

F1 - Mclaren toma multa e perde todos os pontos

Julgamento não atinge pilotos, que mantém pontuação: Hamilton 92 × 89 Alonso

Depois de pintar a notícia de que a McLaren seria excluída dos campeonatos de 2007 e 2008, o Conselho Mundial da FIA anunciou na noite desta quinta (13) em Paris que a equipe é, de fato, culpada pelo caso de espionagem, mas que a punição é uma multa de US$ 100 milhões mais a perda de todos os pontos no Campeonato de Construtores. Além disso, o carro de 2008 do time de Ron Dennis, o MP4-23, terá de apresentado à FIA antes de seu lançamento para que seja feito um "pente fino". Lewis Hamilton e Fernando Alonso saíram ilesos da sentença.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

NÃO DEU

Grupo faz ato em frente à 'Folha'por pluralismo na imprensa

12 DE SETEMBRO DE 2007 - 18h29
Um grupo denominado Movimento dos Sem Mídia (MSM) pretende se reunir em frente ao jornal Folha de S.Paulo, na manhã do próximo sábado (15), para manifestação em favor da "pluralização da mídia". Durante o ato, com início previsto para as 10 horas, será lido um manifesto pelo "direito de todos os segmentos da sociedade de receber informações em lugar desse monstrengo híbrido - gerado pela promiscuidade entre a notícia e a opinião - que a mídia afirma ser jornalismo".
O Movimento dos Sem Mídia foi criado pelo ex-comerciante Eduardo Guimarães, que se diz "irritado" com o comportamento da imprensa, principalmente nas últimas semanas, quando notícias sobre a influência da mídia nas decisões do STF no julgamento dos envolvidos com o mensalão foram divulgadas.
"Faz muito tempo que venho querendo tomar uma atitude. Sei que uma ação como esta nunca foi tentada por quem não é engajado em nenhum movimento", disse Guimarães, em entrevista ao Portal Imprensa. "No momento em que fica claro que existe um processo de desmoralização dos poderes, em que os rumos do país são decididos com base no que querem meia-dúzia de famílias, é necessário fazer alguma coisa."
Aos 48 anos, Guimarães é morador de um bairro de classe média de São Paulo, atua como gerente de exportação de uma fábrica no interior do estado e já foi leitor assíduo dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo. Hoje, no entanto, ele se diz contra ao que chamou de trabalho alicerçado em "critérios morais e políticos seletivos".
"Aquilo da repórter da Folha (referindo-se à matéria em que as informações foram registradas por uma jornalista que presenciou conversa telefônica entre o ministro Lewandowski e seu irmão, em um restaurante de Brasília), ninguém vai me convencer que ela foi lá por acaso. Os políticos estão sendo monitorados, perseguidos", disse o manifestante.
Segundo ele, o Movimento dos Sem Mídia - que deve ser formalizado durante a manifestação de sábado - luta por uma imprensa que dê voz a todo tipo de opinião e espaço para que o "outro lado" seja trabalhado sem distorções.
"No caso do Renan (Calheiros, presidente do Senado), não que eu ache que ele seja inocente, mas só lemos notícias que falam contra ele. Essa unanimidade não existe. Deve haver alguém em algum lugar do país que seja a favor. Eu quero ouvir esse outro lado para formar minhas opiniões", afirma.
O local em que se dará a manifestação, de acordo com Guimarães, não foi escolhido por acaso. Segundo ele, apesar de a capital paulista ser sede de vários veículos - como TV Globo, jornal O Estado de S. Paulo e Editora Abril -, a rua Barão de Limeira tem posição "estratégica" e abriga um dos veículos mais "perigosos" do país.
"Diferentemente de outros veículos que deixam clara sua posição ideológica, a Folha tem uma capa - ela dissimula o que realmente defende. Por isso, ela faz um jornalismo perigoso." Perguntado se existe alguma exceção na imprensa brasileira, Guimarães reluta em responder: "Não sei. A CartaCapital é uma revista que critica o governo, mas ela já assumiu que ia defender o Lula. Para mim, isso é pluralismo".
Apesar de "cerca de cem pessoas" já terem confirmado presença na manifestação, Guimarães disse acreditar que o número de participantes é imprevisível. Mas, mesmo que esteja sozinho, ele garante que ela vai acontecer. "O país não avança porque ninguém se propõe a fazer nada pelo benefício comum. Precisamos fazer alguma coisa contra esse jornalismo lavador de cérebros."
A ação inaugural do 'Movimento dos Sem Mídia' está sendo divulgada - e organizada - pelo blog Cidadania.Com, de Guimarães. A página conta com visita diária de cerca de 700 pessoas.

RENAN: A MAIOR DERROTA DA IMPRENSA

Paulo Henrique Amorim
Em nenhuma democracia séria do mundo,
jornais conservadores, de baixa qualidade
técnica e até sensacionalistas, e uma única
rede de televisão têm a importância
que têm no Brasil.
. A absolvição de Renan Calheiros é a maior derrota da imprensa brasileira depois da reeleição do Presidente Lula.
. A Veja, a Globo, o Estadão, a Folha e O Globo e seus inúmeros e inúteis colunistas jogaram todas as fichas na cassação.
. Como ensina o professor Wanderley Guilherme dos Santos, a imprensa brasileira se transformou num partido político (clique aqui).
. E jogou tudo contra um político da base de apoio ao Presidente Lula.
. Renan Calheiros cometeu todos os crimes que 99,9% dos políticos brasileiros cometem.
. Renan Calheiros provavelmente pagou a mulher com quem teve uma filha fora do casamento numa operação idêntica à de outro ex-senador de partido da oposição.
. Sobre a operação do ex-senador, a mídia conservadora (e golpista !) se cala até hoje.
. A mídia conservadora (e golpista !) foi atrás de Calheiros também porque ele é nordestino.
. E a elite branca (e no caso da elite de São Paulo, também separatista) não gosta de ninguém da base aliada do Presidente Lula e muito menos se for nordestino.
. Imagine se Renan Calheiros fosse do Piauí...
. Renan Calheiros não é um santo.
. Mas, o Senado mostrou que a mídia conservadora (e golpista !) pode enfiar a faca no pescoço do Supremo, mas não enfia a faca no pescoço do Senado.
. (E de que adiantou o Supremo deixar os deputados assistirem à sessão ? Nada.)
. Se a mídia conservadora (e golpista !) tivesse o poder de enfiar a faca no pescoço do Senado, quantas cabeças ficariam em cima do pescoço ?
. A mídia conservadora (e golpista !) agora vai dizer que Renan Calheiros não tem condições de presidir o Senado.
. É porque para a mídia conservadora (e golpista !) só valem os 35 votos a favor da condenação.
. O Procon tem a obrigação de interpelar a Veja, a Globo, O Globo, a Folha e o Estadão, que transformaram durante um mês e meio Renan Calheiros num cadáver e enganaram seus consumidores.

sábado, 8 de setembro de 2007

TENHO VERGONHA DE SER BRASILEIRA

Jussara Seixas disse...
Como disse o jurista Dalmo Dallari, estamos vivendo uma epidemia de Lulafobia por parte da mídia e das elites burras e preconceituosas. Isso me dá nojo e vergonha..
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo a mídia inconformada em ter como presidente um nordestino, ex-metalúrgico e ex-sindicalista.
Tenho vergonha de ser brasileira diante da tentativa de golpe da mídia contra o presidente Lula.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo pessoas serem contra a CPMF mesmo sabendo a contribuição vai sustentar os programas sociais do governo Lula, como o Bolsa Família. Esse programa tirou milhões de pessoas da miséria extrema, é admirado pelo mundo todo e vários países já pretendem adotá-lo porque ficou comprovado que ele diminui a desigualdade social e devolve dignidade ao ser humano.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo as elites abastadas promoverem passeatas pedindo a volta dos militares, pedindo a volta do período mais triste, violento, sangrento e vergonhoso da nossa história.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo um senador da república na tribuna do senado – Arthur Virgilio do PSDB – ameaçar com uma surra o presidente eleito por 61,27% do povo brasileiro.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo a mídia atribuir culpa ao presidente Lula por acidentes aéreos – da Gol em 2006 e da TAM em 2007. Como se ele fosse culpado pelos pilotos americanos terem desligado o transpondes do Legacy, que se chocou no ar com avião da GOL e, no caso TAM, de o avião estar com o reverso pinado, manetes fora da posição, spoilers que não funcionaram...
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo movimentos da elite contra o presidente Lula, usando de forma vil a morte de pessoas e a tragédia de famílias para alcançar seus objetivos golpistas e eleitoreiros.
Tenho vergonha de ser brasileira quando leio o que disse fhc sobre as comemorações do 7 de setembro – ele acha ridículos os desfiles, ridícula a comemoração da Independência do Brasil. Acho que ele gostaria que continuássemos colônia de Portugal. Em entrevista para a revista Piauí, disse que participava dos eventos só por obrigação, porque o vento de Brasília desmanchava o seu cabelo...
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo alguém da elite dizer que ninguém sentiria falta se um estado do meu país deixasse de existir. Paulo Zottolo, presidente da Philips, disse isso referindo-se ao estado e ao povo do Piauí.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo um senador da república dizer em alto e bom som que vai "acabar com essa raça", em referência a pessoas que não pensam como ele, mas querem manter a democracia, respeitam as instituições governamentais e a Constituição vigente.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo a mais alta corte de justiça do país, o STF, sofrer espionagem da mídia e ser por ela acuada para julgar de acordo com interesses políticos.
Tenho vergonha de ser brasileira quando ouço discursos preconceituosos, racistas, carregados de ódio, da elite burra, de jornalistas sem noção, de pseudo-cientistas políticos, contra a o povo brasileiro.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo as armações, as maracutaias e os conchavos políticos para tentar destituir do poder um presidente eleito pela maioria do povo brasileiro, um presidente que está fazendo este país ser um país de todos os brasileiros.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo uma parte da elite burra torcer para que o Brasil não dê certo, mesmo sabendo que – se isso acontecer – milhões de brasileiros serão condenadas à miséria, à fome e à doença que imperavam antes do governo Lula.
Jussara Seixas

PT CE inicia debate sobre a reeleição de Luizianne

O Partido dos Trabalhadores inicia, oficialmente, a discussão sobre alianças de apoio à candidatura do partido.
O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) começa e discutir as eleições municipais de 2008 no próximo dia 15. A informação é do presidente do partido no Ceará, Joaquim Cartaxo, defende para a disputa municipal a mesma composição de partidos que elegeu Cid Gomes governador do Estado.
O presidente regional do PT faz questão de ressaltar que esse é o primeiro momento de discussão do partido sobre as eleições municipais do próximo ano. Embora o assunto venha sendo tratado pela imprensa, ele esclarece que antes o partido estava envolvido no debate das teses inscritas para o congresso nacional da agremiação. Então, a partir de agora é que vai tratar da questão.Sobre a tática a ser adotada, admite Joaquim Cartaxo que não existe ainda uma tática definida e é preciso avaliar a conjuntura antes da adoção de uma postura definitiva. Ele revela, no entanto, que o seu posicionamento pessoal é no sentido de que sejam fortalecidas as candidaturas de todos os prefeitos que apoiaram Cid Gomes para governador do Estado, devendo ser fortalecidas as candidaturas das forças de oposição que votaram em Cid.
Reconhece o presidente regional do PT que para isso acontecer vai ser preciso avaliar a situação de cada município e estudar a maneira como deve ser feito esse arranjo político e eleitoral.
Quanto à candidatura de Luizianne Lins à reeleição, observa Joaquim Cartaxo que é preciso que aconteça algo extremamente grave para que ela não seja a candidata do Partido dos Trabalhadores e dos aliados. Ressalta ainda que, até o momento, tudo caminha no sentido de que ela seja candidata apoiada pelos partidos de esquerda e progressistas.
Instado a falar sobre a sucessão presidencial considerou prematura qualquer discussão nesse sentido. Para ele estão tratando dessa questão agora como se as eleições presidenciais fossem no próximo ano e não em 2010. Sobre a decisão do PT, no congresso nacional da agremiação, ele disse que “o partido não bateu o martelo dizendo que tem candidato” e esclareceu informando que a resolução aprovada no é no sentido de que o partido tenha um candidato a apresentar na mesa de discussão com os seus atuais aliados.
Sobre a formação de um bloco de partidos da base aliada ao Governo Federal, dando suporte a uma suposta candidatura presidencial do ex-ministro Ciro Gomes, disse que considera a formação desse bloco normal, até porque a articulação dos partidos políticos faz parte da democracia.
Lembrou, também, que assim como esse bloco, composto pelo PSB, PDT, PC do B, PHS, PRB e PMN, o PMDB deve ter interesse em apresentar um candidato. Então, todos têm direito a apresentar seus candidatos. Cartaxo lembra que nas eleições passadas o PT local deu exemplo nesse sentido.

Descontração no Alvorada

“Uma moto movida a biocombustível e etanol. Esse é desafio que os integrantes do reality show American Chopper, Paul Teutul Senior, Paul Jr. e Mikey, receberam do presidente Luís Inácio Lula da Silva, durante um bem-humorado encontro no Palácio da Alvorada, após o desfile da Independência. O trio foi responsável pela confecção de uma moto tendo a arquitetura de Brasília como tema. O veículo seria apresentado no ano que vem, nesta mesma época.
Os integrantes do programa, que é exibido pelo canal de assinatura People+Arts, participaram do desfile cívico pela Esplanada dos Ministérios, apresentando o veículo que foi desenvolvido no Orange County Chopers (OCC), Montgomery, empresa da família, que buscou na arquitetura da capital federal componentes para o veículo. O teatro Nacional foi lembrado na tampa do motor e as rodas a forma da entrada do Palácio da Alvorada.
Os três além de terem participado do desfile, gravaram cenas para a próxima temporada do programa, que incluiu uma aparição no Brasília Music Festival Moto, evento que termina amanhã, no autódromo do Distrito Federal.”Jornal do Brasil

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

O Acidente de Trem no RJ e o Silêncio dos Abutres

Por Guina
Hoje(05/09), houve uma manifestação das famílias das vítimas da tragédia entre dois trens no Rio de Janeiro, onde os mesmos reclamavam do descaso das autoridades em relação às apurações do acidente.
Interessante observar o comportamento da mídia golpista, pois diferentemente de quando aconteceu o acidente da TAM em Congonhas nós não vemos os abutres se indignarem com tanta veemência por causa do acidente.
Resolvi procurar alguma menção do protesto das famílias no blog do 'Comédia' Reinaldo Azevedo e nada. Fui até o blog do Noblat e do Josias de Souza, também não encontrei nenhuma nota referente ao momento dolorido destas famílias. O negócio deles era falar do caso Renam Calheiros, pois se trata de assunto 'muito importante' por isso não dá pra ficar falando de 'acidente de trem'.
Achei estranho, pois os nobres jornalistas acima, são defensores da justiça e deveriam estar 'indignados com o descaso das autoridades', deviam estar solidários com as famílias e abrindo espaço em seus blogs para protestarem contra os responsáveis.
Ou será que não estão 'indignados' por se tratarem do povão, gente humilde e trabalhadora da periferia? Ou porque no acidente em questão não dá pra 'culpar o Governo Lula'?Esta é nossa mídia, podre, golpista e sem escrúpulo algum. Servindo a interesses escusos, estes abutres gostam de aproveitar os fatos negativos somente quando vai render alguma vantagem para eles e para seus patrões.