sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Lula, sobre o PMDB: "Eu não barganho; faço acordo programático"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (27) - ao ser questionado se o PMDB havia feito algum pedido ao governo - que não barganha para conseguir aprovação de medidas no Congresso Nacional.
A declaração foi dada após almoço com o presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbáyev, no Palácio do Itamaraty."Eu não barganho. Eu faço acordo programático, acordo com o partido. Mas não é possível você ficar barganhando votação que vai para o Congresso Nacional. Eu quero dizer que o Senado não pediu nenhum cargo, não existe nenhuma reivindicação".
O PMDB é apontado como responsável pela derrubada, no Senado Federal, da Medida Provisória (MP) 377, que instituía a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo.O presidente reiterou que não houve pedidos e que não conversou com senadores a respeito. Segundo Lula, questões relativas ao PMDB serão resolvidas pelo líder do partido, Valdir Raupp, do governo, Romero Jucá, e pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia.
O presidente afirmou que a atitude dos senadores é natural na democracia. "Para mim, esse exercício da democracia é uma coisa que eu respeito. Essas coisas não são para deixar ninguém nervoso, irritado, ficar achando que o mundo acabou. É o respiro mais forte que aconteceu. Nós vamos tomar as medidas cabiveís para fazer".
EstratégicaPara Lula, os senadores não tinham motivo para derrubar a MP que criava a Secretaria de Planejamento de Longo Prazo. Ele disse que buscará alternativas para manter a Pasta."Na segunda-feira, eu tomarei a decisão. O dado concreto é que nós vamos ter o ministério, nós precisamos. Eu estou querendo construir. Por isso, eu criei uma secretaria estratégica para pensar o Brasil para 2022, e a gente começar a maturar o tipo de Brasil que queremos entregar aos nossos netos e bisnetos em 2022", completou.Além da secretaria, que já estava sob o comando do ministro Roberto Mangabeira Unger, a MP criava 660 cargos de confiança na administração federal e funções gratificadas.

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