sábado, 8 de setembro de 2007

PT CE inicia debate sobre a reeleição de Luizianne

O Partido dos Trabalhadores inicia, oficialmente, a discussão sobre alianças de apoio à candidatura do partido.
O diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) começa e discutir as eleições municipais de 2008 no próximo dia 15. A informação é do presidente do partido no Ceará, Joaquim Cartaxo, defende para a disputa municipal a mesma composição de partidos que elegeu Cid Gomes governador do Estado.
O presidente regional do PT faz questão de ressaltar que esse é o primeiro momento de discussão do partido sobre as eleições municipais do próximo ano. Embora o assunto venha sendo tratado pela imprensa, ele esclarece que antes o partido estava envolvido no debate das teses inscritas para o congresso nacional da agremiação. Então, a partir de agora é que vai tratar da questão.Sobre a tática a ser adotada, admite Joaquim Cartaxo que não existe ainda uma tática definida e é preciso avaliar a conjuntura antes da adoção de uma postura definitiva. Ele revela, no entanto, que o seu posicionamento pessoal é no sentido de que sejam fortalecidas as candidaturas de todos os prefeitos que apoiaram Cid Gomes para governador do Estado, devendo ser fortalecidas as candidaturas das forças de oposição que votaram em Cid.
Reconhece o presidente regional do PT que para isso acontecer vai ser preciso avaliar a situação de cada município e estudar a maneira como deve ser feito esse arranjo político e eleitoral.
Quanto à candidatura de Luizianne Lins à reeleição, observa Joaquim Cartaxo que é preciso que aconteça algo extremamente grave para que ela não seja a candidata do Partido dos Trabalhadores e dos aliados. Ressalta ainda que, até o momento, tudo caminha no sentido de que ela seja candidata apoiada pelos partidos de esquerda e progressistas.
Instado a falar sobre a sucessão presidencial considerou prematura qualquer discussão nesse sentido. Para ele estão tratando dessa questão agora como se as eleições presidenciais fossem no próximo ano e não em 2010. Sobre a decisão do PT, no congresso nacional da agremiação, ele disse que “o partido não bateu o martelo dizendo que tem candidato” e esclareceu informando que a resolução aprovada no é no sentido de que o partido tenha um candidato a apresentar na mesa de discussão com os seus atuais aliados.
Sobre a formação de um bloco de partidos da base aliada ao Governo Federal, dando suporte a uma suposta candidatura presidencial do ex-ministro Ciro Gomes, disse que considera a formação desse bloco normal, até porque a articulação dos partidos políticos faz parte da democracia.
Lembrou, também, que assim como esse bloco, composto pelo PSB, PDT, PC do B, PHS, PRB e PMN, o PMDB deve ter interesse em apresentar um candidato. Então, todos têm direito a apresentar seus candidatos. Cartaxo lembra que nas eleições passadas o PT local deu exemplo nesse sentido.

Um comentário:

Jussara Seixas disse...

TENHO VERGONHA DE SER BRASILEIRA

Como disse o jurista Dalmo Dallari, estamos vivendo uma epidemia de Lulafobia por parte da mídia e das elites burras e preconceituosas. Isso me dá nojo e vergonha..
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo a mídia inconformada em ter como presidente um nordestino, ex-metalúrgico e ex-sindicalista.
Tenho vergonha de ser brasileira diante da tentativa de golpe da mídia contra o presidente Lula.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo pessoas serem contra a CPMF mesmo sabendo a contribuição vai sustentar os programas sociais do governo Lula, como o Bolsa Família. Esse programa tirou milhões de pessoas da miséria extrema, é admirado pelo mundo todo e vários países já pretendem adotá-lo porque ficou comprovado que ele diminui a desigualdade social e devolve dignidade ao ser humano.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo as elites abastadas promoverem passeatas pedindo a volta dos militares, pedindo a volta do período mais triste, violento, sangrento e vergonhoso da nossa história.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo um senador da república na tribuna do senado – Arthur Virgilio do PSDB – ameaçar com uma surra o presidente eleito por 61,27% do povo brasileiro.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo a mídia atribuir culpa ao presidente Lula por acidentes aéreos – da Gol em 2006 e da TAM em 2007. Como se ele fosse culpado pelos pilotos americanos terem desligado o transpondes do Legacy, que se chocou no ar com avião da GOL e, no caso TAM, de o avião estar com o reverso pinado, manetes fora da posição, spoilers que não funcionaram...
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo movimentos da elite contra o presidente Lula, usando de forma vil a morte de pessoas e a tragédia de famílias para alcançar seus objetivos golpistas e eleitoreiros.
Tenho vergonha de ser brasileira quando leio o que disse FHC sobre as comemorações do 7 de setembro – ele acha ridículos os desfiles, ridícula a comemoração da Independência do Brasil. Acho que ele gostaria que continuássemos colônia de Portugal. Em entrevista para a revista Piauí, disse que participava dos eventos só por obrigação, porque o vento de Brasília desmanchava o seu cabelo...
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo alguém da elite dizer que ninguém sentiria falta se um estado do meu país deixasse de existir. Paulo Zottolo, presidente da Philips, disse isso referindo-se ao estado e ao povo do Piauí.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo um senador da república dizer em alto e bom som que vai "acabar com essa raça", em referência a pessoas que não pensam como ele, mas querem manter a democracia, respeitam as instituições governamentais e a Constituição vigente.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo a mais alta corte de justiça do país, o STF, sofrer espionagem da mídia e ser por ela acuada para julgar de acordo com interesses políticos.
Tenho vergonha de ser brasileira quando ouço discursos preconceituosos, racistas, carregados de ódio, da elite burra, de jornalistas sem noção, de pseudo-cientistas políticos, contra a o povo brasileiro.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo as armações, as maracutaias e os conchavos políticos para tentar destituir do poder um presidente eleito pela maioria do povo brasileiro, um presidente que está fazendo este país ser um país de todos os brasileiros.
Tenho vergonha de ser brasileira quando vejo uma parte da elite burra torcer para que o Brasil não dê certo, mesmo sabendo que – se isso acontecer – milhões de brasileiros serão condenadas à miséria, à fome e à doença que imperavam antes do governo Lula.
Jussara Seixas