quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Menos poluição em 2008

TSE cassa direito de transmissão de propaganda partidária do PSDB em 2008
O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por unanimidade e acompanhando o voto do relator, ministro José Delgado (foto), julgou procedente a Representação (Rp 944) ajuizada pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) contra o Diretório Nacional do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), por alegado desvio de finalidade na realização de propaganda partidária, em cadeia nacional, veiculada no dia 22 de junho de 2006. Com a decisão foi cassado o direito de transmissão a que o PSDB teria direito, no primeiro semestre de 2008, de acordo com o parágrafo 2º, do artigo 45, da Lei 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos). A Representação ajuizada pelo PT pedia ainda a condenação do então pré-candidato à Presidência da República em 2006, Geraldo Alckmin, à multa prevista no parágrafo 3º, do artigo 36, da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições), porque o tempo reservado ao PSDB foi utilizado para a promoção pessoal de Alckmin, futuro candidato do partido ao Governo Federal, configurando-se, assim, propaganda eleitoral extemporânea (fora do período regulamentar).Na sessão de julgamento do dia 16 de outubro passado, o ministro Ari Pargendler pediu vista dos autos, após o voto do ministro-relator, José Delgado, que rejeitava a preliminar suscitada pelo PT de que teria havido mudança de entendimento do TSE no julgamento da Representação 911, no qual se decidiu que tanto o partido político como o candidato ficaram sujeitos às sanções previstas respectivamente no parágrafo 2º, do artigo 45, da Lei 9.096/95 e no parágrafo 3º, do artigo 36, da Lei nº 9.504/97. No julgamento de terça-feira (30), em seu voto-vista, o ministro Ari Pargendler confirmou o entendimento do relator, no que foi acompanhado por todos os colegas.
Assessoria Jurídica/PT

PSDB encolhe mais um pouquinho.

Leia na íntegra a renúncia do deputado Ronaldo Cunha Lima Agência Câmara
O deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB) entregou nas mãos do deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), que presidia a sessão plenária, seu pedido de renúncia em caráter irrevogável. O Supremo Tribunal Federal (STF) havia marcado o julgamento de processo contra ele para a próxima segunda-feira. Ronaldo é acusado de balear Tarcísio Buriti, seu inimigo político, em 5 de dezembro de 1993, em um restaurante. O processo está no STF desde 1995. Com a renúncia, o deputado deverá perder seu foro privilegiado e o processo deverá ser remetido para a Justiça comum.
Íntegra da renúncia
Leia abaixo a íntegra da renúncia:
"Sr. Presidente, nesta data e por este instrumento, em caráter irrevogável e irretratável, renuncio ao mandato de deputado federal, representando o povo da Paraíba, a fim de possibilitar que esse povo me julgue, sem prerrogativa de foro como um igual que sempre fui.Requeiro a leitura em plenário desta renúncia, a respectiva publicação e a comunicação dela a S.Exa, a presidenta do Supremo Tribunal Federal, ministra Ellen Gracie".
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terça-feira, 30 de outubro de 2007

Brasil vai sediar a Copa de 2014

VITÓRIA DO PRESIDENTE LULA,
VITÓRIA DO BRASIL,
VITÓRIA DOS BRASILEIROS.

A Paraiba está com Lula

ADJA BRITO
O campinense está satisfeito com a administração do prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo (PMDB). Foi o que demonstrou a pesquisa Consult/JORNAL DA PARAÍBA. O governo do prefeito peemedebista ficou com um percentual de 77% de aprovação contra 17,50% de desaprovação. Do total de entrevistados 5,50% não tinham opinião formada. A Consult ainda aferiu a administração do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foram ouvidas 600 pessoas entre os dias 19 e 21 de outubro. O erro percentual é de 3,5% para mais ou para menos. A pesquisa também será divulgada pelas TVs Cabo Branco e Paraíba, pela Rádio 101 FM e pelos portais de notícias Paraiba.com (www.paraiba.com.br) e Paraibaonline (www.paraibaonline.com.br).A administração do governador Cássio Cunha Lima também conseguiu um alto índice e configura com a aprovação de 70,17%. 23,83% do eleitorado campinense desaprovam a administração do governador tucano e 6% não tinham opinião formada. A administração do presidente Lula foi avaliado positivamente: 77,33% responderam que aprovam o governo Lula, um índice de mais de 8 pontos percentuais, comparando com a pesquisa realizada em João Pessoa, mostrando que o campinense está mais confiante no presidente Lula do que o pessoense. Lula teve 15,17% de reprovação e 7,50% disseram que não tinham opinião formada sobre o assunto. O prefeito Veneziano e o presidente Lula ficaram com índices de aprovação maiores do que o governador do Estado.
A Consult/JORNAL DA PARAÍBA quis saber como a população de Campina Grande classificaria as administrações do prefeito Veneziano, do governador Cássio e do presidente Lula. Do universo pesquisado, 31,50% consideraram como ótima a administração do prefeito campinense; 36,50% disseram que é boa; 19% responderam que é regular; 6,17% consideraram ruim; 6% péssima e 0,83% não souberam responder. O campinense também gosta da administração do governador Cássio Cunha Lima. 20,50% consideraram ótima a administração do governador tucano; 41,67% julgaram uma boa administração e 20% disseram que é regular. Apenas 6,67 responderam ser ruim a administração do governador e 10,17% classificaram como péssima; 1% não soube responder. A administração do presidente Lula é considerada ótima por 14,17% da população de Campina Grande; 46,50% disseram que é boa administração; 27,50% qualificaram como regular. Os índices para ruim e péssima foram pequenos, respectivamente, 4,33% e 6,33%. 1,17% dos entrevistados não soube dizer.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Parabens Argentina

Sinfronio é chargista do Diario do Nordeste.

Sobre impostos, imposturas e gasto público

“Seria pedagógico levar empresários e demais cidadãos que não gostam de pagar impostos para conhecer as filas quilométricas do SUS numa madrugada fria, ou, ainda, visitar algumas famílias nas regiões mais pobres do país que recebem o benefício do Bolsa Família.
Impostos são, por definição [algo que se impõe], encargos antipáticos: arrisco-me a generalizar e dizer que ninguém gosta de pagar impostos. Isso é fato. Porém, também é fato que essas contribuições (impostas aos cidadãos) servem para assegurar o funcionamento do Estado.
Outro fato inconteste: os cidadãos anseiam por serviços públicos de qualidade, e alguns poucos anseiam, ainda, pelo muitas vezes esquecido Estado do bem-estar social. Parecem-me, portanto, contraditórios, incoerentes e irreconciliáveis os discursos de pessoas que se dizem de esquerda, e, em face disso (mas não só por isso), clamam por um fortalecimento do Estado, mas, ao mesmo tempo, pedem a redução de uma supostamente escorchante carga tributária ou, até mesmo, a pura e simples extinção de impostos. Esse discurso seria mais coerente/pertinente como produto do ideário liberal (ou neoliberal) que defende (apenas na teoria, ou “para inglês ver”) a diminuição da presença do Estado na economia, ou o chamado Estado mínimo – no fundo, o que os nossos liberais “de meia pataca” almejam é a privatização do Estado.”
Lula Miranda, Carta Maior

domingo, 28 de outubro de 2007

Patativa do Assaré

Sinopse biográficaAntônio Gonçalves da Silva (Assaré CE, 1909 - idem 2002). Freqüentou a escola por apenas quatro meses, em 1921, mas desde então vem "lidando com as letras", como ele mesmo afirmou. Agricultor, em 1922 já atuava como versejador em festas, e a partir de 1925, quando comprou uma viola, deu início à atividade de compositor, cantor e improvisador. Em 1926 teve um poema publicado no Correio do Ceará, mas seu primeiro livro, Inspiração Nordestina, seria lançado trinta anos depois, em 1956. Em 1978 publicou o livro Cante Lá que Eu Canto Cá, e em 1979 iniciou, com Poemas e Canções, a gravação de uma série de discos, entre os quais se destacam Canto Nordestino (1989) e 88 Anos de Poesia (1997). Seu último livro, Cordéis-Patativa do Assaré , é de 1999. A poesia de Patativa, que verseja em redondilhas e decassílabos, traduz uma visão de mundo "cabocla", muitas vezes nostálgica e desapontada com as mudanças trazidas pela modernidade e pela vida urbana. Sua obra aborda os valores e os ideais dos camponeses do interior do Ceará, em poemas que tematizam da reforma agrária ao cotidiano dos sertanejos cearenses.
O Vaqueiro
Patativa do Assaré

Eu venho dêrne menino,
Dêrne munto pequenino,
Cumprindo o belo destino
Que me deu Nosso Senhô.
Eu nasci pra sê vaquêro,
Sou o mais feliz brasilêro,
Eu não invejo dinhêro,
Nem diproma de dotô.

Sei que o dotô tem riquêza,
É tratado com fineza,
Faz figura de grandeza,
Tem carta e tem anelão,
Tem casa branca jeitosa
E ôtas coisa preciosa;
Mas não goza o quanto goza
Um vaquêro do sertão.

Da minha vida eu me orgúio,
Levo a Jurema no embrúio
Gosto de ver o barúio
De barbatão a corrê,
Pedra nos casco rolando,
Gaios de pau estralando,
E o vaquêro atrás gritando,
Sem o perigo temê.

Criei-me neste serviço,
Gosto deste reboliço,
Boi pra mim não tem feitiço,
Mandinga nem catimbó.
Meu cavalo Capuêro,
Corredô, forte e ligêro,
Nunca respeita barsêro
De unha de gato ou cipó.

Tenho na vida um tesôro
Que vale mais de que ôro:
O meu liforme de côro,
Pernêra, chapéu, gibão.
Sou vaquêro destemido,
Dos fazendêro querido,
O meu grito é conhecido
Nos campo do meu sertão.

O pulo do meu cavalo
Nunca me causou abalo;
Eu nunca sofri um galo,
pois eu sei me desviá.
Travesso a grossa chapada,
Desço a medonha quebrada,
Na mais doida disparada,
Na pega do marruá.

Se o bicho brabo se acoa,
Não corro nem fico à tôa:
Comigo ninguém caçoa,
Não corro sem vê de quê.
É mêrmo por desaforo
Que eu dou de chapéu de côro
Na testa de quarqué tôro
Que não qué me obedecê.

Não dou carrêra perdida,
Conheço bem esta lida,
Eu vivo gozando a vida
Cheio de satisfação.
Já tou tão acostumado
Que trabaio e não me enfado,
Faço com gosto os mandado
Das fia do meu patrão.

Vivo do currá pro mato,
Sou correto e munto izato,
Por farta de zelo e trato
Nunca um bezerro morreu.
Se arguém me vê trabaiando,
A bezerrama curando,
Dá pra ficá maginando
Que o dono do gado é eu.

Eu não invejo riqueza
Nem posição, nem grandeza,
Nem a vida de fineza
Do povo da capitá.
Pra minha vida sê bela
Só basta não fartá nela
Bom cavalo, boa sela
E gado pr’eu campeá.

Somente uma coisa iziste,
Que ainda que teja triste
Meu coração não resiste
E pula de animação.
É uma viola magoada,
Bem chorosa e apaxonada,
Acompanhando a toada
Dum cantadô do sertão.

Tenho sagrado direito
De ficá bem satisfeito
Vendo a viola no peito
De quem toca e canta bem.
Dessas coisa sou herdêro,
Que o meu pai era vaquêro,
Foi um fino violêro
E era cantadô tombém.

Eu não sei tocá viola,
Mas seu toque me consola,
Verso de minha cachola
Nem que eu peleje não sai,
Nunca cantei um repente
Mas vivo munto contente,
Pois herdei perfeitamente
Um dos dote de meu pai.

O dote de sê vaquêro,
Resorvido marruêro,
Querido dos fazendêro
Do sertão do Ceará.
Não perciso maió gozo,
Sou sertanejo ditoso,
O meu aboio sodoso
Faz quem tem amô chorá.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Sem a boquinha vergonhosa de fhc

CARTA CAPITAL: GLOBO PERDE AUDIÊNCIA
A revista Carta Capital que chega às bancas neste final de semana trata da queda audiência da TV Globo na reportagem de capa. Com o título “A Globo Sofre”, a capa da Carta Capital chama atenção para a inédita queda de audiência da Globo, enquanto a Record cresce. A reportagem de Alisson Avila diz que “a emissora de Faustão, Xuxa e Ana Maria Braga perde participação no mercado” (queda de 9,5% na audiência medida na Grande São Paulo no horário nobre, entre janeiro de 2005 e agosto de 2007).
Clique aqui para ler a reportagem da Carta Capital.

IUPERJ: STF LIDERA OPOSIÇÃO CONTRA LULA

Por Paulo Henrique Amorim
O cientista político do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), Fabiano Santos, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quinta-feira, dia 25, que o STF usurpa o papel do legislativo porque é um foco de oposição ao Governo Lula (clique aqui para ouvir o áudio).
Segundo Santos, os ministros do STF e do TSE “fazem uma intervenção brutal nas instituições democráticas”. “Em nome de uma pureza, em nome de uma doutrina, em nome de uma verdade que ninguém concorda com ela – e ninguém é eleito ali – se está fazendo uma intervenção brutal nas instituições democráticas”, disse Santos.
Fabiano Santos disse que a oposição no STF vem principalmente dos ministros do TSE. “Eles têm uma postura conservadora, foram indicados por presidentes conservadores e, portanto, têm feito um trabalho de oposição ao Governo, que não é um governo conservador”, disse Santos. Segundo Fabiano Santos, o presidente do TSE, Ministro Marco Aurélio de Mello, tem postura e declarações evidentes de conservadorismo e oposição ao Governo Lula. “No sentido de ter uma postura conservadora e opositora ao Governo e sempre contrárias aos interesses do Governo, quaisquer que sejam eles”, disse Santos.
Santos disse que a oposição do STF e do TSE ao Governo Lula pode ser observada em decisões como a fidelidade partidária, regra da verticalização, fundo partidário. Segundo ele, em todos esses casos as lideranças principais do STF e do TSE foram contrárias aos interesses do Governo.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Ironia do destino: Pai e filho podem perder mandato.

Livro revela: Cícero mandou tropa de elite resgatar Ronaldo da PF
Cícero - Atual senador PSDB-PB
Ronaldo - É pai de Cássio, o Governador (cassado pelo TRE, mantido no cargo por liminar do TSE). É Deputado Federal pelo PSDB.
No seu livro "Do Gulliver ao Campestre", que deverá ser lançado ainda este ano, o jornalista Nelson Coelho revela que Cícero Lucena, vice-governador do Estado em novembro de 1993, deu ordens expressas à Polícia Militar para resgatar Ronaldo Cunha Lima das mãos de policiais federais que detiveram o então governador após o atentado contra a vida do ex-governador Tarcísio Burity.
Depois de atirar em Burity dentro do famoso restaurante da Capital, Ronaldo fugiu para Campina Grande, onde foi detido pela Polícia Federal. Uma versão sobre esse momento da história diz que o governador seria transferido para João Pessoa. Quando soube dessa possibilidade, Cícero teria convocado o comandante geral da PM, o secretário de Segurança Pública e aos dois ordenou organizar uma tropa de elite para libertar Ronaldo da PF de qualquer jeito.
A operação de resgate dar-se-ia em um trecho da BR-230 próximo da cidade de Cajá ou do posto da Polícia Rodoviária Federal em Café do Vento. Apesar da imprevisibilidade e risco envolvidos numa ação do gênero, supõe-se que a idéia de Cícero era fazer tudo sem derramamento de sangue, considerando que o contingente mobilizado para tanto deveria bem numeroso e suficiente para fazer a escolta da PF render-se sem oferecer resistência. Os detalhes da operação abortada pelo bom senso, presume-se, estão no livro de Nelson Coelho, que conta lances inéditos dos antecedentes e reações ao episódio do Gulliver bem como da famosa e histórica festa do Clube Campestre, de Campina Grande, que também resultou num incidente protagonizado por Ronaldo Cunha Lima e selou o rompimento entre ele e o então governador José Maranhão (PMDB).
O impacto do atentado

O que mais impactou a opinião pública quando aconteceu o atentado no Gulliver foi o fato de o crime ter sido praticado por um governador de Estado e muito mais por ser o então governante uma pessoa que todos tinham como o homem mais pacífico do mundo. Poeta, orador magnetizante, brincalhão, dono de verve criativa e cativante, além de um repertório de piadas e causos que animavam qualquer roda, no plano pessoal Ronaldo Cunha Lima se relacionava bem com todos que encontrava pela frente, inclusive adversários políticos. Esse perfil explica em boa parte porque até hoje nem ele consegue explicar convincentemente porque fez aquilo no dia 5 de novembro de 1993, data em que sacou uma arma dentro do restaurante Gulliver, em João Pessoa, e deu três tiros no ex-governador Tarcísio Burity, que se encontrava lá aguardando o almoço, batendo papo, descontraído e desprevenido, com dois amigos.
Burity estava sentado de costas para o atirador, para quem teria voltado o rosto quando ouviu algo como "É você quem eu quero" e viu uma súbita agitação em várias mesas ao redor daquela em que se encontrava, na companhia do ex-deputado Manoel Gaudêncio e do empresário Marconi Góes, então diretor executivo dos Diários Associados na Paraíba.
Omissão de socorro
Naquela fração de segundos que antecedeu os tiros, Burity teria identificado a voz do agresssor e depois, ainda sob o impacto do balaço que recebeu, teve a certeza de que o atirador era ninguém menos que Ronaldo Cunha Lima, sucessor da vítima no Governo do Estado. Dos dois ou três tiros disparados, apenas um acertou o alvo com gravidade, perfurando-lhe o rosto, rasgando-lhe a boca, indo se alojar no ombro esquerdo.
Um terceiro disparo só não atingiu Burity - e poderia ter sido o tiro de misericórdia - porque Manoel Gaudêncio atracou-se com Ronaldo e tomou-lhe a arma, levando-o em seguida para o banheiro do restaurante. No chão, sangrando muito, o ex-governador pedia socorro em vão a algumas pessoas que estavam ao redor, entre elas Cícero Lucena, que tratou de ajudar o governador a fugir do local do crime.
Presente também estava o então deputado e líder do governo Gilvan Freire, que igualmente teria se negado a prestar socorro ao ex-governador. Marconi Góes, na época também um dos maiores desafetos dos Cunha Lima, saiu correndo do local logo depois dos tiros, certo de que, depois de dar cabo de Burity, ele seria o próximo. Restou ao ex-governador ir sozinho ou com ajuda de um desconhecido ao Hospital Samaritano, onde foi medicado e cirurgiado.
Supostos motivos

Ronaldo teria resolvido eliminar Burity depois de saber de uma entrevista que o ex-governador concedera a TV O Norte, de João Pessoa, dois dias antes do atentado no Gulliver. Nessa entrevista, Burity teria feito críticas severas à gestão na Superintendência da Sudene de Cássio Cunha Lima, filho de Ronaldo. Ronaldo teria formado seu juizo a respeito da entrevista de Burity a partir de informações que lhe foram repassadas por fonte da sua mais absoluta credibilidade. O tal informante teria "envenenado" o governador de tal forma que ele se decidiu pela forma extremada de "lavar a honra ultrajada" do filho.
Entre as supostas deturpações levadas a Ronaldo acerca do que Burity disse à TV O Norte estaria o endosso do ex-governador a acusações que o Padre Júlio Paiva, inimigo declarado dos Cunha Lima em Campina Grande, teria feito ao então superintendente da Sudene. Júlio Paiva, líder de uma igreja dissidente da Católica, acusava Cássio por desvios de recursos no Finor, o Fundo de Investimentos do Nordeste operado pela autarquia de fomento do desenvolvimento regional.
Versões de bastidores atribuem ao atual deputado Ricardo Barbosa (PSDB) a identidade de fonte da qual Ronaldo bebeu o veneno que lhe injetou ódio contra Burity. Membro do círculo íntimo do poder naquela época e assessor mais próximo de Ronaldo, Ricardo nega até hoje, com a maior veemência, que tenha contribuído de alguma maneira para o governador agir com violência contra seu antecessor.
Rubens Nóbrega
Veja também:

Não eram os pobres, negros e favelados?

“Por motivos óbvios, as circunstâncias dificultam a precisão das estatísticas: usar droga é crime previsto no Código Penal. Mas, pela primeira vez, é traçado um perfil do consumidor declarado de drogas no Brasil - baseado em dados oficiais do IBGE. O cruzamento dos números, feito por economistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), confirma um padrão que, por vezes, aparece na tela do cinema, como em Tropa de elite: o homem, jovem, rico e com acesso à universidade que compra drogas é real. E, segundo o coordenador do trabalho, Marcelo Néri, não tem medo de se mostrar porque considera-se imune à lei. O capítulo sugestivamente intitulado Droga de elite faz parte da pesquisa O estado da juventude: drogas, prisões e acidentes, coordenada pelo Centro de Políticas Sociais da FGV e divulgada ontem. Os técnicos utilizaram como base a última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, feita em 2003, em que cerca de 0,06% da população declarou ter gastos com drogas.” Kayo Iglesias, Jornal do BrasilMatéria Completa, ::Aqui::

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Joao Pessoa (PB) apóia Lula

A pesquisa Consult exclusiva para o JORNAL DA PARAÍBA ouviu a opinião dos eleitores pessoenses, querendo aferir o grau de aprovação das administrações do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do governador do Estado Cássio Cunha Lima (PSDB) e do prefeito Ricardo Coutinho (PSB). A pesquisa Consult foi realizada, em campo, utilizando-se de formulário como instrumento de investigação, entre os dias 12 e 14 deste mês. Foram entrevistadas 1.200 eleitores residentes em João Pessoa. O erro percentual é de 2,6% para mais ou para menos. Entre os três, o prefeito Ricardo Coutinho foi quem obteve o maior índice de aprovação: 79,83% dos entrevistados disseram que aprovam o modo de governar do prefeito socialista contra 11,58% que desaprovam. Já 8,58% não souberam responder ou não tinham opinião formada. A aprovação do prefeito pessoense configurou em um dos maiores índices de aprovação de prefeitos de todo o País. O governo de Cássio Cunha Lima tem a aprovação de 42,83% dos eleitores da capital paraibana. O governador teve um índice de desaprovação de 46,17%. Já 11% não souberam opinar. Já o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, tem a aprovação de 69,25% do eleitorado pessoense contra um índice de desaprovação de 21,67% e 9,08% não souberam dizer se aprovam ou desaprovam o governo Lula. A mesma pesquisa procurou saber como o pessoense classificaria as administrações dos três políticos. Ricardo Coutinho mais uma vez mostrou que está bem, pois 30,58% dos entrevistados consideraram ótima a sua administração e 42% disseram que é boa, perfazendo um índice de 72,58%. Para 18,08% dos pessoenses, a administração de Ricardo Coutinho é regular, 3,83% classificaram como ruim e 3,67% como péssima. Não soube opinar 1,83% dos eleitores entrevistados. Considerando que, em uma avaliação, obter nota regular dá para passar de ano, mesmo tendo um índice de reprovação maior que o de aprovação, o governador Cássio Cunha Lima passaria por média, somando as classificações de sua administração, o governador tucano obteria 62,25% de acertos, pois 5,08% dos entrevistados classificaram a sua administração como ótima, 26,25% como boa e 30,92% como regular. 13,67% dos entrevistadas disseram ser ruim e 21,08% responderam que o governador fazia uma péssima administração. 3% não opinaram.Para o pessoense, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no caminho certo. 11,83% consideraram sua administração ótima; 43,33% classificaram como boa a administração do presidente petista e 29,83% disseram que é regular. Do universo dos entrevistados, 6,75% acham que administração de Lula é ruim e 5,83% respoderam que é péssima. Não souberam responder 2,42% dos entrevistados.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

NOVAS REGRAS DA LÍNGUA PORTUGUESA

O que muda com a reforma da língua portuguesa.
As novas regras da língua portuguesa devem começar a ser implementadas em 2008. Mudanças incluem fim do trema e devem mudar entre 0,5% e 2% dovocabulário brasileiro. Veja abaixo quais são as mudanças.
HÍFEN
Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em "antirreligioso", "antissemita", "contrarregra","infrassom". Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r - ou seja, "hiper-", "inter-" e "super-"- como em "hiper-requintado", "inter-resistente" e "super-revista"
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: "extraescolar", "aeroespacial", "autoestrada"
TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:
1. "pára" (flexão do verbo parar) de "para" (preposição)
2. "péla" (flexão do verbo pelar) de "pela" (combinação da preposição com oartigo)
3. "pólo" (substantivo) de "polo" (combinação antiga e popular de "por" e "lo")
4. "pélo" (flexão do verbo pelar), "pêlo" (substantivo) e "pelo" (combinação dapreposição com o artigo)
5. "pêra" (substantivo - fruta), "péra" (substantivo arcaico - pedra) e"pera" (preposição arcaica)
ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras "k", "w" e "y"ACENTO CIRCUNFLEXONão se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dosverbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem","deem", "leem" e "veem"
2. em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo" ou "vôo" -que se tornam "enjoo" e "voo"
ACENTO AGUDO
Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia","idéia", "heróica" e "jibóia"
2. nas palavras paroxítonas, com "i" e "u" tônicos, quando precedidos de ditongo.Exemplos: "feiúra" e "baiúca" passam a ser grafadas "feiura" e "baiuca

Prefeito do DEMônios preso com farta munição

Segunda, 22 de Outubro de 2007 - 07h06 Prefeito de Tavares é preso em Pernambuco O prefeito José Severiano de Paulo Bezerra da Silva (DEM), do município de Tavares, no Sertão paraibano, foi preso no Aeroporto dos Guararapes, em Recife, Capital pernambucana, no domingo (21). Ele tentava embarcar com uma caixa contendo 50 munições calibre 38. Agentes da Polícia Federal descobriram a munição na bagagem do prefeito quando ele passava por detectores de metais. José Severiano foi autuado em flagrante na Delegacia de Boa Viagem, por porte de munição, e encaminhado para o Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima. Kelyanne Carvalho

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

82,4% APÓIA LULA. E POR TANTO SABER, CHORAM OS CANSADOS GOLPISTAS!

AVALIAÇÃO AO GOVERNO LULA:

ÓTIMO......................... 13,2%

BOM ........................... 33,3%

REGULAR..................... 35,9%

TOTAL:....................... 82,41%

DESEMPENHO PESSOAL DE LULA:

>>>>>>>>>> 61,2% <<<<<<<<<<<<.

É MOLE OU QUER MAIS?
Nunca nesse país, a oposição e a mídia golpistas tiveram tanto motivo para se cansarem tanto.

Consulta SPC - SERASA

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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O Senado e a Sessão Pornô

"Senador Demóstenes Torres, do DEMônios, se delicia no Senado vendo fotos pornô, na Internet. Isso proporcionado com dinheiro do contribuinte. Então tá!" ( Jussara Seixas
Sem comentários. Mas já pensou se fosse um Senador do PT?

Concessão das Rodovias

Estão atacando o governo Lula pela concessão da rodovias, como se fosse uma rendição à privatização.
O PIG, sem saber como justificar o altíssimo preço dos pedágios demo-tucanos, chega a insinuar uma "traição" de Lula a seus eleitores. É falso esse argumento.
Estas concessões obedecem mais a lógica das PPP's (parcerias público privadas), onde o Estado faz uma parte e os investimentos privados complementam.
O governo não vendeu nenhum patrimônio. As concessões tem exigências que se não forem atendidas podem ser retomadas da concessionária. E só poderá iniciar a cobrança de pedágio após cumprirem metas de restauração inicial.
Privatização de fato seria vender a Petrobrás, o Banco do Brasil, a CEF ou os CORREIOS, assim como venderam a Vale.
Não há desmonte do Estado nestas concessões, e nenhum funcionário da área de transportes será desempregado.
Modo Tucano-Demônios/Oneroso
Outra diferença é a modalidade de concessão:Os demo-tucanos, fizeram concessões onerosas:- O pedágio tinha um valor alto fixado pelo governo;- Venceu o leilão quem comprou a concessão pelo maior valor.
Modo Lulista/menor valor de pedágio

O governo Lula fez as concessões na modalidade não onerosa:- O governo não cobrou nenhum centavo ao concessionário;- Mas estabeleceu uma lista de exigências de obras (desde a conservação até a duplicação de trechos);- Venceu o leilão quem apresentou proposta de cobrar o MENOR PEDÁGIO do usuário (o mais beneficiado, pela menor tarifa). O PIG deturpa, dizendo que o governo Lula "doou" as concessões, porque não cobrou ágio por elas. Nada mais falso.
Quando a concessionária paga ao governo pela concessão com uma mão, com a outra ela recolhe esse mesmo dinheiro nos elevados pedágios (já embutido no preço). Na prática, o governo demo-tucano "vendeu" as concessões, para nós, os usuários, pagarmos em "suaves" prestações embutidas nos pedágios.
As estradas foram construídas com os impostos que já havíamos pago, e acabamos pagando a conta de novo (pagamos duas vezes), embutido no valor da venda. E os demo-tucanos se encarregaram de dar sumiço no dinheiro.
Poderíamos desejar estradas totalmente nas mãos do governo. O governo poderia manter as estradas livres de pedágio, ou recolher o pedágio para o tesouro. Mas sem a parceria privada, o governo teria que endividar-se mais e pagar juros para fazer obras de conservação e expansão, ou teria que deslocar dinheiro do orçamento para estas obras, deixando de lado outras prioridades sociais e outras obras por fazer, até mesmo em regiões onde mal tem estradas. Além disso, no final das contas, boa parte do dinheiro iria para a iniciativa privada de qualquer jeito, pois o governo pagaria as empreiteiras para realizar as obras.
Então, vamos ser sinceros, seria sectarismo deixarmos outras prioridades sociais e carências regionais de lado, para concentrar esforços nestas estradas disputadas a tapa por 30 consórcios oferecendo pedágios cada vez mais baratos ao usuário, no leilão.
Com as concessões vamos ter um problema resolvido (boas estradas) por um excelente preço. Foi um bom negócio para todos, sobretudo para o cidadão brasileiro.
Parabéns a ministra Dilma Roussef, porque há poucos meses ela travou uma queda de braço com os especuladores e ganhou (aliás, ganhou para nós, porque foi o povo brasileiro quem saiu lucrando).
Ela cancelou esses leilões poucos meses atrás, porque os consórcios estavam fazendo lobby por um custo maior do pedágio.
Dilma alegou que a taxa de juros selic estava caindo, e por isso uma lucratividade menor já daria um bom retorno para quem investisse. O PIG em peso a criticou, em defesa dos especuladores. Quebraram a cara.
Agora, poucos meses depois, com a imposição de Dilma, os pedágios caíram mais ainda do que as expectativas, e os leilões foram disputadíssimos.
O presidente Lula tem 3 anos e 3 meses de mandato, e muitas políticas públicas ainda para acabar de fazer, e não pode perder tempo com picuinhas sectárias.
Vamos deixar o presidente trabalhar, enquanto o PIG fica com árdua tarefa de explicar os pedágios extorsivos dos demo-tucanos, principalmente no Estado de São Paulo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Daniel Almeida desmente fim do 13o salário

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA),
membro da Comissão do Trabalho da Câmara,
desmentiu informações de que existe um projeto
de lei tramitando na Câmara dos Deputados
propondo a extinção do 13o salário.
''É um boato que não procede, que ninguém sabe
qual a origem e os objetivos daqueles que, volta
e meia, decidem disseminar esse tipo de boato,
provavelmente tentando confundir o governo
FHC com o governo Lula, querendo colocar no
mesmo patamar esses dois procedimentos que
foram antagônicos – um encaminhou
o projeto e o outro retirou o projeto''.
Ele explicou que no governo de Fernando Henrique Cardoso foi encaminhado proposta para a Câmara que buscava flexibilizar os direitos trabalhistas, dentro da tese de prevalecer o negociado sobre o legislado. ''Tudo podia ser negociado, inclusive o 13o e outras vantagens'', lembra o parlamentar, acrescentando que na época houve uma grande polêmica. O projeto chegou a ser votado em 2002, quando as centrais sindicais e o movimento sindical fez ampla divulgação daqueles que votaram a favor dessa flexibilização.
''Quando Lula assumiu a Presidência da República, providenciou a retirada do projeto, que não tramita mais na Câmara e nem no Congresso Nacional'', conta Daniel Almeida.
''Portanto, é bom esclarecer que foi o governo Lula que providenciou a retirada do projeto que flexibilizava os direitos dos trabalhadores, alterando o artigo 618 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)'', enfatizou o deputado, lembrando ainda que ''a iniciativa do governo foi resultado também da pressão de deputados da base do governo – do PT e do PCdoB''.
Diariamente chegam, pelo correio eletrônico dos parlamentares, consultas sobre a existência de um suposto projeto que acaba com o 13º salário e outros direitos trabalhistas. Algumas correspondência eletrônicas dão conta de que o projeto foi votado e divulga nome de deputados, muitos deles que nem estão mais na Casa - perderam a eleição em 2002 e 2006, ou já faleceram.
A farsa da flexibilização
O projeto, de autoria do governo na época de FHC, propunha a alteração do artigo 618 da CLT, flexibilizando os direitos trabalhistas. A nova redação era de que ''as condições de trabalho ajustadas mediante convenção ou acordo coletivo prevalecem sobre o disposto em lei, desde que não contrariem a Constituição Federal e as normas de segurança e saúde do trabalho''. Na época, o PCdoB avaliou que a proposta ''não se trata de um episódio isolado no conjunto de políticas do governo Fernando Henrique Cardoso. É, na verdade, mais um produto do saco de maldades desse governo, integrando a receita das políticas neoliberais, cuja essência é saquear os povos para satisfazer a sanha por lucros dos grandes bancos e empresas multinacionais''. ''A destruição das garantias legais dos trabalhadores tem o rótulo de ''flexibilização'', eufemismo que significa retroagir às condições de trabalho de mais de cem anos atrás. Ou seja, à época em que os trabalhadores eram submetidos a jornadas de trabalho estafantes, a condições desumanas de trabalho, a salários vis, quando não reduzidos à condição de escravos'', dizia ainda o texto contrário à matéria.
O projeto foi visto como um mecanismo para reduzir os custos de contratação dos trabalhadores, restringindo seus direitos para proporcionar maior acumulação de lucros para os grupos econômicos, intensificando a exploração da mão de obra, sob pretexto de gerar mais empregos e reduzir a informalidade.
Na avaliação dos comunistas, ''se temos um estatuto jurídico mínimo, por que se quer dar proeminência aos acordos e convenções? A única intenção é diminuir as garantias e direitos dos trabalhadores. Se fosse para aumentar nada precisaria ser feito, pois nada impede que esses acordos estabeleçam mais direitos que os previstos na legislação em vigor.
De BrasíliaMárcia Xavier

O silêncio da mídia e da direita sobre o dossiê da corrupção eleitoral

Um dos mantras que a oposição entoa, monotonamente, desde o início das acusações contra o governo do presidente Lula, no primeiro semestre de 2005, diz que nunca houve tanta corrupção na República. Contudo, um acontecimento do começo do mês desmente estas alegações e é esclarecedor a respeito dos reais motivos que movem a oposição que se apresenta como campeã da moral mas, na verdade, procura pretextos para enfraquecer o governo, os partidos que o apoiam (particularmente o PT, o partido do presidente) e a esquerda de forma geral.
Esse assunto já foi abordado aqui. Ver gráfico detalhado clicando no seguinte link: A Oposição ao Governo Lula Lidera Ranking dos Corruptos
O dossiê ''Políticos cassados corrupção eleitoral'', divulgado dia 4 relacionando os 339 processos julgados pelo TSE e os 623 políticos cassados, é um retrato mais fiel dessas irregularidades. Ele traz os resultados daqueles preocessos, desde 2000, ano em que entrou em vigor a Lei 9840, de iniciativa popular, e que determina a cassação dos mandatos dos eleitos condenados por captação ilícita de sufrágio, condutas vedadas aos agentes públicos e abuso de poder.
O dossiê, elaborado pelo Movimento de Combate à Corrupão Eleitoral, é um laudo acusatório contra os grandes partidos que estão entre o centro e a direita do espectro político. O campeão das cassações é o DEM (ex-PFL), com 69 casos, ou mais de um quinto do total (20,4%). O PMDB vem em segundo lugar, com 66 casos (19,5%), e o PSDB fecha a lista dos primeiros colocados, com 58 condenações (17,1%). Juntos, os três grandes tem 193 condenações; isto representa mais da metade delas (57%).
O PT, transformado pela direita e midia comercial no grande vilão da corrupção, está no décimo lugar na lista, com 10 cassações (2,9% do total). O PCdoB, como não poderia deixar de ser, não teve nenhuma.
O levantamento se restringiu apenas à cassações feitas pela Justiça Eleitoral. Elas se referem à perda de mandatos, entre 2000 e 2006, de quatro governadores e vices, seis senadores e suplentes, oito deputados federais, 13 estaduais e 58 vereadores. O grosso é formado por prefeitos e vices: 508 casos.
A base da campanha da direita e da mídia comercial contra o governo Lula e as forças que o apoiam são denúncias que se multiplicam, com base frágil e muitas vezes baseadas em meras suposições e acusações suspeitas. É uma campanha cujo objetivo é derrotar o governo e as forças progressistas, mas que não consegue animar a população e nem mesmo pode confessar seu programa, cujas idéias neoliberais foram duplamente rejeitadas pelo eleitorado, em 2002 e em 2006.
O eloquente silêncio da grande imprensa e dos parlamentares da direita a respeito das revelações, estas sim, factuais, concretas e passadas em julgado. É um silêncio comprometido e comprometedor, o silêncio de quem tem culpa no cartório.

TV Globo amarga desgaste histórico

“Emissora vive crise histórica de público, poder e credibilidade; movimentos sociais a contestam cada vez mais ".
A TV Globo amarga um desgaste histórico. Nenhum executivo da emissora chega a temer pela não-renovação das cinco concessões que expiraram dia 5 de outubro. Mas nem essa convicção atenua a crise de uma Globo que: 1) perde audiência sem parar; 2) é cada vez mais contestada por movimentos da sociedade civil; e 3) já não ostenta tanto poder e credibilidade diante da opinião pública.Não dá para dizer que, em curto prazo, a hegemonia da família Marinho na televisão brasileira esteja sob risco. Até a Record - que desbancou o SBT do posto de principal concorrente da Globo - assume que precisa de pelo menos cinco anos para alcançar a liderança de audiência. Ainda assim, dia após dia, estatística a estatística, a Globo decai.Essa constatação fica explícita na Grande São Paulo - área mais disputada pelas emissoras, onde cada ponto abrange 55 mil domicílios. A TV Globo encerrou o mês de setembro com vantagem de 11 pontos sobre a Record (18 x sete). Em relação a setembro de 2006, esses números revelam que audiência global despencou 11,8%, enquanto a Record ganhou 50,2%.”

SENADO, QUE VERGONHA!

Jussara Seixas http://por1novobrasil.blogspot.com
Este texto consta na pagina da Internet do Senado: Há quase 200 anos o Senado, em nome do povo brasileiro, constrói as instituições que fazem o Brasil e sua história confundir-se com a própria história do nosso País. Não é verdade! Não pode ser. Não é isso que o povo brasileiro está assistindo, não é esse o sentimento do povo. Não é assim que o mundo todo está vendo o Senado brasileiro, não é isso que o Senado brasileiro representa hoje. A história do Brasil não deve ser escrita em um ambiente de delegacia de policia. Pior ainda, ali se investigam assuntos particulares, íntimos, que não dizem respeito aos anseios do povo. Fofocas, ilações, trocas de acusações, áudios de gravações que não interessam ao país, não fortalecem as instituições, não promovem o crescimento, não beneficiam o povo brasileiro. As ações de chantagem da oposição feroz e virulenta apenas causam constrangimentos, humilhação, desavenças, burburinhos que serão estampados nas manchetes dos jornais. O ódio da oposição por não ser mais poder, por não conseguir prejudicar o governo do presidente Lula, é visível até da Lua. Para aprimorar o clima de delegacia de policia os senadores compraram, e levaram para dentro do Senado, a revista Play Boy com fotos da ex-amante do senador Renan nua, contorcendo-se para que tudo ficasse à mostra. Todos os senadores da oposição feroz e virulenta imitaram-na, contorcendo-se e mostrando seus rabinhos presos há anos, décadas até, por ilícitos que cometeram: um desvio aqui, outro ali, uma propina aqui, outra ali, uma privatização escusa aqui, outra ali. Uma concessão de TV aqui, outra ali, uma emenda sob encomenda aqui, outra ali. A ponte não saiu do papel, o hospital não existe, a escola não existe, e o dinheiro público existiu, não existe mais. Onde foi dinheiro todo mundo sabe, todo mundo viu, mas o tempo passou, a CPI não saiu e o PGR engavetou. Agora eles querem de volta o poder que tiveram por mais de 8 anos – aliás, mais de 500 anos. Querem começar derrubando o presidente do Senado: enxergam nele um ponto fraco porque o conhecem, sabem que ele deve ter feito o que eles fizeram também. Esse é o retrato, ao vivo e a cores, com áudio, do Senado brasileiro hoje. Que vergonha!.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

ILIBADO JUNGMANN ????????Gestão FHC: Jungmann tem bens bloqueados pela Justiça

A juíza Iolete Maria Fialho de Oliveira, da 16ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal, determinou o bloqueio de bens móveis e financeiros do deputado federal Raul Jungmann PPS-PE (aquele que levou um empurrão do segurança do Senado e quer que viremos palhaços), acusado de comandar um esquema de favorecimento quando era presidente do Incra, da gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso.
O bloqueio atinge também o servidor do Incra Almir Freitas de Souza e o sócio-proprietário da empresa Agnelo Pacheco Criação e Propaganda, Agnelo de Carvalho Pacheco.
A decisão da Justiça foi uma resposta a um pedido cautelar feito pelo Ministério Público Federal.
A ação pede a anulação do contrato de publicidade firmado entre o Incra e a empresa de publicidade Agnelo Pacheco e o ressarcimento ao erário dos valores pagos indevidamente.
Segundo o Ministério Público, o contrato, realizado em 2001, foi irregularmente feito sob a rubrica de dispensa de licitação. Na época, o contrato vigente entre o Incra e a empresa Casablanca Comunicações e Marketing não foi renovado, uma vez que o mesmo continha irregularidades.
O valor total do contrato com a Agnelo Pacheco, que subcontratou a empresa RRN Comunicação e Marketing, foi de R$ 2,340 milhões.
Folha Online

Governo Lula não aumentou impostos

O presidente Lula afirmou que a CPMF é um imposto justo, fora que ajuda a combater a sonegação, daí ser tão temido, progressivo, ao contrário do ICMS. É verdade. E disse mais: que no seu governo foram desonerados 32 bilhões de reais de vários setores da economia, como cesta básica, construção civil, semicondutores, exportações, fora a Lei da Micro e Pequena Empresa, o SuperSimples. Disse que não aumentou alíquotas e impostos, que a arrecadação cresce porque a economia está crescendo. A arrecadação do governo federal cresceu cerca de 10% e a dos Estados 7%. Uma verdade nua e crua. A Folha, em duas matérias - "Lula sai em defesa da CPMF e de carga tributária maior” (uma formação de barra) e "Seis impostos foram aumentados na gestão Lula" (só para assinantes) - diz que não é verdade e joga com os dados, fala em aumento de impostos e cita a Previdência, o IRPF, a Cofins. Na verdade, em nenhum dos casos houve aumento de impostos e o governo Lula corrigiu sim a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, ao contrário do governo FHC. O aumento do teto da Previdência aumenta a arrecadação, mas não a alíquota, idem as mudanças no Cofins. Então, a afirmação do presidente de que não houve aumento de impostos e sim redução, com as desonerações e leis como a do Super Simples, são verdadeiras. Outra questão é que nossa carga tributária é alta 34% e que precisamos de uma reforma tributária, não só do ICMS, a do IVA, mas de uma que faça justiça fiscal. Quem ganha até 3 salários-mínimos paga 38% de seus rendimento de impostos e quem ganha mais de 30 salários-mínimos paga 24%, como lembrou em boa hora, na Folha, o presidente da CUT, Artur Henrique. E que redistribua o bolo tributário entre os entes Federados, dando mais recursos para Estados e Municípios, para descentralizar ainda mais a prestação de serviços de saúde, educação, justiça, segurança e a infra estrutura de saneamento, habitação e transportes. Zé Dirceu

Charge do Bessinha

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Outro ataque contra-informativo

(Cangaceiro, de Candido Portinari)
Há tempos que o Globo comprou guerra contra o PMDB. Nos últimos meses, com a entrada do PMDB na coalizão governista, a guerra global aprofundou-se. Minha diversão é encontrar contradições nos ataques midiáticos à maior sigla nacional. Por exemplo, repararam que o Globo, e a mídia de forma geral (falo do Globo porque é o único que compro e leio diariamente, esperando receber meu justo salário de ombudsman um dia), louvaram como decisões oraculares o julgamento sofre fidelidade partidária?
Repararam quem é o ministro do STF mais fanaticamente alinhado às posições midiáticas? Marco Aurélio de Mello. O mesmo que manda soltar todos os ladrões de colarinho branco. Mas isso não vem ao caso.
O que eu queria comentar é que o PMDB tirou a vaga do Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos da CCJ, Comissão de Constituição e Justiça, alegando que eles vinham votando sistematicamente contra o partido.
Eu me pergunto o seguinte: ora, se o Globo aprovou de maneira tão canina a decisão do STF, inspirada no princípio de que os mandatos pertencem aos partidos, porque ataca a decisão do PMDB, legítima, legal, soberana, de afastar Simon e Vasconcelos, dois parlamentares que vem jogando muito mais ao lado da oposição do que do PMDB? Os mandatos não pertencem aos partidos?Respondo: porque a mídia é hipócrita e interesseira. A decisão do STF só foi tão ardentemente comemorada (e defendida através da agora conhecida tática da "faca-no-pescoço") porque poderia prejudicar o governo Lula, estacando o processo de rápido declínio e perda de parlamentares dos partidos oposicionistas. Repare que os melhores ministros (na minha humilde opinião) do STF votaram contra a fidelidade partidária, alegando que os deputados são representantes do povo e não de partidos.
A decisão do STF pode ter sua lógica, mas a meu ver foi autoritária, invasiva e, sobretudo, desestabilizadora, ao mudar as regras no meio do caminho. Os parlamentares que mudaram de partido o fizeram dentro da lei. E agora serão constrangidos a defenderem-se como infratores. Esse tipo de coisa cria instabilidade política, como já criou, atrapalha votações importantes no Congresso e, portanto, prejudica a economia brasileira.
*Outra manipulação grosseira do Globo foi quanto à frase da ministra Dilma Roussef, que declarou, em sabatina à Folha de São Paulo, que nomeação técnica é "ingenuidade tupiniquim". Eu assisti à sabatina pela TV UOL. O que a ministra disse não foi nada disso. O Globo descontextualizou completamente a frase e hoje volta a carga descontextualizando ainda mais, num desses pequenos boxs de opinião que, nos últimos tempos, vem se proliferando por todas as páginas do jornal. A ministra explicou que, em diversas nomeações, os partidos brigam pela indicação de técnicos de carreira das estatais. O mais importante de sua explanação, contudo, foi de que os dirigentes das estatais precisam ser pessoas de conhecimentos universalistas e comprometidas com o crescimento do país, não técnicos especializados. Ela cita os conceitos de governança corporativa e planejamento estratégico. Cita o que ocorre em outros países. A ministra, aliás, deu um verdadeiro show de inteligência e cultura política nos repórteres que procuravam, a todo momento, criar-lhe embaraços. A Cantanhede, num ato quase desesperado (e covarde), abordou o assunto da tortura, tentando desestabilizar a ministra emocionalmente, pois se sabe que ela foi torturada e presa por 3 anos no Dops de São Paulo, com apenas 19 anos de idade.
*Merval Pereira continua manipulando grosseiramente alguns dados. Citando estudo de pesquisadora, diz que a prova do aparelhamento político do Estado está no fato de 20% dos cargos do alto funcionalismo federal serem ocupados por petistas. Não cita, porém, quantos estão ali por concurso e por mérito próprio, que são a maioria absoluta. Ele acusa ainda o fato de que grande parte desses funcionários serem também sindicalistas. Aí é um absurdo surreal. Merval Pereira agora quer criminalizar o sindicalismo brasileiro. Depois de criminalizarem os movimentos sociais, de criminalizarem os partidos de esquerda, agora querem criminalizar os sindicatos e seus dirigentes. Sem contar que o estudo é manipulado politicamente, porque não diz quantos foram indicados pelo governo atual, quantos estavam ali desde antes, além do preconceito elitista de que um governo eleito com 54 milhões de votos não teria o direito legítimo, democrático (e até o dever, eu diria) de mudar a máquina pública, adaptando-a à opção popular ao partido vencedor. Quando os tucanos ocupam o poder, eles simplesmente ocupam o poder, quando é a vez do PT, é aparelhar? Não tem lógica.
*A imprensa vem distorcendo de maneira idiota o debate sobre a carga tributária brasileira. Está denunciando como negativo o aumento da arrecadação fiscal, confundindo os leitores, porque não informa o quanto este aumento advém do crescimento econômico, quanto advém da melhoria da fiscalização e o quanto advém do faturamento maior das próprias estatais, três fatores que explicam boa parte deste aumento e que não impactam no bolso do pobre, nem da classe média, muito menos da classe alta, constituída pelos donos e altos executivos das empresas em crescimento. O Merval Pereira colabora com a farsa, ao dizer que a carga tributária brasileira é a maior do mundo. Mentira grosseira. É maior sim que a de outros países latino-americanos, como El Salvador e Bolívia, que, a meu ver, não são modelo econômico e social para ninguém. Em comparação com as economias desenvolvidas, a carga tributária brasileira é infinitamente menor. Os ricos desses países pagam verdadeiros nababos aos governos, muito diferente do que acontece com aqui.
Outro ponto contraditório é o seguinte. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo vai regulamentar as tarifas bancárias. Aí ficamos sabendo o que já sabíamos, que os bancos usam subterfúgios para cobrar taxas dos clientes. Ficamos também sabendo (o que também sabíamos, mas os jornais não dão a devida importância) que o spread brasileiro, esse sim, é o maior do mundo. Todas essas taxas geraram um custo, ao bolso do consumidor, sobretudo da classe média, de dezenas de bilhões de reais. Mais que a CPMF, talvez, e sem ir um tostão para Saúde ou para a estabilidade econômica. Apenas para o bolso dos banqueiros. Por que a oposição não fala disso? Por que os colunistas não escrevem sobre isso? Por que ninguém fala do spread alto no Brasil? Por essas e outras que os partidos da direita vem perdendo eleições e parlamentares e não é com liminares judiciais que vão recuperar terreno. A direita brasileira bochecha um capitalismo imbecil, depressivo e bananeiro, que não enxerga a importância da criação de um grande mercado de massa, como está sendo feito pelo governo Lula, não reclama dos spreads bancários e faz coro ao chororô midiático contra o aumento da arrecadação fiscal, fato a ser comemorado em qualquer país quando é resultado de crescimento econômico e não do aumento da carga tributária, pois possibilita investimentos estatais em infra-estrutura, políticas sociais e educação.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Dilma: Choque de gestão tucano só serve para peça de propaganda

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, classificou de “propagandista” o termo “choque de gestão”, bastante usado pelos governantes do PSDB para seus métodos de administração, e completou que tal atitude não resolve os problemas da administração pública. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (4), durante entrevista a repórteres do jornal Folha de S.Paulo. A ministra respondeu a perguntas de quatro entrevistadores e também da platéia das 11h às 13h. Dilma foi entrevistada por Fernando de Barros Silva, Renata Lo Prete, Valdo Cruz e Eliane Cantanhêde. Segundo Dilma, não é possível resolver todos os problemas da administração pública com um choque. “Não se muda uma gestão com um choque. Só se maquia”, afirmou. Para ela, uma verdadeira mudança na gestão deve ser estrutural e demora muito mais do que um ano para ser implementada. “Não se faz modificação estrutural sem criar centros de excelência de gestão, sem impedir o mau gasto corrente”, disse. “Caso contrário, faz-se um choque, economiza-se algum dinheiro e gasta-se tudo no quarto ano”. Sobre o aumento do número de cargos comissionados no governo atual, a ministra afirmou que o que ocorre é o aumento dos cargos de função gratificada – cargos comissionados que só podem ser ocupados por funcionários concursados. “Assim cria-se uma meritocracia”, afirmou Dilma. “Se não fizermos isso, perde nossos melhores quadros”. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a criação de secretarias no governo federal não representa um inchaço da máquina pública e que o verdadeiro choque de gestão está na contratação de funcionários.
Imprensa
Durante a entrevista, a ministra lamentou que a mídia não encontre nenhum ponto bom no governo Lula.
“O governo Lula e eu achamos que há um valor fundamental na liberdade da imprensa, mas há, de fato, às vezes, uma posição acrítica, generalizada, difícil de achar um ponto bom. Mas isso não leva a nenhuma desconsideração, já que somos pessoas públicas e devemos satisfação”. PMDBSobre a participação do PMDB do governo, Dilma afirmou que o partido terá cargos desde que os indicados tenham competência nos setores em que trabalharão.
“Acredito que, no ponto de vista do governo, a Petrobras e os portos, por exemplo, terão gestão profissional. Se a indicação tiver este perfil, tudo bem”.
Para Dilma, é fundamental para a governabilidade a existência de coalizões. “Para um país do tamanho do Brasil, é fundamental”. Mas a ministra disse que é necessário regular a que termos é feito isso. Para ela, esta regulação viria por meio da reforma política.
“Nossa relação com o PMDB é programática. Mas isso não quer dizer que o partido não possa assumir cargos”.
2010
Questionada, a ministra descartou uma possível candidatura sua à Presidência em 2010. “Não sou candidata. Acredito que o PT pode ter candidato próprio, e tem o direito de pleitear isso, ou pode haver uma composição”, afirmou.
Segundo ela, ainda é cedo para discutir a sucessão presidencial. “Temos seis meses, dez meses de governo. Não interessa ainda a sucessão de 2010. Mesmo porque isso pode parecer uma tentativa de encurtar o mandato do presidente Lula”, afirmou.

A Oposição ao Governo Lula Lidera Ranking dos Corruptos

O dossiê foi lançado em uma coletiva de imprensa no auditório da CNBB em Brasília, ''no momento em que está em discussão a Reforma Política no Brasil e que escândalos de corrupção aparecem diariamente na mídia'', para dar destaque à aplicação da Lei 9840, um projeto de iniciativa popular que recolheu assinaturas com base nos movimentos sociais brasileiros, triunfou em 28 de setembro de 1999 e entrou em vigência em 2000.
O resultado ''é uma coisa objetiva''
A apresentação do dossiê foi feita pelo juiz eleitoral Márlon Reis, coordenador do MCCE e presidente da Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe). Após o lançamento, o maranhense Márlon Reis, que é juiz eleitoral, falou ao Vermelho.
Reis não quis comentar a presença dos partidos da oposição conservadora no pódio dos partidos com maior número de cassações por corrupção. ''Eu não vou entrar neste mérito, até porque sou magistrado'', explicou.
Mas ele fez notar que o resultado da pesquisa ''é uma coisa objetiva''. ''Nós (do MCCE) simplesmente fizemos o cálculo. Até fizemos a discussão sobre se devíamos publicar estes resultado (com o ranking dos partidos). Concluimos que não é nada errado, porque são números objetivos.''
Cassações foram em todos os estados

As cassações ocorreram em todas as unidades da Federação, com destque para Minas Gerais (11,4% do total), Rio Grande do Norte (9,6%) e São Paulo (8,8%). Foram cassados quatro governadores e vices, seis senadores e suplentes, oito deputados federais, 13 estaduais e 58 vereadores, mas o grosso dos cassados foram prefeitos e vices, que somaram 508 casos. Os dois governadores atingidos durante o período foram Flamarion Portela, de Roraima, que se elegeu pelo PSC, passou para o PT e pedeu o mandato em seguida; e Cássio Cunha Lima, da Paraíba, filiado ao PSDB. Cunha Lima se mantém no cargo em virtude de liminar concedida pelo TSE, mas foi incluido no dossiê por ter sido julgado e condenado. No ranking da corrupção foram contabilizados apenas a filiação partidária dos ''cabeças de chapa''. No caso do prefeito ser do partido A e seu vice do partido B, a cassação foi reforçar a preformance de A. O levantamento se restringiu às cassações pela Justiça Eleitoral, não incluindo, por exemplo, os três deputados federais cassados pelo plenário da Câmara no processo do ''Mensalão''.
As informações que servem de base para a pesquisa vieram de uma consulta direta aos Tribunais e Zonas eleitorais, a sites dos órgãos do judiciário e mesmo do noticiário da mídia, checado posteriormente. ''Estes números são muito importantes para continuarmos a luta pela garantia e aplicação da Lei 9840, pois são os instrumentos de análise dos resultados do movimento, já que são escassos os dados estatísticos sobre o assunto'', afirma Reis.
MCCE surgiu em 1999 e formou Comitês 9840
A coletiva desta quinta-feira serviu também para o MCCE lançar a campanha de combate à corrupção eleitoral nas eleições de 2008. Os comitês estaduais e locais do movimento, espalhados pelo Brasil, farão a mesma divulgação durante os meses de outubro e novembro deste ano.
Márlon Reis apresentou o MCCE como ''político mas apartidário'', com a participação de pessoas de diferentes partidos e sem-partido. Informou que o movimento surgiu depois do triunfo da iniciativa popular que resultou na Lei 9840, a ''Lei da Compra de Votos''. O movimento nasceu por iniciativa da Comissão de Justiça e Paz (CJP) da CNBB, pois ''sentimos a necessidade de construir um movimento''.
O MCCE adotou o formato de rede, com um Comitê Nacional em Brasília, formado por 32 entidades, e centenas de comitês estaduais e locais, conhecidos como Comitês 9840. O papel dos comitês é de fiscalização, educação popular, monitoramento do orçamento público e da máquina administrativa.
Toda a informação sobre a aplicação da Lei 9840, inclusive a íntegra do dossiê Políticos cassados por corrupção eleitoral, pode ser encontrada no site http://www.lei9840.org.br.

"Independencia" Não é INFIDELIDADE?

Do blog Brasil! Brasil!
@-Anteontem a Samburiquinha havia dito que os Senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) seriam retirados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Ontem se confirmou a retirada “expulsatória”. O líder do PMDB, Valdir Raupp (RO) comunicou aos dois Senadores “Independentes” a sua substituição pelos Senadores Almeida Lima (SE) e Paulo Duque (RJ), obviamente alinhados ao presidente do Senado, Renan Calheiros (AL). Isto é um absurdo? Bom, depende do ponto de vista de cada um, politicamente falando nada de anormal uma liderança pleitear a melhor resolução para sua sigla deste que a maioria apóie, o resto é conversa mole.
@-Parte da mídia corporativa festeja, mas, festeja o que? A Fidelidade Partidária sempre foi uma bandeira do PT e dos partidos de esquerda. A lista dos “infiéis” que podem perder o mandato caiu para menos da metade (a fidelidade vigora a partir 27 de março último), e os “infiéis” que trocaram de partido depois desta data terão amplo direito de defesa, traduzindo: vai demandar um tempão para que estes políticos percam o mandato e quando perderem (se perderem!) a eleição para um novo mandato baterá na porta. O STF buscou um meio termo, mas, desagradou e muito parte da oposição. A “comemoração” servira para disfarçar o desalento como também enganar (a mídia corporativa o faz diariamente) o incauto consumidor. A Fidelidade Partidária estava garantida pelo STF, a expectativa da mídia corporativa e da oposição era outra.
@-Na esfera Federal o julgamento do STF em nada mudará na base governista, apenas estancou a sangria da oposição, na Câmara o Governo nada de braçadas e continuará assim, mas, para Estados e Municípios o julgamento do STF caio como uma bomba e os principais prejudicados são: PMDB, DEM e PSDB. Parece que o PSDB & DEM ainda não se deram conta do estrago!http://nogueirajr.blogspot.com/