domingo, 18 de novembro de 2007

Argentina

Cristina Kirchner visita Lula e quer abandono
rápido do dólar como moeda de troca.AFP
A presidente eleita da Argentina, Cristina Kirchner, viaja ao Brasil nesta segunda-feira para um encontro com o presidente Luiz Inacio Lula da Silva - numa reafirmação da aliança estratégica bilateral e a apenas três semanas de assumir o cargo como sucessora do marido Néstor Kirchner.A primeira-dama, que assumirá a presidência no dia 10 de dezembro próximo, estará acompanhada do chanceler Jorge Taiana e do ministro do Planejamento Federal, Julio de Vido, ambos confirmados no futuro gabinete.
Cristina Kirchner tem agendados no Brasil encontros com dirigentes da Petrobras e com empresários brasileiros.A estatal brasileira acaba de descobrir uma gigantesca jazida petrolífera na plataforma submarina da Bacia de Santos e que representará para o Brasil um aumento de 60% em suas reservas de óleo."Nossas relações com o Brasil são muito boas e o fato de que a futura presidente o tenha escolhido como primeiro destino é simbólico", destacou o chanceler Taiana.Taiana destacou que Argentina e Brasil querem conseguir "avanços rápidos" no abandono do dólar como moeda de intercâmbio comercial entre ambos os países; o comércio bilateral representa para Argentina 24 bilhões de pesos anuais (7,6 bilhões de dólares).Estima-se que o ingresso da Venezuela no Mercosul - uma questão que ainda causa polêmica na região estará presente na agenda do encontro.
É comentário geral que tanto a Argentina quanto o Brasil têm interesse em que a adesão da Venezuela se concretize no prazo mais rápido possível, porque isso teria um impacto favorável na segurança energética de toda a região.
O ingresso da Venezuela no Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) ainda depende da aprovação pelos congressos do Paraguai e do Brasil.O encontro de amanhã em Brasília responde a um compromisso assumido por Cristina Kirchner quando Lula a recebeu no dia 3 de outubro, ainda na condição de candidata. Nessa oportunidade, o gesto de recebê-la em plena campanha foi entendido como um apoio de Lula à continuidade da gestão de seu marido que, por sua vez, o apoiou na campanha de reeleição no Brasil.

Nenhum comentário: