quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Dia D para tucano paraibano

Sob tensão, TRE reinicia julgamento do Caso A União nesta quinta.
Numa sessão que promete ser das mais tensas da história do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, prossegue nesta quinta-feira (29) o julgamento do processo em que o Ministério Público Eleitoral pede a cassação do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e do vice-governador José Lacerda Neto (Demônio).
Eles são acusados de usar irregularmente o jornal do Governo, A União, durante a campanha eleitoral de 2006. O superintendente do órgão oficial, Itamar Cândito, também é acusado no processo de ter responsabilidade pelo uso do veículo.
O julgamento está cercado de expectativas, sobretudo em relação ao voto a ser dado pelo desembargador Abraham Lincoln, a quem compete desempatar o placar fixado em 2 a 2 na sessão anterior. Isto porque, na semana passada, o vice-governador José Lacerda Neto concedeu entrevista em que insinuou que o voto de Lincoln seria favorável ao governador e a ele, como também previu que a juíza Cristina Garcez estaria viajando nesta quinta-feira.
Não se sabe, porém, se o TRE exigirá do desembargador Lincoln que vote primeiro, conforme determina o regimento interno da Casa, ou se antes dele votará a juíza Cristina Garcez, que não estava presente à sessão anterior em que o processo estava em julgamento.
Na sessão da última segunda-feira houve momento de breve tensão no pleno do TRE, quando o assunto entrou em discussão, muito embora a ação não estivesse em pauta. O desembargador Lincoln alegou que quando o processo voltasse a julgamento, seria a juíza Cristina Garcez quem votaria primeiro e ele em seguida.
O presidente do TRE, Jorge Ribeiro Nóbrega, ponderou que pelo Regimento seria Lincoln quem votaria primeiro porque foi ele quem pediu vista do processo. Lincoln chegou a ameaçar a antecipar o voto ali mesmo. Antes, porém, a juíza Cristina Garcez tranqüilizou a todos se comprometendo na, na sessão desta quinta-feira, pedir licença ao pleno para votar primeiro. Na última sessão em que o TRE estava julgando o processo, o voto do desembargador Abraham Lincoln foi pedra antecipadamente cantada pela intuição de jornalistas e advogados: “Lincoln deve pedir vistas já que a juíza Cristina Garcez não está presente”, comentou um jornalista para a concordância dos demais ali presentes. Coincidência, ou não, Lincoln pediu vistas do processo. No processo, o governador Cássio Cunha Lima (que já foi cassado uma vez pelo TRE) o vice-governador José Lacerda Neto e o superintendente de A União são acusados de usarem o jornal do Governo do Estado para promoção pessoal e eleitoral do governador durante a campanha em que ele concorria à reeleição.
Do
Wellington Farias

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