quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Sessão no STF vira discussão de bar

Ação contra Ronaldo põe desconforto entre ministros do STF

No STF, o julgamento sobre o prosseguimento da ação penal (ou não) contra o ex-deputado federal Ronaldo Cunha Lima (PSDB) tem deixado os ministros nervosos, a ponto de troca de amabilidades, via satélite. Na sessão do Pleno do STF desta quarta-feira (07.11), o entrevero se deu entre Joaquim Barbosa (relator) e Marcos Aurélio, que pediu vistas.

O pedido de vista de Aurélio (Tucano) levou o relator do processo a fazer o que ele mesmo chamou de advertência. Barbosa lembrou que o crime foi cometido há 14 anos e que o réu está próximo de completar 70 anos e que a ação corre o risco de prescrever.

Marco Aurélio respondeu que pedido de vista tem previsão regimental e que não confunde a prática com “perdido de vista”. Em seguida perguntou a Barbosa, quanto tempo ele levou para preparar seu voto. “Dois meses”, respondeu Barbosa. “Prometo não demorar tanto tempo para dar o voto-vista”, respondeu Marco Aurélio.

O ministro Joaquim Barbosa também lembrou ao ministro Marco Aurélio que ele não estava presente à sessão de segunda-feira, quando começou a discussão sobre a competência do STF para manter na corte o julgamento do processo de Cunha Lima. Marco Aurélio retrucou: “Tenha certeza que eu li o relatório e conheço o voto de Vossa Excelência, pois costumo acompanhar as discussões do Supremo”.

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