quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

PAC da Saúde promete criar 3,2 milhões de empregos até 2011

Folha Online - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou na manhã desta quarta-feira o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Saúde. O ministro da Saúde José Gomes Temporão apresentou um programa estruturado para ser cumprido até o ano de 2011, que vai consumir R$ 90 bilhões; sendo R$ 65 bilhões recursos já destinados para a saúde e R$ 24 bilhões previstos pela emenda 19, aprovada pela Câmara dos Deputados. Esses recursos serão provenientes da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
O presidente Lula defendeu a criação de um conselho gestor com participação da sociedade civil para acompanhar o gasto da verba destinada ao programa, pois "muitas vezes um bom plano é apresentado, mas por problemas de gestão, o principal não é executado", disse. "Não é possível que hoje ainda descobrimos deficiência visual em uma criança quando ela já tem 15 ou 16 anos. Menos do que gastar dinheiro, precisamos é criar vergonha e cuidar direito do povo brasileiro", concluiu o presidente.
Temporão apresentou um extenso programa que prevê a criação de 3,2 milhões de empregos ao longo dos próximos 4 anos. "Nós vamos inovar principalmente na gestão para que a sociedade saiba para onde é que vai o dinheiro que ela paga de impostos", disse o ministro. "Para isso, vamos encaminhar ao Congresso Nacional a proposta da criação de uma Lei de Responsabilidade Social no campo das políticas públicas."
Emocionado, o ex-ministro da Saúde Adib Jatene disse que está 'reconfortado' com o lançamento do PAC da Saúde. "Há mais de 40 anos lutamos pela qualidade da saúde pública deste país, e sempre me deparei com as limitações que a área econômica impõe ao setor da saúde. A economia está sempre muito perto da riqueza, vê-se quando um ministro do setor visita São Paulo e vai à Fiesp, à Febraban. Já o pessoal da saúde lida com a pobreza, e vai até a periferia. Esperamos chegar a um consenso com este programa e fazermos a nossa parte. É um compromisso que o governo assume e que só não dará certo se não quisermos que dê certo", disse ele.
Leia a matéria completa, com a descrição do programa, no site da Folha Online

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