quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

VITÓRIA PARA JOÃO PESSOA

A área que agora passa a ser Patrimônio Histórico Nacional
é composta por 37 hectares, que incluem boa parte dos bairros
do Varadouro e da Cidade Alta, num total de 502 edificações,
em 25 ruas e seis praças e ainda o Porto Capim, nascedouro da cidade
Iphan reconhece Centro Histórico como Patrimônio Nacional;
os sinos dobram
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acaba de tombar o Centro Histórico de João Pessoa. A reunião que decidiu pelo tombamento do Centro Histórico da Capital começou às 8h30 da manhã desta quinta-feira (6), no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro (RJ).
A área que agora passa a ser Patrimônio Histórico Nacional é composta por 37 hectares, que incluem boa parte dos bairros do Varadouro e da Cidade Alta, num total de 502 edificações, em 25 ruas e seis praças e ainda o Porto Capim, nascedouro da cidade. Entre as ruas que foram tombadas estão a Visconde de Pelotas, da Areia, Duque de Caxias, General Osório, Miguel Couto, Maciel Pinheiro, Barão do Triunfo, Gama e Melo, Joaquim Nabuco, Cardoso Vieira e as praças Dom Ulrico e João Pessoa.
Com o tombamento, a Capital passa a ter tratamento especial na esfera federal no tocante ao aporte de recursos para projetos culturais e de revitalização de seu sítio histórico. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural é presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, e composto de 18 membros da sociedade civil, especialistas em patrimônio e áreas afins; além de um representante do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), um do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e um do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios Históricos (Icomos).
Prefeitura articula ação para festejar o tombamento do Centro Histórico
A Prefeitura de João Pessoa (PMJP)articulou, junto à Arquidiocese da Paraíba e a Superintendência de Transportes e Trânsito (STTrans), uma ação comemorativa diante da decisão do tombamento do Centro Histórico de João Pessoa, transformando a área em Patrimônio Histórico Nacional. Isso aconteceu, nesta quinta-feira (6), às 18h (‘hora dos anjos’), todos os sinos das igrejas católicas da cidade irão tocar ao mesmo tempo, assim como as buzinas dos veículos dos taxistas e motoristas de ônibus da Capital paraibana. O diretor de planejamento da Secretaria de Comunicação (Secom), Fernando Moura, pede à população que na ocasião ascenda e apague as luzes das casas, como forma de apoio ao tombamento.
De acordo com a assessoria da Arquidiocese, as quase 70 paróquias de João Pessoa foram comunicadas sobre essa homenagem e estão de sobreaviso para inciar a homenagem logo após o horário tradicional do "Angelus", 18h.
Caberá à STTrans articular junto às centrais de táxis para que elas avisem aos taxistas cadastrados que às 18h toquem espontaneamente as buzinas dos automóveis em sinal de comemoração ao reconhecimento do Centro Histórico da capital como Patrimônio Histórico. Já os motoristas de ônibus serão comunicados quando passarem pelo Terminal de Integração, localizado no bairro do Varadouro.
Tombamento – A decisão sobre o tombamento do Centro Histórico de João Pessoa, transformando a área em Patrimônio Histórico Nacional, saiu na tarde desta quinta-feira (6), durante reunião do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no Rio de Janeiro (RJ). Além do conjunto arquitetônico da Capital paraibana, também está na pauta do encontro a proposta para tombar 24 obras de Oscar Niemeyer e a paisagem cultural de imigração de Santa Catarina. O prefeito Ricardo Coutinho (PSB) vai acompanhar pessoalmente a reunião.
Trinta e sete hectares do Centro Histórico de João Pessoa, com 502 edificações em 25 ruas, seis praças e o Porto do Capim (nascedouro da cidade) foram considerados no processo de tombamento. A proposta teve início em 2002, através de solicitação da Associação Centro Histórico Vivo (Achervo). A atual gestão da Prefeitura de João Pessoa abraçou a campanha e está trabalhando para viabilizar a concretização do tombamento. O pedido foi remetido ao Ministério da Cultura e encaminhado à Superintendência Regional do Iphan.

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