terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Cai relação entre cesta básica e mínimo, a menor desde 1972

Cai relação entre cesta básica e mínimo, a menor desde 1972
Valor Econômico - Os trabalhadores comprometeram menos o seu salário mínimo com a aquisição da cesta básica ao longo de 2007 do que no ano anterior, embora o preço médio tenha subido mais que o aumento do mínimo no período. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), na capital paulista, os trabalhadores gastaram em média 51,95% do salário mínimo com cesta básica, ante 52,67% em 2006. A relação é a menor já apurada desde 1972, de 49,65%. A redução também foi observada em outras demais capitais, mesmo nas que registraram a maior variação no preço da cesta básica no ano. Em Aracaju, onde o preço da cesta subiu 24,38% em 2007 - a maior alta apurada entre as 16 capitais - , fechando dezembro a R$ 171,16, o índice de comprometimento do salário mínimo foi de 39,76%, ante 40,59% no ano anterior. Em Goiânia, onde o preço da cesta variou 24,21% no ano, para R$ 189,34, o índice baixou para 42,94%, ante 44,02% em 2006. [...]
Salário Mínimo
[...] "O aumento do salário mínimo ocorreu antes da alta da cesta básica e o valor mais alto prevaleceu por mais meses, o que neutralizou parte do aumento de custos, mesmo a cesta básica tendo subido mais no ano que o valor do salário mínimo", afirma Fábio Silveira, sócio da RC Consultores. [...] "A valorização da cesta básica vai corroer o salário até abril, quando ocorre o novo reajuste", disse Silveira. A dúvida, segundo ele, é saber se nesse intervalo de tempo o trabalhador terá perda real de renda, já que a previsão do governo é elevar o salário mínimo em 7,6%, passando para R$ 408,90, o que significará um ganho real próximo a 3%.

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