terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Nota à Imprensa ou mentiras têm pernas curtas.

Nota à imprensa
Do ex ministro José Dirceu

Não fiz acusações relacionadas à compra da sede do PT em Porto Alegre. Limitei-me a repetir que ocorreram denúncias de que o prédio fora comprado com recursos ilegais e que a oposição falou em "sacos de dinheiro", mas que a Justiça e uma CPI investigaram exaustivamente os fatos e, ao final, o PT gaúcho e os dirigentes alvo da denúncia foram absolvidos.
Divulguei "nota à imprensa" no dia 04 deste mês para esclarecer pontos pouco claros, imprecisos e até incorretos da reportagem a meu respeito publicada pela primeira edição deste ano da revista Piauí.As informações, como friso em outra nota deste blog, terminaram usadas ao sabor dos humores da mídia a meu respeito. Alguns veículos foram objetivos ao transmití-las para bem informar seus leitores. Outros o fizeram com a habitual má vontade que tem em relação a mim e às notícias sobre o PT. Para afastar quaisquer dúvidas dos meus companheiros e dos leitores deste blog, transcrevo a seguir a nota na íntegra: "A propósito da entrevista concedida à revista Piauí, edição janeiro/2008, e diante da repercussão em vários veículos de comunicação, gostaria de prestar os seguintes esclarecimentos, já transmitidos também à revista: 01) Não fiz acusações relacionadas à compra da sede do PT em Porto Alegre. Limitei-me a repetir que ocorreram denúncias de que o prédio fora comprado com recursos ilegais e que a oposição falou em "sacos de dinheiro", mas que a Justiça e uma CPI investigaram exaustivamente os fatos e, ao final, o PT gaúcho e os dirigentes alvo da denúncia foram absolvidos. Esse, aliás, era o foco dos meus comentários. Acrescentei, ainda, que no decorrer de todo o processo o Diretório Nacional do PT manteve apoio aos companheiros citados na denúncia da oposição. Não os pré-julgou - não só pela solidariedade partidária, como pelo respeito ao direito sagrado à presunção da inocência. O que destaquei a jornalista, então, é que a recíproca não ocorreu e que quando acusado não recebi o mesmo tratamento de alguns dirigentes do PT gaúcho. Estes não levaram em conta sequer a presunção da minha inocência. 02) Em nenhum momento fiz considerações sobre filho do presidente Lula. A jornalista, e não eu, na reportagem cita Fábio Luiz da Silva, filho do presidente da República. Em seguida passa a se referir ao jornalista, Luiz Costa Pinto, conhecido também como "Lula", em Brasília, sobre o qual fiz as considerações publicadas. Fábio Luiz não é jornalista e nem é conhecido como Lulinha. Mas, da forma como foi publicada, a reportagem induz os leitores a confusão, leva-os a acreditarem que eu falava do filho do presidente da República quando me referia ao jornalista. 03) Nunca afirmei que Delúbio Soares participou de jantar comigo e com os deputados Antônio Palocci e José Genoíno no apartamento do deputado João Paulo Cunha. Não poderia fazê-lo porque Delúbio simplesmente não participou deste jantar. 04) Não cogitei fretar um avião para o Panamá quando enfrentei transtornos no aeroporto de Barajas, em Madri. Viajava para São Domingos e se alugasse aeronave, o faria direto para a República Dominicana, para não perder uma audiência marcada há meses. O que avaliei, se conseguisse um vôo direto para a Cidade do Panamá, era se valia a pena, pelo custo, alugar um avião para São Domingos, na República Dominicana. 05) José Oviedo, mencionado na reportagem, foi conselheiro político na embaixada da República Dominicana em Brasília e não embaixador. O encontro do ex-presidente do governo da Espanha, Felipe Gonzalez, seria com Maurício Fumes, candidato da oposição e não com o presidente de El Salvador. O presidente da República de El Salvador não precisaria da minha ajuda para marcar uma reunião.06) Finalmente, gostaria de esclarecer ainda: fui presidente da União Estadual de Estudantes de são Paulo - UEE-SP e não da União Nacional dos Estudantes - UNE; MOLIPO é a sigla de Movimento de Libertação Popular e não Movimentação de Libertação Popular. JOSÉ DIRCEU

Nenhum comentário: