quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

A verdade da Transposição em 9 ítens

A verdade da transposicao em 9 itens... A TRANSPOSIÇÃO É SÓ DE 1,4% DAS ÁGUAS DO RIO. ELA É BOA PARA O BRASIL, veja em 09 itens:
. Francisco de Assis Chaves/Chicão* chicao.pb@ig.com.br . A TRANSPOSIÇÃO É SÓ DE 1,4% DAS ÁGUAS DO RIO. ELA É BOA PARA O BRASIL, veja em 09 itens: (O Brasil não pode ser desenvolvido e seguro se tiver uma parte subdesenvolvida) TRANSPOR 1,4% DAS ÁGUAS É MENOS DO QUE EVAPORA DO RIO – O rio não será desviado, será bombeado apenas 1,4% da água, por um canal de cimento, para integração de barragens já existentes no nordeste. De cada 1.000 litros de água que vai para o mar, serão retirados apenas 14 litros, menos do que evapora. Foram feitos estudos de impacto ambiental por 2 empresas estrangeiras no governo FHC e depois por um grupo de empresas brasileiras no governo Lula, com conclusões semelhantes: não há impacto ambiental para o meio ambiente. Existem centenas de projetos de transposição feitos com sucesso pelo mundo afora, mas nenhum retira tão pouco. Para abastecer-se, São Paulo retira 78% da água do Rio Piracicaba e Rio de Janeiro retira 62% da água do Rio Paraíba do Sul, e nunca houve polêmica; mas, quando é para tirar apenas 1,4% para o nordeste, ai fazem tudo para impedir, usam argumentos incabíveis, principalmente sobre o meio ambiente, numa discriminação social evidente. O CUSTO É BAIXO – O custo da obra representa apenas cerca de 3% do que o governo paga de juros por ano. E ainda por cima haverá uma grande economia do que se gasta com assistência às famílias, com carros pipas, cestas básicas, doenças, marginalização, etc. REVITALIZAÇÃO – Mesmo não havendo prejuízo ao meio ambiente, o projeto inclui a revitalização do rio, através da recomposição das matas ciliares, do saneamento básico das 97 cidades que ficam na margem do rio e da dragagem da foz e de alguns trechos próximos. O PROJETO BENEFICIA OS POBRES – O primeiro passo do projeto é a desapropriação de uma faixa de 5 Km de largura, por onde passa o canal, para que seja feita reforma agrária, com a implantação de projetos de agricultura familiar; alem da estabilização do nível de barragens que atendem ao saneamento básico da população. CISTERNAS É PALIATIVO – Não é verdade que somente a construção de cisternas garante o fim da sede. Isso é outra demonstração de discriminação, que acha que o nordeste só deve ter um pouco de água para beber, diferentemente de outras regiões, onde tem água para beber, para produzir alimentos e até para desperdiçar. O percentual que Minas Gerais retira do São Francisco para irrigação é cerca de 10 vezes maior que 1,4% que o nordeste precisa. FIM DA MISÉRIA E DA SECA – O mais importante é poder criar oportunidade de vida melhor para 12 milhões de pessoas, criando condições para o desenvolvimento sócio econômico e melhorando o país como um todo. O nordeste só tem cerca de 3% da disponibilidade hídrica do país. O êxodo rural já atingiu mais de 65% da população do semi-árido e causa a separação de pais, filhos e irmãos de quase todas as famílias, num verdadeiro crime social, semelhante ou talvez mais grave que o de uma guerra. SE 1,4% NÃO FAZ FALTA, POR QUE O AGRONEGÓCIO É CONTRA - Para não dividir o mercado da produção de alimentos; tem medo que a produção no semi-árido exija menos adubos e insumos e fique mais barata que a de MG, BA, SE e AL. Por isso, tentam prejudicar o projeto, sem se importar com as pessoas que precisam de água. POR QUE A OPOSIÇÃO É CONTRA – Porque essa é uma obra de grande impacto sócio econômico e político que elevaria a imagem do governo que a fizer. POR QUE ALGUNS INTELECTUAIS SÃO CONTRA AO PROJETO – O argumento é que a pobreza não depende de ter ou não água disponível, mas sim do modelo econômico. Ora, mesmo que essa tese possa ter sentido, não se justifica fazer uma longa luta política por isso, com o sofrimento de milhões de pessoas que sofrem com sede e fome; pois mudar um modelo econômico é uma ação lenta e difícil e as pessoas do semi-árido não podem pagar por isso. . * Funcionário do Banco do Brasil e Secretário de Estudos Sócio-Econômicos do Sindicato dos Bancários da Paraíba.

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