segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Mau cheiro: Rodrigo Soares pretende ‘desenterrar’ o Boa Nova na Paraíba

Cícero-PSDB "geriu" o Boa Nova até ser preso pela PF
 
 
 

O deputado Rodrigo Soares-PT se levar a frente à intenção de devassar o programa Federal Boa Nova na Paraíba vai desenterrar um escândalo que deixará no chinelo a farta distribuição de cheques que redundou na cassação do governador Cássio Cunha Lima-PSDB. Ele vai constatar que o esquema da Confraria mudou de endereço abandonando o Paço Municipal para instalar-se nos gabinetes da Cagepa.

De início, vai descobrir que os gestores da Confraria eram responsáveis pelo programa Federal na Paraíba. À época, o Secretário de Planejamento do Estado, era Cícero Lucena-PSDB e o diretor operacional do Programa executado pela Cagepa era Rubens Falcão, que veio com Cícero da Prefeitura para o estado. A partir daí ficará claro para o deputado a íntima ligação entre o Boa Nova e o esquema que surrupiou R$ 20 milhões da Prefeitura.

No mundo das construtoras paraibanas as histórias sobre o programa são de arrepiar. O volume extraordinário de recursos, mais de Rr$ 400 milhões foi loteado entre empreiteiros com fortes laços com o Governo inclusive de consangüinidade. 70% desse montante ficaram no bolso dessa turma e os 30% foi rateado com pequenos empreiteiros encarregados de tocar a obra.

O resultado dessa divisão leonina foi o abandono das obras por todo estado e a péssima qualidade do material empregado, o que vem impedindo que seja ligada a rede coletora incapaz de suportar a vazão dos dejetos. E quando isso acontece motivado pela impaciência da população, o que se vê é o estouro dos canos de 100ml enterrados nas ruas das diversas cidades paraibanas, inclusive na capital.

Aqui em João Pessoa, o bairro do Altiplano é um exemplo da farra que foi promovida com os recursos do Boa Nova. Há mais de três anos que os trabalhos de saneamento foram concluídos no bairro sem que a rede tenha sido interligada. Motivo: a qualidade do material empregado. 

São vários os ofícios da Seinfra municipal alertando a Cagepa para a qualidade do material que estava sendo empregado pelas construtoras sem resultado. Em muitos casos as valas foram abertas e fechadas sem que fossem colocados sequer os canos de 100ml.

Posteriormente, o atraso no pagamento dos 30% destinados aos pequenos empreiteiros decretou o abandono do Programa em todo Estado. Por isso, municípios como Santa Rita tiveram apenas 5% da rede coletora construída e, mesmo assim com material inadequado, que não permite a interligação do sistema de saneamento básico.

A Caixa Econômica em 2006 suspendeu o repasse dos recursos federais e a forma suspeita como vinha sendo gerido o Programa na Paraíba motivou a vinda de um dos diretores do órgão ao Estado que, à época, recusou-se a receber em audiência o governador Cássio Cunha Lima. Segundo informações do setor de Cidades, a Caixa teria promovido a remoção de todos os funcionários que trabalhavam com os recursos do Programa Boa Nova na Paraíba.



 

Fonte: redação 
 

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