sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

O Brasil se formaliza

 
Pela primeira vez o número de trabalhadores com carteira assinada supera o de informais. São 10,8 milhões de empregados que têm todos os direitos legais e benefícios respeitados 
Correio Braziliense - Das 21,3 milhões de pessoas ocupadas no país, 51,1% ou o equivalente a 10,866 milhões de brasileiros têm carteira assinada. Esse é o maior número de trabalhadores formalizados já apurado pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) desde março de 2002, quando a série começou a ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No primeiro ano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 42,4% dos ocupados eram formalizados. 

Esse fenômeno é conseqüência da estabilidade econômica e da maior confiança dos empresários de que o país continuará crescendo no longo prazo. "Não chega a ser um boom de formalização mas o resultado está em linha com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados)", afirma o coordenador da PME, Cimar Azeredo. O Caged, que é divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho, tem uma metodologia diferente da utilizada pelo IBGE, porém, também vem apontando sucessivos recordes na criação de postos de trabalho formais. [...] 

[...] Com o aumento da formalização, a taxa de desemprego no país caiu de 9,3% em janeiro de 2007 para 8,0% no mês passado - segunda menor taxa já registrada pela PME desde 2002, perdendo apenas para dezembro de 2007 (7,4%). Isso aconteceu porque o ritmo do crescimento do número de pessoas ocupadas (3,6%) é bem superior ao da População Economicamente Ativa (2,2%). Na avaliação de Azeredo, o país está criando novos postos de trabalho com mais qualidade e melhores salários. O rendimento real médio dos ocupados foi de R$ 1.172,50 no mês passado, o que representa uma elevação de 3,4% em relação a janeiro de 2007. 

A economista da consultoria Tendências, Cláudia Oshiro, acredita que o mercado de trabalho não deverá ser impactado pelas turbulências pois o crescimento econômico está sustentado na demanda interna. Ela estima que a taxa de desemprego média em 2008 deve ser de 8,8% ante 9,3% de 2007. "Espero que o desemprego continue caindo. Talvez em um ritmo menor do que vimos no ano passado. A atividade econômica continuará forte".

Postado por: Blog do Alê
Leia a matéria completa no site do Correio Braziliense 

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