quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Operação Vampiro volta para assombrar José Serra

Os vampiros tucanos José Serra e Barjas Negri.
 

O Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação de improbidade administrativa contra quatro pessoas e duas empresas acusadas de fraude a licitações do Ministério da Saúde. A ação é resultado da Operação Vampiro, deflagrada em 2004.

O MPF também quer a anulação de três contratos firmados em 2001 entre a União e as empresas Octapharma e LFB e a devolução de cerca de R$ 227 milhões aos cofres públicos. A ação é contra a União, as empresas fornecedoras de hemoderivados, seus representantes legais (Jaisler Jabour, Paulo Lalanda e Marcelo Pitta) e o ex-servidor do Ministério da Saúde, Luiz Cláudio Gomes. Eles são acusados de praticar atos de improbidade administrativa que resultaram em enriquecimento ilícito. (Processo por improbidade 2008.34.00.005180-5)



Contratos ilegais aconteceram quando Serra era ministro
Repararam na data dos contratos? 2001. O ministro da Saúde era o atual governador de São Paulo, José Serra. Segundo o MPF, R$ 227 milhões foram desviados nas barbas do ministro. E não foi por falta de aviso. Em 2001, uma denúncia anônima encaminhada diretamente a José Serra e protocolada no Ministério da Saúde. Segundo o relatório da PF, a denúncia "dá conta da prática de diversos crimes". Havia dois acusados. Um deles era Platão Fischer Puhler, diretor do Departamento de Programas Estratégicos e um dos homens de confiança do ministro. O outro era o empresário Jaisler Jabour, que mais tarde se descobriu ser o chefe do braço na iniciativa privada dos vampiros. Por falar em Jabour, a modelo e apresentadora da Rede Globo Ellen Jabour(namorada do também Global, Rodrigo Santoro), não quer nem ouvir falar em operação vampiro. O pai dela, o empresário e lobista Jaisler Jabour, chegou a ser preso como um dos líderes da máfia que superfaturava hemoderivados no Ministério da Saúde.
Máfia dos Vampiros nasceu em ninho tucano
A PF constatou que o então ministro Serra abriu e leu o documento com a denúncia. O que fez Serra? Mandou o próprio Platão - seu homem de confiança e envolvido na denúncia - investigar o caso. Ou seja, auto- investigar-se. Uma atitude socrática... O ajuizamento da ação de improbidade, no ultimo dia 18 de fevereiro, confirma o nascimento em ninho tucano do esquema que veio a ser desbaratado pela Operação Vampiro, em 2004 pela Pólícia Federal. Segundo o procurador da República Gustavo Pessanha, da Procuradoria Geral da República no Distrito Federal, as fraudes na compra superfaturada de remédios e hemoderivados tiveram início em 1998. Esquema dos vampiros só começou a ser investigado no governo Lula As investigações, que vieram a desbaratar a quadrilha, começaram apenas em 2003, no primeiro ano do governo Lula. Vamos ver como a notícia será tratada nos jornalões. Embora o ajuizamento tenha sido feito no dia 18, até o momento silêncio na mídia - Nada na Folha, Nada no Estadão, Nada no Globo. A nota está publicada só no site do Consultor Jurídico. Bem de acordo com o vampirismo - é sepulcral. Procuradoria denuncia quatro envolvidos na Operação Vampiro, desmotada em 2004 pela PF, por improbidade administrativa O Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou uma ação por improbidade administrativa na 6ª Vara Federal de Brasília contra quatro pessoas e duas empresas envolvidas no esquema de fraude a licitações no Ministério da Saúde, desmontado em 2004 pela Operação Vampiro, da Polícia Federal. A operação investigou o envolvimento de empresários e funcionários do Ministério da Saúde na compra superfaturada de medicamentos que atuam no processo de coagulação do sangue, os hemoderivados. A procuradoria também quer a anulação de três contratos firmados em 2001 entre a União e as empresas Octapharma e LFB e a devolução de cerca de R$ 227 milhões aos cofres públicos. A ação é contra a União, as empresas fornecedoras de hemoderivados, seus representantes legais - Jaisler Jabour, Paulo Lalanda e Marcelo Pitta - e o ex-servidor do Ministério da Saúde, Luiz Cláudio Gomes. Eles são acusados, segundo o Ministério Público, de praticar atos de improbidade administrativa que resultaram em enriquecimento ilícito. Liminarmente, a Procuradoria pede o seqüestro e a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis dos envolvidos. Já no mérito da ação, o Ministério Público pede a anulação dos contratos e a restituição integral de todos os valores recebidos. Outro tucano envolvido na máfia do sangue é Barjas Negri, hoje prefeito de Piracicaba (SP)Para você entender melhor o caso, leia aqui a Istoé de 2006.

Nenhum comentário: