Ser covarde, é...

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segunda-feira, 31 de março de 2008

PSDB, $$ Torrando $$dinheiro$$ $$ Público $$.

Couto(PT): campanha de Cássio pode ter se beneficiado com a venda de créditos no $$Caixa $$2.
 

O deputado federal Luiz Couto levantou a suspeita de que o deságio embutido na negociação dos créditos da Cehap e do Ipep tenham sido proposital e com finalidade eleitoreira. A intenção do Governador, segundo ele, pode ter sido obter dinheiro da empresa com quem negociou para a campanha do candidato oficial à reeleição de governador, Cássio Cunha Lima (PSDB). Luiz Couto, que também é presidente estadual do PT na Paraíba, trouxe o fato à tona durante entrevista que concedeu, por telefone, ao jornalista Heron Cid, para o programa CORREIO Debate. Na entrevista irá ao ar ao meio dia desta segunda-feira, Couto se refere a um caixa-dois.

Só para lembrar

O Estado da Paraíba teve um prejuízo de R$ 282,3 milhões com as vendas, em 14 de junho de 2006, de créditos imobiliários da Cehap (Companhia Estadual de Habitação Popular) e do Ipep (Instituto de Previdência do Estado da Paraíba). As duas instituições tinham 56.238 contratos imobiliários que valiam R$ 329.424.620,10. O Governo Cunha Lima vendeu os 56.238 contratos a uma empresa do Rio de Janeiro - Tetto Gestão de Recebíveis LTDA - por apenas 14% do valor de face (chamado valor nominal) e faturou somente R$ 47.128.563,13. O negócio, que deveria ter rendido ágio no mínimo de 20% a 30%, sofreu um deságio de 86%.
Wellington Farias

DATAFOLHA: 89% APROVAM LULA COMO ÓTIMO, BOM E REGULAR

 

Democracia & Politica

Notícias hoje divulgadas em diversos jornais e TV como resultados da pesquisa Datafolha: 

• A aprovação "ótimo" e "bom" a Lula atinge 55% e bate recorde desde Collor (1990-1992); • O aumento dessa avaliação ótimo e bom foi de 5 pontos em relação a novembro; • A desaprovação de Lula (ruim e péssimo) também caiu para 11%; • A aprovação ótimo e bom de Lula subiu 11 pontos na região sul; • A ampliação de seu prestígio (ótimo e bom) no Nordeste subiu para 68%; • É a maior popularidade de Lula em seus cinco anos e três meses de governo; • Essa popularidade supera com folga a obtida por todos os seus antecessores desde Fernando Collor (1990-1992); • Em março de 2000, quando o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso completava também cinco anos e três meses, o Datafolha registrava somente 18% de aprovação a FHC (e 43% de reprovação); • A avaliação positiva (ótimo e bom) de Lula subiu sete pontos entre os que têm ensino médio (chegando a 52%); • A avaliação positiva também subiu entre os que têm ensino superior (47%); • A avaliação positiva de Lula teve a maior alta entre os que ganham de cinco a dez salários mínimos (de 43% a 50%); • FHC deixou o governo, em 2002, com 26% de aprovação. O pico foi em 1996 (47%); • O antecessor de FHC, Itamar Franco (1992-1994), teve a mais alta popularidade justamente ao deixar o governo, 41%; • Fernando Collor, antecessor de Itamar, nunca atingiu índice superior a 36%.

Data Folha: Aprovação a Lula atinge 55% e bate recorde desde Collor

Aprovação ao Presidente Lula atinge índice recorde: 55%

Politica da Paraiba

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva alcançou a maior popularidade em seus cinco anos e três meses de governo, atingindo índice que supera com folga o obtido por todos os seus antecessores desde Fernando Collor (1990-1992), pelo menos, mostra pesquisa nacional realizada pelo Datafolha. A aprovação de Lula é de 55%, apesar de a saúde ter sido eleita a área em que o governo apresenta seu pior desempenho. Os números da pesquisa --feita entre os dias 25 e 27 com 4.044 entrevistados em 24 Estados, mais o Distrito Federal-- indicam que a popularidade recorde do petista foi alavancada por uma recuperação da aprovação no Sul, tradicionalmente uma das regiões mais críticas a ele (aprovação subiu 11 pontos percentuais, para 52%), e pela ampliação do seu prestígio no Nordeste, onde alcançou 68% de avaliação positiva. É o Nordeste a região mais atendida proporcionalmente pelo Bolsa Família --31,3% das famílias da região recebiam o benefício em 2006, contra média nacional de 14,9%. No Sul, um fator que pode explicar o desempenho de Lula é a recuperação do setor agrícola. Em relação à última pesquisa Datafolha, de novembro, Lula obteve crescimento de cinco pontos percentuais em sua avaliação positiva (50% à época), o que mostra que a crise dos cartões corporativos não representou abalo na imagem do presidente ou do governo. A desaprovação também é uma das menores em todo o governo: só 11% consideram seu desempenho ruim ou péssimo. O governo obteve nota média 7 dos entrevistados --melhor resultado desde quando assumiu. Pesquisa do Ibope divulgada na quinta apontou igualmente índice recorde de aprovação do governo --58% contra 50% da anterior, de dezembro. Antecessores A análise do desempenho do governo Lula por meio das pesquisas Datafolha, desde sua posse (2003), mostra que o período em que a aprovação ficou mais ameaçada foi na crise do mensalão, no final de 2005, quando o seu índice de "ótimo e bom" atingiu o nível mais baixo, 28%, e chegou a ser superado pelos que consideravam o governo ruim ou péssimo, 29%. Desde então, houve uma recuperação que tomou corpo na campanha eleitoral de 2006. Em março de 2000, quando o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso completava também cinco anos e três meses, o Datafolha registrava só 18% de aprovação a FHC (e 43% de reprovação), um terço do que Lula alcança agora. Na ocasião, FHC começava uma lenta recuperação da popularidade abalada por causa da crise econômica que se seguiu à desvalorização do real, em 1999. Ele deixou o governo, em 2002, com 26% de aprovação --o pico foi em 1996 (47%). O antecessor, Itamar Franco (1992-1994), teve a mais alta popularidade justamente ao deixar o governo -41%. Fernando Collor, cassado sob acusação de corrupção, nunca atingiu índice superior a 36%. O Datafolha começou em 1990 a fazer pesquisas nacionais de avaliação do governo federal. Pontos fracos O Sudeste foi a única região em que Lula não teve crescimento de popularidade --o índice dos que consideram o governo "bom ou ótimo" só oscilou de 46% para 47%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O índice de aprovação também subiu menos nas regiões metropolitanas (de 45% para 49%) do que nas cidades do interior, de 54% para 60%. Em relação à escolaridade, a avaliação positiva subiu sete pontos entre os que têm ensino médio (chegando a 52%) ou ensino superior (47%). Levando-se em conta a renda, a maior alta foi alcançada entre os que ganham de cinco a dez salários mínimos (de 43% a 50%).

domingo, 30 de março de 2008

Charge on line do Bessinha

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Continua batendo o desespero na oposição!

DERRUBAR A MINISTRA DILMA: EIS A MAIS NOVA INVESTIDA DO PIG (PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA) E DA DIREITALHA POLÍTICA (PSDB, DEM E PPS)
 
<Bateu o desespero na oposição! Nova pesquisa CNI/IBOPE, divulgada esta semana, instalou o caos e o pânico nas hostes do tucanato e seus dois satélites, DEM e PPS! Consternados, tucanos, demos e os pupilos de Roberto Freire(aquele que conseguiu exterminar o PCB e caminha a passos largos para matar o PPS), constataram que quanto mais eles batem no Lula, mais aumentam os índices de aprovação do Presidente e de seu governo. A cada nova nova crise que a oposição cria, e que é explorada ad nauseam pela imprensa golpista, ambos constatam que seus objetivos de golpear Lula e seu governo, são frustrados! Enquanto Lula oscilava nos 60% de aprovação, o PIG e a oposição golpista tentavam derrubá-lo, criando e disseminando as crises do caos aéreo, da epidemia de febre amarela, derrubando a CPMF, todas inúteis, dada a popularidade ascendente do presidente. Agora que Lula roça os 75% de aprovação popular, o que era desespero se transforma em pânico e exasperação! Já não querem mais derrubar Lula, visto que se convenceram que não conseguirão. Contentam-se em impedir que ele faça seu sucessor. Por isso torpedeiam Dilma Roussef! Por isso perderam completamente a vergonha e o senso de ridículo e inventaram essa bobajada de dossiê, com o objetivo de fulminarem a candidatura de Dilma no nascedouro! Por isso destilam ódio, ódio e mais ódio! E exatamente por tudo isso, o PIG (PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA) e a DIREITALHA POLÍTICA (PSDB, DEM e PPS), mais uma vez, darão com os burros n'água!
Igor Romanov

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sábado, 29 de março de 2008

(in) segurança pública.O que tá ruim, vai piorar

Delegados aderem à greve e param na 2ª

Os delegados da Polícia Civil decidiram aderir à greve dos agentes e vão paralisar as atividades a partir da próxima segunda-feira (31). A decisão partiu após assembléia realizada no final da tarde desta sexta-feira (28), que contou com presença de representantes dos agentes, delegados e da Polícia Militar. A assembléia ocorreu no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB), no Centro da Capital. Na ocasião, as categorias decidiram criar um comando integrado de greve, para deliberar em conjunto as ações. A Polícia Militar, através do Coronel Francisco, afirmou que a categoria não vê outra alternativa senão aderir à greve, visto a insatisfação geral em que se encontra dentro da PM. O presidente da Associação dos Policiais Civis da Paraíba, Flávio Moreira, avaliou positivamente a Assembléia, ressaltando que existe até agora uma adesão de 90% dos agentes em todo o Estado. Além disso, Flávio criticou o Governo do Estado, que prometeu uma reunião com representantes da categoria para hoje à tarde, mas não entrou em contato para marcar o encontro. Outro ponto deliberado na assembléia foi que as categorias só vão paralisar a greve caso todas exigências sejam atendidas, ou até todas as categorias se sintam satisfeitas com as exigências que venham a ser atendidas pelo Governo do Estado. Os delegados querem um reajuste de 52% do salário, enquanto os agentes lutam pela aprovação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).
Eliseu Lins, com informação de Heron Cid, da TV Correio

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Chorem-na-rampa-tucanalhas-e-demos.

Os Amigos do Presidente Lula

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FHC - Sessão Erótica

PIG omitiu pênis de borracha do "dossiê" FHC
Os amigos do Presidente Lula.
As extravagâncias de FHC com o dinheiro público que o PIG insiste em chamar de "dossiê", mostrou compras de caviar, champagne, ingressos de teatro e outros. Mas o PIG deu sumiço na compra de um pênis de borracha, denunciado pelo próprio Estadão em 19 de fevereiro deste ano. Clique aqui para conferir a notícia. Será que Arthur Virgílio requisitará o apetrecho de "sex-shop" para inserir nos anais da CPI? E José Agripino convocará o dono da "sex-shop" para prestar depoimento?

quinta-feira, 27 de março de 2008

(Oposição Tucana DEMgue: huá, huá, huá) LULA 73% DE APROVAÇÃO

Avaliação positiva do governo Lula atinge maior nível desde 2003, diz CNI/Ibope Folha Online, em Brasília


O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou avaliação positiva de 58% em março deste ano, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira. O índice é o mais alto desde março de 2003, primeiro ano de Lula na Presidência da República. Somente 11% dos entrevistados avaliaram o governo federal como ruim ou péssimo, enquanto 30% consideraram a condução do governo como "regular". Em dezembro de 2007, na última edição da pesquisa CNI/Ibope, a avaliação do governo foi de 51%. Em março de 2003, o índice de aprovação ao governo federal também foi de 51% --o que foi considerado pela CNI/Ibope como um crescimento considerável para a avaliação do governo federal. Já a aprovação ao presidente Lula também cresceu em março deste ano. No total, 73% dos entrevistados aprovam a maneira do presidente governar o país. O índice também foi o segundo melhor registrado pela pesquisa. Somente em março de 2003, a avaliação pessoal do presidente obteve índice maior, de 75%. Em março do ano passado, a avaliação de Lula foi aprovada por 55% dos entrevistados.
Confiança
No mesmo índice de crescimento, a confiança no presidente registrou índice de 68%, enquanto apenas 28% dos entrevistados afirmaram que não confiam em Lula. Em dezembro do ano passado, o índice de confiança no presidente foi de 60%. Já em abril de 2006, o índice registrou 62%. Segundo a CNI/Ibope, o movimento expressivo das avaliações positivas também repercutiu na expectativa em relação ao segundo mandato de Lula. Dos entrevistados, 42% afirmaram que o atual mandato de Lula está sendo melhor que primeiro. O percentual dos que consideram o segundo mandato pior que o primeiro caiu de 21% em dezembro para 16%. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre os dias 19 e 23 de março, em 141 municípios. A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Entenderam meus amigos porque a oposição está tão agitada, batendo a cabeça, xingando,e babando na gravata. Lula vai fazer seu sucessor em 2010, com toda certeza. Chora oposição, chora. Jussara

(in) segurança: Policia Civil da PB entra em greve.


Os policiais civis do estado da Paraíba cruzam os braços por tempo indeterminado hoje (27). Esperando há mais de um ano por uma proposta do governo, para o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), os policiais ameaçam permanecerem em greve até que o governador si sensibilize e atenda seus pleitos.

Sob o comando da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol), centenas de policiais civis irão se reunir na manhã de hoje, na Praça João Pessoa, em frente à Assembléia Legislativa do Estado, oportunidade onde estarão oficializando o início da greve. 

Para o presidente da entidade Flavio Moreira, a questão da violência na Paraíba é parecida com o que ocorre no restante do país, mas que é preciso adotar políticas de valorização do policial

Politica da Paraiba
Vladimir Chaves.
 

Fica Lula!

Lulista pede terceiro mandato de Lula, durante a visita do Presidente em Recife nesta quarta feira. Lula encontrou o presidente da Venezuela para visitar obras da refinaria Abreu e Lima e lançou obras do PAC na cidade do Recife.
 
Os Amigos do Presidente Lula

Durante o discurso Lula disse "se a oposição pensa que vencerá a disputa eleitoral em 2010 apenas com discurso, "pode tirar o cavalinho da chuva". "Apenas fazendo discurso não vão nos derrotar", disse Lula. "Eles [a oposição] têm que trabalhar mais que nós e dizer o que eles fizeram antes de nós. Eles não são marinheiros de primeira viagem. Eles já passaram 500 anos governando este país". "Nós vamos fazer o sucessor" disse Lula. "O PAC vai estimular o crescimento do país. "Com o PAC, aprendemos que o país não vai mais parar. Ele aprendeu a andar e, daqui a pouco, vai aprender a correr. Eu acho que nós vamos nos transformar em uma grande economia mundial", disse Lula. Lula manda a oposição “tirar o cavalo da chuva” Tendo Dilma Rousseff no palanque, presidente faz discurso inflamado para anunciar obras do PAC e diz que vai fazer seu sucessor O Presidente Lula aproveitou a cerimônia de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Recife, para advertir os adversários. “A oposição pensa que vai eleger o (meu) sucessor, mas pode tirar o cavalinho da chuva porque vamos fazer a sucessão para continuar governando este país”, destacou. “Se alguém pensa que vai atrapalhar o projeto de desenvolvimento, pode saber que terá de lutar e trabalhar muito”, afirmou. “Só fazendo discursos, não vai nos derrotar”, acrescentou arrancando aplausos da platéia e das autoridades. O Presidente voltou a defender o programa Bolsa-Família, um dos alvos da oposição; mencionou o ex-candidato à Presidência e governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ao citar a suposta uniformidade do tratamento dado aos diversos estados do país; e fez referência ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, o ex-deputado pernambucano Severino Cavalcanti (PP), sugerindo que os representantes da oposição “trataram de derrubá-lo com a mesma facilidade com que o elegeram”. Severino deixou a Presidência da Casa após o chamado escândalo do mensalinho, que envolvia o recebimento de uma suposta propina a um empresário. A ministra da Casa Civil Dilma-Rousseff, foi uma das estrelas no lançamento do PAC e recebeu honras de pré-candidata Foi elogiada por outros ministros, distribuiu autógrafos e mandou beijinhos de longe. Chamada de mulher “arretada” pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e classificada como uma pessoa competente para tirar projetos do papel, segundo o governador Eduardo Campos (PSB), Dilma discursou para a comunidade do Jordão, um dos bairros mais carente do Recife. “Estamos trabalhando para que, em Pernambuco, nenhum candeeiro esteja aceso até 2010”, disse a ministra, repetindo discurso tradicional do chefe dela nos grotões. Depois, ela usou a metáfora da locomotiva, para explicar os “vários vagões”, isto é, os vários setores beneficiados pelo PAC. Logo no início do pronunciamento, o Presidente deixou claro que estava disposto a tratar de temas político-partidários. Nas primeiras frases do pronunciamento, ao elogiar o governador Eduardo Campos (PSB), entrou em confronto com o ex-governador do estado e senador Jarbas Vasconcelos (PMDB). Antes cauteloso ao referir-se a Jarbas, Lula ontem lhe ofereceu tratamento de adversário. No âmbito federal, o senador faz parte da ala oposicionista do PMDB. “A briga e a teimosia das pessoas às vezes são tão irracionais que a gente não percebe que, no meio da briga de dois gigantes, o povo está lá como se fosse uma fatia de mortadela esmagada, sendo engolida” disse Lula. O Presidente também falou sobre a campanha local, ao assegurar ter “fé” de que deixará o governo, mas continuará vendo o governador Eduardo Campos (PSB) governando Pernambuco

quarta-feira, 26 de março de 2008

Jornal O Globo distorce decisão do PT e desinforma leitores

Leia abaixo nota enviada a O Globo, com pedido de publicação, a respeito de notícia incorreta veiculada pelo jornal nesta terça-feira (25):

Politica da Paraiba

NOTA DE ESCLARECIMENTO
O jornal O Globo falta com a verdade ao afirmar em sua primeira página desta terça-feira (25) que: “PT aprova alianças com DEM e PSDB”. Igualmente falsa é a conclusão, na página 3, de que a suposta decisão seguiria “orientação do presidente Lula”. Em respeito aos leitores de O Globo, o Partido dos Trabalhadores esclarece: 1. Não há nem nunca houve qualquer orientação do presidente Lula nesse sentido; 2. A resolução política aprovada pelo Diretório Nacional na segunda-feira (24), ao contrário do que afirma O Globo, rejeitou alianças com partidos que fazem oposição ao governo Lula, estabelecendo que acordos municipais contrários a essa orientação devem ser referendados pelas respectivas Executivas Estaduais do PT e, nos casos das grandes cidades, obrigatoriamente aprovados pela Executiva Nacional. 3. A íntegra dessa resolução, com todos os seus detalhes, foi tornada pública na mesma segunda-feira. Além disso, o ponto relativo à rejeição de alianças com PSDB e DEM foi suficientemente esclarecido pelo presidente Ricardo Berzoini em entrevista coletiva concedida logo após a reunião do DN – na qual estava presente a reportagem de O Globo. 4. Não há, portanto, nenhum elemento que justifique o enfoque ficcional dado pelo Globo ao assunto. Agindo assim, o jornal foi na contramão não apenas dos fatos, mas também de todos os demais veículos que acompanharam a reunião – inclusive o site G1 (do mesmo grupo de comunicação), que às 20h56 de segunda-feira, sob o título “PT pretende barrar coligações com partidos de fora da base aliada”, noticiou o que de fato foi decidido pelo Diretório Nacional.
Secretaria Nacional de Comunicação do PT

terça-feira, 25 de março de 2008

PT rejeita alianças com oposição e remete casos das grandes cidades para a Direção Nacional.

Essa DECISÃO, reproduzo com muita satisfação, pois acho um absurdo o PT fazer alianças, com quem tenta massacrar o Governo do Presidente Lula. Enquanto nós da Blogsfera resistimos, denunciamos os golpes da Tucana-DEMoníaca, não pode o PT fechar os olhos a essa realidade


Politica da Paraiba

O Diretório Nacional do PT, reunido ontem (24), aprovou as diretrizes para a política de alianças nas eleições municipais de 2008. Segundo a resolução aprovada, o PT deverá buscar, nos municípios, coligar-se prioritariamente a PCdoB, PSB e PDT, além dos partidos da base aliada do governo Lula, em especial o PMDB, desde que dialoguem com o programa petista. 

Ainda de acordo com a resolução, eventuais alianças com partidos que fazem oposição ao governo Lula deverão ser referendadas pelas respectivas Executivas Estaduais, cabendo recurso à Direção Nacional do PT. No caso das capitais, das cidades com mais de 200 mil eleitores e daquelas que transmitem horário eleitoral gratuito de rádio e TV, tais alianças precisam também ser “obrigatoriamente” aprovadas pela Comissão Executiva Nacional. 

Durante entrevista coletiva ao final da reunião, o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, explicou que a questão de Belo Horizonte se encaixa nesse último ponto. Segundo Berzoini, o entendimento do DN foi no sentido de que, embora a aliança proposta na capital mineira envolva um nome do PSB, ela vem acompanhada de uma tese de fundo que advoga a aproximação programática de PT e PSDB – tese várias explicitada na imprensa pelos seus defensores. 

“Não há veto à priori, mas o Diretório Nacional, na resolução aprovada hoje, rejeitou a idéia de que possa haver compromissos programáticos entre PT e PSDB na conjuntura atual e menos ainda em relação às eleições de 2010”, disse, lembrando que os dois partidos têm "projetos antagônicos de país". 

O DN também decidiu que a Executiva Nacional, em sua próxima reunião (31 de março), deverá ouvir dirigentes do PT de Minas Gerais, entre eles o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, sobre o tema. 

Leia abaixo a íntegra da resolução: 

As eleições municipais e a política de alianças 

Conjuntura 

O Partido dos Trabalhadores vai disputar as eleições municipais de 2008 em uma conjuntura favorável. O Brasil ingressa em um novo ciclo de desenvolvimento. São quatro anos consecutivos de crescimento sustentado, série que atingiu a marca de 5,4% do PIB em 2007. Crescimento puxado por aumento da renda familiar, pela recuperação do salário mínimo, pela geração de mais milhões de empregos formais e pela aplicação de fortes políticas públicas claramente voltadas para a inclusão social e econômica das parcelas mais pobres da população brasileira. 

O PT e o governo do presidente Lula tiraram o país da situação pré-falimentar a que havia chegado após oito anos sob comando do PSDB e do PFL (hoje Democratas). Recuperamos a capacidade de investimento e, com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), devolvemos ao estado seu papel de indutor do crescimento, invertendo a lógica neoliberal que predominou na Era FHC. 

Com estas e outras ações, o governo do presidente Lula e o PT têm concretizado uma de suas principais bandeiras históricas: a construção de um novo modelo de desenvolvimento para o país, com forte participação do Estado, distribuição de renda e voltado para um mercado de consumo de massa. 

A continuidade desse projeto transformador tem sido assegurada, em certa medida, pela coalizão de partidos que dá sustentação e estabilidade política ao governo Lula – o que nos coloca o desafio de estabelecer relações com esses partidos sem perder de vista o fortalecimento do PT. 

Tática Eleitoral 

Os principais objetivos do PT nas eleições-2008 são reeleger seus atuais prefeitos e prefeitas, ampliar o número de cidades governadas pelo partido e aumentar sua participação em governos locais administrados por legendas aliadas. Devemos também lançar candidaturas às Câmaras de Vereadores em todas as cidades nas quais o PT está organizado, com o objetivo de ampliar a nossa participação nos Legislativos Municipais. 

A eleição é municipal. Estarão no centro dos debates questões relacionadas aos problemas dos municípios. O eleitorado quer conhecer os programas municipais das candidaturas à prefeituras. O partido deve se apresentar com programas e projetos municipais consistentes, embasado na percepção da realidade local. 

Apesar de estarem submetidas à lógica das disputas locais, não podemos perder de vista o que realmente está em jogo nas eleições deste ano. Haverá uma disputa municipal com olhar focado no futuro. Nesse sentido, é uma disputa de caráter local, mas com projeção nas disputas futuras. O crescimento do PT nessas eleições acumula força para a disputa eleitoral de 2010. 

Por essa razão o partido deve dar uma feição nacional à sua política de alianças, deixando claro que estão em jogo projetos de país diferentes e antagônicos, principalmente em relação a tucanos e democratas (ex-pefelistas). 

O PSDB, o Democratas (ex-PFL) lideram oposição sem trégua e irresponsável ao governo Lula na Câmara e no Senado, chegando ao absurdo de frequentemente votar contra projetos de interesses sociais e do país como um todo. Exemplo claro foi a derrubada da CPMF no final do ano passado, quando retiraram R$ 40 bilhões anuais do Orçamento da União, dinheiro que já estava reservado para a saúde, benefícios sociais e Previdência. Esperavam fragilizar as finanças públicas, inviabilizar os investimentos do governo e, consequentemente, tirar proveito da situação nas eleições municipais deste ano. Nesse início de ano, obstruíram a votação do Orçamento, ingressaram no STF com ADIN impedindo investimentos do PAC e, agora, tentam obstruir a pauta parlamentar, sob pretexto de limitar a edição de MPs. 

Nosso projeto é completamente oposto ao dos tucanos e democratas (ex-PFL), que levaram o país à bancarrota econômica, privatizaram o estado, geraram desemprego em massa e aumentaram o universo da exclusão econômica e social. 

Na campanha, os candidatos do PT devem aliar o discurso local às grandes questões nacionais, comparando os êxitos do governo Lula com o fracasso de tucanos e democratas (ex-PFL) – mostrando, inclusive, os avanços na repactuação federativa e municipalista, como o aumento dos repasses do FPM e os investimentos do PAC nas cidades, muitas governadas por oposicionistas, entre muitas outras ações. O governo Lula é o governo municipalista. E a nacionalização da campanha deve se dar pela defesa dos projetos de investimentos sociais e de infra-estrutura nas cidades. 

Aliar esse discurso com as questões municipais é de fundamental importância. O PT tem uma longa tradição de governos municipais criativos e voltados a melhoria de vida da população, com vários projetos de sucessos premiados internacionalmente. O modo petista de governar já se tornou uma forte marca em campanhas eleitorais. Levando em consideração cada realidade, devemos destacar as experiências exitosas nas administrações petistas apresentar programas de governo tendo como base os seguintes eixos: comunicação, participação social, cidadania cultural e controle social; desenvolvimento local sustentável; políticas sociais; gestão ética, democráticas e eficientes; planejamento, território e financiamento dos municípios, e, questão de gênero, raça e orientação sexual. Os programas devem ser factíveis e de fácil entendimento da população. É muito importante que o povo compreenda as propostas do partido. 

A aliança com os movimentos sociais é estratégica. O partido tem uma forte ligação com as organizações populares e deve trazê-las para a campanha, respeitando sua autonomia. As campanhas eleitoras podem e devem servir para mobilizar os movimentos sociais e valorizar o militante, oferecendo argumentos para a disputa ideológica e a defesa das propostas dos nossos candidatos. 

Sempre na condição de avaliar as condições locais, devemos lançar candidaturas às prefeituras e formar chapas competitivas para vereador, buscando aliados para nossas campanhas. Quando não houver condições de lançarmos um nome próprio, devemos estudar a possibilidade de apoiar candidaturas de outros partidos. 

A política de alianças em 2008 deve obedecer aos seguintes critérios: 

1) alianças programáticas com base nas propostas de governo democrático e popular; 

2) defesa do governo Lula; 

3) candidaturas com perfil democrático e princípios éticos. 

Observando esses critérios, podemos fazer alianças com os partidos da base de sustentação do governo Lula, desde que dialoguem com o programa do partido. 

Devemos construir alianças preferenciais com PCdoB, PDT, PSB, partidos de esquerda e tradicionais aliados do PT, no sentido de conformação de um bloco de esquerda para enfrentar a direita conservadora. O PMDB, pela sua importância na coalizão do governo Lula e pela sua capilaridade, é outra possibilidade de aliança, em que pese sua diversidade nos municípios. Além desses, todos os partidos da base aliada ao governo Lula devem ser procurados. 

Eventuais alianças com partidos que estão fora da base de apoio ao governo Lula devem ser tratadas como exceções, debatidas e deliberadas em encontro municipal, referendadas pelas Executivas Estaduais, cabendo recurso à Direção Nacional. 

No caso das capitais de estado, cidades com mais de 200 mil eleitores e cidades que transmitem horário eleitoral gratuito de TV, eventuais alianças com partidos que estão fora da base de apoio ao governo devem ser tratadas como exceções, que serão debatidas e deliberadas em encontro municipal, referendadas pela Executiva Estadual e obrigatoriamente aprovadas pela Comissão Executiva Nacional do PT.

domingo, 23 de março de 2008

O VANDRÉ QUE EU CONHECI

www.politicadaparaiba.com.br

"O que foi que fizeram com ele? Não sei Só sei que esse trapo, esse homem foi um rei" ("Tributo a um Rei Esquecido", Benito Di Paula)
Eu era um adolescente começando a me interessar pela política quando uma música me atingiu em cheio: "Canção Nordestina", do Geraldo Vandré, com aquele seu grito lancinante ("...e essa dor no coração/ aaaaaaaAAAAAAAAIIII!!!!, quando é que vai acabar?") reverberando em todo o meu ser. Foi meu primeiro ídolo. Acompanhei a consagração da "Disparada" no Festival da Record de 1966, amaldiçoando o Jair Rodrigues por abrir um sorriso bocó no trecho mais dramático ("...porque gado a gente marca,/ tange, ferra, engorda e mata,/ mas com gente é diferente"). Depois, nos estertores d'O Fino, o programa passou a ser conduzido, uma em cada quatro semanas, pelo Vandré (nas outras, se bem me lembro, os apresentadores eram Chico Buarque/Nara Leão, Elis Regina/Jair Rodrigues e Gilberto Gil/Caetano Veloso). Num de seus programas, o Vandré declamou o "Poema da Disparada", sobre a modorrenta mansidão da boiada, até que um simples mosquito, picando um boi, provoca o estouro, e nada volta a ser como antes. Belíssimo. Aí o Vandré brigou com a TV Record e saiu da emissora, alegando que um desses seus programas havia sido censurado pelos patrões, por temerem os milicos. Veio o Festival da Record de 1967 e Vandré, com sua "De Como Um Homem Perdeu o Seu Cavalo e Continuou Andando" ("Ventania"), virou alvo de críticas e maledicências ininterruptas nas emissoras da Rede Record. Diziam até que ele havia contratado uma turba para vaiar Roberto Carlos. "Ventania" não era mesmo uma segunda "Disparada", mas, sem toda essa campanha contra, certamente obteria classificação melhor do que o 10º lugar. Aconteceu então aquele 1º de Maio esquisito, em 1968, quando o PCB (que conchavava até com governadores biônicos...) garantiu ao Abreu Sodré que ele poderia discursar tranqüilamente na Praça da Sé. O ingênuo acreditou e, mal tomou a palavra, recebeu uma nuvem de pedradas dos trabalhadores do ABC e de Osasco, organizados pela esquerda autêntica. Sodré correu para se esconder na Catedral... e Vandré foi fotografado ajudando Sua Excelência a escafeder-se! A foto saiu na capa de um jornal e fez com que muito esquerdista virasse as costas ao Vandré. No final de junho/68, os operários de Osasco tomaram pela primeira vez fábricas no Brasil (e em plena ditadura!). A reação foi fulminante, com a ocupação militar da cidade. Os estudantes, por sua vez, ocuparam a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, na rua Maria Antônia, para mantê-la aberta durante as férias de julho, prestando apoio à greve de Osasco. O Vandré apareceu lá numa noite em que estava marcada uma assembléia para tratar desse apoio estudantil à greve. Foi hostilizado pelos universitários. Lembro-me de uma fulaninha gritando sem parar: "traidor!", "traidor!". Eu estava lá com companheiros secundaristas da Zona Leste, todos admiradores do Vandré. Então, nós nos apresentamos e conseguimos convencê-lo a vir conosco para um bar. Bebemos, papeamos horas a fio, apareceu um violão e rolaram algumas músicas. Lá pelas tantas, o Vandré mostrou uma letra rascunhada e cheia de correções, que ele escrevera numa daquelas folhas brancas de embrulhar bengalas (pão). Era a "Caminhando", que tivemos o privilégio de conhecer ainda em gestação. É importante notar que ele fez a "Caminhando" exatamente para responder aos esquerdistas que o estavam gelando. Quis lhes dizer que continuava acreditando nos mesmos valores, nada havia mudado. Perguntamos por que ele havia socorrido o Sodré. A resposta: "Nem sei. Estava tão bêbado que não me lembro de nada que aconteceu". "HÁ SOLDADOS ARMADOS, AMADOS OU NÃO" Naquele FIC da Globo, "Caminhando" foi uma das cinco classificadas de São Paulo para a final nacional no Rio. O que chamou mais a atenção por aqui foi a não-classificação de "Questão de Ordem", do Gil, e o desabafo de Caetano Veloso, que acabou retirando sua "É Proibido Proibir" do festival em solidariedade ao amigo (depois de detonar o júri "simpático, mas incompetente" com um discurso célebre, que acabou sendo lançado em disco com o nome de "Ambiente de Festival"). No Rio, entretanto, o clima era outro. Numa manifestação de rua, a repressão acabara de submeter estudantes a terríveis indignidades (os soldados chegaram a urinar sobre os jovens rendidos e a bolinar as moças). Isto despertou indignação geralizada na cordialíssima cidade maravilhosa. O FIC aconteceu logo depois e os cariocas adotaram "Caminhando" como desagravo. Vandré teve muito mais torcida lá do que em SP. Quando ele reapresentou a música, já como 2ª colocada, os moradores de Copacabana abriram as janelas de seus apartamentos e colocaram a TV no volume máximo. Cantaram juntos, expressando toda sua raiva da ditadura. Reencontrei Vandré por volta de 1980, já escrevendo para várias revistas de música. Propus-lhe uma entrevista, que ele não quis dar: "Não tenho disco nenhum para lançar, para que falar à imprensa?". Acabamos indo (eu e minha companheira de então) ao apartamento do Vandré na rua Martins Fontes e papeando horas -- mas em off, ou seja, com o compromisso de nada publicar. Reparei que ele continuava lúcido, ao contrário das versões de que teria ficado xarope com as torturas. Mas, perdera a concisão e clareza. Seus raciocínios faziam sentido, mas davam voltas e voltas até chegarem ao ponto. Para entender a lógica do que ele dizia, eu precisava ficar prestando enorme atenção. Era exaustivo. O mais importante que ele disse: estaria na mira de organizações de extrema-direita, inconformadas com a gradual distensão do regime. A censura finalmente liberara "Caminhando", que fazia sucesso na voz de Simone. Vandré explicou que tinha de passar-se por louco pois, se ele tentasse voltar à tona junto com a música, seria assassinado. Insistiu muito em que não se apresentaria no Brasil enquanto o País não oferecesse garantias legais aos seus cidadãos. Realmente, algum tempo depois, soube que ele marcara um show para uma cidade paraguaia fronteiriça com o Brasil. Quem foi lá vê-lo? Brasileiros, claro... Quando estudava na ECA/USP, eu fiz um trabalho de teleteatro de meia hora baseado nos personagens e no clima da música "Das Terras de Benvirá" -- sobre uma comunidade de refugiados brasileiros decidindo se já era hora de voltar para a patriamada ou não. Minha pequena contribuição àquele momento (1979) da anistia. Conheço quase toda a obra do Vandré. E considero o LP francês, "Das Terras de Benvirá", uma pungente obra-prima... Quanto à promiscuidade com milicos depois de sua volta do exílio, a canção composta em homenagem à FAB e as declarações negando ter sido torturado, a minha opinião é que ele não conseguiu suportar a realidade de que não se comportara heroicamente. Em várias músicas (como "Terra Plana", "Despedida de Maria" e "Bonita"), o personagem central era um guerrilheiro. As canções, narradas sempre na primeira pessoa. Ou seja, saltava aos olhos tratar-se do papel que sonhava ele mesmo representar na vida real. Mas, claro, o Vandré não foi para a guerrilha nem parece ter passado pela prova de fogo nos porões da ditadura com o destemor desejado. Além disto, não aguentou viver muito tempo fora do Brasil e voltou com o rabo entre as pernas. Com certeza, negociou com os militares para poder desembarcar "sem ter na chegada,/ que morrer, amada,/ ou de amor matar" ("Canção Primeira"). A minha impressão é que, nordestino e machista, ele não aguentou admitir que fora quebrado pela tortura e pelos rigores do exílio. Então, preferiu desconversar, embaralhar as cartas, descaracterizar-se como ícone da resistência. Enfim, um caso que só Freud conseguiria explicar (e esgotar). De qualquer forma, aquele artista que tanto admiramos foi assassinado pelos déspotas, da mesma forma que Victor Jara e Garcia Lorca. Sobrou um homem sofredor, que merece toda nossa compaixão. Jornal o Rebate

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Veja fabrica dossiê e diz que foi governo quem o fez

A revista Veja soltou em sua edição deste final de semana mais uma de suas "criativas" reportagens, que trazem documentos obtidos de fonte não revelada e que a revista diz, sem apresentar uma mísera prova, ter sido o governo quem preparou. Com a "denúncia" a revista tenta alcançar três objetivos: transformar a corrupção do governo FHC em mera chantagem petista; forçar a CPI dos Cartões a entregar para a imprensa os dados sigilosos da Presidência da República e desgastar a imagem da ministra Dilma Roussef, da Casa Civil.
A revista, famosa por inventar reportagens inverídicas e trabalhar com documentos de origem duvidosa, alega que teve acesso a um suposto dossiê que teria sido preparado pelo governo para intimidar a oposição na CPI dos Cartões Corporativos. O suposto dossiê traz informações sobre os gastos com suprimento de fundos durante o governo Fernando Henrique. Cita gastos com caviar, champagne, viagens e outras futilidades que são citadas apenas para escamotear o real objetivo da reportagem: acusar o governo Lula de chantagista. Como costuma fazer quando o assunto é delicado e pode comprometer a revista, já que as "acusações" carecem de qualquer tipo de prova, a Veja deu apenas uma singela chamada no topo da capa para a reportagem. A capa mesmo foi dedicada a outro assunto --o desmatamento da Amazônia-- que a revista menospreza mas resolveu tratar para defender os interesses empresariais que rondam a floresta. Já sobre o suposto dossiê, a revista diz com todas as letras que o documento ao qual teve acesso foi "construído dentro do Palácio do Planalto, usado pelos assessores do presidente na CPI em tom de ameaça e vazado pelos petistas como estratégia de intimidação". Mas não apresenta nenhuma mísera prova ou indício para sustentar estas afirmações. A revista também mente ao dizer que foi esta suposta intimidação que permitiu a divisão de cargos na CPI, com o PT ficando com a relatoria e o PSDB com a presidência. Além de não ter lógica ---afinal para que o governo cederia um posto à oposição se tinha informações para atacá-la durante a CPI? --- a hipóstese de Veja também esbarra num elemento que no jornalismo sério é fundamental, mas na Veja faz tempo que não é levado em conta: o fato. E o fato concreto é que a negociação dos postos na CPI dos Cartões foi amplamente discutida no Congresso e só permitiu que o PSDB ocupasse a presidência da comissão graças à atuação do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). A maior parte das informações "reveladas" por Veja sobre os gastos da gestão FHC já foram divulgadas em outros veículos de comunicação nas últimas semanas. O suposto dossiê pode, portanto, ter sido uma invenção da própria revista com dados colhidos na imprensa, no Portal da Transparência e até mesmo com funcionários do governo que tiveram acesso a estas informações. A Veja sabe, de experiência própria, que informações podem ser compradas. O dossiê, se é que existe, pode ainda ser obra de pessoas interessadas em desgastar o governo. Infelizmente, a revista usa a legislação que protege suas fontes para esconder quem "vazou" as tais informações que a Veja alega ser um dossiê preparado pelo governo. Esta informação poderia ajudar o Ministério Público a descobrir se houve realmente intenção de chantagear a oposição. Os dados não batem Em nota, a Casa Civil disse hoje que "o que a revista apresenta são fragmentos extraídos de uma base de dados do sistema informatizado de acompanhamento do suprimento de fundos (Suprim)". O sistema foi criado por orientação do TCU (Tribunal de Contas da União) para que fossem estabelecidos mecanismos que dessem maior transparência ao acompanhamento dos gastos. O Suprim começou a ser alimentado em 2005. O processo de alimentação retroagiu para 2004 e 2003 e agora estariam sendo digitalizados os documentos dos três anos citados na reportagem da Veja. A Casa Civil também contesta os valores de gastos apresentados pela revista: "Nos três anos referidos pela matéria, o gasto médio anual em suprimento de fundos da Presidência da República não ultrapassa a R$ 3,6 milhões de reais em valores nominais." Estratégia funcionou para blindar Serra A "denúncia" de Veja é muito semelhante à estratégia usada em outro episódio, que a própria revista cita na reportagem deste final de semana. O episódio ocorreu durante a campanha de 2006 e a imprensa conseguiu transformar o corrupto em vítima e, assim, neutralizar a acusação. Trata-se do dossiê preparado pela família Vendoim, donos da Planam, com sérias acusações contra o governador de São Paulo, José Serra. Quando foi ministro da Saúde, Serra teria convivido, dentro do Ministério da Saúde, com um esquema de corrupção envolvendo a compra de ambulâncias. Os Vedoins colocaram as informações sobre este esquema num dossiê e tentaram vendê-lo para tucanos (que tinham interesse na papelada para escondê-la) e para petistas, que tinham interesse no dossiê para desmascarar Serra, se fosse preciso, durante a campanha para o governo de São Paulo, em 2006. Por uma destas coincidências que de coincidência não tem nada, a polícia acabou flagrando pessoas ligadas ao PT negociando a aquisição do dossiê. Foi a senha para que a grande mídia, toda comprometida com a campanha tucana, passasse a acusar petistas de tentar chantagear Serra e o PSDB. A partir daí e com a ajuda dos próprios petistas que caíram nessa armadilha, passou-se a discutir apenas a suposta "chantagem" e nada mais foi falado sobre o conteúdo do dossiê. Até hoje, a opinião pública está sem saber até onde ia o envolvimento de Serra com a corrupção no Ministério da Saúde. Da história toda, restou apenas a vitória eleitoral de Serra e o apelido de "aloprados" para os petistas envolvidos no episódio. Desta vez, a Veja tenta ser a ponta de lança de um estratagema semelhante. Busca jogar as chamas de seu denuncismo sobre o Palácio do Planalto na esperança de que o governo passe para a defensiva e, assim, qualquer denúncia que surja contra o governo FHC durante a CPI dos cartões venha carimbada como "chantagem". Outros dois objetivos da reportagem, que a própria Veja deixou claro, são o de forçar a CPI a divulgar informações sobre gastos da Presidência da República e envolver a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, no embróglio. Os dados sobre os gastos da Presidência são protegidos pois podem colocar em risco a segurança do presidente e de sua família. Mas a oposição tem a esperança de, com eles, criar factóides para tentar desgastar a imagem do presidente Lula. A presidente da CPI, Marisa Serrano (PSDB-MS) já entendeu a mensagem e disse que a oposição usará a repercussão da reportagem de Veja para exigir a abertura das contas secretas do governo e convocar a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). "Se o sigilo foi aberto para um lado, temos que abrir para o outro. "Se o sigilo foi aberto para um lado, temos que abrir para o outro. Agora os governistas não têm mais desculpa", afirmou a tucana, que prometeu pôr em votação na quarta-feira a convocação de Dilma. Resta saber se, a exemplo de 2006, o governo vai novamente cair na arapuca preparada pelo pasquim dos Civita. Vermelho

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sábado, 22 de março de 2008

Pesquisa. Aumenta a vantagem de Ricardo Coutinho (PSB) em João Pessoa

Consult: diferença aumenta e Ricardo Coutinho já teria 73% dos votos

A terceira pesquisa Consult contratada pelo Jornal da Paraíba aponta que a intenção de votos pró-Ricardo Coutinho (PSB), visando as eleições de outubro para a Prefeitura de João Pessoa, está ainda maior. Com 73,50% dos votos (contra 70,2% da pesquisa passada), o atual prefeito seria reeleito em primeiro turno, mostrando que pelo menos por enquanto não existe nenhum candidato de oposição com condições de vencê-lo. O secretário estadual de esporte e lazer, Ruy Carneiro (PSDB), aparece em segundo lugar com apenas com 8% (ele tinha 7,92% na pesquisa anterior). Na terceira posição uma surpresa. Ao contrário das últimas vezes, em que João Gonçalves (PSDB) aparecia logo atrás de Ruy Carneiro, a posição é agora da ex-deputada federal Lúcia Braga (PMDB), que tem 3,42%. João, com 2,5% (contra 5,83% da segunda pesquisa), fica ainda mais longe da indicação tucana para ser candidato à Prefeitura. A pesquisa Consult ouviu 1200 eleitores de todos os bairros de João Pessoa, entre 14 e 16 deste mês. Ela será publicada na íntegra na edição deste domingo do Jornal da Paraíba, mas a antecipação é possível graças a uma parceria entre o Sistema Paraíba e o Paraiba.com.br. Outros nomes - Alguns outros nomes foram lembrados, pela população de João Pessoa, na terceira rodada de pesquisas para as eleições municipais de João Pessoa. Anibal Marcolino (PDT) teve 0,67% dos votos, mesmo que recentemente seu partido tenha declarado apoio para a reeleição de Ricardo Coutinho. Francisco Barreto (PTN) aparece com 0,25%, enquanto que Lourdes Sarmento (PCO), Vital Farias (PSOL) e Eitel Santiago (DEM, secretário de segurança do Governo Cássio) aparecem com 0,17%. Ao todo, 6,25% dos entrevistados declararam que pretendem anular os respectivos votos, e 4,83% dizem que ainda não sabem em quem votar. A margem de erro da pesquisa é de 2,6% para mais ou para menos, e ela tem confiabilidade de 95%. Paraiba.com Foto: Antonio Josué Eliezer Gomes

DEMgue. A Farsa das novas idéias

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"Judas" Dom Cappio escapa de malhação em cidade cearense

Depois de ser repreendido até pelo Vaticano por fazer greve de fome contra a transposição das águas do Rio São Francisco, o bispo de Barra, dom Luiz Cappio, escapou de se execrado em praça pública graças à intervenção da Igreja. Em votação popular promovida pela Fundação do Folclore Mestre Eloi, em Crato, no Ceará, ele foi eleito o judas da Semana Santa. 



Com 2.681 votos, 22,77% do total, dom Cappio derrotou concorrentes como o cartão corporativo, o salário mínimo, Hitler, Fernandinho Beira-Mar, um estuprador (não identificado) e o presidente americano George W. Bush. 

 
Hoje, o Blog do Crato publicou uma mensagem na qual afirma que "parece irônico, mas a mesma igreja que torturou, matou, e queimou pessoas vivas na idade média, e segundo diversos renomados cientistas é responsável por mais de 500 anos de atraso no desenvolvimento da ciência, hoje, tomou posição inversa, e entrou para defender um boneco de pano que iria ser queimado em praça pública no largo da Reffesa em Crato simbolizando um dos seus membros". 


"No lugar do boneco, agora salvo do fogo expiatório, será usado outra coisa, para simbolizar somente o repúdio contra a luta que Dom Cappio se empenhava, ou seja, a de ser contrário à transposição. É isso que será queimado hoje, sábado, dia 22 de março no largo da Reffesa em Crato, até porque o povo que votou, milhares de pessoas e que foi maioria, precisa de um Judas Iscariotes para a sua malhação. O povo sempre precisa de um Judas...", diz o blog.

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Massa é pole e mantém domínio da Ferrari; Os pilotos da McLaren são punidos.

Ferrari domina e Massa crava pole na Malásia

Felipe comemora a décima pole-position na carreira: segunda seguida no circuito malaio de Sepang. Com uma performance surpreendente no Q3, Felipe Massa assegurou a pole position para o GP da Malásia de F-1. O brasileiro cravou o tempo de 1min35s748 na superclassificação e terá Kimi Raikkonen a seu lado na primeira fila, completando a dobradinha da Ferrari. No entanto, compárando os melhores tempos de todas as partes do treino deste sábado (22), Raikkonen merecia a posição de honra, já que foi o mais rápido em volta lançada, com a marca de 1min34s188 no Q2, 1s560 abaixo que o tempo que garantiu o primeiro posto a Massa. Já a McLaren, que apresentou uma queda de rendimento no treino da manhã, continuou devendo e teve de se conformar com a segunda fila. Desta vez, Heikki Kovalainen foi melhor e registrou o terceiro melhor tempo no Q3, deixando Lewis Hamilton para trás, em quarto. Jarno Trulli, a surpresa do fim de semana, colocou o carro da Toyota em quinto, enquanto Robert Kubica, da BMW, foi sexto e deixou o parceiro Nick Heidfeld para trás, em sétimo. Mark Webber, da Red Bull, Fernando Alonso, da Renault, e Timo Glock, da Toyota, fecharam os dez primeiros. No entanto, uma situação atípica e perigosa acontecida nos segundos finais pode resultar uma punição coletiva. Reprodução TV Com o cronômetro ainda rodando, muitos pilotos que completaram suas voltas finais simplesmente desaceleraram e andaram em bloco, ocupando os dois lados da pista, prejudicando outros que estavam atrás e buscavam uma última tentativa de volta lançada. Heidfeld e Alonso foram os mais afetados. O alemão e o espanhol foram atrapalhados claramente ao terem de desviar dos carros mais lentos na subida para a terceira curva. Entre os que reduziram velocidade e não alinharam para a parte de dentro da pista estão Kovalainen e Hamilton. Se forem punidos, correm o risco de caírem para nono e décimo, respectivamente. Ou, se bobear, até para a última. No segundo pelotão, destaque para a Honda, que quase colocou Jenson Button no Q3. O inglês ficou em 11º, enquanto Rubens Barrichello terminou na 14ª posição, fechando a sétima fila brasileira, já que, a seu lado, sai Nelsinho Piquet, da Renault, em 13º. Já a decepção, mesmo, foi a Williams. Nico Rosberg não passou da 16ª posição, enquanto Kazuki Nakajima foi apenas o 18º, mas terá de partir em último, por causa de uma punição de dez posições pelas trapalhadas na Austrália. E a chuva, que foi ansiosamente aguardada, não apareceu. Ferrari e McLaren trabalhavam piamente com a hipótese de chuva; a Renault chegou até a prever quando cairia: 14h09 locais; a BMW pediu para que seus pilotos fossem logo para a pista na parte final do treino, garantindo que viria água. Até a previsão apocalíptica fornecida pela FOM chegou a cravar, em determinado momento, que precipitaria. E o clima malaio pregou uma peça geral. O GP da Malásia está marcado para as 4h (de Brasília). Siga todos os detalhes em tempo real no Grande Prêmio.

Dupla da McLaren é punida em cinco posições

Conforme previsto, Heikki Kovalainen e Lewis Hamilton foram punidos por terem atrapalhado as voltas lançadas de Nick Heidfeld e Fernando Alonso na parte final da classificação para o GP da Malásia. Ambos perderam cinco posições cada no grid, com o finlandês caindo de terceiro para oitavo, uma posição à frente do companheiro inglês. A notícia foi confirmado pelo porta-voz da equipe, que adiantou: time não apelará da decisão dos comissários da FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Curiosamente, Hamilton foi punido apenas por ter prejudicado Heidfeld, enquanto Kovalainen foi acusado pelo alemão e por Alonso. Com as mudanças, Jarno Trulli (Toyota) sobe para terceiro; Robert Kubica (BMW), para quarto; Heidfeld, quinto; Mark Webber (Red Bull), sexto; e Alonso, sétimo.

sexta-feira, 21 de março de 2008

AÍ TEM! QUEM DEVE, TEME

O abestalhado Reinaldo Azevedo comenta em seu blog, hospedado no esgoto da mídia, Veja, as investigações da CGU nos cartões corporativos e nas contas tipo B da era FHC. Diz ele que a CGU, está debruçada em notas, recibos, preparando um dossiê para macular o desgoverno de FHC, e o próprio FHC. Que isso é para chantagear a oposição, que as investigações já vazaram para Veja, vazamento feito pela própria oposição para tumultuar a CPI. A oposição está se borrando de medo das descobertas de uso indevido dos cartões corporativos na era FHC. O abestalhado está indignado com a investigação da era FHC. 

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Vamos falar sério, desde 2002 blogueiros e leitores da oposição me acusam de receber do governo, do PT ou de algum político para manter o meu blog em defesa do presidente Lula, do governo Lula. Cansei de escrever aqui que: não sou funcionária pública, nunca fui, ninguém em minha casa trabalha para o governo, nem eu nem ninguém da minha família jamais recebemos qualquer tipo de benesse do governo Lula (a não ser aquelas recebidas por todos os brasileiros), não recebo e nunca recebi um tostão do governo ou de quem quer que seja para manter o meu blog, não sou sequer filiada ao PT, apesar de me considerar petista desde a fundação do partido. Não me importaria se soubesse que estão investigando a minha vida, a minha conta bancária, quebrando meu sigilo telefônico, para saber de alguma ligação com o governo, ainda ajudaria a investigar. Com certeza eu não seria chantageada, e muito menos intimidada. Como eu disse, não tenho por que temer, não tenho o que esconder, investiguem à vontade. Será que o abestalhado Reinaldo Azevedo pode fazer o mesmo? Será que ele quebraria seu sigilo bancário da era FHC, Alckmin? Então, se o governo de FHC, e o próprio FHC, foi tão ilibado, por que agora ele estaria sendo chantageado com descobertas de uso indevido dos cartões e contas B na época? Se FHC não deve, se seus ministros e assessores não devem, não haveria como ser chantageado. Então, por que o medo da investigação? O medo da investigação da era FHC é tanto, tamanho, que o abestalhado Reinaldo sugere que a oposição caia fora da CPI, ou seja, ele quer que essa CPI termine antes de começar. Nesse caso, tudo indica que as investigações da era FHC, além de mostrarem os desvios dos cartões corporativos e contas tipo B por parte do governo, podem atingir em cheio o próprio abestalhado Reinaldo Azevedo.
Jussara Seixas
*Amiga Jussara, os apoiadores da direita, nunca entenderam o sentido do trabalho voluntário, sempre agiram de formas escusas, vivem de propinas e não acreditam nunca, que alguém possa fazer um trabalho gratuito e sem intenção de aparecer. Seu texto é brilhante, concordo com o que está nele, pois são grandes as nossas semelhanças, apenas registro como pontos divergentes, duas situações: Sempre tive estreitas relações com o serviço público, primeiro porque meu pai era e a minha esposa é, e segundo porque sou fundador pré histórico do PT.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Novos empregos contêm o déficit da Previdência

Gazeta Mercantil 204,9 mil empregos abertos em fevereiro representam a melhor avaliação do desempenho da economia real no Brasil. Segundo os dados do Caged, divulgado anteontem, essa abertura de postos é o novo recorde da série histórica, iniciada em 1992, para o mês de fevereiro. Vale lembrar que no primeiro bimestre acumularam-se 347,9 mil novas vagas, aumento de 37% em relação ao mesmo período do ano passado. 

A importância desses números começa pela fonte, porque o Caged é o registro oficial, produto das informações mensais sobre contratações e demissões enviadas por todas as empresas, empregos formais, portanto. Consultorias especializadas apontaram que esse avanço no estoque de empregos formais tem origem bem definida concentrada nos setores de agropecuária e construção civil. No caso desta última, a expectativa era de saldo positivo de apenas 17 mil vagas, e na realidade o setor abriu 25,239 mil vagas, número cinco vezes maior que o de fevereiro de 2007, revelando a acelerada demanda dessa atividade. [...] 

[...] A indústria de transformação, no entanto, foi o setor que registrou grande abertura de postos com 46,812 mil novos postos, perdendo apenas para o setor de serviços, que contratou 74,4 mil novos empregados. Curiosamente, os números do Caged revelaram que nos serviços o segmento que mais contratou foi o de ensino porque, com a abertura do ano letivo, foram 31,5 mil novos empregos. Esse dado demonstra demanda aquecida no setor, um excelente sinal do ponto de vista da melhor formação profissional. [...] 

[...] O maior beneficiado nesse processo de formalização do emprego é o sistema previdenciário, pela contenção do seu histórico déficit. Em 2007, pela primeira vez em sete anos, o déficit do INSS caiu como proporção do PIB. Conforme os dados divulgados pelo Ministério da Previdência, o déficit registrado de R$ 46,6 bilhões em 2007 equivaleu a 1,75% do PIB, enquanto em 2006 essa mesma relação foi de 1,81% do produto nacional. Para este ano, o ministério prevê redução do déficit para R$ 44 bilhões , se a economia crescer os 5% esperados pelo governo, exatamente porque as empresas, contratando mão-de-obra formal, reduzem o déficit do sistema. Em 2007, como foram abertas 1,6 milhão de novas vagas, a receita da Previdência subiu 9,1% em relação a 2006. 

Segundo nota publicada hoje no Estadão, assim bem escondida, o setor metalúrgico registrou em janeiro a marca histórica de 2,01 milhões de trabalhadores, patamar que não era alcançado desde 1991. Segundo estudo divulgado pelo Dieese e pela CUT, o saldo de contratações em 2007 foi de 180.242 postos, uma alta de 10,5%. É o segundo melhor resultado dos últimos cinco anos, só superado pelo desempenho registrado em 2004 (11,2%). 

A criação de empregos e o aumento da formalização ajudam a criar o círculo virtuoso. Com mais renda, mais consumo, mas investimentos, mas trabalho. O desafio nesse momento é não deixar que haja algum desequilíbrio que ponha em risco o controle de preços, que causaria perda de renda da população.
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quarta-feira, 19 de março de 2008

PT x PSDB: A conciliação não vem de Minas

O PT no seu 3º Congresso, em 2007, decidiu por candidatura própria para a sucessão do presidente Lula. A decisão mais condizente com a história pós-ditadura militar. O PT é o único partido que disputou todas as eleições desde 1989. Esta história lançou profundas raízes na sociedade brasileira e as políticas públicas do governo do presidente Lula fortemente as consolidaram. 

No entanto, atrelar o debate sobre alianças eleitorais municipais em 2008 com a tática eleitoral para 2010 tomou vulto quando o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, do PSDB, e o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, do PT, anunciam aos quatro cantos do mundo um acordo para as eleições de Belo Horizonte, mas tendo em mira as eleições de 2010. 

O PT de Belo Horizonte renuncia a liderar a frente de esquerda que governa Belo Horizonte há quatro mandatos e passa a apoiar um candidato do PSB, que também será apoiado pelo PSDB de Aécio Neves. Mais que um “arranjo local”, o governador e o prefeito proclamam identidades políticas e programáticas para governar a cidade, o Estado e o Brasil. 

Ao propor uma convergência programática, seus proponentes devem esclarecer pelo menos quatro pontos: 

- qual convergência na política externa, a submissão de FHC ou a altivez de Lula? 

- qual acordo face ao Estado: será em torno da reforma liberal de Aécio ou em torno do estado indutor do desenvolvimento de Lula? 

- qual identidade face às desigualdades de renda e de poder no Brasil, da propriedade da terra, da miséria e da concentração de renda? 

- qual a relação com os movimentos sociais, a de FHC – criminalizando-os – ou a de Lula? 

O Jornal “O Estado de São Paulo” de 17 de março noticia o seguinte: 

[… o governador diz que trabalha para “criar um espaço novo na política brasileira”, que não é de confronto. Ignorando o embate entre tucanos e governistas no Congresso, a cada dia mais agressivo, Aécio argumenta que “2010 não é agora, mas é sempre hora de mostrar que é possível haver diálogo entre as forças políticas, mesmo as que disputam o poder há 20 anos”. E aponta Belo Horizonte como o exemplo concreto de que a convergência é não apenas desejável, mas sobretudo possível. Lá, ele e o PT do prefeito Fernando Pimentel fecharam um acordo para lançar Márcio Lacerda (PSB) à corrida municipal. Pimentel disse na sexta-feira, em entrevista ao Estado, que o PT mineiro não criará entraves à aliança. Ressaltou seu respeito por Aécio - “Se o Brasil o elegesse, estaria elegendo um excelente presidente” - e frisou a simpatia de Lula pelo governador. Mas frisou que o presidente jamais poderia apoiá-lo, enquanto estivesse no PSDB.] 

A última vez que Márcio Lacerda freqüentou o noticiário nacional foi quando de seu afastamento da Secretaria Executiva do Ministério da Integração Nacional, em agosto de 2005. À época foi citado pelo publicitário Marcos Valério, durante a CPI, como pessoa que sacou recursos de suas contas em 2003 e 2004. 

Na ocasião, o Ministro Ciro Gomes fez uma defesa enfática de seu secretário. Ao deixar o Ministério no dia 31 de março de 2006, Ciro Gomes fez questão de desagravar Márcio Lacerda. “A Polícia Federal e a CMPI dos Correios comprovaram o que eu já afirmara, em nota pública, no dia 2 de agosto do ano passado: o senhor Márcio Lacerda é inocente das acusações que lhe foram assacadas”. 

O problema para o PT de Belo Horizonte é explicar em qual projeto o candidato comum estará engajado em 2010. 

A estratégia de “baixa conflitividade” encabeçada por Aécio Neves, e em suas palavras designada como “pós-Lula”, reconhece a grande força eleitoral do presidente, especialmente no momento da sua sucessão. Não quer aparecer como anti-Lula, como o seu adversário interno, José Serra – mesmo que também não queira, não consegue livrar-se da histórica derrota para Lula em 2002. 

Aécio Neves tem como primeira hipótese ganhar a disputa dentro do PSDB. A hipótese de filiação ao PMDB é fraca. Além disso, o PMDB não demonstra desde a eleição de1989 nenhuma capacidade de hegemonizar uma disputa nacional. Desde 1994 a polarização é entre PT e PSDB 

Em boa hora o Diretório Estadual do PT de Minas, em resolução tomada em 15 de março, registra que “O governo Aécio não se coaduna com o que o PT quer para Minas e muito menos para o Brasil. Reafirmamos nossa oposição programática ao governo estadual, conforme resolução do 3º Congresso Estadual, em razão de ações como: mínimos investimentos na área social, ausência de participação popular, falta de transparência no gasto público e sua concepção de Estado mínimo”. 

A proposta de candidatura comum para a prefeitura de Belo Horizonte - o arranjo de Aécio – só serve a ele mesmo. A única hipótese de não servir pessoalmente a ele será se não for candidato, mas, mesmo nesse caso, servirá indiretamente à sua causa, que é justamente a de descaracterizar o PT como portador de um projeto novo e alternativo para o Brasil. 

Joaquim Soriano é Secretário Nacional de Formação Política do PT
 

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Transforme seu ventilador em um Ar condicionado

Um ar-condicionado construído com um ventilador, tubos de cobre, mangueira de nível de PVC (de pedreiro) e água gelada. O princípio de funcionamento de um trocador de calor é simples, é o mesmo princípio utilizado pelos aparelhos comerciais, e é nele que se baseia o projeto.



Um projeto útil para o verão: transformar um ventilador em ar condicionado. O invento é barato e pode realmente ajudar a diminuir a sensação de calor. Algumas pessoas estão vendendo os esquemas no Mercado Livre, com preços faixa de R$30 — mas você pode obtê-los de graça, do site oficial. E ainda conferir outras implementações.

Como Fazer: 

Você vai precisar de um tubo de cobre de 1/8, 1/4 ou 3/8 de diâmetro, fácil de encontrar em casas de material para construção.

Enrole o tubo em espiral na parte de trás do ventilador, prendendo com arame, fita isolante, zip ties, ou o que você achar melhor.

A mangueira, de mesmo diâmetro, deve ser cortada em dois pedaços: um pedaço será encaixado numa das pontas do tubo de cobre para escoar a água aquecida (a ponta da mangueira deve ficar abaixo do balde). O outro será encaixado na outra ponta do tubo e colocado dentro de um balde com água gelada. A água flui naturalmente do balde para a outra ponta da mangueira pelo princípio do termosifão. Vale lembrar que o ventilador não pode ficar muito acima do balde, e nem abaixo. Se não funcionar, use aquelas bombinhas de aquário (se for usar, pode colocar as duas pontas da mangueira no mesmo balde).

Dicas:

1- Acrescente sal para abaixar o ponto de congelamento da água. Assim a água passa a congelar entre “-4ºC” e “-2ºC”, e o aparelho funcionará por mais tempo.
2- Se quiser vento mais frio, faça uma mistura de água e álcool isopropil (meio-a-meio). O ponto de congelamento cai para algo próximo de -20ºC.
3- Use um radiador de carro no lugar dos tubos de cobre para melhorar a eficiência (pode ser desses de sucata, o objetivo é gastar pouco).
4- Para iniciar o processo de troca, o tubo deve estar inteiramente preenchido com água.


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Jeito tucano de ser.Serra privatiza os lucros e socializa os prejuízos

Enquanto o governo federal, a pedido dos usuários, estuda mudanças na regulamentação do setor ferroviário, com vistas a reduzir as tarifas e quebrar o cartel das empresas concessionárias — uma herança do governo FHC —, o governador tucano José Serra, na mesma linha de Geraldo Alckmin, que foi o coordenador do programa de desestatização de Mário Covas, anuncia a privatização da Companhia Energética do Estado de São Paulo-Cesp, para o dia 26 de março, em condições tais que resultará em custos mais elevados da energia hidrelétrica destinada aos consumidores fixos e residenciais do estado. 

Sem ironia, “Você é quem paga a conta” poderia ser o mote da privatização tucana. O valor mínimo exigido pela participação acionária do estado na empresa — num leilão do qual estão proibidas de participar estatais de energia de outros estados —, é  de cerca de R$ 6,6 bilhões. Mas esse valor pode chegar a R$ 7 bilhões, segundo prevêem os analistas. 

O valor parece elevado, mas na verdade é uma “pechincha”, pois em curto espaço de tempo os compradores vão recuperar o seu investimento e passarão a obter lucros crescentes. Assim como as demais privatizações tucanas, a privatização da Cesp apresenta-se como um negócio altamente favorável aos compradores e altamente prejudicial aos interesses do Tesouro paulista e dos consumidores. 

O que faz da privatização da Cesp uma “pechincha” é que o governo Serra está vendendo hidrelétricas que geram energia a custo relativamente baixo  - energia que, nas mãos dos novos controladores, deixará de atender preferencialmente aos consumidores residenciais e fixos, para atender aos consumidores do chamado mercado livre (grandes usuários), no qual os preços costumam atingir patamares algumas vezes mais elevados. 

Isso é o que consta do edital de venda da Cesp, a terceira maior geradora do País e responsável por 63% da energia produzida em São Paulo. Não haverá limite para energia a ser ofertada para o mercado livre, o que significa dizer que toda energia gerada atualmente pelas hidrelétricas da Cesp poderá ser negociada no mercado livre, em detrimento dos consumidores residenciais e fixos. Assim, com o novo direcionamento da energia gerada pela Cesp para o mercado livre, os consumidores residenciais e fixos passarão a receber energia a ser gerada pela hidrelétrica do Rio Madeira, resultado de uma parceria público-privada, com a diferença de que esta custará mais caro do que a da Cesp, já que a nova tarifa inclui o custo de amortização dos investimentos na do Madeira, custo que não incide sobre a energia gerada pela Cesp, cujos investimentos públicos já foram amortizados. 

Mas isso não é tudo na sanha tucana de privatizar o Estado. O edital também não traz qualquer exigência, para o novo controlador, de ampliação da capacidade instalada. Com o ativo público já amortizado, agora é pegar e lucrar, sem mais. Uma autêntica privatização dos lucros e socialização dos prejuízos. 

Sim, o público contribuinte ficará com o prejuízo, pois o governo Serra entrega no leilão apenas o lado bom da Cesp, retendo o lado mau para lançá-lo à conta do erário público. Refiro-me às pesadas pendências trabalhistas e aos gigantescos passivos ambientais, que poderão se tornar ainda maiores quando se encerrarem as demandas judiciais promovidas pelos municípios prejudicados pelas inundações dos reservatórios. Somente o município de Anaurilândia (MS), por exemplo, reivindica indenização pela inundação de 35% de seu território, para a formação da represa da usina de Porto Primavera. 

Posta a privataria tucana nesses termos, não surpreende que o “mercado” esteja avaliando o leilão da Cesp como uma “oportunidade única” para os maiores “players” do setor, que de posse da jóia da coroa poderão ganhar em escala num mercado estratégico e no coração econômico do País. 

Assim, com a venda da última grande empresa de geração de energia do estado, o governo paulista abre mão de seu controle sobre a política energética estadual e se omite na defesa do interesse público em favor de grupos privados, cujo único interesse – legal, reconheça-se – é a geração de lucro na exploração de um serviço essencial. 

A experiência anterior dos consumidores de energia elétrica, resultante das privatizações tucanas em São Paulo, permite prever que a qualidade dos serviços vai piorar ainda mais, com elevação de tarifas, mau atendimento e mais apagões. Somente por ordem da justiça uma concessionária privada reabriu os postos de atendimento ao consumidor, que havia desativado logo depois da privatização. Quanto aos apagões, tornaram-se rotina em São Paulo. 

Na primeira semana de março, por exemplo, cerca de 3 milhões de moradores ficaram privados de energia elétrica por uma hora, num apagão que se seguiu a outros. Enquanto dispensam funcionários e afrouxam a supervisão e os controles, as concessionárias privadas de São Paulo registram crescimento exponencial dos lucros. A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista-Ceteep, por exemplo — responsável pelo grande apagão de março — teve seu lucro líquido elevado de R$ 117 milhões em 2006 para R$ 855 milhões em 2007, um aumento de 630%.Desde o governo FHC, os tucanos tornaram-se conhecidos pela voracidade com que investem contra o patrimônio público, transferindo para grandes empresas o controle das estatais responsáveis pela prestação dos serviços essenciais e de interesse estratégico para o desenvolvimento nacional —  telefonia, mineração, siderurgia, energia elétrica, bancos, ferrovias, saneamento básico, etc. As privatizações federais de FHC implicaram a transferência para grandes empresas de uma fatia substancial do patrimônio público - cerca de US$ 105 bilhões, pelo câmbio vigente na época (1 US$ = 1 R$), o que redundou em enormes prejuízos para os cofres públicos. Foi a maior transferência realizada no mundo na época da hegemonia neoliberal. 

Um exemplo representativo da privatização tucana é a Vale do Rio Doce: seu 

valor de mercado em 2008 é quase 100 vezes maior do que o valor de quando 

foi vendida em 1997. 

Todo o processo de privatização foi realizado sob um falso discurso social: 

era preciso retirar o Estado da economia para que ele pudesse se dedicar à 

prestação de bons serviços públicos nas áreas de saúde, educação e 

segurança. Na realidade ocorreu o contrário. Os serviços privatizados 

pioraram, e os preços das tarifas de telefonia, energia elétrica, água e 

pedágio dispararam, passando a representar um enorme peso no orçamento 

doméstico e um aumento de custo na produção, que é repassado aos preços das mercadorias. 

As privatizações também não contribuíram para melhorar as contas do governo, porque os recursos arrecadados foram consumidos no pagamento aos credores que se beneficiaram com as altas taxas de juros praticadas pelo governo FHC no financiamento da dívida pública. 

Algo semelhante ocorreu no Estado de São Paulo. Um ano depois de Serra, no 

Ministério do Planejamento, ter anunciado o Programa Nacional de 

Desestatização, tinha início no governo Mário Covas, sob a coordenação de 

Geraldo Alckmin, o Programa Estadual de Desestatização. Voltado 

principalmente para a privatização das estatais elétricas paulistas, o programa repartiu o setor, para contemplar um maior número de compradores, 

permanecendo sob o controle do Estado somente a empresa de transmissão, 

formada por parte da Eletropaulo e da Cesp, e que se passou a chamar 

Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista-Cteep. Alckmin, já como governador, foi quem comandou a venda da Cteep. 

E da mesma forma como ocorreu no governo FHC, a alegação de que a 

privatização levaria ao aumento dos investimentos públicos e à diminuição da 

dívida pública estadual é uma falácia. Com as privatizações sob o comando de Alckmin, o governo paulista arrecadou R$ 32,9 bilhões em valores correntes no período 1995-2000; destes, cerca de 72% (R$ 23,9 bilhões) obtidos pela venda do setor energético de São Paulo. 

Contudo, apesar dessa enorme soma arrecadada, o balanço geral do estado 

mostra que a dívida pública consolidada paulista cresceu de R$ 34 bilhões em 

1994 para R$ 138 bilhões em 2004, um aumento real de 33,5%, utilizando-se o indexador IGP-DI. Ou seja, mesmo depois de ter vendido 2/3 das empresas estatais, Alckmin cometeu a proeza de elevar a dívida consolidada ao longo de seu mandato. 

Em síntese: No fim de 2003, o Estado de São Paulo, desgovernado pelo PSDB de Geraldo Alckmin, apresentou um déficit (receita menos despesa) em suas contas de mais de R$ 572 milhões. 

Eis o resultado da política tucana de conversão do patrimônio em dívida pública, que poderá crescer ainda mais com a liquidação das últimas estatais paulistas pelo governo Serra. 

Rui Falcão, 64 anos, advogado e jornalista, é deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores. Foi deputado federal, presidente do PT e secretário de governo na gestão Marta Suplicy. 

Partido dos Trabalhadores
 

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terça-feira, 18 de março de 2008

PAULO HENRIQUE AMORIM É DEMITIDO SUMARIAMENTE (E POR FAX) DO IG

PAULO HENRIQUE AMORIM É DEMITIDO SUMARIAMENTE (E POR FAX) DO IG. QUEM DEMITIU? O PIG (PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA) E A ELITE CANALHA QUE SEMPRE PREDOU ESTE PAÍS!
O jornalista Paulo Henrique Amorim, aquele que criou bordões impagáveis a respeito do PIG e suas práticas nefastas, foi demitido hoje do portal IG. Qual a razão? Sei lá. Deve ser porque o IG não tolerava mais o bordão contra o "presidente eleito" José Serra! Ou então o hit "Farol de Alexandria, aquele que lançava trevas sobre a antiguidade" incomodava sobremaneira os chefões do portal! Ou então o inominável "Índice Vamos Derrubar o Lula", onde PHA desnudava as aspirações mais secretas da elite podre e canalha deste país; já que por esse índice o Lula jamais caía! Mas a verdade é uma só: Paulo Henrique Amorim foi a primeira vítima do ataque que as elites calhordas e o PIG desfecharam contra a Blogosfera! Não nos iludamos, todos nós corremos riscos de termos nossos sítios suspensos por nossos provedores e portais, quase todos ligados umbilicalmente ao PIG. Por isso, companheiros da blogosfera, vamos à trincheira! É a guerra total! O que está em jogo nesse momento é o modelo de país que queremos legar à geração vindoura! Se amanhã, este bloguezinho aqui sair do ar, denunciem, resistam! Usem a sociedade civil, as ONGs, para denunciar no exterior mais esse ataque à liberdade de expressão e à soberania do Brasil! Chegou a hora da Blogosfera (assim mesmo, em maiúscula) mostrar a que veio. Ao bravo jornalista, blogueiro e colega Paulo Henrique Amorim, eu afirmo: não está sozinho nessa luta, companheiro! Cada blogonauta (palavra novinha, recém-saída do forno), esteja onde e como estiver, é um irmão! Irmão de fé na luta por um país e um mundo melhores! Aos canalhas da elite apeada do poder em 2002 e aos canalhas vende-pátrias do PIG, eu afirmo: NÃO PASSARÃO! Igor Romanov
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Campina Grande-PB. Tico Lira convoca militância petista para reagir aos boatos da oposição.

A falta de projetos e propostas da oposição, e o grande índice de aceitação popular do prefeito Veneziano (PMDB) estão levando a oposição ao desespero, devendo a militância petista está atenta para reagir as estratégias desesperadas dos opositores.
O Secretário do município de Campina Grande, Francisco (Tico) Lira, que também é filiado ao Partido dos Trabalhadores, fez uma convocação aos militantes petistas presentes a Sessão Especial na Câmara Municipal, em homenagem aos 28 anos do partido. Segundo Tico Lira, a militância petista deve estar preparada para enfrentar o baixo nível na campanha de 2008, por parte da oposição. De acordo com ele a falta de projetos e propostas da oposição, e o grande índice de aceitação popular do prefeito Veneziano (PMDB) estão levando a oposição ao desespero, devendo a militância petista está atenta para reagir as estratégias desesperadas dos opositores. “Quero dizer a vocês, todos os dias eles estarão criando um boato contra a gestão do prefeito Veneziano, temos que está preparado pra isso. Agora tenho certeza por mais que eles tentem não vão conseguir desabonar essa administração, posso dizer isso olhando nos olhos de vocês.”
Vereador denuncia uso eleitoreiro do programa pão e leite da Paraíba.
O vereador Perón Japiassu (PT), denunciou na manhã de hoje (18), que o programa de distribuição de leite e pão, do programa do governo federal em parceria com o governo estadual/PSDB, está sendo utilizado por servidores responsáveis pela distribuição para prática de politicagem junto às famílias carentes que são beneficiadas pelo programa. De acordo com Japiassu, os funcionários ao entregarem o pão e o leite às famílias, estão ao mesmo tempo entregando panfletos apócrifos atacando a honra do prefeito de Campina Grande. “Atitudes dessa natureza estão tomando conta da nossa cidade, eles estão fazendo politicagem com a distribuição do leite, usando as pessoas necessitadas”, lamentou o parlamentar. Ele ainda apelou da Tribuna da Câmara, para que os vereadores que seguem orientação política do governado intervenham e não permitam o uso eleitoreiro do programa de distribuição do leite. “A que ponto nós vamos chegar? A que ponto chegará esta eleição? É muito preocupante. Temos que ser adversários políticos e não inimigos, esse campo não pode ser utilizado, chamo a atenção de vocês sobre os fatos que estão acontecendo, chamo a atenção para que conversem com os líderes maiores de vocês, discutam isso, evitem esse fato deplorável, aquele é um local apenas para o povo pegar o leite, não usem esse leite para fazerem politicagem barata,” detonou Japiassu. POLITICA DA PARAIBA
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