Ser covarde, é...

Ser covarde, é...

sábado, 31 de maio de 2008

São elles que vomitam "Fora Lula"!

Sem votos, sem moral, sem credibilidade, querem no tapetão, derrubar o Presidente Lula. As ações da Policia Federal, dia-a-dia, mostram porque elles blasfemam tanto contra o melhor Presidente desse país. Vida longa a Lula! PSDB-DEM-PPS e parte do PMDB, têm DNA golpista. Temos que destruir essa corja este ano, não podemos permitir a volta delles.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

DN recomenda a BH que volte a discutir aliança, sem incluir PSDB e PPS

  
O Diretório Nacional do PT aprovou por ampla maioria nesta sexta-feira (30), em Brasília, resolução recomendando ao Diretório Municipal de Belo Horizonte (MG) que volte a discutir e deliberar sobre a política de alianças no município, de maneira que seja afastada a possibilidade de coligação com PSDB e PPS – nos marcos do que já havia sido decidido pelo próprio DN e pela Executiva Nacional do partido. 

A resolução delega “poderes legais e estatutários” à Executiva Nacional para que também volte a discutir e deliberar, caso necessário. 

Leia a íntegra: 

Resolução do Diretório Nacional do PT sobre alianças em Belo Horizonte 

Considerando o conteúdo político das resoluções sobre política de alianças nas eleições de 2008, aprovadas pelo Diretório Nacional do PT em suas reuniões de 9 de fevereiro de 2008 e 24 de março de 2008; 

Considerando as resoluções aprovadas pela Comissão Executiva Nacional do PT nas reuniões realizadas em 24 de abril de 2008, 28 de abril de 2008 e 26 de maio de 2008, acerca das solicitações de alianças com partidos de fora da base de apoio do governo federal; 

Considerando a retirada do recurso interposto à decisão da CEN que diz respeito à aliança com o PSDB em Belo Horizonte; 

O Diretório Nacional do PT resolve: 

1. Recomendar que O Diretório Municipal do PT de Belo Horizonte volte a discutir e deliberar sobre a política de alianças aprovada, afastando a possibilidade de coligação com PSDB e PPS. 

2. Delegar expressamente à CEN, com os poderes legais e estatutários cabíveis, voltar a discutir e deliberar sobre as alianças em Belo Horizonte, caso necessário, dentro das diretrizes firmadas nas resoluções do Diretório Nacional de 9 de fevereiro de 2008 e 24 de março de 2008.

Diretório Nacional do PT 
30 de maio de 2008 
 

João Pessoa, se apresenta "Aos Olhos do Mundo"

Um calendário cultural que dura o ano inteiro, as belezas naturais que enchem os olhos e trechos da história brasileira contados pelo ecletismo da arquitetura que se mantém imponente. Esses ingredientes garantem uma receita perfeita para que a cidade de João Pessoa - que é Patrimônio Histórico Nacional - figure entre os melhores roteiros turístico-culturais do País. Em detalhes, essas informações contidas no catálogo 'João Pessoa aos Olhos do Mundo' são um convite para investidores e turistas. O lançamento do material será na quinta-feira (29), às 17h, no Centro Cultural São Francisco.


Elaborado em três idiomas (português, inglês e espanhol) o catálogo impresso vem acompanhado de uma versão digital e vai funcionar como cartão de visitas da cidade junto ao público externo. Nas suas 86 páginas, dados e índices emoldurados por fotos fazem um raio X da capital paraibana. O objetivo é evidenciar as riquezas do lugar e o desenvolvimento sócio-econômico que desponta no cenário nacional. 


Roteiro ímpar – Para o trade turístico, a publicação traça um roteiro da cidade que é ímpar no Brasil: praias com balneabilidade o ano inteiro e verde em abundância. As belezas naturais somam-se aos eventos culturais executados com êxito pelo Governo Municipal desde 2005. São projetos como a Estação Nordeste (em janeiro), Paixão de Cristo (Semana Santa), São João Pessoa (junho) e Música do Mundo (dezembro) que ganharam respaldo no cenário nacional, atraindo milhares de visitantes à cidade.


A riqueza histórica da terceira capital mais antiga do Brasil também pode ser conferida no interior do catálogo. Imagens do casario e dos monumentos arquitetônicos como o Complexo São Francisco, o Hotel Globo e a Igreja da Misericórdia convidam visitantes a conhecer a cidade que é, desde dezembro de 2007, o mais novo Patrimônio Histórico Nacional.


Para receber bem turistas e todos aqueles que desejam estabelecer um vínculo mais duradouro com o município, ações efetivas como a coleta de resíduos (com cobertura de 96%), campanhas educativas para um trânsito mais humanizado e investimentos em equipamentos públicos e infra-estrutura (a exemplo da construção de praças, iluminação pública e alargamento dos corredores viários) são permanentes. Registrados no catálogo, esses dados demonstram porque João Pessoa tem um dos melhores índices de qualidade de vida do País.

PB: Começa o Maior São João do Mundo


Fonte:
http://www2.uol.com.br/guiacampina/not/nq22506.htm


Programação da Festa - 2008 Clique Aqui

Você não conhece o Parque do Povo? (Local da festa) - Clique aqui

        Todos os anos, no mês de junho, Campina Grande vive o clima de São João. Um mês inteiro de forró autêntico. A cidade fica tomada de turistas que chegam de todas as partes do Brasil e do mundo. Junho é o mês ideal para se conhecer um pouco mais de nossas tradições, nosso folclore e se divertir. 
        A festa junina em nossa cidade é conhecida como “O MAIOR SÃO JOÃO DO MUNDO” e acontece numa área central da cidade chamada de PARQUE DO POVO. Trata-se de uma grande área aberta de 42 mil e 500 metros quadrados, onde em 30 dias, os forrozeiros podem dançar 500 horas do mais autêntico “forró pé de serra”. Nesta época do ano o Parque do Povo é totalmente decorado com, bandeirolas e fogueiras. 
        No Parque do Povo existe uma área muito procurada que é o SÍTIO SÃO JOÃO, que nada mais é do que uma réplica perfeita de um sítio sertanejo do interior do estado. No local o turista tem a chance de fazer uma viagem bucólica a um aglomerado de natureza rural, e conhecer fortes elementos que transpõem seus visitantes à década de 40, época em que alguns costumes ainda não haviam sofrido a influência da tecnologia. A cultura popular do Nordeste se faz presente nas formas arquitetônicas da casa de moradia dos sitiantes, na bodega, na capela, na casa de farinha e no depósito de mangai. O SÍTIO SÃO JOÃO é um lugar que retrata os hábitos de uma comunidade rural, inclusive na maneira de cozinhar e dormir. 
        Ainda no Parque do Povo, é possível reviver aspectos da história de Campina Grande. No local existe uma cidade cenográfica com várias replicas de prédios históricos da cidade. Na cidade cenográfica o turista pode encontrar a VILA NOVA DA RAINHA, que foi uma das primeiras “praças de desenvolvimento econômico” da cidade. A Vila Nova da Rainha foi o principal “motor” de propulsão para o crescimento de Campina Grande. A Cidade que faz o Maior São João do Mundo, foi um dia conhecida como “Vila Nova da Rainha”. Lugar aprazível, onde os tropeiros (homens que transportavam mercadorias e gêneros de primeira necessidade, no lombo) acampavam. Estes homens a princípio escolheram este local para descanso, e aos poucos o local foi se transformando num ponto comercial. No local existem 15 casinhas, uma capela e um coreto. 
        Como nos velhos tempos, o local tenta retratar o comércio de artesanato e de venda de farinha de algodão. As peças de artesanato comercializadas no local, são confeccionadas a partir da mais diversificada matéria prima, como madeira, estopa, bucha vegetal, sisal, barro, couro ou tecido. 
        No Parque do Povo também estão instaladas muitas barracas, onde a culinária nordestina não é esquecida. São mais de duzentas barracas, pavilhões e quiosques onde é possível apreciar pratos típicos tais como buchada de bode, cuscuz com carne guisada, pamonha, pé de moleque, delícia de macaxeira, tapioca, curau, bolo de milho, etc. 

DICA: 
        A cachaça de alambique, produzida artesanalmente na região do Compartimento da Borborema, pode ser uma boa pedida nas noites frias de Campina Grande. 

        Outros atrativos: 
        Casamento Coletivo 
        A devoção aos santos juninos e a crendice popular, que giram em torno de seus poderes, mantêm vivas algumas expressões da cultura popular do Nordeste. Por exemplo, acreditar que Santo Antônio é casamenteiro é tradição que se transfere de geração a geração e que foi absorvida e está sendo preservada pelo Maior São João do Mundo. É por isso que a programação do evento reserva espaço a um “Casamento Coletivo” em pleno Parque do Povo, sempre no meio do mês de junho, entre os dias 12 e 18. 
Passeio Expresso Forroviário 
        É isso mesmo, você não leu errado não! O nome é correto é Trem Forroviário. O trem forroviário é "movido" a forró, e já se constituiu numa das principais atrações do Maior São João do Mundo. 
        O trem do forró, faz o percurso entre a Estação Velha de Campina Grande e o Distrito de Galante, em oito vagões, onde os passageiros podem apreciar uma rica paisagem bucólica, onde florece a vegetação típica da região do semi-árido nordestino. 
        A viagem sempre acontece nos finais de semana de junho, sempre saindo às 10h da manhã e retornando no final da tarde. O passeio expresso forroviário, além de bela paisagem, reserva muita animação; pois em cada vagão vai um trio de forró pé de serra para que os passageiros possam se aquecer dançando durante todo o percurso. 
        Chegando no Distrito de Galante o turista encontra o ARRAIAL DE GALANTE, montado numa ampla estrutura, onde é oferecido ao turista a prática do turismo rural com passeios a cavalo, ou em carroças de burro ou em jegues. O arraial de Galante tem ainda o “forró no mercado”, com palhoças de forró e um palco de comidas típicas. 
Corrida do Jegue 
        Este é sem dúvida o evento mais divertido do São João de Campina. Trata-se de uma competição de corrida de jegues que acontece no Parque do Povo, a céu aberto, sempre entre os dias 12 e 16 de junho. 
        Os animais se inscrevem no dia e no local da competição e se preparam para a corrida. Os jegues recebem nomes, números e se alinham para correrem em baterias de 4 jegues. 
        Confira alguns nomes de jegues que já passaram pelo "jegódromo": burrinho burriquelo, rozana, ozama, burrinho massa, amazan, pinguço, mikael xumaker, etc. Os nomes são uma atração a parte e não visam ofender nenhum dos "homenageados". (qualquer semelhança com nomes da vida real, é mera coincidência).

quinta-feira, 29 de maio de 2008

No dia em que eu disse não a veja.

Eu disse não a Veja.
Recebi uma ligação da telemarketing da Revista Veja e com muito prazer dei minha resposta a ela, que tentou me convencer a adquirir uma assinatura e que a Veja não estava completando 40 anos por acaso. Depois da sua propaganda, que ouvi pelo tempo que ela desejou falar, falei para ela que não concordava com a revista, pois ela faz um jornalismo de perseguição ao Presidente Lula. Ela tentou me convencer que não, ao contrário, disse ela, a Veja até elogiou o Lula que disse não concordar com o terceiro mandato, foi quando eu cortei seu raciocinio e disse que a Veja elogiava Lula em não aceitar o terceiro mandato, porque ela queria ver o Lula fora da Presidencia a qualquer custo, e partindo dele, melhor ainda, já que segundo a última pesquisa CNT/Sensus, Lula ganharia a eleição no primeiro turno. Aproveitei e disse que sou a favor do terceiro mandato mesmo o Presidente sendo contra. Já que o legislativo pode, por que o Executivo não pode?

A matemática da 'Folha': PT e PSDB, 2 pesos e 2 medidas

'Folha': antipetismo de novo "A cada R$ 1 doado ao PT, empresas recebem R$ 54".
 


O que vai a seguir é mais uma colaboração deste observador para a série "Como a grande imprensa manipula o noticiário". A Folha de S.Paulo de segunda-feira (26/5) publicou na primeira página a chamada a seguir:<
Por Luiz Antonio Magalhães, no Observatório da Imprensa Pois bem, o leitor vai lá para dentro do jornal e lê a matéria, publicada na página A4, com os seguintes título e linha-fina (grifos meus): "Governo paga a empresas 54 vezes o que doaram ao PT" "Só das 20 maiores contribuintes, partido recebeu R$ 8,7 milhões no ano passado" "No segundo mandato de Lula, empresas receberam R$ 473 milhões do governo federal; PT foi o partido que mais obteve contribuições" Mas eis que o distraído leitor vira a página e se depara com a seguinte preciosidade (grifos novamente meus): "Doadoras do PSDB obtêm contratos de R$ 3,4 bilhões" "Andrade Gutierrez e Odebrecht ganharam licitações em Minas Gerais e São Paulo" "Construtoras doaram ao todo R$ 2,4 milhões ao partido nacional em 2007; empresas dizem que doação foi feita de acordo com a lei" Ora, para chegar nos tais R$ 54 que as empresas doadoras do PT receberam a cada R$ 1 doados ao partido, a Folha dividiu o total recebido (R$ 473 mi) pelo total doado (R$ 8,7 mi). No caso do PSDB, a mesma divisão mostra que, a cada R$ 1 doado aos tucanos, as empresas receberam exatos R$ 1.416. Mas o jornal paulistano achou que os 54 contos do PT merecem mais destaque do que os R$ 1.416 do PSDB. Uma manchete justa talvez fosse a seguinte: "Doação ao PSDB dá às empresas retorno 26 vezes maior do que doação ao PT" Assunto para Carlos Eduardo Lins da Silva, o novo e competente ombudsman da Folha.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

O preço da privatização tucana

 

Texto publicado no site do ex-ministro José Dirceu.

O consumidor paulista vai pagar, e caro, pelos erros e conseqüências das privatizações tucanas. Em São Paulo, o sistema de transmissão e distribuição de energia está sobrecarregado e, segundo os especialistas, não tem flexibilidade para agüentar o crescimento da demanda de 4% a 5% ao ano. A conta vai para o consumidor, na veia, nas tarifas. Parece brincadeira, mas não é.
O marco regulatório da privatização tucana de 2006 não estabeleceu quem é responsável pela chamada rede menor, secundária, ou demais instalações de transmissão (DIT). Acreditem se quiser, mas ninguém é o "pai da criança"! Nem as empresas de distribuição, nem as de transmissão - estas dizem ser responsáveis só pela distribuição e pelas subestações. Nesse quadro, leitores, que temos de lembrar e considerar, também, para se dimensionar bem a gravidade do problema, que as sub-estações pegam fogo e as cruzetas dos postes caem, como vimos recentemente. 
Na emergência, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) farão licitações para as obras prioritárias necessárias e gestões para rever o marco regulatório. Tudo para resolver o imbróglio deixado pela venda da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) à colombiana ISA, empresa que, candidamente, já antecipa, agora, que participará das licitações dessas novas obras.
A Secretaria de Energia de São Paulo faz de conta que não é com ela e nem com o governo tucano - há 13 anos no poder no Estado, de Mário Covas a José Serra, passando por Geraldo Alckmin. Ao contrário, exige dos órgãos reguladores urgência e a inclusão e realização de outras obras. Parece mentira, mas é verdade! Coisas da privataria tucana.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O que a Mídia brasileira não vê.

Competência administrativa de Lula é elogiada pelo New York Times 

O jornal New York Times publicou em sua edição de sábado (24) reportagem sobre o bom momento vivido pela economia brasileira e elogia a competência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para administrar o país. 

Segundo o NYT, crise americana não afeta mais América Latina como anteriormente e a região encontra-se "menos acorrentada às fortunas dos Estados Unidos". Diz a reportagem que “enquanto os consumidores americanos estão apertando os cintos, os brasileiros estão gastando como se a palavra recessão não existisse no português". 

A reportagem ressalta que o controle da inflação, "graças à administração competente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva", contribuiu para o bom momento econômico que os brasileiros atravessam.
O jornal cita ainda uma declaração do diretor-executivo de pesquisas da empresa Morgan Stanley no Brasil, Marcaleo Carvalho, que afirma: "antigamente, quando os EUA espirravam, o Brasil pegava uma pneumonia, mas esse já não é mais o caso".
De acordo com a reportagem, a classe média brasileira está crescendo e "mais brasileiros têm mais dinheiro". 

O NYT atribui o bom momento econômico e a vitalidade brasileira à uma combinação de fatores, entre eles a valorização das commodities, impulsionada pela demanda da China, que trouxe dinheiro e gerou empregos.
Além disso, o jornal afirma ainda que o investimento externo dobrou, especialmente no mercado ações - "um dos que mais cresce no mundo". 

Esse bom período, analisa o NYT, gerou uma sensação de segurança na classe média brasileira, que sentiu-se segura para fazer empréstimos, o que também estimulou o boom do consumo no país. 

Segundo o artigo, o boom econômico e de crédito fizeram com que bens como carros, casas e aparelhos eletrônicos ficassem ao alcance de 20 milhões de brasileiros como em nenhum outro momento. "Pessoas que não eram consumidores se transformaram em consumidores", disse ao jornal o presidente da Associação Nacional de Crédito, Erico Ferreira. "Todos estão levando mais dinheiro para casa. Se você quer crédito, você pode conseguir", afirmou ao NYT. 

quarta-feira, 21 de maio de 2008

F1 - GP de Mônaco

Prefeitos se encontram em Fortaleza-CE


Fonte:
Orlando Silva
Prefeitos paraibanos e potiguares estão preparando comitivas para participarem do Encontro de Prefeitos, promovido pela União Nordestina de Prefeitos (UNEP), em Fortaleza, no Ceará, a partir do próximo domingo, no auditório do Gran Marquise Hotel. Serão três dias de debates sobre temas relacionados à gestão pública municipal e ao movimento municipalista brasileiro. Os prefeitos Ana Adélia e José Anastácio, respectivamente, dos municípios de Frei Martinho e Livramento, estão organizando uma caravana de gestores paraibanos para participar do evento na capital cearense. Um ônibus fretado vai conduzir os 54 prefeitos até o Encontro realizado anualmente pela UNEP. No Rio Grande do Norte, mais de 50 prefeitos, coordenados por Shirley Targino (município de Messias Targino) e Fernando Lima Bezerra (Macaíba), sairão em comitiva até Fortaleza. A mesma articulação está sendo feita por vereadores para que as discussões possam ser acompanhados por membros dos legislativos municipais. Um exemplo dessa articulação é O vereador de João Pessoa, Valdir Dowsley (Dinho) que está mobilizando uma comitiva de parlamentares da capital paraibana para participar do Encontro, em Fortaleza. Programação definida O Encontro de Prefeitos promovido pela UNEP já teve a confirmação da presença de várias autoridades da política nacional e especialistas de áreas relacionadas à gestão municipal. Entre os palestrantes, está o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que vai apresentar o tema “Relações entre Governos Estaduais e Municipais”, na manhã do dia 26, logo após a abertura solene do evento. O representante da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gilmar Dominici, falará sobre o tema “Cresce O Brasil, Ganham os Municípios e os Cidadãos”.Os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP) falará sobre “Energias Renováveis – Riquezas Nordestinas”, e Marcondes Gadelha (PSB-PB) sobre “Integração da Bacia do Rio São Francisco às Bacias do Nordeste Setentrional”. O mestre em Direito Constitucional Valmir Pontes Filho vai falar sobre “Como Vencer as Eleições e Não Ser Cassado – A Constituição Brasileira versus Legislação Eleitoral”. Já o tema “Pacto da Águas”, será exposto pelo diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), Eldoro Wálter de Santana. No temário ainda constam “Experiências Inovadoras de Sucesso Administrativo Municipal”, “Visão do Governo Federal sobre o Nordeste”, “A Nova Sudene e os Municípios” e “O que o Banco do Nordeste pode oferecer aos Municípios”.

terça-feira, 20 de maio de 2008

PT paraibano confirma apoio a Ricardo e indica Rodrigo Soares como vice







Politica da Paraiba
Durante todo o final de semana o Partido dos Trabalhadores (PT) realizou o Encontro Municipal do PT de João Pessoa. Na pauta os delegados aprovaram o apoio ao atual prefeito da capital, Ricardo Coutinho (PSB), e ainda a indicação do nome do Deputado Estadual Rodrigo Soares como possível vice na chapa para as Eleições 2008. A maioria dos delegados do Partido, presentes no Encontro, se mostraram favoráveis ao atual modelo de gestão que tem sido aplicado nos últimos três anos na Capital e em razão disso o PT oficializou o apoio a reeleição de Ricardo. Já a indição de Rodrigo Soares, se deu pelo histórico político do deputado, e ainda pela necessidade que o PT observou de fortalecer a parceria entre o gestão municipal e o Governo Federal. Apesar da indicação do nome de Rodrigo Soares pelo PT, as expeculações em torno de quem seria o nome para a vice-prefeitura na chapa de Ricardo Coutinho ainda são grandes. O candidato oficial deverá ser conhecido apenas no mês de junho, quando o PSB realizará a sua Convenção Municipal. Nos dois dias de Encontro, os participantes discutiram ainda, as atuais ações que têm sido realizadas pelo Governo Federal em relação aos municípios , principalmente por meio dos programas de desenvolvimento local e regional sustentáveis, responsáveis por gerar trabalho e renda e garantindo direitos sociais. Ainda tendo como foco o Governo Federal foi discutido também a relação do partido com o combate ao retorno do PSDB e o DEM (ex-PFL) em níveis nacional e local. Veja na íntegra as resoluções políticas do Encontro Municipal do PT de João Pessoa: Aprovar como resolução o apoio de nosso partido à candidatura à reeleição do Prefeito Ricardo Coutinho (PSB). O PT manifesta este posicionamento por entender que a atual administração tem avançado para um modelo de gestão participativa, ampliando os espaços de participação popular, de controle social e de recuperação do caráter público da administração municipal. Propugnar, também, pela nossa participação na chapa majoritária para fazer a defesa das políticas em curso, avançando em seu caráter democrático, inclusivo e republicano. Sendo assim, o PT indica o nome do Deputado Estadual Rodrigo Soares, para vice-prefeito, com tradição de militância, oriundo dos movimentos estudantil, de direitos humanos e de trabalhadores, amplamente respaldado pela base partidária petista. Esta indicação contribuirá significativamente para o fortalecimento da chapa, ampliando sua representação política, contribuindo para aprofundar as políticas de mudança em curso na cidade e ampliação dos laços com o projeto nacional encabeçado pelo Presidente Lula. Contribuir na elaboração de diretrizes programáticas de governo que consolidem um projeto de desenvolvimento para a cidade, incorporando os trabalhadores, empresários, universidades, movimentos sociais, culturais, ecológicos e direitos humanos. Para tanto, a Comissão Executiva Municipal – CEM deverá formar, na sua primeira reunião após este encontro, uma comissão responsável por formatar, com brevidade, um documento que aponte estas diretrizes programáticas, à luz do modo petista de governar. Lutar pela ampliação da nossa bancada de vereadores, através da construção de uma chapa competitiva. Para tanto, este encontro delega ao Diretório Municipal a responsabilidade de consolidar a coligação com o PCdoB, com o qual já estamos dialogando e autoriza conversações com outras agremiações que compõem o arco de apoio ao governo municipal e que, necessariamente, façam parte da base de apoio ao governo Lula. Orientar a Comissão Executiva Municipal para, em sua próxima reunião, começar a formatação da coordenação de campanha para 2008. Conclamar todos os seus filiados e simpatizantes a incorporar esta resolução a fim de ocupar a cena política local com determinação e altivez, trazendo sua contribuição de partido nacional à cidade de João Pessoa.

sábado, 17 de maio de 2008

Altamiro Borges: a batalha do fator previdenciário


O governo Lula, que neste segundo mandato ainda não baixou medidas graves de regressão dos direitos trabalhistas, está na berlinda. O Senado aprovou o projeto do petista gaúcho Paulo Paim (PT-RS) que extingue o fator previdenciário, uma excrescência imposta por FHC que reduziu a já misera renda dos aposentados e pensionistas. Diante da decisão, a equipe econômica, sempre apegada à ortodoxia do ajuste fiscal, pressiona os deputados e já ameaça com o veto presidencial ao projeto do senador, um ex-sindicalista que fundou a CUT ao lado de Lula. A briga promete ser quente.
Por Altamiro Borges* Em reunião no final de abril, dirigentes das principais centrais sindicais do país manifestaram seu apoio ao projeto do senador Paim, que elimina o fator previdenciário e garante o mesmo reajuste do salário mínimo aos aposentados. Conforme declarou Wagner Gomes, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), “o sindicalismo está vigilante e preparado para mobilizar suas bases em defesa destas duas medidas, que já foram aprovadas no Senado e, em breve, serão apreciadas e votadas na Câmara Federal”. As centrais planejam realizar várias atividades para pressionar os deputados federais e o governo Lula, incluindo uma barulhenta concentração na Câmara dos Deputados em 15 de maio. Matemática perversa dos tucanos O fator previdenciário foi instituído pela Lei 9.876, aprovada em novembro de 1999, no bojo da contra-reforma de FHC. Ele é um perverso mecanismo contábil de arrocho dos trabalhadores que retarda os pedidos de aposentadorias por tempo de contribuição, elevando em cinco anos a idade média de quem requer o benefício. Como a redução dos rendimentos é expressiva (ele fica menor quanto mais cedo a pessoa se aposenta), o trabalhador é obrigado a adiar o acesso ao benefício. Aplicado no cálculo da contribuição, o fator reduz em 30 e 35% - respectivamente para homens e mulheres – o valor da aposentadoria e da pensão em comparação com o salário da ativa. Não é para menos que o fim deste monstrengo tucano foi saudado por várias categorias. Na base do próprio presidente Lula, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC divulgou boletim com o título: “Fim do fator previdenciário, vitória dos trabalhadores”. Segundo o texto, a aprovação do PLS 296/03 do senador Paulo Paim representa “uma alteração de amplo e importante alcance social”. Além de extinguir o fator previdenciário, “esse redutor das aposentadorias”, o projeto “estende a política de valorização do salário mínimo às aposentadorias e pensões. O sindicato, que projetou Lula no cenário nacional, promete pressionar o governo e elogia a “tenacidade do senador Paim”. A desculpa esfarrapada do déficit Apesar do uníssono apoio ao fim do fator previdenciário, o Palácio do Planalto parece decidido a sabotar a vitória. O atual ministro da pasta, Luiz Marinho, que por ironia da história já presidiu o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, informou às centrais que o presidente Lula vetará o projeto, caso ele não seja rejeitado pela Câmara Federal. A desculpa apresentada é a mesma de sempre: a de que a medida elevará o déficit da Previdência Social. Durante a campanha eleitoral de 2006, o candidato Lula garantiu nos palanques que “a Previdência não é deficitária”, contrapondo-se aos agourentos neoliberais que propunham mais arrocho no setor. Agora, parece, mudou o discurso. A realidade, porém, rejeita os mitos neoliberais. No primeiro trimestre deste ano, em decorrência do tímido aquecimento da economia, o déficit da previdência baixou 17,2% na comparação com o mesmo período de 2007. A própria Folha de S.Paulo, ativa defensora da destruição do setor, foi forçada a admitir que “a redução do rombo reflete a maior criação de empregos formais, que impulsiona a arrecadação das contribuições que financiam a Previdência. Entre janeiro e março, foram criadas 554 mil vagas – aumento de 39% em relação a 2007. Com isso, a arrecadação no trimestre chegou a R$ 35,4 bilhões, alta de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado”. * Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB e autor do livro recém-lançado “Sindicalismo, resistência e alternativas” (Editora Anita Garibaldi).

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Operação Lactose

Fonte: www.correiodaparaiba.com.br
Polícia Federal já prendeu três no Estado da Paraíba

Três pessoas da Paraíba já foram presas pela Polícia Federal que, às primeiras horas desta quinta-feira (15), pôs em curso na divisa dos estados do Nordeste uma operação chamada de Lactose. 

O trabalho se destina a desmontar uma quadrilha especializada em falsificar leite em pó integral e que foi denunciada pelo Ministério da Agricultura.

Na Paraíba já foram presos: Carlos Batista Culau, dono da empresa Big Leite; Carlos José Escorel, funcionário da empresa Big Leite e Evandro Soares Reis, também funcionário. Em outros estados prenderam: Urbano José Dantas (em Pernambuco); Cristina Malvete, funcionária da Milke; e Noeli Jores (Santa Catarina) e Augusto Osmundo (Ceara).

Na Paraíba, a juíza federal Maria Cristina Garcez expediu os sete mandados de prisão e apreensão e busca. No Nordeste os mandados somam 14.

O trabalho começou por volta das 4h30 mas, obedecendo à Constituição, somente a partir das 6 horas começaram a ser feitas as prisões e apreensão de equipamentos, conforme foi noticiado no programa Correio da Manhã, ancorado por Marcelo José na Correio Sat.

A operação se realiza na divisa dos Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte. A operação envolve policiais federais dos Estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba.



Wellington Farias

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Lula assina MP que dá aumento a cerca de 800 mil servidores da União

Além dos 800 mil funcionários de 17 categorias, militares também serão contemplados. Presidente também assinou MP para liberar crédito extraordinário de R$ 7,5 bilhões.
Do G1 » Centro de Educação Tecnológica de SP abre 163 vagas: até R$ 4,9 mil » MP de Pernambuco abre inscrições para 15 vagas de promotor: R$ 16 mil » Câmara aprova criação de 53.257 vagas no ensino público O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (14) medida provisória (MP) que concede reajuste salarial aos militares e a cerca de 800 mil servidores da União, de 17 categorias. De acordo com a Casa Civil, para garantir os recursos para o aumento, o presidente Lula também editou uma MP liberando crédito extraordinário no valor de R$ 7,5 bilhões. Em abril, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou que o reajuste médio dos militares seria de 47,19%. Já o Ministério do Planejamento informou recentemente que o reajuste dos servidores civis iria variar de 9% a 105%. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou, em março, que seria enviada uma medida provisória ao Congresso Nacional para reajustar os salários de quase 800 mil servidores públicos federais. Veja as categorias contempladas pelo reajuste do governo e suas regras A estimativa do Executivo é de gastar cerca de R$ 2,1 bilhões com estes reajustes neste ano. "Tínhamos feito acordos que estão sendo mantidos, mas renegociamos com todas estas categorias os prazos, que ficaram compatíveis com as condições que temos no orçamento", disse Bernardo.

MP e aprovação do orçamento

A confirmação dos reajustes só foi possível, segundo informou o Planejamento, por conta da aprovação, na noite desta quarta-feira (12), do orçamento federal pelo Congresso. No fim do ano passado, o governo federal suspendeu temporariamente a concessão dos reajustes já negociados por conta do fim da Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF). Na ocasião, informou que teria de fazer ajustes para compensar o fim do tributo, o que foi feito com a elevação do IOF e da CSLL dos bancos, e verificar o comportamento da arrecadação neste início de ano - que veio bem forte. O governo pedia, na proposta orçamentária enviada ao Congresso Nacional, cerca de R$ 5,5 bilhões para reajuste dos funcionários públicos, valor que foi baixado para R$ 3,5 bilhões pelos parlamentares durante a tramitação do orçamento. Nesta primeira rodada de negociações, foram "usados" R$ 2,1 bilhões, restando cerca de R$ 1,4 bilhão para as categorias ainda em negociação. Segundo o Ministério do Planejamento, o fato de os reajustes estarem sendo propostos via MP, atualmente muito criticadas pelo Congresso Nacional, deve-se à necessidade de "urgência" para inclusão dos valores na folha de pagamentos de março. Questionado se o envio de uma nova MP ao Congresso Nacional neste momento não tornaria a relação entre os poderes mais tensa, Bernardo afirmou estar atento a isto. "Neste caso, tomamos o cuidado de negociar com todos os grupos para fazer uma única Medida Provisória abrangendo 11 categorias e quase 800 mil servidores. É justificável. A gente consegue dialogar com os congressistas e mostrar a importância disto", afirmou ele.

Categorias contempladas

Entre as categorias contempladas com os reajustes estão: professores das instituições federais de ensino, administrativos da Polícia Federal, Incra, Hospital das Forças Armadas, Agentes de Combate a Endemias, Ministério da Cultura, Técnicos Administrativos em Educação, PGPE (Plano Geral de Cargos do Poder Executivo), Previdência Social, Saúde e Trabalho e fiscais federais agropecuários.

Negociações em curso

Não foram incluídos, nesta primeira tratativa de reajuste, as seguintes categorias: militares, Banco Central, Meio Ambiente, Funai, Receita Federal, Dnit, Datasus, AGU, Ciência e Tecnologia, Imprensa Nacional e FNDE, entre outros. Bernardo informou ter cerca de R$ 1,4 bilhão para estas negociações. "Todos eles [outras categorias] estão sendo tratados. Estamos fazendo reuniões, mas não tem previsão [de solução] ainda. Há alguns casos onde o pessoal fica muito resistente na negociação e é absolutamente normal. Não tenho como fazer uma previsão de quando vamos fazer um acordo", disse o ministro do Planejamento. Assim como nas categorias já contempladas, Bernardo afirmou que os prazos dos reajustes, para as categorias ainda em negociação, deverão se estendidos. "Estamos jogando os prazos para diante e só vamos fechar em um momento em que eles aceitem condições compatíveis com as novas condições do orçamento", disse ele.

Novos reajustes

Bernardo aproveitou ainda para dizer que esta seria a última rodada de reajustes para os funcionários públicos deste segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Não temos previsão de fazer nenhum novo aumento como esse até 2010", disse ele. Os reajustes já confirmados são, em sua maioria, escalonados, ou seja, com percentuais de aumento em 2008, 2009 e 2010.

40 Horas Semanais



Redução da jornada: CUT divulga endereço para abaixo-assinado on line  
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou link para ser acessado por quem deseja participar do abaixo-assinado pela redução da jornada sem redução de salários. 

O endereço na internet é: http://www.PetitionOnline.com/cut4025n/petition.html 

A presidência da CUT informa que o cadastro nessa página foi feito pela central. O endereço é reconhecido internacionalmente e as assinaturas, portanto, têm o mesmo valor da assinatura em papel.


terça-feira, 13 de maio de 2008

O deserto da estagnação econômica já era, diz Lula

É creu nelles!

Tribuna

O deserto da estagnação econômica já era, diz Lula 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem a mobilização "de todas as nossas energias" para o bom funcionamento da Política de Desenvolvimento Produtivo e previu uma fase renovada de crescimento econômico. "Atravessamos o deserto da estagnação, a terra fértil já está à vista. 

Só depende de nós alcançá-la e conquistá-la", declarou ontem durante o evento de apresentação da nova política, no Rio. "Vamos todos juntos, governo, empresários, trabalhadores, técnicos, cientistas, enfrentar esse desafio. É isso que nós, o governo, queremos. É isso que queremos de vocês. 

E, certamente, é isso que o Brasil quer de todos nós", arrematou o presidente. De acordo com Lula, a nova política tem como objetivos ampliar o investimento e a produção, "para atender ao mercado interno em expansão", reduzir a desigualdade, ampliar o acesso a bens e serviços de qualidade, desenvolver a mão-de-obra, fomentar a infra-estrutura de pesquisa e fortalecer a inserção externa das empresas nacionais. 

Ele chamou atenção para os investimentos feitos pela Vale no Canadá e destacou a necessidade de aumentar os investimentos em regiões como a América Latina e a África. "Temos muito mais coisa para fazer, basta que nós acreditemos." Lula lembrou-se do PAC da Ciência e Tecnologia, lançado em novembro do ano passado. 

"Eu acho importante a gente saber que tem esses R$ 41 bilhões e precisamos desovar corretamente esses R$ 41 bilhões para fazer a revolução tecnológica de que tanto precisamos", afirmou. 

O presidente também afirmou que a Política de Desenvolvimento Produtivo vai assegurar uma trajetória de crescimento sustentável para o Brasil. "Queremos consolidar a vitória do Brasil sobre 25 anos de incertezas, de crescimento volátil e baixo", afirmou, durante discurso de lançamento do plano, na sede do BNDES. 

"Temos os pés bem plantados no presente e estamos com os olhos voltados para o futuro", acrescentou. O presidente salientou que "investir, inovar e exportar" são as principais metas da política. "São metas baseadas na compreensão das transformações em curso no cenário mundial e inspiradas em uma visão de longo prazo", afirmou. 

Acelerador
"A aceleração das mudanças tecnológicas é tão evidente e o investimento contínuo e crescente é condição necessária para o sucesso de qualquer empresa e de qualquer país." Lula relembrou a trajetória econômica dos últimos 25 anos, período no qual o País aprendeu que não deseja inflação. "Aprendemos que queremos um governo com suas contas em dia. 

Aprendemos que as empresas não podem ser eternamente ineficientes e viver às custas de subsídios e protecionismos descabidos", afirmou, acrescentando: "estamos virando essa página. 

Mas nem por isso queremos apagá-la da nossa história." O presidente ressaltou que a disposição dos empresários em investir depende de ações do governo, de um ambiente estimulante no país, de uma demanda em expansão, de confiança nas instituições, de expectativas de futuro positivas.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Lula e sindicalistas celebram em São Bernardo 30 anos da histórica greve de 78

 

Fonte: www.politicadaparaiba.com.br


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou presença no evento em comemoração aos 30 anos da histórica greve da Scania, em São Bernardo do Campo, nesta segunda-feira (12). O movimento iniciado no ABC paulista em 1978, marcou  o surgimento do chamado novo sindicalismo, foi decisivo para a derrubada da Ditadura Militare daria origem ao Partido dos Trabalhadores, fundado dois anos depois. 

Participam também do evento comemorativo, que acontece na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, atuais e ex-dirigentes, estudiosos do movimento sindical e personagens históricos da paralisação. 

Haverá seminário, mesas de debates e a exibição do documentário Linha de Montagem, do diretor Renato Tapajós. 

Confira a programação 

7h - Assembléia na portaria da Scania, em São Bernardo 

Com o ministro Luiz Marinho (Previdência Social) e o deputado federal Vicentinho. Também participa o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT), Carlos Alberto Grana, ex-presidentes da CUT e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e os atuais dirigentes do sindicato José Lopez Feijóo (presidente), Sérgio Nobre (secretário de Organização) e Rafael Marques (secretário-geral). 

9h - "Trabalho Decente", "30 anos do novo sindicalismo, a história de uma greve", "Judicialização e criminalização do movimento sindical no Brasil". 

Laís Abramo, socióloga, e diretora do escritório da OIT (Organização Internacional do Trabalho) no Brasil e especialista para América Latina em temas de gênero e trabalho falará sobre "Trabalho Decente" e fará um balanço dos 30 anos da greve da Scania e o atual momento do movimento sindical. 

Paulo Vanucchi, ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos do governo federal, vai abordar o "Movimento Sindical nos dias atuais - judicialização e criminalização. 

Djalma Bom, ex-deputado federal e ex-dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, falará sobre a história da paralisação de 1978. 

17h30 às 18h - Mesa debate o filme "Linha de Montagem" 

Composição da mesa 

Renato Tapajós, diretor do filme, que foi restaurado e será relançado no circuito comercial. 

Sérgio Nobre, diretor de Organização do Sindicato dos Metalúrgicos, e presidente eleito para o próximo mandato de três anos. 

Gilson Menezes, ex-dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, umas das principais lideranças da greve da Scania em 1978. 

18h às 19h30 - Exibição do filme "Linha de Montagem" 

O filme de Renato Tapajós, documentário sobre as greves dos metalúrgicos de 1979 e de 1980, foi restaurado depois de mais de 25 anos e será relançado durante o evento. 

19h30 - Mesa debate sobre os 30 anos da greve da Scania. 

Composição da mesa: 

José Lopez Feijóo, atual presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. 

Luiz Marinho, ministro da Previdência Social, ex-ministro do Trabalho e ex-presidente do Sindicato e da CUT (Central Única dos Trabalhadores). 
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pelo menos 20 escandalos dos tucanos-pefelentos na Paraiba, poderão ser apurados

Deputados relacionam 20 grandes escândalos no governo Cássio e querem apuração.
Fonte:www.politicadaparaiba.com.br Deputados de oposição querem a realização de uma auditoria independente para levantar prejuízos causados por pelo menos 20 grandes escândalos no Governo de Cássio Cunha Lima (PSDB), de janeiro de 2003 até agora e que abalaram a Paraíba. Levantamento feito pelos parlamentares estaduais do PMDB, PT e PSB aponta denúncia de uma irregularidade grave a cada três meses. Preocupados, os deputados avaliam que o Estado pode se tornar inviável do ponto de vista administrativo e financeiro. Constam do levantamento realizado pelos parlamentares as denúncias de desvio de recursos no Funesbom, superfaturamento e irregularidades em processos de licitação para compra de Pão, Combustíveis, Leite e Sementes. Os deputados relacionam ainda denúncias envolvendo ainda o Prodetur 2, a compra de medicamentos excepcionais, a gestão da saúde e de hospitais, o excesso de gastos com publicidade por intermédio da empresa MIX, venda da Folha de Pessoal, compra de verduras e frutas, aluguel de jatinho (táxi aéreo), pagamento de gratificações ao tenente Allysson (contracheque) e a distribuição de cheques em Campina Grande.

domingo, 11 de maio de 2008

Massa vence outra vez e Hamilton é segundo

Fonte www.grandepremio.com.br

Mesmo diante da clara ameaça na estratégia arriscada que a McLaren apresentou neste domingo (11), Felipe Massa confirmou o histórico do GP da Turquia, que diz que o pole-position sempre vence na pista turca, e comemorou o segundo triunfo na temporada, o terceiro consecutivo em Istambul. E ouviu da equipe pelo rádio: “Absolutamente fantástico, brilhante!”

Porém, a vitória foi construída até de maneira bastante tensa durante a prova, especialmente por causa de uma surpreendente performance de Hamilton. O brasileiro da Ferrari largou muito bem da primeira posição do grid, deixando para trás Lewis Hamilton, Robert Kubica, Heikki Kovalainen, Fernando Alonso e um Kimi Raikkonen, que partiu muito mal do quarto posto. 

Contudo, um acidente envolvendo o italiano Giancarlo Fisichella e Kazuki Nakajima provocou a única e rápida intervenção do safety-car na corrida logo na primeira volta. No final do pelotão, o italiano da Force India atingiu a traseira do Williams do japonês na curva 1 e causou o precoce abandono de ambos.

Na volta seguinte, se deu a relargada, com um impetuoso Lewis pressionando Massa, enquanto a fila indiana foi se formando atrás dos ponteiros. Heikki Kovalainen, em uma estranha mudança de estratégia, entrou nos pits e se viu fora da briga pela ponta.

Após o péssimo início, o líder do campeonato tratou de recuperar posições. Alonso, a primeira vítima, foi superado com certa facilidade. Já a colocação de Kubica veio depois da primeira parada. 

Na frente, começava a luta pela primeira posição, com o inglês e o brasileiro se alternando nas voltas rápidas até que a equipe prateada resolver revelar seu audacioso plano para vencer os rivais vermelhos. O jovem britânico fez um pit stop muito rápido, voltou à pista e, depois da parada de Felipe, foi protagonista da primeira grande ultrapassagem da prova. 

No comando da prova, Hamilton tentou abrir o máximo de distância para as Ferrari, pois teria de parar uma vez mais ainda. Massa, no entanto, se valeu de sua visível adaptação à pista e manteve um bom ritmo. Na segunda parada, garantiu o primeiro posto.

O esforço de Lewis foi recompensado e o piloto conseguiu seguiu na segunda colocação, empurrando Raikkonen para terceiro. O finlandes ainda tentaria disputar o segundo lugar com o inglês, mas acabou cruzando a linha de chegada em terceiro, a pouco mais de quatro segundos do representante prateado.

As duas BMW, que também se valeram das paradas de box, completaram os cinco primeiros, com o polonês à frente de Nick Heidfeld. O espanhol da Renault, que esboçou reação no final, fechou mesmo na sexta posição, um lugar acima do posto de largada. Mark Webber somou os dois pontos do sétimo, após emocionante duelo com Kovalainen, que por sua vez, fez um excelente prova de recuperação, mas foi traído pelo terceiro pit stop e terminou em 12º. Nico Rosberg colocou a escuderia de Grove na oitava colocação.

Entre os demais brasileiros, Rubens Barrichello, que completou seus 257 GPs, parou uma única vez e chegou três posições atrás do companheiro Button, no 14º. Já Nelsinho Piquet, que foi dono da segunda manobra mais bonita da corrida ao passar Jenson na última curva do circuito, alcançou o 15º. 

sábado, 10 de maio de 2008

Para Todas as Mamães.

F1 - Massa é pole na Turquia

Em casa", Massa crava segunda pole do ano
 
 
Huseyin Caglar/AFP

Entre Kovalainen e Hamilton, está Massa, o "piloto da casa" na Turquia

MARCUS LELLIS
de Santos


Com a "maluca" temperatura da pista de Istambul, quem soubesse lidar com os pneus sairia com a pole-position no treino classificatório deste sábado (10). Melhor para quem conhece bem o circuito, o piloto local Felipe Massa. Não, o piloto da Ferrari não se naturalizou turco. Mas após garantir a posição de honra do grid de largada do GP da Turquia pela terceira vez consecutiva, é possível dizer que o brasileiro achou sua "segunda casa".

Massa foi o mais rápido na parte que valia e no Q1. A segunda fase foi liderada por Kimi Raikkonen. O que marcou todas elas foi a constante mudança de temperatura, que complicou, e muito, o trabalho dos pilotos em busca do melhor ajuste para seus compostos. Começou com 26 graus, foi a 34, caiu pra 30, pra 28, depois foi a 36, terminando em 29.

Foi nesse cenário que Felipe conquistou a pole. Neste domingo (11), terá a companhia de Heikki Kovalainen na primeira fila, mostrando certa evolução da McLaren neste fim de semana. Lewis Hamilton também foi bem e ficou com a terceira posição, à frente do líder do campeonato Kimi Raikkonen. A já tradicional "pedra no sapato" da equipe inglesa, Robert Kubica, dessa vez não incomodou e fechou na quinta posição.

Coulthard: a novidade do top-10

A surpresa do fim de semana por enquanto é a Red Bull. Mark Webber teve mais um grande desempenho em uma classificação e vai largar na sexta posição. Novidade foi a presença de David Coulthard entre os dez primeiros, em uma temporada que está sofrendo lá nas últimas posições. Fernando Alonso, Jarno Trulli e Nick Heidfeld completaram essa lista do top-10.

Entre os outros brasileiros, Rubens Barrichello manteve sua regularidade, se classificando para o Q2. Porém, continua batendo na trave na hora de passar à última fase. Na Turquia, sairá da 12ª posição. Ao menos, superou seu companheiro de Honda, Jenson Button. Já Nelsinho Piquet não esteve bem. Sem as Super Aguri, o treino ficou mais difícil, quem é 16º colocado não escapa do corte da primeira parte. Mas o piloto da Renault não se classificaria nem se as SA ressucitassem, já que fechou em 17º.

Para finalizar, falando em Super Aguri, o cargo de "lanternas" do grid ficou vago com a desistência da simpática equipe japonesa. Mas já há uma candidata fortíssima ao lugar: a Force India. Adrian Sutil e Giancarlo Fisichella ficaram com as duas últimas posições da tabela. Tudo bem que o italiano foi punido com a perda de três colocações, mas mesmo sem a sanção, ficaria em penúltimo.

Raikkonen cria "acostamento" na pista

A sessão não teve muitas escapadas. Na verdade, teve uma e meia. No começo, Kazuki Nakajima foi dar uma passeada fora do circuito de Istambul. Raikkonen também chegou a fazer o mesmo, mas conscientemente. Para não ser punido por atrapalhar os carros durante sua volta aos boxes, resolveu abrir caminho para todos. Andando fora da pista, em um acostamento imaginário. 




sexta-feira, 9 de maio de 2008

POR UM TERCEIRO MANDATO DE LULA


Rui Martins - Berna
Extraido do Blog
Por um Novo Brasil

Vamos pedir para Lula ficar, em comícios, manifestações públicas, e para afastar qualquer dúvidas exigir um plebiscito que permita um terceiro mandato. O FHC ganhou sua reeleição em conchavos no Congresso, Lula será tri a pedido do povo. E isso criará uma extraordinária união nacional.Seria absurdo alguém levantar qualquer dúvida quanto à democracia norte-americana, no período do New Deal, depois da crise financeira, até 1945, fim da Segunda Guerra Mundial. Exatamente de 1933 a 1945, durante 12 anos, os EUA tiveram como presidente, e um de seus melhores presidentes, Franklin Roosevelt.Roosevelt tirou os norte-americanos da crise, evitou que a miséria decorrente se instalasse no país, desenvolveu um Estado social, entrou em conflito com o Judiciário para poder impor iniciativas do New Deal que favoreciam a maioria da população. Liderou os Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial contra a Alemanha nazista, declarando a guerra ao eixo alemão-italiano-nipônico em 1941, em sequência ao ataque de Pearl Harbour.Roosevelt foi reeleito uma vez, duas vezes, três vezes e só não completou seu quarto mandado presidencial por ter morrido.E a França ? País da liberdade, da contestação, de manifestações, da revolta estudantil agora completando 40 anos, onde se criaram as férias pagas para o operariado, ninguém colocaria em dúvida o período presidencial de François Mitterrand, também um de seus melhores presidentes.Mitterrand assegurou o desenvolvimento de conquistas sociais para os trabalhadores, aboliu a pena de morte, criou a semana de 35 horas, lançou as bases para a construção da União Européia, manteve a independência francesa face à Otan e aos Estados Unidos. Eleito em 1981, foi reeleito em 1988 e governou por 14 anos, pois na época os mandatos presidenciais franceses eram de sete anos.Ninguém em sã consciência diria que Franklin Roosevelt e François Mitterrand eram ditadores ou que prejudicaram a evolução das democracias norte-americana e francesa. Muito ao contrário – reforçaram as instituições e a independência de seus países, zelaram pela paz social e deram condições para a população norte-americana e francesa melhorarem de vida e participarem do desenvolvimento industrial de seus países. O parlamento sempre foi livre e a imprensa gozou igualmente de toda liberdade durante os mandatos presidenciais de Roosevelt e de Mitterrand.Por que seria agora escandaloso, anti-democrático, perigoso, se permitir ao presidente Lula um terceiro mandato ? Nunca o Brasil desfrutou de tanto prestígio no cenário internacional, encarado como grande nação emergente, independente, orgulhosa por ter pago as dívidas e de não representar mais nenhum risco para os investidores, que tanto perderam investindo nos EUA e no seu dólar desvalorizado. Nunca a imprensa foi tão livre.Mais de 20 milhões de pessoas deixaram de ser consideradas miseráveis e fazem hoje parte de famílias pobres mas com direito a escolas e a refeições regulares. A economia está funcionando, o país está entrando ao seu futuro, tão falado depois de descrito por Stefan Zweig e, enfim, não somos mais unicamente o país do futebol e do carnaval.Falar em futebol, na linguagem dos futebolistas existe aquela conhecida frase – não se troca uma equipe que ganha. Por que iríamos agora desativar o processo de enriquecimento do nosso país, que levará sem dúvida ao atenuamento das desigualdades sociais e da má distribuição das riquezas ? Por que se perder energias em busca de um sucessor, criando-se o receio de se interromper essa corrente ascendente tanto para a economia brasileira como para a população?Há muitos escândalos, corrupção ? Mas há também muitos processos e prisões. Os governos anteriores foram melhores ? Não, mesmo piores. O que conta são os resultados. E eles são bons no seu conjunto.Não é uma questão de personalização do presidente, ele é um homem como todos nós, com sua média diária de erros e acertos. É uma questão de realismo, para não se quebrar, com lutas políticas, o ritmo atual que nos embala para cima.Vamos, sim, fazer um movimento para Lula governar mais um mandato. Pedimos, em 1821, para o príncipe-regente Pedro de Alcântara ficar no Brasil e não obedecer seu pai que exigia seu retorno a Portugal. Pedro ficou e proclamou nossa independência e se transformou no nosso Pedro I.Vamos pedir para Lula ficar, em comícios, manifestações públicas, e para afastar qualquer dúvidas exigir um plebiscito que permita um terceiro mandato. O FHC ganhou sua reeleição em conchavos no Congresso, Lula será tri a pedido do povo. E isso criará uma extraordinária união nacional.Lula terá assim um mandato tão longo como o de Roosevelt, de Mitterrand, e até do Getúlio e sem golpe de Estado.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

POLÍTICA - DEM, já vai tarde.

 
Extraido do:
Blog de Um Sem Mídia

Vocês se lembram quando o Jorge Bornhausen disse que ia acabar com "a raça do PT"? Pois é, quem está acabando é o seu partido PFL, digo DEM, que sempre representou o que há de mais atrasado no nosso país. É o partido dos "coronéis do nordeste", dos latifundiários. Além disso, quem diria, falam tão mal do PT e no entanto, é o que tem mais políticos envolvidos em facaltruas. Só tem um governador eleito e dois prefeitos de capitais. Já vai tarde. Vejam a matéria abaixo publicada no Blog do Luis Favre.
DEM perde força e pode virar partido nanico Legenda tem apenas um governador e dois prefeitos de capitais. Adriana Vasconcelos, Luiza Damé e Chico de Gois - O Globo-BRASÍLIA. Pouco mais de um ano depois de ter trocado de nome com o objetivo de promover uma renovação de sua imagem e também de seus quadros, o Democratas (DEM) corre o risco de se transformar num partido nanico. Com apenas um governador eleito e dois prefeitos de capitais, a legenda pode encolher ainda mais nas eleições de outubro próximo, depois de passar cinco anos na oposição ao governo Lula. Para tentar fugir desse calvário, a ordem do partido é não nacionalizar o discurso e evitar, assim, cair na armadilha dos adversários que vão explorar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tão bem avaliado pelas pesquisas, como principal cabo eleitoral.O DEM tem realizado seminários pelo país para ajudar os candidatos a organizar suas campanhas. Líderes do partido reconhecem as dificuldades, mas salientam que mais importante que quantidade é a qualidade dos quadros. A senadora Kátia Abreu (TO), uma das coordenadoras eleitorais do partido, afirma: — A questão municipal é muito diferente. Ninguém tem intenção de nacionalizar as eleições — diz.O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), contesta as previsões sombrias.— Quem aposta que vamos diminuir está incomodado com nossa atuação. O partido vai manter o tamanho que tem hoje, crescendo nos grandes centros e diminuindo nos municípios menores, onde a influência das políticas assistencialistas do governo federal é mais forte.Maior aposta do partido é reeleição de Kassab em SP Atualmente o DEM tem 793 prefeitos, sendo apenas dois de capitais: Cesar Maia no Rio de Janeiro e Gilberto Kassab em São Paulo, que herdou a prefeitura depois que José Serra (PSDB) deixou o cargo para disputar e vencer o governo do estado.Em alguns estados, como Alagoas e Roraima, o DEM tem apenas um prefeito. Cesar Maia foi reeleito e terá dificuldades para levar sua candidata, a deputada Solange Amaral, a um eventual segundo turno.A grande aposta do partido é a reeleição de Kassab. Embora os democratas não tenham conseguido demover o ex-governador Geraldo Alckmin, do PSDB, de entrar na disputa, Kassab conta com o apoio do governador José Serra e conquistou na semana passada o apoio estratégico do PMDB paulista.O deputado Paulo Bornhausen (SC), vice-presidente de comunicação do DEM e vice-líder na Câmara, afirma que o partido está mais interessado em qualidade que em quantidade.— Nosso objetivo ao adotar uma postura de oposição permanente é chegar ao poder. Isso não se faz sem sacrifícios, que pode ser definhar num primeiro momento.

Vamos jogar?

Professores comemoram aprovação do piso salarial nacional



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (7), o projeto de lei que institui o piso salarial nacional dos professores. De autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o projeto tem caráter terminativo na Comissão e será, agora, encaminhado ao Senado.
O piso nacional é uma reivindicação histórica do magistério brasileiro, o que levou deputados e professores presentes a se aplaudirem mutuamente no final da votação na CCJ. “Parece incrível, mas essa luta começou ainda no fim do Império, há mais de 200 anos, e agora finalmente vai sair do papel, num resgate que vem ao encontro de uma de nossas grandes preocupações, que é não excluir ninguém dessa conquista”, comemorou uma das diretoras da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Raquel Guisoni. Ela se referia a um dos principais avanços do texto, a paridade do piso com os professores inativos, que foi introduzida no texto original por uma emenda apresentada pelo deputado Flávio Dino (PCdoB-MA). Ela estende o piso para os aposentados e pensionistas do magistério público da educação básica , sem prejuízo de tratamento mais favorável determinado por leis estaduais, distritais ou municipais. “Essa é das mais justas reivindicações dos educadores de todo país, por isso a lei do piso precisa reconhecer, igualmente, o valor da contribuição dos que se aposentaram após décadas de dedicação à educação”, avalia o deputado maranhense. A Comissão também já havia aprovado, em 23 de abril, a proposta de Flávio Dino para corrigir uma falha do relatório da Comissão de Finanças e Tributação, que havia retirado do texto original do projeto o limite à presença dos professores em sala de aula, quando do cumprimento da carga horária. Com isso, eles perderiam o direito à contagem das horas dedicadas à preparação das aulas, correção de provas e também a estudos de atualização. “Era uma medida negativa, pois todas essas são tarefas inerentes, obrigatórias até, da profissão de educador e que se refletiriam também negativamente sobre a qualidade do ensino oferecido”, argumenta o deputado. Por meio de uma reclamação, Flávio Dino conseguiu que a mesa da CCJ retomasse o texto original do PL, aprovado pela Comissão de Educação da Câmara.

Testemunhos.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), Odair José, avaliou ser uma media extremamente avançada a fixação de um piso nacional para a categoria. “No Maranhão, ela vai corrigir disparidades especialmente na reumuneração dos professores da rede municipal, cujos valores ainda estão abaixo da média do país”, informa. “Quanto à paridade com os inativos, é muito importante como prevenção e garantia de que o direito não será perdido em função de alterações nas leis estaduais e municipais. Estando no texto da Constituição, sua continuidade é certa”. A presidente do Conselho Deliberativo da Associação de Professores Aposentados do Magistério Público de São Paulo (Apampesp), Hilda Rodrigues, comemorou o resultado positivo grata pelo empenho de Flávio Dino na aprovação da paridade do piso com os aposentados e pensionistas. “Foi uma surpresa agradabilíssima tê-lo a nosso lado nessa discussão, na qual ele utilizou o tempo inteiro argumentos irrefutáveis a favor da inclusão dos inativos do magistério nessa conquista, buscando um acordo para a aprovação da emenda, visto que o governo é contra”.
De Brasília Márcia Quadros

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ditadura Nunca Mais!

Dilma rebate saudosos da ditadura e pede respeito aos valores democráticos. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, iniciou sua fala na Comissão de Infra-estrutura do Senado, nesta quarta-feira (7), reagindo com veemência a uma afirmação de baixo nível do líder do DEM (ex-PFL) na casa, Agripino Maia (RN).
No início dos trabalhos, Maia – que apoiou a Ditadura Militar – lembrou que nos anos 70 a ministra, então militante de um grupo que combatia o regime, mentiu ao ser torturada pelos órgãos de repressão. Ele insinuou que ela estaria fazendo o mesmo agora, em relação ao suposto dossiê com informações sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Dilma rebateu a provocação e lembrou que na Ditadura era preciso mentir para salvar a vida de companheiros e que, num regime de exceção, não há espaço para a verdade, ao contrário do que ocorre na democracia. "O que acontece ao longo do anos 70 é a impossibilidade de se dizer a verdade em qualquer circunstância. No pau de arara, com o choque elétrico e a morte, não há diálogo", disse. E prosseguiu: "Eu fui barbaramente torturada, senador. Qualquer pessoa que ousar falar a verdade para os torturadores, entrega os seus iguais. Eu me orgulho muito de ter mentido na tortura, senador", enfatizou. A ministra disse ainda que “qualquer comparação entre ditadura e democracia só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira”. Na época da prisão, ela tinha 19 anos. Passou três anos presa. Ela destacou a diferença entre as duas épocas. "O regime que permite que eu fale com os senhores não tem a menor similaridade [com a ditadura]. Nós estamos em igualdade de condições humanas, materiais. Não estamos no diálogo entre o pescoço e a forca, senador. Por isso acredito e respeito esse momento. Isso é algo que é o resgate desse processo que ocorreu no Brasil", afirmou. A ministra está na comissão do Senado para falar sobre o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

terça-feira, 6 de maio de 2008

Oposição tucana-pefelenta aplica golpe no Prefeito de Campina-PB

Câmara de Campina afasta Veneziano por 90 dias

A Câmara Municipal de Campina Grande afastou por 90 dias o prefeito Veneziano Vital do Rêgo. A decisão foi tomada na sessão desta terça-feira (6), depois que os vereadores analisaram o relatório entregue ontem pelo presidente da Assembléia Legilativa do Estado, Arthur Cunha Lima (PSDB), contendo várias denúncias contra Veneziano.

A informação foi confirmada no início da tarde de hoje pelo secretário municipal de Articulação Política, Alex Azevedo, ressaltando que "a Câmara cometeu a maior arbitrariedade da história da Casa, e que isto é uma atitude de desespero". 

Além disso, o secretário afirmou que a oposição ao prefeito em Campina Grande é algo bastante nocivo para o desenvolvimento da cidade. 

Veneziano está reunido neste momento com alguns secretários para desse assunto. Até o final da tarde os advogados do prefeito devem entrar na Justiça contra a decisão da Câmara Municipal. "A lei está do nosso lado, e vamos provar pra Campina Grande o quanto a administração atual só traz crescimento para esta cidade", finalizou Azevedo.

Acrescentou que apesar do afastamento, Veneziano continua despachando normalmente nesta terça. Caso o prefeito e o vice não consigam uma liminar para permanecer no cargo, quem assumiria a prefeitura de Campina é o presidente da Câmara Municipal, Paulinho da Caranguejo. 

O relatório - O documento que foi entregue ao presidente do legislativo municipal contém 200 páginas que tratam de várias irregularidades que teriam sido cometidas pela administração de Veneziano e seu vice, José Luiz Junior.

Entre as irregularidades citadas no documento estão fraudes em processos licitatórios, emissão de notas fiscais frias, favorecimento indevido à empresa Linhares Mão de Obras Especializada.



Eliseu Lins 
Portal Correio da Paraiba

Cassação Sob Suspeita

Ministro do TSE recebeu R$ 500 mil do governo Cássio, PSDB-Paraiba.
CÍNTIA ACAYABA DA AGÊNCIA FOLHA O jornal Folha de S. Paulo, publica em sua edição desta terça-feira (6) que o ministro Caputo Bastos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recebeu R$ 500 mil do governo Cunha Lima (PSDB) em 2003 e quatro ou cinco meses depois atuou como relator de recurso que pedia a cassação do governador Cássio Cunha Lima (PSDB). O recurso foi arquivado. "O parecer da Procuradoria (Geral Eleitoral) foi pela cassação do diploma. Mas, em maio de 2007, o recurso foi arquivado por Bastos por decurso de prazo, sob a justificativa de que houve "perda do objeto", já que a legislatura, iniciada em 2003, havia acabado", destaca a Folha de S. Paulo, em matéria da jornalista Cíntia Acayaba, da Agência Folha em Brasília. Lei a matéria na íntegra, a seguir, e a versão do ministro do ministro Caputo Bastos. Ministro julga governador após ter recebido do governo Caputo Bastos decidirá recurso ao TSE contra cassação do tucano Cunha Lima (PB) Escritório de advocacia recebeu valor em 2003, na 1ª gestão do governador; Bastos diz que honorários foram pagos pelo Estado O escritório de advocacia do ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Caputo Bastos recebeu, em 2003, R$ 500 mil do governo da Paraíba, na primeira gestão do governador Cássio Cunha Lima (PSDB). Bastos, como os demais seis ministros do TSE, vai julgar recurso da defesa de Cunha Lima contra decisão do TRE da Paraíba, que cassou o mandato do tucano por abuso de poder político na eleição de 2006. O empenho ao escritório Caputo, Bastos e Fruet Advogados, de Brasília, foi em duas parcelas de R$ 250 mil, pela Secretaria das Finanças da Paraíba, em junho e julho de 2003. O pagamento refere-se aos honorários de Caputo Bastos e Cláudio Fruet, seu sócio, pela atuação que tiveram no STF (Supremo Tribunal Federal), em recurso extraordinário contra ação apresentada por servidores públicos da Paraíba. O recurso chegou ao STF em 1993, quando Ronaldo Cunha Lima, pai de Cássio, governava o Estado. Segundo o Código de Processo Civil, um juiz não deve julgar um caso quando "alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou de parentes destes, em linha reta ou na colateral até o terceiro grau; receber dádivas antes ou depois do processo". Segundo Bastos, seu escritório foi credor do Estado da Paraíba, e não do governador. Em 2 de abril, a Assembléia da Paraíba aprovou requerimento que pede cópias dos procedimentos administrativos "decorrentes do contrato de prestação de serviços de honorários profissionais, sem licitação, firmados entre o governo e o escritório" de Bastos. Para o autor do pedido, Jeová Campos (PT), o pagamento foi feito "pela gestão financeira do governador" e, por isso, o ministro deveria se declarar suspeito (no sentido processual) de julgar o recurso contra a cassação. Segundo Campos, Cunha Lima já foi favorecido pelo ministro em outra ação. Em dezembro de 2004, Bastos tornou-se relator de recurso contra expedição de diploma de Cunha Lima, suspeito de captação de voto e abuso de poder em 2002. O parecer da Procuradoria foi pela cassação do diploma. Mas, em maio de 2007, o recurso foi arquivado por Bastos por decurso de prazo, sob a justificativa de que houve "perda do objeto", já que a legislatura, iniciada em 2003, havia acabado. Segundo o TSE, Cunha Lima foi o único governador a participar da posse de Bastos como ministro do tribunal, em 2004. Apesar de não haver data para o julgamento do recurso contra a cassação, é possível que entre na pauta ainda hoje. Segundo o TSE, é praxe que ministro-relator que assuma a presidência coloque antes em pauta suas ações -Carlos Ayres Britto, relator do recurso, assume a presidência do TSE hoje. Em caso de cassação, os sete ministros julgam. Se um se diz impedido, suspende-se a sessão e um substituto é convocado. Segundo Bastos, lei não o obriga a se dizer impedido DA AGÊNCIA FOLHA O ministro Caputo Bastos afirmou, por e-mail, que não há previsão na lei que o obrigue a se declarar impedido de julgar o recurso contra a cassação do mandato de Cássio Cunha Lima (PB). "Não há previsão legal para o impedimento. O escritório prestou serviços ao Estado, e não às pessoas dos governadores que se sucederam no cargo." Bastos disse que não tem "relacionamento profissional nem pessoal com o senhor Cássio Cunha Lima". Especialistas em direito eleitoral ouvidos pela Folha afirmaram que o pedido de suspeição de Bastos deveria ocorrer por uma questão moral, mas que a decisão deve ser de foro íntimo. Segundo Bastos, o primeiro contato do escritório com o governo ocorreu em 1991, no mandato de Ronaldo Cunha Lima, quando seu sócio, Cláudio Fruet, foi nomeado procurador da Paraíba em Brasília para acompanhar ações no STF. Em 1994, o governador Cícero Lucena (PSDB) nomeou Fruet e Bastos procuradores em Brasília. Em 1996, José Maranhão (PMDB) manteve os dois como procuradores. Depois de 1996, segundo Bastos, "o escritório nunca mais prestou qualquer serviço ao Estado da Paraíba ou a qualquer de seus ilustres dirigentes, de ontem e hoje". O pagamento pelos serviços em ação no governo de Ronaldo, diz, só foram autorizados em dezembro de 2002, quando o governador Antônio Paulino (PMDB) elaborou a transação para o empenho dos serviços. Bastos, que ocupa uma das duas vagas do TSE destinadas a advogados, continua atuando no escritório, como permitido por lei. Afirmou no e-mail que, "embora não haja impedimento legal de o escritório atuar em toda a Justiça Eleitoral, a sociedade decidiu não aceitar nem patrocinar causa no TSE". O governo da Paraíba informou, em nota, que Cunha Lima, "na condição de chefe do poder Executivo estadual, esteve no Distrito Federal no dia 10 de agosto de 2004 para cumprimento de agenda administrativa". "Tendo sido convidado pelo TSE, prestigiou a posse do ministro Caputo Bastos naquela Corte." Da Redação

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Por um Trânsito de Paz

Cai o número de mortes nas estradas federais no feriado de 1° de maio.

A Polícia Rodoviária Federal informou que o número de mortos e feridos nas estradas federais durante o feriado prolongado do dia 1° de maio, Dia do Trabalho, foi menor que o contabilizado em 2007. Entre 0h de quinta-feira (30/04) e a meia-noite de domingo (4/05) foram registrados 1.486 acidentes, que deixaram 63 mortos e 966 feridos. Na comparação com a operação do ano passado, que também durou quatro dias, houve queda de 21% no número de mortes e de 1% no total de feridos. Os estados com maior número de acidentes foram: Minas Gerais (223), Rio Grande do Sul (175), Santa Catarina (171), Rio de Janeiro (125) e São Paulo (121). O ranking de mortes foi liderado por Santa Catarina (10), seguido por Rio de Janeiro (9), Minas Gerais (8), Bahia (6) e Pernambuco (5). Com relação ao número de feridos, o topo da lista também ficou com Minas Gerais (141), seguido por Santa Catarina (129), São Paulo (59), Rio Grande do Sul (58) e Bahia (54). Apesar da queda do total de vítimas fatais, o número de ocorrências de trânsito foi maior 14% que em 2007. "A imprudência dos motoristas não diminuiu, mas os milhares de flagrantes por excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas acabaram reduzindo a gravidade dos acidentes", afirmou o Diretor-Geral do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, inspetor Hélio Cardoso Derenne. De acordo com a PRF, em comparação com o feriado de Tiradentes, em 21 de abril, houve queda de 19% no índice de acidentes. Foram registrados 1.486 contra 1.835 no feriado anterior. O número de mortos caiu 35% (63 contra 97) e de 20% no total de feridos (966 contra 1.212). Infrações de trânsito Nos quatro dias de operação, 53 mil condutores foram autuados por excesso de velocidade. No total, 80.427 motoristas foram multados pela PRF (aumento de 424%) e 180 flagrados dirigindo embriagados nas rodovias federais. Fonte: IG

domingo, 4 de maio de 2008

Impressão ou Previsão?

LULA 3º Mandato

Por Por um Novo Brasil Em janeiro do ano passado, o professor Leôncio Martins Rodrigues introduziu a expressão "terceiro mandato" no vocabulário político nacional. Por mais que se quisesse, o assunto não saiu da pauta. Leôncio continua acreditando que um conjunto de fatores poderá levar Nosso Guia a aceitar uma nova candidatura. Tudo dependerá da popularidade do governo, da situação da economia e da capacidade de mobilização dos interessados e dos adversários da idéia.Olhando o cenário de hoje, Leôncio Martins Rodrigues tem a impressão de que aumentaram as chances de se chegar a um Lula 3º. Numa escala de um a dez, elas estariam em sete. É impressão, não é previsão

sábado, 3 de maio de 2008

FALTAM OPOSIÇÃO E MÍDIA COMPROMISSADOS COM O BRASIL

 

Por 
Democracia & Politica

“Wanderley Guilherme dos Santos nasceu no Rio de Janeiro. Graduado em Filosofia, com Ph.D em Ciência Política pela Universidade de Stanford. É professor titular (aposentado) de Teoria Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Diretor do Laboratório de Estudos Experimentais e Pró-Reitor de Análise e Prospectiva da Universidade Candido Mendes; e Professor-pesquisador do programa de pós-graduação do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências.”

“NO MEIO DO CAMINHO HÁ UMA DIVERGÊNCIA”.

“Está em tempo de a oposição retificar procedimentos. É crescente a divergência entre a percepção da maioria da opinião pública sobre o governo e as manifestações da oposição institucionalizada. O que o governo ganha em prestígio talvez não compense as perdas em participação democrática. A insistência oposicionista em se conduzir ao modo de grupo anarquista, contrário a tudo que seja governamental e, se possível, impedir que o governo governe, transforma o parlamento em obstáculo antes que coadjuvante do desempenho do país. Bastam para atrapalhar o governo os custos de transação que está obrigado a incorrer para conseguir o apoio de sua própria base. Cada projeto requer, preliminarmente, atender às necessidades paroquiais de ponderável número de parlamentares. O que deixa de ser anotado, porém, é que essa dificuldade resulta da amputação sofrida pelo Legislativo. Cobrar a inserção de favores nas propostas do governo é a fórmula que resta aos parlamentares para mostrar serviço às suas fontes eleitorais. Fosse o processo legislativo brasileiro menos controlado pelo Executivo e um sem-número dos itens dos custos de transação passariam a investimento do Legislativo. O governo, qualquer governo, não consegue o melhor de todos os mundos: substituir-se, de graça, ao parlamento. Mas este é um dos problemas que os governos criam para si mesmos. Outra coisa são os entraves construídos pela oposição. Há uma estratégia para quando o governo em exercício não está fazendo nada, obrigatoriamente distinta de quando se deseja que o governo faça mais. Há seis anos a oposição insiste na tese de que o governo só promove ilegalidades e corrupção e as surras eleitorais que vem sofrendo têm sido insuficientes para convencê-la de que seu diagnóstico é falho. Sucedem-se as denúncias que desaparecem por irrelevantes ou, na maioria, são dadas por improcedentes. As poucas que prosperam não alcançam a envergadura pretendida pelos denunciantes. Como desagravo, os oposicionistas substituem a denúncia por outra, se possível maior. Estratégia midiática para aumentar circulação ou audiência, não convém a parlamentares converterem-se em oposição sensacionalista. Nem sempre dá, e não está dando, retorno. Escândalos não podem ser a única mercadoria fabricada diariamente pelo Parlamento. O progresso do país seria mais corretamente avaliado, e possivelmente estimulado, se o noticiário sobre o que vai pelo Brasil e pelo mundo fosse menos adversativo. É praticamente impossível ler uma notícia alvissareira sem os inevitáveis "mas", com os quais se desqualifica o sucesso. O noticiário adversativo é o alimento cotidiano do complexo de vira-lata do povo brasileiro. No extremo oposto do fascistóide "ame-o ou deixe-o", agora fica bem na foto a prática do niilismo ideológico: o paraíso está no desterro. É difícil exercer uma oposição construtiva quando a oposição oficial se esforça por comprometer políticas positivas. O Brasil está ingressando em jogo internacional de maior complexidade e não pode se entregar ao luxo de ter uma política interna doidivanas ou caprichosa. Países de relevância reduzida costumam ser, às vezes, pouco responsáveis nas suas definições internas e externas. Não provocam, com isso, nenhum problema internacional, nem mesmo pagam pelas saliências. A comunidade internacional cedo ou tarde termina por ajudá-los a sair do atoleiro em que se meteram, exceto quando se envolvem em guerras genocidas. Nestes casos, a comunidade internacional é cruel e deixa que se matem aos milhares. O Brasil já foi um país de escassa relevância. Não é mais. Listado como um dos BRICs, isto é, aqueles previstos como grandes nações do século XXI, o país começa a pagar o preço de relativa notoriedade. Seus movimentos internos e externos têm repercussão e respostas cuidadosamente calculadas. Ao contrário do noticiário adversativo e do diagnóstico oposicionista, o país já é levado a sério. Os leitores terão sido informados de que, na escala dos BRICs, por exemplo, marcharíamos na rabeira. O quadro oferece dados para melhor apreciação do problema. Desde logo se perceberá que o recente e extraordinário crescimento das economias chinesa e indiana partiu de baixíssimo patamar de acumulação material e que, em vários aspectos, ainda se encontram atrasadas. Nem por isso, é claro, o desempenho indiano ou chinês é negligenciável, mas convém ter presente os parâmetros do jogo em que o Brasil está entrando. O cacife nacional é bom e, politicamente, não há o que invejar nos demais BRICs. Exceto por alguns setores de ponta particularmente bem desenvolvidos naqueles países, nada há a invejar economicamente também. O mercado interno chinês é descomunal, do mesmo modo que o indiano, mas esse é um valor comparativo chinês e indiano que vale para qualquer outro país, não apenas para o Brasil. Exclusivo desses países, em relação ao Brasil, é o arsenal atômico que possuem. E aí entra a desmedida relevância da Coréia do Norte, por exemplo, ou do Paquistão, países inconspícuos por qualquer outro critério que se adote. No médio e longo prazo, interessam ao país políticas que acompanhem o desempenho da Federação Russa, da Índia e da China, e não vale comparar as contas nacionais brasileiras com as do Uruguai, por exemplo. E se trata apenas, neste juízo, de comparação de escala. Pela mesma razão, a resposta do governo não deve ficar restrita a desafiar a oposição sensacionalista, pois ela não oferece crítica estratégica. A oposição sensacionalista e o noticiário adversativo perderam o bonde e não é previsível quando voltarão aos trilhos. Mas cumpre ao governo diminuir o agressivo tom do sucesso e passar a expor como pretende aprimorar sua posição no confronto com os demais "BRICs". A parada aqui dentro tem sido fácil, dada a desorientação dos adversários. Não vale. Vá o governo desafiar alguém do seu tamanho.”

fhc, o boca mole, cínico!


Por
República Vermelha

O ex-presidente FHC (1995-2003), que perde todas as boas oportunidades para ficar calado, deitou falação na última quarta-feira (30) a respeito da possibilidade de um terceiro mandato para o presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP). 

Sua ex-excelência declarou textualmente que caso o presidente se decida pelo terceiro mandato, "ficará muito desmoralizado". Tal colocação, partindo de uma das mais desmoralizadas figuras da República, até que faz sentido. 

Quando se encontrava no Palácio do Planalto, FHC esteve envolvido numa série de vergonhosos escândalos, mas a todos conseguiu abafar contando sempre com a natural pusilanimidade de boa parte dos congressistas. De forma que não deveria falar de ninguém que suborne a quem quer que seja. 

Sem contar o filho que teve com a jornalista Mirian Dutra (Rede Globo), além de um outro com a cozinheira do então senador Ney Suassuna (PMDB-PB), foram intermináveis os escândalos que notabilizaram sua gestão. Caracterizada justamente pela acusação de compra de votos parlamentares para a emenda da reeleição.

Na época da aprovação da emenda (1997), as denúncias de compra de votos levaram dois deputados federais do Acre a renunciar aos mandatos: João Maia e Ronivon Santiago. Eles confessaram, sem saber que estavam sendo gravados, detalhes da negociação intermediada pelo então presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães (BA) e pelo deputado federal Pauderney Avelino (AM). 

Mas isso ainda não é tudo: sem sobressair a entrega desvairada do território nacional (foi no seu "governo" a criação da Reserva Indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima) e a tentativa de doação da Base de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, FHC defendeu, ainda, o terceiro mandato para Alberto Fujimori, no Peru. 

FHC dizia que Fujimori, hoje preso em seu país, era um "estadista". De maneira que, com tais políticos e "líderes" brasileiros vale sempre a máxima: "Faça o que digo, mas não o que faço". 

Vamos torcer para que sua ex-excelência esteja mesmo muito mudado. A prova maior seria assumir os filhos fora do casamento e um relato detalhado de como pagou a pensão alimentícia do menino Tomás, que mandou com a mãe para Barcelona, Espanha. Existe forte suspeita de que foi tudo com cartão corporativo. 

Está nesse imbróglio a raiz brasileira de todos os males sociais. Tudo se confunde: nos desmandos e mentiras. No saco de gatos em que está transformada nossa política administrativa, não há a quem defender. 

Mudam-se apenas os nomes e, na maioria das vezes, nem isso. É só verificar que as figuras mais importantes da gestão FHC continuaram com a passagem do PSDB para o PT. Henrique Meirelles, por exemplo, elegeu-se deputado federal pelo PSDB de Goiás, renunciou ao mandato e foi cuidar do Banco Central. 

Não há como investigar ou apurar crimes permanentemente cometidos, pois muitas vezes investigados e investigadores se confundem numas e noutras posições. A impunidade é geral. Difícil encontrar quem queira cortar o próprio rabo. Por conta disso é que se observa a geração de nossa maior crise: a da falta de presídios. Não se toma a menor providência. As autoridades parecem receosas de construir penitenciárias, já que correm o risco de se tornar inquilinos. 

Sem propostas, bandeiras ou intenção que não seja a de se locupletar pura e simplesmente, vivem de declarações ocas e vazias, como as proferidas por FHC. 

Márcio Accioly
accioly@tba.com.br

sexta-feira, 2 de maio de 2008

EXPORTADORES CHORÕES



Por 
Eduardo Guimaraes

“Está surgindo uma visão negativista sobre a nota grau de investimento recém-concedida à economia brasileira que está ganhando expressão. Essa visão, no entanto, não é produto da luta política entre governo e oposição. Ela decorre de interesses contrariados. 

A teoria ganhou corpo no blog do Luis Nassif. Impressiona ver um jornalista sério e que está entre os que mais entendem de economia no país dizer, com todas as letras, que a melhora na classificação de risco constitui uma ameaça que certamente nos colocará em crise econômica. 

A teoria, trocando em miúdos, é a seguinte: com o grau de investimento, os títulos brasileiros tornam-se ainda mais atrativos e rentáveis por conta de juros internos incompatíveis com uma economia segura. Vem, então, uma enxurrada de dólares para a ciranda financeira e para investimentos de médio e longo prazos, de maneira que o preço da moeda americana desaba de vez junto com as exportações e termina por gerar uma grave crise cambial.

Nassif não faz a previsão nem no condicional. Dá até prazo para a desgraça ocorrer: fim de 2010 ou começo de 2011. 

Na canoa dele embarcam leitores antipetistas esquizofrênicos que querem ver o país no buraco para verem suas teorias sobre o "mau" governo Lula se concretizarem. Falam como se tivéssemos sido atingidos por uma bomba. Estão todos errados: governo, investidores, agências de classificação de risco... 

A teoria chega ao ponto de dizer que o grau de investimento faria parte de um plano de especuladores para darem uma bela mordida na economia brasileira e se escafederem. 

Não questiono os motivos do Nassif. Ele tem batido nessa tecla do câmbio apreciado faz muito tempo. Aliás, nessa questão ele concorda com o PIG, que se já não acreditava em si mesmo no que tange o desastre cambial, agora, com a benção do deus mercado à economia brasileira, terá que se esforçar para afetar um mínimo de convicção. 

Algumas disparidades nas contas externas são perfeitamente compreensíveis num momento de excepcional aumento do consumo interno e, portanto, das importações. Daí a vislumbrar uma crise cambial em cerca de dois anos, vai uma distância enorme. 

Esse alarmismo é antigo e sempre foi entoado pelos exportadores desde que me conheço por gente. Cantam essa modinha quando deixam de contar com o artifício do câmbio e têm que investir em tecnologia e produtividade para compensar a diminuição da remuneração cambial. 

O grau de investimento trará dólares e investimentos estrangeiros em volume, e assim, num primeiro momento, poderá provocar alguma apreciação do real, mas não será o que irá paralisar nossas exportações. Essa cantilena estou ouvindo há anos. Enquanto isso, o Brasil veio acumulando reservas sem parar. 

Essa teoria do caos parte do princípio de que o governo ficará de braços cruzados assistindo o superávit na balança comercial virar déficit. Ignora que fatalmente terá que haver redução dos juros, ainda que num segundo momento. Essa redução, aliada a medidas como exigência de prazo mínimo de permanência para o capital externo, irá conter a apreciação do real, ainda que dólar cadente seja um problema mundial para o qual país nenhum conseguiu solução que não seja interferir na taxa de câmbio. 

Não tenho, obviamente, a qualificação de um Nassif para falar de economia, mas, do meu lado, há um expressivo contingente de economistas e instituições de notório gabarito dizendo que os fundamentos da economia permitirão que administremos o problema cambial. Isso sem falar de quase duas centenas de bilhões de dólares de reservas.

Vivo de fechar contratos de exportação e sei das dificuldades que o dólar barato gera, mas posso garantir que dá para as exportações agüentarem mesmo que chegue a R$ 1,50. E, se isso acontecer, será temporário O próprio dólar tenderá a reagir conforme a economia americana começar a melhorar, talvez lá para meados do ano que vem.

Claro que, para mim, particularmente, seria bom que o real fosse desvalorizado. Contudo, ainda prefiro abrir mão de lucros imediatos em prol de um país melhor para todos. Pena que meus pares prefiram a choradeira a trabalharem com mais afinco. É sempre mais fácil empurrar a conta para o país.”

Cotas: agora tenho uma posição

 
Por
A bunda Canalha

Até agora eu achava a discussão sobre a política de cotas algo polêmico, e não tinha uma posição definida. Hoje, quando li o manifesto de 113 personalidades do meio acadêmico, artistas e representantes do movimento social, que foi entregue no STF, acusando o sistema de cotas de estimular o ódio racial, tomei posição. Com o alarde de nossa imprensa e com o nome de Ruth Cardoso, Caetano Veloso, Demétrio Magnoli e Reinaldo Azevedo encabeçando o documento, está claro que estou do outro lado. Fiquei pelas cotas desde garotinho!