terça-feira, 13 de maio de 2008

O deserto da estagnação econômica já era, diz Lula

É creu nelles!

Tribuna

O deserto da estagnação econômica já era, diz Lula 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ontem a mobilização "de todas as nossas energias" para o bom funcionamento da Política de Desenvolvimento Produtivo e previu uma fase renovada de crescimento econômico. "Atravessamos o deserto da estagnação, a terra fértil já está à vista. 

Só depende de nós alcançá-la e conquistá-la", declarou ontem durante o evento de apresentação da nova política, no Rio. "Vamos todos juntos, governo, empresários, trabalhadores, técnicos, cientistas, enfrentar esse desafio. É isso que nós, o governo, queremos. É isso que queremos de vocês. 

E, certamente, é isso que o Brasil quer de todos nós", arrematou o presidente. De acordo com Lula, a nova política tem como objetivos ampliar o investimento e a produção, "para atender ao mercado interno em expansão", reduzir a desigualdade, ampliar o acesso a bens e serviços de qualidade, desenvolver a mão-de-obra, fomentar a infra-estrutura de pesquisa e fortalecer a inserção externa das empresas nacionais. 

Ele chamou atenção para os investimentos feitos pela Vale no Canadá e destacou a necessidade de aumentar os investimentos em regiões como a América Latina e a África. "Temos muito mais coisa para fazer, basta que nós acreditemos." Lula lembrou-se do PAC da Ciência e Tecnologia, lançado em novembro do ano passado. 

"Eu acho importante a gente saber que tem esses R$ 41 bilhões e precisamos desovar corretamente esses R$ 41 bilhões para fazer a revolução tecnológica de que tanto precisamos", afirmou. 

O presidente também afirmou que a Política de Desenvolvimento Produtivo vai assegurar uma trajetória de crescimento sustentável para o Brasil. "Queremos consolidar a vitória do Brasil sobre 25 anos de incertezas, de crescimento volátil e baixo", afirmou, durante discurso de lançamento do plano, na sede do BNDES. 

"Temos os pés bem plantados no presente e estamos com os olhos voltados para o futuro", acrescentou. O presidente salientou que "investir, inovar e exportar" são as principais metas da política. "São metas baseadas na compreensão das transformações em curso no cenário mundial e inspiradas em uma visão de longo prazo", afirmou. 

Acelerador
"A aceleração das mudanças tecnológicas é tão evidente e o investimento contínuo e crescente é condição necessária para o sucesso de qualquer empresa e de qualquer país." Lula relembrou a trajetória econômica dos últimos 25 anos, período no qual o País aprendeu que não deseja inflação. "Aprendemos que queremos um governo com suas contas em dia. 

Aprendemos que as empresas não podem ser eternamente ineficientes e viver às custas de subsídios e protecionismos descabidos", afirmou, acrescentando: "estamos virando essa página. 

Mas nem por isso queremos apagá-la da nossa história." O presidente ressaltou que a disposição dos empresários em investir depende de ações do governo, de um ambiente estimulante no país, de uma demanda em expansão, de confiança nas instituições, de expectativas de futuro positivas.

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