Ser covarde, é...

Ser covarde, é...

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Pesquisa do Ibase desmonta preconceitos contra o Bolsa Família

O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) está prestes a divulgar os resultados da pesquisa Repercussões do Programa Bolsa Família na Segurança Alimentar e Nutricional das Famílias Beneficiadas. A pesquisa desmonta boa parte dos preconceitos que a elite, setores da mídia e da oposição ventilam a respeito do programa. Leia abaixo a matéria da revista Carta Capital desta semana que antecipa alguns resultados da pesquisa.
“O que tem todo dia pra gente comer é arroz e farinha mesmo, feijão só mais de vez em quando. Subiu muito, né?”, diz Rogéria Maria da Silva Lima enquanto lava as louças de uma das duas refeições diárias da família. Ela mora com os três filhos e o marido em uma casa de taipa no bairro mais pobre de Ipaumirim, no sertão cearense, fronteira com a Paraíba. A renda da família gira em torno de 130 reais por mês, divididos entre os 94 reais que recebem por terem dois filhos inscritos no Bolsa Família (a menor, Ranieli, ainda não foi cadastrada) e outros 30 ou 40 reais conseguidos em bicos pelo marido José Marcio dos Santos. Uma vez por semana, aparece carne no prato da família, normalmente frango, aqui e ali um pouco de carne. Menos de uma vez por semana Marcio compra “salada”: um tomate ou uma cebola, divididos entre os cinco familiares. Os alimentos mais consumidos são farinha, arroz e leite. Se dependesse das crianças, comeriam macarrão instantâneo todos os dias. Com o Bolsa Família, Rogéria compra biscoitos de água e sal, um litro de óleo, um pote de margarina, sabão, uma ou outra peça de roupa e eventualmente um chinelo. A água vem do poço, o fogão é a lenha e a eletricidade, dividida com o vizinho. Com o Bolsa Família, dá para “agüentar o mês”. As crianças inscritas no programa, Renata, de 3 anos, e Marcio Júnior, de 7, freqüentam a escola regularmente. Se faltam, é porque estão com disenteria, o que a mãe já perdeu a conta de quantas vezes aconteceu. Não há esgoto no bairro. A dureza cotidiana e o desafio de colocar comida no prato todos os dias são a realidade de milhões de brasileiros, parte deles atendida pelo Bolsa Família. Alvo de preconceitos, o programa federal acaba de passar por uma varredura que revela, em detalhes, o impacto real nas famílias atendidas. O Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) está prestes a divulgar os resultados da pesquisa Repercussões do Programa Bolsa Família na Segurança Alimentar e Nutricional das Famílias Beneficiadas, que a revista CartaCapital trouxe com exclusividade para seus leitores na edição desta semana. Para chegar aos dados a seguir, o Ibase fez entrevistas qualitativas com 15 grupos de beneficiários e de gestores municipais do programa. Em seguida, saiu a campo para entrevistar 5 mil titulares do cartão Bolsa Família, em 229 municípios de todas as regiões do País. “Além de questionar se estavam se alimentando mais e melhor, buscamos saber como decidem diante da escassez”, explica Francisco Menezes, diretor do Ibase e coordenador da pesquisa. Entre as constatações, nas famílias de renda mais baixa, aumentou o consumo de cereais, principalmente arroz e feijão, alimentos que declinam na dieta brasileira. No geral, os atendidos pelo programa priorizam alimentos calóricos, ditos fortes, e de menor valor nutritivo. Ao longo das mais de 200 páginas da apresentação final, percebe-se que a atitude de Rogéria, que não deixa faltar farinha enquanto a família mal sabe o que é uma fruta fresca, é igual à das mães (as mulheres são 94% dos titulares do programa) em nível mais grave de insegurança alimentar. “Faz muita diferença se a família está em situação de extrema fragilidade ou se já tem uma base”, diz Menezes. Ele teme que o aumento mundial no preço dos alimentos represente “enorme retrocesso” às conquistas do programa. O presidente Lula empenhou-se em garantir que o novo reajuste no repasse às famílias eliminasse as perdas da inflação no preço dos alimentos. O aumento, anunciado na quarta-feira 25, será de 8% e passa a valer a partir de julho. Com a mudança, cada família beneficiada passará a receber de 20 a 182 reais por mês, de acordo com a renda mensal por pessoa e com o número de crianças e adolescentes até 17 anos. As famílias mais pobres recebem o benefício básico, de 62 reais. Cada filho em idade escolar (até três) dá direito a mais 20 reais, e cada adolescente (até dois), a 30 reais. O benefício é pago desde que os filhos freqüentem a escola e sejam vacinados regularmente. Mal saiu o reajuste e políticos da oposição contestam o programa que, apesar de ser regido pela Lei Federal 10.836, é acusado de ser eleitoreiro, de criar acomodação ou de ser mero assistencialismo. No entender de Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, esse raciocínio se deve a uma visão economicista da sociedade, mas é, essencialmente, uma questão ideológica. “Esses mitos se devem a setores cada vez mais minoritários, encastelados em instituições de poder, que mantêm uma ideologia decorrente da escravidão, do coronelismo, das capitanias hereditárias e do mandonismo, ainda que revestidas de uma falsa modernidade.” A pesquisa do Ibase vasculha a fundo o Bolsa Família. Além de apontar mudanças reais na alimentação dos beneficiários, pode ser confrontada com os principais mitos a respeito do programa. “Não existe fome no Brasil” Existe. Ainda que tenha havido avanços, a fome é uma realidade para milhões de brasileiros. A partir das discussões geradas pelo Fome Zero, em 2003, conforme a nutricionista da Unicamp Ana Segall, os indicadores baseados apenas na renda foram substituídos: “Há um imaginário um pouco estilizado da fome, mas ela pode ser algo cotidiano”. A partir de 15 perguntas sobre oferta e quantidade de comida, a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar determina se a situação é grave (fome entre adultos e/ou crianças da família), moderada (restrição na quantidade de alimento) ou leve (receio de faltar comida no futuro próximo). Mais da metade, 55% das famílias atendidas pelo Bolsa Família estão em situação de insegurança alimentar moderada ou grave (tabela ao lado). São 6,1 milhões de lares, ou cerca de 30 milhões de brasileiros, segundo o Ibase. “O Bolsa Família não chega a quem precisa” Na avaliação da secretária nacional de Renda de Cidadania do Ministério do Desenvolvimento Social, Rosani Cunha, o programa está próximo de atender os mais pobres. Ele se dirige a 11,1 milhões de famílias, aproximadamente 50 milhões de brasileiros. “O mais difícil é chegar às famílias mais vulneráveis, quase invisíveis”, admite, referindo-se àquelas com endereço precário, submetidas a trabalho escravo, indígenas ou quilombolas, para as quais o MDS desenvolve credenciamento diferenciado. “O programa chega às que precisam, mas não a todas”, diz Menezes, baseado na pesquisa do Ibase, segundo a qual 60% dos entrevistados disseram conhecer quem precise do programa e não o receba. “O programa é assistencialista” Há uma diferença entre assistência social, direito essencial dos cidadãos, e assistencialismo, que visa tirar proveito político e eternizar o dependente. “No Brasil, há desprezo e cinismo quanto ao direito à assistência do Estado”, alfineta Menezes. “Embora não se possa negar o peso na reeleição do presidente Lula, o Bolsa Família não é uma política de governo, é uma política de Estado, regida por lei.” Segundo o Ibase, 64% dos titulares concordam com a exclusão das famílias que não cumprirem as contrapartidas (manter os filhos vacinados e estudando). “A defesa das condicionalidades é uma resposta a essa crítica”, diz Rosani Cunha, “pois mostra que há uma responsabilidade do Estado e uma do beneficiário”. “Receber o Bolsa Família acomoda” O suposto efeito preguiça é a crítica mais contumaz ao programa. “A pesquisa desmente cabalmente essa afirmação”, diz Menezes. Os números são claros: 99,5% dos pesquisados não deixaram de trabalhar (ou fazer algum tipo de trabalho) depois do Bolsa Família. “Entre os 0,5% que deixaram ocupações, a maioria exercia trabalho degradante, como os cortadores de cana do Nordeste. Se disseram não a um trabalho indigno, é uma conquista de cidadania.” A pesquisadora do Ibase, Mariana Santarelli, afirma que, nas entrevistas qualitativas, o maior desejo dos beneficiados era conseguir um emprego e, em segundo lugar, emprego com carteira assinada. Quando questionadas sobre até quando receber o benefício, 20% disseram “para sempre”, porcentual considerado baixo e atribuído, na maioria, aos habitantes de áreas rurais sem perspectiva: “É importante ver que 80% dos pesquisados têm esperança de ingresso no mercado de trabalho”. Rosani Cunha ataca a raiz: “Essa crítica é ideológica, não tem base em número real”. Ela cita dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad) de 2006, em que o nível de ocupação entre os atendidos pelo Bolsa Família é maior do que entre os não beneficiários (77% a 73,8%). “Há uma busca por trabalho, mas como muitos não têm escolaridade, não saem da pobreza.” A secretária aposta na escolaridade como oportunidade de emancipação. E Menezes, na integração de políticas públicas. Em Osasco, arredores de São Paulo, a prefeitura aproxima os programas de transferência com os de geração de renda. “O segredo é apresentar alternativas ao mesmo tempo que atendemos à necessidade imediata”, diz Dulce Cazunni, secretária do Desenvolvimento, Trabalho e Inclusão do município. A transformação é visível no dia-a-dia das iniciativas centralizadas pela prefeitura. A maior parte das mulheres carentes que freqüentam a oficina de costura recebe o benefício federal (há 20.157 titulares do Bolsa Família na cidade). Elas produzem os uniformes da rede municipal de ensino. Este ano, 457 mil peças sairão das mãos de gente como Daniela de Jesus Gregório, de 24 anos, mãe de Ryan, de 5 anos. “Eu não sabia nem sentar numa máquina. Vi essa chance e agarrei”, diz a jovem, que vivia de bicos e agora recebe a bolsa de 450 reais da prefeitura. “Hoje, tenho segurança para fazer um teste numa empresa.” Além de aprender a profissão, Edilene Lídia de Souza, de 32 anos, e outras 27 mulheres, com apoio dos programas de Economia Solidária da cidade, montaram uma cooperativa de costureiras. Edilene, que estudou até a 6ª série, diz que a oportunidade de trabalhar mudou sua vida. “Comecei a ver portas abertas para mim. Sou uma pessoa, tenho potencial.” “O pobre não sabe usar o dinheiro” Na pesquisa do Ibase ou em qualquer outra sobre o Bolsa Família, a primeira resposta sobre “em que o dinheiro é gasto” é alimentação. No Nordeste, 91% dos titulares do programa apontaram a comida. No Sul, 73%. No geral, com opção de até três respostas, os beneficiários disseram gastar em alimentação (87%), material escolar (46%), vestuário (37%), remédios (22%), gás (10%), luz (6%), tratamento médico (2%), água (1%). “A alimentação consome 56% da renda total das famílias”, afirma Menezes. “A razão para não comprarem mais é o preço”, complementa Santarelli. De acordo com o Ibase, após o recebimento do benefício, foi possível comprar mais alimentos dos seguintes grupos: açúcares (78%), arroz e cereais (76%), leite e derivados (68%), biscoitos (63%), industrializados (62%), carnes (61%), feijões (59%), óleos (55%), frutas (55%), ovos (46%), raízes (43%) e vegetais (40%). O aumento no consumo de biscoitos, óleos e gorduras, açúcares e industrializados não é saudável, e segue uma tendência nacional, já observada pelo IBGE. A dieta dos beneficiários do Bolsa Família se diferencia da tendência no aumento do consumo de arroz e feijão, principalmente nas famílias em situação precária. Estas, no entanto, optam por alimentos calóricos em lugar dos nutritivos (mais caros). “Uma dieta muito energética dá a falsa impressão de que a fome acabou. É um ciclo perverso que leva à obesidade”, alerta Ana Segall. Nas famílias que já têm o básico, o Bolsa Família permitiu acesso a alimentos “complementares”, como frutas, verduras e industrializados, além da carne. Nos grupos focais, as mães disseram poder oferecer aos filhos o que chamam de “lanche”, biscoito recheado e iogurte. “Não acho que não seja digno comprar um tênis para o filho, um ventilador, panela de pressão. Se a mãe tem condições de administrar esse dinheiro, está mais do que certa. Porque dignidade a gente tem que continuar tendo”. Quem ensina é uma mãe, beneficiária do programa, residente no Rio de Janeiro. A regularidade na entrega do dinheiro possibilita que seja usado como garantia de crédito. A aquisição de eletrodomésticos, em vez de comida, foi muito criticada. “Comprar uma geladeira, um fogão é mau uso do dinheiro? Isso é uma arrogância”, crê Rosani Cunha: “Há preconceito em achar que o pobre não sabe escolher”. A assistente social Maria de Lourdes Ferreira, moradora de Carapicuíba, nos arredores de São Paulo, é um caso raríssimo de renúncia voluntária ao Bolsa Família. “Eu dizia para mim mesma: não posso depender desses 15 reais do governo. Eu me revoltava”, diz. Aos 43 anos, perdeu um dos três filhos vítima de meningite, parou de estudar para cuidar dos outros dois e foi diarista para colocar comida em casa. Há seis anos, separou-se do marido e mudou a vida graças não ao Bolsa Família, mas a um somatório de iniciativas. Maria cursou o pré-vestibular comunitário da ONG Educafro, e conseguiu bolsa integral na Universidade São Francisco. “Trabalhava como diarista e estudava à noite, eu não comia. Pedi o Bolsa porque vi as coisas apertarem.” O benefício era de 15 reais (hoje 20), mas fazia diferença. Ainda na faculdade, conseguiu um estágio remunerado e, com peso na consciência por ver gente “muito mais miserável”, decidiu cancelar o cartão. Hoje recebe bolsa de 470 reais mensais, de uma fundação vinculada ao governo estadual, para especializar-se na área. E sonha com uma vaga no serviço público. Melhorar a comunicação Rosani Cunha, do MDS, reconhece que é preciso melhorar a comunicação do ministério com os gestores municipais do programa e com as famílias. Mas considera o Bolsa Família vitorioso porque alivia a pobreza imediata, reduz a pobreza nas gerações seguintes e integra-se a outras alternativas de desenvolvimento. “O Bolsa Família é bem-sucedido no que se propõe, mas tem um limite. Não vai acabar com a pobreza”, diz Menezes, sem ilusões: “Transferir renda não resolve os problemas sociais”. Assim como Rosani, ele destaca a importância de outras iniciativas. Um exemplo é o Programa de Aquisição de Alimentos, do MDS, que liga a agricultura familiar aos consumidores. Ou o Pronaf, que dá crédito às famílias produtoras. Em fevereiro deste ano, o governo federal lançou o programa Territórios da Cidadania para integrar políticas públicas nas áreas rurais mais miseráveis. “O que indevidamente se chama de grotões são ambientes onde vivem brasileiros que precisam de tratamento”, defende Humberto Oliveira, um dos coordenadores do programa que tem 12,9 bilhões de reais de orçamento. Com a participação de 24 ministérios e órgãos federais, a intenção é potencializar o efeito dos benefícios. “Além do Bolsa Família, programas como o Brasil Alfabetizado, cursos de capacitação profissional e acesso ao crédito também chegarão a essa família”, explica Oliveira, e vislumbra um futuro menos árduo para brasileiros como Rogéria e os filhos alimentados à base de farinha. “Ao juntarmos tudo, a possibilidade de este cidadão ingressar em uma atividade produtiva e gerar a própria renda é muito maior.” Má-vontade da direita “O Bolsa Família distribui renda sem porta de saída. É bom por um lado, mas não é bom habituar as pessoas à dependência”, critica o senador José Agripino. O líder do DEM também não vê com bons olhos o reajuste no repasse ao programa. “O governo aumenta o Bolsa Família para exibir um crescimento artificial do PIB. À medida que ofereceu renda àqueles que nunca puderam ter uma geladeira, um microondas, criou uma escalada de consumo baseada numa capacidade artificial de compra”, diz. O senador Cristovam Buarque defende um repasse ainda maior aos beneficiados, mas critica a gestão do programa pelo MDS, e diz que o vínculo com a escola é fraco: “Sem melhorar a qualidade do ensino, não se vai emancipar as famílias da pobreza”. Na Câmara dos Deputados, Nazareno Fonteles (PT-PI) tenta costurar a aprovação de um projeto de lei que influenciará diretamente os beneficiados do Bolsa Família, pois trata da merenda escolar. Além de estender a merenda ao ensino médio, visa aproximar o produtor do comprador. “Isso favorece o produtor local, produz renda, valoriza a cultura e a agricultura familiar”, diz o deputado. Ele explica que tem de haver uma hierarquia de necessidades e, por isso, é favorável ao aumento no repasse do Bolsa Família. O PL da Merenda tramitará em uma comissão especial. Até o momento, no entanto, está parado, pois o DEM e o PSDB insistem em não indicar seus representantes. Para a cientista política Lúcia Avelar, da Universidade de Brasília, tem uma tese para a má vontade. Em uma análise acadêmica das últimas três eleições municipais (de 1996, 2000 e 2004), ela verificou o avanço dos partidos de esquerda a partir de 2000, e o recuo constante dos partidos de direita. “A transferência de renda cria um vínculo do eleitor com o Estado, sem intermediários, e este é o primeiro passo para um sentimento de cidadania”, diz. Entre os municípios com pior índice de desenvolvimento humano predominam o DEM e os partidos considerados de direita. “São locais tradicionalmente controlados pela elite financeira local. Por isso há tanta chiadeira”, conclui. Fonte: Carta Capital

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Encontro de craques

 

Os craques da seleção de 58 e o craque da presidência. Hoje o presidente Lula abriu uma hora descontraída na agenda e encontrou com seus ídolos de quando ele tinha 13 anos: os campeões mundiais da copa de 58 da seleção de futebol.


Houve uma celebração em homenagem aos 50 anos da conquista da primeira Copa do Mundo pelo Brasil, e entrega da medalha Heróis de 1958.

Estiveram presentes Pelé, Zagallo, Bellini, Pepe, Moacir, Orlando, Dino Sani, Zito, Djalma Santos, Mazzola, Sordi e do presidente de honra da Fifa, João Havelange.

Zagallo e Lula brincaram com a sorte que lhes trouxe o número 13 (espero que o TSE não invente de considerar o fato campanha eleitoral).

Lula brincou com o castigo que Pelé lhe impôs como torcedor, colecionando vitórias do Santos sobre o Coríntians.

Também compareceu um zagueiro sueco, satisfeito com o vice-campeonato daquele ano, e em ter perdido "apenas" de 5 x 2 para aquele timaço do Brasil.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

SE A MULHER DELE DIZ PORQUE EU NÃO DEVERIA CONCORDAR

No momento em que o país escuta e ver pela mídia, notícias da morte de Dona Ruth Cardoso, encontrei essa preciosidade dita por ela em 2006. Não foi porque ela morreu, que não devemos dar vida as suas obras.
Ruth Cardoso diz que governo do marido Fernando Henrique foi " uma merda" Muito mais inteligente e lúcida que o marido - afinal, na Europa, a doutora inteligente e festejada era ela, não ele - Ruth Cardoso deixou escapar em entrevista de página dupla ao OESP: "O governo do Fernando Henrique foi uma merda". Ao ler os jornais com lupa, a assessoria de imprensa da campanha de Lula descobriu uma pequena jóia: Fernando Henrique Cardoso, como diz o título de um filme, está "dormindo com a inimiga". Esposa de FHC surpreende com crítica ao governo do marido A ex-primeira-dama Ruth Cardoso reconhece que nos oito anos de mandato o marido não ampliou a participação das mulheres no governo. Quem revelou essa confidência, em entrevista de página dupla ao jornal "O Estado de S.Paulo", foi a cientista política Lourdes Sola. "No governo do Fernando Henrique a representação feminima foi uma merda. Cá entre nós: eu disse isso para a Ruth e ela concorda". A assessoria de imprensa de Lula repassou imediatamente a preciosa declaração para a área de marketing. Ela deceria ser utilizada nas comparações que o PT está fazendo entre o governo de FHC e o do líder petista. Aparecer bem perante as mulheres é muito importante para Lula. Muito mais inteligente e lúcida que o marido - afinal, na Europa, a doutora inteligente e festejada era ela, não ele - Ruth Cardoso deixou escapar em entrevista de página dupla ao OESP: "O governo do Fernando Henrique foi uma merda".

sábado, 21 de junho de 2008

Massa mais rápido dominou a maior parte do treino, mas a pole ficou Raikkonen

BRUNO VICARIA
de São Paulo

Felipe Massa foi o mais rápido na classificação deste sábado (20) para o GP da França de F-1, em Magny-Cours. Mas a pole-position na pista gaulesa ficou com seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen.

O atual campeão mundial foi o mais rápido quando era necessário, no Q3, registrando a marca de 1min16s449, 0s041 mais veloz que a do brasileiro. No entanto, Massa cravou 1min15s024 no Q1, o melhor tempo do fim de semana.

A festa da Ferrari aumentou ainda mais com o terceiro tempo de Lewis Hamilton, que, por causa da lambança provocada no Canadá, levou uma punição de dez posições no grid de largada da prova gaulesa e partirá apenas em 13º.

Azar para uns, sorte para outros: Fernando Alonso, que vem andando com a faca nos dentes com o carro da Renault, herdou o terceiro lugar no grid e dividirá a segunda fila com o também surpreendente Jarno Trulli, da Toyota.

Heikki Kovalainen, da McLaren, completaram o 'top-6' ao lado de Robert Kubica, que ralou com o carro da BMW, mas foi punido em cinco posições por causa da troca de câmbio e sai em décimo. Também subiram uma posição a dupla da Red Bull, Mark Webber e David Coulthard, além de Timo Glock, no segundo Toyota.

Outro que se deu bem com a McLaren foi Nelsinho Piquet. O brasileiro ficou em 11º no treino e subiu para nono com os problema de Hamilton e Kovalainen. E, como não foi promovido para a superclassificação, terá total liberdade para a escolha da melhor estratégia para seu carro.

Por outro lado, Rubens Barrichello e a Honda não tiveram muito o que comemorar. O brasileiro vem apresentando uma atuação fraca com o RA108 desde a sexta-feira e conquistou apenas a 18ª posição no grid, uma atrás de Jenson Button.

Só que, como Nico Rosberg, 15º, recebeu punição similar a de Hamilton, tanto Button quanto Barrichello subiram um posto cada. Já Rosberg sai em último, ao lado de Adrian Sutil, da Force India, na décima fila.

O GP da França de F-1 tem largada marcada para as 9h (de Brasília).

quarta-feira, 18 de junho de 2008

LUCIA HIPPOLITO, A RETARDADA

Lucia Hippolito, aquela que diz que é cientista política, que é paga pela Globo para dar palpites infelizes sobre o governo Lula, não passa de uma retardada. Disse ela: "Quem será responsabilizado por esta tragédia, que mancha de sangue o Exército brasileiro e a democracia brasileira?" Ela está se referindo ao assassinato cruel de três jovens moradores no morro da Providência que foram entregues por militares do Exército aos traficantes do morro da Mineira para serem brutalmente torturados e assassinados por traficantes. Digo que ela é retardada porque esse fato isolado, praticado por um bando de facínoras fardados, não vai manchar o Exército de sangue. Mas o Exército está manchado de sangue, sim, pelo golpe militar em 1964, por ter derrubado um governo legítimo, eleito democraticamente pelo povo. Os membros do alto comando das Forças Armadas – Exército, Marinha, Aeronáutica – foram responsáveis pelos anos de chumbo, por torturas de patriotas, assassinatos de inocentes, falsos atestados de óbitos, cemitérios clandestinos, esquadrões da morte, desaparecimentos de pessoas, bombas terroristas para atingir pessoas a esmo. Eles acabaram com a democracia, com o estado de direito, com a liberdade e com a paz no Brasil. Condenar a instituição Exército hoje, que está prestando grandes serviços ao país, honrando a farda que veste, por causa de uns bandidos infiltrados – e eles se infiltram em todas as instituições –, e não lembrar o que o Exército fez em passado recente, quando manchou o país de sangue, é ser retardada. A Lucia Hippolito é uma imbecil, quer jogar sempre contra o governo Lula, contra o presidente Lula. Ela é pau-mandado da Globo, fala o que a Globo quer que ela fale. Retardada e ridícula.
Jussara Seixas
Por um Novo Brasil


CARTA ABERTA AO BRADESCO

Esta carta foi enviada ao Banco Bradesco, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direcionada a todas as instituições financeiras. Tenho que prestar reverência à criatividade da população brasileira que, apesar de ser altamente explorada, ainda consegue manter o bom humor.
CARTA ABERTA AO BRADESCO Senhores Diretores do Bradesco, Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina de sua rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da feira, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia. Funcionaria assim: todo mês os senhores, e todos os usuários, pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, feira, mecânico, costureira, farmácia etc). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao pagante. Existente apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade. Por qualquer produto adquirido (um pãozinho, um remédio, uns litros de combustível etc) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até um pouquinho acima. Que tal? Pois, ontem saí de seu Banco com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e de honestidade. Minha certeza deriva de um raciocínio simples. Vamos imaginar a seguinte cena: eu vou à padaria para comprar um pãozinho. O padeiro me atende muito gentilmente. Vende o pãozinho. Cobra o embrulhar do pão, assim como, todo e qualquer serviço. Além disso, me impõe taxas. Uma 'taxa de acesso ao pãozinho', outra 'taxa por guardar pão quentinho' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'.. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro. Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo em seu Banco. Financiei um carro. Ou seja, comprei um produto de seu negócio. Os senhores me cobraram preços de mercado. Assim como o padeiro me cobra o preço de mercado pelo pãozinho. Entretanto, diferentemente do padeiro, os senhores não se satisfazem me cobrando apenas pelo produto que adquiri. Para ter acesso ao produto de seu negócio, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de crédito' - equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pãozinho', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar. Não satisfeitos, para ter acesso ao pãozinho, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente em seu Banco. Para que isso fosse possível, os senhores me cobraram uma 'taxa de abertura de conta'. Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura da padaria', pois, só é possível fazer negócios com o padeiro depois de abrir a padaria. Antigamente, os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como papagaios'. Para liberar o 'papagaio', alguns gerentes inescrupulosos cobravam um 'por fora', que era devidamente embolsado. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu se antecipar aos gerentes inescrupulosos. Agora ao invés de um 'por fora' temos muitos 'por dentro'. - Tirei um extrato de minha conta - um único extrato no mês - os senhores me cobraram uma taxa de R$ 5,00. - Olhando o extrato, descobri uma outra taxa de R$ 7,90 'para a manutenção da conta' semelhante àquela 'taxa pela existência da padaria na esquina da rua'. A surpresa não acabou: - descobri outra taxa de R$ 22,00 a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros (preços) mais altos do mundo - semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quentinho'. Mas, os senhores são insaciáveis. A gentil funcionária que me atendeu, me entregou um caderninho onde sou informado que me cobrarão taxas por toda e qualquer movimentação que eu fizer. Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores esqueceram de me cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de seu Banco. Por favor, me esclareçam uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma? Depois que eu pagar as taxas correspondentes, talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que sua responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências governamentais, que os riscos do negócio são muito elevados etc e tal. E, ademais, tudo o que estão cobrando está devidamente coberto por lei, regulamentado e autorizado pelo Banco Central. Sei disso. Como sei, também, que existem seguros e garantias legais que protegem seu negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados. Sei que são legais. Mas, também sei que são imorais. Por mais que estejam garantidas em lei, tais taxas são uma imoralidade. Repassem esta msg pra seus contatos, quem sabe, muda alguma coisa? É como diz o velho ditado: a esperança é a última que morre! 'O MAIOR CASTIGO PARA AQUELES QUE NÃO SE INTERESSAM POR POLÍTICA É QUE SERÃO GOVERNADOS PELOS QUE SE INTERESSAM' (Arnold Toynbee)

terça-feira, 17 de junho de 2008

O braço midiático da fraude no Detran RS


João Pessoa, 17/06/2008


Há uma informação na denúncia produzida pelo Ministério Público Federal contra os acusados de integrar a quadrilha que agia no Detran/RS que não vem recebendo a menor atenção por parte da mídia gaúcha. É compreensível o silêncio. E lamentável também, colocando sob suspeita um serviço de interesse público (informar a população). Esse silêncio diz respeito a seguinte passagem da página 56 da denúncia:
“Ao lado disso, os denunciados integrantes da quadrilha não descuidavam da imagem dos grupos familiares e empresariais, bem assim da vinculação com a imprensa. O grupo investia não apenas na imagem de seus integrantes, mas também na própria formação de uma opinião pública favorável aos seus interesses, ou seja, aos projetos que objetivavam desenvolver.

A busca de proximidade com jornais estaduais, aportes financeiros destinados a controlar jornais de interesse regional, freqüentes contratações de agências de publicidade e mesmo a formação de empresas destinadas à publicidade são comportamentos periféricos adotados pela quadrilha para enuviar a opinião pública, dificultar o controle social e lhes conferir aparente imagem de lisura e idoneidade”.

A denúncia cita como exemplo de investimento da quadrilha “na formação de uma opinião pública favorável aos seus interesses” as inserções de reportagens que visavam promover a idéia da implementação de usinas de casca de arroz no Rio Grande do Sul.

O documento do Ministério Público Federal não cita em que data e veículo de comunicação tais reportagens teriam sido veiculadas. O Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul divulgou nota oficial, citando o artigo n° 11 do Código de Ética do Jornalista, segundo o qual “o profissional não pode divulgar informações visando interesse pessoal ou vantagem econômica”.

Repudiando esse tipo de prática, o sindicato encaminhou a nota à CPI do Detran defendendo que o assunto seja investigado e sejam nominados os profissionais envolvidos em ilegalidades, “pois não é justo que toda a categoria seja colocada sob suspeição em uma denúncia generalizada”.

Já os representantes dos “jornais estaduais”, “jornais de interesse regional”, “agências de publicidade e empresas destinadas à publicidade” não se manifestaram até agora sobre o tema. A rigor, existem dois jornais de circulação estadual no Estado, Zero Hora e Correio do Povo. Os demais jornais de Porto Alegre, O Sul, Jornal do Comércio e Diário Gaúcho não circulam em todo o Estado.

Lobista tucano diz que esquema pagava colunistas
Além da referência a um braço midiático da quadrilha acusada de roubar o Detran, feita na denúncia do Ministério Público Federal, há uma outra menção ao pagamento de jornalistas para produzir matérias de interesse do grupo. Ela aparece na carta que o empresário e lobista tucano Lair Ferst escreveu à governadora Yeda Crusius para “denunciar” que estava sendo vítima de uma campanha difamatória por parte da quadrilha.

Segundo as investigações da Polícia Federal e do MP federal tratava-se de uma disputa interna no grupo pelo controle das verbas do Detran. Na carta, Lair Ferst escreve: “Este grupo é liderado pelo ex-professor da Universidade Federal de Santa Maria, José Antonio Fernandes, e dos seus sócios Barrionuevo e do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Sr. João Luiz Vargas. Conta também com uma série de colunistas de vários jornais que tem remuneração paga pelo Sr. José Fernandes para plantar notícias de seu interesse particular.

Usam diversas pessoas para servir aos seus propósitos escusos sem aparecer e ficar impune e livre de qualquer acusação”. Barrionuevo é José Barrionuevo, ex-colunista político do jornal Zero Hora. Após deixar o jornal, Barrionuevo passou a trabalhar como “consultor de imagem” e marqueteiro em campanhas políticas. Em 2006, Barrionuevo trabalhou como consultor para o Pacto pelo Rio Grande, uma iniciativa do então presidente da Assembléia Legislativa do RS, Luiz Fernando Zachia (PMDB).

O principal resultado concreto do Pacto foi o lançamento do livro “Pacto – Compromisso de todos – Jogo da Verdade – Crise estrutural e governabilidade do Rio Grande”, assinado pelo próprio Barrionuevo e por Cezar Busatto (do PPS, ex-chefe da Casa Civil do governo Yeda Crusius, demitido após a revelação de uma conversa explosiva com o vice-governador Paulo Feijó (DEM), onde admitia o uso de empresas públicas para financiar campanhas eleitorais do PMDB e do PP).

Na noite do lançamento do livro (13 de novembro de 2006), Barrionuevo deu o seguinte autógrafo para José Fernandes, dono da empresa Pensant, acusado de ser um dos chefes da quadrilha que roubou o Detran:“Prezado José Fernandes, meu bruxo: este livro e o Pacto não existiriam sem o teu apoio e as tuas luzes.

Vamos juntos nesta caminhada. Viva a Pensant”.
O autógrafo de Busatto para Fernandes não foi menos entusiasmado:“Caríssimo José Fernandes, o Pacto tem uma marca indelével da tua competência, sabedoria, compromisso público! Obrigado por tudo! Vamos continuar trabalhando juntos pelas boas causas!”.

Barrionuevo repudiou as acusações de Lair Ferst, que trabalhou na campanha de Yeda Crusius em 2006 como “captador de recursos”, conforme confirmou dias atrás o vice-governador Paulo Feijó. O hoje “consultor de imagem” afirmou:“No final da campanha do segundo turno de Yeda Crusius (em outubro de 2006), quando atuei como consultor, chamei atenção para os problemas do senhor Lair Ferst. Um coordenador, braço direito da candidata, me pediu informações sobre o empresário, em decorrência de nota publicada na Página 10 (coluna do jornal Zero Hora) naqueles dias. Mandei a ficha policial, que dispensa comentários. Soube que, a partir do meu relatório, foi solicitado que Lair não freqüentasse mais o comitê. Desconfio que atrapalhei seus planos”.

As afirmações de Barrionuevo comprometem a governadora Yeda Crusius que considera Lair Ferst um “companheiro” e “militante” do PSDB. Se ela teve acesso à “ficha policial” de Ferst durante a campanha, como permitiu que ele trabalhasse como captador de recursos para sua campanha? O ex-vice-governador do RS, Antonio Hohlfeldt (ex-PSDB, hoje no PMDB) também se referiu a Ferst de maneira nada elogiosa, dizendo que conhecia sua reputação e, por isso, jamais permitiu que ele entrasse em sua sala.

Por outro lado, o relato que o lobista tucano fez à governadora guarda grande semelhança com o que a denúncia do Ministério Público Federal afirma sobre as conexões midiáticas da quadrilha que roubou o Detran. Apesar de todas essas informações, a mídia gaúcha decidiu silenciar sobre o tema.

Acusados, de forma generalizada, de ter recebido verbas publicitárias de integrantes da quadrilha, os jornais do Estado não publicam uma linha sequer sobre esse assunto espinhoso.

Marco Aurélio Weissheimer é jornalista.


domingo, 15 de junho de 2008

‘Se Obama ganhar será grande evolução’, diz Lula



  Lula observa a cena eleitoral dos EUA com nítida simpatia pelo candidato democrata Barack Obama. Foi o que deixou antever em entrevista ao JB, veiculada neste domingo (15). 

Instado a se posicionar, o presidente saiu-se com um “não posso dizer”. Na seqüência, porém, deixou evidente sua predileção por Obama: 

“O Monteiro Lobato escreveu que um dia haveria uma disputa entre uma mulher e um candidato negro nos Estados Unidos ...” 

“...É o que está acontecendo com o Barack Obama. Eu acho que é uma revolução na cabeça do eleitorado americano...” 

“...Se Obama ganhar será mostra de grande evolução. Essa é a grande novidade desses últimos 100 anos da História...” 

“...E Deus queira que, ganhando as eleições, ele possa ter uma política dos Estados Unidos diferente para América Latina...” 

Lula brincou com o fato de o ministro Mangabeira Unger (Assusntos Estratégicos) ter sido professor de Obama em Harvard: 

Disse que não telefonou para o candidato quando de sua vitória nas prévias em que mediu forças com Hillary Clinton. E acrescentou, entre risos: 

“...Mas tem a vantagem que o Mangabeira Unger foi professor dele em Harvard. É um companheiro, indiretamente.” 

De resto, Lula discorreu sobre a conjuntura interna. Disse que não sonha com um retorno à presidência da República. 

Afirmou que, em 2010, não será candidato senão à aposentadoria. "O meu lema é o seguinte: dia 1º de janeiro de 2011, eu entregarei a presidência da República para alguém e vou para a minha casa conviver com a minha família..." 

"...Não tenho tenho interesse de ser candidato a senador, a governador, a vereador. Nada." 

Declarou que vai registrar em cartório um documento com suas "realizações". Entregará o papel ao sucessor e à imprensa. 

Afirmou que ainda não se decidiu por Dilma Rousseff como melhor opção para sucedê-lo. Mas derramou-se em elogios à "capacidade gerencial" da ministra. 

Repisou a tecla de que o governo não assumirá o interesse pela aprovação da CSS. Ainda que isso leve à rejeição do sucessor da CPMF no Senado. 

E revelou que trabalha com a perspectiva de que o Brasil se torne a segunda ou terceira potencia petrolífera do mundo. Quer criar um fundo educacional com a renda do petróleo.



Folha Online

sexta-feira, 13 de junho de 2008

INFLAÇÃO? O PIG ESTÁ DE BRINCADEIRA?!

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Fonte:
http://republicavermelha.blogspot.com

FHC (1995-2002)

1995: 22,41%
1996: 9,56%
1997: 5,22%
1998: 1,66%
1999: 8,94%
2000: 5,97%
2001: 7,67%
2002: 12,53%

Acumulado (1995-2002): 100,66%
Média Anual (1995-2002): 9,10%


Lula (2003-2008)

2003: 9,30%
2004: 7,60%
2005: 5,69%
2006: 3,14%
2007: 4,45%
2008 (jan-mai): 2,88%

Acumulado Lula (2003-2008): 37,76%
Média Anual (2003-2008): 6,19%
Fonte: http://www.portalbrasil.net/ipca.htm Contra fatos não há argumentos e o fato concreto é que, no atual governo, diferentemente do que acontecia no anterior, o Brasil cresce mais com menos inflação. Os números falam por si só...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Integração temporal beneficia usuário de Ônibus em João Pessoa

Integração temporal nos ônibus da Capital começa dia 26, por Cruz das Armas.


A primeira etapa do sistema de integração temporal nos transportes coletivos em João Pessoa passa a funcionar a partir das zero hora do próximo dia 26 de junho. O anúncio foi feito pelo prefeito Ricardo Coutinho (PSB), na abertura da 66ª Reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Transportes Urbano e Trânsito, que acontece até esta sexta-feira, 13, no Hotel Caiçara. 

As linhas que fazem o trajeto pela Avenida Cruz das Armas serão as primeiras beneficiadas. O projeto compõe um conjunto de melhorias voltadas para o melhor fluxo do trânsito, que inclui o Terminal de Integração e a Bilhetagem Eletrônica, desenvolvido pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP), por meio da Superintendência de Transporte e Trânsito (STTrans). 

Com a integração temporal, o usuário de transporte coletivo poderá realizar a transferência de uma linha para outra em qualquer parada de ônibus onde elas se cruzem, dentro de um intervalo de tempo pré-estabelecido, sem pagar outra passagem. 

O superintendente da STTrans, Deusdete Queiroga, explicou que a intenção é implantar a integração temporal em toda a cidade, mas o funcionamento em uma área restrita é necessário para identificar eventuais problemas que precisem de correção. 

Como funciona – Um usuário que mora no bairro do Valentina de Figueiredo e trabalha no Distrito Industrial pode usar a integração temporal da seguinte forma: embarca no ônibus 118, desce em um ponto de Cruz das Armas e pega a linha 115 com destino ao Distrito. 

Ao passar o bilhete eletrônico no ônibus 118, aparecerá na tela o tempo da primeira viagem até o ponto de retorno, acrescido de mais 30 minutos. É este período que o usuário tem para fazer a integração com a outra linha. 

O diretor de Transportes da STTrans, Adalberto Alves Araújo, explica que todas as linhas que passam pelo corredor de Cruz das Armas serão atendidas pela integração temporal neste primeiro momento. "Além disso, os ônibus serão sinalizados para facilitar o acesso da população. "Enquanto ele estiver dentro do prazo, ele só pagará uma passagem. Passado esse tempo, a pessoa pagará outra", destacou Adalberto. 

Ações permanentes - O prefeito Ricardo Coutinho disse que a questão do transporte e do trânsito em todo o país é muito séria, pois as cidades brasileiras estão congestionadas devido ao aumento do número de veículos e das difíceis vias de acesso. 

Ele acrescentou que ações mais consistentes nesse sentido devem ser tomadas em parcerias com as três esferas de governo: municipal, estadual e federal. Nesse momento, ele relembrou algumas dessas ações que foram implantadas na Capital paraibana em apenas três anos e meio e agora sendo ampliadas pelo sistema de integração temporal. 

"O sistema de transporte e trânsito no Brasil é uma questão ambiental, energética e de saúde pública. Precisamos de um tratamento de choque para resolvermos essas questões tão sérias. Desde o início dessa gestão, resolvemos implementar políticas públicas eficazes para melhorar esse sistema na Capital, como o Terminal de Integração, a Bilhetagem Eletrônica, ampliação e restauração dos grandes corredores, alças de ligação com outros trechos, iluminação pública e melhoria da sinalização semafórica, substituição de abrigos em concretos de paradas de ônibus por estruturas mais seguras e econômicas e aumento da frota", relatou Ricardo. 

A Prefeitura de João Pessoa também preparou uma campanha publicitária para explicar aos usuários dos transportes coletivos o novo sistema de integração. Com o slogan 'Integração Temporal. O Terminal no seu bolso', a campanha começa a ser veiculada na próxima semana nos meios de comunicação (rádio, jornal, TV), além da distribuição de panfletos nos bairros onde terá início a integração temporal, com a ajuda dos delegados do Orçamento Democrático. 

Fórum - Durante os dias 12 e 13 de junho os responsáveis pela gestão de transporte urbano e trânsito terão a oportunidade de estabelecer um canal permanente para discutir temas importantes e trocar de experiências bem sucedidas nessas áreas em suas cidades. Nesses encontros os dirigentes terão a oportunidade de discutir o acesso da população ao transporte público de qualidade e preços de tarifas mais justos, além de debater problemas enfrentados hoje em todas as cidades brasileiras. 

Ainda no período da manhã, a programação seguiu com um debate sobre a integração temporal, experiências e perspectivas. À tarde, a programação conta com reunião dos secretários e dirigentes ligados à questão do trânsito. 

Estavam presentes à cerimônia, além do prefeito e de secretários municipais, o presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Transporte Urbano e Trânsito, Oswaldo Lima Neto; o superintendente da ANTP, Marcos Pimentel Bicalho, secretários e dirigentes, ligados à questão do transporte e trânsito.


da Redação 
com Secom/JP

São João sem fogueiras: a tradição perde espaço para a modernidade na PB

 
Por enquanto a medida do Ministério Público só atinge Campina Grande, mas há clamores na sociedade, para que a medida se estenda em toda Paraiba. Louvável essa medida, que no meu entender precisa ser levada também ao costume de soltar bombas, traques e outros artifícios de pólvora. Helio de Almeida Oliveira.
Aos poucos as tradições nordestinas e os folguedos juninos vão se esvaindo no confronto com a modernidade. Os balões, que já animaram as noites do mês de junho, se tornaram vilões para as florestas e caíram na ilegalidade. Agora, as fogueiras também estão na mira do poder público e ameaçadas, com a sua fumaça, de desaparecer da noite de São João. Em nome da saúde e do tráfego aéreo, a cidade de Campina Grande,a 120km de João Pessoa, e mais 36 Comarcas do Sertão e do Cariri paraibano declararam guerra a tradição de se acender fogueiras na noite de São João. Quem desobedecer à recomendação do Ministério Público terá que pagar multa de R$ 1 mil. De acordo com o coordenador das Curadorias de Campina Grande, José Eulâmpio Duarte, a medida visa preservar a vida, o espaço aéreo e o meio ambiente. Ele revela que foram muitas as reclamações para o Ministério Público abraçar essa causa e tornar a prática de fazer uma fogueira num ato “ilegal”. “Recebemos solicitações de vários segmentos e observamos a necessidade de se impedir a queima da fogueira com o único propósito de salvar vidas, proteger o meio ambiente com a preservação da Caatinga e evitar acidentes”, afirma o promotor. A associação Campinense de Pneumologia, por exemplo, comprovou que na cidade de Campina Grande existem pelo menos 32 mil pessoas com problemas respiratórios e que no período junino, chegam a lotar os hospitais com falta de ar, rinites alérgicas, bronquite, asma e outras crises do aparelho respiratório. “Chegamos a registrar até óbitos por conta da fumaça poluindo o ar da cidade”, revela. A Infraero também pediu socorro ao MP. De acordo com a direção do órgão, a fumaça dificulta o tráfego aéreo e algumas companhias que operam no Aeroporto João Suassuna, estavam dispostas a desviar os vôos porque durante o São João a fumaça impede a visibilidade dos pilotos e podem causar acidentes. O Corpo de Bombeiros engrossou a fileira alegando que as fogueiras, montadas nas calçadas e ruas da cidade impedem o trabalho das equipes de socorro em chamadas de emergências para conter incêndios ou fazer resgate de queimados. Por último, as organizações não-governamentais (Ong’s), em nome das árvores, fecharam o cerco à tradição e também pediram o fim das fogueiras. Diante de tantos motivos, não restava ao MP tentar acabar com as fogueiras e através da conscientização e da punição deixar que as luzes dos postes iluminem a noite de São João. Sudema proíbe venda de fogueiras A diretora-técnica da Superintendência de Desenvolvimento do Meio Ambiente (Sudema), Sônia Matos, afirmou que o órgão não está cadastrando nenhum vendedor para comercializar fogueiras no Estado, independente da origem da madeira. “A venda não será autorizada em nenhum local e nós, junto com a Polícia Florestal, iremos fiscalizar e apreender as madeiras postas à venda”, assegura. Aos infratores, caberá uma multa de R$ 1 mil. De acordo com Sônia Matos haverá uma conscientização com os comerciantes, sem a intenção de multar. Mas segundo o promotor José Eulâmpio, em Campina Grande, a multa será aplicada em casos de desobediência tanto para quem vende quanto para quem queima a madeira. “A multa que a Sudema estabelece é de um mil reais e caberá a Sudema, Polícia Florestal e Prefeitura de Campina Grande fiscalizar as queimas de fogueiras na cidade”, garente o promotor. Ele lembra, que no município de campina Grande existe uma legislação específica que proíbe a montagem de fogueiras sobre o asfalto. “Aí é que é pior. A madeira queimando no asfalto provoca uma fumaça com toxina muito mais nociva do que a simples fumaça da madeira”, diz José Eulâmpio. Trabalho de conscientização A luta do Ministério Público contra as fogueiras vem sendo travada há quatro anos. Desde 2004, campanhas de conscientização vêm conseguindo o apoio da população campinense no sentido de mostrar o mal que as fogueiras fazem para o ecossistema e que as festas juninas seriam bem melhores sem a cortina de fumaça que se faz na noite de São João. Em dados concretos, o MP revela que em diversas ruas da cidade o número de fogueiras vem caindo fortemente e os riscos de acidentes vão desaparecendo com essa prática centenária. “Há 4 anos, na rua Vigário Calixto, você encontrava 103 fogueiras. No ano passado, registramos apenas quatro. A população está se conscientizando de que São João sem fogueiras é melhor para todos”, diz. Dados da Associação Campinense de Cirurgia Plástica revelam que com a diminuição das fogueiras, se registra uma redução de até 80% no número de acidentes com crianças. E que também a cidade desde o início da conscientização já percebe uma queda de até 70% nas vendas das fogueiras. Igreja quer fim das fogueiras O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, também contribuiu para a proibição das fogueiras na véspera de São João no Estado. Para ele, a fogueira não tem nada a ver com os rituais católicos. “Essa prática deve ser banida dos festejos juninos porque só traz prejuízos para a população e o meio ambiente”, afirmou Dom Aldo ao promotor José Eulâmpio. O promotor disse ainda que espera que outras autoridades religiosas, a exemplo de Dom Aldo Pagotto, tomem providências e orientem seus fiéis sobre o risco de se acender fogueiras. “Temos que apelar para o espírito cristão para evitar essa prática maléfica a toda sociedade”, acrescenta. População dividida Os riscos e os prejuízos que as fogueiras causam nem sempre são levados em conta pelas pessoas que mantêm a tradição. Para muitos, a queima da madeira em homenagem ao santo do dia já é um ritual passado de geração em geração e consiste, a exemplo do árvore no Natal, num dos grandes símbolos do São João. A dona de casa Elba Pedroza diz que vai manter a tradição com todos os cuidados que se deve ter ao montar e acender uma fogueira. “Desde que me entendi de gente que fazemos fogueira em nossa calçada. Hoje, tomo as devidas precauções para evitar problemas, ou seja, ela não é muito alta, nem grande e cerco a sua área para prevenir que pessoas se queimem”, afirma. “São João sem fogueira não tem graça”, acrescenta. “Como é que vão acabar com as fogueiras se há tantas indústrias que poluem muito mais, os carros jogando gás carbônico no ar e as padarias que queimam madeira e produzem fumaça do mesmo jeito? É um absurdo”, reclama o estudante de administração Ricardo Douglas. Já a professora Elisângela Ribeiro é a favor da medida proibitiva e também quer o fim das fogueiras. “Tem que se acabar mesmo. Não faz sentido tanta fumaça que só prejudica as pessoas e ainda nos deixa fedidas na noite de São João”, completa. Como surgiu a fogueira No Brasil, é muito comum o acendimento de fogueiras durante as comemorações da festas juninas, sobretudo na noite de São João. Segundo a tradição católica, a fogueira tem sua origem em um trato feito pelas primas Isabel (mãe de São João Batista) e Maria (mãe de Jesus Cristo). Isabel teria mandado acender uma fogueira no topo de um monte para avisar sua prima Maria que seu filho havia nascido. Fonte: Wscom

terça-feira, 10 de junho de 2008

PSDB Na Lama:A Máscara Continua a Cair


É caros leitores, como já postei aqui, a oposição está perdida em meio a tantos escândalos. A máscara deles continua a cair de forma vexatória. Por Guina
Pois como se não bastasse o já sabido por toda a população brasileira, os muitos desmandos e atos vergonhosos com o PSDB no governo FHC, com a compra da emenda da reeleição, o rombo feito na Nossa Caixa pelo governo Geraldo Alckmin em São Paulo e o envolvimento de José Serra no caso da máfia dos Sanguessugas, dentre tantos outros, agora os tucanos se vêem atolados até o pescoço num mar de lama sem fim. O caso Alstom, esquema que deu um prejuízo de cerca de R$ 1,375 bilhões aos cofres públicos em São Paulo e a crise moral, ética e de governança na fraca administração Yeda Crusius no Rio Grande do Sul, com o recente escândalo no Detran/RS, com desvio de quase R$50 milhões, e que já derubou todo o secretariado da tucana incompetente, expõe um quadro triste mais real da situação vivida pelo PSDB no país. É o modus operandi deste partido que sempre agiu na clandestinidade e contando com o apoio de uma mídia sem escrúpulos para tentar voltar ao poder e acabar com tudo aquilo que o Presidente Lula tem feito para o povo mais carente.
A corrupção está no DNA do PSDB, é fato. E eles estão perdidos: sem moral, sem crediblidade, sem vergonha e sem apoio do povo.

Para a Mídia Golpista Yeda (PSDB) é do PT.

Desconhecimento ou sacanagem?

Eleitor poderá pedir investigação de eleições


O Projeto de Lei Complementar 280/08, do deputado Antonio Bulhões (PMDB-SP), possibilita que o eleitor peça à Justiça Eleitoral a investigação de casos suspeitos de uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou de autoridade em favor de candidato ou de partido político. Atualmente, a representação é permitida apenas a partidos políticos, coligações, candidatos ou ao Ministério Público Eleitoral.

Pela proposta, o pedido do eleitor poderá ser feito até verbalmente, sendo depois passado por escrito.

O parlamentar explica que, apesar de o direito do eleitor estar previsto no Código Eleitoral, a Lei Complementar 64/90, que nada diz a respeito, levantou dúvidas quanto à continuidade dessa possibilidade. "Esclarecer o assunto é garantir ao eleitor a possibilidade de fiscalizar e coibir a interferência do poder econômico e o desvio ou abuso de autoridade nas eleições", diz.

A proposta, sujeita à votação do Plenário, será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Reajuste legítimo



O reajuste dos valores do programa Bolsa Família é justo e legítimo. Diante da alta registrada nos alimentos, seguindo uma tendência mundial, a correção torna-se necessária a fim de se garantir a eficácia de uma política que atende 11 milhões de famílias e já retirou 14 milhões de pessoas da pobreza. 

É justo fazer a correção, pelo menos com base na inflação, para que pessoas de famílias pobres não sejam injustamente excluídas de um programa que tem garantido direito a comida e a outros itens, como material escolar, medicamentos e vestuário. O reajuste é vital para dar seguimento ao processo de melhoria das próprias condições de vida, com a recuperação do poder de compra. 

Desde que foi criado, em outubro de 2003, o Bolsa Família teve apenas um reajuste, em agosto de 2007. Naquele mês, a recomposição foi de 18,25%. Com a correção, o valor médio do benefício passou de R$62 para R$72. O valor do Bolsa Família varia de R$18 a R$172, de acordo com a renda familiar e o número de crianças e adolescentes. Como contrapartida, as famílias devem manter os filhos na escola e o acompanhamento de saúde. 

Os críticos ao programa fecham-se numa visão egoísta, neoliberal e monetarista, como se as desigualdades sociais, históricas em nosso país, fossem solucionadas apenas pela via de mercado. Pura mistificação. O Bolsa Família, cujo orçamento este ano é de R$10,5 bilhões (cerca de 0,5% do PIB), garante a transferência de renda e tem sido apontado por especialistas como uma das políticas mais eficientes para combater a fome e reduzir a pobreza e a desigualdade. 

Entre 2003 e 2006, a redução da pobreza foi de 31,4%. A concentração de renda no país atingiu, em 2006, o menor índice dos últimos 30 anos. Em 2006, a renda dos mais pobres subiu 12%. O Bolsa Família foi responsável por 21% da queda da desigualdade. 

Estes dados, por si só, legitimam o reajuste dos valores. Pela primeira vez, a taxa de pobreza no Brasil fica abaixo de 20% da população. Quem se mantém preso a uma visão elitista deixa de ver esses avanços rumo à construção de uma país mais justo e igualitário.

Pedro Wilson é deputado federal (PT-GO).

Prefeitura de João Pessoa e Eletrobrás firmam convênio de eficiência energética


O prefeito Ricardo Coutinho (PSB) assina, nesta segunda-feira (9), às 9h30, um convênio com a Chesf e a Eletrobrás para contratos de implementação de projetos de eficiência energética. A iniciativa é coordenada pelo Programa Nacional de Iluminação Pública e Sinalização Semafórica Eficientes (Procel Reluz). O montante total de investimentos é da ordem de R$ 1,6 milhão.

Economia de 70%
O convênio prevê a substituição de lâmpadas incandescentes por Leds (light emitting diode) em todos os sinais de trânsito da cidade, ação pioneira no País. A economia com a iniciativa pode chegar até a 70% do consumo.

O superintendente de Transportes e Trânsito (STTrans) de João Pessoa, Deusdete Queiroga, destaca que a substituição das lâmpadas possui pelo menos três aspectos positivos. "Primeiramente, haverá uma redução grande de energia elétrica, em alguns casos chegando até a 70%, fato que é interessante inclusive do ponto de vista ambiental. A segunda vantagem é que a Led apresenta mais luminosidade que as incandescentes, podendo ser vistas a uma distância maior pelo motorista. Outro ponto é a vida útil, que também é maior, diminuindo nossos custos de manutenção e os transtornos na hora da nossa equipe trocá-las", afirmou.

Em João Pessoa existem 138 semáforos, incluindo aqueles instalados nos cruzamentos e também de pedestre. "Será um projeto pioneiro no Brasil. Trata-se do primeiro contrato de financiamento dessa nova categoria do programa Reluz", destacou Deusdete.

Além do prefeito e do superintendente da STTrans, o evento desta segunda-feira contará também com a apresenta do diretor-presidente da Chesf, Dilton Oliveira, e do diretor de Tecnologia da Eletrobrás, Ubirajara Rocha Meira. 

De acordo com informações da Eletrobrás, a nova categoria do programa que prevê a melhoria de sinalização semafórica foi aprovada em dezembro de 2007. Em João Pessoa, a iniciativa vai abranger 2.140 pontos de luz. A previsão conclusão da obra é de um ano. Ela promoverá nos semáforos uma redução de demanda de 59,13 KW. Isso representa uma economia anual total nesses aparelhos de 354,69 KWh/ ano.

domingo, 8 de junho de 2008

F1 -Lewis faz bobagem. Kubica agradece e vence.

Na classificação Geral, Felipe Massa passa K Raikkonen.
MARCUS LELLIS de Santos O domínio de Ferrari e McLaren foi, enfim, quebrado. Robert Kubica venceu o GP do Canadá, neste domingo (8). E pode colocar na conta de Lewis Hamilton, já que o triunfo caiu no colo do polonês graças a uma bobagem do inglês, que não viu o sinal vermelho e bateu na traseira de Kimi Raikkonen na saída do boxes. Foi a primeira vitória da BMW Sauber na F-1. Com isso, uma equipe fora as duas principais da atualidade ganha após 24 provas. De quebra, Kubica assumiu a liderança do campeonato com 42 pontos, resultado de uma excelente temporada, até agora. A festa da escuderia alemã foi completada com uma dobradinha, já que Nick Heidfeld foi o segundo colocado. A corrida foi tão maluca que o tão criticado David Coulthard chegou ao pódio. Timo Glock teve seu melhor desempenho do ano, com o quarto lugar. Felipe Massa bateu cabeça com a equipe, mas teve uma grande atuação, com direito a ultrapassagem dupla. Terminou em quinto, chegou aos 38 pontos e empatou com Hamilton na segunda colocação da tabela de classificação. Jarno Trulli, Rubens Barrichello — segunda vez seguida que pontua — e Sebastian Vettel fecharam a lista dos oito primeiros. Nelsinho Piquet até teve a chance de conseguir pontos, mas rodou, ficou lá atrás e depois abandonou. A trapalhada de Lewis até encobriu um pouco o imbróglio do asfalto do circuito de Montreal, que foi duramente criticado pelos pilotos. Antes de a prova começar, a curva 10 foi recapeada. A tentativa de remediar o problema não deu muito certo, já que os carros espalhavam muito quando passavam por tal setor.

inSegurança na Paraiba desGovernada pelo PSDB-DEM

Paraiba gasta R$ 127 milhões para manter presos

A Operação Albergue – deflagrada na última quinta-feira, no Presídio  Serrotão, em Campina Grande – comprovou o que a sociedade já imaginava: o crime organizado usa as prisões apenas como álibi. De dentro do cárcere, presos encomendam ações criminosas, como seqüestros, tráfico de drogas e armas, assaltos e roubo de carros. Quadrilhas chefiadas por detentos que cumprem pena em presídios da Paraíba ampliaram seus “serviços” e atuam em outros Estados, “terceirizando” o crime. “Existe uma verdadeira indústria do crime na Paraíba”, afirmou o delegado Murilo Terruel. 
Agentes e familiares de presos revelam que as regalias do sistema penitenciário não se restringem ao Serrotão, onde presos pagaram até R$ 20 mil por fuga em massa, em abril deste ano. Em outras penitenciárias do Estado, acontecem festas regadas a uísque e crack. O pior é que a sociedade – que é a  mais atingida pela violência – é quem acaba pagando a conta do sistema. Por mês, cada preso custa aos paraibanos e aos cofres públicos R$ 1.200,00. O custo anual com os 8.900 presos do Estado chega a R$ 127 milhões. 
Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Alexandre Guedes, o sistema penitenciário brasileiro é viciado, arcaico e falido e o cidadão é quem acaba pagando, através dos seus impostos, para manter o esquema criminoso nas prisões. “O preso é apenas ‘depositado’ em presídios e devolvido pior à sociedade”, afirmou.
O secretário de Administração Penitenciária do Estado, Pedro Adelson Guedes dos Santos, reconhece a fragilidade do sistema, que cresce 10% a cada ano. “São de 800 a mil novos presos por ano ingressando no sistema. Temos que mudar a legislação brasileira. O percentual de reincidência é muito alto: 70%”, afirmou.

Quadrilhas se articulam em prisões
O esquema e a articulação de tráfico de drogas e outros tipos de crimes não se restringem apenas a detentos do Serrotão. O delegado da Polícia Civil da Comarca de Sapé, Állan Murilo Barbosa Terruel descobriu, durante investigações, que quadrilhas de presos atuam interligadas, articulando crimes como seqüestros, roubo de carros, tráfico de drogas e assaltos de dentro de presídios da Paraíba. No final do ano passado, o delegado e sua equipe prenderam quadrilhas e conseguiram evitar o seqüestro de um empresário da cidade de Sapé. Segundo o Murilo Terruel, o detendo cearense Gino de Sousa Nazário, 35 anos, conhecido como “General”, que estava preso na Penitenciária de Segurança Máxima Geraldo Beltrão, em João Pessoa, foi autuado em flagrante pela tentativa de seqüestro e formação de quadrilha. Gino teria uma postura de comando diante dos outros presos. “O interessante dessa investigação foi a conexão de quadrilhas operacionalizadas de dentro dos presídios”, observou o delegado Murilo Terruel. Durante as investigações, a polícia descobriu e prendeu, em 2007, uma quadrilha que assaltou uma mulher na praia de Intermares, em Cabedelo, quando ia para academia. “A mulher foi abordada por quatro pessoas, que roubaram o carro dela, um Astra, preto e o celular. O veículo roubado foi para Mari, onde ficou escondido em um galpão. Após isso, o carro ficou girando pela Paraíba sendo utilizado em assaltos, inclusive a lotéricas. Depois, o Astra foi ‘alugado’ para outra quadrilha e o grupo levou esse carro para fazer um assalto em Pernambuco”, informou o delegado Terruel.
Ligação de dentro de presídio
O delegado Murilo Terruel revelou que um homem da cidade de Mari recebeu o Astra roubado em Cabedelo, para programar o seqüestro ao empresário de Sapé. O delegado comandou uma operação que conseguiu prender integrantes da quadrilha que, segundo ele, era liderada por Gino Nazário, de dentro da Penitenciária de Segurança Máxima da Capital. Murilo Terruel disse que com os integrantes do grupo de Gino, foram apreendidos, no ano passado, vários celulares e foi a partir de uma ligação telefônica que o delegado confirmou a participação desse detento. “Um celular tocou e descobrimos que era o Gino quem estava ligando de dentro do presídio para um dos seus comparsas que havia acabado de ser preso por nós. O Gino foi descoberto porque mandamos que seu comparsa atendesse no viva-voz. Depois, teve uma apreensão de drogas em Mamanguape e descobrimos também que era atuação do Gino. Ele tem homens fora da prisão que arregimentam pessoas para o crime. Existe uma verdadeira indústria do crime na Paraíba”, revelou Murilo Terruel.
Para pagar regalias e advogados
O delegado disse, ainda, que os crimes praticados fora dos presídios a mando de presos visam arrecadar dinheiro para pagar regalias dos detentos nas prisões, os advogados e manter o tráfico de drogas dentro e fora das penitenciárias. “Lotéricas e multibanks geralmente são assaltados para pagar débitos no mundo do crime. Com o celular na mão, o preso fica dando golpes nas pessoas e cometendo ações criminosas”, afirmou Terruel. Terruel concorda que o sistema penitenciário brasileiro é falido. “As prisões são masmorras medievais. Elas não ressocializam ninguém. Sou favorável às prisões. Mas defendo que o sujeito passe mais tempo preso antes da progressão do regime, numa prisão diferente do modelo que temos hoje. Quando o sujeito vai para o semi-aberto, deveria ser mais supervisionado por funcionários”, observou.
Crise da Justiça, da segurança...
Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, Alexandre Guedes, esse esquema de crimes, praticados por presos e ex-detentos, o aumento da violência e as fugas são provas suficientes de que o sistema carcerário está falido, arcaico e não está cumprindo o seu papel de ressocialização. No entanto, ele disse que a crise desse sistema não se restringe apenas ao cárcere, mas também é uma “crise do sistema de Justiça, da segurança pública e defesa social”. “O nosso maior problema é a ineficiência e a omissão dos gestores públicos responsáveis pelo cumprimento da lei. Nesta crise, temos que ter um olhar crítico à luz do Direito e do princípio constitucional da dignidade da pessoa humana. A lei de Execuções Penais (nº 7.210/1984) e a lei Estadual (nº 5.022/1988) garantem a assistência ao preso como dever do Estado, objetivando prevenir o crime e orientar o retorno deste a convivência em sociedade, inclusive ao egresso. Mas o Estado tem garantido o que a lei determina? Não, podendo estes gestores, inclusive, responderem perante o judiciário por crime de responsabilidade”, afirmou Alexandre Guedes.
Investimento sem retorno
Para Alexandre Guedes, o investimento feito nesse sistema prisional atual é alto e não tem retorno. São gastos com alimentação, segurança e manutenção do presídio, que funciona como “depósito de gente”. E o cidadão, reforça ele, é quem acaba pagando a conta desse sistema viciado, corrompido. Guedes defende a cadeia somente para bandidos mais perigosos, que cometem crimes mais graves, como seqüestros, estupros, homicídios, latrocínios, tráfico de drogas, entre outros. Ele acredita que esta medida poderia reduzir 30% o número de presos das penitenciárias. “A solução não é a construção de mais presídios, mas a aplicação de penas alternativas para presos que cometeram crimes de menor potencial ofensivo, como também a utilização de novas tecnologias, como a colocação de pulseiras eletromagnéticas para monitorar presos do regime semi-aberto, por exemplo. Esta tecnologia também poderia ser implantada no sistema da Paraíba. Os custos poderiam ser reduzidos. Com esta mudança, reduzia os custos, humanizaria e daria uma segunda chance ao detento”, observou Guedes.
Melhor gastar em educação
Alexandre Guedes defende ainda um maior investimento em Educação geração de emprego e renda e na implantação da escola integral para as crianças. Segundo ele, esta geração de jovens precisa de mais assistência, de passar o dia na escola, ter direito a professor de reforço, já que muitos deles são filhos de pais analfabetos e de baixa renda. Ele disse que é preciso resgatar essa geração, porque jovens estão sendo assassinados diariamente no Estado. Ele lembrou que quando se investe mais em Educação reduz o índice de violência e, consequentemente, o número de pessoas que vão para as penitenciárias. “Só com políticas públicas inclusivas poderemos garantir igualdade e oportunidades para os jovens e, assim, construir uma cultura de paz. Esse dinheiro investido no sistema carcerário atual está sendo desperdiçado. Não há o trabalho de ressocialização. É melhor construir escolas do que presídios. É preciso cuidar da pessoa antes dela ‘adoecer’ socialmente. Pois é isto que tem acontecido com nossos jovens, ingressam no crime ‘adoecem’”, concluiu.
Sistema carcerário está sem controle
O Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Penitenciário da Paraíba informou que existem apenas 876 funcionários exercendo a função de agentes penitenciários para controlar quase 9 mil presos em todas as cadeias e presídios do Estado. O Sindicato reafirmou que “os agentes não têm controle sobre nenhuma unidade prisional da Paraíba”. O Sindicato disse que os funcionários corruptos são protempores, mas reconhece que agentes ficam vulneráveis à corrupção do sistema porque estão na linha de frente dos presídios, que são “barris de pólvora”, segundo a direção do Sindicato. “Existem agentes que atuam como meros ‘recepcionistas’ ou empregadas domésticas das presas. Muitos agentes ficam ‘reféns’ dos presos, que acabam ditando as regras e regalias. O crime está mais organizado do que o próprio sistema carcerário”, denunciou um agente penitenciário que não poderá ser identificado e que nesta reportagem o chamaremos de “Josuel”.
Carro por liberdade
Josuel e outro agente revelaram que o esquema de fugas também rende dinheiro para funcionários e até diretores. “Presos já pagaram R$ 5 mil, R$ 10 mil e até R$ 20 mil para fugir do Serrotão. Na fuga em massa do Serrotão, de onde fugiram 36 presos em abril deste ano, presos pagaram valores semelhantes. Uma vez, um preso conhecido como ‘Paraibinha’, que fugiu de presídios de vários Estado do País, me ofereceu um carro para que eu facilitasse sua fuga”, contou Josuel. “Só não fugiram mais presos do Serrotão porque não tinham dinheiro para comprar a liberdade”, acrescentou o outro agente que o identificaremos como “Joaquim”.
Recebimento de propina é antigo
A mãe de uma detenta que cumpre pena em um presídio da Paraíba que, nesta reportagem, a chamaremos de “Maria”, denunciou um esquema de corrupção, tráfico de drogas e comércio de celulares e bebidas alcoólicas envolvendo funcionários que trabalham no sistema penitenciário do Estado. Ela disse que o recebimento de propina por parte de agentes já acontece há muitos anos, mas que a cada ano está mais escancarado. Ele disse que existe funcionário que já comprou até casa de veraneio em praia do litoral sul paraibano com o dinheiro de propinas. Ela contou detalhes e fala sobre preços pagos por apenados. “Há até festas dentro dos presídios, sempre com bebidas e muita droga. Teve uma festa que foi regada a uísque e muito crack. Agentes ganham muito dinheiro de presos. Funcionários dos presídios têm carros novos e tem agente com casa de praia belísssima, comprada com o dinheiro desse esquema. É muito dinheiro envolvido”, revelou Maria. Maria contou que com R$ 150,00, é possível entrar no presídio com cinco gramas de crack, um celular e uma garrafa de cachaça. E quem leva são os próprios agentes. “Quando avisam que tem pente-fino no presídio, é uma loucura lá dentro. Elas escondem crack e maconha dentro da vagina, dentro do chuveiro, no ralo do banheiro, no ventilador, no pão, na marmita. É o maior desespero. O consumo de drogas no presídio é tão grande que quem vai pra lá e não usa se torna viciado”, contou. Outro absurdo, segundo Maria é que agentes “desviam” comida dos presos. “Agentes já foram até tiradas do feminino porque estavam desviando feijão, arroz e até carne, fazendo ‘esquemas’ demais, mas sempre vem outras pessoas que acabam fazendo o mesmo ou pior”, acrescentou Maria.
Esquema em outros presídios
A Operação Albergue da Polícia Federal desarticulou um esquema envolvendo agentes, PMs e até ex-diretores do Serrotão. Presos que podiam comprar regalias e até a liberdade viviam em uma espécie de “condomínio” com 22 casas construídas ilegalmente dentro da penitenciária, onde os presos tinham TV de plasma, geladeira e até academia de ginástica. O delegado da PF, Gustavo Barros, que comandou a Operação não descartou a possibilidade desse esquema de tráfico de drogas e armas, corrupção envolvendo funcionários do sistema carcerário e regalias também estar ocorrendo em outros presídios da Paraíba, inclusive em João Pessoa. “Não está descartada a hipótese”, resumiu. Durante entrevista coletiva sobre a operação, concedida à imprensa na última quinta-feira, o delegado Gustavo assegurou: “Se houver notícia de tráfico nos outros presídios, vamos investigar”.
Liberações custavam até R$ 1 mil
O delegado Gustavo Barros revelou que presos do Serrotão pagavam até R$ 1 mil a funcionários do sistema penitenciário e policiais militares para passarem dias fora da prisão. Ele disse que não havia uma tabela de preços fixa no presídio Serrotão para ter direito a “regalias” e alguns dias de liberdade. Os detentos pagavam propina e assinavam antes de sair a lista de freqüência do presídio. Com este esquema, segundo a PF, os apenados cometiam crimes fora da prisão e não eram descobertos porque tinham o álibi perfeito: estavam cumprindo pena e com a lista de freqüência assinada com a conivência de funcionários e até de diretores. “Presos do regime fechado e do semi-aberto pagavam para passar finais de semana em casa e até um mês fora da prisão. O valor da propina variava de acordo com a condição financeira do preso e o cargo do funcionário do sistema. Houve preso que pagou R$ 1 mil para passar um mês fora do presídio, mas teve detento que deu R$ 200 só para sair um final de semana”, afirmou Gustavo Barros.
Mercearia e escritório
O delegado da PF disse, ainda, que presos do Serrotão também pagavam propina para que policiais e agentes guardassem armas e drogas no cofre do próprio presídio. “No cofre do almoxarifado do Serrotão, encontramos drogas, facas e celulares. Ao invés desse material ser encaminhado para perícia, ficava guardado no presídio a mando dos presos”, afirmou Gustavo Barros, acrescentando que durante a operação Albergue, a PF apreendeu de dois a quatro quilos de crack e maconha. A PF constatou que havia uma verdadeira mercearia dentro da penitenciária, onde funcionava um “escritório do crime”. “Para o preso ter regalia ele precisa ter dinheiro”, destacou.
Pedro Adelson diz que já sabia
O secretário de Administração Penitenciária do Estado, Pedro Adelson, reconhece que é preciso haver uma mudança geral no sistema e chegou a afirmar que era necessário acabar com tantas regalias. Mas não revelou quais eram estas regalias. O secretário declarou à imprensa que já sabia da existência das casas do Serrotão. Ele disse que tentou tirar os casebres, mas foi uma “revolução” das mulheres dos presos e dos familiares. “As casas já existiam, mas estavam destinadas a presos que trabalham na cozinha, na jardinagem e que faziam outros serviços no presídio, porque eles não podem ser misturados aos outros. As facções e grupos são completamente isolados uns dos outros no presídio. Ou os presos se matam”, afirmou Pedro Adelson, acrescentando que no Serrotão, existem 1.092 detentos e a capacidade é para abrigar apenas 350. Ele disse que os 8.900 presos cumprem pena em 19 presídios e 67 cadeias públicas do Estado. “O déficit atual no sistema é de 3 mil vagas”, informou. Apesar da construção de cinco novos presídios em João Pessoa, Campina Grande, Patos, Cajazeiras e Catolé do Rocha, o Estado ainda terá um déficit de 1.200 vagas, segundo o secretário. Ele informou, ainda, que após o concurso para agente penitenciário (previsto para hoje), serão contratados 2 mil novos agentes.
Henriqueta Santiago

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Ricardo Coutinho, prefeito de João Pessoa no Palácio do Planalto

 

Fonte:
www.romulogondim.com.br


Ricardo e Lula assinam em BSB contratos de R$ 7,7 milhões para João Pessoa. Será que o Vice de Ricardo Coutinho sairá desse encontro? Se não for, Rodrigo Soares (PT) perderá uma ótima oportunidade de obter apoio de Lula para a sua indicação como vice de Ricardo Coutinho.
Helio de Almeida Oliveira.
O prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, assinou nesta sexta-feira 6 no Palácio do Planalto em Brasília, em solenidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, contratos de R$ 7,7 milhões. Os investimentos estão previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Os contratos foram firmados com o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social e serão aplicados na construção de 1.707 moradias e urbanização das comunidades do Taipa e Vida Nova, área localizada entre o Conjunto Habitacional Costa e Silva e o Vale do Rio Mussuré, além de obras de drenagem e pavimentação na comunidade do Timbó, no Conjunto dos Bancários. Também participaram da solenidade de assinatura dos contratos o ministro das Cidades, Márcio Fortes; o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho. O prefeito disse que agora a PMJP vai dar início ao processo de licitação dos projetos, mas adiantou que as obras só começarão após o período eleitoral, devido às restrições da Lei Eleitoral. Ricardo Coutinho ainda lembrou que já está sendo licitada a primeira etapa do PAC Rio Sanhauá, que compreende a construção de duas mil casas, 1.286 ligações na rede de esgoto e ainda a pavimentação 40 ruas. Na Capital, as obras do PAC Rio Jaguaribe já estão em andamento. No último dia 2, o prefeito assinou a ordem de serviço que dá início aos trabalhos. Os serviços de infra-estrutura urbana beneficiarão mais de 62 mil famílias, ou seja, mais de 192 mil habitantes diretamente. A primeira etapa das obras já foi iniciada no bairro do Cristo Redentor, com a pavimentação das ruas Francisco Lustosa Cabral, Adelaide de Novaes e Industrial João Úrsulo. O projeto faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal e essa primeira etapa de infra-estrutura foi orçada em aproximadamente R$ 74 milhões. Além disso, o Governo Municipal implantará (com recursos próprios) equipamentos comunitários como complemento às obras de infra-estrutura social e urbana previstas no projeto. Ao todo 81 ruas, incluídas no PAC do Vale do Jaguaribe, serão beneficiadas com a implantação de pavimentação, drenagem e esgotamento. Só no bairro do Cristo Redentor, 13 ruas receberão os mesmos serviços. Ao longo das obras, os moradores da Comunidade Novo Horizonte - localizada no mesmo bairro, mas em áreas ribeirinhas -, serão relocados para um novo conjunto residencial que receberá o nome de Vale das Palmeiras. Lá serão construídas 846 unidades habitacionais, mais creche, escola e Unidade de Saúde da Família (USF). Da redação WSCOM Online

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Quem é Roberto Freire?


Agora o pior da semana passada: ROBERTO FREIRE , que no programa do PPS foi pior que qualquer outro demagogo direitista, e como o ex- companheiro da nossa lista, usando de um linguajar esquerdista.
Fonte: Morcego Vermelho Carta O Berro. A estranha história de Roberto Freire Sebastião Nery O único político brasileiro da oposição (que se diz da oposição) que aplaudiu José Serra, o Elias Maluco eleitoral, por ter anunciado que agora é hora de destruir Lula, foi o senador Roberto Freire, presidente do Partido Popular Socialista (PPS, a sigla que sobrou do assassinato do saudoso Partido Comunista, melhor escola política brasileira do século passado). Disse: "Serra presta um serviço à democracia".Para Roberto Freire, "desconstruir", destruir, eliminar o principal candidato da oposição e das esquerdas (com 42% nas pesquisas) é um "serviço à democracia". Gama e Silva nunca teve coragem de dizer isso. Armando Falcão também não. Nem mesmo Newton Cruz. Só o delegado Fleury. Ninguém entendeu. Porque não conhecem a história de Roberto Freire.Aprovado pelo SNIEm 1970, no horror do AI-5, quando tantos de nós mal havíamos saído da cadeia ou ainda lá estavam, muitos sendo torturados e assassinados, o general Médici, o mais feroz dos ditadores de 64, nomeou procurador (sic) do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) o jovem advogado pernambucano Roberto João Pereira Freire, de 28 anos.Não era um cargozinho qualquer, nem ele um qualquer. "Militante do Partido Comunista desde o tempo de estudante, formado em Direito em 66 pela Universidade Federal de Pernambuco, participou da organização das primeiras Ligas Camponesas na Zona da Mata" (segundo o "Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro", da Fundação Getulio Vargas-Cpdoc).Será que os comandantes do IV Exército e os generais Golbery (governo Castelo), Médici (governo Costa e Silva) e Fontoura (governo Médici), que chefiaram o SNI de 64 a 74, eram tão debilóides a ponto de nomearem procurador do Incra, o órgão nacional encarregado de impedir a reforma agrária, exatamente um conhecido dirigente universitário comunista e aliado do heróico Francisco Julião nas revolucionárias Ligas Camponesas?Os mesmos que, em 64, na primeira hora, cassaram Celso Furtado por haver criado a Sudene, cataram e prenderam Julião, e desfilaram pelas ruas de Recife com o valente Gregório Bezerra puxado por uma corda no pescoço, puseram, em 70, o jovem líder comunista para "fazer" a reforma agrária.Não estou insinuando nada, afirmando nada. Só perguntando. E, como ensina o humor de meu amigo Agildo Ribeiro, perguntar não ofende.Sempre governistaEm 72, sempre no PCB (e no Incra do SNI!) foi candidato a prefeito de Olinda, pelo MDB. Perdeu. Em 74, deputado estadual (22.483 votos). Em 78, deputado federal, reeleito em 82. Em 85, candidato a prefeito de Recife, pelo PCB, derrotado por Jarbas Vasconcellos (PSB). Em 86, constituinte (pelo PCB, aliado ao PMDB e ao governo Sarney). Em 89, candidato a presidente pelo PCB (1,06% dos votos).Reeleito em 90, fechou o PCB em 92, abriu o PPS e foi líder, na Câmara, de Itamar, com cujo apoio se elegeu senador em 94 e logo aderiu ao governo de Fernando Henrique. Em 96, candidato a prefeito de Recife, perdeu pela segunda vez (para Roberto Magalhães). Agora, sem condições de voltar ao Senado, aliou-se ao PMDB e PFL de Pernambuco, para tentar ser deputado. Uma política nanica, sempre governista, fingindo oposição.Agente de FHCEm 98, para Fernando Henrique comprar a reeleição, havia uma condição sine qua non: impedir que o PMDB lançasse Itamar candidato a presidente. Sem o PMDB, a reeleição não seria aprovada. Mas o PMDB só sairia para a candidatura própria se houvesse alianças. E surgiram negociações para uma aliança PMDB-PPS, uma chapa Itamar-Ciro.Fernando Henrique ficou apavorado. E Roberto Freire, agente de FHC, o salvou, lançando Ciro a presidente. Isolado, o PMDB viu sua convenção explodida pelo dinheiro do DNER, Itamar sem legenda e a reeleição aprovada.Durante quatro anos, Roberto Freire saracoteou nos palácios do Planalto e da Alvorada, sempre fingindo independência, mas líder da "bancada da madrugada" (de dia se diz oposição, de noite negocia no escurinho do governo).Quinta-colunaNo ano passado, na hora de articular as candidaturas a presidente, o PT (sobretudo o talento e a competência política de José Dirceu) começou a pensar numa aliança PT-PPS, para a chapa Lula-Ciro. Itamar disse que apoiava. O PSB de Arraes também. Fernando Henrique, o PSDB e Serra se apavoraram. Mas Roberto Freire estava lá para isso. Novamente lançou Ciro, para impedir uma aliança das oposições com Ciro vice de Lula. Fora dos cálculos de FHC e Roberto Freire, Ciro começou a crescer. Mas, quando o PFL, sem Roseana, quis apoiar Ciro, dando espaços nos estados e na TV, Roberto Freire, aliado em Pernambuco de Marco Maciel, o líder da direita do PFL, vetou o PFL com Ciro. Como se chama isso? Uns, "agente". Stalin chamava "quinta-coluna". Fonte: O Berro Roberto Freire Por Laerte Braga ( antigos camaradas no PCB) - Roberto Freire, em 1989, quando candidato a presidente da República, percorreu o País criticando o processo de privatização, já então defendido por vários setores do empresariado e políticos, afirmando, entre outras coisas que "antes de privatizar é preciso primeiro desprivatizar o Estado". Quando líder do governo Itamar na Câmara dos Deputados aproximou--se mais de FHC (ministro das Relações Exteriores e ministro da Fazenda) e construiu ali a aliança que o beneficiaria em 1994, nessas estranhas composições político/partidárias que são feitas no Brasil. Como Arraes era candidato imbatível ao governo de Pernambuco, Freire aliou-se a Arraes em seu estado e saiu candidato ao Senado num grande acordão. Senador, foi um dos principais aliados de FHC no processo de privatização e no rolo compressor para a reeleição. Ou seja, o senador voltou as costas ao seu passado e adotou a leitura que costumam chamar de "os tempos são outros". Na verdade os tempos são outros sim, mas em termos de oportunismo e mau caratismo. Autoritário, prepotente, senhor do PPS que resultou na transformação em legenda de aluguel e alternativa à direita, tentou manter o registro na Justiça Eleitoral da sigla PCB mas perdeu, o que permitiu a reconstrução do antigo Partidão. Processo ainda em curso mas já efetivo. Freire e Gabeira talvez sejam, pelo que representavam, os dois políticos brasileiros de"esquerda" - se é que um dia foram - o que há de mais deslavado oportunismo político em nossa história. Participou de todo o processo de privatização, defendeu-o publicamente, foi um dos que lutaram pela aprovação do PROER (programa que salvou o sistema financeiro - bancos e entregou-o ao capital estrangeiro), defendeu com unhas e dentes a reeleição o que lhe valeu um contínuo desgaste em suas bases eleitorais o que acabou por tornar inviável sua reeleição ao Senado. Além evidente da falta de sustentação partidária tanto em Pernambuco, como dessas consequências de apoio a FHC e seu programa neoliberal. Freire, em 2002, cumprido o seu mandato de Senador, voltou à Câmara Federal por absoluta falta de condições eleitorais para reeleger-se. Foi eleito, em 2002, deputado federal como o último da aliança de partidos à qual se integrou, na rabeira, como dizem. O que o levou a desistir de tentar a reeleição em 2006. Nesse momento, tinha completado 36 anos de mandatos consecutivos, o que lhe vale uma bela aposentadoria, integral, como parlamentar, além de comandar um partido que funciona como pêndulo em termos municipais e estaduais, grandes acordos e pequenos acordos ou braço nacional do tucanato, o que vale dizer, um saco de gatos, onde se mistura pessoas de bem, claro, mas dentro dessas características. Freire nem reside mais em Pernambuco, para facilitar e ficar mais próximo dos tucanos, mudou-se para São Paulo. Pernambuco é apenas uma presença passada e quando se torna necessária alguma missão tucana por lá. Na verdade como seu poder político de negociar em Pernambuco é hoje reduzido, cumpre o papel de contínuo (expressão brasileira para office boy) do tucanato em São Paulo e assim imagina poder ressuscitar numa eventual eleição de José Serra. Foi e é um dos grandes equívocos da política nacional e agora a revelação trazida aqui, de suma importância, sobre ter sido nomeado por Médice para um cargo público, de carreira mas cargo público, numa época problemática (conheço muitos que foram aprovados em concurso e foram vetados por falta do chamado "atestado de ideologia"), joga por terra qualquer resquício de dignidade em Roberto Freire. Por exemplos como os poucos citados aqui, peço gerar o debate e pautas para tantos quantos forem preciso os momentos de desmascarar os DEMagogos, antes que a democracia construida nos interesses desses , vire o PESADELO da REALIDADE definitivamente.

PT na TV e Rádio

PF prende quadrilha de traficantes e agentes penitenciários na Paraiba governada pelo PSDB-DEM

Depois o incompetente Secretário de inSegurança Pública, Eitel Santiago-DEM vive jogando a culpa pelo aumento da violência na Paraiba, no Presidente Lula, como se o Lula fosse o responsável pela administrção do Estado. A ação da Policia Federal mostra claramente que o problema aqui, não é só da pseudo falta de apoio do Governo Federal, mas é de gestão local. Um Estado governado pelo consórcio PSDB-DEM, que tem um Governador cassado duas vezes há mais de um ano, que tem um senador (Cícero Lucena-PSDB)campeão em processos judiciais, vive em total descontrole em todos os setores. Rebelião nos presídios com fuga em massa e assassinatos dentro das celas, falta emprego, falta saúde, faltam escolas, sobra desorganização. Helio de Almeida Oliveira.

A Polícia Federal na Paraíba deflagrou na madrugada desta quinta-feira (5) a Operação Albergue, através da qual prendeu 17 pessoas, a maioria em Campina Grande, por tráfico de drogas e fornecimento de armas para assaltos e outros crimes. As ações era comandadas por detentos albergados do Presídio do Serrotão, acumpliciados com agentes penitenciários que recebiam propina para abonar a freqüência dos bandidos. Alguns dos presos permaneciam semanas, até meses, sem comparecer ao presídio. Das 17 prisões, 15 foram efetuadas em Campina Grande, uma em João Pessoa e outra em Praia Grande, no Estado de São Paulo, onde estaria o principal fornecedor de drogas do bando formado por presidiários e agentes penitenciários. A Operação Albergue envolveu cerca de 500 policiais nos dois Estados. Além de delegados e agentes federais, participaram equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil da Paraíba, todos com apoio do Ministério Público Estadual. Os mandados de prisão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Campina Grande, que também emitiu 19 mandados de busca e apreensão que foram cumpridos, principalmente, dentro do próprio Serrotão. As investigações comprovaram que a quadrilha de albergados e agentes penitenciários também comercializava armas, algumas de grosso calibre, mas a extensão do negócio somente será dimensionada com os interrogatórios dos presos e outros procedimentos.
PF divulga nota.
A Operação Albergue foi explicitada na manhã desta quinta em nota divulgada pela Delegacia da Polícia Federal de Campina Grande e distribuída à imprensa através da Assessoria de Comunicação do Ministério Público. Eis a nota, na íntegra. A Polícia Federal da Paraíba, em ação integrada com o Ministério Público, através do GAECO, e com o Governo do Estado da Paraíba, deflagrou na manhã de hoje a OPERAÇÃO ALBERGUE, que teve como objetivo combater o tráfico de drogas e de armas na região de Campina Grande, bem como a corrupção de servidores públicos para a liberação irregular de presos albergados, daí o nome da operação. Ao todo serão cumpridos dezenove mandados de busca - inclusive no Presídio Serrotão - e dezessete mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo Criminal da 1ª Vara de Campina Grande. As investigações relativas à OPERAÇÃO ALBERGUE tiveram início em outubro de 2007 e alicerçaram-se em três pilares: repressão ao tráfico de drogas e de armas comandado de dentro do Presídio Regional do Serrotão; combate à corrupção envolvendo presos e servidores públicos; e a apuração de crimes cometidos pelos albergados enquanto gozavam das liberações irregulares. O líder da organização é o preso JOSÉ MAURÍCIO FILHO, conhecido por “BARRINHA”. Condenado por tráfico de drogas, BARRINHA cumpre pena em regime semi-aberto no Presídio Serrotão. Paga propina a agentes carcerários para permanecer fora do presídio e possui grande influência entre os presos. Também participam das atividades criminosas do grupo os presos MARCONE EDSON BARBOSA, MARCELO BELO DE SOUSA e ERNANDE JOSÉ DA SILVA, o MULETA, que transformaram o Presídio do Serrotão em “escritório do crime” para negociar a compra e a venda de drogas na região de Campina Grande, bem assim o aluguel de armas para a prática de assaltos. Grande parte da droga é fornecida por MÁRCIO RENAN DA SILVA, o baixinho, residente em Praia Grande/SP, contra quem foi expedido mandado de prisão preventiva. Os criminosos contam com um forte esquema de corrupção envolvendo servidores do presídio Serrotão e presos dos regimes aberto, semi-aberto e fechado. Durante a investigação constatou-se que presos albergados, que deveriam pernoitar e passar finais de semana no presídio, saem das dependências do estabelecimento e passam dias sem retornar, assinando de uma só vez os dias ausentes mediante o pagamento de propina a agentes penitenciários, responsáveis pelo controle, com a conivência e/ou a participação direta de policiais militares ocupantes dos cargos de direção da unidade prisional. As investigações sugerem a participação de serventuários da Justiça de Campina Grande no esquema criminoso, com o fim de possibilitar a manutenção das regalias do grupo, o que será aprofundado com o andamento das investigações. Fato interessante é que os albergados se beneficiavam do “álibi” de estarem supostamente no presídio para cometer os mais diversos delitos enquanto do lado de fora. Desta forma permaneceriam isentos de qualquer suspeita, uma vez que, nos registros do presídio, constaria que estavam recolhidos no momento do crime. A OPERAÇÃO ALBERGUE mobilizou um efetivo de mais de 500 policiais das Polícias Federal e Militar da Paraíba.
Rubens Nóbrega, com Anderson Soares, do Correio da Manhã (98 FM)