quinta-feira, 5 de junho de 2008

PF prende quadrilha de traficantes e agentes penitenciários na Paraiba governada pelo PSDB-DEM

Depois o incompetente Secretário de inSegurança Pública, Eitel Santiago-DEM vive jogando a culpa pelo aumento da violência na Paraiba, no Presidente Lula, como se o Lula fosse o responsável pela administrção do Estado. A ação da Policia Federal mostra claramente que o problema aqui, não é só da pseudo falta de apoio do Governo Federal, mas é de gestão local. Um Estado governado pelo consórcio PSDB-DEM, que tem um Governador cassado duas vezes há mais de um ano, que tem um senador (Cícero Lucena-PSDB)campeão em processos judiciais, vive em total descontrole em todos os setores. Rebelião nos presídios com fuga em massa e assassinatos dentro das celas, falta emprego, falta saúde, faltam escolas, sobra desorganização. Helio de Almeida Oliveira.

A Polícia Federal na Paraíba deflagrou na madrugada desta quinta-feira (5) a Operação Albergue, através da qual prendeu 17 pessoas, a maioria em Campina Grande, por tráfico de drogas e fornecimento de armas para assaltos e outros crimes. As ações era comandadas por detentos albergados do Presídio do Serrotão, acumpliciados com agentes penitenciários que recebiam propina para abonar a freqüência dos bandidos. Alguns dos presos permaneciam semanas, até meses, sem comparecer ao presídio. Das 17 prisões, 15 foram efetuadas em Campina Grande, uma em João Pessoa e outra em Praia Grande, no Estado de São Paulo, onde estaria o principal fornecedor de drogas do bando formado por presidiários e agentes penitenciários. A Operação Albergue envolveu cerca de 500 policiais nos dois Estados. Além de delegados e agentes federais, participaram equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil da Paraíba, todos com apoio do Ministério Público Estadual. Os mandados de prisão foram expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Campina Grande, que também emitiu 19 mandados de busca e apreensão que foram cumpridos, principalmente, dentro do próprio Serrotão. As investigações comprovaram que a quadrilha de albergados e agentes penitenciários também comercializava armas, algumas de grosso calibre, mas a extensão do negócio somente será dimensionada com os interrogatórios dos presos e outros procedimentos.
PF divulga nota.
A Operação Albergue foi explicitada na manhã desta quinta em nota divulgada pela Delegacia da Polícia Federal de Campina Grande e distribuída à imprensa através da Assessoria de Comunicação do Ministério Público. Eis a nota, na íntegra. A Polícia Federal da Paraíba, em ação integrada com o Ministério Público, através do GAECO, e com o Governo do Estado da Paraíba, deflagrou na manhã de hoje a OPERAÇÃO ALBERGUE, que teve como objetivo combater o tráfico de drogas e de armas na região de Campina Grande, bem como a corrupção de servidores públicos para a liberação irregular de presos albergados, daí o nome da operação. Ao todo serão cumpridos dezenove mandados de busca - inclusive no Presídio Serrotão - e dezessete mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo Criminal da 1ª Vara de Campina Grande. As investigações relativas à OPERAÇÃO ALBERGUE tiveram início em outubro de 2007 e alicerçaram-se em três pilares: repressão ao tráfico de drogas e de armas comandado de dentro do Presídio Regional do Serrotão; combate à corrupção envolvendo presos e servidores públicos; e a apuração de crimes cometidos pelos albergados enquanto gozavam das liberações irregulares. O líder da organização é o preso JOSÉ MAURÍCIO FILHO, conhecido por “BARRINHA”. Condenado por tráfico de drogas, BARRINHA cumpre pena em regime semi-aberto no Presídio Serrotão. Paga propina a agentes carcerários para permanecer fora do presídio e possui grande influência entre os presos. Também participam das atividades criminosas do grupo os presos MARCONE EDSON BARBOSA, MARCELO BELO DE SOUSA e ERNANDE JOSÉ DA SILVA, o MULETA, que transformaram o Presídio do Serrotão em “escritório do crime” para negociar a compra e a venda de drogas na região de Campina Grande, bem assim o aluguel de armas para a prática de assaltos. Grande parte da droga é fornecida por MÁRCIO RENAN DA SILVA, o baixinho, residente em Praia Grande/SP, contra quem foi expedido mandado de prisão preventiva. Os criminosos contam com um forte esquema de corrupção envolvendo servidores do presídio Serrotão e presos dos regimes aberto, semi-aberto e fechado. Durante a investigação constatou-se que presos albergados, que deveriam pernoitar e passar finais de semana no presídio, saem das dependências do estabelecimento e passam dias sem retornar, assinando de uma só vez os dias ausentes mediante o pagamento de propina a agentes penitenciários, responsáveis pelo controle, com a conivência e/ou a participação direta de policiais militares ocupantes dos cargos de direção da unidade prisional. As investigações sugerem a participação de serventuários da Justiça de Campina Grande no esquema criminoso, com o fim de possibilitar a manutenção das regalias do grupo, o que será aprofundado com o andamento das investigações. Fato interessante é que os albergados se beneficiavam do “álibi” de estarem supostamente no presídio para cometer os mais diversos delitos enquanto do lado de fora. Desta forma permaneceriam isentos de qualquer suspeita, uma vez que, nos registros do presídio, constaria que estavam recolhidos no momento do crime. A OPERAÇÃO ALBERGUE mobilizou um efetivo de mais de 500 policiais das Polícias Federal e Militar da Paraíba.
Rubens Nóbrega, com Anderson Soares, do Correio da Manhã (98 FM)

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