quinta-feira, 5 de junho de 2008

Quem é Roberto Freire?


Agora o pior da semana passada: ROBERTO FREIRE , que no programa do PPS foi pior que qualquer outro demagogo direitista, e como o ex- companheiro da nossa lista, usando de um linguajar esquerdista.
Fonte: Morcego Vermelho Carta O Berro. A estranha história de Roberto Freire Sebastião Nery O único político brasileiro da oposição (que se diz da oposição) que aplaudiu José Serra, o Elias Maluco eleitoral, por ter anunciado que agora é hora de destruir Lula, foi o senador Roberto Freire, presidente do Partido Popular Socialista (PPS, a sigla que sobrou do assassinato do saudoso Partido Comunista, melhor escola política brasileira do século passado). Disse: "Serra presta um serviço à democracia".Para Roberto Freire, "desconstruir", destruir, eliminar o principal candidato da oposição e das esquerdas (com 42% nas pesquisas) é um "serviço à democracia". Gama e Silva nunca teve coragem de dizer isso. Armando Falcão também não. Nem mesmo Newton Cruz. Só o delegado Fleury. Ninguém entendeu. Porque não conhecem a história de Roberto Freire.Aprovado pelo SNIEm 1970, no horror do AI-5, quando tantos de nós mal havíamos saído da cadeia ou ainda lá estavam, muitos sendo torturados e assassinados, o general Médici, o mais feroz dos ditadores de 64, nomeou procurador (sic) do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) o jovem advogado pernambucano Roberto João Pereira Freire, de 28 anos.Não era um cargozinho qualquer, nem ele um qualquer. "Militante do Partido Comunista desde o tempo de estudante, formado em Direito em 66 pela Universidade Federal de Pernambuco, participou da organização das primeiras Ligas Camponesas na Zona da Mata" (segundo o "Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro", da Fundação Getulio Vargas-Cpdoc).Será que os comandantes do IV Exército e os generais Golbery (governo Castelo), Médici (governo Costa e Silva) e Fontoura (governo Médici), que chefiaram o SNI de 64 a 74, eram tão debilóides a ponto de nomearem procurador do Incra, o órgão nacional encarregado de impedir a reforma agrária, exatamente um conhecido dirigente universitário comunista e aliado do heróico Francisco Julião nas revolucionárias Ligas Camponesas?Os mesmos que, em 64, na primeira hora, cassaram Celso Furtado por haver criado a Sudene, cataram e prenderam Julião, e desfilaram pelas ruas de Recife com o valente Gregório Bezerra puxado por uma corda no pescoço, puseram, em 70, o jovem líder comunista para "fazer" a reforma agrária.Não estou insinuando nada, afirmando nada. Só perguntando. E, como ensina o humor de meu amigo Agildo Ribeiro, perguntar não ofende.Sempre governistaEm 72, sempre no PCB (e no Incra do SNI!) foi candidato a prefeito de Olinda, pelo MDB. Perdeu. Em 74, deputado estadual (22.483 votos). Em 78, deputado federal, reeleito em 82. Em 85, candidato a prefeito de Recife, pelo PCB, derrotado por Jarbas Vasconcellos (PSB). Em 86, constituinte (pelo PCB, aliado ao PMDB e ao governo Sarney). Em 89, candidato a presidente pelo PCB (1,06% dos votos).Reeleito em 90, fechou o PCB em 92, abriu o PPS e foi líder, na Câmara, de Itamar, com cujo apoio se elegeu senador em 94 e logo aderiu ao governo de Fernando Henrique. Em 96, candidato a prefeito de Recife, perdeu pela segunda vez (para Roberto Magalhães). Agora, sem condições de voltar ao Senado, aliou-se ao PMDB e PFL de Pernambuco, para tentar ser deputado. Uma política nanica, sempre governista, fingindo oposição.Agente de FHCEm 98, para Fernando Henrique comprar a reeleição, havia uma condição sine qua non: impedir que o PMDB lançasse Itamar candidato a presidente. Sem o PMDB, a reeleição não seria aprovada. Mas o PMDB só sairia para a candidatura própria se houvesse alianças. E surgiram negociações para uma aliança PMDB-PPS, uma chapa Itamar-Ciro.Fernando Henrique ficou apavorado. E Roberto Freire, agente de FHC, o salvou, lançando Ciro a presidente. Isolado, o PMDB viu sua convenção explodida pelo dinheiro do DNER, Itamar sem legenda e a reeleição aprovada.Durante quatro anos, Roberto Freire saracoteou nos palácios do Planalto e da Alvorada, sempre fingindo independência, mas líder da "bancada da madrugada" (de dia se diz oposição, de noite negocia no escurinho do governo).Quinta-colunaNo ano passado, na hora de articular as candidaturas a presidente, o PT (sobretudo o talento e a competência política de José Dirceu) começou a pensar numa aliança PT-PPS, para a chapa Lula-Ciro. Itamar disse que apoiava. O PSB de Arraes também. Fernando Henrique, o PSDB e Serra se apavoraram. Mas Roberto Freire estava lá para isso. Novamente lançou Ciro, para impedir uma aliança das oposições com Ciro vice de Lula. Fora dos cálculos de FHC e Roberto Freire, Ciro começou a crescer. Mas, quando o PFL, sem Roseana, quis apoiar Ciro, dando espaços nos estados e na TV, Roberto Freire, aliado em Pernambuco de Marco Maciel, o líder da direita do PFL, vetou o PFL com Ciro. Como se chama isso? Uns, "agente". Stalin chamava "quinta-coluna". Fonte: O Berro Roberto Freire Por Laerte Braga ( antigos camaradas no PCB) - Roberto Freire, em 1989, quando candidato a presidente da República, percorreu o País criticando o processo de privatização, já então defendido por vários setores do empresariado e políticos, afirmando, entre outras coisas que "antes de privatizar é preciso primeiro desprivatizar o Estado". Quando líder do governo Itamar na Câmara dos Deputados aproximou--se mais de FHC (ministro das Relações Exteriores e ministro da Fazenda) e construiu ali a aliança que o beneficiaria em 1994, nessas estranhas composições político/partidárias que são feitas no Brasil. Como Arraes era candidato imbatível ao governo de Pernambuco, Freire aliou-se a Arraes em seu estado e saiu candidato ao Senado num grande acordão. Senador, foi um dos principais aliados de FHC no processo de privatização e no rolo compressor para a reeleição. Ou seja, o senador voltou as costas ao seu passado e adotou a leitura que costumam chamar de "os tempos são outros". Na verdade os tempos são outros sim, mas em termos de oportunismo e mau caratismo. Autoritário, prepotente, senhor do PPS que resultou na transformação em legenda de aluguel e alternativa à direita, tentou manter o registro na Justiça Eleitoral da sigla PCB mas perdeu, o que permitiu a reconstrução do antigo Partidão. Processo ainda em curso mas já efetivo. Freire e Gabeira talvez sejam, pelo que representavam, os dois políticos brasileiros de"esquerda" - se é que um dia foram - o que há de mais deslavado oportunismo político em nossa história. Participou de todo o processo de privatização, defendeu-o publicamente, foi um dos que lutaram pela aprovação do PROER (programa que salvou o sistema financeiro - bancos e entregou-o ao capital estrangeiro), defendeu com unhas e dentes a reeleição o que lhe valeu um contínuo desgaste em suas bases eleitorais o que acabou por tornar inviável sua reeleição ao Senado. Além evidente da falta de sustentação partidária tanto em Pernambuco, como dessas consequências de apoio a FHC e seu programa neoliberal. Freire, em 2002, cumprido o seu mandato de Senador, voltou à Câmara Federal por absoluta falta de condições eleitorais para reeleger-se. Foi eleito, em 2002, deputado federal como o último da aliança de partidos à qual se integrou, na rabeira, como dizem. O que o levou a desistir de tentar a reeleição em 2006. Nesse momento, tinha completado 36 anos de mandatos consecutivos, o que lhe vale uma bela aposentadoria, integral, como parlamentar, além de comandar um partido que funciona como pêndulo em termos municipais e estaduais, grandes acordos e pequenos acordos ou braço nacional do tucanato, o que vale dizer, um saco de gatos, onde se mistura pessoas de bem, claro, mas dentro dessas características. Freire nem reside mais em Pernambuco, para facilitar e ficar mais próximo dos tucanos, mudou-se para São Paulo. Pernambuco é apenas uma presença passada e quando se torna necessária alguma missão tucana por lá. Na verdade como seu poder político de negociar em Pernambuco é hoje reduzido, cumpre o papel de contínuo (expressão brasileira para office boy) do tucanato em São Paulo e assim imagina poder ressuscitar numa eventual eleição de José Serra. Foi e é um dos grandes equívocos da política nacional e agora a revelação trazida aqui, de suma importância, sobre ter sido nomeado por Médice para um cargo público, de carreira mas cargo público, numa época problemática (conheço muitos que foram aprovados em concurso e foram vetados por falta do chamado "atestado de ideologia"), joga por terra qualquer resquício de dignidade em Roberto Freire. Por exemplos como os poucos citados aqui, peço gerar o debate e pautas para tantos quantos forem preciso os momentos de desmascarar os DEMagogos, antes que a democracia construida nos interesses desses , vire o PESADELO da REALIDADE definitivamente.

Um comentário:

Anônimo disse...

Não dê importância a Roberto Freire`´E um mediocre.Não vale a pena perder tempo com este tipo de gente.Ninguém mais o respeita.