Ser covarde, é...

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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Serviço telefônico de atendimento ao consumidor será gratuito


Um bom golpe nas Empresas em favor dos consumidores. Esses atendimentos telefônicos, além de caros, são verdadeiras arapucas. É preciso muita paciência e muita memória para conseguir lembrar qual o número que satisfaz as nossas necessidades que por incrível que pareça, nem sempre existe essa opção. A gente faz opção por anulação. É um absurdo, já que as Empresas ainda têm 120 dias!
Os serviços telefônicos de atendimento ao consumidor brasileiro terão que ser obrigatoriamente gratuitos para receber pedidos de informação, reclamações ou solicitações de cancelamento de contrato. Essa é uma das medidas anunciadas ontem (29) pelo Ministério da Justiça. As novas regras serão publicadas em decreto presidencial que será assinado nesta quinta-feira (31) pelo presidente da República. “A mudança fundamental é que acaba o jogo de esconde-esconde e empurra-empurra. O fornecedor tem que estar 24 horas por dia, sete dias por semana, à disposição do consumidor”, afirmou a secretária de direito econômico, Mariana Tavares (foto) . No atendimento telefônico, a primeira opção do menu para o consumidor deverá ser "falar com o atendente". As empresas não poderão mais manter números distintos para os atendimentos referentes ao mesmo pacote de serviços. Isso significa que, se uma mesma empresa presta serviços de telefonia, internet e tv por assinatura, ela terá que manter um único número gratuito para atendimento ao consumidor. Outra mudança que será estabelecida pelo decreto se refere ao momento em que o contrato perderá a sua eficácia. Os efeitos de um cancelamento solicitado pelo consumidor serão imediatos a partir do contato telefônico. As novas regras serão aplicadas aos serviços de telecomunicações, instituições financeiras, companhias aéreas, transportes terrestres, planos de saúde, serviços de água e energia elétrica. Estes são os setores responsáveis, atualmente, pelo maior número de queixas dos consumidores. As empresas terão prazo de 120 dias, a partir da assinatura do decreto, para se adaptar às novas regras. O descumprimento dessas normas acarretará em penalidades previstas no artigo 56 do Código de Defesa do Consumidor, que prevê multas de R$ 200 a R$ 3 milhões.

domingo, 27 de julho de 2008

EXTINGUIR O MST OU O LATIFÚNDIO IMPRODUTIVO?


Ví essa matéria no Site do meu amigo Rômulo e resolvi transcreve-la para o meu blog. A matéria em questão mostra a grande diferença entre o Governo Lula e o que podemos chamar de desgoverno FHC. Para uma melhor apreciação do assunto, veja também a matéria, Patativa do Assaré: A terra dos posseiros de Deus
Frei Betto Uma das grandes qualidades do governo Lula é não criminalizar os movimentos sociais, reprimidos no governo FHC até por tropas do Exército. Se Lula os tratasse como caso de polícia, e não de política, estaria condenando o próprio passado. Muitos se lembram das greves e manifestações operárias lideradas pelo atual presidente da República no ABC paulista: os helicópteros do Exército sobrevoando o estádio da Vila Euclides e apontando armas para a assembléia de metalúrgicos; as tropas da PM no cerco à matriz de São Bernardo do Campo, que abrigava as lideranças operárias; as viaturas do DEOPS prendendo dirigentes sindicais. Eram tempos de ditadura. Hoje, recuperamos o Estado de Direito, no qual greve, manifestações e reivindicações são direitos assegurados pela Constituição Federal. Exceto do Rio Grande do Sul, onde o arbítrio ainda impera. Em março deste ano, cerca de 1.000 mulheres e crianças ocuparam uma fazenda da empresa sueco-finlandesa Stora Enzo, no município de Rosário do Sul, para protestar contra o monocultivo do eucalipto, que destrói o meio ambiente e impede a produção de alimentos. A Brigada Militar agiu sem mandato judicial e prendeu todas as mulheres, separando-as dos, e qualificou a todas, judicialmente, como se fossem bandidas. Em setembro de 2007 a Brigada Militar, como é conhecida a PM gaúcha, tentou impedir a marcha de três colunas de sem-terra rumo do município de Coqueiros do Sul. Em relatório entregue ao comandante geral da BM, ao Ministério Público do RS e ao Ministério Público Federal, o subcomandante cel. Paulo Roberto Mendes Rodrigues caracteriza o MST e a Via Campesina como “movimentos criminosos”. Em dezembro de 2007, o Conselho Superior do Ministério Público gaúcho designou uma equipe de promotores para “promover ação civil pública com vistas à dissolução do MST e declaração de sua ilegalidade”. Quando o Judiciário exigirá o fim do latifúndio? Decidiu ainda pela “intervenção nas escolas do MST, a fim de tomar todas as medidas que serão necessárias para a readequação à legalidade, tanto no aspecto pedagógico quanto na estrutura de influência externa do MST”. Esta decisão contraria o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, reconhecido pelo governo brasileiro (Decreto 592, 6/7/92). Além de desrespeitar a Constituição Federal. A 11 de março deste ano, o Ministério Público Federal denunciou oito integrantes do MST por “integrarem agrupamentos que têm por objetivo a mudança do Estado de Direito” e acusou os acampamentos do movimento de se constituírem em “Estado paralelo”, apoiado pelas FARC... Tal afronta bate de frente com as conclusões do inquérito penal da Polícia Federal, que investigou o MST em 2007, e concluiu inexistirem vínculos do movimento com as FARC e prática de crimes contra a segurança nacional. O MST é um movimento legítimo, que mantém 150 mil pessoas acampadas em beira de estrada, evitando que engrossem o cinturão de favelas das cidades. E defende o direito de acesso à terra de 4 milhões de famílias que, nas últimas décadas, foram expulsas do campo pela expansão do latifúndio e do agronegócio, e pela construção de barragens e o aumento dos juros bancários. Por princípio o MST adota, em suas ações, o método da não–violência, como o faziam Gandhi e Luther King (que, aliás, sofreram acusações semelhantes e morreram assassinados). Jamais o movimento invadiu áreas produtivas. As áreas ocupadas são, todas elas, improdutivas ou invadidas por grileiros que se apossaram de terras pertencentes ao poder público, como é o caso de muitas fazendas do Pontal do Paranapanema (SP). O Brasil e a Argentina são os únicos países das três Américas que jamais realizaram reforma agrária. Nosso país é o que possui mais terras cultiváveis no Continente, cerca de 600 milhões de hectares, dos quais 710,2 mil km2 (59% do território nacional) se encontram em situação irregular, invadidos por grileiros, posseiros e latifundiários. Hoje, o MST luta pela democratização da terra de modo a priorizar a produção de alimentos para o mercado interno (120 milhões de potenciais consumidores), através de pequenas e médias propriedades, e livre do controle das empresas transnacionais, garantindo soberania alimentar ao nosso país. Uma mudança sustentável da estrutura fundiária requer novo padrão tecnológico capaz de preservar o meio ambiente e implantar no interior agroindústrias na forma de cooperativas, e facilitar a todos o acesso à educação de qualidade. Não se pode admitir que as terras do Brasil passem à propriedade de estrangeiros apenas porque têm mais dinheiro, como é o caso entre da Stora Enzo, que já comprou, apenas no Rio Grande do Sul, 86 mil hectares de terra para monocultivo do eucalipto. As terras brasileiras deveriam estar ao alcance das famílias beneficiárias do Bolsa Família. Assim, o governo já não precisaria se preocupar em aumentar-lhes a mesada. Mais do que comida, fogão e geladeira, essas famílias precisam ter condições de acesso à terra, de modo a se emanciparem da tutela federal e produzir a própria renda. Todos os direitos da cidadania – voto das mulheres, legislação trabalhista, SUS, aposentadoria – foram conquistados por movimentos sociais. E a história de todos eles, em qualquer país ou época, não difere do que hoje enfrenta o MST: incompreensões, perseguições, massacres (Eldorado dos Carajás, Dorothy Stang) etc. Se o preço da liberdade é a eterna vigilância, o da democracia é socializar o poder, evitando que seja privilégio de uma casta ou classe. Frei Betto é escritor, autor de “Calendário do Poder” (Rocco), entre outros livros.

Patativa do Assaré: A terra dos posseiros de Deus

Esta terra é desmedida 
e devia ser comum, 
Devia ser repartida 
um toco pra cada um, 
mode morar sossegado. 

 

Eu já tenho imaginado 
Que a baixa, o sertão e a serra, 
Devia sê coisa nossa; 
Quem não trabalha na roça, 
Que diabo é que quer com a terra?

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Senador gazeteiro do DEM(PB), beneficia amigos com R$ 2,3 mi

Senador beneficia empresas com R$ 2,3 mi
 
“Há dois anos no cargo de primeiro-secretário do Senado, o senador Efraim Morais (DEM-PB) decidiu contemplar quatro empresas de comunicação de seu Estado com dinheiro público. Foi ele quem autorizou os quatro contratos assinados pelo Senado, cada um no valor de R$ 48 mil por mês, para exibir propaganda da Casa na internet ou divulgar notícias sobre senadores na Paraíba. Ao todo, os contratos superam R$ 2,3 milhões anuais.


As empresas são minúsculas em comparação com a estrutura de comunicação do próprio Senado e, na maioria dos casos, não fazem mais que reproduzir informações produzidas pelo Legislativo. Uma delas é a Paraíba Internet Graphics Ltda (www.paraiba.com.br), a mesma que cuida do site do próprio senador (efraimmorais.com.br), espaço que ele usa para fazer propaganda pessoal.

Procurado pelo Estado, Efraim não respondeu às ligações. Tampouco foram localizados o presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e o secretário-geral, Agaciel Maia. A assessoria de Efraim alega que o portal com o banner do Senado traz um link que remete ao site da instituição, como fazem grandes empresas de comunicação - a diferença é que essas empresas tratam o serviço do Senado como de utildiade pública e não cobram nada.”
Rosa Costa, O Estado de São Paulo
Matéria Completa, ::Aqui::

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Dez razões para não aumentar a taxa de juros no Brasil

Precisamos estancar esta vertente Neo Liberal, o Governo Lula é popular, não é eletista!
A partir do recrudescimento da inflação no mundo (e no Brasil), o Banco Central (BC) iniciou há alguns meses um processo de aumento das taxas de juros no país, cujo objetivo final é o combate à inflação. A taxa básica de juros da economia - a famosa Selic (sigla do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) - deverá continuar aumentando nos próximos meses até que o BC se convença que a inflação voltou para níveis compatíveis com as metas oficiais de inflação.
Por João Sabóia, para o Valor Econômico* Diversos economistas têm se manifestado na mídia sobre os rumos da atual política monetária BC. Não são poucos aqueles que têm alertado que, na atual situação mundial, há um grande risco deste tipo de atuação demorar para produzir os efeitos desejados, levando o BC a aprofundar o processo de elevação dos juros por um longo período, representando um grande custo para a sociedade e para a economia. O principal argumento utilizado pelos críticos é a especificidade do processo inflacionário atual, que está longe de ser uma inflação de demanda, onde as taxas de juros podem atuar diretamente sobre sua causa principal. No caso de choques de oferta, como o atual, a situação é distinta e o efeito de um aumento das taxas de juros é bastante questionável, podendo levar a economia para a chamada estagflação - manutenção de alta inflação com baixo crescimento econômico. Apresentamos a seguir 10 razões para não aumentar ainda mais a taxa básica de juros da economia: 1) A taxa básica de juros no país já está entre as mais elevadas do mundo em termos reais. Seu aumento nominal nos próximos meses deverá elevar ainda mais a taxa real, levando o Brasil ao primeiro lugar com folga; 2) O Brasil tem apresentado crescimento econômico bem menor que os demais países emergentes nos últimos anos. O aumento da taxa de juros provavelmente aumentará a distância em relação a tais países no futuro. A comparação com o grupo de países do BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China) é inevitável e francamente desfavorável ao Brasil; 3) O crescimento da taxa de juros atrai capitais especulativos e pressiona a taxa de câmbio para cima, favorecendo as importações e prejudicando as exportações, com reflexos negativos sobre a conta corrente do país. Depois de alguns anos superavitária, a conta corrente vem se deteriorando desde o ano passado e poderá piorar ainda mais com uma nova valorização do real; 4) Como já apontado no início do artigo, o aumento recente da inflação no Brasil não se deve a uma forte pressão de demanda interna, mas principalmente ao crescimento dos preços internacionais das commodities (petróleo, trigo, soja etc), sobre os quais a taxa de juros brasileiras não tem qualquer influência. Trata-se, portanto, de uma inflação provocada basicamente por um choque de oferta importado. O mais provável é que, em algum momento no futuro próximo, o choque de oferta diminua, ou mesmo seja eliminado, trazendo conseqüências favoráveis para a inflação brasileira e mundial. Tal tipo de experiência já ocorreu no passado, como nos choques de preço do petróleo dos anos 70 e 80. Caso o choque de oferta diminua de intensidade nos próximos meses, já em 2009 a taxa de inflação brasileira poderia convergir para a meta sem necessidade de aumento dos juros; 5) A inflação brasileira está ligeiramente acima do limite superior da meta oficial de 6,5%. Tendo em vista a atual conjuntura internacional, o BC poderia ter maior tolerância e aceitar que o limite superior seja temporariamente superado, como já ocorrido no triênio 2001/03. Em 2003, por exemplo, a meta foi inclusive ajustada para cima para dar conta da situação específica daquele ano. A situação atual também é especial e deve ser tratada como tal; 6) A inflação brasileira está bem mais baixa que em outros países emergentes como África do Sul, Chile, China e Rússia, entre outros. Vários países já estão bem acima de suas metas de inflação, enquanto o Brasil continua caminhando para superá-la relativamente pouco. Em outras palavras, a situação brasileira em termos de inflação é favorável em comparação com o que ocorre no resto do mundo; 7) O custo da rolagem da dívida pública (pagamento de juros) tem flutuado em torno de 7 a 8% do PIB nos últimos anos, o que representa um desperdício enorme de recursos públicos que poderiam ser aplicados para outros destinos sociais ou econômicos mais nobres. O aumento da taxa básica de juros significa uma redistribuição de renda da sociedade como um todo para aqueles que podem aplicar seus recursos em títulos da dívida pública; 8) Com os gastos anuais com o pagamento dos juros da dívida pública, seria possível cobrir os gastos de mais de 10 programas Bolsa-Família. Cada ponto percentual a mais na taxa básica de juros representa aproximadamente o valor de um novo programa Bolsa-Família, o que dá a dimensão dos gastos com pagamento de juros da dívida pública. Em vez de aumentá-los ainda mais, seria desejável reduzi-los para níveis semelhantes aos praticados nos demais países; 9) Se o Banco Central está preocupado em combater a inflação via redução do consumo seria mais criativo se tomasse medidas voltadas para o crédito, como a redução do número máximo de parcelas no crediário, ou o contingenciamento do crédito, fixando volumes máximos que os bancos poderiam emprestar. É claro que haveria reação do sistema bancário, mas os resultados sobre o consumo seriam muito mais fortes do que a partir de mecanismos indiretos como o aumento da taxa básica. Além disso, seu custo para a sociedade seria muito menor; 10) Finalmente, é bem provável que o aumento da taxa básica de juros da economia que será implementado pelo BC nos próximos meses resulte num processo de expectativas desfavoráveis para os agentes (produtores e consumidores), provocando a desaceleração do crescimento e adiando, mais uma vez, a retomada definitiva da economia brasileira. * João Saboia é diretor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Conspiração de Dantas com o PIC/PIG para derrubar Lula desnudada

Perdeu, Dantas! Perdeu, PIC / PIG! Perderam, tucanos corruptos! Perderam, DEMos corruptos! Perdeu, justiça corrupta! Perdeu Serra, Alckmim, Aécio!
Os Amigos do Presidente Lula O Brasil mudou. Esqueçam a corrupção explícita encomendada por Dantas em cada parágrafo do PIC / PIG, atenham-se aos fatos. A resposta ao golpe está em curso e vem aí, e pela lei, pelo combate ao crime, à quadrilha que saqueou a Brasil e tentou derrubar Lula para continuar saqueando. Bob Fernandes, do Terra Magazine fez uma matéria de lavar a alma. Sabem aquela tonelada de "escândalos" contra o governo Lula na Veja e na Globo? Por trás tinha a encomenda de Daniel Dantas e seus asseclas plantando suas versões no noticiário, para derrubar o governo e chantageá-lo. É claro que Serra, FHC, Aécio, Alckmin, Kamel, Marinhos, Civitas, Frias, Mesquitas abraçaram a "causa" corrupta e golpista com louvor fervoroso. Dantas sempre quis ter gente infiltrada no governo. Daí o "mensalão". Dantas usou gente corruptível e outros que foram "patos" no mensalão, para deixar suas digitais no governo, esperando com isso conseguir sua imunidade, impunidade e sequestrar o governo com chantagens, como ele conseguiu na época demo-tucana. Não contavam com um presidente que definitivamente muda a história do Brasil, com uma operação letal das relações promíscuas de corruptos com o Estado Brasileiro. Até o uso do assassinato de Celso Daniel e Toninho é motivo de escárnio e de plantar notícias no PIC/PIG, por Daniel Dantas. Como ouvimos besteiras e teorias conspiratórias a respeito. Tudo ardilosamente plantado por Dantas no PIC (Partido da Imprensa Corrupta) e PIG.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Brasil tem maior geração de empregos formais de sua história


O mês de junho apresentou recorde no saldo de empregos com carteira assinada. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), estatística do Ministério do Trabalho e Emprego, foram 309.442 trabalhadores que passaram a fazer parte do mercado formal.
Com sua carteira profissional assinada, o trabalhador passa a desfrutar não só de salário — mas também de benefícios e direitos básicos como férias, 13º, INSS e FGTS. O número de contemplados é inédito: o resultado do sexto mês de 2008 foi o melhor da série histórica do Caged, em termos absolutos e relativos, com crescimento de 1,03% em relação ao estoque de maio. Para termos de comparação, junho de 2007 gerou 181.667 postos de trabalho. O resultado do mesmo mês de 2008 é 70% superior ao registrado no ano passado, mostrando comportamento inédito do emprego formal para o mês de junho, que tradicionalmente registra desaceleração da geração de empregos em relação ao mês de maio. Assim, é a primeira vez que ocorre o recorde de formalização de trabalhadores neste mês. O saldo de emprego no mês de junho de 2008 foi 48,85% maior que o recorde anterior, em junho de 2004 (+207.895 postos), e 2,47% superior ao recorde da série histórica do Caged observado em abril de 2007 (+301.991 postos). O Caged costuma apresentar picos de criação de vagas nos meses de abril, maio e setembro. "Esse resultado só reforça a minha expectativa de que 2008 vai terminar com mais de 1,8 milhão de novos postos de trabalho. O desempenho de junho me faz acreditar além. Vamos gerar o recorde histórico de 2 milhões de empregos formais", disse o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, durante entrevista coletiva de anúncio dos números do Caged, nesta tarde (17), em Brasília. No primeiro semestre do ano, o estoque de empregos formais cresceu 4,7%, representando o incremento de 1.361.388 postos de trabalho, o maior saldo registrado no período. Nos últimos 12 meses, a variação acumulada atingiu 6,62% ou 1.883.277 novos postos, resultado que se revelou mais favorável que o ocorrido no mesmo período do ano anterior (+5,12%, ou +1.400.391 empregos formais). Brasil tem hoje 30,37 milhões de pessoas com a carteira assinada.
As causas do crescimento
O excelente desempenho do emprego em junho de 2008 decorreu da elevação quase generalizada de todos os subsetores de atividade econômica. Em termos absolutos, os setores que mais contribuíram para o resultado verificado foram: a Agropecuária (influenciada por fatores sazonais relacionados ao cultivo do café e frutas cítricas), os Serviços, a Indústria de Transformação, o Comércio e a Construção Civil. A exceção foi o segmento de Ensino, que por motivos sazonais, relacionados ao ciclo escolar (período de férias), registrou redução de 1.718 postos de trabalho (-0,15%), resultado, porém, menor que a queda observada em junho de 2007 (-3.338 postos ou -0,31%). "Não há bolha de crescimento em um ou outro setor. O crescimento do emprego com carteira assinada no Brasil é forte, homogêneo e em todas as áreas, demonstrando a força da economia do país", destacou Carlos Lupi. O setor agrícola respondeu pelo incremento de 92.580 postos de trabalho ou crescimento de 5,67% no estoque de emprego, resultados recordes para o período. Note-se que o saldo de empregos gerados em junho de 2008 situou-se em 40% superior ao verificado em idêntico período do ano anterior (+66.312 postos ou +4,02%). Serviços, com a criação de 73.436 empregos, também obteve um desempenho recorde (+0,62%), que pode ser creditado, primordialmente, aos segmentos de Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (+28.999 postos ou +0,96%), Serviços de Alojamentos e Alimentação (+19.801 postos ou +0,47%) e Serviços de Transporte e Comunicação (+13.549 postos ou +0,85%), cujos saldos foram os maiores já registrados no período. "Em meio à crise mundial de alimentos, o Brasil é o ponto forte internacional. Somos os maiores exportadores de alimentos, temos muita terra para produzir e a característica continental favorece a isso. Quando o Sul sai da safra, o Nordeste, por exemplo, entra; garantindo um crescimento total do emprego. E o empregador só contrata com carteira assinada porque sabe que vai ter lucro", afirmou o ministro.
Regiões
A geração de empregos também foi recorde em todas as Regiões do país: Sudeste (+194.732 postos ou + 1,16%), Nordeste (+39.972 postos ou +0,95%), Sul (+30.575 postos ou +0,55%), Centro-Oeste (+28.735 postos ou +1,35%) e Norte (+15.428 postos ou +1,26%). Quanto às unidades da federação, verifica-se elevação quase generalizada, com 18 delas registrando o maior saldo do período, merecendo destaque, em termos absolutos, São Paulo (+102.726 postos ou +1,02%), Minas Gerais (+73.660 ou +2,26%) e Rio de Janeiro (+17.121 postos ou +0,59%). A exceção ficou por conta de Roraima (-202 postos ou -0,75%), em razão do desempenho desfavorável dos setores da Construção Civil (-95 postos) e Serviços de Utilidade Pública (-80 postos). Em junho, o conjunto das nove áreas metropolitanas apresentou crescimento de 0,67% em relação ao mês anterior, resultante da criação de 83.635 postos de trabalho, saldo recorde para o período. Tal desempenho decorreu da expansão generalizada do emprego nesses espaços geográficos. Em razão da influência sazonal do ciclo agrícola, o interior dos estados desses aglomerados urbanos registrou um comportamento mais favorável em relação ao conjunto das áreas metropolitanas, ao responder pela geração de 164.650 empregos ou aumento de 1,47%. Em termos absolutos, no interior dos estados de Minas Gerais (+63.149 postos ou +3,10%) e de São Paulo (+62.172 postos ou +1,29%) verificou-se o melhor desempenho. No caso das áreas metropolitanas, as que mais se sobressaíram foram as de São Paulo (+40.554 postos ou +0,77%) e de Belo Horizonte (+10.511 postos ou +0,86%).
Fonte: Ministério do Trabalho

quarta-feira, 16 de julho de 2008

TUCANOS À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS


Agencia Estado

MÔNACO - O ex-banqueiro ítalo-brasileiro Salvatore Cacciola deixou a prisão em Mônaco às 13h30 de hoje (8h30 em Brasília), rumo ao Aeroporto de Mônaco, escoltado por agentes da Polícia Federal. Cacciola estava preso em Mônaco desde 15 de setembro do ano passado.Ele embarcou em um helicóptero, seguindo para o aeroporto de Nice, na França, onde embarcará em um vôo da Air France rumo a Paris. O embarque para o Brasil deve acontecer ainda hoje, às 22 horas (17 horas de Brasília) com chegada prevista ao Rio de Janeiro às 5 horas de amanhã.Cacciola é procurado pela Justiça desde 2000, quando deixou o Brasil, via Paraguai, em direção à Itália. Em 2005, ele foi condenado, à revelia, no Brasil, a 13 anos de prisão por crimes de peculato - apropriação ilegal de recursos por funcionário público ou com auxílio de um - e gestão fraudulenta. A sentença diz que os Bancos Marka e FonteCindam deram R$ 1,5 bilhão de prejuízo à União durante a crise cambial de janeiro de 1999. 
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco206835,0.htm

terça-feira, 15 de julho de 2008

Gravação joga escândalo Dantas "no colo" de FHC


Enquanto a maior parte da imprensa entorta e manipula informações para tentar engendrar o governo Lula no escândalo Daniel Dantas, o site Terra Magazine, que tem feito uma ampla cobertura do episódio, revela, com exclusividade, mais uma prova de que as relações promíscuas de Dantas com o poder ocorreram sobretudo com o tucanato. Desta vez, uma gravação feita pela Polícia Federal no bojo da Operação Satiagraha mostra diálogos que envolvem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nas negociatas do banqueiro.
Dantas coloca

FHC

em cena numa conversa com ele, Dantas, e dirigentes do Citibank. Cena essa que, segundo o roteiro dantesco, marcaria os primeiros passos da montagem do fundo CVC, sociedade entre Daniel e o Citibank. No diálogo entre Dantas e sua diretora jurídica, Danielle Silberglade Ninnio, o banqueiro ensaia vender influência junto ao presidente e a importância da sua presença na montagem do fundo. O editor-chefe do Terra Magazine, Bob Fernandes, conversou com Fernando Henrique para obter explicações do ex-presidente a respeito do episódio. Segundo Fernandes, FHC disse que as suspeitas "não tem base". "Na verdade, fui procurado por ele e pelo pessoal do Citibank, que me comunicaram que iam fazer um fundo que tinha feito muito sucesso nos Estados Unidos, o Equity (...) muitas pessoas me procuravam. Isso já é conversa dele, já é usar o santo nome em vão...", disse FHC. Segue abaixo a reportagem de Terra Magazine sobre a conversa em que Dantas cita suas relações com FHC: Quinze de novembro de 2007. O banqueiro Daniel Dantas conversa com a diretora jurídica do Opportunity, Danielle Silbergleide Ninnio, às 09h01m42s. Ambos debatem, mais uma vez, umas das incontáveis batalhas jurídico-comerciais de Dantas. No caso, o objetivo é levar o Citi a retirar as ações judiciais contra ele - algo correspondente a US$ 1 bilhão - e fazer a fusão Brasil Telecom e Oi, onde ganharia R$ 1 bilhão. Para ser concretizada a fusão BrOi, é necessário ultrapassar o Citibank. Daniel discute com Danielle a sinuosa estratégia, a munição que levarão para enfrentar o Citi em Nova Iorque. Na conversa ele parece se preparar para um depoimento. Num flash-back, retorna ao início da empreitada. Segundo Daniel, tudo começa, ou passa, por um encontro em Brasília entre o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso e os responsáveis, no Citibank, pela parte de Private Equity (investimentos não financeiros). O banqueiro, ao rememorar uma de suas pelejas, avança por território movediço. Recorda a reunião com o então presidente Fernando Henrique Cardoso, antes da criação do fundo de investimentos (o que veio a ocorrer no final de 1997). Presentes, no tal encontro, além do presidente da República, os norte-americanos Bill Confort e Mary Lynn Putney, chefes de Private Equity no Citi. Mary Lynn era gestora de relacionamento de Daniel Dantas, hospedava-se em sua casa em Búzios e visitava-o na Bahia. O que vaza das entrelinhas na montagem da estratégia de Daniel e Danielle é uma tentativa de comprometer o Citibank. Por quê? Depois do escândalo Enron, vigora a lei Lei Sarbanes-Oxley (do senador Paul Sarbanes e do deputado Michael Oxley), de 2002, que pune com até 10 anos de cadeia os executivos de empresas com operações financeiras no exterior. Quem entende os pormenores desse tatame, sente que o Citi vive diversos temores ante esse novo marco jurídico. Nessa montagem de estratégia para enfrentar o gigante Citi, Dantas se refere a um documento que veio de Londres ("eu já tinha dito que eu não li um documento que eu assinei, tá?") e explica o batismo do fundo. - ... "Ah, por que que vocês botaram o nome do CVC?" Eu digo: por que o CITI pediu. "Mas vocês não pediram ao CITI pra botar em nome do CVC?" Não, o Citi achou que pra "raise the fund internacional" (elevar o fundo internacional-inglês) era bom. "Ahh, e no Brasil, o nome CVC não te ajudava?" Eu digo: nada, é um nome de uma agência de turismo... O diálogo sobe de andar, e até de tom. Chega ao Planalto. Aos trechos seminais. Foram mantidos, inclusive, os erros de transcrição. Daniel Dantas: Sobre o uso do nome. E também, o CVC... o CITI não era bem visto na época, porque...por conta dos rescaldos da negociação da dívida, o banco era atribuído ao banco onde as causas do...da crise econômica brasileira. Então, não tinha nada que o CITI trouxesse de positivo na captação. Eu disse pra ele que os investidores dos fundos de pensão se motivaram porque nós oferecemos a ele "internacional exposure" (exposição iternacional-inglês), sócios estrangeiros que poderiam melhorar as práticas e o entendimento dos fundos de pensão. E ele disse: "ahhh, mas você teve uma reunião com FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, quem estava na reunião?" FERNANDO HENRIQUE, MARY LYNN e o presidente do CITI do Brasil. "Como é o nome dele?" Não lembro. "Ahh, o que que vocês falaram lá, mas tem aqui num email seu você dizendo que CARDOSO disse que tinha gostado da reunião e que ia apoiar a iniciativa". Eu digo: CARDOSO esteve na reunião, BILL CONFORT explicou na reunião que PRIV EQUIT FUND tinha sido responsável pela revolução de eficiência na economia americana, o "shaking up for corporate america" (o agito para empresas americanas-inglês) e que podia ser muito interessante pro Brasil e que podia também atrair muito capital pro Brasil. Alô? Danielle - Oi? Daniel Dantas: E aí, o presidente achou que era interessante, depois eu fui ao BNDES e tal, conversei porque ele tinha achado interessante tentar desenvolver a linha de "private equit" aqui no Brasil. Danielle: ... (inaudível) que ele ia te perguntar isso. Lembra daquele negócio da CPI? Eu tinha certeza! Daniel Dantas: Aí ele, aí ele... não, foi isso que o mister CONFORT foi...foi falar com... falou com mister CARDOSO. Aí, o que que acontece, então ajudou no fundo a persuadir o governo a simular o "private equit" no Brasil. Está muito distante de que tenha investido por conta do ...(inaudível). Já se diz que os fundos investiram, você alguma vez disse aos fundos que: "ahhh, o que que você faria...?". Aí, primeiro ele inventou agora que estava inconsistente esse meu "declaration", porque os fundo, o fundo tinha uma carta lá de não sei quem mostrando que o fundo nacional fechou depois que o fundo estrangeiro já tinha fechado, quando o fundo nacional fechou e tal. Não sei. "Ahhh, mas como é que você não sabe?". Eu não sei. "Mas você não assinou esse "declaration?". Assinei o "declaration". "Mas você não preparou?". Eu digo: Não, não preparei. O "declaration" foi preparado pelos "lawyer", eu basicamente revisei os "declaration", confiei naquilo que me foi informado e acredito que está certo. Ele... quer dizer, não fui disputar, é ou não é, não sei. Aí o que acontece é o seguinte, nessa linha, é difícil dele pegar. Aí, onde eu sei ele não sabe, onde ele sabe eu não sei.
Fonte: Terra Magazine * Colaboraram: Claudio Leal e Raphael Prado

quarta-feira, 9 de julho de 2008

O medo da lei seca. Medo porque?


O Presidente Lula marca mais um gol: mata muitos coelhos numa cajadada só. O que estamos assistindo nos últimos dias, desde o início da Lei Seca, são quedas consideráveis em número de acidentes, quedas de registros em hospitais com acidentados de trânsito, e consequentemente, diminuição nos gastos com atendimentos e internações hospitalares (Crédito para a Previdência). A maioria da população (75%) aprova a Lei Seca, que é educativa e punitiva ao mesmo tempo, que pune o agressor alcoolizado no bolso,com cadeia e o retira do trânsito, aumentando a proteção as pessoas inocentes, mas sem fazer alarde, alcança também, já que o bafômetro registra uma infinidade de ingestão de drogas, os seus consumidores por trás dos volantes.
Blog do Chicão Nenhuma lei é perfeita. As boas leis devem ser razoáveis e devem ser de fácil entendimento e cumprimento. As incongruências que todas as leis possuem são usadas como motivação para o seu não cumprimento. Observe o texto abaixo do filosofo Gianotti: A lei seca e a secura do Estado "Rigor excessivo contra motoristas que ingerem álcool oculta um Estado fraco e põe em risco o próprio respeito à norma. Chegamos a uma situação esdrúxula: em vez de o Estado determinar a medida da segurança, simplesmente se isenta dessa medida e pune aquele que bebe moderadamente, ciente de seus limites e de suas obrigações sociais. Em resumo, pune a maioria para evitar que desregrados causem malefícios. Na Noruega e na Suécia, a tolerância zero tem lá suas razões de ser. No Brasil, esse exagero simplesmente repete o espetáculo de violência de um Estado fraco, que encena uma força desproporcional a seus recursos simplesmente para atemorizar". (FSP) OPS!!! Na Noruega a lei seca tem sua razão de ser? Qual é, querido? No que o Sueco ou Norueguês é diferente do brasileiro. Eu te pergunto, caro leitor, você provavelmente bebe moderadamente, quantas vezes você deu "cacagada" no trânsito por causa de bebida alcoólica? Seja honesto. Eu conversei com 15 bebedores moderados e "cientes de seus limites e de suas obrigações sociais". TODOS ELES ME CONTARAM SITUAÇÕES ONDE PERDERAM A NOÇÃO DO LIMITE. Um subiu na calçada com o carro. Outro quase dormiu no volante. etc. A solução é tão simples, para quem tem boa vontade: ADAPTAÇÃO à nova lei. Quem bebe não dirige. Quem dirige não bebe. Tão simples... O Gianotti vai poder tomar seu vinho junto com o FHC. Depois é só chamar um taxi. Tão simples. Ou ele acha que todos devem ficar reféns da "moderação" pessoal de cada um? Isto é como dizer: não deve proibir fumo em lugar fechado. Isto pune os fumantes conscientes que sabem os limites. Eu diria: cada um usa o moderação da forma como quer. Cada um tem limites diferentes. Cada um tem percepção diferente. Não dá para a sociedade ficar refém de cada um. E o principal: não existe nível de segurança para o álcool. Simplesmente porque tem gente que bebe um caixa de cerveja e não fica bêbado. E outros são "fracos para a bebida", bebem uma latinha e já ficam "tontos". Como a polícia descrimina cada caso? Na verdade, muitos no Brasil possuem uma vivência da lei extraordinária: lei boa é para os outros. Ética é que se fala, mas não é o que se pratica. E todos são coitadinhos, inclusive os que "bebem moderadamente, ciente de seus limites e de suas obrigações sociais".

sábado, 5 de julho de 2008

Imprensa, um semestre de imposturas

Gilson Caroni Filho: 


Um balanço da imprensa nos primeiros seis meses de 2008 mostra que não foi por falta de empenho que a imagem do governo não sofreu considerável desgaste. Um acompanhamento, mês a mês, da cobertura noticiosa mostra que o jornalismo de mercado, usado como controle político das elites, terminou resvalando ladeira abaixo ao continuar acreditando que dispunha de uma ilimitada capacidade prestidigitação.
Quedas de tiragens e audiência decorreram do apego à desmesurada crença nos dispositivos que regulam a relação entre os responsáveis pela produção e difusão de informações. Em inúmeras vezes o fato concreto deu lugar à imaterialidade midiática. Por mais fiel que seja o leitor, por mais intensa a cumplicidade com o veículo que sistematiza sua visão de mundo, um noticiário que não guarda qualquer relação com a realidade vivida termina por explicitar excessivamente os interesses a que serve. E ao fazê-lo, termina sendo disfuncional a esses mesmos interesses. Um discurso vazio, que cai no descrédito na medida em que mais complexa se torna a sociedade para a qual é elaborado. Em entrevista a um Jornal Laboratório de conhecida faculdade de Comunicação do Rio de Janeiro, o diretor de redação de Veja, Eurípedes Alcântara, não mediu palavras ao defender o que julga ser a função missionária da revista paulista e, por extensão, de toda a imprensa: “Como no Congresso as oposições estavam — e ainda, de certa forma, estão — desarticuladas, Veja se viu nessa incômoda situação de ser a única oposição real ao governo Lula" Se a publicação dos Civita adotou o panfletarismo neocon como padrão editorial, os demais veículos da grande mídia também não se furtaram ao papel de substituir os partidos conservadores, ora impondo a pauta a eles, ora sendo pautados por conhecidos parlamentares, como destacou recentemente, aqui mesmo, Bernardo Kucinski, em seu artigo “Por que o governo Lula perdeu a batalha da comunicação”. A “invenção de realidades" só esbarrou em um problema. A sociedade brasileira aprendeu a ler sua mídia e dela se afastou. O resultado foi a saturação do fazer jornalístico como práxis ética. Tendo noção da extensão do “prontuário”, destacaremos apenas os crimes de maior repercussão. Aqueles em que a verdade factual foi solenemente ignorada na escolha de pautas viciadas, em conhecidos direcionamento de títulos e de cobertura. Em janeiro, a febre amarela voltava às cidades brasileiras, e com casos registrados no Centro-Oeste, retornávamos todos à primeira metade do século passado. De nada adiantou o desmentido das autoridades. A situação calamitosa da saúde pública revelava o descuido do governo. Assim decidiram, de forma igual e combinada, os editores e proprietários das grandes empresas de mídia. Como esquecer a coluna de 09/01 de Eliane Catanhêde, colunista da Folha de S.Paulo? "Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo!”. A marcha da insensatez não esperou que o primeiro mês do ano completasse sua primeira quinzena. Dias depois, como fogo-fátuo, o assunto sumiu do noticiário. O amarelo da falsa epidemia revela a coloração de quem a fabricava. Em fevereiro, a instalação da CPI dos Cartões Corporativos prometia revelar as entranhas de um "governo corrupto”. Tapiocas, mesas de sinuca e notas fiscais frias na prestação de contas de contas de aluguel de veículos que o Planalto teria feito com cartões, anunciavam, enfim, esquemas irregulares envolvendo agentes do governo. Como convinha ao espetáculo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso enviava e-mail ao senador Sérgio Guerra, no “qual garantia jamais ter usado dinheiro público para pagar gastos pessoais." Uma pantomima que iria perdurar até meados de maio, quando, vendo que daquele mato não sairia coelho, o jornalismo de Pindorama já teria transformado banco de dados em dossiê. Os préstimos de um conhecido senador foram de valor inestimável. Abril seria o mês de uma “crise militar". A edição de 16/04 do Globo informava que “o general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, voltou a classificar a transformação da faixa da fronteira norte do país em terras indígenas como ameaça à soberania nacional”. Em palestra sobre a defesa da Amazônia no Clube Militar, no Rio, o general não se mostrou preocupado em contrariar a posição do governo, que defende a homologação de terras indígenas mesmo em regiões de fronteira, e disse que o Exército "serve ao Estado brasileiro e não ao governo", e chamou a política indigenista do governo de "caótica". Ingredientes explosivos. Quebra de hierarquia e política pública pondo em risco a integridade do país. O procedimento editorial era condenar o comportamento do militar, dando total respaldo ao teor do seu discurso. Era um fato jornalístico com fortes ressonâncias no imaginário político nacional. Uma oportunidade de continuar o trabalho de assessoramento da "oposição desarticulada". Não durou uma semana. Era muito fardo para pouca farda. Tráfico de influência na venda da Varig, ingerência indevida da Casa Civil no processo, pressões sobre a ex-diretora da Anac foram os destaques de junho. O depoimento de Denise Abreu na Comissão de Infra-Estrutura do Senado obedeceu ao roteiro folhetinesco conhecido por leitores e telespectadores. Mas o ”grande achado do mês" foi apresentar a elevação de preços que, em grande parte é explicada por fatores externos, como o fim da estabilidade monetária. O terrorismo de jornais, revistas e emissoras de televisão criou um novo tipo de inflação, que não é de oferta ou de demanda, mas pode ser explicada a partir da formação de um estoque de descontextualização informativa: uma inflação de mídia. Novamente a imprensa tateou à procura de fatos reais que dessem sustentação à produção noticiosa. A distinção entre opinião e informação é algo inexistente quando a luta é contra um governo classificado pelo diretor de redação da Veja como “liberticida” O primeiro dia de julho, no entanto, traria uma notícia desalentadora: "A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) recuou pela terceira semana consecutiva na última medição de junho, registrando taxa de 0,77% — 0,12 ponto percentual menor que a da semana anterior (0,89%). A taxa também é a menor que a registrada no encerramento do mês anterior, quando ficou em 0,87%” (O Globo). Supondo-se detentora de um mandato que lhe assegura total liberdade na tentativa de intermediar as relações entre Estado e sociedade civil, a imprensa brasileira zelou pelos interesses da oposição ao governo. A governadora Yeda Crusius e o alto comando do PSDB foram os principais beneficiários da cobertura padrão. O Detran gaúcho e o caso Alstom foram, até agora, blindados. Mantida a inversão na relevância das informações é previsível o modus operandi predominante no segundo semestre. Porém, com a extradição de Cacciola, resta indagar com a poética de Drummond, em que gruta ou concha de página quedará abstrato o indesejável banqueiro.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Uma decisão fácil, uma péssima escolha.



O Prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho não poderia ter feito escolha pior, como a que escolheu o seu candidato a vice. Entre 2 grandes partidos, o PT e o PMDB, partidos esses com forte densidade eleitoral, grande militância e grandes representações (pesquisa Vox Populi, PT= 25% e PMDB= 7% de preferência eleitoral. Ver post logo abaixo desse post),ele preferiu ouvir outros partidos, que juntos somam menos de 5% na preferência dos eleitores, sem contar que nessa lista, tem partido que faz forte oposição golpista contra o Governo do Presidente Lula, como é o caso do PPS, que inclusive chegou a encabeçar a preferência do prefeito (Absurdo!).
Aconteceu, o escolhido foi Luciano Agra, ex secretário da atual administração, filiado ao PSB, partido do prefeito.

Aliança com prazo de validade.
A escolha do prefeito, já determinou o prazo da validade dessa aliança: 2010, quando provavelmente ele renunciará o mandato para se candidatar ao Governo do Estado da Paraíba, o PT e o PMDB deverão romper com ele para tentarem  alcançar o mesmo objetivo. É claro que se o escolhido para a vice, fosse um dos 2 partidos, a atual aliança não teria certeza de continuidade, porem, seria um fator muito importante para a sua continuidade. E os outros partidos, o que farão? Como é sabido, a maioria dos partidos que está com Ricardo Coutinho aqui em João Pessoa, historicamente está com Cássio Cunha Lima em Campina Grande e no resto da Paraíba, e ai seria demais imaginar que Cássio deixaria essas ovelhas soltas, sobrando para Ricardo Coutinho poucas opções para a sua aliança rumo ao Governo do Estado.

A militância não será a mesma.
A última campanha de Ricardo Coutinho foi muito bonita, com forte participação popular, mas ainda pela forte coloração partidária, principalmente pela participação do PMDB. O PT participou com candidatura própria, mas não houve unanimidade, já que era forte a preferência de muitos integrantes do partido a candidatura do PSB. Agora, o PMDB e o PT usarão as suas forças para elegerem seus vereadores, já que segundo se espera, a eleição de Ricardo, são favas contadas. Uma aliança sem perspectiva de futuro, sem nada a acrescentar a esses partidos, e com a necessidade de eleger representantes na Câmara de Vereadores, essa campanha obrigará, cada um se virar como pode.

Helio de Almeida Oliveira,
Filiado ao PT, que por discordar da escolha de Ricardo Coutinho, não votará nele.

Pesquisa do Instituto Vox Populi aponta o PT como preferido do eleitorado


Jussara Seixas

67% dos brasileiros estão satisfeitos com o Brasil.
63% acham que o país melhorou nos últimos dois anos.
58% acham que o Brasil vai melhorar ainda mais nos próximos dois anos.
O PT tem 25% da preferência partidária, seguido do PMDB com 7%,PSDB com 6% e do DEM com 2%.
O PT é o partido mais lembrado por 36% do eleitorado.
Para 63% do eleitorado, o PT ajuda o Brasil a crescer.
O PT é considerado um partido de esquerda.
47% da população é favorável à fidelidade partidária e considera que o mandato pertence ao partido pelo qual o político se elegeu.
84% avalia positivamente o desempenho do presidente Lula.
Para 34%, a principal realização do governo Lula é a implantação de programas sociais e para 20% é a política econômica. Destaque para o Programa Bolsa Família citado por 27% dos entrevistados.
Esses são alguns dos dados revelados pela pesquisa de opinião realizada pelo PT, através do Instituto Vox Populi, em todo o território nacional.