quarta-feira, 9 de julho de 2008

O medo da lei seca. Medo porque?


O Presidente Lula marca mais um gol: mata muitos coelhos numa cajadada só. O que estamos assistindo nos últimos dias, desde o início da Lei Seca, são quedas consideráveis em número de acidentes, quedas de registros em hospitais com acidentados de trânsito, e consequentemente, diminuição nos gastos com atendimentos e internações hospitalares (Crédito para a Previdência). A maioria da população (75%) aprova a Lei Seca, que é educativa e punitiva ao mesmo tempo, que pune o agressor alcoolizado no bolso,com cadeia e o retira do trânsito, aumentando a proteção as pessoas inocentes, mas sem fazer alarde, alcança também, já que o bafômetro registra uma infinidade de ingestão de drogas, os seus consumidores por trás dos volantes.
Blog do Chicão Nenhuma lei é perfeita. As boas leis devem ser razoáveis e devem ser de fácil entendimento e cumprimento. As incongruências que todas as leis possuem são usadas como motivação para o seu não cumprimento. Observe o texto abaixo do filosofo Gianotti: A lei seca e a secura do Estado "Rigor excessivo contra motoristas que ingerem álcool oculta um Estado fraco e põe em risco o próprio respeito à norma. Chegamos a uma situação esdrúxula: em vez de o Estado determinar a medida da segurança, simplesmente se isenta dessa medida e pune aquele que bebe moderadamente, ciente de seus limites e de suas obrigações sociais. Em resumo, pune a maioria para evitar que desregrados causem malefícios. Na Noruega e na Suécia, a tolerância zero tem lá suas razões de ser. No Brasil, esse exagero simplesmente repete o espetáculo de violência de um Estado fraco, que encena uma força desproporcional a seus recursos simplesmente para atemorizar". (FSP) OPS!!! Na Noruega a lei seca tem sua razão de ser? Qual é, querido? No que o Sueco ou Norueguês é diferente do brasileiro. Eu te pergunto, caro leitor, você provavelmente bebe moderadamente, quantas vezes você deu "cacagada" no trânsito por causa de bebida alcoólica? Seja honesto. Eu conversei com 15 bebedores moderados e "cientes de seus limites e de suas obrigações sociais". TODOS ELES ME CONTARAM SITUAÇÕES ONDE PERDERAM A NOÇÃO DO LIMITE. Um subiu na calçada com o carro. Outro quase dormiu no volante. etc. A solução é tão simples, para quem tem boa vontade: ADAPTAÇÃO à nova lei. Quem bebe não dirige. Quem dirige não bebe. Tão simples... O Gianotti vai poder tomar seu vinho junto com o FHC. Depois é só chamar um taxi. Tão simples. Ou ele acha que todos devem ficar reféns da "moderação" pessoal de cada um? Isto é como dizer: não deve proibir fumo em lugar fechado. Isto pune os fumantes conscientes que sabem os limites. Eu diria: cada um usa o moderação da forma como quer. Cada um tem limites diferentes. Cada um tem percepção diferente. Não dá para a sociedade ficar refém de cada um. E o principal: não existe nível de segurança para o álcool. Simplesmente porque tem gente que bebe um caixa de cerveja e não fica bêbado. E outros são "fracos para a bebida", bebem uma latinha e já ficam "tontos". Como a polícia descrimina cada caso? Na verdade, muitos no Brasil possuem uma vivência da lei extraordinária: lei boa é para os outros. Ética é que se fala, mas não é o que se pratica. E todos são coitadinhos, inclusive os que "bebem moderadamente, ciente de seus limites e de suas obrigações sociais".

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