sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Efraim (DEM-PB), o maior Gazeteiro do Senado, quer passar de ano de qualquer jeito!

Pense em 3 coisas ruins,
Cássio, Cícero e Efraim!

Efraim estaria ameaçando quem ameaça levá-lo ao Conselho de Ética

O senador Efraim Morais (Dem-PB) estaria fazendo ameaças veladas aos colegas que pretendam levá-lo ao Conselho de Ética, onde seria apurado o suposto envolvimento do parlamentar paraibano em escândalos de nepotismo, empreguismo e fraudes em licitações no Senado. A informação está em nota do Painel da Folha de S. Paulo, edição desta sexta-feira (8). A coluna, assinada pela jornalista Renata Lo Prete, diz que Efraim estaria praticando o "Estilo Renan" de pressão sobre os senadores. A nota não cita, mas esses senadores pretensamente ameaçados seriam os mesmos que se esforçam para resgatar a imagem do Senado, extremamente desgastada por não ter cassado, em 2007, o ex-presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de enriquecimento ilícito e ligações promíscuas com empreiteiras.

As notas do Painel

Antes de se dirigir explicitamente a Efraim, a coluna faz menção ao fato de que empresas supostamente favorecidas pelo senador da Paraíba em contratos de terceirização de mão-de-obra seriam, também, contratadas do governo federal. Veja as duas notas, na íntegra. Em todas. Investigadas pela PF sob suspeita de participação em esquema de fraudes no Senado, as empresas Conservo Brasília e Ipanema, de terceirização de mão-de-obra, receberam R$ 360 mi desde 2004 do governo federal. Prestam serviços de limpeza e segurança para uma dezena de ministérios. Estilo Renan. O primeiro-secretário, Efraim Morais (DEM-PI), cujo nome foi citado por empresários da Conservo em escutas, tem feito ameaças veladas a quem pensa em levar o caso ao Conselho de Ética. Ele e o diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, têm forte influência sobre a Secretaria de Controle Interno, espécie de "caixa preta" dos gastos dos senadores.

Demitindo a filha

O senador Efraim Morais anunciou ontem, através do portal Wscom, de João Pessoa, que está demitindo a sua filha caçula, a jornalista Caroline Morais, 21 anos, do emprego que lhe arranjou no seu próprio gabinete e pelo qual a jovem recebia R$ 3.600 por mês. A demissão, que deverá ser publicada neste sábado pelo setor de Atos do Senado Federal, acontece quase dois anos após a admissão de Caroline e 72 horas depois que a Folha de S. Paulo divulgou a relação dos parentes e amigos que Efraim empregou como senador e primeiro secretário da Casa. Ao Wscom, Efraim declarou que está "cortando na própria pele" para mostrar ao Brasil e à Paraíba que convive bem "com as adequações do novo tempo". Anteontem, da tribuna do Senado, o senador defendeu que o Congresso aprove uma lei antinepotismo válida para todo o país, todos os poderes e esfera de poder.

A lista de Efraim

Segundo a Folha de S. Paulo, em sua edição de terça-feira (5), "articulador da criação de mais 97 cargos comissionados no Senado, Efraim Morais (DEM-PB) mantém em seus gabinetes na Casa pelo menos sete familiares, além de seis parentes de seus aliados políticos". Caroline, sobrinhas e sobrinho do senador fazem companhia na folha do Senado a parentes de aliados do senador como o governador Cássio Cunha Lima (PSDB) e seu primo Arthur Cunha Lima, deputado estadual e presidente da Assembléia, do mesmo partido, e o vice-governador José Lacerda Neto (Dem), entre outros. Veja quem são os principais favorecidos com os empregos dados por Efraim no Senado:
Caroline Morais, filha, R$ 3.600;
- Delano de Oliveira Aleixo, casado com Ana Cristina Souto Maior Aleixo, sobrinha do senador, com salário não revelado;
- Ana Karla, sobrinha (salário não revelado);
- Ana Karina, sobrinha (salário não revelado);
- Glauco Morais, primo, salário de R$ 6.400 e sócio de um portal que recebia R$ 120 mil por ano para manter um banner do Senado;
- Raissa Lacerda Aquino, filha do vice-governador José Lacerda, de salário não revelado;
- Roberto Aquino, marido de Raissa Lacerda, que substituiu a mulher na folha do Senado;
- Ronaldo Cunha Lima Filho, o Ronaldinho, irmão do governador Cássio Cunha Lima, empregado com um salário de R$ 8.000 mensais, depois reduzidos para R$ 6.300;
- Lúcio Cunha Lima, filho de Arthur Cunha Lima, salário de R$ 6.400;
- Bruno Catão, filho de Fernando Catão, com salário de R$ 2.600;
- Pedro Catão, filho de Fernando Catão, que substituiu o irmão na folha do Senado, provavelmente com o mesmo salário.
Da Redação Do Portal, www.portalcorreio.com.br

Nenhum comentário: