sábado, 23 de agosto de 2008

Operação I-Licitação deixa o Governo do Estado da Paraiba (PSDB-DEM) com ‘as barbas de molho’

Governo do Estado silencia sobre irregularidades no programa Boa Nova

A Operação I-Licitação botou o Governo do Estado notadamente a Cagepa com as barbas de molho. Um silêncio profundo paira sobre toda e qualquer indagação a respeito do Programa Boa Nova e ninguém dá explicações para as interrupções e irregularidades na execução das obras de saneamento básico, que custou aos cofres públicos, recursos na ordem de R$ 400 milhões
A Operação I-Licitação botou o Governo do Estado notadamente a Cagepa com as barbas de molho. Um silêncio profundo paira sobre toda e qualquer indagação a respeito do Programa Boa Nova e ninguém dá explicações para as interrupções e irregularidades na execução das obras de saneamento básico, que custou aos cofres públicos, recursos na ordem de R$ 400 milhões A Operação recentemente levada ao conhecimento público revelou um esquema de sonegação de impostos e de fraude nas licitações de obras públicas que se alastrava por mais de cem municípios da Paraíba. A mídia ligada ao Governo Estadual apressou-se em vincular pessoas e prefeituras ao esquema numa estratégia de afastar o foco das investigações ou pelo menos a atenção da opinião pública para bem longe do Governo. Porém, empresários da construção civil insatisfeitos com a exclusão na concorrência de obras do Programa Boa Nova e que já haviam alertado há muito tempo a este portal sobre as irregularidades cometidas no Programa recrudesceram nas denúncias e afirmam que os métodos revelados pela Polícia Federal na Operação I-Licitação são os mesmos adotados para surrupiar os recursos do programa de saneamento básico. Eles iniciam um movimento para levar ao conhecimento da PF as irregularidades cometidas no programa que resultou no abandono de obras por todo estado. “A estratégia é a mesma: licitações dirigidas que contemplam certo número de empresas formadas por pessoas ligadas a personalidades do Governo para depois repassá-las a terceiros que receberiam valor correspondente a 30% do total da obra”, diz um dos empresários. Outro empresário sugere que a Polícia federal amplie o foco das investigações e se debruce sobre o Boa Nova “que vai chegar ao maior escândalo deste Governo” A Cagepa, órgão responsável pela execução das obras de saneamento básico adotou o silêncio como resposta a aflição da população. Até agora, apesar da enxurrada de denúncias e reclamações por todo estado e, principalmente na capital, a Cagepa não se pronunciou sobre o assunto. A direção do órgão não foi capaz de explicar porque bairros como o Altiplano, onde as obras foram interrompidas há mais de três anos, não tiveram a rede de coleta de dejetos ligada e nem o porquê de não ter sido construída a estação elevatória do sistema implantado. No bairro do Alto do Mateus a situação é idêntica, com valas que tiveram de ser fechadas pelos moradores para que o trânsito de veículos e de pessoas pudesse retornar. A Cagepa jamais deu satisfação sobre essas interrupções dos trabalhos, causando revolta e indignação na população quando vê o governador contabilizar como obras da sua administração o caos instalado em ruas, bairros e cidades do Estado. O Bessa é o grande exemplo desse festival de corrupção e irresponsabilidade com o dinheiro público. Infestado de placas alusivas aos trabalhos de pavimentação e drenagem os moradores sofrem com a realidade dos buracos, da lama no inverno e da poeira no verão. Moradores de ruas como a Randal Cavalcante Pimentel no bairro ouviram perplexos as explicações “cínicas” dos responsáveis pelos trabalhos que, depois de escavacarem a rua, colocarem as manilhas, dar como explicação que a ligação da rede coletora só seria possível depois de construída a estação elevatória, que não era da responsabilidade deles e que não havia prazo para isso. Trocando em miúdos, o bairro continua sem saneamento básico, a exemplo dos demais da capital, desmoralizando de vez o maior programa de saneamento da história tão propalado pelo Governador Cássio Cunha Lima.
Cícero, quando foi preso, era Secretário de Planejamento e gestor do programa Boa Nova.
A Randal Cavalcante Pimentel serve como exemplo para o bairro todo que já foi penalizado pela irresponsabilidade do ex-prefeito Cícero Lucena. Segundo a PF, Cícero desviou mais de R$ 20 milhões de obras destinadas a solucionar os problemas de saneamento básico da cidade. Cícero saiu da Prefeitura, foi para a Secretaria de Planejamento e passou a administrar, com a mesma equipe que tinha na prefeitura, os recursos do Boa Nova. Na condição de Secretário de Estado e de gestor desses recursos é que foi preso pela Polícia Federal acusado de chefiar uma quadrilha especializada em fraudar licitações e embolsar dinheiro público.

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