quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Jorge Hage considera leviano e irresponsável índice de corrupção da Transparência


Internacional 

O estudo divulgado ontem pela Transparência Internacional que mede a percepção da população diante da corrupção em 180 países de todos os continentes foi criticado com veemência pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage. “Esses índices de percepção da Transparência Internacional merecem, para nós, tanta credibilidade quanto os índices de risco daqueles bancos de investimento – como o Lehman Brothers e o Merryl Lynch – que acabam de ir à falência. Ou seja, ninguém aqui leva mais isso a sério”, afirmou em nota.“Eu, de minha parte, considero simplesmente leviano e irresponsável esse tipo de ranqueamento que essa gente faz. Veja você que nem mesmo a sucursal brasileira da Transparência aceitou continuar se comprometendo com ela: lembram que a Transparência Brasil desligou-se da Internacional no ano passado?”, critica Hage. De acordo com o ministro, a Transparência Internacional (TI) não conhece nada do Brasil, “nunca vem aqui, ignora completamente o que aqui se faz e fica dando palpite a distância, sem fazer nenhuma pesquisa real sobre corrupção nem sobre o combate à corrupção”. “O que eles dizem medir, e nem isso medem, pois o que fazem é uma salada de cálculos incoerentes a partir de medições de terceiros, de outras instituições, cada uma com seus próprios e diferentes critérios, são apenas percepções sobre corrupção”, argumenta.Além disso, para o ministro, a “suposta medição” mistura “num só balaio” os diferentes poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo, e as três esferas da Federação - governo federal, 26 estados e 5.560 municípios). “Ora, é óbvio ululante que a percepção sobre a corrupção aumenta quando se ouve falar mais do assunto. E, no Brasil, foi nos últimos anos que mais se falou no assunto, exatamente porque o combate à corrupção passou a ser uma meta e uma prioridade de governo. Por isso foram fortalecidas a Polícia Federal, a CGU, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), e foi dada inédita liberdade de atuação ao Ministério Público; por isso se organizou a Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA); por isso foram criadas Varas Especializadas na Justiça Federal", afirma.

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http://contasabertas.uol.com.br/noticias/detalhes_noticias.asp?auto=2398


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