sábado, 18 de outubro de 2008

Convocação de atos públicos Reajamos, brasileiros!

Meu nome é Eduardo Guimarães. Tenho 48 anos, sou paulista, paulistano de quatro gerações, tenho quatro filhos (3 mulheres e 1 homem), uma neta de sete anos, trabalho com comércio exterior (sou representante de indústrias brasileiras na América Latina e na África) e jamais, em toda minha vida, tive qualquer relação com partidos políticos, com sindicatos ou com corporações de qualquer espécie. Há, no entanto, uma exceção nessa minha vida desvinculada de associações com grupos de interesses políticos, ideológicos, financeiros, trabalhistas etc.: no ano passado, fundei, com mais algumas dezenas de cidadãos, uma Organização Não Governamental (ONG), o Movimento dos Sem Mídia (MSM). A história do MSM, para quem não conhece, pode ser conhecida facilmente em rápidas pesquisas na internet e/ou no You Tube. A ONG foi criada para lutar por uma mídia ética, plural e apartidária. O MSM, desde sua criação, fez manifestações públicas diante de meios de comunicação (Folha de São Paulo e Tevê Globo) e em praça pública (pelo impeachment de Gilmar Mendes), e tomamos medidas judiciais como a de representar contra esses meios no Ministério Público Federal devido a alarmismo que acreditamos que cometeram ao difundirem que haveria epidemia de febre amarela no país no começo deste ano. Diante do que está acontecendo, com os meios de comunicação estimulando empresas a demitirem e paralisarem seus negócios a fim de tornarem auto-realizáveis prognósticos de graves problemas econômicos para o país, pretendendo, com essas ações, gerar queda de popularidade do governo federal para aumentar as chances do governador de São Paulo, José Serra, de suceder Lula em 2010, e diante das omissões e distorções da mídia diante de atos de incompetência e de corrupção do governo paulista, como na Segurança Pública ou em licitações públicas, como no caso Alstom, no qual o ministério público suíço acusa o grupo político de Serra de receber propina da multinacional, volto a propor uma atitude aos leitores deste blog. Ontem à noite (sexta-feira, 17), fui dormir indignado, inconformado e até amedrontado com o que vejo acontecer em meu país. Cheguei a me lembrar da "licença para matar" do personagem do escritor inglês Iam Fleming, o agente secreto James Bond. Só que essa "licença" da mídia ao grupo de Serra inclui, também, roubar. Vejo os escândalos de distorção dos fatos e de censura pela mídia sucederem-se e aumentarem de gravidade. Recentemente, a imprensa paulista conseguiu influir decisivamente na eleição da capital de seu Estado, fazendo de um péssimo prefeito o vitorioso antecipado da disputa eleitoral, e está conseguindo atribuir a greve da polícia civil ao PT, além de relativizar os erros flagrantes e criminosos da polícia militar no caso do seqüestro trágico das meninas Naiara e Eloá, em Santo André. Nesses casos todos, a imprensa venceu ou está vencendo. E isso porque sua máquina conta com televisões, rádios, jornais, revistas, internet e com a virtual censura de tudo que ela não quer que se diga. A blogosfera não está conseguindo ser ouvida pelo empresariado ou pelas populações de grandes metrópoles como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba etc. Ontem à noite (sexta-feira), na ação criminosamente desastrada da polícia paulista no seqüestro de Naiara e de Eloá, enquanto aquela ação se desenrolava sobre suas quatro patas era coberta de forma absolutamente acrítica pelas tevês, rádios e portais de internet servis ao governador do Estado. Nos jornais do dia seguinte (sábado), numa Folha de São Paulo, por exemplo, de questionamento ao trabalho da polícia só se viu uma notinha curta num caderno de assuntos locais, em pé de igualdade com defesa daquela ação inepta, irresponsável, criticada por juristas e por policiais, e com a omissão da informação de que policiais experientes também condenaram a ação. A mídia está fazendo o que quer, acobertando os desmandos de seu braço político, influindo nas eleições, prejudicando a economia, acobertando corrupção de seus protegidos, acobertando erros de administração que estão causando danos enormes, como a persistência nos problemas nas obras de uma linha do metrô em São Paulo que ameaça cerca de 300 famílias de ficarem sem suas casas. Pergunta: vamos ficar vendo tudo isso acontecer sem fazer nada? A internet tem limites. As ações da mídia estão se sofisticando. Vejam que o alarmismo quanto à economia está provocando ações precipitadas na indústria, no comércio, no setor bancário e até por parte de investidores internacionais, que estão reiteradamente sendo "avisados" para se afastarem do Brasil porque ele irá mergulhar em crise grave, e quando o governo Lula tenta conter o alarmismo acusam-no de querer esconder os problemas, de ser alienado e irresponsável. Pergunto de novo: é isso que interessa aos brasileiros, que sua imprensa diga ao mundo para não confiar na economia do Brasil? Mencionei a ONG que fundei e que presido, o MSM, porque penso que a única forma de enfrentar a mídia será mobilizando a sociedade para protestar nas ruas, por meio de manifestos e abaixo-assinados, por meio de panfletagem intensa por toda parte, de forma a denunciar os ataques que o país está sofrendo, ataques comandados por meia dúzia de mega empresários de comunicação e por dois partidos políticos (PSDB e PFL). Mais uma vez, proponho-me a fazer deste blog um motor de um levante nacional contra a mídia, de um levante pacífico, cidadão, de denunciação pública dos crimes que esses jornais, revistas, tevês, rádios, portais de internet estão cometendo. Mas tudo dependerá de vocês também, de acharem que chegou a hora de reagirmos. Algumas vezes fiz chamamentos aqui que receberam grande adesão. Outras vezes foram ignorados. Nem um bom volume de adesões alguns posts convocatórios tiveram. Por mim, tudo bem. Não estou em busca de trabalho voluntário. Tenho meu próprio trabalho, remunerado. Estou apenas me colocando à disposição para ajudar, com este blog, a promover um levante contra os crimes midiáticos. Se vocês aderirem deixando comentário aqui neste post se dispondo a se mobilizarem, sejam de onde forem, iniciarei um processo de organização de novas manifestações. Sei que em São Paulo, devido ao seu gigantismo, sempre há melhores possibilidades de juntar mais gente. Em outras partes do país, menos populosas, é mais difícil. Mas se envolvermos sindicatos, partidos, movimentos sociais nesta idéia, poderemos conseguir uma reação nacional à mídia. Ou podemos continuar aqui chorando as pitangas. 
http://edu.guim.blog.uol.com.br/ 

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