sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Cássio (PSDB-DEMo) instala clima de terror em CG e ‘máquina’ funciona a todo vapor


Campina Grande, a segunda maior cidade do Estado, considerada pólo de desenvolvimento econômico, referência da cultura popular e a única a disputar o segundo turno vive momentos de terror. Um violento esquema policial foi montado na cidade para devolver ao governador Cássio Cunha Lima e a sua família seu principal reduto político.

O Estado em toda plenitude instalou-se na cidade e utilizando todos os recursos do seu ilimitado arsenal de recursos está empenhado em assegurar a vitória ao candidato do governador. 

Sem pejo, sem nenhum recato e recorrendo à sua reconhecida capacidade de dissimulação, Cássio vem atropelando todos os limites da legalidade numa ação redobrada daquilo que foi realizado no pleito de 2006, reafirmando, assim, sua crença inabalável na impunidade.

Todo cenário foi montado para dar aspecto de legalidade ao pleito: convocação de tropas federais mesmo que aquarteladas, transferência do TRE para o município, plantão da Procuradoria Geral, auditorias do TCE, “flagrantes” de crimes eleitorais de uma polícia que só flagra o adversário, e tudo o mais que sirva para intimidar, constranger e impedir qualquer movimentação do “inimigo”.

São situações de puro terrorismo, com ruas interditadas onde nem mulheres e crianças escapam a ação “vigilante” dos fiscais de Cássio regiamente recompensados com sinecuras e outras gratificações patrocinadas pelo erário. 

Todo esse aparato de acinte a democracia montado diante dos olhos das autoridades constituídas que, com seu silêncio, omissão e conivência dão a sua contribuição para cada vez mais desmoralizar o instituto do voto por si só já bastante desmoralizado na Paraíba desde que se mantém no cargo um governador duplamente cassado.

São fatos deprimentes que remontam o Estado ao início do século passado quando as oligarquias davam as cartas e impunham o cabresto aos eleitores. 

Campina Grande vai reter na memória esse pleito de 2008, como aquele onde a lei da selva imperou para que um esquema político pudesse assegurar a sua sobrevivência, mesmo que ao custo de valores essenciais para qualquer sociedade.
 

2 comentários:

Anônimo disse...

Por que vc não divulga seu artigoo nas ruas de Campina. É a mais pura verdade !

Anônimo disse...

Vamos divulgar a verdade em nome da democracia verdadeira!