sábado, 1 de novembro de 2008

AS MICROONDAS E A LEITÃO

 

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AS MICROONDAS ESTÃO DANIFICANDO O CÉREBRO DE MÍRIAM LEITÃO Jornalista de mercado diz que "o governo está cedendo à sua compulsão estatizante de sempre"

Está muito hilária a coluna de Míriam Leitão, de ontem. Ela diz que "o governo deu um tiro no pé hoje com a Medida Provisória que permite aos bancos públicos comprarem bancos". Bom, se Leitão diz que foi "tiro no pé", desde já fico sereno. A jornalista, das Organizações Globo e "de mercado", é porta-voz privilegiada do que há de mais financista e predatório no Brasil. Tudo que ela diz e escreve deve ser lido com o sinal trocado. Mais adiante, Leitão afirma que essa "compulsão estatizante de sempre" do governo Lula resultou no aumento do risco Brasil que foi a 650 pontos, os juros futuros explodiram e a Bovespa teve circuit breaker. E segue o "terrorismo" de Leitão: "rumores circularam de que existem fundos e bancos com problemas". Esse alerta, certamente é um "furo" na concorrência. Notável. Vejam a desonestidade intelectual (e moral) desta senhora: ela corta o fio condutor dos fatos, isolando-os da realidade internacional, e daí para a frente passa a examinar a conjuntura solteira e singular, a partir do evento que denomina "compulsão estatizante de sempre". Imaginem, 650 pontos no risco Brasil. Imaginem, explosão de juros. Imaginem, circuit breaker. Imaginem, (e agora conta um segredo de polichinelo) "rumores circularam de que existem fundos e bancos com problemas". Leitão nacionalizou, abrasileirou, lulalizou a crise estrutural do capitalismo, edição 2008. A hecatombe financeira internacional não conta? Quem produziu a crise e seus efeitos foi o governo Lula, com a sua "compulsão estatizante de sempre"? Aliás, que "compulsão" é essa, Leitão? Lula nunca estatizou um banco de jardim, que fosse. Ao contrário, dá provas continuadas de que não se mete em política bancária, tendo emitido carta branquíssima ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para fazer o que bem entendesse, inclusive manter os juros básicos mais elevados do mundo, mesmo depois da eclosão da crise e mesmo face à tendência internacional dos BC's de diminuirem juros para aumentar a liquidez e o consumo. Sem falar no estímulo do BC à especulação perigosissíma com moedas futuras, que está quebrando mais de 200 empresas, inclusive a Sadia e as papeleiras guascas. É o reconhecimento desta irresponsabilidade mesmo que está na raiz do motivo da Medida Provisória que permite ao BB e CEF comprarem bancos privados. Lula deu uma de Gordon Brown (dizem que aí tem o dedo de Rousseff): se o mercado não é responsável por seus atos, o Estado o será. Leitão, finalmente, tem que parar de acreditar nestas agências de classificação, as mesmas que apontam 650 pontos no chamado risco Brasil. Se essas agências fossem idôneas e confiáveis teriam antecipado a tempo o "risco capitalismo mundial". Mas agora estão completamente desmoralizadas, e levam de roldão para a rua da amargura e do opróbrio as jornalistas "de mercado". Leitão, que passa o dia no celular recebendo pitacos furados de operadores temerários e investidores suspeitos, deve cuidar com a exposição prolongada às microondas do telefone móvel. Houve caso em que o usuário de risco – como ela – teve o cérebro cozinhado pelo celular. Coisas da vida”

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