quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Crise se combate com mercado interno, produção e Estado forte, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta terça-feira (4) que o investimento na produção, a recuperação do Estado como indutor do crescimento e a expansão do mercado interno brasileiro (mais pessoas com poder de compra) garantem ao país condições de atravessar a crise financeira internacional sem grandes abalos. "Vamos trabalhar com empresários brasileiros para que eles não parem suas obras, porque essa crise pode trazer percalços momentâneos, como a recessão na Europa e nos Estados Unidos. Alguns setores exportadores perderão um pouco e terão de procurar novos mercados. Mas temos potencial de mercado interno que poucos países têm, temos uma sociedade ávida para comprar. Temos milhões que querem carro, geladeira, televisão, casa. Coisa que o mundo desenvolvido conquistou e não conquistamos." Segundo Lula, a crise precisa do remédio correto. "Temos que olhar como médico responsável, saber que a doença tem gravidade, mas se a gente der o remédio correto, não precisamos ficar fazendo apologia da morte, torcendo para que crise chegue ao Brasil."O presidente participou da inauguração da segunda casa de força da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, Pará. De acordo com o governo federal, a Hidrelétrica é considerada a maior usina genuinamente brasileira e fornece energia a 40 milhões de pessoas. Lula estava acompanhado da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), e dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Carlos Lupi (Trabalho) e Edison Lobão (Minas e Energia). Papel do Estado Ao discursar, voltou a destacar a importância do Estado na crise. "Durante trinta anos os que foram vítimas da crise, não os trabalhadores que perderam casas nos Estados Unidos, mas os governantes, venderam idéia de que não precisávamos de governo, de Estado. (...) Quando viram que o mercado quebrou por irresponsabilidade, porque fizeram do sistema financeiro um cassino, querendo ganhar dinheiro sem construir uma parede, um tijolo, ganhando dinheiro trocando papel, quando perdem é ao Estado que todos pedem socorro." Lula disse que o Brasil vai reagir à crise mantendo os investimentos em obras de infra-estrutura. "O governo federal não vai parar uma obra do PAC, todas elas serão mantidas. (...) Tem gente torcendo para a crise chegar e vamos reagir mantendo as obras, incentivando a produção, fazendo com que o crédito chegue. (...) Por isso, peço que ningém pare os investimentos. Na hora que o vendaval passar, que estiver mais preparado vai mudar o jogo." Ele citou ainda que alguns setores fazem "apologia da crise". "Na verdade, eu só sobrevivi porque enfrentei crises. É mais uma crise na minha vida, que não é nem minha, é dos outros. Mas cabe a mim trabalhar não com otimismo exagerado, mas tampouco para prever a desgraça antecipada. E essa inauguração [da expansão da usina] é exemplo de que enquanto alguns fazem apologia da crise, estarei inaugurando obras. Porque contra a recessão só tem uma solução, mais produção."
E a propósito: Que tal José Alencar para Presidente e Lula para Vice?
http://www.pt.org.br/portalpt/index.php

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