Ser covarde, é...

Ser covarde, é...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Odeio papai noel

Odeio papai noel, não por motivos culturais, nem religiosos. Meu ódio é pelo mal que ele representa por sustentar mentiras. As mentiras são as mais diversas como a que diz que ele vai trazer presentes. Os pais têm um esforço imensurável para dar um presente e o velho mentiroso é que fica com os créditos. Tem também a maldosa mentira que diz que se o menino se comportar, receberá presentes. Pura maldade com os pobres, que por mais que se comportem, nada receberão, a não ser em alguns casos onde há a solidariedade da sociedade organizada. Não me preocupo se ele é mais lembrado que Jesus Cristo, pois Ele tem poderes para desmanchar essa farsa quando bem entender. A minha preucupação é quando a mídia invade a minha casa e de forma manipuladora, determina como devo gastar o meu 13º, que não devo me atrasar para comprar os presentes e que depois desse gasto todo, não devo me individar. Como? É mágica? E por que ela não revela esse segredo? O Natal é tão manipulado que a população não consegue perceber a enorme contradição em relação ao papel do velho parasita e os pais de familia. Se é papai noel que vai trazer os presentes, por que devo comprar? Não seria o caso de esperarmos que além de ele trazer os presentes das crianças não trouxesse os nossos, já que somos filhos dele tambem??? É constrangedor para mim, ver esse mar de propagandas mostrando pessoas felizes ocnsumindo, que ao mesmo tempo que vejo a propaganda consigo ver por esse país a fora, figuras de pais sofrendo nos postos de trabalho formais ou não, que sabem que não poderão participar desse chamamento. Sem panetone, sem ceia, sem presentes. É assim que milhões de pessoas passam a noite de natal e por incrível que pareça, a dor delas não sai nos jornais. No nosso natal não tem vaga para sofrimento, a ordem é extravasar, mesmo que o nascimento dEle tenha sido em meio a sofrimentos, perseguição e mortes. Nunca aceitarei a presença desse safado em minha casa, que me chamem de revoltado, não importa. Sei que nada poderei fazer para desmascará-lo, mas tambem não cederei um só milímetro das minhas convicções. Certa vez escutei Tadeu Nascimento, um apresentador de TV cearense, ele lia um poema que tratava da revolta de uma criança com papai noel, depois que seu pai fora preso por furtar um brinquedo para lhe presenteiar na noite de natal. É assim que vejo os pais de familia nas noites de natal com prisão em presidios ou não, depois que presenteiam seus filhos. Ficam prisioneiros nas operadoras de cartão de crédito, bancos e até nas empresas em que trabalham. Então, por tudo que falei, posso encher meus peitos e gritar: EU ODEIO VOCE, PAPAI NOEL!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Que os pobres louvem os pobres

Os governos Lula fizeram uma política dos pobres, e é ela que constitui o quebra-cabeça sem solução para a oposição.
*Giuseppe Cocco
PELA PRIMEIRA vez a economia brasileira não foi abalada pelo choque exógeno. Outra grande inovação: o Brasil se tornou um ponto de referência -ao mesmo tempo- do processo constituinte que atravessa a América do Sul e dos esforços de democratização da governança mundial da globalização. Como nas economias centrais (mas sem precisar mobilizar o mesmo volume de recursos), o governo Lula interveio para restaurar o crédito e subsidiar a produção industrial. Mas a verdadeira novidade é que as políticas sociais são hoje o motor da retomada do crescimento. Um numero crescente de estudos já indicava que as transferências de renda (em particular o programa Bolsa Família) contribuíam para a redução sem precedentes da desigualdade de renda e para a pujança do consumo dos pobres (que as estatísticas chamam de "classes D e E"). Pesquisa do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) revelou a existência de um potente coeficiente multiplicador: o aumento de R$ 1,8 bilhão do Bolsa Família (em 2005 e 2006) provocou um crescimento adicional do PIB de R$ 43,1 bilhões. A transferência de renda não apenas reduz a desigualdade mas também mobiliza o trabalho (cria riqueza). Lembremos agora as duas grandes críticas ao primeiro governo Lula. A dogmática neoliberal gritava pelas "portas de saída", contra transferências de renda desfocadas e assistenciais. A doxa desenvolvimentista esnobava a "esmola" e gritava pela mudança radical de política econômica. São dois fundamentalismos -opostos entre eles- que criticam o governo Lula em nome de uma mesma fé na moeda: "In God we trust" está gravado nas notas do dólar, "Deus seja louvado" naquelas do real. Para uns, o mercado é Deus, com suas taxas de juros (e lucro). Para outros, Deus é o Estado e suas taxas de crescimento (industrial) e pleno emprego. Nos dois casos, o critério de justiça é transcendental: o dinheiro é divinizado. Nele, o valor assume uma existência soberana. A vida vai depender do dinheiro, e não o dinheiro da vida. Claro, as duas justiças não são equivalentes: a religião do mercado não distingue entre ganhos financeiros e lucros industriais -para seus sacerdotes, Lula é o diabo que inferniza o paraíso terrestre dos ricos. A dogmática do Estado afirma a necessária inclusão dos pobres pelo emprego industrial. No segundo caso, chega-se até a indignar-se diante da miséria. Não por acaso, os desenvolvimentistas constituem vertente importante do governo. O problema é que eles enxergam Lula como um anjo que, descendo à Terra, deveria aplicar a justiça: decretar a baixa das taxas de juros para o crescimento econômico criar empregos e riqueza. Só que a economia real comuta as duas razões transcendentais: as taxas de juros podem ser substituídas por aquelas da inflação, e vice-versa. A fé no poder abstrato da moeda não nos diz nada das relações de força que significam quanto ela "vale", quer dizer, da moeda enquanto relação social. O horizonte de outra política depende, pois, da ruptura dessa comutação, quer dizer, de quanto a mobilização democrática é capaz de manter a moeda dentro de seu sistema de significação sem deixar que seja arrastada do lado da fé e da transcendência. Essa ruptura não depende da aplicação de um critério abstrato de justiça, mas da produção de uma outra justiça: não mais o valor do soberano (seja ele o mercado ou o Estado), mas aquele dos pobres: dos muitos enquanto muitos. Foi a política social que permitiu fazer a necessária (e ainda moderada) inflexão na política econômica (o PAC e a amplificação dos outros investimentos sociais de educação e saúde) sem que a chantagem da inflação se reconstituísse. Não se trata nem de macro nem de microeconomia, mas da mobilização democrática e produtiva da multidão dos pobres. Os governos Lula fizeram uma política dos pobres, e é ela que constitui o quebra-cabeça sem solução para uma oposição estonteantemente incapaz de inovação. A política dos pobres torna obsoletas as equações econômicas: o 0,8% do PIB (em transferências de renda: Bolsa Família e Beneficio de Prestação Continuada) é muito mais potente do que os 6% gastos em juros da dívida pública. A justiça não depende mais de um anjo que desça do céu, mas da metamorfose de todos os homens em anjos. Nas notas do real poderemos escrever: "Que os pobres louvem os pobres". Nas eleições de 2010, será necessário dar mais um passo na direção que leva do 0,8% ao 6%, quer dizer, a constituição de uma renda universal incondicionada para os mais pobres.
GIUSEPPE COCCO , 53, cientista político, doutor em história social pela Universidade de Paris, é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autor, entre outras obras, de "MundoBraz: O Devir Brasil do Mundo e o Devir Mundo do Brasil".

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O blog FBI inexplicavelmente foi removido

Tentei acessar o Blog FBI - Festival de besteiras da imprensa e com espanto vi a seguinte mensagem: O blog foi removido Desculpe, o blog em festivaldebesteirasdaimprensa.blogspot.com foi removido. Esse endereço não está disponível para novos blogs. A mensagem aparece depois que a gente clica no link http://festivaldebesteirasdaimprensa.blogspot.com/. Recebi um e-mail de Lilian, com a seguinte mensagem: O blog FBI foi removido pelo Google hoje. Sem mais nem menos. As últimas notícias falavam sobre o acidente do Rodoanel e sobre mais abóboras da Miriam Leitão. Se puder, confira, e divulgue a notícia. Muito grave essa intervenção. Censura? Não sabemos. O que entendemos é que depois de derrubarmos a ditadura militar, não podemos ficar calados diante dessa vergonhosa atitude. O Brasil mudou, o povo avançou, a internet cresceu e favoreceu uma imensa camada da população com informações tão necessárias quanto rápidas. Deixo aqui meu registro de protesto e espero que o erro seja consertado. A Internet é uma conquista para todos e não para uns poucos que se acham donos das mentes da população.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quando os dados importam mais que as palavras

ÍTENS
FHC -PSDB
Lula - PT
Risco Brasil 2.700 Pontos 200 Pontos
Salário Mínimo 78 Dólares 210 Dólares
DÓLAR 3,00 Reais 1,78 Reais
DÍVIDA FMI Não Mexeu PAGOU
INDÚSTRIA NAVAL Não Mexeu RECONSTRUIU
UNIVERSIDADES NOVAS Nenhuma 10
EXTENSÕES UNIVERSITÁRIAS Nenhuma 45
ESCOLAS TÉCNICAS Nenhuma 214
VALORES E RESERVAS DO TESOURO NACIONAL 185 BILHÕES DE DÓLARES NEGATIVOS 160 BILHÕES DE DÓLARES POSITIVOS
CRÉDITOS PARA O POVO - PIB 14% 34%
ESTRADAS DE FERRO Nenhuma 3 (Em Andamento)
ESTRADAS RODOVIÁRIAS 90% Danificadas 70% Recuperadas
INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA Em baixa 20% Em Alta 30%
CRISES INTERNACIONAIS 04 - Arrasando o País Nenhuma pelas Reservas Acumuladas
CÂMBIO FIXO: ESTOURANDO O TESOURO NACIONAL FLUTUTANTE: COM LIGEIRAS INTERVENÇÕES DO BACEN
TAXA DE JUROS SELIC 27% 11%
MOBILIDADE SOCIAL 2 MILHÕES DE PESSOAS SAIRAM DA LINHA DE POBREZA 23 MILHÕES DE PESSOAS SAIRAM DA LINHA DE POBREZA
EMPREGOS 780 MIL EMPREGOS 11 MILHÕES DE EMPREGOS
INVESTIMENTOS EM INFRAESTRUTURA Nenhuma 504 BILHÕES DE REAIS PREVISTOS ATÉ 2010
POLÍCIA FEDERAL 80 Prisões 2.750 PRISÕES
MERCADO INTERNACIONAL SEM CRÉDITO PARA COMPRAR UMA CAIXA DE FÓSFOROS INVESTIMENTO GRANDE
Helio Jampa

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Efeito 2016: Folha prepara o Golpe


Do Blog Democracia e Politica


FOLHA (DE NOVO) SUTILMENTE PREPARA O CAMINHO PARA O GOLPE MILITAR Efeito 2016: Folha publica pesquisa questionando voto popular. "Temendo a derrota de seu candidato José Serra, que não decola nem nas pesquisas de seu instituto particular, Otavinho Frias partiu de vez para o tudo-ou-nada. Na edição deste domingo, a Folha de São Paulo estampa como manchete o resultado de uma pesquisa produzida por seu instituto questionando a legitimidade dos resultados das eleições no Brasil. Segundo a pesquisa, estaria provado que nada menos do que 17 milhões de brasileiros venderam seus votos, pelo menos uma vez. A consagração do presidente Lula pela conquista das Olimpíadas Rio 2016, pode ter sido a gota d’água para a operação tudo-ou-nada. O artigo é de Fernando Carvalho. Lendo a manchete principal do jornal Folha de São Paulo desse domingo, ficamos sabendo que o seu dono, Otavinho Frias, mandou que o seu instituto particular de pesquisas, o DataFolha, produzisse uma enquete que questionasse, pudesse anular ou que pelo menos, justificasse mais tarde, que os resultados das próximas eleições para presidente, governadores e parlamentares não poderiam ser aceitos. Obediente, o instituto Datafolha teria cumprido a ordem do chefe e entrevistado dois ou três milhares de pessoas em várias cidades do país, fazendo a seguinte pergunta: “alguma vez você votou em alguém em troca de alguma coisa”? Segundo o jornal do Otavinho, se considerarmos o resultado encontrado pelo instituto do Otavinho, em proporção com a população do Brasil, estaria provado pelos cálculos dos cientistas empregados pelo Otavinho, que nada menos do que 17 milhões de brasileiros venderam seus votos, pelo menos uma vez. Isso bastou para que o Otavinho, mandasse seus jornalistas, colocarem na primeira página de seu jornal, hoje, algo inédito. E que vai engrossar o já extenso currículo de pioneirismo da Folha pois nunca antes neste país, um jornal, alegando possuir “pesquisas científicas”, havia questionado o regime democrático de realizar eleições. Ou seja, para o Otavinho, sua “pesquisa científica” provaria que tudo aquilo que acontece no dia das eleições seria uma autentica palhaçada, algo sem valor. Não valeria nada o trabalho dos juízes eleitorais, dos procuradores da justiça eleitoral, dos mesários, dos policiais, dos tribunais regionais eleitorais e do Tribunal Superior Eleitoral. Tudo seria uma tremenda bobagem, uma falcatrua, inclusive o acompanhamento de especialistas e de representantes dos parlamentos de todo o mundo, que reconhecem sempre o excelente grau de lisura das eleições no Brasil. Para o Otavinho, isso tudo é bobagem. É mentira. É bobagem para o Otavinho, principalmente, essa história de “vontade do povo”, expressa não só nas urnas, mas nos bilhões de horas de trabalho ou de descanso que foram gastas pelos milhões de brasileiros que, a cada dois anos, ficam nas filas das seções eleitorais, ou se deslocando até o local das urnas. Para o herdeiro da Folha de São Paulo, tudo o que foi e será considerado como “vontade popular”, não valeu nada. Não valeriam nada portanto, por esse raciocínio e seriam apenas papel sem valor, os mandatos que a Justiça Eleitoral do Brasil forneceu ao presidente da república, ao vicepresidente, aos senadores, deputados,vereadores e aos prefeitos e seus vices. E não valeríamos nada, nós brasileiros. Pois, das duas uma: ou somos fraudadores de eleições, do tipo que compra ou vende votos, ou somos milhões de ingênuos que acreditamos num sistema assim e ficamos quietos. Quem duvidar ou reclamar das “pesquisas científicas” do Otavinho é porque rouba eleições. Os demais, que seriam os honestos, mas ingênuos, que não vendem o seu voto, deveriam aderir à oposição e ao golpe midiático que a Folha e outros jornais pretendem dar no governo no presidente Lula desde o primeiro dia de seu mandato, sem medo de serem acusados de golpistas, porque, segundo as “pesquisas do Otavinho”, as eleições não valeriam nada mesmo. A bem da verdade, o pioneirismo da Folha para contestar os resultados das eleições é bem mais antigo. E o Otavinho não seria assim, um pioneiro. Em 1964 , Otávio Frias, o pai do Otavinho, dono da Folha, também contestou o mandato legitimo do presidente da República e de centenas de governadores, senadores e deputados, com uma pesquisa desse tipo. Mais eficiente que seu filho, ele conseguiu que milhares desses mandatos populares, obtidos nas urnas em todo o Brasil, fossem retirados à força de seus detentores, sem processo, sem julgamento, convencendo maus militares a trabalharem sob suas ordens e inspiração, instalando no país uma ditadura que durou mais de 20 anos. Muitos dos que se tornaram “sem-mandato”, foram presos, torturados e mortos. A Folha também foi pioneira na colaboração com um regime de exceção, pois, ao invés de combater com suas idéias aos usurpadores do poder, que censuravam a própria imprensa, o falecido Otávio Frias, pai do Otavinho, colaborou ativamente com os ditadores, aprovando e apoiando todas as barbaridades cometidas contra a população, como o arrocho salarial, a hipoteca das pequenas propriedades rurais, a perda dos direitos trabalhistas e à liberdade sindical. Para fazer esse trabalho sujo de manipulação da opinião pública, Otavio Frias ganhou, sem licitação, tal como o Globo, o Estadão e outros jornais, gigantescas verbas de publicidade dos governos federal, estaduais e municipais. Essas verbas formaram as imensas fortunas que usufruem agora o Otavinho e os herdeiros dos Marinho, dos Mesquita, dos Sirotsky, dos Sarney, dos Collor, dos Maia e várias outras famílias que dominam a mídia que colaborava com a Ditadura nos estados. Mas o fato que mais marca com o pioneirismo o currículo da Folha de São Paulo a nível internacional, foi a colaboração que o jornal prestou à ditadura transportando presos políticos, muitos deles torturados, que depois apareceram mortos ou estão até hoje desaparecidos, em caminhonetes de entrega de jornais. Uma operação chamada OBAN, Operação Bandeirantes, realizada pelo exército em colaboração com empresários, para despistar juízes e familiares que procuravam em vão pelas vítimas nos quartéis para onde haviam sido levados ilegalmente. Essa, nem os jornais que apoiavam o governo de Adolf Hitler fizeram. Transportar presos políticos em carros de entrega de jornal. É pioneirismo puro. Mas uma vergonha que manchou inapelavelmente o currículo da Folha e que ainda está impune. "Comentários dos leitores" Outro movimento dessa ofensiva "tudo-ou-nada" aparece nos “comentários dos leitores”que a Folha seleciona (ou será que ela mesma produz?) e coloca embaixo das matérias que está publicando nesse momento em sua versão on-line: todos eles vinculam a fraude nas provas do ENEM com a possível fraude nas próximas eleições... Mereceu pouco destaque o fato de que o Grupo Folha é parceiro da gráfica contratada para imprimir a prova (a Plural é uma parceria do Grupo Folha com a empresa americana Quad/Graphics). Mais uma tentativa do Otavinho de desgastar o presidente Lula frente aos jovens, justamente o presidente que criou o ProUni, que dá bolsas aos alunos pobres e descendentes dos escravos que os antepassados de pessoas como Otavinho devem ter comprado e vendido aos montes, quando o Brasil era uma colônia e depois um império. Um império onde mandavam não aqueles que fossem escolhidos em eleições que Otavinho contesta e seu pai já contestava e fez deixar de terem validade por 21 anos, mas aqueles que teriam o direito divino, dado por Deus, de mandar por serem de “melhor raça”, “melhor berço”, mais ricos e prósperos e portanto, mais inteligentes e capacitados para mandar. Com a palavra, as autoridades. Liberdade de imprensa é uma coisa. Manipular a realidade, corromper pessoas, transportar presos em caminhonetes, ganhar fortunas sem licitação é outra. Os excelentes resultados dos seis anos e meio de governo do presidente Lula nos campos econômico, social e político já estavam fazendo nos últimos dias o herdeiro da Folha a radicalizar nos ataques e ofensas pessoais a Lula. Mas agora, temendo a derrota de seu candidato José Serra, que não decola nem nas pesquisas de seu instituto particular, exatamente por que o povo brasileiro associa sua imagem aos anos de desemprego, miséria e corrupção de Fernando Henrique Cardoso, Otavinho Frias partiu de vez para o tudo-ou-nada. A consagração do presidente Lula pela conquista das Olimpíadas Rio 2016, pode ter sido a gota d’água que precipitou essa nova crise de demência. Com a palavra as entidades dos pesquisadores, dos sociólogos, dos cientistas políticos, dos estatísticos, matemáticos e outros afetos a esse ramo da ciência e da pesquisa de opinião. Com a palavra o Ministério Público Federal, a Justiça Eleitoral, os parlamentares, os governadores e prefeitos atingidos, cujos mandatos Otavinho colocou sob suspeita, com suas “pesquisas científicas”. Tanto os mandatos dos políticos do governo como os da oposição. Com a palavra, principalmente, o presidente Lula, que sofre calado ataques e xingamentos dos jornalistas pagos pelo Otavinho, há mais de 30 anos. E que depois de assumir a presidência, temendo ser acusado de atentar contra a liberdade de imprensa, tem permitido calado e de forma a meu ver equivocada, que gente como o Otavinho, continue ofendendo, não só a ele, mas o seu mandato popular, as instituições democráticas e próprio povo brasileiro. Com a palavra, principalmente, nós os leitores de jornais do Brasil, mesmo aqueles que, sendo de oposição, teriam obrigação de nunca mais anunciarem ou comprarem um jornal com o currículo que Otavinho e seu pai fizeram injustamente a Folha e seus competentes profissionais ostentarem para o resto de suas vidas. Daqui para frente, nem que eu leia outro jornal de oposição: mas a FOLHA, NÃO!"
FONTE: texto do jornalista Fernando Carvalho, enviado de Madri, publicado hoje (05/10) no portal "Carta Maior" (exceto o título, acrescentado por este blog).

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Lina Vieira: Sem Provas e Sem Vergonha!

Sem provas, Lina Vieira vira ‘joguete’ entre base e oposição A oitiva da ex-superintendente da Receita Federal, Lina Vieira, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, nesta terça-feira (18), demonstrou ser parte da disputa do poder que vai acontecer nas eleições de 2010. Por diversas vezes, a convidada foi esquecida para dar espaço a debates acirrados entre os senadores da base governista e oposicionistas sobre os dois principais candidatos na disputa – José Serra, do PSDB, e Dilma Roussef, do PT.
Agência Senado
Lina Vieira, "sem provas"; Demóstenes Torres, "autoritarismo" para garantir depoimento.
Em seu depoimento, Lina Vieira disse que não tem registro e nem lembrança da data e horário do suposto encontro entre ela e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, quando ela teria pedido a Lina que agilizasse o processo do filho do Sarney (José Sarney, presidente do Senado). Disse ainda que não comentou com ninguém, nem em casa e nem no trabalho, fazendo questão de destacar que era a palavra dela contra a da ministra.
Ela decepcionou a oposição que esperava dela provas ou testemunhas do que dizia. Ela também não soube explicar como o assunto chegou ao conhecimento dos jornalistas da Folha de São Paulo, que publicaram matéria sobre o suposto encontro dela com a ministra Dilma.
Segundo ela, os jornalistas já sabiam do assunto quando a procuraram pedindo que confirmasse o encontro e o assunto. Isso só aconteceu depois que ela foi exonerada do cargo, em 17 de julho último. O suposto encontro dela com a ministra Dilma teria ocorrido, segundo ela, no final do ano passado.
Ela disse que nos 10 minutos que durou o encontro, “ouviu, se retirou e não deu retorno”, acrescentando que não tomou nenhuma providência, mesmo porque a Justiça já tinha orientado a Receita para agilizar o processo.
Em seu depoimento inicial, ela dedicou a maior parte do tempo a contar a história de sua trajetória profissional, destacando que não tem mágoa de ter sido exonerada do cargo de Superindentende da Receita Federal.
“Não busquei e nem desejei essa polêmica e nem almejo disputar qualquer cargo eleitoral”, acrescentando que “não vim a essa comissão fazer jogo de A ou B. Não tenho interesse em alimentar polêmica e prejudicar ninguém, mas não abro mão da verdade.”
Lina se recusou a falar sobre a Petrobrás, dizendo que não estava preparada para falar sobre o assunto. Essa foi outra decepção para a oposição que, ao ser vencida na CPI da Petrobrás, conseguiu aprovar requerimento garantindo a ida de Lina Vieira à CCJ.
Bate-boca
A convocação de Lina Vieira à CCJ foi motivo de bate-boca e discussão no início da reunião. O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), apresentou questão de ordem alegando que a CCJ não era o fórum apropriada para ouvir a ex-superintendente da Receita Federal.
Se ela fosse falar sobre matéria econômico-tributária, o forum apropriada seria a Comissão de Fiscalização e Controle e se era sobre a investigação contra Sarney, seria a Comissão de Ética.
O presidente da Comissão, Demóstenes Torres (DEM-GO), disse que não considerava como questão de ordem e não aceitava o requerimento. E manteve a convocação de Lina Vieira, que chamou a depor depois de quase duas horas de debate entre os senadores.
Os governistas queriam que o Presidente permitisse que o Plenário da Comissão votasse o recurso de Jucá. Demóstenes manteve sua posição e ainda provocou Jucá dizendo que ele podia recorrer até ao STF (Supremo Tribunal Federal).
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) acusou o Presidente de estar usando partidariamente a comissão.
José Agripino (DEM-RN) admitiu que a ida de Lina podia abrir precendente para convocar a ministra Dilma para ser ouvida na Comissão.
Jucá protestou, insistindo que não é competência da CJJ tratar de assuntos pertinentes à Receita Federal e que a Comissão estava extrapolando suas funções. “É importante que fique claro quais as atribuições (da CCJ), para que no futuro não se repita a situação e a Comissão de Constituição e Justiça se torne um tribunal de inquisição e delegacia de polícia”, disse Jucá, para quem a Comissão pode virar um feudo de partido político para retaliar e perseguir.
Ato de força e autoritarismo
Almeida Lima (PMDB-SE) criticou a decisão de Demóstenes, destacando que “depois de atos secretos, vamos ter atos assombrados, que vão pairar sobre nós, no limbo.” O senador Renato Casagrande (PSB-ES) também fez críticas ao Presidente da Comissão, dizendo que a decisão dele não era justa e nem acertada. “Essa decisão pode gerar singularidades e situações em outras comissões que pode prejudicar o Senado”, alertou.
Demóstenes admitiu que se colocasse o recurso de Jucá em votação no plenário seria derrotado e abortaria todas as outras convocações posteriores. A fala foi recebida como um ato de força e autoritarismo de Demóstenes.
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) alertou Demóstenes de que ele não pode confundir questão jurídica com questão político-partidária e que estava exorbitando de suas funções.
Renan Calheiros (PMDB-AL) pediu equilibrio do governo e oposição, esclarecendo que “essa reunião é sobretudo do caráter político, uma tentativa de impor ao presidente Lula e à ministra Dilma um desgaste”, relembrando o caso dos cartões corporativos e da Petrobrás.
De Brasília
Márcia Xavier.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Se as esquerdas tiverem juizo....

Se as esquerdas tiverem juizo.Bem, estamos próximos do final do ano e cresce a passos largos a campanha para a presidencia da República em 2010. Pesquisa fresquinha, mostra José Serra a frente de Dilma e de Ciro Gomes. A fatura está fechada em favor de José Serra, já que ele mantem a posição de pole position desde o final da última eleição em 2006? Muito pelo contrário, todas as pesquisas divulgadas, mostram um candidato travado, enquanto que outros crescem. O Presidente Lula com certeza influirá decisivamente em favor do seu candidato agora, uma vez que é o seu cargo que está em jogo e mais que isso, é um projeto politico que está dando certo e mudanças nessas horas são temerosas, quanto mais parecido puder ser o próximo presidente do atual, melhor para o eleitor. O Presidente Lula fala sempre em alternancia do poder, o que para mim, essa alteranncia não se dará se for mantida o atual status da aliança, tornando-se necessária, a mexida nas pedras do xadrez. O apelo do Presidente pode ser entendido até por uma mudança de projetos, o que infelizmente poderá se dar pela volta dos Dem-tucanos. Estou com a primeira opção, já que percebo uma saturação do PT no poder, e tambem por ele não ter conseguido aproveitar a onda vermelha, ter crescido e se mostrado como personagem principal da transformação que o País teve nesses últimos anos. Se o PT não se mostra como alternativa, o mesmo se dar pelo PSDB e em até pior situação, já que ele junto do DEM, são os partidos mais corruptos do Brasil, segundo o TSE. Hoje, as esquerdas são a maioria, prova cabal que o povo não mais suporta propostas atrasadas. O povo quer avançar, mas fica confuso em meio aos nomes existentes. Nesse momento, em que mudar não é preciso, mas que por força de Lei é obrigatória, seria importante que as lideranças tivessem a mesma capacidade de dissertimento que os seus liderados têm. Afinal de contas, se as esquerdas tiverem juizo, vão manter a atual aliança, só que com mudanças nos papeís.

domingo, 9 de agosto de 2009

A vaca indo pro brejo?

Parece que aos poucos a vida dos Demo-Tucanos está se desmoronando. Donos de uma conduta ilibida? no passado, principalmente quando o Governo Federal enfrentava uma crise na era do mensalão?, agora, que já fora provado que nem o mensalão existiu e que a crise era uma marolinha, os olhos de "delator" se viram fatalmente contra os acusadores. São muitos os problemas e por mais que a mídia indecente tente cobrir o sol com a peneira, ela deixa escapar o óbvio: A corrupção grassa no ninho tucano.
São muitos os golpes acusados por eles nos últimos dias, como suspeita de irregularidades na obra do Metrô, apontando remessas ilegais de dólares em conta na Suiça com o devido bloqueio e o consequente esvaziamento de abastecimento de financiamentos para a campanha politica de José Serra, apontamento pelo MPF da Governadora Yeda (Cruzes) como integrante de quadrilha criminosa, o pedido pelos senadores de cassação do mandato de Artur Virgilio por quebra de decoro parlamentar, além, é claro da derrota na quebra de braços contra José Sarney. O DEM, segundo o TSE, é o partido mais corrupto do Brasil, seguido pelo PMDB e PSDB. Eles são, digamos assim, os partidos que numa competição esportiva, têm vaga no pódium. No embate, PTxPSDB vale muito a performance dos aliados no tocante a ficha limpa, sendo assim, não é dificil prever quem se sairá melhor. Avança mais, quem é mais maneiro, quem tem menos explicação a dar sobre as suas peraltices, e nesse tocante, DEM-Tucanos, tem muito o que explicar, já que proposta com contéudo, não é a seaara deles, e nesse caso, a vaca vai bro brejo, ou melhor, os tucanos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Conselho de Ética arquiva denúncias contra Sarney

Atos secretos?
Segundo o Senador Wellington Salgado (MG) todos os líderes no Senado sabiam das decisões, que ora são chamadas de "Atos Secretos".
Hoje, dia 05 de agosto, José Sarney se defendeu e acusando ao mesmo tempo, os ex presidentes, como responsáveis pelos atos secretos no passado, que tem relevancia no presente. Acho que, antes que alguém fale em pizza, condenar alguém por simples recortes de jornais, é demais da conta, né não? E, para ser mais esclarecedor, antes que os dedos em riste apontem para alguem, não é dificil dentro da Administração do Senado, comprovar a defesa do José Sarney ou a veracidade das acusações dos senadores. Afinal de contas, em primeiro lugar os atos não eram nada secretos, eles apenas não eram divulgados na Intranet, ou ainda não assinados pelo presidente, mas que tinham o aval de outros diretores do Senado e, sempre, serviam a interesse dos nobres colegas com assentos no Senado Federal.
O Conselho de Ética do Senado arquivou as representações contra Sarney, mas a coisa não acaba aqui, vem desdobramentos nos próximos dias, já que o Presidente do PSDB ameaçou ir as ruas em marcha, liderada pelos senadores Tasso Jereissati, o coronel do Ceará, Cícero Lucena, o chefe da confraria na Paraiba, entre outras personalidades de moral ilibada??
A mídia por enquanto silenciou, mas esse silencio pertuba, já que ela foi colocada em suspeição, e acusada de armar denúncias. A denúncia de José Sarney teve guarida, é tanto que umas das representações contra ele, eram recortes de jornais, o que foi invalidada. Esperamos o que vai acontecer nos próximos dias, já que o PMDB representou contra Artur Virgilio (PSDB-AM), e que Simon deve representar contra Collor. Parece que ali, motivo não falta para alguém detonar alguém, o que falta é a oportunidade. É como na música de Chico Buarque: "de tudo que era lado vinha um bom motivo para te esfolar". Yeda Cruzes!!!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Sarney e os Hipócritas do Senado

Sarney e os Hipócritas do Senado escrito por Guina em 30/07/2009.

Todos dias assistimos atônitos aos inúmeros problemas vividos pelo atual presidente do Senado, o José Sarney. Cada dia que passa pipocam mais e mais "rolos" envolvendo seu nome ou alguém da sua família. E no meio desse barulho todo, eis que também vemos a cara-de-pau de outros senadores posando de "maoralistas da pátria" com a clara intenção de se aproveitarem politicamente dos problemas de Sarney para tentar iludir a opinião pública. Ora, que os problemas envolvendo José Sarney são vergonhosos, creio que todo o país concorda. Mas o que dizer daqueles que o estão atacando? Será que possuem mesmo moral para isso?
Vejam abaixo (com os links), alguns exemplos dos senadores que estão "descendo o pau" no Sarney:

Irmã de assessor de Arthur Virgílio foi nomeada por ato secreto
Arthur Virgílio confirma ter recebido empréstimo de Agaciel Maia
Heráclito Fortes paga até hora extra para filha de FHC trabalhar em casa
Tasso Jereissati paga avião fretado com dinheiro do Senado

Bem, esses são só alguns exemplos de como a hipocrisia barata reina no Congresso Nacional, pois os "digníssimos" senadores acima são os mesmos que aparecem a todo instante no rádio e na TV para posarem de "moralistas" e atacarem o Sarney.
Com que moral eles fazem isso se cometem atos idênticos?

Quem eles acham que podem enganar? Será que o povo brasileiro é trouxa de imaginar que os mesmos que cometem irregularidades possuem condição de criticar os outros? Infelizmente, a realidade é uma só: ou se faz uma reforma profunda na estrutura política deste país ou de nada vai adiantar tirar o Sarney da presidência do Senado. A saída dele seria apenas um ato moral e ético para satisfazer momentâneamente a opinião pública. Nada além disso. Imaginar que um bando de Senadores, enrolados até o pescoço com os mesmo problemas que o Sarney possui, vá moralizar alguma coisa no Congresso é "conversa pra boi dormir". Chega de hipocrisia! Só uma profunda reforma política vai dar jeito em Brasília. O resto é "fumaça" feita por aproveitadores tão cheios de "rolos" quanto quem eles atacam.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Schumacher de volta, Lula lá na Paraiba, melhor dizendo aqui.

Schumacher substitui Massa e volta à F1 no GP da Europa em Valência
O site oficial da Ferrari anunciou que Michael Schumacher vai correr o GP da Europa no lugar de Felipe Massa. O alemão convocou a imprensa para uma entrevista coletiva.
Será uma oportunidade para sabermos porque a Ferrari caiu tanto ou se foram as outras equipes que evoluiram. Felipe Massa, pelo que aparenta é bem diferente de Rubens e Schumacher. Um, reclama muito e nada mostra. O outro faz muito e não dá mole para a equipe. A Ferrari tem errado muito, desde que Schumacher parou de correr e não é exagero dizer que Massa não foi campeão no ano de 2008, por pura negligencia dela. Vamos ver no que dá, eu confesso, sou fã de carteirinha dos dois Felipe e Shumacher e torço para que os mesmos tenham sucesso nas pistas.

Lula na Paraiba.
O Presidente Lula esteve aqui na Paraiba, ontem 28, para inaugurar (oficialmente)o Instituto Federal de Educação Tecnológica em Campina e a duplicação da BR 230 (finalmente), trecho Campina Grande - João Pessoa. A vinda de Lula trouxe bons rendimentos para a base aliada e preocupação para a oposição. A oposição, capitaneada pelo pizzaiolo e chefe da confraria, segundo a Policia Federal, o senador Cícero Lucena do PSDB, deitou criticas a Lula, porque ele deu entrevista exclusiva ao sistema Correio. Acontece, que essa entrevista era um compromisso de Lula quando esteve aqui em 2002 e disse, que se ganhasse a eleição viria a Paraiba e concederia a entrevista. Cumpriu. O senador Cícero, disse que iria entrar com uma representação junto a API questionando a exclusividade, já que Lula era o presidente da nação, não era a copa do mundo, blá, blá, blá...
Recordar é sofrer duas vezes, ou é apenas lembrar de novo? Estou lembrando agora quando Lula esteve pela primeira vez aqui na Paraiba. Não lembro de nenhuma briga dos profissionais da imprensa para entrevistá-lo. Lula participou de uma reunião-entrevista na sede da API e os participantes ficaram sentados ao chão. Agora que o homem é presidente, sabe como é. Naquela época não tinha cadeira, hoje chove microfones e câmeras. Mas como a oposição é oposição, não perdeu a chance de desfilar bobagens e ignorancias. Um disse que Lula não tinha trazido nada, que a BR tinha sido duplicada pelo fhc. Aqui cabe um grande conserto a bem da verdade. É verdade que a obra foi inicida no governo de fhc, só que esqueceram de dizer, que o Governador era José Maranhão, e que o fhc só entrava com apenas 10% e o Estado da Paraiba com 90%. O Presidente Lula inverteu essa lógica e financiou 80%, fazendo a obra sair de alguns carros de mão para a sua concretização. Agora sim, reparamos definitivamente, a obra e a informação. Interessante, é que esqueceram de falar dos IFETs, pode um negócio desses? É porque como cria dos IFETs vêm os Campus que são muitos como o de Cabedelo, Picui, Princesa Izabel, Monteiro, etc, etc. É oposição, viu por que voces são chamados de pizzaiolos?

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Midia dá uma de joao sem braço.

Taxas Selic são as menores desde 1995 Por Douglas Yamagata A diminuição da Taxa Selic é uma cobrança constante do setor empresarial brasileiro. A Crise Mundial reforçou esta tese fazendo com que esta cobrança se acentuasse ainda mais. Pragmaticamente, a mídia a todo instante reforça de que a taxa de juros ainda é uma das mais altas do mundo, e que é preciso diminuir ainda mais. Nada mal para os banqueiros, que apesar da diminuição na Taxa Selic os bancos ainda continuam lucrando e muito. A oposição tucana continua batendo na diminuição da Taxa Selic, mas é necessário reforçar que as taxas são as menores desde de 1995. Ou seja, o governo FHC praticou juros exorbitantes, cuja taxa anual chegou a mais de 80%, bem diferente de agora que está abaixo de 10% anuais (abaixo dos dois dígitos). Do Blog do Douglas

Não sei se a mídia fala por ignorancia ou sacanagem. Não é difícil encontrar na mídia, manchetes onde acusa a nossa Taxa tributária como a maior do mundo. Quando a gente começa a ler o conteúdo??, percebe uma total confusão. É carga tributária sendo confudida com arrecadação, com taxa Selic, com juros bancários. É salada de confusão. O mais incrível disso tudo, é que no Governo Lula, todas as taxas herdadas da herança maldita do desgoverno fhc foram baixadas, mas a mídia dá uma de joão sem braço. O Brasil tem uma das menores taxas tributárias do mundo. Enquanto que a nossa taxa chega a 34% tem países onde ela ultrapassa 50%. OK, podemos identificar mal uso do dinheiro público isso é fato, mas a luta para que tenhamos emprego justo do dinheiro, não é tarefa apenas do governo. Nós somos parte importante e se nos omitimos, governo nenhum vai conseguir sucesso.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A sociedade secreta


Esse Efraim, não tem jeito mesmo!
“O senador Efraim Morais mantém empresa com ex-funcionário acusado pelo Ministério Público de fraudar licitações no Senado.
Mino Pedrosa, Sérgio Pardellas e Hugo Marques / ISTOÉ.
O senador Efraim Morais (DEM-PB) subiu à tribuna na terça-feira 14 numa tentativa de se defender da denúncia publicada na última edição de ISTOÉ, segundo a qual ele seria um dos principais beneficiários de um esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propinas que funcionaria na primeira secretaria da Casa. Pouco esclarecedor, o discurso de Efraim em nenhum momento refutou a principal acusação de um dos cabeças da organização citada na reportagem: a de que ele teria recebido uma comissão de R$ 300 mil mensais da Ipanema Empresa de Serviços Gerais e Transportes Ltda. que, alvo de uma investigação do Ministério Público por superfaturamento, teve seu contrato encerrado no Senado no final de março. Visivelmente desconfortável, Efraim limitou-se a ler uma carta redigida por Aloysio Brito Vieira, apontado na reportagem como o "operador do DEM", em que ele nega fazer parte do esquema, embora admita responder a ação de improbidade administrativa por irregularidades cometidas durante sua gestão à frente da Comissão de Licitação da Casa. O senador paraibano também recorreu a platitudes ao dizer que, segundo o próprio Ministério Público, "a ação de improbidade administrativa em relação às fraudes constatadas nas contratações do Senado não inclui nenhum senador", como se as investigações, em curso, já tivessem sido concluídas. O senador sabe que não estão. Apesar de Efraim ter dito que possui o apoio do DEM, apenas um senador de seu partido, o líder Agripino Maia (RN), aceitou aparteá-lo. Mesmo assim, não para defendê-lo, mas apenas para elogiar a iniciativa, divulgada durante o seu pronunciamento, para que o MP e o TCU promovam auditoria sobre os contratos sob suspeição firmados pelo Senado de 2003 até hoje.O problema para Efraim é que, ao decidir solicitar nova auditoria nos contratos por ele subscritos durante sua gestão à frente da primeira secretaria do Senado, ele pode ter jogado contra si mesmo. Segundo apurou ISTOÉ, envolvido com a quadrilha acusada de fraudar as licitações no Senado, Eduardo Bonifácio Ferreira, que, de acordo com a investigação do MP, detinha a chave do gabinete de Efraim e era quem recebia os pacotes de dinheiro proveniente da propina e entregava ao senador, passou uma procuração ao parlamentar em novembro de 2001, no Cartório do 4º Ofício de Notas de Brasília. No documento, Ferreira transfere 50% das cotas do capital da Chemonics do Brasil para Efraim. Só que, estranhamente, em 2002, quando se elegeu senador, Efraim não declarou a existência da Chemonics em seu patrimônio. Para a Polícia Federal, este tipo de procuração pode ser uma fórmula para simular negócios. O CNPJ da Chemonics do Brasil, que aparece na procuração, na verdade pertence à Syngular Consultoria, que não tem nome fantasia. Detalhe: as duas empresas funcionam no mesmo endereço, no Bloco A da Quadra 111 Norte, em Brasília. Lá, os porteiros disseram que jamais funcionou uma empresa chamada Chemonics. No prédio, Ferreira era conhecido como dono da Syngular e se apresentava como "advogado e consultor". O sócio de Efraim é craque em abrir empresas.”

Foto: Ségio Lina, Folha Imagem

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Guerra de números ou fatos incontestáveis?

Guerra de números ou fatos incontestáveis? Para quem insiste em afirmar que o PT e o Presidente Lula aumentaram a corrupção no Brasil, seguem dados estarrecedores do TSE que negam tal ilação: O DEM, ex PFL, o partido de Efraim Morais-PB, de Heráclito Fortes-PI, de Agripino Maia-RN e do ex prefeito do Rio Cezar Maia, com 69 cassações (20,4%).
PMDB, o partido de Renan-AL, de Sarney-MA, de Maranhão-PB, com 66 cassações (19,5%).
PSDB, o partido de Cássio-PB, de Tasso Jereissati-CE, e de Artur Virgilio-AM, Álvaro Dias PA, com 58 cassações (17,1%). PT, o partido do Presidente Lula, de Suplicy-DF, em 9ª posição, com 10 cassações (2,9%).
Antes do PT ainda tem PP, PTB, PDT, PR e o PPS do ilibado Roberto Freire-PE.
Portanto, DEM, PSDB e PPS, partidos que fazem oposição ao Presidente Lula e que criaram a CPI da Petrobrás, somam juntos 41,64%, bem acima do PT que tem apenas 2,9%. Esses senhores ainda reclamam de serem chamados de Pizzaiolos. “O Brasil vive hoje uma guerra política e uma disputa entre dois projetos de país. É isso que está em jogo neste momento, ou seja, se mudaremos ou não de projeto no ano que vem. É uma guerra na qual um dos lados decidiu apelar até para a sabotagem para retomar o controle do Estado. Um desses projetos considera que o Bolsa Família é “esmola”, que em um país com mais da metade da população negra ou descendente de negros estava correto essa população não ter nem um por cento de universitários, que numa crise como esta deve-se cortar gastos públicos em vez de investir dinheiro público para fazer a economia funcionar, que deveríamos continuar fazendo negócios exclusivamente com os EUA e com a Europa etc. E o outro projeto prevê exatamente o oposto. Nessa guerra política em curso, o projeto que o país rejeitou em 2002 e em 2006 usa seus jornais, tevês, rádios e alguns paus-mandados na internet para tentar pregar no presidente Lula, em seu partido e em seu governo a pecha de corruptos. Para esse fim, o projeto derrotado nas duas últimas eleições presidenciais cria, através dos seus meios de comunicação, crises políticas e escândalos forjados, alarma a população com epidemias inexistentes que seriam culpa do governo, acusa o projeto de país vigente de se aliar a políticos e a partidos acusados de corrupção enquanto esconde suas alianças com políticos acusados da mesma coisa, diz que tudo que acontece de bom no país é mérito dele pelo que fez no passado e tudo que está ruim é culpa do projeto a que se opõe, tem histórico em seu período de vigência de ter sido favorável a privatizações e a supressão de direitos trabalhistas etc. Do Blog Democracia & Politica.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Pizzaiolo, nós?... Apagão Elétrico

Bons pizzaiolos? Depois de Lula afirmar que no Congresso existem mais de 300 picaretas, agora fala que os senadores de oposição são bons pizzaiolos. A pizza é uma mania nacional, razão porque penso que Lula não acertou dessa vez. Um Senado em que senadores recebem propinas milionárias, onde existe um motel, onde senadores sonegam Imposto de Renda, onde se administra com atos secretos, onde a maioria sequer se preocupa em assinar o ponto, onde tem senador inscrito na Dívida Ativa, e por ai vai, dizer que esses senhores são "bons pizzaiolos", é uma agressão ao gosto nacional. O Presidente Lula, com 80% de apoio da população, bem que poderia ter dito o que realmente a maioria da população, (que assiste a tudo isso e nada pode falar), tem vontade de falar: FILHOS DA ....! Isso sim, depois disso, ele poderia ir para a galera, Comemorar.

Por essa fhc não esperava!O Valor Econômico noticiou auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) apurou o custo do apagão elétrico, produzido pelo governo tucano de FHC, para os brasileiros: R$ 45,2 bilhões! Esse foi o valor retirado diretamente do bolso dos brasileiros através do impacto nas tarifas e através do Tesouro Nacional. O valor é suficiente para a construção de 6 usinas hidrelétricas do porte de Jirau, uma das maiores em construção. Não foi incluído no cálculo as perdas indiretas como desacelaração do crescimento econômico (PIB), inibição de investimentos e de geração de empregos. O apagão ocorreu em 2001 e continuou afetando diretamente a atividade econômica até 2002. O noliberalismo do estado mínimo tucano saiu bem mais caro do que se houvesse, na época, planejamento e investimento estatal.

A Oposição de Pizzaiolos está reclamando do que? O Senado vai entrar em recesso, e entre centenas de discursos "defendendo a moralidade", as únicas AÇÕES concretas foram tomadas por ninguém menos do que o demonizado Presidente da Casa, José Sarney. A anulação dos mais de 600 atos secretos e devolução do dinheiro aos cofres do Senado, foi medida determinada por Sarney, mas os "paladinos da moralidade" demo-tucanos já querem fazer a PIZZA, derrubando a medida na justiça.
Nada de Arthur Virgílio (PSDB/AM) calcular e dizer qual é o valor que vai devolver aos cofres públicos do Senado. Joga com o tempo para deixar a PIZZA assar.
Tasso Jereissati (PSDB/CE) nem cogita em devolver R$ 500 mil de querosene gasto para seu jatinho às custas do Senado. Acabou em PIZZA.
Heráclito Fortes (DEMos/PI), não devolve o prejuízo causado ao erário, em torno de R$ 1 milhão, apenas com o emprego da filha fantasma de FHC. Já engoliu a PIZZA.
José Agripino Maia (DEMos/RN) e Flexa Ribeiro (PSDB/PA), ja transformou em PIZZA os pagamentos da Camargo Correa na operação Castelo de Areia com intermédio da FIESP. No Senado acabou em PIZZA, mas na Polícia Federal e Ministério Público ainda vai render.
Eduardo Azeredo (PSDB/MG), foi absolvido no Conselho de ética, mesmo depois de tornar-se réu pelo mensalão tucano. PIZZA.
Marconi Perillo (PSDB/GO), mesmo denunciado pelo Ministério Público, é eleito vice-presidente do Senado depois disso. E dá-lhe PIZZA.
Kátia Abreu (DEMos/TO), não declarou 3000 cabeças de gado ao TSE, além de várias denúncias na imprensa. E a PIZZA assando...
Pedro Simon (PMDB/RS), a gente fecha os olhos ouvindo os discursos dele, pensa que ele está falando da Yeda Crusius, quando abre os olhos não é. Nem toca no assunto Yeda Crusius a não ser para defendê-la. Esse é o maior PIZZAIOLO da política nacional.
MaraJarbas (Jarbas Vasconcelos, PMDB/PE) transformou em PIZZA sem resposta, sua bolsa-marajá de R$ 17.374,00 como procurador da Assembléia Legislativa, aposentado com apenas um ano de cargo. Também temperou a PIZZA com a sigla JV, um caixa 2 de MaraJarbas em 1993.
Cristovam Buarque faz a "promoção" leve 1 PIZZA pague 2: o contribuinte elege 1 Senador, e paga 2 gabinetes no próprio Distrito Federal.
Se perguntarem a 10 entre 10 pessoas, se preferem que uma equipe de auditores da Petrobras investigue o Senado, ou se preferem que Senadores investiguem a Petrobras, adivinhem qual a resposta unânime das 10 pessoas?
Mas os senadores demo-tucanos preferem fazer a CPI de lesa-pátria da PetrobraX, do que a CPI do próprio senado proposta por José Neri (PSOL/PA). Quer mais PIZZA do que isto?
Os pizzaiolos da oposição estão reclamando do quê?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Tirinhas

* Reviravolta na chacina do Rangel. A chachina do Rangel toma novos rumos, depois que um dos sobreviventes ter dito ao seu tio, que Carlos José da Silva, o monstro do Rangel ao invés de ter assassinado 7 pessoas, só teria assassinado 1 pessoa, e que quem matou as 6 pessoas, foi a Edileuza de Oliveira Santos, a esposa do Carlos. Em se confirmando essa denúncia, podemos perguntar? Quem é, e quem não é monstro? Sim porque, a população paraibana aplaudiu as torturas que Carlos José sofreu dentro do presídio, pediu até que ele fosse jogado aos leões, para ser comido! Embora que o que ele e ela tenham feito seja hediondo, a tortura não se justifica e quem cometê-la tem que pagar com todos os rigores da Lei. Não é muito diferente quem apóia a tortura, de quem mata. Outro detalhe que a população tem que ter em mente, é que a Justiça é implacável contra pobres, e nos dias de hoje, basta uma ligação anônima para nós estarmos dentro de uma cela, e depois que as portas são fechadas, culpados e inocentes são iguais. Quem vai encarar? * No dia 09 de julho de 2009, o acusado Carlos José dos Santos, réu confesso assassinou com golpes de facão, 7 membros de uma familia, no Bairro do Rangel em João Pessoa-PB.

*O INCONCEBÍVEL LULA! FHC, o farol, sociólogo, doutor honoris causa na Sorbonne, entende de sociologia tanto quanto o governador de São Paulo pelo PSDB, José Serra,entende de economia. *Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres a condição de consumidores. *Lula, que não entende de economia, pagou as contas do entreguista FHC,zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum ao FMI *Lula, que não entende de educação, pois a oposição e a mídia o classificam como analfabeto e burro, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos e ainda criou o PRÓ-UNI onde filho de pobre vai à universidade *Lula, que não entende de finanças, nem de contas públicas elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares e não quebrou a previdência como diziam FHC, Serra, Jereissati e os seus *Lula que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo mas o PIG (Partido da Imprensa Golpista)entende de tudo acha que não *Lula que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, Lula que não entende de nada, reabilitou o pró-alcool, acreditou no biodiesel e levou o país a liderança mundial de combustíveis renováveis *Lula que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8 *Lula , que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA , olhou para os parceiros do sul e especialmente para o vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista, tem transito livre com Chaves, Fidel, Obama, Evo etc.bobo que é cedeu a tudo e a todos *Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis. *Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de keynes,criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora do Estado investir e hoje (o PAC) é um amortecedor da crise *Lula que não entende de crise, mandou abaixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre *Lula que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado como uma das pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual *Lula não entende nada de nada e mesmo assim é melhor que todos os outros FONTE: texto de Eugenio Fonseca Pimentel postado no blog “Por um novo Brasil”, de Jussara Seixas, em 14/07/2009.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Tirinhas

*Motel no Senado? Que história mais cabeluda é essa? Resta saber quem usava os serviços sexuais no Senado, se só o diretor afastado Agaciel, ou os distintos senadores. Sendo assim, não é nenhuma estupidez imaginar, que o romance astral entre o senador Renan e a sua companheira Mônica Veloso se dava nesse recinto exclusivo. Será?

*Tortura Nunca Mais! Vídeo espalhado na Internet, dá conta de uma sessão de tortura cometida por agentes penitenciários, contra José Carlos dos Santos, apelidado por "monstro do Rangel" quando ele entrava no presidio para aguardar julgamento. O Carlos José dos Santos foi preso depois de ter confessado que matou com golpes de facão, no bairro do Rangel em João Pessoa-PB, praticamente uma familia inteira (7 pessoas). O acusado está preso, e os crimes dele serão julgados, agora o que se espera do Estado, é que a pessoa tenha um julgamento justo. Praticar tortura, é uma forma de se nivelar ao assassino, além do que, a tortura no Brasil é considerado como crime hediondo, inafiançável. Lembramos da triste história do golpe militar de 64, onde centenas de brasileiros eram presos, torturados e assassinados pelos militares. Triste memória, por isso, Tortura Nunca Mais!

* E Efraim, senador DEM-PB? Metida em mais uma maracutaia, que rendia a ele por mes, nada mais nada menos, que R$ 300 mil reais (Revista Istoé). Usou a tribuna do senado para se defender, mas dizem que a emenda saiu pior que o soneto, pois ele usou dados antigos, de mais de um ano, com prazo de validade vencido. Que facilidade esse senhor tem para se meter em confusão, né? Mas nenhum dar prejuízo a ele, pelo contrário, nós cidadãos inocentes úteis, que nos ferramos.

domingo, 5 de julho de 2009

A direita Carolina


Do Site do amigo Rômulo Gondim



Como na famosa letra de Chico Buarque, a direita golpista não se deu conta de que "o tempo passou na janela e só ela não viu." Para desespero da direita Carolina e seus apoiadores habituais que acompanharam com alguma esperança a quartelada em Tegucigalpa.
Gilson Caroni Filho Classificar Manuel Zelaya como o novo cesarista latino-americano é incorrer em erro conceitual grosseiro. Buscar na influência da política externa venezuelana elementos que permitam compreender os acontecimentos em Honduras revela apenas a precariedade da análise, a falácia de uma metodologia preguiçosa e a má fé política de quem se aventura por esse caminho. Se há algo a ser correlacionado entre os dois países é um passado de institucionalização precária, de redistribuição regressiva da riqueza produzida e empobrecimento crescente das classes trabalhadoras. Se, encarnando aquilo que Gramsci definiu como cesarismo progressivo, Hugo Chávez golpeou fortemente as agremiações tradicionais (Ação Democrática e Copei) e as oligarquias que se refestelaram de petrodólares, sem reinvestir no país um centavo sequer, Melaya foi derrubado, numa quartelada, no dia em que realizaria uma consulta popular, convocando a população a se manifestar sobre uma reforma constitucional. Seria a ampliação do espaço público ameaça tão intensa que justifica a brutalidade da reação? O que une a oposição de direita em Tegucigalpa e Caracas não é o apreço pela legalidade, mas a veneração reacionária por um passado que não lhes poupou privilégios em detrimento de uma maioria excluída de qualquer direito. Enquanto a elite venezuelana, desde a nacionalização do petróleo nos anos 1970, fez do recurso básico a fonte de uma economia do desperdício, incrementando as importações para consumo de bens luxuosos, a hondurenha soube aproveitar ao máximo o fato de o país, por duas décadas, ter, como destaca Flávio Aguiar em seu artigo (Honduras: a lógica do golpe), se transformado em um centro irradiador de ações militares anti-esquerdistas no próprio país e nos vizinhos, como em El Salvador e na Nicarágua. O que se passava no país centro-americano era o embrião de uma política de transferência de renda para os mais pobres, que desagradou às elites conservadoras bem como as oligarquias partidárias, sedentas por continuar a usufruir o bem público como direito hereditário. O fato de Melaya ter confrontado o Congresso, o STF e o Ministério Público serve como justificativa para a ação militar? Há como endossar tese do presidente interino, o golpista Roberto Michelleti, de que se tratou de uma ação preventiva, um contragolpe? O isolamento internacional responde a essas questões. Como na famosa letra de Chico Buarque, a direita golpista não se deu conta de que "o tempo passou na janela e só ela não viu." A resolução unânime de repúdio ao golpe de Estado na Assembléia Geral da ONU, o ultimato da OEA e a condenação categórica da União Européia e dos Estados Unidos demonstram que há uma nova configuração geopolítica mundial sendo desenhada. Para desespero da direita Carolina e seus apoiadores habituais que acompanharam com alguma esperança a quartelada em Tegucigalpa. Já estamos distantes da época em que Robert Mcnamara, então Secretário de Defesa dos EUA elogiava ditadores latino-americanos dizendo que “eles são os nossos líderes. Não é necessário estender-me sobre a importância de ter em posições de liderança, homens que conhecem previamente como nós, americanos, pensamos e fazemos as coisas”. A política, como instrumento de reinvenção, operou uma acentuada mudança de cálculo. Dessa vez, o golpismo não percebeu que “lá fora, uma rosa nasceu, todo mundo sambou e uma estrela caiu”. Feliz conjunção da poética e da práxis que não aceita retrocessos. Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Blog do Alon: Oposição a caminho da ratoeira




O ex-prefeito Cesar Maia (DEM) divulgou ontem em seu "ex-blog" (uma newsletter) os resultados da última pesquisa nacional do instituto GPP, cujo trabalho o ex-alcaide costuma prestigiar. Os números ajudam a alimentar a pulga atrás da orelha dos dirigentes da oposição. O GPP perguntou quem seria o melhor presidente para o Brasil. Deu Luiz Inácio Lula da Silva 42%, José Serra 8%, Aécio Neves 4%, Dilma Rousseff 3%, Ciro Gomes 1% e Heloísa Helena 1%. As respostas foram espontâneas.


Por Alon Feuerwerker*



Cesar: eleição revela ums foto tirada antes Na estimulada: Serra 42%, Dilma 17%, Ciro 16% e Heloísa 9%. O detalhe: entre os menos escolarizados, núcleo duro do eleitorado de Lula, Dilma pega por enquanto apenas 8%. Sem Ciro: Serra 46%, Dilma 29% (Dilma leva vantagem numérica de 41,4% a 37,6% no Nordeste).


A oposição esperava que Dilma chegasse aos 30% no fim do ano. Segundo o GPP, chegou seis meses antes. No cenário plebiscitário projetado pelo Planalto, Serra mantém a dianteira, que se estreita. E a identificação de Dilma como preferida de Lula está pela metade. A pesquisa perguntou quem é o candidato do presidente. Deu Dilma 52%, Serra 8%, Ciro 6% e Heloísa 5%.


Há duas visões entre os líderes da oposição, ao menos para consumo externo. Os otimistas acham que Dilma vai estacionar nos 30% e que terá dificuldade para atrair o voto não petista de Lula. Os pessimistas olham os números e desconfiam que a operação de transferência de votos vai de vento em popa, ajudada pela permanente exposição pública do apoio do presidente a sua pré-candidata. Até porque já estamos em plena campanha presidencial, na prática.


O apoio de Lula é turbinado pela gordura política acumulada. Segundo o GPP, Lula tem 59% de bom+ótimo, 32% de regular e 9% de ruim+péssimo. Na teoria, esses números permitem concluir que Dilma, quando plenamente identificada com Lula, terá potencial de voto suficiente para liquidar a eleição num eventual primeiro turno bipolarizado.


E as variáveis externas? O país está em recessão (a real, não a técnica) há mais de nove meses e até agora isso não implicou perda substancial para o presidente. Pode acontecer? Pode, mas Lula conseguiu por enquanto proteger a ideia de que está fazendo o melhor possível, nas circunstâncias. Nos últimos dias, os membros do governo têm inclusive operado para descolar a administração dos defeitos dela, como a ainda extorsiva taxa básica real de juros e o spread bancário inexplicável - a não ser pelos critérios do monopólio e da ganância.


Lula, assim, é o responsável pelas "coisas boas do governo" (a ênfase social), mas "infelizmente ainda não conseguiu fazer tudo que queria". Um discurso ideal para enfrentar as críticas. Mantido esse desenho, a oposição caminha para a ratoeira do plebiscito, cuidadosamente construído no imaginário popular pelos alquimistas palacianos. Como defesa, apenas a tese de que Dilma não passará dos 30%. Que pode ser isso mesmo, mas se for apenas uma tese terá um custo altíssimo para quem deseja remover o PT do poder central.


O que fazer? No lado do governo, o que vem fazendo. No lado da oposição, continuar procurando a maneira de entrar na guarda de Lula. Especialmente agora, quando o presidente vai ocupando até o espaço de principal crítico dele mesmo. Lula montou um bunker ambiental globalista na administração e agora engrossa o discurso em defesa da soberania brasileira na Amazônia. Lula convive há mais de seis anos com um spread irracional (ou racionalíssimo, conforme o ângulo) e seu ministro da Fazenda hoje diz que isso precisa mudar. Por que não mudou até agora? Lula é o campeão de renúncias fiscais, e agora diz que seria preferível dar esse dinheiro para os pobres, em vez de repassá-lo a empresários que não baixam preços -mesmo com menos impostos.


Esta é a receita de Lula para 2010: se você está feliz com o governo, vote na Dilma; se está infeliz, vote também, pois ela vai fazer coisas que Lula queria mas não conseguiu. "Não dá para fazer tudo em oito anos". Esse discurso pode ser desmontado numa campanha eleitoral? Pode, desde que se respeite uma teoria que o próprio Cesar Maia gosta de fazer circular. Eleição é hora de revelar a fotografia que foi tirada antes. A campanha eleitoral precisa soar como a continuidade de um processo de luta política, não cair como raio vindo do céu azul. Mas esse é assunto velho nesta coluna. Assim como a necessidade de a oposição encontrar um desenho político original para 2010.


* Fonte: Blog do Alon (http://www.blogdoalon.com.br/) / Correio Braziliense



quarta-feira, 24 de junho de 2009

Dia Internacional do homem


Do Site do meu amigo Rômulo Gondim

Vocês acham que é fácil ser homem? Estamos iniciando uma campanha para a instauração do Dia Internacional do Homem. Já existe dia da mulher, dia do cachorro, dia do gay, até dia do advogado! Por que não o Dia Internacional do Homem?
Algumas razões para a criação do Dia Internacional do homem: Vocês acham que é fácil ser homem? Estamos iniciando uma campanha para a instauração do Dia Internacional do Homem. Já existe dia da mulher, dia do cachorro, dia do gay, até dia do advogado! Por que não o Dia Internacional do Homem? Algumas razões para a criação do Dia Internacional do homem: 1) Quem é obrigado a erguer os pés quando ela está fazendo faxina? R: O prestativo homem! 2) Quem se veste como pingüim no dia do matrimônio? R: O humilde homem! 3) Quem é que, apesar do cansaço e do stress, jamais poderá fingir um orgasmo? R: O sincero homem! 4) Quem é obrigado a sustentar a amante esbanjadora? R: O abnegado homem! 5) Quem se expõe ao stress por chegar em casa e não encontrar a comida quentinha, as crianças com o banho tomado, a roupa lavada, a cozinha limpa e o drink já posto sobre a mesa? R: O doce homem! 6) Quem corre o risco de ser assaltado e morto na saída da boate, cada vez que participa dessas reuniões noturnas com os amigos, enquanto a mulher está bem segura em casa na sua caminha quentinha? R: O desprotegido homem! 7) Quem é o encarregado de matar as baratas da casa? R: O valente homem! 8) Quem segura a "cauda do rojão" quando chega em casa com marca de batom na camisa e é obrigado a dar explicações que nunca são aceitas? R: O incompreendido homem! 9) Quem é que toma banho e se veste em menos de vinte minutos? R: O ágil homem! 10) Quem é que tem de gastar consideráveis somas em dinheiro comprando presentes para o dia das mães, da esposa, da secretária e outras festas inventadas pelo homem para satisfazer à mulher? R: O dadivoso homem! 11) Quem jamais conta uma mentira? R: O ético homem! 12) Quem é obrigado a ver a mulher com os rolinhos nos cabelos e cara cheia de cremes? R: O compreensivo homem! 13) Quem tem que passar por uma TPM calado todo mês? R: O calmo homem! E mais: * A tortura de ter que usar terno no verão.. * O suplício de fazer a barba todo dia. * O desespero de uma cueca apertada. * Viver sob o permanente risco de ter que entrar numa briga. * Pilotar a churrasqueira nos fins de semana enquanto todos se divertem. * Ter sempre que resolver os problemas do carro. * Ter a obrigação de ser um atleta sexual. * Ter que notar a roupa nova dela. * Ter que notar que ela mudou de perfume. * Ter que notar que ela trocou a tintura do cabelo de Imédia 713 para 731 louro bege salmon plus up light forever. * Ter que notar que ela cortou o cabelo, mesmo que seja somente um centímetro. * Ter que jamais reparar que ela tem um pouco de celulite. * Ter que jamais dizer que ela engordou, mesmo que isto seja a pura verdade. * Trabalhar pra cacete em prol de uma família que reclama que você trabalha pra cacete!

Depois elas ainda acham que é fácil, só porque nós não menstruamos, só faltava mesmo né!

terça-feira, 9 de junho de 2009

F1 - MAIS DO MESMO


Flavio Gomes*
Do Site Grande Premio



SÃO PAULO (zíper) - "Bater em Barrichello é um dos esportes nacionais, não é mesmo? Gozado como Rubens começou o ano com expectativas tão grandes, dele e dos torcedores brasileiros, e como em sete corridas foi tudo por água abaixo. Lembro que antes de começar a temporada escrevi algo sobre Barrichello ter se transformado, de repente, na nova paixão do Brasil. Numa enquete que perguntava para quem os internautas iriam torcer numa dividida de curva entre ele e Massa, deu Rubens na cabeça.

Culpa de quem o fim dessa lua-de-mel? da Brawn? De Button? Dele mesmo?

De ninguém em especial. Rubens simplesmente está sendo superado por seu companheiro de equipe, algo que não é tão incomum assim em equipe alguma. São raras as duplas realmente equilibradas na história da categoria, especialmente em times de ponta, como é o caso, hoje, da Brawn GP.

O que contribui para a malhação de Judas quinzenal, creio, é a desastrosa verborragia de Barrichello. Ele dá a cara para bater, isso ninguém nega. Estava escutando a entrevista que concedeu aos jornalistas brasileiros em Istambul, no blog de Felipe Motta, da Jovem Pan, e fiquei quase chocado com algumas declarações. Digo “quase” porque Rubens foi o cara que mais entrevistei na vida. Sei bem como ele é, digamos, desastrado quando fala.

Primeiro, quando fala da relação de marchas usada em Istambul. Estava errada, a sétima. Fazia com que o motor batesse no limitador de giros por oito segundos na retona, o que inviabilizava tentativas de ultrapassagem. Pombas. Relação de marcha é algo que piloto decide junto com seus engenheiros. E que não muda de sábado para domingo. Assim, se estava errada, era algo que ele, piloto, deveria ter percebido nos treinos. São essas coisas que, às vezes, ajudam a desmistificar um pouco aquela história de que Barrichello é um dos maiores acertadores de carros de todos os tempos. Ele também erra. Às vezes, feio.

Depois vem a filosofia barrichelliana. “Azarado não sou. (…) Minha guerra para ser campeão é um incentivo para muita gente no Brasil.” Ai, ai, ai. Será que Rubens acha, mesmo, que as pessoas no Brasil se espelham nele como grande batalhador da humanidade? Que enxergam nele um pobre lutador incansável quando saem de casa para trabalhar? Menos, menos. Bem menos. Essa história de querer ser um exemplo de tenacidade soa presunçosa e fora da realidade. Digamos que o brasileiro médio tem exemplos melhores para se espelhar quando pensa em alguém que luta, batalha, briga, vence. E eles não estão no meio automobilístico. Isso é um pouco de complexo de Ayrton Senna. A F-1 não tem mais esse caráter messiânico por aqui faz tempo. Aliás, agradeça-se a Massa por isso. Ele nunca fez o papel de redentor da nação, apesar dos esforços globais.

Sobre Button, Rubens disse que ele “parece com o Michael Schumacher” na medida em que “as coisas estão se abrindo na frente dele”. Como se tudo fosse fruto do acaso, ou do destino. “Ele tá atrás do Vettel e de repente o Vettel dá uma errada, não precisa nem ultrapassar.” Numa corrida de carros, tudo é uma sequência de eventos. Se Rubens tivesse largado direito, passaria junto. Mas largou mal, atrapalhou-se com a embreagem — ou a embreagem o atrapalhou —, ficou para trás. Button largou bem, estava colado em Vettel quando o alemão errou. Por isso passou.

Sobre a Brawn. “Condições [iguais] na equipe acho que sim. As coisas são diferentes aqui. Na Ferrari tinha situações que não eram louváveis.” É engraçado, isso. O responsável pelas “situações que não eram louváveis” era quem? Ross Brawn, suponho. Pelo menos participava de tudo. Você trabalharia de novo para alguém que tem atitudes pouco louváveis? Quando, afinal, Rubens dirá o que de tão pouco louvável aconteceu com ele na Ferrari? Nunca, porque o tal livro, como disse na TV, vai ficar para depois que seus filhos pararem de correr, se o fizerem um dia. Para não prejudicar um eventual contrato com a Ferrari… Ai, ai, ai.

Ainda sobre o time, falando do meeting pós-corrida. “Na reunião, não foi um dia bom para eles. A equipe não sabe qual é o problema da frição (fazia tempo que eu não escutava “frição”). (…) Por que acontece sempre com o cara que faz mais, que chega mais cedo e vai embora mais tarde? É o sentimento lá dentro.” Barrichello acha que seus problemas devem fazer com que todos na Brawn tenham um sentimento de culpa ao final de cada GP.

Não é assim que as coisas funcionam. Problemas técnicos em carros de corrida acontecem aos montes, com todos os pilotos. Nada nunca é perfeito. Se você perguntar a Button se tudo deu 100% certo na Turquia, é possível que ele diga que um jogo de pneus era pior que o outro, ou que num determinado momento o carro estava saindo de frente, ou de traseira. Uma corrida, ainda mais de uma hora e meia de duração, traz ao piloto todo tipo de dificuldade. Uma das chaves para se dar bem é saber lidar com elas.

Por fim, a pérola que chega a ser engraçada. “Se a gente olhar hoje meu dia apático, cheio de problemas, vai ter gente acreditando que vou jogar a toalha. Mas eu, não. Vou lutar sempre.”

Dia apático? Ai, ai, ai.

*Flavio Gomes
É jornalista, dublê de piloto e escritor. Por atuar em jornais, revistas, rádio, TV e internet, se encaixa no perfil do que se convencionou chamar de multimídia. "Um multimídia de araque", diz ele".

sábado, 6 de junho de 2009

Presença às aulas de beneficiários do Bolsa Família chega a 99% em março



De cada cem alunos monitorados pelo Governo Federal, 99 cumpriram a exigência do Bolsa Família de freqüência mínima a 85% das aulas durante o mês de março. Os dados divulgados nesta sexta-feira (5), se referem ao acompanhamento, pelo sistema do Ministério da Educação, da presença na escola de crianças e adolescentes dos seis aos 15 anos. No bimestre de fevereiro/março, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que executa o programa, recebeu informações de 12,3 milhões de alunos de um total de 14,4 milhões, o  que representa 85,5% dos alunos nessa faixa etária.

 

O monitoramento dos adolescentes de 16 e 17 anos chegou a 77,7% do total de 1,8 milhão de jovens atendidos pelo programa. O descumprimento desse publico ficou abaixo de 3% em março. As famílias desses alunos vão receber uma advertência devido ao descumprimento da condicionalidade de educação pela primeira vez.  Em caso de reincidências consecutivas, o benefício será bloqueado, suspenso ou cancelado. É importante que a gestão municipal busque verificar os motivos que levaram crianças e adolescentes a apresentarem freqüência abaixo de percentual exigido.

 

Os altos índices de acompanhamento no primeiro período de 2009, levando em consideração as novas gestões municipais, representam um esforço dos Ministérios do Desenvolvimento Social e da Educação, dos Municípios e dos governos estaduais na atenção com os beneficiários do Bolsa Família. As condicionalidades do programa têm por finalidade estimular o acesso da população atendida aos serviços de educação e saúde e, com isso, melhorar as condições de vida da futura geração. 

 

Além da transferência de renda, o Bolsa Família, ao exigir as contrapartidas, se transforma em um eixo articulador de outras políticas de inclusão social. São transferidos mais de R$ 984 milhões, por mês, a famílias com renda mensal per capita de até R$ 137,00.  O sistema para registro das informações referentes a abril e maio foi aberto em 1º de junho. Os técnicos municipais de educação têm até 30 de junho encaminhar os dados sobre a freqüência dos alunos beneficiários no bimestre.  

Fonte: Correio da Paraiba.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Centenário de Patativa do Assaré ganha homenagem do Senado

Fagner cobrou que a ABL reconheça o talento popular


"Só quem não sabe quem é Patativa do Assaré é a Academia Brasileira de Letras (ABL)". Depois de cantar Festa da natureza e Vaca Estrela e Boi Fubá da tribuna do Plenário, o cantor e compositor Raimundo Fagner homenageou Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, cobrando da ABL que lembre do poeta popular cearense, cujo centenário de nascimento foi celebrado nesta quarta-feira (3) pelo Senado Federal. Antes de Fagner, a também cearense Myrlla Muniz cantou Casinha de palha. Os dois foram acompanhados por Marcos Faria, na sanfona, e Ocelo Mendonça, no violoncelo e na flauta.
Fagner cobrou que a ABL reconheça o talento popular Diversas autoridades cearenses compareceram ao Senado para reverenciar Patativa do Assaré, como o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Cesar Asfor Rocha; o presidente do Tribunal de Contas da União, Ubiratan Aguiar e o prefeito de Assaré, Evanderto Almeida. Também estiveram presentes o diretor do documentário Patativa do Assaré - Ave Poesia, Rosemberg Cariry, e o filho de Patativa, Geraldo Gonçalves, que declamou o poema A dor gravada. “Essa homenagem é uma honra para a nossa família e para todo o povo cearense. Dá até a impressão de que Patativa não morreu. Ele apenas mudou-se, mas continua vivo no coração de cada um”, agradeceu Geraldo Gonçalves. O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) lançou, durante a sessão, o livro Patativa do Assaré - Poeta Universal, que reune artigos sobre Patativa, entrevistas com seus filhos e traz uma antologia com alguns dos seus poemas. A série de eventos em homenagem ao poeta cearense integrou a programação do Senado Cultural, que ainda realizará este mês uma exposição em parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro sobre os jogos olímpicos de Pequim/2008.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Obama teria sugerido nome de Lula para presidir Banco Mundial



O presidente norte-americano Barack Obama está interessado em que o Banco Mundial, depois da crise financeira atual, tenha uma estrutura mais focada às políticas sociais e mais preocupada com os países mais pobres do planeta. Para isso, Obama teria proposto para a presidência da instituição o nome do presidente brasileiro, o ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva, a quem define como "o político mais popular do mundo".
DO vermelho A notícia chegou à imprensa no número que acaba de chegar às bancas da revista "Exame", do grupo Abril. Assinada pelo colunista semanal, Marcelo Onaga, a informação não foi confirmada nem desmentida pelo governo, nem pelos setores da diplomacia. Questionado por "El País", o chefe do gabinete de imprensa de Lula, o diplomata Marclo Baumbach, respondeu: "Para a Presidência da República o assunto deve ser tratado como rumor, sobre o qual não cabe fazer comentários". Em sua coluna, Onaga escreve: "Representantes do presidente americano teriam consultado informalmente pessoas próximas a Lula para saber qual seria a reação do presidente brasileiro ao convite [para presidir o Banco Mundial]. Ouviram que, no mínimo, Lula se sentiria honrado". Consultado por telefone, o jornalista de "Exame", confirmou que sua fonte foi o Departamento de Estado norte-americano, ainda que a notícia não seja ainda oficial. A pessoa próxima a Lula consultada pelos assessores de Obama seria alguém de total confiança do presidente, segundo Onaga, que pediu a este jornal para não ter o nome da fonte publicada. Lula é conhecido como um político latino-americano que soube conciliar - como ressaltou ontem (1º) em seu discurso de posse como presidente de El Salvador, Maurício Funes - "uma política econômica severa com políticas sociais de grande alcance". Entre outros mandatários presentes no ato, estavam Lula e a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. Ela se mostrou de acordo com as palavras de Funes. O novo presidente salvadorenho afirmou em seu discurso que ele se inspirou na política de dois presidentes atuais: Obama e Lula. Se confirmado a presidência de Lula no Banco Mundial, seria a primeira vez em 65 anos que à frente da instituição estaria um não norte-americano. O mandato do atual presidente, Robert Zoellick, termina em 2011 e Lula deverá deixar o seu cargo exatamente em janeiro de 2011. Lula, que não fala inglês, seria uma figura simbólica no Banco Mundial, que representaria uma alma nova na instituição, uma alma de aspecto social, e faria com que Obama oferecesse ao mundo uma espécie de redenção de uma instituição acusada tantas vezes de fazer uma política voltada aos mais ricos do planeta. O presidente brasileiro tem criticado várias vezes ao longo da crise econômica a política elitista do Banco Mundial. Fonte: El Pais Tradução: Edilson Saçashima

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Na crise, Lula cresceu e oposição encolheu


Do Blog Brasil! Brasil!

 
“O professor e jornalista Bernardo Kucinski analisa as medidas do governo brasileiro e seus impactos na política e na economia para a edição de junho da Revista do Brasil, que chega às bancas na próxima semana

Bernardo Kucinski, Revista do Brasil

A crise internacional pegou a economia brasileira em um de seus melhores momentos. O governo brasileiro reagiu rápido e pela primeira vez atacou a voracidade dos juros. Para recuperar o crescimento que estava em ritmo de “milagre”, desta vez com democracia e distribuição de renda, o país enfrenta uma encruzilhada: ou radicaliza na ampliação do mercado interno e no combate aos juros extorsivos, ou regride.

Os primeiros efeitos da crise entre nós foram a disparada do dólar e o sumiço súbito do crédito. O governo agiu, corretamente, para estancar a disparada da moeda americana. Para segurar o dólar, o Banco Central sacou das reservas internacionais e entrou vendendo a moeda americana. Para desarmar qualquer risco de uma corrida aos pequenos bancos, anunciou a ampliação da garantia de depósitos e aplicações para até R$ 20 milhões para instituições menores em dificuldades de liquidez. No mercado interno, tomou medidas que foram do estímulo ao crédito à redução de impostos.

Enquanto a maioria dos jornalistas “especializados” alimentava o pânico com uma visão pessimista do futuro, as medidas de reação e as análises mais sóbrias sobre elas aconteciam sem alarde. O filósofo Marcos Nobre escreveu que Lula “rompeu pela primeira vez o terrorismo econômico que se instalou desde a globalização econômica da era FHC”. E lembrou das políticas de valorização do salário mínimo e sua extensão dos benefícios da previdência. A proteção da renda dos mais pobres foi a plataforma de recuperação. Tudo o que os tucanos, demos e seus seguidores na imprensa criticavam, é o que detém os efeitos da crise.

Após a queda de 3,6% no PIB do último trimestre de 2008, Lula radicalizou. Fez da crise uma oportunidade para deflagrar mudanças estruturais há muito desejadas pelos setores mais esclarecidos da sociedade. Os bancos privados continuavam a não emprestar? Que entrem em cena os grandes bancos estatais. Mais uma vez se mostrou a importância de terem sido estancadas as privatizações promovidas pelo tucanato no setor bancário. BB, Banco do Nordeste, Caixa e BNDES ativaram o crédito que os privados negavam.
O BNDES já tinha atingido o limite de empréstimos em relação ao seu capital? Aumente-se o capital do BNDES. O presidente do BB não entendeu a situação? Troque-se o presidente do BB.
Mais importante foi o ultimato ao BC de Henrique Meirelles, que havia cometido o desatino de elevar ainda mais os juros em plena crise, de 13% para 13,75%. A partir de janeiro, foram cortados 3,5 pontos e a Selic chegou a 10,25%.

Outra frente em que Lula radicalizou foi na busca da unidade dos governos sul-americanos. Principalmente para desarmar as tentativas de guerra comercial que sempre acontecem em momentos de desespero econômico.

Enquanto isso, os governadores pouco fizeram para evitar a recessão. Poderiam reduzir o ICMS, principal imposto estadual – e mais pesado. Apenas Roberto Requião, no Paraná, reduziu o ICMS em 95 mil itens de consumo popular. Nos demais, houve algumas outras reduções isoladas, mas não para combater a recessão e sim como parte de uma eterna guerra fiscal.

José Serra, de São Paulo, onde está 35% da indústria do país, prometeu cortar impostos em materiais usados na produção para exportação, mas ficou só na retórica. E partiu para a implantação agressiva de pedágios novos nas rodovias estaduais. Na Rodovia Marechal Rondon, um trecho entre Bauru e Campinas – importante eixo de transporte de alimentos –, que antes custava R$ 7,40, agora está R$ 18,80.

A lógica: mais impostos para construir mais pontes, viadutos e estradas, não porque criam emprego, mas por que têm visibilidade, rendem votos do interior e mais apoio das empreiteiras nas finanças eleitorais. De olho em 2010, acreditam que podem tirar proveito eleitoral se a recessão derrubar a popularidade do presidente.
O plano de construção de um milhão de moradias populares fortemente subsidiadas é mais uma cartada dessa radicalização. Por isso mesmo, governadores e prefeitos demos e tucanos relutam em aderir. Lula cresceu com a crise. A oposição encolheu. O país enfrenta uma encruzilhada, ou radicaliza ou regride.”



terça-feira, 26 de maio de 2009

Brasil é o futuro do petróleo latino-americano, diz 'Financial Times'.

Do blog Por um Novo Brasil

Brasil é o futuro do petróleo latino-americano, diz 'Financial Times'. Alguma semelhança com o desgoverno de fhc, onde a P-36, a maior plataforma do mundo (2001) explodiu jogando mais de 1 milhão de litros de óleo no mar?

O Brasil representa o futuro do petróleo latino-americano, em contraste com os problemas enfrentados pelos dois maiores e mais tradicionais produtores da região, Venezuela e México, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário britânico Financial Times."Nos últimos dois anos, a Petrobras, a sofisticada empresa brasileira estatal de capital aberto, descobriu reservas tão promissoras em águas profundas na costa sudeste que os executivos estão comparando esta nova fronteira com o Mar do Norte, que salvou o mundo da crise energética criada pelo Oriente Médio nos anos 1970", diz o jornal.A reportagem afirma que até agora o Brasil tem gerido bem sua indústria, permitindo que a Petrobras se transforme em "uma das mais avançadas companhias internacionais de petróleo".O jornal adverte, porém, que a empresa ainda tem grandes desafios técnicos e financeiros para explorar as novas reservas de petróleo e comenta que os políticos do país ainda discutem uma nova legislação para regular o desenvolvimento dessas novas reservas."Enquanto as discussões em Brasília prosseguem, as histórias da Venezuela e do México deveriam servir como advertência", afirma a reportagem.Galinha dos ovos douradosO texto comenta os efeitos negativos da má gestão das empresas públicas de petróleo nos dois países, comparando-as à fábula da galinha dos ovos dourados. "A indústria venezuelana de petróleo pode não estar morta, como foi o destino da galinha na fábula, mas a última onda de nacionalizações no setor pode se mostrar um golpe quase fatal, advertem executivos do setor", diz o texto.O jornal afirma que, em seus dez anos no poder, o presidente Hugo Chávez "dizimou a PDVSA, a estatal venezuelana do petróleo, que nos anos 1990 aparecia como uma das mais bem gerenciadas do mundo".A produção venezuelana caiu de 3,4 milhões de barris em 1999, antes de Chávez chegar ao poder, a 2 milhões atualmente.CofrinhoSegundo o jornal, a Venezuela não está sozinha na "má gestão de seu mais precioso recurso". "Por mais de 50 anos, o México rivalizou com a Venezuela como o mais importante produtor de petróleo da América Latina. Mas o país também usou demais sua empresa estatal de petróleo como cofrinho para tirar dinheiro", diz o texto.A reportagem comenta que decisões políticas deixaram a estatal Pemex endividada e com dificuldades para investir na produção e no desenvolvimento das reservas de petróleo do país. Além disso, as leis mexicanas dificultam a participação de empresas estrangeiras, que poderiam ocupar o espaço deixado pela Pemex em relação aos investimentos."Apesar de recentes reformas políticas, o México agora enfrenta a assombrosa perspectiva de se tornar importador líquido de petróleo em uma década", afirma o jornal.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

OS DEZ ESTRAGOS DE FHC NA PETROBRAS


 
Do Blog Democracia & Politica.

Li hoje no site “Vi o mundo”, do jornalista Luiz Carlos Azenha, o seguinte texto publicado no site da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET): "Para refrescar a memória do senador Sérgio Guerra (PE) e demais entusiastas da CPI da Petrobrás, o presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras), Fernando Leite Siqueira, selecionou dez estragos produzidos pelo Governo FHC no Sistema Petrobrás, que seguem: 1993 - Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica. Ele teria inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do orçamento, envolvendo vários parlamentares apelidados de `anões do orçamento`, no Congresso Nacional, assunto que desviou a atenção do País, fazendo com que se esquecessem da Petrobrás. Todavia, isto causou um atraso de cerca de 6 meses na programação da empresa, que teve de mobilizar as suas melhores equipes para rever e repriorizar os projetos integrantes daquele orçamento; 1994 - ainda como ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos Combustíveis, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras derivados teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas. Isto significou uma transferência anual, permanente, de cerca de US$ 3 bilhões do faturamento da Petrobrás, para o cartel dessas distribuidoras. A forma de fazer isto foi através dos 2 aumentos mensais que eram concedidos aos derivados, pelo fato de a Petrobrás comprar o petróleo em dólares, no exterior, e vender no mercado em moeda nacional. Havia uma inflação alta e uma desvalorização diária da nossa moeda. Os dois aumentos repunham parte das perdas que a Petrobrás sofria devido a essa desvalorização. Mais incrível: a Petrobrás vendia os derivados para o cartel e este, além de pagá-la só 30 a 50 dias depois, ainda aplicava esses valores e o valor dos tributos retidos para posterior repasse ao tesouro no mercado financeiro, obtendo daí vultosos ganhos financeiros em face da inflação galopante então presente. Quando o plano Real começou a ser implantado com o objetivo de acabar com a inflação, o cartel reivindicou uma parcela maior nos aumentos porque iria perder aquele duplo e absurdo lucro. 1995 - Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de funcionários de estatais ao Congresso Nacional para prestar informações aos parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo de informações corretas. Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações da imprensa comprometida. As informações dadas aos parlamentares no governo de Itamar Franco, como dito acima, haviam impedido a revisão com um claro viés neoliberal da Constituição Federal. Emitiu um decreto, 1403/95 que instituía um órgão de inteligência, o SIAL, Serviço de Informação e apoio Legislativo, com o objetivo de espionar os funcionários de estatais que fossem a Brasília falar com parlamentares. Se descobertos, seriam demitidos. Assim, tendo tempo para me aposentar, solicitei a aposentadoria e fui para Brasília por conta da Associação. Tendo recursos bem menores que a Petrobrás (que, no governo Itamar Franco enviava 15 empregados semanalmente ao Congresso), eu só podia levar mais um aposentado para ajudar no contato com os parlamentares. Um dos nossos dirigentes, Argemiro Pertence, mudou-se para Brasília, às suas expensas, para ajudar nesse trabalho; Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o `apagão` no setor elétrico brasileiro. As empresas estrangeiras, comandadas pela Enron e Repsol, donas das reservas de gás naquele país só tinham como mercado o Brasil. Mas a construção do gasoduto era economicamente inviável. A taxa de retorno era de 10% ao ano, enquanto o custo financeiro era de 12% ao ano. Por isto pressionaram o Governo a determinar que Petrobrás assumisse a construção. A empresa foi obrigada a destinar recursos da Bacia de Campos, onde a Taxa de Retorno era de 80%, para investir nesse empreendimento. O contrato foi ruim para o Brasil pelas seguintes razões: mudança da matriz energética para pior, mais suja, ficar dependente de insumo externo dominado por corporações internacionais, com o preço atrelado ao do petróleo e valorada em moeda forte; foi ruim para a Bolívia que só recebia 18% pela entrega de uma de suas últimas riquezas, a mais significativa. Evo Morales elevou essa participação para 80% (a média mundial de participação dos países exportadores é de 84%) e todas as empresas aceitaram de bom grado. E foi péssimo para a Petrobrás que, além de tudo, foi obrigada a assinar uma cláusula de `Take or Pay`, ou seja, comprando ou não a quantidade contratada, ela pagaria por ela. Assim, por mais de 10 anos, pagou por cerca de 10 milhões de metros cúbicos sem conseguir vender o gás no mercado nacional. Em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia fazer. Havia sido assinado um acordo de aumento de salário de 13%, que foi cancelado sob a alegação de que o presidente da Petrobrás não o havia assinado. Mas o acordo foi assinado pelo então Ministro das Minas e Energia, Delcídio Amaral, pelo representante do presidente da Petrobrás e pelo Ministro da Fazenda, Ciro Gomes. Além disto, o acordo foi assinado a partir de uma proposta apresentada pelo presidente da Petrobrás. Enfim, foi deflagrada a greve, após muita provocação, inclusive do Ministro do TST, Almir Pazzianoto, que disse que os petroleiros estavam sendo feitos de palhaços. FHC reprimiu a greve fortemente, com tropas do exercito nas refinarias, para acirrar os ânimos. Mas deixou as distribuidoras multinacionais de gás e combustíveis sonegarem os produtos, pondo a culpa da escassez deles nos petroleiros. No fim, elas levaram 28% de aumento, enquanto os petroleiros perderam até o aumento de 13% já pactuado e assinado. Durante a greve, uma viatura da Rede Globo de Televisão foi apreendida nas proximidades de uma refinaria, com explosivos. Provavelmente, pretendendo uma ação sabotagem que objetivava incriminar os petroleiros. No balanço final da greve, que durou mais de 30 dias, o TST estabeleceu uma multa pesada que inviabilizou a luta dos sindicatos. Por ser o segundo maior e mais forte sindicato de trabalhadores brasileiros, esse desfecho arrasador inibiu todos os demais sindicatos do país a lutar por seus direitos. E muito menos por qualquer causa em defesa da Soberania Nacional. Era a estratégia de Fernando Henrique para obter caminho livre e sangrar gravemente o patrimônio brasileiro. 1995 – O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do monopólio Estatal do Petróleo, através de pressões, liberação de emendas dos parlamentares, barganhas e chantagens com os parlamentares (o começo do `mensalão` – compra de votos de parlamentares com dinheiro desviado do erário público). Manteve o presidente da Petrobrás, Joel Rennó que, no governo Itamar Franco, chegou a fazer carta ao Congresso Nacional defendendo a manutenção do monopólio estatal do petróleo, mas que, no governo FHC, passou a defensor empedernido da sua quebra.

AS CINCO MUDANÇAS CONSTITUCIONAIS PROMOVIDAS POR FHC:
1) Mudou o conceito de empresa nacional. A Constituição de 1988 havia estabelecido uma distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira de capital estrangeiro. As empresas de capital estrangeiro só poderiam explorar o subsolo brasileiro (minérios) com até 49% das ações das companhias mineradoras. A mudança enquadrou todas as empresas como brasileiras. A partir dessa mudança, as estrangeiras passaram a poder possuir 100% das ações. Ou seja, foi escancarado o subsolo brasileiro para as multinacionais, muito mais poderosas financeiramente do que as empresas nacionais. A Companhia Brasileira de Recursos Minerais havia estimado o patrimônio de minérios estratégicos brasileiros em US$ 13 trilhões. Apenas a companhia Vale do Rio Doce detinha direitos minerários de US$ 3 trilhões. FHC vendeu essa companhia por um valor inferior a que um milésimo do valor real estimado. 2) Quebrou o monopólio da navegação de cabotagem, permitindo que navios estrangeiros navegassem pelos rios brasileiros, transportando os minérios sem qualquer controle; 3) Quebrou o monopólio das telecomunicações, para privatizar a Telebrás por um preço abaixo da metade do que havia gastado na sua melhoria nos últimos 3 anos, ao prepará-la para ser desnacionalizada. Recebeu pagamento em títulos podres e privatizou um sistema estratégico de transmissão de informações. Desmontou o Centro de Pesquisas da empresa e abortou vários projetos estratégicos em andamento como capacitor ótico, fibra ótica e TV digital; 4) Quebrou o monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição a empresas estrangeiras. Um exemplo é a estratégica Companhia de Gás de São Paulo, a COMGÁS, que foi vendida a preço vil para a British Gas e para a Shell. Não deixou a Petrobrás participar do leilão através da sua empresa distribuidora. Mais tarde, abriu parte do gasoduto Bolívia-Brasil para essa empresa e para a Enron, com ambas pagando menos da metade da tarifa paga pela Petrobrás, uma tarifa baseada na construção do Gasoduto, enquanto que as outras pagam uma tarifa baseada na taxa de ampliação. 5) Quebrou o Monopólio Estatal do Petróleo, através de uma emenda à Constituição de 1988, retirando o parágrafo primeiro, elaborado pelo diretor da AEPET, Guaracy Correa Porto, que estudava direito e contou com a ajuda de seus professores na elaboração. O parágrafo extinto era um salvaguarda que impedia que o governo cedesse o petróleo como garantia da dívida externa do Brasil. FHC substituiu esse parágrafo por outro, permitindo que as atividades de exploração, produção, transporte, refino e importação fossem feitas por empresas estatais ou privadas. Ou seja, o monopólio poderia ser executado por várias empresas, mormente pelo cartel internacional; 1996 - Fernando Henrique enviou o Projeto de Lei que, sob as mesmas manobras citadas, se transformou na Lei 9478/97. Esta Lei contem artigos conflitantes entre si e com a Constituição Brasileira. Os artigos 3º, 4º e 21, seguindo a Constituição, estabelecem que as jazidas de petróleo e o produto da sua lavra, em todo o território Nacional (parte terrestre e marítima, incluído o mar territorial de 200 milhas e a zona economicamente exclusiva) pertencem à União Federal. Ocorre que, pelo seu artigo 26 -- fruto da atuação do lobbysobre uma brecha deixada pelo Projeto de Lei de FHC -- efetivou a quebra do Monopólio, ferindo os artigos acima citados, além do artigo 177 da Constituição Federal que, embora alterada, manteve o monopólio da União sobre o petróleo. Esse artigo 26 confere a propriedade do petróleo a quem o produzir.”