Ser covarde, é...

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Caos Aereo na Globo, faz despencar Câmera.

Fosse de responsabilidade do Governo Lula, a câmera da Globo que caiu no sambódromo no Rio, daria margens para a criação de uma CPI. A mídia tucana-Demoníaca, nem esperaria os desfechos dos desfiles para chamar o Governo Lula de irresponsável, inseguro e colocaria os famosos "flashes" com depoimentos do seguinte teor: Não fosse a crise internacional que ameaça atacar o Brasil, fazendo os foliões se retrairem, NESSA HORA ESTARÍAMOS CONTANDO OS MORTOS.Detalhes, Leia aqui no Blog os Amigos do Presidente Lula.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

"deus não está morto"


Por Daniel Lopes.
Do Site www.romulogondim.com.br, excelente texto sobre "deus". Confesso que não tenho conhecimentos sobre o assunto, fruto da minha "desconfiança" das mensagens da Bíblia, pois me atrevo em querer conhecer além do que falam os pastores. Vale a pena conferir, e por que não participar?
- Se houvesse por aí um livro com o subtítulo “Evidências científicas da não-existência de Deus” eu ainda assim iria atrás de ler, porque com quase absoluta certeza seria um festival de abobrinhas divertidas e perda de tempo, com ampla vantagem para as abobrinhas divertidas. E se o subtítulo é “Evidências científicas da existência divina”, aí então é que a coisa promete mesmo. Pois este é exatamente o subtítulo de Deus não está morto (Aleph, 2008), do crente e cientista (claro! claro!) indiano Amit Goswami. Todas as minhas esperanças e idéia original de levar o livro do senhor Goswami muito a sério ficaram aí por entre o Prefácio e o Prólogo. Eu tenho inclusive que parar de ler esse tipo de autor, senão daqui a pouco vou acabar me transformando num detestável ateu praticante, eu que estou tão feliz (conformado, se quiserem) em minha condição de ateu não praticante, ou agnóstico, ou sei lá o quê – vai ver nutro apenas a mais absoluta desconfiança pelas religiões instituídas, e não tenho nenhuma querela com o Homem, em especial. No primeiro semestre li I don’t believe in atheists, de Chris Hedges (escrevei sobre alhures), e encerrei a leitura quase achando os 10 Mandamentos do Dawkins uma genialidade. Acreditem em mim: não é possível explicar a existência ou a não-existência de Deus. Pelo menos explicar de uma forma que seja compreensível para mais de 1 por cento da humanidade, ou seja, de uma forma que não seja pura embromação. Então, você me pergunta, se quase todos os humanos não podem entender uma lógica dedicada a explicar a existência de Deus, como é que quase todos acreditam Nele? Bem, pela mesma razão pela qual eu não acredito: por nada – ou por inércia – ou por preguiça (uma colega do Encontro de Jovens me disse, dentro de um ônibus, para (perdão) Deus e o mundo, que eu não sou ateu, e sim um preguiçoso, que tenho preguiça de ir nas missas e nos Encontros disso e daquilo; não pude refutá-la). Não é que as explanações dos teólogos não tenham qualquer utilidade. Sem elas, sem dúvida haveriam menos motivos para rir neste vale de lágrimas. Padre Copleston, em célebre debate com o cientista Bertrand Russell, pergunta se ele, Russell, pode provar que Deus não é uma realidade. Russell diz que provar isso ele não pode, e que portanto, desse ponto de vista, é um agnóstico. Mas o padre Copleston, esse sim, pode provar a existência do Senhor. Filosoficamente: Tome a proposição “se há uma existência contingente, há uma existência necessária”. Considero que essa proposição expressa de maneira hipotética é uma proposição necessária. (…) Mas a proposição é uma proposição necessária somente diante da suposição de que a existência contingente existe. Que há um ser contingente que realmente existe é algo que tem de ser descoberto pela experiência, e a proposição de que existe um ser contingente certamente não é uma proposição analítica, apesar de, uma vez que se sabe da existência de um ser contingente, devo reiterar, segue-se a isso a necessidade da existência de um ser necessário. Não é óbvio? É bem verdade que entre “evidências da não-existência de Deus” e “evidências da existência divina” ainda fico com a primeira, pois pro bem ou pro mal os meus sentidos só percebem o material e o que dele provém, e a minha mente só processa o que meus sentidos percebem, ou, no máximo, bola de vez em quando uma das suas em períodos de sono – o que, afinal de contas, não passa de mais uma conseqüência das percepções nos períodos de vigília. Se, no fundo, não é assim, e eu estou errado, a culpa é de Deus, por me ter brindado com uma mente tão limitada. Ou vai ver a existência de mentes inacreditavelmente limitadas como a minha também são frutos de Sua inteligência e bondade, embora não bondade para comigo, mas com aqueles que acreditam em Sua existência, posto que a crença só existe em contraponto com a descrença, e vice-versa. Mas esqueçam a filosofia do padre Copleston, e bem-vindos à ciência do senhor Amit Goswami. Ou melhor, à “nova ciência” do senhor Goswami, pois é com esse termo que ele orgulhosamente classifica o campo em que atua e onde situa sua teoria. O título do seu livro, claro, é um contraponto à célebre frase de Nietzsche. E, indiretamente (na verdade, diretamente, como fica provado ao longo da obra), uma ratificação da famosa frase daquela personagem dostoievskiana, para quem, se Deus não existe, então tudo é possível. Não lembro agora quem disse certa vez que, efetivamente, se Deus não existe, tudo é possível – inclusive viver como se Deus existisse. Mas, adiante. O Deus do cristianismo popular não serve ao senhor Goswami – Ele não passaria de um “Deus de palha”. Os cristãos discordam, mas a existência desse ser superior – aparentemente tão simples, patente, evidente, clara e fácil de ser comprovada – tem mesmo esse poder de suscitar controvérsias infinitas e onipresentes. É que o autor precisa de um deus mais, hum…, natural, ou seja, com mais conexão com o material, sem a qual sua idéia de atestar Sua existência através da ciência dará em nada com coisa nenhuma. No entanto, o autor reconhece que, apesar das infindáveis discordâncias entre religiões e seitas, todas identificam em Deus (seja lá qual for sua verdadeira identidade) “três aspectos fundamentais”, que ele enumera na primeira página de seu Prefácio: O primeiro aspecto é que Deus é um agente de causação acima da causação que provém do nível terreno e mundano. Segundo, há níveis da realidade mais sutis do que o nível material. E, terceiro, há qualidades divinas – o amor é uma das mais importantes – às quais todas as pessoas deveriam aspirar e que a religião deseja mostrar e ensinar. Sobre as “causações”, nenhum teórico conseguiu explicar razoavelmente (o que dizer cientificamente) até hoje qual foi a causa de Deus. Um outro Deus? Neste caso, a quem adorar, ao Deus 1 ou ao Deus 10? Deus não pode ter criado a Si mesmo, pois, segundo os crentes, nada surge do nada – pelo menos é o que eles dizem quando criticam a teoria evolucionista. Segundo, as “realidades” que fogem (ainda ou para sempre) da mera explicação material têm realmente que ser provas de uma existência divina? Ou será que o senhor Goswami está pensando nas atitudes humanas que não podem ser “explicadas” cientificamente? É verdade, às vezes, raramente, acontece de alguém levar um tapa e, em seguida, dar a outra face. Mas essas atitudes têm que ser provas da existência de Deus? E depois, fora o fato de que não se precisa ser um crente ou ter religião para cometer atos de bondade, não são apenas atitudes de perdão e de amor que são por vezes inexplicáveis. E no caso daquele pai de família que todos têm como exemplar e que, de repente, violenta e mata a filha pequena? É isso um atestado da existência de Deus? Como já disse Christopher Hitchens, se Deus realmente queria uma espécie que fizesse da bondade o motor da vida na Terra, melhor teria feito em criar algo muito diferente do homem. De qualquer forma, para Goswami esses “aspectos fundamentais” que unem as desunidas facções de crentes não passam, por assim de dizer, de abstrações – embora sirvam de fonte inesgotável para discursos proselitistas. Ele, não esqueça, está interessado é na comprovação científica da existência de um ser superior a todos nós. Daí, as “assinaturas quânticas do divino” e os “domínios sutis da realidade”. É que a física quântica, nascida para explicar o comportamento da matéria e da energia dos átomos e subátomos, e que hoje também serve para se estudar fenômenos macro como o Big Bang, inevitavelmente, segundo Goswami, com seus pontos não explicáveis acaba por provar a existência de Deus, já que põe em xeque o determinismo causal da “velha ciência” de Descartes, Galileu e Newton. Sim, nosso autor acredita que “a única explicação possível” para o inexplicável é que ele é “causado pela intervenção de Deus”. Pensando assim, quem precisa da velharia de um método que busca compreender cientificamente o que ainda não foi esclarecido, se o não esclarecido é nada mais que a prova… etc? Agora imaginem se tivessem tido que louvar o inexplicável que um dia foram a rubéola, a malária e a AIDS. Nada animador, não é verdade? Por falar em doenças e curas, o que na verdade o senhor Goswami quer dizer na passagem seguinte? A ciência materialista tem tido muito progresso e tem nos proporcionado muitas tecnologias úteis, mas quanto mais nós a aplicamos a problemas biológicos e humanos, menos parece capaz de nos oferecer soluções palpáveis. Por ciência materialista, entendam a “velha ciência”, em contraponto à “nova”, espiritual. Parece até um estalinista falando da “arte burguesa”. Ou um extrato de discurso da Madre Teresa de Calcutá, que pregava aos miseráveis a resignação, mas, quando ela mesma teve um grave problema de saúde, pegou o primeiro vôo rumo a uma clínica californiana contaminada pela ciência burguesa, digo, materialista. Fonte: www.almagama.blog.br

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Diário Oficial do Estado desvenda relações vantajosas do bispo com tucano cassado


Desvendado o mistério. E não foi preciso a interferência divina para que os paraibanos ficassem sabendo as razões da apaixonada defesa do representante de Deus na terra dos tabajaras em relação ao governador cassado Cássio Cunha Lima (PSDB). O diário oficial de ontem, último dia de Cássio frente ao governo paraibano, traz um convênio no valor de R$ 667.141,42 firmado entre o Estado a Arquidiocese da Paraíba instituição dirigida pelo arcebispo dom Aldo Pagotto.
A respeitável importância será gerida pelo religioso que pretende empregá-la na ajuda a pessoas carentes entre elas, crianças, gestantes nutrizes, idosos da periferia da capital. Dom Aldo tem se notabilizado pelo seu estreito relacionamento com o que tem de mais comprometido com a corrupção na política paraibana. Ele é íntimo do governador cassado Cássio Cunha Lima e do senador tucano, Cícero Lucena, preso pela Polícia Federal por envolvimento em crimes contra o patrimônio público. Um dos últimos atos do Governo Cássio Cunha Lima, publicado no Diário Oficial da terça-feira (17), data em que o TSE confirmou a cassação do mandato do governador, foi a publicação de um convênio que está dando muito o que falar, beneficiando a Arquidiocese da Paraíba. No valor de R$ 667.141,42, o convênio de número 0018/2009 foi selado entre o Fundo de Desenvolvimento do Estado da Paraíba e a Arquidiocese, a quem os recursos serão destinados. De acordo com o que foi publicado no Diário Oficial, os recursos resultantes do convênio serão destinados a Ação Social Arquidiocesana, em João Pessoa, para atender a crianças, gestantes nutrizes, idosos e pessoas carentes, nas comunidades da periferia de João Pessoa”. A repercussão do convênio, seja nas ruas, nos bares, nas redações e nas emissoras de rádio, é negativa: o que mais se enfatiza é o fato de o benefício ter sido autorizado por Cássio Cunha Lima (PSDB) no mesmo dia em que o arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, deu declarações a imprensa totalmente favoráveis ao ex-governador paraibano sobre o processo de sua cassação. Na terça-feira, dia da publicação do convênio no Diário Oficial, horas antes da sessão do TSE em que foi confirmada a cassação, o arcebispo dom Aldo Pagotto manifestou a certeza de que a Justiça Eleitoral iria inocentar o governador porque, segundo ele, todas as acusações que recaiam sobre Cássio eram falsas. Em várias outras ocasiões o arcebispo dom Aldo Pagotto defendeu o ex-governador Cunha Lima de acusações. Mais que isso, o arcebispo Metropolitano da Paraíba, embora tenha desaconselhado os sacerdotes a participarem da política partidária, participou diretamente do Guia Eleitoral de campanha do então candidato ao Governo, Cássio Cunha Lima.
Fonte: redação com portais

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Enfim, Acabou: TSE decide que José Maranhão deve assumir cargo de governador da Paraíba



TSE decide que José Maranhão (PMDB)e o vice Luciano Cartaxo (PT) devem assumir cargo de governador e vice da Paraíba Cássio Cunha Lima (PSDB)teve mandato cassado por abuso de poder econômico. Tribunal considerou eleição de 2006 válida.
Do G1, em Brasília
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na noite desta terça-feira (17) que o senador José Maranhão (PMDB), segundo colocado nas eleições de 2006, vai assumir o cargo de governador da Paraíba no lugar de Cássio Cunha Lima (PSDB), que teve a cassação confirmada pelo tribunal nesta terça. Cunha Lima e seu vice, José Lacerda Neto (DEM), devem deixar os cargos imediatamente. Ainda cabe recurso contra a decisão, mas somente no Supremo Tribunal Federal (STF). O TSE considerou que, mesmo com as denúncias de irregularidades que atingiram o governador cassado Cunha Lima e Lacerda Neto, a eleição de 2006 foi válida e, por isso, Maranhão assume o cargo. O novo vice-governador da Paraíba é Luciano Cartaxo (PT), atualmente vereador em João Pessoa e companheiro de chapa do peemedebista durante o pleito. Cassação Os ministros negaram todos os recursos protocolados no TSE contra decisão da Corte, que, no dia 20 de novembro do ano passado, cassou os mandatos por abuso de poder econômico e político, e prática de conduta vedada a agente público. As irregularidades teriam sido cometidas durante a campanha eleitoral de 2006, quando o tucano foi reeleito. Nos recursos analisados nesta noite, o governador e vice pediam que o TSE reconhecesse “omissões, obscuridades e contradições” no julgamento que culminou na cassação. Os ministros, no entanto, não se convenceram com os argumentos. Por 7 votos a 0, eles entenderam que o processo correu de forma legal e que há provas claras de que houve irregularidades durante a campanha de Cunha Lima em 2006. Demora Um pedido de vista do ministro Arnaldo Versiani havia interrompido no dia 17 de dezembro a sessão do TSE que discutia o caso de Cunha Lima. Na ocasião, Versiani pediu mais tempo para analisar novos pedidos apresentados pela defesa do governador. Único a votar no julgamento dos recursos em dezembro, o relator do processo, Eros Grau, negou os pedidos da defesa de Cunha Lima, de Lacerda Neto e dos partidos de ambos, assim mantendo a decisão inicial do TSE. Nesta noite, Versiani entendeu que o governador teria se beneficiado por meio de um programa social irregular. Os demais ministros seguiram o entendimento. Liminar Cunha Lima e Lacerda Neto não deixaram até hoje as funções de governador e vice da Paraíba, respectivamente, por conta de uma liminar concedida pelo próprio TSE em novembro, que permitiu que os dois permanecessem nos cargos até que se esgotassem as possibilidades de recurso no tribunal contra a decisão que cassou o mandato de ambos. A decisão nesta terça derruba o efeito da liminar. Cássio Cunha Lima teve o mandato cassado sob a acusação de ter distribuído 35 mil cheques a cidadãos carentes durante a campanha eleitoral de 2006, por meio do programa assistencial da Fundação Ação Comunitária (FAC), vinculada ao governo do estado. De acordo com a denúncia, os cheques distribuídos totalizaram cerca de R$ 4 milhões.

Venda de carro cresce e freia onda de demissão


Noticia ruim para a Oportunista Oposição.Ha, ha, ha, ha.
As vendas de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus na primeira quinzena de fevereiro passaram de 103 mil unidades. ´´É o segundo maior volume nesse período desde 2002, quando começou a compilação quinzenal de licenciamentos - só ficou atrás de 2008, com 107 mil unidades. Os números já animam a cadeia automotiva, que, a partir dos números mais positivos, tende a diminuir os volumes de demissões e férias coletivas. A Renault do Brasil, por exemplo, confirmou ontem que vai reintegrar, a partir de março, 500 dos mil empregados que estavam com contrato de trabalho suspenso desde dezembro passado e que passaram a receber a Bolsa Qualificação, depois da abrupta queda de vendas que atingiu todo o setor automotivo no final do ano. A previsão era de que esses trabalhadores voltassem ao trabalho somente em maio, mas o aquecimento das vendas em janeiro e ainda no início de fevereiro - além da previsão de lançamento de um novo veículo - antecipou a meta. "A retomada na produção da indústria automobilística não depende das exportações, que continuam em queda", comentou Wilson Rocha, diretor de vendas e engenharia da TRW Automotive, fabricante de autopeças que tem grande participação nas montadoras do País. Venda reage e Renault reintegra funcionários Com 103.067 veículos emplacados (incluindo automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus), a primeira quinzena de vendas de veículos neste mês já começa animar a indústria automobilística, o que deverá diminuir os rumores de demissões em todos os setores que participam da produção de veículos. A Renault do Brasil confirmou ontem vai reintegrar, a partir do início de março, pelo menos 500 dos seus 1 mil empregados cujo contrato de trabalho foi suspenso em dezembro passado e que recebem a Bolsa Qualificação, depois da abrupta queda de vendas que atingiu todo o setor automotivo no final do ano. A previsão era de que estes trabalhadores voltassem ao trabalho somente em maio, mas o aquecimento das vendas em janeiro e ainda no início de fevereiro, além da previsão de lançamento de um novo veículo, antecipou a meta. Comparado aos cinco últimos anos as vendas da primeira quinzena de fevereiro de 2009 só perdem para igual período de 2008 (107,2 mil unidades), quando houve recorde de vendas de veículos no País. Em comparação aos 15 dias de janeiro, quando foram emplacados 98.322 unidades, houve um crescimento de 4,82%. "Isso mostra que a economia do País está forte, já que a retomada na produção da indústria automobilística não depende das exportações que continuam em queda", comentou Wilson Rocha, diretor de vendas e engenharia da TRW Automotive, fabricante de autopeças que tem grande participação nas montadoras do País. Em outubro de 2008 as vendas ao exterior totalizaram 68,6 mil unidades, volume que caiu para 50,5 mil unidades em novembro, 43,6 mil em dezembro e fechou janeiro com 22,6 mil unidades, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). As exportações em queda interferem, mas não inibem a produção. "Para o primeiro trimestre deste ano as perspectivas são boas. O período fechará com volume de 620 mil veículos, volume 20% menor que o mesmo período de 2008 Entendo que a indústria automobilística chegará a um patamar razoável, com a produção de 2,6 milhões de veículos em 2009", prevê Rocha. Menos estoques Outro fator positivo para o setor é a redução do volume de estoque de veículos, que caiu de 306 mil unidades em dezembro para 193 mil unidades em 31 de janeiro. "Se a redução do IPI, que vence em março, for estendida, dará continuidade à reação das vendas no mercado brasileiro", diz o diretor da TRW. A média diária de vendas de fevereiro, que totalizou 9.939 veículos, mostra que a indústria automobilística já atingiu o ponto de equilíbrio. Segundo Rogelio Golfarb, diretor de assuntos governamentais e de comunicação corporativa para a América do Sul, "essa é a verdadeira realidade do mercado". Renault retoma Segundo o coordenador da delegação sindical da Renault, Robson Jamaica, a fábrica deve voltar a trabalhar com metade do segundo turno entre os dias 5 e 20 de março, o que aumentaria a capacidade de produção dos atuais 320 veículos diários para até 540 carros por dia. "A expectativa é a de que os outros 500 funcionários afastados voltem ainda no primeiro semestre do ano", disse o coordenador. A empresa fez um acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, no final do ano, para evitar demissões e, desde o começo de janeiro, mil de seus 4.650 funcionários permaneciam em casa ou em cursos de treinamento recebendo seus salários em parte da empresa e em parte do FAT -- Fundo de Amparo do Trabalhador. O acordo com o sindicato deveria ter vigência até maio próximo. Nesta semana, a Renault deve enviar um comunicado à Secretaria do Trabalho, Emprego e Promoção Social do Paraná com o nome dos funcionários e a data de volta ao trabalho. O secretário Nelson Garcia disse que os trabalhadores receberão o número de parcelas do seguro-desemprego referentes ao tempo de afastamento e, imediatamente à retomada dos contratos, eles voltam a recolher os benefícios previdenciários e Fundo de Garantia. A Renault informou que encerrou o mês de janeiro com recorde de vendas e alta de 14,7% no volume de veículos emplacados em relação mesmo período de 2008. Para se ter uma ideia, em janeiro o setor automotivo teve retração de 7,6% em relação a igual mês de 2008 e alta de 3% frente a dezembro. Em janeiro, a Renault vendeu 8.797 carros, 13,5% acima de dezembro de 2008 (7.752 unidades). A montadora fechou o mês com participação de mercado de 4,6%, ante (3,7% em janeiro de 2008).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Lula, 84%: mídia perde a chance de explicar

Capa do Diário do Comércio, mostrando o mau aproveitamento da grande imprensa diante da aprovação crescente de Lula num ambiente de crise. Moisés Rabinovici, Diário do Comércio

A pauta não era boa, era excelente: como pode um presidente da República conseguir 84% de aprovação em meio ao que a imprensa vem qualificando de "maior crise da história do capitalismo" (os mais prudentes prefere afirmar que é a "pior desde 1929")? Por Luiz Antonio Magalhães, no Observatório da Imprensa x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x
A cobertura dos jornalões sobre o fenômeno, porém, foi pífia. Todos registraram o resultado da pesquisa CNT/Sensus divulgada na segunda-feira (2/2), e até com algum destaque – a Folha de S. Paulo, por exemplo, se rendeu à importância do levantamento e deu chamada na primeira página, coisa incomum quando a pesquisa não é do Datafolha –, mas jornal algum foi capaz de realizar a contento uma pauta óbvia, qual seja a de tentar responder a pergunta que todo cidadão deve ter feito ao receber a notícia dos 84%: como, afinal, o presidente Lula consegue mais apoio em um momento como este? É preciso um pouco de criatividade para ir além da obrigatória consulta a um ou dois cientistas políticos ou economistas, categorias que ultimamente andam unidas nos erros clamorosos que cometem em suas previsões. Lula é carismático? Muito, sem dúvida, mas o que realmente significa ser carismático? O presidente se comunica melhor do que os demais políticos? Aparentemente sim, então nada melhor do que perguntar a quem entende do riscado quais são os trunfos do ex-líder operário em relação aos seus colegas. Nem é tão difícil assim. Além dos acadêmicos da área e marqueteiros em geral, por que não ousar e tentar ouvir de um Silvio Santos ou um Fausto Silva alguma explicação sobre a facilidade do presidente em obter empatia com o público? Ou tentar pelo menos explicar aos leitores o conceito de carisma, mostrar exemplos de personalidades que ao longo da história foram consideradas carismáticas. Nada disto é muito complicado. Via de regra, o que os jornalões apresentaram nas matérias sobre a pesquisa CNT/Sensus foi a já velha explicação de que a crise "ainda não bateu" no Brasil, de maneira que quando a turbulência ficar mais forte, inevitavelmente a popularidade do presidente cairá. Este observador até acha possível que isto de fato aconteça, mas também pode ser que um fenômeno diferente ocorra (ou já esteja ocorrendo neste momento): sim, a crise é grave, gravíssima, até, mas o povão teria entendido que a culpa não é do presidente Lula. Como diria Leonel Brizola, essa crise vem de longe, muito longe, do outro lado do Rio Grande, de forma que responsabilidade pelo drama, na avaliação popular, Lula não tem nenhuma. Ao contrário, a imagem que o presidente passa é a de que está trabalhando justamente para minimizar os efeitos da crise no país com a isenção de impostos, diminuição dos juros, esforços para revitalizar o crédito e aumento do salário mínimo para proteger os mais pobres, entre tantas outras medidas tomadas recentemente. Tudo somado, qualquer que seja a explicação para o fenômeno, apenas uma foi contemplada nos jornalões - a de que a popularidade vai cair quando a crise enfim chegar. E pelo que a própria mídia vem publicando, esta explicação é meio capenga, uma vez que as demissões em massa estão em curso desde dezembro... Presidente na mídia popular No fundo, os jornalões, perplexos com a performance presidencial e também aferrados na habitual má-vontade que nutrem pelo presidente, minimizaram uma notícia que tinha tudo para render análises interessantes e matérias de muita leitura. A Folha de S. Paulo, especialmente, perdeu uma oportunidade de ouro. A principal nota da coluna Painel, publicado na mesma página da reportagem sobre a pesquisa, informava que neste ano o governo pretende produzir uma coluna, assinada pelo presidente, para os jornais populares. Ora, uma das chaves para explicar a popularidade presidencial é a forma com que Lula usa a mídia a seu favor, mesmo tendo boa parte dos veículos em posição bastante crítica ao seu governo. O presidente é capaz de criar fatos políticos como nenhum outro, à exceção talvez de Getúlio Vargas e Jânio Quadros. O presidente fala muito, discursa sempre que pode, conhece o poder da imagem e sabe perfeitamente oferecer "o lide" para os jornalistas. Não é preciso ler jornais para saber fazer isto, basta um pouco de perspicácia e compreensão da atividade jornalística, e isto o ex-metalúrgico certamente vem aprendendo e aperfeiçoando desde os tempos do sindicato. Do outro lado do balcão, a mídia ora se rende à simpatia e ao jeitão despojado do presidente, ora bate sem dó nem piedade nessas mesmas características do líder, muitas vezes caracterizando o seu estilo como "populista". Lula não pode ser populista porque este conceito é datado, remonta aos anos 30 do século passado. No máximo, poderia ser um "neopopulista", mas também esta carapuça não cabe muito bem no presidente. Mas voltando ao que interessa aqui, o fato é que com essas duas posturas a imprensa brasileira presta um desserviço aos leitores pois endeusando ou demonizando o presidente, a única coisa que não se faz é explicar, ou pelo menos tentar explicar, este novo fenômeno da política nacional. Pelo jeito, vai ficar para os historiadores, os jornalistas não estão se mostrando capazes de uma tarefa que nem é assim tão complicada...