quinta-feira, 8 de abril de 2010

Marina Silva (PV) é contra obra de transposição do São Francisco

O presidente Lula foi a única pessoa que tirou a transposição do São Francisco do papel para a terra. Nunca disse que a obra seria definitiva e acabaria definitivamnete com a sede do nordeste. Inicialmente, a obra beneficia cerca de 12 milhões. A oposição só fala no custo da obra, esconde os seus beneficios e esquece que a água no nordeste, é moeda de troca por votos, e fonte de enriquecimento de politicos picaretas.O presidente Lula ficará na história por esse feito, e tenho pena, de quem, por má fé ou por ignorancia se voltar contra essa grandiosa construção.
Helio de Almeida
A pré-candidata a presidente pelo PV, Marina Silva, diz que a obra é um dos carro-chefes da campanha de Dilma Rousseff.
A senadora defende que a transposição do rio não resolverá o problema da falta d´água dos nordestinos.
Brasília Pré-candidata a presidente pelo PV, a senadora Marina Silva prepara um giro pela região mais seca do País para marcar posição contra a ideia de que a transposição do Rio São Francisco resolverá o problema da falta d´água dos nordestinos.
A obra de transposição, orçada em R$ 5,5 bilhões, é um dos carros-chefes do governo Lula e uma das vitrines da candidatura petista de Dilma Rousseff.
A meta é inaugurar ainda neste ano um dos dois canais do projeto, vendido pela propaganda oficial como a solução para a oferta de água, até 2025, para Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
A viagem, prevista para maio, deve incluir o interior do Rio Grande do Norte e o sul do Ceará, em especial o Cariri. Enquanto ministra do Meio Ambiente, Marina nunca se posicionou diretamente contra o projeto, já que a abertura dos canais dependia de licenças do Ibama, subordinado à sua pasta - ela sempre disse que não havia, do ponto de vista ambiental, motivos para condená-lo.
Porém Marina não vê na transposição uma solução imediata para a falta de água no Nordeste. Para ela, a obra depende de um processo completo de revitalização do rio. Na região, Marina apresentará propostas alternativas, como de dessalinização da água retirada de poços artesianos (imprópria para beber), além de bater na tecla da revitalização.
A visita da acriana também é uma forma de afago ideológico ao PV, já que a região seria uma das mais afetadas pelo aquecimento global. "Estão no centro da atenção do partido a savanização da Amazônia, as chuvas no centro-sul e a desertificação do semiárido", diz o vereador carioca Alfredo Sirkis, outro coordenador da campanha. No semiárido, Marina se posicionará sobre Bolsa Família e a geração de emprego.
Na terça-feira, em seminário no Senado sobre mudanças na legislação ambiental, a pré-candidata afirmou desconhecer a real participação do governo Lula no avanço de projetos que afrouxam as regras de preservação. "Infelizmente isso acontece com a anuência ou com a omissão do governo federal".
Lançamento.
O PV em São Paulo espera a presença de mil filiados na convenção que irá lançar os candidatos ao governo paulista e ao Senado. O evento, marcado para o dia 11, irá confirmar a candidatura do ex-deputado Fábio Feldmann ao governo e do empresário Ricardo Young, do Instituto Ethos, ao Senado. A senadora Marina Silva participará da convenção. "Não podíamos ter melhores personagens para serem nossos porta-vozes", disse o presidente estadual do PV, Maurício Brusadin.

Um comentário:

Arnaldo Almeida disse...

À Margem
Arnaldo Almeida & Ray Gouveia

A tela inteira se revela
Mandacaru, pedra e corisco
À margem rasa do futuro
Um rio deságua em São Francisco
E o fio que dele se desdobra
Cortado à faca, em planta baixa
Debaixo das narinas tontas
A trama toda se encaixa
Dos interesses dos padrinhos
Na rede dos favorecidos
Na força oculta pelas marcas
Dos mil carimbos abatidos
São os quereres indomáveis
E os pareceres sem valia
Uma carranca lança um grito
Que vai de Minas à Bahia

Uma carranca nada pode
De cara feia a fome impera
E mesmo assim, cortada à faca
A fonte seca, na quimera
Quisera os homens que decidem
Quisessem ver além do risco
Pelos quereres do futuro
Um rio deságua em São Francisco