Ser covarde, é...

Ser covarde, é...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Acabou o “lulismo” de Serra


Do Blog Tijolaço.
Sei que é arriscado fazer previsões do tipo da que está aí em cima, no título, e se o caro amigo leitor me perguntar se tenho alguma informação de bastidor, sinceramente direi que não. Mas acho que está em curso uma rearrumação na campanha tucana.
Se me permitem certa licença narrativa, atentando mais para o conteúdo que para as cenas, acho que o processo se passou mais ou menos assim.
A análise pré-eleitoral partia de algumas constatações óbvias. Exceto diante de uma hecatombe econômica, o que lhes parecia improvável no curto prazo, o alto comando serrista sabia que a popularidade de Lula era indestrutível até outubro. Já a hipótese de Dilma, pessoalmente, não cair no gosto do povo era bem mais plausível.
Lembremo-nos que a cabeça dos marqueteiros, como a de certos políticos, funciona assim: “qual é a vantagem que eu levo se agir assim ou se agir assado?” é a pergunta essencial diante das opções políticas.
E, achando que a cabeça de Lula é como as suas, imaginaram que o presidente não fosse arriscar seu sólido prestígio – e uma eventual volta ao poder em 2014 – se atirando de corpo e alma na campanha de um “poste”. A máquina do PT, sobretudo a do PT paulista, que já não vibra de emoção com a candidatura Dilma “amoleceria”, aceitando de forma fleumática aquele “que vença o melhor” cínico dos que pensam, na verdade, em conservar seu poder, como Pilatos no credo.
Era a teoria do “pós-Lula”.
Mas o pós-Lula é pós-Lula, obviamente. E Lula está longe de estar “pós”. E já faz muito tempo, aliás desde o episódio do “mensalão”, que ele colocou os marqueteiros e os políticos “da máquina” reduzidos a, no máximo, darem seus palpites, em lugar de suas sábias “ordens”. Disse isso, falando sobre o acordo com o Irã: se dependesse dos marqueteiros, ele não teria ouvido nada diferente de “presidente, não ponha a mão nesta cumbuca”. Lula nem ligou e assumiu o papel – este, sim – de estadista e não se furtou a dar o passo que o Brasil precisava dar para se impor no cenário internacional.
O presidente Lula recusou a posição de “Michelle Bachelet” em que o pretendiam colocar, aquele papo de “não, o senhor é um estadista que tem que estar acima das paixões eleitorais”, e foi à luta para “grudar” Dilma a sua própria figura. Fez isso correndo risco e enfrentando as pressões que sabia que viriam, sobretudo, da mídia sobre a Justiça Eleitoral, para reduzi-lo ao silêncio, como vieram.
Muitos, amolecidos pelos anos de poder e mando, não puderam ou não quiseram compreender compreender que o presidente não apenas faria como já estava fazendo uma sinalização de que seu futuro político é o povo brasileiro e que, abandonando-o na disputa eleitoral, abandonaria a própria grandeza que construiu para si como governante, embora fosse contar, durante algum tempo, com uns editoriais favoráveis e uns tapinhas nas costas, como a gralha recebeu os elogios da raposa até abrir o bico e deixar o queijo cair.
Assim, Lula frustrou a imaginação em que se baseava a estratégia serrista e não deixou que a candidatura Dilma “estagnasse”, condição básica para os planos do “Serra lulista”.
Dilma cresceu, sólida e consistentemente. Nem mesmo o providencial Datafolha de março, criando uma diferença de nove pontos – ainda ampliada para 10, em abril – para criar um clima de dúvidas sobre a inexorabilidade do crescimento de Dilma como “a candidata de Lula” e a estratégia de aponta-la como incapaz e trôpega politicamente, para enfraquece-la junto ao eleitorado mais esclarecido, funcionaram.
Embora uma ou duas figuras de destaque tenham acreditado que poderiam ficar fazendo comentários “neutros” que a mídia se encarregava de tornar negativos, nem Lula tirou o corpo fora, nem Dilma escorregou ou se desqualificou pessoal ou politicamente.
Neste campo dos formadores de opinião, no qual a tucanagem pretendia deitar e rolar com a desvalorização de Dilma, como pessoa, acho que podemos nos cumprimentar – sem baixar a guarda – por ter a chamada blogosfera, na crescentemente importante comunicação via web, sustentado uma guerrilha que não apenas fustigou sem cessar o adversário como serviu como advertência ao pessoal do “tanto faz” de que pagaria, perante a população, um grave preço por isso.
Bem, já não há condições de deixar de encarar um fato objetivo: à medida em que cresce a informação sobre a definição eleitoral de Lula, crescem os índices de Dilma. O Datafolha teve de entregar os pontos que tirara dela. A marca de 44% dos eleitores dizendo que votará no candidato de Lula, acrescida dos que dizem que “podem votar”, chega a dois terços do eleitorado. É demais para ser vencido, se este referencial de voto não se retrair e, ao contrário, se expuser decididamente.
Faz duas semanas que há uma crise interna no comando serrista. A irritação do candidato, distribuindo grosserias a jornalistas – da qual o “fora” em Míriam Leitão foi a “jóia da coroa”, a refletiu.
Agora, porém, há uma nova orientação, difícil de implementar, tantas foram as mossas que o “Serrinha lulista” deixou no caminho. Aécio Neves, mesmo pressionado pela mídia, não parece ter muita disposição de receber de Serra o abraço do afogado. Fernando Henrique, solenemente posto para escanteio, este pode voltar, impelido pela própria vaidade, para ser o detrator “erudito” do operário.
E Serra, este vai aparecer como tem já aparecido nos últimos dias: o homem da autoridade, o repressor, o inimigo da esquerda latinoamericana, o “prendo e arrebento”. Sobre o episódio de ontem, quando acusou a Bolívia de ser “cúmplice” do narcotráfico, escreve a insuspeita Eliane Catanhede, hoje, na Folha, que “o tucano José Serra não cometeu uma gafe ao criticar o governo Evo Morales na Bolívia. Foi um ato calculado”.
Ela está certa. Foi, sim. A campanha de Serra percebeu que o “Serrinha lulista” não colou à esquerda, mas estava tendo um efeito dissolvente à direita. Ou, descrevendo melhor, não colou no povão e, na elite, não entusiasmou ninguém.
Serra, agora, quer se consolidar como “dono” dos 30% dos votos que a direita tem, quase sempre, nos grandes centros urbanos. Eles podem ser mais, se um governo progressista entra em crise, seja na economia, seja na credibilidade pública, com a ajuda da mídia. Mas também podem ser menos, ou se dividir com uma candidatura insossa, se o personagem da elite começa a se desgastar.
Perdoem-me a pretensão de analista. Mas ouso dizer a vocês, meus amigos, esta eleição será o que deve ser: um embate ideológico por um projeto de Brasil, não um festival de marquetagens. É o que, com minhas curtas pernas, venho dizendo desde setembro passado, quando escrevi que havia acabado o “Lulinha Paz e Amor”.
Acabou também o “Serrinha lulista”.
A direita vem com sua própria e feroz cara. A nós, cabe o combate em todas as frentes, preservando o presidente dos pequenos enfrentamentos. A Lula, cabe aguardar, com a lucidez e frieza de um zagaieiro, porque é sobre ele que a onça, acuada, vai saltar.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Eleição IFPB. Falta pouco e o coração bate mais forte...

IFPB em Movimento.
Nesta quarta-feira (26), um contingente de 10 mil alunos, técnicos e professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), elegerá, democraticamente, o primeiro Reitor (a) da Instituição. Concorrem ao pleito, o atual Reitor, João Batista de Oliveira, signatário da carta programa Unidos pela Consolidação, e a professora-doutora Vania Medeiros, representando as mudanças necessárias para a implantação da nova proposta de educação profissional e tecnológica, orientada pelo Ministério da Educação, com a proposta “Por uma Educação em Rede”.
Os dois últimos debates entre os candidatos à Reitoria do IFPB aconteceram, ontem (24), nos campi de Princesa Isabel e Monteiro. Em Princesa Isabel, a comunidade está preocupada com a paralisação das obras da expansão. Os 250 estudantes do campus estão assistindo aulas em um prédio cedido por uma entidade religiosa, o Instituto Frei Anastácio, que não oferece infra-estrutura adequada.
A prefeitura de Princesa Isabel doou um dos melhores terrenos da cidade para a construção da expansão e repassou a administração de uma escola técnica municipal para o IFPB. O presidente do DCE, Irismar, que também é vereador na cidade, perguntou o que os candidatos pretendem fazer para resolver os problemas da implantação efetiva do Instituto; o que está preocupando a comunidade em geral.
Após o debate, alguns estudantes do campus de Princesa Isabel procuraram a professora Vania Medeiros, outros enviaram e-mails, denunciando a falta de laboratórios para os cursos de informática e tecnologia em gestão ambiental, bem como a falta de bebedouros no prédio onde funciona a escola.
Os estudantes se congratularam com a professora reconhecendo o importante papel que ela vem desempenhando nessa campanha, trazendo à tona aspectos da atual gestão que nunca foram apresentados publicamente. Alguns alunos aderiram à proposta da professora Vania Medeiros; no entanto, estão inseguros de assumir publicamente a adesão com medo de represálias da atual gestão.
No debate de Princesa Isabel, que aconteceu na Câmara Municipal, também ficou caracterizada a luta desigual da professora Vania Medeiros no atual processo sucessório, uma luta de Davi contra Golias, como ela caracterizou. Enquanto a candidata da oposição estava com apenas três assessores da campanha, o Reitor João Batista se fazia acompanhar de uma verdadeira comitiva constituída por servidores da instituição que ocupam cargos na gestão.
O candidato à reeleição, professor João Batista, voltou a assumir a postura de autoridade no debate de Princesa Isabel. Ele fez cobranças à candidata de oposição que só poderiam ser feitas por um superior hierárquico e não por alguém na mesma condição de candidato.
O reitor também tentou desqualificar a experiência acadêmica da professora Vania Medeiros, afirmando que “ter título acadêmico não é ter experiência para a educação”. Para quem quer ser Reitor essa afirmação chega a ser preocupante, criticou a professora Vania.
A candidata Vania Medeiros disse, ainda, aos estudantes, que se for eleita vai rever aspectos importantes da expansão relacionados à parte pedagógica e a política estudantil. “Vamos promover uma consulta à comunidade para avaliar o desempenho da atual gestão do campus”, garantiu.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Eleição no IFPB

A Professora Vânia, de forma catedrática mostrou aos presentes ao debate no apertadissimo auditório do IFPB, exemplos do que é ter experiencia administrativa, como convivencia, acompanhamento, discussão e conhecimento dos problemas que aflingem o serviço público. Ao contrário da atual gestão, Vânia demonstrou ter conhecimento do dia-a-dia e apontou como saida para resolver os diversos problemas, a capacidade de ouvir tanto a maioria como a minoria. A professora Vânia deixou o professor sem explicação em dois momentos principais quando denunciou a situação das alunas de Cajazeiras que sem colchão algumas dormem no chão e da falta de acompanhamento por parte de psicologas as adolescente que residem no Campi.
Do IFPB em Movimento.

A professora Vania Medeiros, candidata à Reitoria do IFPB, conseguiu conquistar a confiança política do maior colégio eleitoral da Instituição, o Campus de João Pessoa. O debate entre os candidatos que concorrem ao processo sucessório à Reitoria da Instituição, no Campus de João Pessoa, aconteceu ontem (19), às 14horas, mediado pela Comissão Eleitoral Central.
Após o debate, algumas pessoas comentaram que a professora Vania Medeiros é um verdadeiro fenômeno que desponta como liderança política na instituição. Em apenas um mês de campanha, a candidata conseguiu reverter uma articulação de quatro anos para manter a atual equipe gestora no poder.
A candidata Vania Medeiros, que defende a proposta “Por uma Educação em Rede”, afirmou que se for eleita vai criar espaços de fomento a novas lideranças políticas na instituição, com o objetivo de superar a crise nessa área da educação. A candidata é contra o dispositivo da reeleição porque tira o direito de outras pessoas competentes dar sua contribuição político-administrativa à Instituição, além de inibir a formação de novas lideranças.
O Reitor João Batista, candidato à reeleição, voltou a demonstrar, como em outros debates, desconhecimento quanto ao problema das estudantes das casas de apoio do Campus de Cajazeiras. Elas estão dormindo no chão por falta de beliches.
O tema da assistência estudantil, que está sendo recorrente em todos os debates, voltou à tona no Campus de João Pessoa, com a denúncia feita pela professora Vania Medeiros de que no Campus de Cajazeiras tem estudante dormindo no chão. O candidato João Batista respondeu com indiferença que “os estudantes estão muito bem tendo uma casa para morar, e se alguns estão dormindo no chão é porque colocamos estudantes demais nessas casas”. Por outro lado, Vania Medeiros afirmou que vai dar atenção especial aos estudantes que estão chegando de outras cidades, Estados e Regiões promovendo moradia e atendimento psicossocial e pedagógico.
A professora Vania Medeiros disse que, caso seja eleita, não vai fazer um desmonte da atual gestão de forma irresponsável. Ela garantiu que montará uma equipe competente para fazer a transição para o modelo de educação científica e tecnológica que deveria ter sido implantada com a Ifetização da instituição. “Não vou preterir na minha gestão quem quiser realmente colaborar com a educação, porque essa é exatamente a minha convicção”
Vania afirmou que sua candidatura não é um expediente oportunista, referindo-se às inverdades disseminadas nos Campi da Instituição pelos colaboradores da atual gestão. “Pelo contrário, tenho usado todas as minhas energias para contribuir com a mudança de um modelo de gestão centralizadora que desagrada a todos os segmentos do IFPB”, assinalou.
A candidata reclamou que está sendo disseminado, em todos os campi da instituição, que se ela for eleita irá cancelar todos os contratos de terceirização, com a demissão de pessoas que atualmente servem ao Instituto. “Isto é uma ingenuidade, pois garantir a autonomia dos campi é o princípio de nossa proposta e o prosseguimento das suas atividades não depende de mim, e sim do Ministério da Educação”, esclareceu.
Como nos debates de outros Campi, os representantes das entidades e dos segmentos institucionais revelaram a falta de políticas adequadas na área de apoio aos estudantes, na infra-estrutura de laboratórios; a falta de políticas de integração interinstitucionais, de contratação de novos servidores em tempo hábil e de capacitação dos profissionais da educação.
O problema da centralização de todas as ações institucionais na pró-reitoria administrativa veio à tona, novamente, no debate entre os candidatos a Reitoria do IFPB, no Campus de João Pessoa. O candidato à reeleição não admite os problemas da sua gestão e apresenta respostas evasivas e sem a devida convicção e firmeza administrativa que a comunidade espera de quem quer ser Reitor por dois mandatos consecutivos.
O candidato à reeleição vem se utilizando das propostas da professora Vania Medeiros, já que lhe falta argumentos quando se esgota a possibilidade de apologia às políticas públicas do Governo Federal para a Educação Tecnológica, que ele apenas executa, e o repertório de projetos que ele recebeu prontos da gestão anterior. O Reitor esperou quatro anos para dizer que é preciso conversar mais com a comunidade; postura que, evidentemente, não comunga com os princípios do seu modelo de administração centralizadora.
O candidato oficial também está seguindo uma estratégia publicitária antiética para chamar a atenção dos estudantes que é muito contestada na área das relações públicas. Trata-se do artifício de se utilizar dos símbolos da cultura nacional, a exemplo do futebol, neste caso a Copa do Mundo, para chamar a atenção dos adolescentes para a sua campanha. Isto tem nome e chama-se propagando subliminar, ou seja, usar de má fé buscando conquistar credibilidade.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Eleição no IFPB. Hoje tem debate no campus de João Pessoa

Hoje tem debate entre os candidatos a Reitoria e Diretor no IFPB de João Pessoa. A candidata de oposição, Vânia Medeiros tem demonstrado nos últimos debates capacidade para administrar uma nova Ordem na Educação, orientada pelo Presidente Lula nos últimos 7 anos. Diferente de Dilma, que precisa manter a atual situação, Vânia precisa mudar o projeto politico comandado pelo atual Reitor, onde tem o medo como marca negra da sua adimistração. Como Lula em 2002, A Esperança precisa vencer o medo, para que o IFPB se encontre na sua trajetória de Educação em Rede com a comunidade em busca do desenvolvimento tecnologico cientifíco.

domingo, 16 de maio de 2010

Sem Ciro, Dilma passa Serra

Numa demonstração inequívoca a quem interessava a candidatura de Ciro, nova pesquisa Vox Populi mostra que sem ele, Dilma passa Serra e repete a trajetória de ascensão para ela e a trajetória de queda para ele, Serra.
Prevaleceu a avaliação de Lula de que sem Ciro Dilma iria continuar subindo. Semana que vem tem Sensus e, em seguida, Ibope e DataFolha.A pesquisa Vox Populi com Dilma a frente de Serra foi feita antes do programa de TV do PT. Significa crescimento sustentável.
Segundo Turno
Em um segundo turno, Dilma ganharia com 40% dos votos, dois pontos mais que o tucano José Serra. Na última pesquisa realizada pelo Vox Populi, no mês passado, Serra contava com 34% dos votos contra 31% da ex-ministra.
O Vox Populi também revelou que Dilma conta com mais apoio na Região Nordeste (44%) e na Região Norte (41%), enquanto Serra é o favorito na Região Sul (44%), existindo um empate técnico no Sudeste (Dilma-36%), Serra (35%).

terça-feira, 11 de maio de 2010

Eleição no IFPB

CLIMA DE VITÓRIA NO

LANÇAMENTO OFICIAL DA

CAMPANHA DE FÁTIMA

CARTAXO À DIREÇÃO

GERAL DO CAMPUS DO

IFPB, EM CAJAZEIRAS.


Em um clima de muito entusiasmo dos estudantes e a presença de pessoas da comunidade foi lançada, oficialmente, nesta segunda-feira (10), às 9h30min, a candidatura da pedagoga Fátima Cartaxo à Direção Geral do Campus de Cajazeiras, do IFPB. A charanga e a efervescência política relembraram os grandes momentos do movimento estudantil da década de 70/80, do qual a candidata é oriunda.
Fonte: IFPB EM MOVIMENTO
A chegada no evento da candidata à Reitoria da Instituição, professora Vania Medeiros, redobrou o entusiasmo estudantil, na manifestação de apoio organizada no pátio interno do Campus de Cajazeiras. Após a calorosa manifestação, os estudantes, técnicos e professores reuniram-se no auditório para um debate sobre as propostas administrativas das duas candidaturas.
Na ocasião, a candidata Fátima Cartaxo assinalou que a sua candidatura é fruto da coragem histórica que ela sempre demonstrou na sua atuação política, desde a participação no movimento estudantil na década de 70.
Fátima, que é uma liderança política na comunidade cajazeirense, reafirmou o seu compromisso com os movimentos sociais. “É fácil estar ao lado de quem detém o poder, o difícil é fazer o questionamento social, e isto tem sido a nossa principal prática política, dentro e fora da instituição”, destacou.
Segundo Fátima, nessa gestão a instituição fechou suas portas à participação da comunidade. “É nosso compromisso resgatar essa peculiaridade do Campus de Cajazeiras”, enfatizou ela.
Cartaxo reafirmou o seu compromisso de implementar a assistência aos estudantes, melhorando a qualidade das residências, além de trazer outros benefícios para esse segmento. Vamos implantar o orçamento participativo, porque são os estudantes que sabem o que é mais necessário em uma escola, disse a candidata, acrescentando que vai resgatar a característica de uma instituição pública, democrática, humanizada e voltada para os trabalhadores e seus filhos.
O pedagogo Gilvandro Vieira, lotado no Campus de Cajazeiras, fazendo uma avaliação da atual gestão do IFPB, disse que são quatro anos de silêncio forçado, enfatizando o caráter autoritário vigente. Ele explicou que o IFPB está atrasado no processo de Ifetização, com relação aos Institutos dos Estados vizinhos do Rio Grande do Norte e Pernambuco. “Temos fome de democracia nessa instituição”, desabafou.
Participaram do lançamento oficial da campanha de Fátima Cartaxo, à Direção Geral do Campus de Cajazeiras, do IFPB, Ana Cleuda, do Movimento de Mulheres; Cleidimar Dias, movimento estudantil; Maria Elita, coordenação de políticas públicas para mulheres e o jornalista Walter Cartaxo.
Postado por VANIA MEDEIROS

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Cães e gatos, caguem nos seus quintais!

Cuidado Com o Cão: Lei que determina dono de cachorro a manter limpo os espaços públicos já está em vigor. Até que enfim, surge uma lei que pune os sujos donos de animais. Por enquanto são os donos dos cachorros, mas precisamos mais, como punição aos donos dos gatos que fazem cocô no gramado das casas vizinhas, que rasgam os sacos de lixo, que quebram os telhados, que vomitam nas áreas das casas, entre outros males.
A lei municipal 11.880/2010, de autoria da vereadora Eliza Virgínia (PPS), e que estabelece multa para o proprietário de cachorro que não recolher as fezes dos animais em espaço público, foi sancionada em fevereiro e receberá mais um incentivo nos próximos dias: Eliza irá apresentar requerimento na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) para que a Secretária do Meio Ambiente (Semam) desenvolva campanha educativa, esclarecendo a população da importância da legislação em vigor.
Segundo a vereadora, a propositura tem o caráter educativo-ambiental e de saúde publica. “Os cachorros sujam as ruas e os donos não limpam. Eles fazem na casa e calçadas dos vizinhos e os donos não recolhem em saquinhos. É necessário uma educação sobre isso”, avalia.
A lei estar em vigor e estabelece multa de cinco ufirs, cerca de R$ 100,00 aos responsáveis de animais que não recolhem os resíduos fecais de seus animais em ruas, calçadas, praças e todo espaço publico.
Texto: da assessoria da vereadora (Écliton Monteiro)

sábado, 8 de maio de 2010

PSDB sem voto e sem Personalidade

Serra elogia pela frente e, nos bastidores, age contra o governo. Mal de quem não tem o que falar contra. O PSDB é todo dissimulado. Sem proposta e sem votos, em frente as câmeras fala uma coisa, quando os holofotes são desligados, faz outra coisa; foi assim por exemplo aqui na Paraiba quando da votação da continuação do CPMF, onde o ex governador Cássio dizia a Lula ser a favor, mas pedia aos senadores que votassem contra. Aqui também, Aécio, ex governador de Minas falou em um governo pós Lula, mas com projetos contrários. Dar para entender? Dar sim, o lance deles é confundir a população incauta. Por isso, é preciso que nós, antes que seja tarde, nos vacinemos contra essa praga, que é o consórcio PSDB/DEM/PPS

Parecendo ter duas caras, Serra faz seu jogo político com elogios ao governo pela frente e ataques por trás “O Serra vive uma incongruência. Diz uma coisa e faz outra. Publicamente elogia. Mas nos bastidores age contra o governo do presidente Lula”. Esta é a opinião do economista e especialista em finanças públicas, Amir Khair, acerca da maneira como José Serra tem se apresentado em público desde o dia 10/04, quando se lançou como pré-candidato à presidência da República. Na ocasião, Serra chegou a dizer que não aceitava o raciocínio “nós contra eles”. Para Khair, isso demonstra que o tucano vive o dilema de quem não pode criticar abertamente o presidente Lula, que apresenta altos índices de popularidade, mas que sempre foi um dos críticos da política econômica do governo, além de ter trabalhado nos bastidores contra ela.
”Ele acusa Lula de praticar altas taxas de juros (Selic). Em fevereiro do ano passado, em plena crise econômica internacional, criticou o governo por ter reduzido os juros em apenas um ponto percentual. O que ele não diz, entretanto, é que quando era ministro do Planejamento de Fernando Henrique Cardoso, ligado diretamente à área econômica, a taxa Selic registrava uma média de 24% ao ano, chegando a atingir picos de 45%, enquanto que a do governo Lula, de 2003 a 2010, apesar de ainda alta, gira em torno de 11%”.
Segundo Khair, Serra se considera autoridade econômica, mas juntamente com seu aliado, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foram os principais defensores da chamada “Lei do Calote”, aprovada no Congresso Nacional, pela restrição ao pagamento de precatórios: “Ambos descumpriram decisões judiciais. São Paulo é o maior devedor de precatórios do país e sozinho deve mais do que todos os estados brasileiros somados. Por isso Serra e a bancada do PSDB se bateu tanto contra o pagamento dos precatórios no Congresso”, diz.
O que Serra disse sobre Lula, o PT e a política econômica do governo:
No lançamento de sua pré-candidatura, em 10/04:
- ”Não foram conquistas de um só homem ou de um só governo, muito menos de um único partido”.
- ”É deplorável que haja gente que, em nome da política, tente dividir o nosso Brasil. Não aceito o raciocínio do “nós contra eles”.
- “No nosso País, nenhum brasileiro estará acima da lei”.
- ”No País com que sonho para os meus netos, o melhor caminho para o sucesso e a prosperidade será a matrícula numa boa escola, e não a carteirinha de um partido político”.
Sobre as ações do governo contra a crise financeira internacional: - “Eu acho que a coisa mais importante no Brasil para o enfrentamento da crise não está sendo feita, que é a redução dos juros. O Brasil continua com a taxa de juros mais alta do mundo, numa política para lá de equivocada, para não dizer irresponsável”.
- “Não. Claro que não foi uma marolinha. A posteriori, ninguém diria isso”. Em fevereiro de 2009, perguntado se concordava com Lula se a crise seria uma marolinha no Brasil (fato que depois se confirmou).
- “Todos os países do mundo reduziram juros, menos o Brasil e a Rússia. Sem dúvida, é o fator que mais está contribuindo para que o Brasil não adquira a confiança necessária para sair da crise.”
No 16º Congresso Estadual do PPS, junho de 2009, em São Paulo. - “O PT usa o governo como se fosse propriedade privada. Quando foi para o governo, incorporou esse patrimonialismo do partido. Em São Paulo, não existe esse loteamento governamental, ao contrário do federal”.
Brasilia Confidencial

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Os aposentados esperam que Lula acate o reajuste de 7,7%

Tardou, mas até que enfim o presidente Lula vai ter a oportunidade de derrubar um grande crime cometido por fhc e a sua gangue, que foi a criação do fator previdenciário. Foram 8 anos de espera, que só será pior, se o presidente vetar o projeto, o que realmente, nem de longe passa pela minha cabeça que isso acontecerá.
A vitória histórica alcançada pelos aposentados na Câmara dos Deputados, dia 4, colocou o governo numa saia justa. Os parlamentares aprovaram um reajuste de 7,7% nos benefícios superiores a um salário mínimo mensal e também mandaram para a lata do lixo, por 323 votos contra 80, o fator previdenciário, esse aleijão inventado e imposto por Fernando Henrique Cardoso e que prejudica severamente os trabalhadores pois aumenta os anos de trabalho para chegar à aposentadoria e reduz os benefícios em até 40% de seu valor. É assim um fator de aumento da exploração do trabalhador e de empobrecimento do aposentado.
A área financeira do governo não queria esse resultado; a proposto original era de 6,14% de reajuste, ampliada depois para 7%; mas a pressão dos aposentados foi tão grande que inclusive quase a totalidade da base do governo na Câmara votou pela melhoria dos vencimentos. E também pelo fim do fator previdenciário, uma bandeira histórica do movimento sindical. A oposição de direita (PSDB, DEM e PPS) também amargou uma derrota significativa. Com a cara de pau de quem quer esquecer sua responsabilidade direta pela imposição do fator previdenciário e, assim, pelo empobrecimento dos aposentados, a oposição tentou o golpe demagógico de aumentar ainda mais o índice de reajuste e propôs 8,77%, que não teve apoio entre os deputados, as centrais sindicais (entre elas a CTB, uma das pioneiras na luta contra o fator previdenciário) e os aposentados, representados pela Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap). A direita faz demagogia pois, quando esteve no governo com FHC, foi responsável pela criação do fator previdenciário e pelo reajuste do salário mínimo abaixo da inflação, denunciaram os deputados comunistas Vanessa Grazziotin (AM) e Daniel Almeida (BA).
A dúvida que fica, agora, é a atitude do governo. Lula já anunciou que vai esperar o pronunciamento do Senado, ao qual a proposta será agora submetida. A decisão exige calma, disse o presidente, que vai analisar a proposta junto com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Mas a ala financeira do Palácio do Planalto manifestou pela boca do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, uma clara oposição ao que classificou de “decisão demagógica” e “irresponsável” e que, por isso, vai defender seu veto pelo presidente da República.
O argumento dos financistas (da direita e mesmo do governo) é o impacto fiscal que esse aumento pode causar, e que pode chegar a um bilhão de reais ao ano. Mas, lembrou o deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), ele é pequeno em relação aos cortes de impostos feitos pelo governo para enfrentar a crise econômica em 2009, e que chegaram a 20 bilhões de reais.
A razão deste argumento é realçada quando se compara aquele gasto adicional com a montanha de juros pagos todo ano para o grande capital especulativo. Este ano, seu tamanho deve beirar os 5% do PIB, e seu valor em moeda nacional alcançará a casa dos 172 bilhões de reais. Número cinco vezes maior do que a soma dos investimentos federais no ano, 13 vezes mais do que o valor aplicado no Bolsa Família e 172 vezes maior do que o “impacto extra” do reajuste de 7,7% dos aposentados!
Outra comparação pode ser feita com o aumento recente de 0,75% na taxa Selic que vai custar, só ele, mais de um bilhão de reais aos cofres públicos, agravando a concentração de renda e favorecendo, pela decisão do Copom, a oligarquia financeira em nosso pais.
São números que precisam ser levados em conta quando se trata de investimentos públicos e aplicações sociais. Ou a remuneração dos aposentados, cujo ganho é modesto em relação aos valores abocanhados pela voracidade financeira do grande capital. Estes números mostram que há, como lembrou Flávio Dino, espaço fiscal para a discussão da remuneração dos aposentados. É por isso que não só os aposentados mas o conjunto dos trabalhadores esperam que o apreço manifestado pelo presidente da República se traduza no acatamento da decisão legislativa que favorece aqueles que, depois de dedicarem os melhores anos de sua vida ao fortalecimento da economia do país, têm a insegurança financeira rondando os anos finais de sua vida.

sábado, 1 de maio de 2010

Michael Moore: O que Lula tem a ensinar para os Estados Unidos

“Quando os brasileiros elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente pela primeira vez, em 2002, os capitalistas selvagens do país checaram, nervosos, os medidores de combustível de seus jatos particulares. Eles tinham transformado o Brasil em um dos lugares mais desiguais do planeta e agora parecia que tinha chegado a hora da revanche.

Michael Moore, Revista Time / Vermelho.org.

“Lula, 64 anos, era um verdadeiro filho das classes trabalhadoras da América Latina — na verdade, um dos membros fundadores do Partido dos Trabalhadores — que já havia sido preso por liderar uma greve.
Quando Lula finalmente conquistou a Presidência, após três tentativas frustradas, já era uma figura conhecida na vida nacional brasileira. Mas o que o levou à política, em primeiro lugar? Foi sua experiência pessoal de como os brasileiros têm que trabalhar duro para sobreviver? Foi ter sido forçado a abandonar a escola depois da quinta série para sustentar sua família? Foi ter trabalhado como engraxate? Foi ter perdido parte de um dedo em um acidente de trabalho?
Não. Foi quando, aos 25 anos, viu sua esposa, Maria, morrer durante o oitavo mês de gravidez, junto com o filho, porque não podiam arcar com cuidados médicos decentes.
Lição para o Mundo.

Há uma lição aqui para os bilionários do mundo: deem ao povo boa assistência médica, e ele causará muito menos problemas.
E aqui está uma lição para o resto de nós: a grande ironia da Presidência de Lula — ele foi eleito para um segundo mandato em 2006, que se encerra no final deste ano — é que, enquanto ele tenta levar o Brasil ao Primeiro Mundo, com programas sociais como o Fome Zero, que visa acabar com a fome, e com planos para melhorar a educação oferecida aos membros da classe trabalhadora do Brasil, os Estados Unidos se parecem cada vez mais com o antigo Terceiro Mundo.
O que Lula quer para o Brasil é o que costumávamos chamar de sonho americano. Nós, nos Estados Unidos, em compensação, onde o 1% mais rico possui mais do que os 95% mais pobres somados, estamos vivendo em uma sociedade que está rapidamente se tornando mais parecida com o Brasil.”