sábado, 8 de maio de 2010

PSDB sem voto e sem Personalidade

Serra elogia pela frente e, nos bastidores, age contra o governo. Mal de quem não tem o que falar contra. O PSDB é todo dissimulado. Sem proposta e sem votos, em frente as câmeras fala uma coisa, quando os holofotes são desligados, faz outra coisa; foi assim por exemplo aqui na Paraiba quando da votação da continuação do CPMF, onde o ex governador Cássio dizia a Lula ser a favor, mas pedia aos senadores que votassem contra. Aqui também, Aécio, ex governador de Minas falou em um governo pós Lula, mas com projetos contrários. Dar para entender? Dar sim, o lance deles é confundir a população incauta. Por isso, é preciso que nós, antes que seja tarde, nos vacinemos contra essa praga, que é o consórcio PSDB/DEM/PPS

Parecendo ter duas caras, Serra faz seu jogo político com elogios ao governo pela frente e ataques por trás “O Serra vive uma incongruência. Diz uma coisa e faz outra. Publicamente elogia. Mas nos bastidores age contra o governo do presidente Lula”. Esta é a opinião do economista e especialista em finanças públicas, Amir Khair, acerca da maneira como José Serra tem se apresentado em público desde o dia 10/04, quando se lançou como pré-candidato à presidência da República. Na ocasião, Serra chegou a dizer que não aceitava o raciocínio “nós contra eles”. Para Khair, isso demonstra que o tucano vive o dilema de quem não pode criticar abertamente o presidente Lula, que apresenta altos índices de popularidade, mas que sempre foi um dos críticos da política econômica do governo, além de ter trabalhado nos bastidores contra ela.
”Ele acusa Lula de praticar altas taxas de juros (Selic). Em fevereiro do ano passado, em plena crise econômica internacional, criticou o governo por ter reduzido os juros em apenas um ponto percentual. O que ele não diz, entretanto, é que quando era ministro do Planejamento de Fernando Henrique Cardoso, ligado diretamente à área econômica, a taxa Selic registrava uma média de 24% ao ano, chegando a atingir picos de 45%, enquanto que a do governo Lula, de 2003 a 2010, apesar de ainda alta, gira em torno de 11%”.
Segundo Khair, Serra se considera autoridade econômica, mas juntamente com seu aliado, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foram os principais defensores da chamada “Lei do Calote”, aprovada no Congresso Nacional, pela restrição ao pagamento de precatórios: “Ambos descumpriram decisões judiciais. São Paulo é o maior devedor de precatórios do país e sozinho deve mais do que todos os estados brasileiros somados. Por isso Serra e a bancada do PSDB se bateu tanto contra o pagamento dos precatórios no Congresso”, diz.
O que Serra disse sobre Lula, o PT e a política econômica do governo:
No lançamento de sua pré-candidatura, em 10/04:
- ”Não foram conquistas de um só homem ou de um só governo, muito menos de um único partido”.
- ”É deplorável que haja gente que, em nome da política, tente dividir o nosso Brasil. Não aceito o raciocínio do “nós contra eles”.
- “No nosso País, nenhum brasileiro estará acima da lei”.
- ”No País com que sonho para os meus netos, o melhor caminho para o sucesso e a prosperidade será a matrícula numa boa escola, e não a carteirinha de um partido político”.
Sobre as ações do governo contra a crise financeira internacional: - “Eu acho que a coisa mais importante no Brasil para o enfrentamento da crise não está sendo feita, que é a redução dos juros. O Brasil continua com a taxa de juros mais alta do mundo, numa política para lá de equivocada, para não dizer irresponsável”.
- “Não. Claro que não foi uma marolinha. A posteriori, ninguém diria isso”. Em fevereiro de 2009, perguntado se concordava com Lula se a crise seria uma marolinha no Brasil (fato que depois se confirmou).
- “Todos os países do mundo reduziram juros, menos o Brasil e a Rússia. Sem dúvida, é o fator que mais está contribuindo para que o Brasil não adquira a confiança necessária para sair da crise.”
No 16º Congresso Estadual do PPS, junho de 2009, em São Paulo. - “O PT usa o governo como se fosse propriedade privada. Quando foi para o governo, incorporou esse patrimonialismo do partido. Em São Paulo, não existe esse loteamento governamental, ao contrário do federal”.
Brasilia Confidencial

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