Ser covarde, é...

Ser covarde, é...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

E assim, junho se foi....

Em que ano,
junho será
de Serra?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cale a boca, Serra!

Dilma: 40%.


Serra: 35%.


Parece que o maior inimigo de José Serra, é ele mesmo. No mes passado, quando Dilma empatou com ele, foi dito que aquele mes era de Dilma, mas junho seria de Serra. Pura lorota, em um mês em que Serra teve 3 vezes mais aparição que Dilma a partir dos programas do DEMos e do PPS e do próprio PSDB, a coisa teve efeito contrário. Ao invés dele subir, caiu ainda mais. Segundo o Ibope divulgado hoje, Dilma tem 40% (tinha 37%) e Serra tem 35% (tinha 37%), portanto, 5 pontos pró Dilma, já fora do empate técnico. A coisa deve funcionar assim: quanto mais Serra se expõe e se mostra contra Lula, mas ele tende a cair. No início do ano, Serra simulava uma campanha de oposição, mas incorporava um lulismo e sendo assim, parece que conseguia manter certa simpatia a ele por parte de muitos eleitores de Lula que já não poderiam votar nele em função da legislação. Agora, que Serra sai do armário e tendo que assumir que é inimigo de Lula, a coisa desanda e a cada dia ele murcha na corrida eleitoral. Também não tinha nenhuma lógica, o maior inimigo do governo Lula ser o escolhido pelos eleitores, para justamente colocar abaixo tudo que foi construido nesses 8 anos. A impressão é que o medo que Regina Duarte tinha de Lula em 2002, assusta hoje, a candidatura de José Serra, só que desta vez, o que derrubou o sucessor de FHC, a esperança, continua do lado do melhor governo e de sua sucessora.

Cale a boca, Serra!
Hoje, Serra quer mudar uma ordem economica vitoriosa, com mais empregos, mais produção, mais felicidade para a populaçao.
Ontem, Serra queria manter uma ordem economica entreguista, fraca, com desemprego e entrega das riqueszas nacionais com privatizações.
Quer dizer, ele está sempre na contra mão da história e sendo assim, será atropelado pela realidade de um mundo livre das amarras de uma elite malandra, integrante da roda presa.

sábado, 19 de junho de 2010

Deus, um delírio

O livro Deus, um delírio, de Richard Dawkins, é um guia muito bom para aquelas pessoas que estão com suas crenças religiosas na corda-bamba, em dúvida sobre a existência de um deus pessoal. As explicações científicas expostas pelo “Rottweiler de Darwin”, também chamado pelas más línguas de “aiatolá dos ateus”, são a iluminação, no sentido mais iluminista possível, que lhes faltava para que chegassem logo à conclusão de que não faz sentido acreditar em Deus, seja lá por qual nome ele seja chamado.

http://romulogondim.com.br.

Também é um compêndio de motivos que levam os chamados “neoateus” a afirmar que o mundo seria melhor sem religiões – pelo menos sem a tríade abraâmica, composta por cristianismo, islamismo e judaísmo. Muitas das explicações conscientizantes do livro, no entanto, devem ser lidas e analisadas com ponderação, uma vez que nelas podem estar sendo utilizados critérios cientificamente questionáveis para explicar alguns fenômenos relacionados a criações socioculturais, como a própria religião e a moral.
O próprio Dawkins afirma que religiosos convictos ou fanáticos sequer refletirão sobre qualquer ideia trazida por seu livro. Assim sendo, ele deixa claro que seu público-alvo é gente que teve, ao longo de sua vida ou nos últimos tempos, sua fé enfraquecida e fragilizada por desilusões e/ou eventos incitadores da Razão. Ateus convictos que querem fortalecer seus argumentos e adquirir ainda mais certeza de sua descrença, no entanto, também são seus mais potenciais leitores.
Todos estão bem servidos de informações abundantes sobre a debilidade dos argumentos de quem tenta defender filosófica e “cientificamente” a crença num deus. Diversos fatores são desmascarados, no capítulo 2, como as “provas” de Tomás de Aquino, alegações de experiências pessoais e o fato de existirem e terem existido cientistas religiosos.
No capítulo anterior, ele explora dois casos interessantes: o “deus” de Albert Einstein, interpretado como uma espécie de metáfora panteísta, e o caso das charges de Maomé, que efervesceu em 2005 e 2006 na Europa e nos países dominados pelo islamismo.
No capítulo 3, ele exibe diversos argumentos que corroboram como a ciência, pelo menos segundo as conclusões dele, pode tornar improvável a existência de Deus tal como os monoteístas creem. O capítulo em questão é um ataque direto às alegações dos fundamentalistas cristãos que fomentam o ensino do “design inteligente”.
No capítulo 4, em que sugere hipóteses para a origem da religião, Dawkins lança mão de análises naturalistas, tentando estabelecer uma origem biológica para crenças sobrenaturais, o que deve ter deixado antropólogos fulos da vida. De fato, quem leu pelo menos a introdução do livro de Émile Durkheim As formas elementares da vida religiosa já passa a ver a explicação de Dawkins com um pé atrás, até porque este deixa de comentar, não lhe fazendo qualquer alusão, o ensinamento do sociólogo francês de que a religião, mesmo em sua gênese, é um fenômeno que, condensando aspectos como sentimentos coletivos e valores socioculturais, deve ser explicado pelas ciências sociais, não pelas naturais.
Os dois capítulos seguintes são dedicados a refutar outro pilar da argumentação dos defensores da religião como algo fundamental: a moral. Neles Dawkins escancara dois pontos maiores: como a Bíblia, em vez de ser um arauto da moralidade e uma inspiração divina ao bom comportamento, é na verdade um livro repleto de sangue e comportamentos violentos que a ética de hoje repudia completamente; e como a religião nada tem a ver com o progresso do zeitgeist moral ocidental, banindo dentre os valores aceitáveis a escravidão, o racismo e outras injustiças – religiões fundamentalistas, pelo contrário, mostram-se como tentativas de justamente causar retrocessos nessa evolução ética.
Dentre esses dois capítulos, o 6 também utiliza uma metodologia biológica darwinista para explicar o fenômeno humano da moral. E, assim como o capítulo 4, também é de deixar antropólogos e sociólogos enfezados. Uma professora de sociologia da UFPE comentou que a posição naturalista de Dawkins para explicar fenômenos humanos é “uma ignorância filosófica/antropológica/sociológica digna de pena”. E todos aqueles entendedores de ciências sociais infelizmente tenderão a concordar com ela, com razão.
No final do capítulo 7, os leitores são mergulhados num poço de tenebroso mal-estar ao entrar em contato com uma explicação sobre o suposto ateísmo de Hitler e o comportamento imoral do convictamente ateu Stalin. Esse mal-estar, deixe-se claro, deve-se ao contato com as trevas da história de homens terrivelmente cruéis e assassinos, cuja existência foi algo que a humanidade desejaria que jamais tivesse acontecido.
Dawkins tenta deixar dúvidas sobre se Hitler realmente acreditava no deus cristão, ao contrário dos tantos autores seculares que afirmam com força que o nazista era cristão dos mais fervorosos dadas as tantas evidências historiográficas escritas e fotográficas da religiosidade cristã do führer e da forte aliança dele com o cristianismo alemão. Já Stalin é uma ilustração de como o ateísmo não leva sozinho uma pessoa a ser ética, embora também não faça o contrário.
Nos capítulos 8 e 9, os abusos das religiões monoteístas são escancarados, com fortíssimo destaque ao fundamentalismo cristão estadunidense – aquela parcela de religiosos que dá mais motivos “por que ser tão hostil” com a religião. Destacam-se no 8 a questão da homofobia religiosa, a incoerência e contradição da “defesa” cristã da vida (no caso a vida humana embrionária) e a medula espinhal da antirreligiosidade “neoateísta” – como a “moderação” na fé alimenta o fanatismo religioso. Já no 9, as crianças são defendidas dos abusos físicos e psicológicos causados pelas religiões e da “deseducação” provida por certas escolas religiosas inglesas e estadunidenses.
No capítulo 10, encerrando o livro, Dawkins ora mostra como Deus atua exatamente como um amiguinho imaginário infantil, ora dá uma de Carl Sagan, introduzindo o leitor a uma viagem ao inacreditavelmente fascinante mundo da ciência. Uma de suas explicações sobre a física quântica mostra como tudo o que existe em nosso corpo e ao nosso redor é composto por 99,999...% de espaço vazio – a impressão de solidez e tenacidade da matéria é causada, segundo ele mostra, por campos de força subatômicos. A ciência é revelada como o bem libertário que rasga a burca que representa a nossa limitação sensorial de enxergar o que é realmente tudo ao nosso redor e no universo.
À parte o muito criticado defeito de dar um tom biológico-naturalista à gênese dos fenômenos sociais da religião e da moral, Deus, um delírio é um bom livro de introdução ao ateísmo, com o qual pessoas de fé menos convicta podem se libertar das correntes com que a religião prendia sua capacidade de pensar livremente.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

PPS repete ilegadidade do DEM, e o Ministério Público, nada…

Foi ao ar ontem à noite o programa do PPS. Repetiu a dose do DEM, atropelando a lei e exibindo como estrela (cadente) o sr. José Serra. Já ninguém lamenta pelo que um dia foram os integrantes do PPS, mas ainda há muito lamentar quanto à atitude passiva do nosso Ministério Público diante da ilegalidade objetiva de colocar no horário de um partido um filiado a outro partido, o que é expressamente proibido pela lei. Atropelaram-na há 15 dias, no programa do DEM, atropelam-na agora e vão atropelá-la no dia 24, no programa do PTB. Avisam nos jornais e nos sites do crime que vão cometer.
Do Tijolaço, o Blog do Brizola Net

Mas o Ministério Público Eleitoral está por demais ocupado em ver propaganda antecipada apenas no que falam e fazem Dilma Rousseff e Lula. Hoje mesmo a Ministra Nancy Andrighi negou mais uma ação contra o Presidente, por uma entrevista de rádio onde Lula falou em Dilma. Mas, com a ressalva de que o fez porque se tratou de uma entrevista concedida antes do que ela chamou de “novo entendimento jurisprudencial”, onde, ao que parece, tudo o que for manifestação, mesmo subjetiva, da preferência política e eleitoral passa a ser considerado transgressão.
A ordem jurídica foi, mais uma vez, afrontada. E o será de novo no dia 24. Mas isso, ao que parece, não comove o MPE.

sábado, 5 de junho de 2010

Sem palanque, Serra vem passear nos Shoppings da Paraíba.

O que Serra veio fazer aqui na Paraíba, no dia da abertura do maior São João do mundo? Campina Grande, paraíba está de festa a partir do dia de ontem, 04 de junho, não pela visita de Serra, mas sim pela abertura do maior São João do mundo, onde quem brilha, claro, é a estrela do prefeito Veneziano e do governador Maranhão, que ambos levam apoio explícito a candidata do PT, Dilma Rousseff. Em um território onde quem leva a vantagem é a candidata do PT com mais de 50% da preferência do eleitorado, a visita de Serra valeu mais para encontrar velhos amigos como Cícero Lucena envolvido em processo denominado pela PF de “confraria” e de Cássio ex governador, cassado no ano passado pelo TRE do que ganhar votos, já que não teve corpo a corpo nas ruas e sim nos Shoppings da Paraíba. Com tantos amigos ilustres na sua campanha, certamente Serra não sentiu falta do Senador Efraim do Dem, envolvido com fantasmas no Congresso.
A visita de Serra não trouxe nada de novo por aqui e só foi marcada pelo incidente? Da queda de um raio que deixou as escuras, os estúdios da rádio Campina FM. É o fantasma do apagão que ronda o PSDB, em lembrança a era perdida de FHC. Na paraiba, o PSDB em crise, não tem candidatura própria a governador e sequer conseguiu defenir o partido em torno de um só candidato, pois parte do partido apóia Ricardo (PSB), outra parte apóia Maranhão (PMDB) e ambos apóiam Dilma Rousseff. No mais, críticas a Transposição do Rio São Francisco, a transnordestina. Em relação a falta de projetos estruturantes na paraiba que ele falou, alguém poderia lembrar, que na aqui, o PAC avança numa velocidade satisfatória, com 70% das obras concluídas.
O Ibope faz arrumadinho.
Depois do DataSerra, o Ibope faz um arrumadinho e diz que Dilma e Serra estão empatados com 37% cada. O interessante, é que se olharmos os números mostrados por cada região pelo Vox Populi, Dilma bate o Serra sempre com o mínimo de vantagem de 5%, tendo região que chega a mais de 12 pontos, mas que na média do Ibope, o máximo que Dilma consegue é um empate. Dar para entender? Parece que o Ibope segue uma orientação matemática errada, aproximando para cima os números baixos e arredondando para baixo os números altos. Bom, dos males o menor, já que nem depois da ajuda do programa do Dem, Serra decolou.