sábado, 28 de agosto de 2010

A fábrica paulista de fracassados

Do Blog O que será que me dá.

Agora, mais do que nunca,
a eleição não depende mais de Serra!
Ibope, 28 de agosto:

Dilma: 51%

Serra: 27%


O ser humano tem duas habilidades natas fundamentais: aprender e ensinar. Aprendemos e ensinamos o tempo todo, durante toda a vida. Muitos decidem aprofundar esta prática quando descobrem que é uma vocação – e tornam-se professores. E não há outra razão em seguir este caminho que não seja o amor ao ofício. Jamais se viu um professor enriquecer através de sua profissão.
Qualquer um de nós, se puxar da memória, vai se lembrar de seus professores – especialmente daqueles que o acompanharam durante o processo de alfabetização. E mesmo que os tenhamos odiado em algum momento – por uma nota baixa recebida ou pela repetência que nos impuseram – guardamos um carinho especial por eles. Foram um pouco nossos pais e nossas mães naqueles tempos.
Dá pra imaginar nossos antigos professores apanhando da polícia? Ou recebendo um salário tão miserável que, para terem uma vida digna e condições de sustentar suas famílias, fossem obrigados a trabalhar 16 horas por dia, se alimentando mal, dormindo pouco e quase não tendo convívio com suas próprias famílias? E como se não bastasse, sentindo-se humilhados pela sociedade e impotentes diante da delinquência e do baixo aproveitamento de seus alunos?
É claro que me refiro aqui ao retrato do ensino público em São Paulo. Ao contrário das fantasiosas imagens veiculadas na TV pelo governo paulista, não há dois professores em sala de aula. Não há alegria nem entusiasmo por parte dos alunos. Não há professores sorridentes, bem dispostos e orgulhosos de seu nobre ofício. Muito menos alunos bem formados nas escolas públicas conquistando vagas no ensino superior.
Direto ao ponto: salvo raríssimas exceções, não há ensino algum nas salas de aula das escolas públicas de São Paulo. Os jovens de famílias humildes chegam ao segundo grau semi-analfabetos e incapazes de, sequer, resolver um simples exercício de aritmética. A maioria desiste e muitos se aproximam perigosamente das drogas e da marginalidade.
Os assaltantes, assassinos, sequestradores, traficantes, viciados, prostitutas e moradores de rua da São Paulo de amanhã, são os alunos de suas escolas públicas de hoje. Pode-se afirmar que, sob o sistema de ensino público do PSDB – que coloca o estado como campeão nacional do pior aproveitamento escolar – São Paulo é o maior produtor de semi-analfabetos do país.
Enquanto as elites paulistas vivem numa ilha cercada de bairros pobres e seus filhos recebem educação em escolas particulares, os governos demo-tucanos reservam o desprezo absoluto à educação pública. (Como acontece, aliás, em relação a TODOS os serviços públicos de São Paulo). Salas de aula superlotadas, instalações deterioradas, falta de material, merendas infectadas por coliformes fecais, salários de fome, falta de segurança, professores reféns da violência, alunos drogados…
Para amenizar o problema de superlotação, no lugar de investimentos, o governo do PSDB instituiu, desde 1996, um mecanismo excludente que chamou de Sistema de Progressão Continuada. Justificam o “moderno sistema” com uma baboseira psicopedagógica que nem vale a pena comentar. Na prática, a Progressão Continuada, ancorada à decadência da rede educacional paulista, não passa de um incentivo à vagabundagem que garante ao aluno passar de ano sem aprender nada e “liberar” a vaga.
É sabido que o baixo aproveitamento no ensino fundamental afetará o aluno no restante dos estudos e por toda sua vida. Porque existem fases para cada grau do aprendizado. O aluno não pode voltar para o início esperando recuperar-se da má formação fundamental. Não terá a mesma janela mental depois de adulto.
O PSDB não tem justificativas. Estão há 4 mandatos governando o estado e nada melhora. E a educação paulista é um lixo incontestável. Quantos mandatos mais precisarão para resolver os problemas nesta área que muito mais que recursos, exige vontade? Possuem o maior orçamento da união e sangram verbas astronômicas com uma obra faraônica, o Rodoanel, que há mais de uma década cultuam como um monumento sagrado ao desenvolvimento.
A propaganda televisiva, a blindagem aos governos do PSDB pela mídia paulista e a demonização do governo federal, reduzem as eleições estaduais a um jogo de cartas marcadas onde se revezam os mesmos políticos e mantêm-se o governo sob controle permanente do PSDB. O cidadão paulista que, do alto de sua arrogância, se considera superior e mantenedor do resto do país porque aprendeu a se autodenominar “locomotiva”, é, na verdade o grande ludibriado e também sofre na pele as consequências da exclusão social – mesmo pertencendo à “margem” das elites. Pois a enorme legião de fracassados produzidos no ensino público de São Paulo, faz da classe média sua principal vítima. Se não, de onde surgem os bandidos que atacam a população da classe média, praticando latrocínios, sequestros relâmpago, estelionatos etc e batendo recordes anuais de violência? Do nordeste? Claro que não. São prata da casa do PSDB mesmo.
Não existe saída: enquanto não houver consciência de que a exclusão imposta à maioria da população paulista pelas elites e seus governos voltará em forma de violência, o estado estará andando em círculos e potencializando seu caos. De nada adiantam grades, alarmes, guarda-costas, blindagem ou pitbuls. Eles estão lá, os excluídos, proibidos de sua cidadania e não há como ignorá-los.
Serra, Alckmin, Kassab, Maluf… são faces da mesma moeda. Suas políticas sociais são fotografias. Seu discurso, o medo e a ficção. São políticos profissionais, mercenários pragmáticos, montados em projetos pessoais de ascensão nas escadarias do poder, sem nenhum compromisso com o São Paulo e seu povo.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

PPS: A traíra velha se debate

Só para lembrar,
a eleição não depende mais de Serra!

Acho que se, um dia, quiserem rebatizar Judas Iscariotes, bem que poderiam botar nele o nome de Roberto Freire.
Na verdade, em favor (?) de Freire talvez se possa dizer que Iscariotes traiu pelos 30 denários romanos.
Freire trai de graça, ou quase, pela sua absoluta falta de caráter.
Tomou o que restava do Partido Comunista de Luís Carlos Prestes, um homem que, como disse certa vez o direitista Cordeiro de Farias, não era qualquer um que podia criticar.
Quando esteve junto com o PDT, na campanha de Ciro, meu avô tinha horror de ter de falar com ele. A política, por vezes, obriga a certa coisas…
Hoje, todos sabemos que Freire não tem a marca do traidor, ele próprio é a traição. Ele perdeu todo e qualquer pudor de se entregar ao interesse das elites, da direita, do conservadorismo.
É um coronel sem votos, que sobrevive de emprestar sua repugnante expressão a qualquer causa antipovo.
Hoje, escreveu um editorial publicado pela Folha, com direito a chamada na capa e a uma imensa ilustração na terceira página do jornal paulista, onde comenta seu apoio a José Serra e compara os dois mandatos de Lula ao “autoritarismo eleitoral” que, diz ele, regia o México antes das reformas políticas dos anos 70/80.
E aí destila seu ódio ao retorno do estado ao processo econômico, à retomada de políticas desenvolvimentistas, às políticas sociais que chama de “assistencialistas”. Só ao fim, revela exatamente o que quer, dizendo que é a “alternância de poder”.
Que alternância de poder é essa, senhor Freire, que se dá com a volta de um grupo que, com o seu apoio, afundou o Brasil, vendeu nosso patrimônio e nossas riquezas, arrochou salários e desempregou pais de família?
Alternância de poder é o que está acontecendo agora, quando temos um governo que busca renacionalizar o petróleo, que eleva o salário mínimo, que repotencializa o mercado de consumo e a produção da indústria brasileira.
Um dos orgulhos do PDT é ter, no final de sua vida, acolhido o grande brasileiro Luís Carlos Prestes, a quem homenageamos com uma presidência de honra.
E posso acrescentar que é um outro enorme orgulho estar do lado oposto de Roberto Freire.
E saber que ele, entre outros, é um que o povo brasileiro vai varrer, nestas eleições, para o monturo da História.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Eleição não depende mais de Serra

Do Blog Entrelinhas.
O resultado da pesquisa Datafolha apontando a disparada de Dilma Rousseff, que agora se posiciona 17 pontos percentuais acima de José Serra e poderia levar a eleição já no primeiro turno é um marco na campanha.
A partir de agora, Dilma só não será a próxima presidente do Brasil se errar muito. Já não depende mais dos acertos de Serra, mas dos erros da candidata petista. Sim, porque Serra pode fazer tudo certo e ainda assim perder a eleição - inclusive no primeiro turno. Com tamanha dianteira, Dilma só perde se fizer muita bobagem. Muita mesmo. Um amigo do blog escaldado em campanhas revelou neste final de semana: olha, ela precisa fazer muita besteira para perder esta eleição.
E o problema todo, para o PSDB, é que não bastassem os acertos da brilhante propaganda eleitoral de Dilma, o marketing de Serra é todo errado e errático.
Afinal, Serra é amigo de Lula ou seu opositor? Este nó está na cabeça de todos os eleitores que assistem o horário eleitoral. Não dá para ser as duas coisas. Ou bem se diz que Serra será continuador da obra do presidente ou se parte para uma ação agressiva contra o atual mandatário. O que não dá é para fazer as duas coisas ao mesmo tempo, como Luiz Gonzáles parece ter plenejado. É isto que está ocorrendo - Serra bate e assopra, beija e morde. Ninguém gosta de gente assim, dúbia, traiçoeira. Faltam 40 dias para a eleição. Não é muita coisa. Se este blogueiro fosse José Serra, a partir de agora a luta seria para menter, ao menos, a votação obtida contra Lula em 2002. Menos votos será um vexame grande. Menos do que obteve Geraldo Alckmin em 2006 será um vexame enorme.
Tudo somado, Serra está sem rumo, abandonado pelos aliados. O ex-governador de São Paulo já se via recebendo a faixa de Lula e não deu a atenção necessária à montagem dos palanques regionais, que é, sim, importantíssima no Brasil. Lula, ao contrário, abriu mão de diversas candidaturas petistas - Minas é o caso mais emblemático - em nome da aliança com o PMDB. O futuro vai mostrar quem teve melhor juízo.

sábado, 21 de agosto de 2010

Miriam Leitão e Bob Jefferson estão órfãos

Do Blog O Tijolaço.
A colunista de O Globo, Miriam Leitão, produziu uma peça de jornalismo curiosa para tentar condenar Lula por apontar Dilma Rousseff como candidata a sua sucessão.
Miriam compara o discurso de Lula ao coronelismo da República Velha e diz que age como se estivesse entregando uma capitania hereditária.
Seria importante lembrar à colunista que o Brasil é uma democracia e quem vai decidir o futuro presidente é o povo. Ou seja, Lula pode dizer que prefere Dilma, mas o povo pode pensar diferente. Fernando Henrique Cardoso, que governou o país por oito anos, assim como Lula, preferia que José Serra o sucedesse, em 2002, mas o povo escolheu Lula.
A colunista completa seu ataque a Lula afirmando que o discurso de “pai e mãe do povo” infantiliza o povo brasileiro. É uma teoria interessante, mas sugeriria à colunista global que encaminhasse o debate a José Serra, o candidato de sua predileção. Afinal, o tucano tenta descaradamente pegar uma carona em Lula, talvez imaginando que o processo sucessório seja exatamente como o vê Miriam Leitão, a entrega de uma capitania hereditária.
Nessa falsa aproximação a Lula, Serra reforça o paternalismo visto por Miriam. Aliás, um aliado do tucano, o petebista Roberto Jefferson descreveu muito bem isso em matéria da Reuters reproduzida pelo próprio O Globo. Diz o Jefferson sobre a perda de identidade da campanha do Serra: “Não tem oposição mais, todos são filhos do Lula. E o Lula quer fazer do patriarcado dele um matriarcado para que todos passem a ser filhos da Dilma Rousseff.”
Bob Jefferson e Miriam Leitão pensam da mesma forma, mas o político é menos tendencioso ao apontar que a oposição quer desfrutar do que seria o patriarcado de Lula. O que Jefferson e Leitão evitam enxergar é que a popularidade de Lula, que jamais se disse pai do povo, se deve à maneira como governou o país, com atenção preferencial aos pobres. A população que lhe atribui aprovação recorde, deseja a continuidade de seu governo, e ela está personificada em Dilma, a sua candidata. E não na oposição, que nem se nomeia assim para tentar tirar uma casquimha de Lula.
Mas Miriam Leitão não para por aí. Afinal, diante da dianteira de Dilma é preciso usar todas as armas para ajudar Serra. A colunista traça um paralelo entre Brasil e Estados Unidos, naquela velha cantilena do que é bom para os EUA, é bom para o Brasil, tão ao gosto do seu candidato.
Certamente pensando no excelente momento da economia do país, diz a colunista que a economia “é decisiva, mas nem sempre”. E lembra da derrota de Al Gore, que perdeu as eleições presidenciais mesmo com o apoio de Bill Clinton, quando os EUA viviam um de seus melhores momentos econômicos na história. Esse argumento é mole de derrubar. Em primeiro lugar, como escreve a própria Miriam, Gore queria distância de Clinton por conta do caso Monica Levinsky. Só com isso, a comparação já não seria apropriada porque Dilma foi próxima de Lula durante o seu governo e deseja manter essa proximidade, não apenas na campanha, mas durante o seu governo. A segunda questão é que Gore perdeu a eleição de forma controversa, para dizer o mínimo, com uma manipulação dos votos da Flórida, governada pelo irmão do candidato oposicionista.
Miriam argumenta que se Clinton tivesse feito uma campanha paternalista seria ainda mais rejeitado. “Lá, eles não acham que eleitores passam de mão em mão como uma massa sem vontade própria”, escreveu. O que Miriam Leitão quis dizer com isso? Que os EUA são melhores que o Brasil? Que o povo americano sabe escolher melhor que o brasileiro? A velha mentalidade colonizada sempre se manifesta nessas horas.
Seria importante lembrar à colunista que a massa “esclarecida” de eleitores norte-americanos que não aceita ser controlada, elegeu George Bush, o responsável por duas guerras das quais os EUA não se desvencilharam até hoje, que causaram mais de 20 mil vítimas no Afeganistão e mais de 375 mil vítimas no Iraque, incluindo 138 mil soldados americanos feridos em combate e pelo menos 45 mil mortes de iraquianos, entre rebeldes, soldados do governo de Saddam Hussein e civis.
O desespero é total, eles não sabem mais o que dizer. Sem projetos, sem propostas e sem votos, querem tirar do presidente Lula, o que é legitimo e todos fazem, que é o de indicar ou apoiar um nome para a sua sucessão. Por que não fazem essa crítica ao próprio Serra que indicou Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo? Em meio a tudo isso, Serra se coloca como se fosse o indicado por Lula. Quer dizer, Lula não pode indicar quem ele quer, mas Serra pode se auto indicar. É demais, né não, senhora leitona?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Serra na mentira: Elba Ramalho de Serra também é de mentira

Não tem jeito: Serra mais uma vez é pego na mentira.Elba disse que sequer foi consultada sobre veiculação da música.
Do Blog O Tijolaço.
Pegaram Serra na mentira mais uma vez. A cantora Elba Ramalho divulgou nota para afirmar que não é ela que canta a versão de “Bate Coração”, canção que ficou famosa com sua voz, no programa eleitoral do candidato tucano. A cantora paraibana disse que sequer foi consultada sobre a veiculação da música.
A declaração de Elba Ramalho é surpreendente, já que qualquer brasileiro identificaria na versão adaptada à campanha de Serra a sua voz. Sem uma manifestação oficial como a que fez através de seu site, jamais se saberia que não era ela que estava cantando.
Assim como muita gente, até do mesmo partido de Serra, Elba Ramalho preferiu se desvencilhar do candidato tucano. Em sua nota, Elba Ramalho diz que apoiou Serra em sua candidatura à Presidência, em 2002, mas que prefere não se pronunciar sobre a disputa este ano.
Depois da favela cenográfica, da tentativa de se mostrar como a continuidade de Lula e de usar um personagem fictício cuja voz se assemelhava à do presidente, Serra usou também uma falsa Elba Ramalho para iludir o eleitor desatento. Até o fim da campanha, quantas mentiras mais ainda serão descobertas?

sábado, 7 de agosto de 2010

Serra, as Apaes e a educação formal

O PSDB é oportunista, dissimulado, desleal. Serra trata de segurança pública como se não tivesse nada com o assunto, como se não fosse ex governador do Estado que criou o PCC. Não adianta a justificativa pelo fato do crime ser nacional, até porque ele é mundial. O fato é que as ações do PCC, de origem paulista, onde o PSDB é governo há 16 anos, não tem combate a altura, ele reina com supremacia e ai sim, dissimina ações criminosas para todo o país. Onde está o hipocondríaco que não ver os crimes no seu estado? Se ele não consegue ver o que está no seu quintal, como verá fora dele? Ou será que os seus olhos de ráio X, só servem para ver o que os outros fazem? Ainda bem que o país está de olhos abertos!
Helio de Almeida.
Do Blog http://contextolivre.blogspot.com "Sendo pai de uma menina especial, portadora da Síndrome de Down, senti asco e nojo do candidato Serra no debate. Esse candidato tentou explorar dúvidas de pais e amigos (quase toda a população) de pessoas especiais de como seria a melhor forma de educar esses cidadãos. A política de inclusão, do governo Lula, das pessoas especiais nas escolas públicas é correta: todos os brasileiros tem o direito à educação fornecida pelo estado. Às APAES não cabe a educação formal mas complementar. Esse candidato, que espero que suma da vida pública, apenas lançou dúvidas, divulgou preconceitos e maledicências contra a inclusão de pessoas especiais na sociedade. Se antes eu apenas o desprezava, agora eu o combaterei. O meu mais veemente repúdio a esse candidato e à utilização eleitoreira, superficial, de um tema que merece um debate sério". Carlos França.