Ser covarde, é...

Ser covarde, é...

domingo, 31 de outubro de 2010

Tá tudo Dilmais!

Aqui em João Pessoa, nesse momento a situação está normalíssima. O tempo de votação está rápida. A cidade apresenta muita sujeira com resto de propaganda espalhada pelas ruas da cidade, com destaque para materiais de Ricardo Coutinho; é muito material.
Para presidente, percebe-se claramente a preferencia por Dilma, já em relação aos candidatos a governador, não vi tendencia em favor de nenhum dos dois. Talvez devido ao resultado da pesquisa de ontem, onde o Ibope mostrou empate técnico, e também por causa dos constantes erros mostrados ao longo dos tempos, as torcidas se mantem cautelosas, mas o fato é que não dar para perceber tendencias, ao contrário do primeiro turno.

sábado, 30 de outubro de 2010

Pesquisas para Presidente

Vox Populi: Dilma vence com 57% e
Serra perde com 43%.


Na última pesquisa Vox Populi/iG antes do segundo, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, confirma a dianteira de 12 pontos sobre o adversário tucano José Serra evidenciada nos demais levantamentos de intenção de voto. De acordo com os números coletados neste sábado pelo instituto, Dilma tem 51% das intenções de voto, enquanto Serra contabiliza 39%. A um dia da ida às urnas, o número de indecisos totaliza 5%, enquanto brancos e nulos chegam em 5%.
Quando o instituto considera apenas os votos válidos - ou seja, não inclui indecisos, brancos e nulos - Dilma apaece com 57%, enquanto o tucano fica com 43%. Os números divulgados hoje apontam uma ampliação da vantagem de Dilma sobre Serra. Na última pesquisa Vox Populi/iG, divulgada em 25 de outubro, a petista tinha 49% considerado o total das intenções de votos contabilizadas, dois pontos a menos do que no novo levantamento. Serra, por sua vez, manteve-se estável, já que tinha 38% na pesquisa anterior.
A pesquisa ouviu 3.000 mil eleitores neste sábado e possui margem de erro de 1,8 pontos porcentuais, para mais ou para menos. Os dados do levantamento foram registrados na Justiça Eleitoral sob número 37.844/10.

IBOPE

Foram realizadas 3.010 entrevistas neste sábado (30/10). O número de registro no TSE é 37.917/2010. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
Votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos)
Dilma Rousseff (PT): 56%
José Serra (PSDB): 44%
Votos totais
Dilma Rousseff (PT): 52%
José Serra (PSDB): 40%
Branco/nulo: 5%
Indecisos: 3%

DATAFOLHA

Foram realizadas 6.554 entrevistas na sexta-feira (29/10) e no sábado (30/10). O número de registro no TSE é 37.903/2010. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".
Votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos)
Dilma Rousseff (PT): 55%
José Serra (PSDB): 45%

Votos totais
Dilma Rousseff (PT): 51%
José Serra (PSDB): 41%
Em branco/nulo/nenhum: 4%
Não sabe: 4%

Pesquisa CNT/Sensus aponta
Dilma com 14 pontos de vantagem


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, manteve a liderança da disputa presidencial de acordo com a pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje (30).
Considerando apenas os votos válidos, a petista tem 57,2% e José Serra (PSDB), 42,8%. São 14,4 pontos de vantagem para Dilma. No levantamento anterior, Dilma tinha 58,6% ante 41,4% do tucano, ou seja, ambos oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa, que é 2,2 pontos para mais ou para menos.
Considerando os votos totais, Dilma aparece com 50,3% das intenções de voto contra 37,6% do adversário tucano. Dos eleitores entrevistados, 7,9% disseram estar indecisos e 4,1% afirmaram votar em branco ou nulo.
Com relação à última pesquisa do instituto, a rejeição à petista subiu de 32,5% para 34,1% do eleitorado. Já a rejeição a Serra caiu de 43% para 41,7%. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos.
No detalhamento por região, Dilma só perde para Serra no Sul. No Norte/Centro Oeste, a petista tem49,7% contra 44,2% de Serra. No Nordeste, Dilma tem o dobro das intenções de voto do tucano (61,2% contra 30,5%). No Sudeste, a liderança também é de Dilma. Ela tem 47,2% contra 37,6% de Serra. No Sul, a vantagem é do tucano: 44,7% para Serra contra 38,7% d Dilma.
Dilma lidera entre os homens e também no voto feminino. Entre os homens, a petista tem 53% e Serra 37,2%. Já entre as mulheres, Dilma é a preferida de 47,8% das eleitoras e Serra tem o votos de 38,1% das mulheres.
Quando o eleitorado é dividido por escolaridade, Dilma lidera em todos os segmentos, inclusive os com curso superior (48% para Dilma, 41% para Serra). Quando a divisão é por renda, a petista vence o tucano em todas as faixas com exceção dos que ganham acima de 20 salários mínimos, onde Serra tem 57% contra 27% de Dilma. Mas é bom lembrar que apenas 1,3% do eleitorado está nesta faixa de renda.

67,8% acham que Dilma vence.
A pesquisa também perguntou aos entrevistados quem eles acham que ganhará as eleições, independente de seus candidatos. Segundo os eleitores, a expectativa de vitória da candidata Dilma Rousseff é de 67,8% e de José Serra é de 23,3%. A taxa de definição de votos está em 78,6%, que corresponde a eleitores que declararam impossibilidade de mudança de voto.
A pesquisa entrevistou dois mil eleitores entre os dias 28 e 29 de outubro, em 136 municípios, e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 37919/2010.

Quem conquistou os indecisos?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Site oficial de Serra patrocina terrorismo eleitoral

Estamos vivenciando a campanha mais baixa de que temos notícia. Serra não aprende nunca! Nunca podemos esquecer quem foi o Serra em 2002, onde atacou sem piedade as candidaturas de Rosena Sarney e a de Ciro Gomes e que por pouco não alcançou a campanha de Lula. Errou na dose contra a Rosena e Ciro que quando chegou em Lula, a campanha já estava quase definida em favor de Lula. Mesmo com a desmoralização de FHC, Serra ameaçou ganhar as eleições e só não o fez porque tinha queimado os cartuchos. Serra aje como bandido, mente, desreipeta as regras, impõe a lama e cala a mídia golpista. Promove todo tipo de desordem, e tem como mais uma ação criminosa, a apologia a prostituição eleitoral, quando incentiva as mulheres bonitas ganharem votos para ele. É um cafetão, e acha que o Barsil é o seu cabaré e que as mulheres são as suas funcionárias suxuais. O Brasil precisa dar uma resposta, e votar contra esses calhordas, sim porque não é só contra Serra que devemos lutar, temos que votar contra todas as forças do atraso que tem como integrantes os partidos, DEM, PPS e o próprio PSDB.
Do Blog do Brizola Neto.
A colunista Eliane Catenhede referiu-se aos blogs pró-Dilma como “os cães da internet”.
José Serra chama-os de “blogs sujos”. Quero saber o que irão falar do que a campanha de Serra – sim, a campanha de Serra, que colocava este blog “Vou de Serra 45″ na sua capa de seu site oficial – publica com o mais nítido sentido de terrorismo eleitoral, com uma produção que é evidentemente eleitoral.
Um vídeo chamado “2012, o fim está próximo” é um crime, sob todos os aspectos. Figura o Brasil sob uma ditadura, até com ameaça de invasão de tropas estrangeiras. Coisa de canalhas. Quem age assim, sob um regime democrático e às vésperas de uma eleição livre e democrática.
Pessoas assim, sim, são terroristas. Porque não estão lutando contra a tirania, estão lutando contra o voto livre da população, usando como arma o medo, a mentira e, sobretudo, a covardia.
Vou colocar o vídeo, repugnado. Porque ele está sendo publicado por dois dos grandes veículos de comunicação, O Globo e o Estadão, em seus portais, nas colunas Radar Online e no Noblat. E sem uma palavra de condenação. (atualização: postado também no corpo de O Globo).
Por isso publico, porque é necessário reagir, e não fingir que isso não é nada. Foi por “não ser nada” que o nazismo se desenvolveu até ir ao poder. Eu desconsideraria, se não tivesse sido publicado, como disse, sem uma palavra de condenação por dois órgãos de imprensa gigantescos, que, ao faze-lo, difundiram a centenas de milhares de pessoas o conteúdo do esgoto. Sei que o assunto está no setor jurídico do PT.
Em nome da democracia, suplico que tomem uma atitude, já que se tornou inútil esperar que o Ministério Público Eleitoral aja.
Tem que haver limites para a baixaria e a sordidez. Não se trata de reprimir a liberdade e o direito de crítica, consagrados na Constituição, vedado o anonimato.
O blog, mesmo sendo anônimo, encontrou abrigo na página da campanha de José Serra. Assim, juridicamente, ele o subscreveu.
Não é um comentarista ou alguém que, informalmente, diz ali coisas exageradas. É um trabalho profissional, não obra de amador. Foi postado num canal do youtube criado especialmente para isso, na quarta-feira.
Nunca pedimos ações contra garotos que fazem baixarias.
Coisa bem diferente é isso ser patrocinado pela campanha tucana.
Que fez, lamentavelmente, desta a campanha eleitoral mais suja que já assistimos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Maracutaia no Metrô e Serra finge que não é nada?


Do Blog do Brizola Neto.

Será que o José Serra acha que todo mundo é burro? Será que ele acha que uma dúzia de grandes empreiteiras de obras ia combinar sozinha quem ia pegar cada pedacinho dos 20 quilômetros da linha 5 do metrô de São Paulo sem que ninguém do Governo ficasse sabendo? E ainda iam fazer isso reduzindo os preços para ganharem menos na obra?
Que história é essa de dizer que ele não tem nada com isso por ele não ser governador se a licitação foi aberta e “acertada” entre as empreiteiras enquanto ele estava no Palácios dos Bandeirantes?
Tenha paciência, né?! Primeiro, o senhor não conhecia o Sr. Paulo “Obscuro”. Agora, o senhor quer que a gente acredite que ninguém da sua equipe teve nada a ver com a maracutaia de R$4 bilhões da obra do metrô?
O senhor acha que a opinião pública é um bando de beócios?
Como é que o senhor vai dizer que “direcionamento” da licitação não houve? Assim, de plano, sem investigação? O senhor acha que as coisas são assim como fez com Paulo Preto, bastando dizer “não foi ele” e está tudo resolvido?
Mesmo que não tenha sido por ordem sua, o que garante que não foi um dos seus auxiliares que comandou esse arranjo indecoroso? E o que dizer de sua cara de pau em afirmar que “em todo caso isso transcorreu depois da minha saída”?
Quando a Folha de S. Paulo registrou em cartório o resultado da licitação quando o senhor se encontra na plenitude de seus poderes no Palácio dos Bandeirantes.
Pode haver dúvida do seu envolvimento, Sr. Serra. E o senhor, como toda pessoa, tem o direito ao princípio da presunção da inocência. Não é possível, mesmo diante da fraude em uma licitação, acusar ninguém de corrupto sem provas como , aliás, o senhor faz a torto e a direito com os outros.
Mas do cinismo, isso sim, o senhor já dá provas cabais, mesmo sem qualquer investigação. A sua cara de pau excede e muito àquela que a população, infelizmente, se acostumou a ver nos políticos.
A bancada do PDT na Assembleia de São Paulo está coletando assinaturas para abertura de uma CPI para investigar está manipulação de resultados. Vamos ver se não será mais uma das dezenas de CPI’s que os governos tucanos, especialmente o seu, impediram que fossem instaladas. Em relação aos seus adversários, o senhor sabe exigir a apuração célere, imediata, impiedosa. Não há problema. Quem se corrompeu que pague por isso. Agora, como dizia minha vó, macaco olha o seu rabo. Aliás, macaco não, tucano!

domingo, 24 de outubro de 2010

Eleição se ganha no voto

“Posso falar com o Serra?”

No meio da batalha, nada como uma piada para a gente rir e relaxar. Recebi essa por e-mail dem forma de corrente, e compartilho com vocês. Afinal, o bom humor é uma característica típica dos brasileiros. Por sinal, mais uma razão para não votar no Serra, com aquela eterna cara de doente e permanente mau humor, que tenta disfarçar em épocas eleitorais com o seu sorriso falso.
1- No dia 02 de Janeiro de 2011, um senhor idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e, depois de atravessar a Praça dos Três Poderes, falou para o “Dragão da Independência” que montava guarda: Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.
O soldado olhou para o homem e disse: Senhor, o Sr. Serra não é presidente e não mora aqui.
O homem disse: Está bem. E se foi.
2- No dia seguinte, o mesmo homem idoso se aproximou do Palácio da Alvorada e falou com o mesmo Dragão: Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.
O soldado novamente disse: Senhor, como lhe falei ontem, o Sr Serra não é presidente e nem mora aqui.
O homem agradeceu e novamente se foi.
3- Dia 04 de janeiro ele voltou e se aproximou do Palácio Alvorada e falou com o mesmo guarda: Por favor, eu gostaria de entrar e me entrevistar com o Presidente Serra.
O soldado, compreensivelmente irritado, olhou para o homem e disse: Senhor, este é o terceiro dia seguido que o Senhor vem aqui e pede para falar com o Sr. Serra. Eu já lhe disse que ele não é presidente, nem mora aqui. O Senhor não entendeu?
O homem olhou para o soldado e disse: Sim, eu compreendi perfeitamente, MAS EU ADORO OUVIR ISSO!!!
O soldado, em posição de sentido, prestou uma vigorosa continência e disse: Até amanhã, Senhor!!!

Do Blog O que será que me dá.
Por que Serra tem 40% dos votos se Lula tem 82% de aprovação?

Não é só porque alguns ainda não confiam em Dilma, apesar de admirarem Lula. Não é só porque a baixaria de Serra contra Dilma é mais evidente e faz mais estragos. Não é só porque a Globo e a imprensa espalham a sujeira contra Dilma e santificam o candidato deles.
Não é só isso. É também porque a maioria dos nossos eleitores não se mexe. Porque olham para o placar das pesquisas e pensam que a eleição está ganha. É lógica de futebol: “Serra precisa marcar 10 gols para ganhar de Dilma. Vamos passear, tá no papo”.
Engano. Serra precisa de 5 gols! Em eleição existem 100 gols (votos válidos) para serem conquistados. Eleição não é jogo de marcar gols. É jogo de TIRAR gols do adversário. Não entendeu? Para cada gol que muda de lado, a diferença diminui em dois. Se José Serra TIRAR 5 gols + 1 voto de Dilma, estará eleito! Capiche?
E não podemos nos agarrar às pesquisas como se fossem as deusas da verdade. (Já tivemos uma lição no primeiro turno.) Enquanto dormimos, embalados pela doçura das pesquisas, os mercenários de Serra trabalham dia e noite em todas as frentes. No esgoto, sim, e fazem um estrago enorme. São cupim devorando madeira sem aparecer na superfície das pesquisas. O PIG conspira, as multis do petróleo conspiram. O jogo limpo deles já se esgotou há muito tempo. Nessa baixaria insana que Serra impôs à campanha, é bem possível que inventem um Zé qualquer, vestindo uma camiseta do PT e que, em troca de uns trocados…
Você faz a sua parte no Twitter, Orkut, Facebook, E-mail, MSN etc?
A campanha na Internet está LONGE de ser suficiente.
No Orkut, na comunidade “X”, formada por centenas de milhares de pessoas, 0,0001% discutem política. O resto dos “milhares” apenas acrescentou a comunidade ao seu perfil. Mas sequer frequentam. Você já viu alguém admitir que mudou de idéia porque leu algum argumento convincente nos tópicos do Orkut? O que eu vejo são 10 ou 20 pessoas ativas em cada comunidade, sempre as mesmas. Quando o assunto é eleição, as discussões só servem para fortalecer as convicções de cada um.
Por mais legal que seja o Twitter, ainda é restrito a uma elite. Serve para sentir o clima, mas não tem tanto alcance como gostaríamos.
A campanha tem que acontecer em nosso dia-a-dia, na vida REAL. Somos formadores de opinião. Usamos a Internet para captar informações não contamindas pelo PIG. E devemos levá-las até nossas famílias e amigos.
Se não abraçarmos a campanha com paixão, podemos ter a maior decepção de nossas vidas no dia 31. Precisamos proteger os votos de Dilma dos mercenários-cupins de Serra. Precisamos fortalecer, vitaminar estes votos como se fossem pétalas de uma flor delicada, que um vento mais forte pode arrancar. Estes votos não estão na Internet. Nesta semana derradeira, precisamos conversar mais com nossos amigos e familiares sobre a eleição. Sobre a importância deste momento único. Vamos visitá-los, organizar almoços, churrascos, encontros, festas, futebol, passeios etc – qualquer pretexto para conversar sobre a campanha, discutir política civilizadamente. E, PRINCIPALMENTE, nos precavermos contra os últimos recursos que Serra e o PIG devem usar na véspera das eleições, quando tentarão armar uma farsa que não terá como ser desmascarada a tempo pela campanha de Dilma.
Além disso, precisamos acabar com alguns mitos que a ultra-direita inseriu no debate através da campanha de Serra:
O que Dilma Rousseff fez há 45 anos atrás, quando tinha 18 anos, não faz a menor diferença no Brasil de hoje. Mesmo porque ela não fez nada de errado no contexto daquela época. Errados eram os golpistas que impuseram 25 anos de ditadura ao povo brasileiro e mataram milhares de pessoas. Errados eram os órgãos da mídia que apoiaram essa ditadura. Os mesmos que hoje apoiam Serra e são chamados de PIG.
Dilma Rousseff nunca matou ninguém. Se tivessem a mínima suspeita disso, aqueles policiais torturadores, que tinham carta branca e licença para matar, não dariam a ela apenas 3 anos de prisão. A matariam, como fizeram com milhares de pessoas.
O PT é comunista: Nem os 4% que consideram o governo Lula ruim acreditam nisso. Só os tolos que se deixam manobrar por eles engolem esta asneira. Porque seu preconceito os mantém predispostos a acreditar em qualquer coisa que se diga contra o PT, Lula e Dilma. O PT, na prática, não passa de um partitdo social democrata hoje. E um governo Dilma não teria como fugir disso.
Conspiração contra a democracia e a liberdade: Fidel, Chaves e Ahmadinejad tem mais o que fazer. Não estão interessados em invadir o Brasil para comer nossas criancinhas e implantar uma ditadura comunista. Isso não existe mais. Alguém se lembra de quando foi a última vez que se implantou uma ditadura comunista em algum país do planeta? Foi justamente em Cuba, há mais de 50 anos! De lá para cá foi o inverso. Ditaduras de direita e extrema-direita vivem pipocando aqui e ali.
Corrupção: infelizmente, sempre existiu em qualquer governo. Veio nas caravelas de Colombo e Cabral. Nunca existiu um único governo na história onde não houvesse corrupção. Não foi diferente com FHC nem com Lula. A única diferença foi que Lula não varreu pra debaixo do tapete. Deu total autonomia para a Polícia Federal agir e afastou os envolvidos antes mesmo de serem julgados. No governo FHC, assim como nos governos do PSDB em SP, centenas de CPIs foram engavetadas e a imprensa não deu um pio.
Aborto: nunca houve intenção de legalizar. Nunca esteve no programa de governo nem de Lula nem de Dilma. Dilma pronunciou a palavra “descriminalizar” numa entrevista, dentro de um raciocínio sobre centenas de meninas pobres que morrem todos os anos em consequência do aborto. Retiraram apenas este trecho que lhes interessava e espalharam que Dilma iria assinar a legalização do aborto assim que tomasse posse!
Enrriquecimento de Lula, filhos e parentes: é delírio puro. Se isso tivesse algum fundamento, a mídia que é toda a favor de Serra e o própro Serra usariam na campanha. E ganhariam fácil a eleição.
Privatizações: este é o ponto central de toda a campanha. É a razão da fúria com o qual investem contra Dilma e o PT. Só o Pré-Sal está avaliado em 8 TRILHÕES DE DÓLARES! Por isso fica fácil de entender o que está em jogo. Os apátridas ocultos por trás da candidatura Serra, são como empresários de jogador de futebol: querem viabilizar as privatizações e receber suas comissões. Estão se lixando para o Brasil e seu povo. E a mídia trabalha com eles e para eles.
Estas são as questões básicas que deverão pontuar os debates. Não, não me refiro aos debates na TV, mas aos de cada um de nós junto às pessoas mais próximas.
Nesta próxima semana, teremos a maior chance de nossas vidas. Vamos fazer um último esforço? Resgatar o espírito das campanhas passadas, quando nossa militância esbanjava energia? É ali que devemos nos encontrar e vencer.
E vai por mim: não dê bola às pesquisas…

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Oscar Niemeyer e Chico Buarque protagonizam ato pró-Dilma no Rio

Enquanto Dilma recebe apoio da nata da intelectualidade brasileira a exemplo de Chico Buarque e Oscar Niemeyer, Serra recebe apoio de uma Elba genérica e de pastores fanáticos que promovem a guerra santa nas TVs e colocam em dúvida a busca pela fé e a aceitação do senhor vivo por eles. Disseminam a discórdia quando um pastor de uma determinada ordem põe em dúvida os "modus operandi" de outro pastor. O DEMônio deve morrer de rir vendo a guerrinha desses pastores, quem sem escrupulos, anunciam a salvação em troca do dízimo em dia, esquecem eles, de que nada adianta pagar o dizimo, se a pessoa não segue os mandamentos.
Artistas e intelectuais promoveram, na noite desta segunda-feira (18), um dos mais expressivos eventos desta campanha eleitoral. Com mais de 3 mil pessoas – como o arquiteto Oscar Niemeyer e o cantor Chico Buarque –, o ato em apoio à presidenciável Dilma Rousseff, da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, lotou Teatro Oi Casagrande, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro. Manifestação similar ocorre nesta terça, no Teatro da Universidade Católica (Tuca), na PUC-SP.
Uma vez que os 926 lugares do teatro carioca, palco de lutas históricas durante a ditadura militar (1964-1985), estavam ocupados, quem não conseguiu um lugar ficou nos corredores e nas escadas. Centenas de militantes sequer conseguiram entrar no auditório e assistiram ao ato, de quase três horas, por um telão instalado do lado de fora do Casagrande.
Dentro, Dilma recebeu manifesto em defesa da dignidade reconquistada no governo Lula, da reconstrução do Estado e da soberania nacional. “É hora de unir nossas forças no segundo turno para garantir as conquistas e continuarmos na direção de uma sociedade justa, solidária e soberana”, diz o texto, com mais de 10 mil assinaturas. Entre os signatários estão personalidades como a economista Maria da Conceição Tavares, o filósofo Frei Betto, a psicanalista Maria Rita Kehl e o escritor Eric Nepomuceno.
Chico Buarque, de volta à militância, e Niemeyer, aos 102 anos e de cadeira de rodas, não eram as únicas presenças de destaque. As cantoras Alcione e Margareth Menezes foram as primeiras a chegarem, a exemplo da sambista Lecy Brandão, eleita deputada estadual em 3 de outubro pelo PCdoB-SP. Zeca Pagodinho não foi, mas mandou dizer que está com Dilma. Beth Carvalho, empolgada, fez uma versão de um dos sambas mais famosos de Zeca. No lugar do refrão “Deixa a vida me levar”, improvisou “Deixa a Dilma me levar, Dilma leva eu”.
Antes da chegada de Dilma, foi transmitida ao vivo a entrevista que a candidata deu ao Jornal Nacional, da TV Globo. O público assistiu, ainda, a vídeos com declarações de voto de Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura, e Juca Ferreira, atual ministro. O dramaturgo José Celso Martinez também apareceu no telão do teatro e anunciou Dilma como “a musa desta noite antifundamentalista”.
Segundo Zé Celso, “ela vai realizar o que Oswald de Andrade queria: o matriarcado de Pindorama”. O relato emocionou o cantor e compositor Otto. “Se a gente não se emocionar, não levanta”, disse o músico pernambucano, de olhos marejados. “O mais importante para quem faz arte é que a população tenha mais subsídio.”
“De igual para igual”
“A nossa batalha é a batalha para que a construção da democracia no Brasil se consolide”, resumiu a filósofa Marilena Chauí – que denunciou os panfletos apócrifos que circulam em igrejas paulistas e que mostram Dilma a favor do aborto e do casamento entre homossexuais. Segundo a filósofa, os materiais são “obscenos tanto politicamente como religiosamente por ser contra a liberdade de crença e a laicidade do Estado”.
Chico Buarque dominou a timidez para discursar em defesa de Dilma. “Venho aqui reiterar meu apoio entusiasmado à campanha da Dilma – a essa mulher de fibra, que já passou por tudo e não tem medo de nada. Vai herdar um governo que não corteja os poderosos de sempre. O Brasil é um país que é ouvido em toda parte porque fala de igual para igual com todos. Não fala fino com Washington, nem fala grosso com a Bolívia e o Paraguai. Por isso, é respeitado e querido mundo afora, como nunca antes na história deste país”, afirmou Chico.
O ex-ministro Marcio Thomaz Bastos levou um manifesto dos advogados. Ganhou um beijo de Dilma. Já o escritor Fernando Morais bateu nas privatizações feitas pelo PSDB. “Estou com a Dilma porque sou brasileiro e quero o Brasil nas mãos dos brasileiros. Eu sou contra a privatização canibal que esses tucanos fizeram e sei o mal que o José Serra pode fazer para o Brasil.”
Politícas pobres para os pobres...
O filósofo Leonardo Boff disse que o PSDB faz políticas ricas para os ricos e políticas pobres para os pobres. “A esperança venceu o medo. Agora, a verdade vai vencer a mentira”, declarou Boff, comparando as eleições presidenciais de 2002 e 2010. “A alternativa a Dilma é obscurantismo, a repressão, o caminho do fascismo”, pontuou o sociólogo Emir Sader, referindo-se à coligação de José Serra.
Também estavam lá o cartunista Ziraldo, os atores Hugo Carvana, Osmar Prado e Paulo Betti, as cantoras Alcione, Elba Ramalho e Lia de Itamaracá, os cantores Wagner Tiso, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Diogo Nogueira, o músico Yamandu Costa, o produtor cinematográfico Luiz Carlos Barreto, os diretores de teatro como Aderbal Freire-Filho e Domingos de Oliveira, entre outras personalidades artísticas.
Do meio político, marcaram presença o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o candidato a vice-presidente Michel Temer, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, entre outros. “O Rio é um lugar sem preconceitos, onde as vanguardas são recebidas de braços abertos pelo Cristo Redentor”, afirmou Sérgio Cabral.

Semanas para entender aquele “você”
Num contundente discurso, Dilma reconheceu nos artistas e intelectuais presentes as músicas e os livros que marcaram sua vida. “Somos a soma de gerações que vem sonhando o Brasil, como Oscar Niemeyer, sonhando de décadas mais antigas. Eu comecei a sonhar nos anos 60. Era o sonho que o Brasil tinha de mudar, não podia ser de extrema desigualdade.”
Ela recordou ter escutado Apesar de você, de Chico Buarque, quando estava na prisão. “A gente não entendeu direito quem era ‘você’”, disse Dilma, arrancando risos da plateia e do próprio compositor. “Levamos alguns dias, algumas semanas, para perceber quem era esse ‘você’...”. A música de Chico critica, de forma alegórica, a ditadura militar que estava em vigor no Brasil – e contra a qual Dilma lutou.
A candidata falou do orgulho que sente até das derrotas que sofreu. “Quem perde ganha uma grande capacidade de lutar e resistir. Disso uma geração não pode abrir mão”, afirmou Dilma. “Tenho muito orgulho das minhas derrotas, que fizeram parte da luta correta.”
Dilma evitou ataques diretos a Serra, mas não deixou de alfinetar a gestão Fernando Henrique Cardoso e o PSDB. “Recebemos o país de joelhos diante do Fundo Monetário Internacional”, disparou. “Tínhamos recebido também, misteriosamente, um país onde, depois de vender R$ 100 bilhões do patrimônio, a dívida tinha dobrado – o maior ‘milagre’ da gestão financeira dos tucanos.”

Não ser os EUA da América do Sul.
Segundo Dilma, a transformação vivida pelo Brasil nos últimos oito anos quebrou o tabu segundo o qual era impossível crescer e distribuir renda. “Mudamos a trajetória deste país. Não foram mudanças pontuais. Hoje, o Estado dá subsídio direto para a população. Faz isso na casa própria e na luz elétrica”, afirmou ela, lembrando que 28 milhões de pessoas saíram da pobreza no governo Lula.
“O meu compromisso é erradicar a pobreza no Brasil. Ninguém respeita quem deixa uma parte de seu povo na miséria”, agregou. “Não queremos ser os Estados Unidos da América do Sul, onde uma grande parte da população negra está na cadeia e uma parte da população branca pobre mora em trailer e não tem acesso às condições fundamentais de sobrevivência digna.”
A petista se lembrou de Marina Silva ao citar dados a respeito da redução do desmatamento na Amazônia e no cerrado. “Temos que ter orgulho de todas as políticas de meio ambiente implantadas no Brasil, inclusive pela ministra Marina, pelo ministro [Carlos] Minc”. Minc também estava presente no encontro.
Dilma aproveitou o assunto para abordar a questão do pré-sal. “O petróleo que nós extrairmos do pré-sal é para exportar, é para garantir que haja riqueza suficiente no Brasil”, afirmou a candidata. “Manter o modelo anterior (de FHC e Serra) é privatizar o petróleo: botar o pré-sal – que é a maior riqueza de petróleo descoberta nos últimos anos – de ‘mão beijada’ para empresas privadas internacionais. É por isso que a bancada do PSDB votou contra o modelo de partilha”, afirmou.
O público que ficou do lado de fora do teatro permaneceu até o fim do evento para aplaudir a candidata de perto. Mesmo sob chuva, o grupo gritou “Olê, olê, olê, olá / Dilma, Dilma” na saída da presidenciável . Dilma, emocionada, recebeu beijos e abraços no trajeto do palco até o carro, diante da multidão que a acompanhava. A atividade deu um ânimo imensurável à sua candidatura.
Da Redação, com agências

O povo reage contra as baixarias de Serra

O povo está reagindo as baixarias do candidato do PSDB-DEMônios, com isso, a candidata do PT, de acordo com pesquisa Vox Populi, cresce 3 pontos e passa para 51%, enquanto Serra, o candidato das trevas e das mentiras, cai 1 ponto e passa para 39%. No monento, a vantagem de Dilma é de 12 pontos. A margem de erro é de 1,8 pontos percentuais.

domingo, 17 de outubro de 2010

O país se une contra as baixarias de Serra!

Exclusivo: dona da gráfica é do PSDB! publicada domingo, 17/10/2010 às 04:26 e atualizada domingo, 17/10/2010 às 05:17

PM cerca a gráfica da calúnia (foto de Clodoaldo Jurado, via twitter)
Já passava das 2 da manhã desse domingo. Na porta da gráfica Pana, no Cambuci, um grupo de 50 a 60 pessoas seguia de plantão – para evitar a distribuição dos panfletos ( supostamente encomendados pelo bispo católico de Guarulhos) recheados de mistificação religiosa e de ataques contra a candidata Dilma Rousseff. Mais um capítulo da guerra suja travada nessa que já é a mais imunda eleição presidencial, desde a redemocratização do Brasil.
Na internet, durante a madrugada, outro plantão rolava: tuiteiros, blogueiros e leitores de todo o Brasil buscavam informações sobre os donos da gráfica, e sobre as possíveis conexões deles com o mundo político.
Stanley Burburinho (ele mesmo!) e Carlos Teixeira fizeram o trabalho. Troquei com eles algumas dezenas de mensagens. E essa apuração colaborativa levou à descoberta: uma das sócias da gráfica Pana é filiada ao PSDB, desde 1991!
Trata-se de Arlety Satiko Kobayashi, vinculada ao diretório da Bela Vista - região central de São Paulo. Nenhum problema com a filiação de Arlety ao partido que bem entender. O problema é que a gráfica dela foi usada para imprimir panfletos aparentemente encomendados por um bispo, mas que “coincidentemente”, favorecem ao candidato do partido dela.
Mais um detalhe: Arlety é também funcionária pública, tem cargo na Assembléia Legislativa de São Paulo. E tem um sobrenome com história entre os tucanos: Kobayashi. Paulo Kobayashi ajudou a fundar o partido, ao lado de Covas, foi vereador e deputado por São Paulo.
Arlety aparece como doadora da campanha de Victor Kobayashi ao cargo de vereador, em 2008. Victor concorreu pelo PSDB.
A conexão está clara. Os tucanos precisam explicar:
- por que o panfleto com calúnias contra Dilma foi impresso na gráfica de uma militante do PSDB?
- quem pagou: o bispo de Guarulhos, algum partido, ou a Igreja?
- onde seriam distribuídos os panfletos?
- onde estão os outros milhares de panfletos?
Os panfletos do Cambuci são mais uma prova da conexão nefasta que, nesa eleição, aproximou os tucanos da direita religiosa – jogando no lixo a história de Covas, Montoro e tantos outros que lutaram para criar um partido “moderno”, que renovasse os costumes políticos do país. Serra lançou esse passado no esgoto – e promoveu uma campanha movida a furor religioso.
Mas não é só isso!
Se Arlety Kobayashi (uma tucana) é a responsável pela impressão dos panfletos, na outra ponta quem é o sujeito que encomendou tudo?
O Blog “NaMaria” traz a investigação completa, que aponta Kelmon Luis da S. Souza como o autor da “encomenda”. Ele teria ligações com movimentos integralistas e monarquistas!
O Blog do Nassif , por sua vez, mostra que as conexões poderiam chegar até bem perto de Índio da Costa (DEM), o vice de Serra. Ele, em algum momento, também teve proximidade com monarquistas. Mas esse detalhe ainda não está bem esclarecido.
De toda forma, o círculo se fecha: tucanos, demos e a extrema-direita (católica, integralista ou monarquista). Todos unificados numa barafunda eleitoral que arrastou nomes de bispos para a delegacia, e nomes de políticos para o rol daqueles que apostam na guerra de religiões como arma eleitoral.
Há mais mistérios entre o céu e o Serra do que supõe nossa vã filosofia. Paulo Preto é um deles. A gráfica do Cambuci parece ser outro. Mistérios que não serão decifrados por teólogos, mas por delegados e agentes federais.

É caso de polícia. E não de religião.

sábado, 16 de outubro de 2010

Tem gente na igreja pior que o DEMônio

A hipocrisia nas sacristias paulistas.

Paulo Ogawa, contador de uma gráfica no bairro Cambuci, região sudeste da capital paulista disse ao site UOL que os panfletos que estavam sendo impressos ali contra a candidata Dilma Roussef foram encomendados pelo bispo de Guarulhos, D. Luís Gonzaga Bergonzini.

Os prospectos são idênticos aos distribuídos em Aparecida no dia 12 e Contagem, em Minas Gerais. O ponto principal dos panfletos é a crítica à descriminalização do aborto.

A notícia foi divulgada no site do UOL – do grupo que edita FOLHA DE SÃO PAULO.

A colunista Mônica Bergamo, também da FOLHA DE SÃO PAULO, revela que “o discurso do candidato à Presidência José Serra (PSDB), de que é contra o aborto por valores cristãos, que impedem a interrupção da gravidez, em quaisquer circunstâncias, é questionado por ex-alunas de sua mulher Mônica Serra. Num evento no Rio, há um mês a psicóloga teria dito a um evangélico, segundo a Agência Estado, que a candidata Dilma Roussef (PT), que já defendeu a descriminalização do aborto é a favor de matar criancinhas”.
“Segundo relato feito à Folha por ex-alunas de Mônica no curso de dança da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) a então professora lhes contou em uma aula, em 1992, que fez um aborto quando estava no exílio com o marido”.
A colunista revela ainda que “a Folha tentou falar com Mônica Serra durante dois dias para comentar o relato das ex-alunas, sem sucesso”.
“Quando engravidou, teria relatado Monica à então aluna, o casal se viu numa situação muito vulnerável. "Ela não confessou. Ela contou", diz Sheila Canevacci. "Não sou uma pessoa denunciando coisas. Mas [ela é] uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem uma responsabilidade ética.”
Seria um equívoco julgar a atitude de Mônica Serra no caso do aborto. É um tema delicado, complexo e as responsabilidades de uma decisão dessas, no caso da mulher de José FHC Serra, são dela e dele.
Ao contrário, não é um equívoco chamar Mônica Serra de mentirosa e destituída de respeito por si própria, a partir das declarações que fez no Rio sobre Dilma Roussef. Ou ao candidato José FHC Serra, seu marido, de mentiroso e hipócrita ao defender uma idéia que não é a sua, mas presta-se apenas a fins eleitorais.
O Brasil, com certeza, não quer um presidente mentiroso. José FHC Serra é mentiroso. Pior que isso, é cínico, parte do princípio que o fim justifica os meios, ou seja, faz qualquer coisa, ele e sua mulher, para alcançar o poder.

Como fica o bispo de Guarulhos nessa história toda?
De onde saiu o dinheiro para imprimir um milhão de prospectos no primeiro turno e mais um milhão no segundo turno, como revela o contador da gráfica (que aliás recusou parte da encomenda por não ter capacidade para atender o pedido no prazo exigido pelo bispo)?
Resultado da contribuição de fiéis para obras sociais, ou outras da Igreja, ou das igrejas sob a responsabilidade de D. Luís Gonzaga?
Por que de tal atitude se a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – em nota reiterada em diversas oportunidades condenou esse tipo de decisão?
Seria equivocado chamar o bispo de mentiroso? De cínico? De partidário? De usar o dinheiro de sua diocese para fins outros que não os anunciados? Nesse caso o bispo é honesto?
É claro que não. Nem o candidato José FHC Serra, nem sua mulher Mônica Serra, muito menos o bispo D. Luís Gonzaga.
Mentem, são hipócritas ao usar a religião e a fé do povo como instrumentos para alcançar objetivos eleitorais, ludibriam, enganam.
Qual o propósito do bispo de Guarulhos? Consciente, não é um idiota, que está mentindo, está enganando fiéis?
Usando a Igreja como disfarce para atividades no mínimo equivocadas, na verdade, criminosa.

O que há por trás de todo esse revoltante cinismo?

Quais interesses o bispo representa? Por que o candidato José FHC Serra é apoiado por um bispo num tema em que ilude a boa fé das pessoas? Por que Mônica Serra usou de um expediente tão baixo quando disse no Rio que Dilma “mata criancinhas”.

E ela?

Há algo mais que hipocrisia nas sacristias paulistas. Há corrupção. Há fascismo. Há um sórdido e mentiroso complô que nada tem a ver com fé, mas com interesses subalternos, mesquinhos, criminosos, tanto do bispo, como do candidato e sua mulher.
Não basta uma nota da CNBB sobre o assunto. Há um bispo mentiroso, usando a Igreja para fins outros que não os que lhe dão sentido.
Há um candidato e sua mulher que não mostram o menor respeito pelos brasileiros, por fiéis católicos, na mentira e no engodo de tentar o voto de qualquer forma.
D. Luís Gonzaga integra um braço da CNBB chamado de CNBB Regional Sul. É presidida por outro bispo, o de Santo André, D. Nelson Westrupp e o panfleto contendo a mentira está publicado no site da regional da CNBB.
Como escrevi acima não se pode julgar Mônica Serra pelo aborto. Quem presta contas de suas atitudes é ela. Mas perde ela o direito de falar o que tem falado e seu marido de defender o que tem defendido, até porque, o fato só veio a público através de uma terceira pessoa, terceiras, aliás, são ex-alunas dela. Por eles, na intenção que se mostra dolosa, criminosa, teria ficado oculto.
São uma espécie de resto podre da espécie humana. Não mostram respeito por nada que não seja a ambição política que nutrem. Para alcançar seus objetivos jogam foram vestígios de dignidade, todos eles, se transformam em pústulas lato senso.
Há alguns anos atrás ouvi que a Igreja Católica Romana sobrevivia há dois mil anos montada em princípios éticos que, malgrados erros confessos – a Inquisição, por exemplo – lhe davam força e presença entre os cristãos.
Há cerca de trinta anos existe um processo de desmonte da Igreja na ação de bispos como esses.
Saem figuras grandiosas como Hélder Câmara, Leonardo Boff, D. Demétrio, tantos que tombaram vítimas da brutalidade da ditadura militar, entram bispos destituídos de honra e respeito que com certeza não têm nada a ver com a cruz de Cristo.
Carregam a suástica, a mentira e em seus bolsos o dinheiro de fiéis ludibriados em sua fé. Se não existir outro dinheiro, o do caixa dois do engenheiro Paulo, o tal do apartamento de milhões que comprou por trezentos mil.
Gandhi quando perguntado sobre Cristo respondeu assim – “aceito o Cristo de vocês, mas não o cristianismo que praticam”.
Esses bispos, José FHC Serra e Mônica Serra são repugnantes*.

*Eu diria que são escórias, simplesmente assim.
A CNBB deve mais que uma nota desautorizando os bispos da Regional Sul.
É caso de Polícia.
Por Laerte Braga.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Vou votar no Serra

Recebi de um amigo por e-mail, repasso para voces a minha opção eleitoral.
Desculpem amigos, vou votar no SERRA.
"Cansei…Basta"! Vou votar no Serra, do PSDB.
Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.
Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.
Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares. O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega…
Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro a juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. " É uma vergonha! ", como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro.
Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo da Oscar Freire, agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no Braz. Vergonha, vergonha, vergonha…
Cansei de ir em banco e ver aquela fila de idosos no Caixa Preferencial, todos trabalhando de office-boys.
Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode?
Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo, SBT, Band, RedeTV, CNT, Fôlha SP, Estadão, etc.). A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o fim do mundo.
Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito… Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.
Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula…
Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles? Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no Exterior. É o fim…
Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Investir em ações de Estatais quase de graça e vender com altos lucros. Chega dessa baboseria politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida é a disputa, o risco… Quem pode, pode, quem não pode, se sacode. Tenho culpa eu, se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar dinheiro comprando ações de Estatais quase de graça? Eles que vão trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem é superior e quem é inferior.
Eu ia anular, mas cansei. Basta! Vou votar no SERRA. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido. "Quero minha felicidade de volta." Estou com muito MEDO.
Chega!

Assim está DILMAIS.


Fonte:http://blogln.ning.com/forum/topics/chega-vou-votar-no-serra-assim

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quem diria, a mulher de Serra fez aborto

Do blog Por um novo Brasil.
“Monica Serra já fez um aborto e sou solidária à sua dor”, afirma ex-aluna da mulher de presidenciável.
13/10/2010 12:39, Por Redação, do Rio de Janeiro e São Paulo.
Tenho repetido diversas vezes, o tema aborto não pode ser jogado debaixo do tapete, precisa ser debatido abertamente com a sociedade, sem moralismos, sem preconceitos. Estudos têm mostrado que a criminalização do aborto não resolve a situação. Mulheres fazem aborto diariamente, temos que discutir o que evitar esses abortos e não prender quem os pratica.

Quem que com o ferro fere, com o ferro será ferido.


O desempenho do presidenciável tucano, José Serra, no debate do último domingo pela TV Bandeirantes, foi a gota d’água para uma eleitora brasileira. O silêncio do candidato diante da reclamação formulada pela adversária, Dilma Rousseff (PT) – de que fora acusada pela mulher dele, a ex-bailarina e psicoterapeuta Sylvia Monica Allende Serra, de “matar criancinhas” –, causou indignação em Sheila Canevacci Ribeiro, a ponto de levá-la até sua página em uma rede social, onde escreveu um desabafo que tende a abalar o argumento do postulante ao Palácio do Planalto acerca do tema que divide o país, no segundo turno das eleições. A coreógrafa Sheila Ribeiro relata, em um depoimento emocionado, que a ex-professora do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Monica Serra relatou às alunas da turma de 1992, em sala de aula, que foi levada a fazer um aborto “no quarto mês de gravidez”.
Em entrevista exclusiva ao Correio do Brasil, na noite desta segunda-feira, Sheila deixa claro que não era partidária de Dilma ou de Serra no primeiro turno: “Votei no Plínio (de Arruda Sampaio)”, declara. Da mesma forma, esclarece ser apenas uma eleitora, com cidadania brasileira e canadense, que repudiou o ambiente de hipocrisia conduzido pelo candidato da aliança de direita, ao criminalizar um procedimento cirúrgico a que milhões de brasileiras são levadas a realizar em algum momento da vida. Sheila, durante a entrevista, lembra que no Canadá este é um serviço prestado em clínicas e hospitais do Estado, como forma de evitar a morte das mulheres que precisam recorrer à medida “drástica e contundente”, como fez questão de frisar.
No texto, intitulado “Respeitemos a dor de Mônica Serra”, Sheila Ribeiro repete a pergunta de Dilma, que ficou sem resposta:
– Se uma mulher chega em um hospital doente, por ter feito um aborto clandestino, o Estado vai cuidar de sua saúde ou vai mandar prendê-la?
Leia o texto, na íntegra:
“Respeitemos a dor de Mônica Serra.
“Meu nome é Sheila Ribeiro e trabalho como artista no Brasil. Sou bailarina e ex-estudante da Unicamp onde fui aluna de Mônica Serra.
“Aqui venho deixar a minha indignação no posicionamento escorregadio de José Serra, que no debate de ontem (domingo), fazia perguntas com o intuito de fazer sua campanha na réplica, não dialogando em nenhum momento com a candidata Dilma Roussef.
“Achei impressionante que o candidato Serra evita tocar no assunto da descriminalização do aborto, evitando assim falar de saúde pública e de respeitar tantas mulheres, começando pela sua própria mulher. Sim, Mônica Serra já fez um aborto e sou solidária à sua dor.
“Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o aborto, sobre o seu aborto traumático. Mônica Serra fez um aborto. Na época da ditadura, grávida de quatro meses, Mônica Serra decidiu abortar, pois que seu marido estava exilado e todos vivíamos uma situação instável. Aqui está a prova de que o aborto é uma situação terrível, triste, para a mulher e para o casal, e por isso não deve ser crime, pois tantas são as situações complexas que levam uma mulher a passar por essa situação difícil. Ninguém gosta de fazer um aborto, assim como o casal Serra imagino não ter gostado. A educação sobre a contracepção deve ser máxima para que evitemos essa dor para a mulher e para o Estado.
“Assim, repito a pergunta corajosa de minha presidente, Dilma Roussef, que enfrenta a saúde pública cara a cara com ela: se uma mulher chega em um hospital doente, por ter feito um aborto clandestino, o Estado vai cuidar de sua saúde ou vai mandar prendê-la?
“Nesse sentido, devemos prender Mônica Serra caso seu marido seja eleito presidente?
“Pelo Brasil solidário e transparente que quero, sem ameaças, sem desmerecimento da fala do outro, com diálogo e pelo respeito à dor calada de Mônica Serra,
“VOTO DILMA”, registra, em letras maiúsculas, no texto publicado em sua página no Facebook, nesta segunda-feira, às 10h24.
Reflexão.
Diante da imediata repercussão de suas palavras, Sheila acrescentou em sua página um comentário no qual afirma ser favorável “à privacidade das pessoas”.
“Inclusive da minha. Quando uma pessoa é um personagem público, ela representa muitas coisas. Escrevi uma reflexão, depois de assistir a um debate televisivo onde a figura simbólica de Mõnica Serra surgiu. Ali uma incongruência: a pessoa que lutou na ditadura e que foi vítima de repressão como mulher (com evento trágico naquele caso, pois que nem sempre o aborto é trágico quando é legalizado e normalizado) versus a mulher que luta contra a descriminalização do aborto com as frases clássicas do “estão matando as criancinhas”. Quem a Mônica Serra estaria escolhendo ser enquanto pessoa simbólica? Se é que tem escolha – foi minha pergunta.
“Muitas pessoas públicas servem-se de suas histórias como bandeiras pelos direitos humanos ou, ainda, ficam quietas quando não querem usá-las. Por isso escrevi ‘respeitemos a dor’. Para mim é: respeitemos que muita gente já lutou pra que o voto existisse e que para que cada um pudesse votar, inclusive nulo; muita monica-serra-pessoa já sofreu no Brasil e em outros países na repressão para que outras mulheres pudessem escolher o que fazer com seus corpos e muitas monicas-serras simbólicas já impediram que o aborto fosse descriminalizado.
“Muitas pessoas já foram lapidadas em praça pública por adultério e muitas outras lutaram pra que a sexualidade de cada um seja algo de direito. A minha questão é: uma pessoa que é lapidada em praça pública não faz campanha pela lapidação, então respeitemos sua dor, algo está errado. Se uma pessoa pública conta em público que foi lapidada, que foi vítima, que foi torturada, que sofreu, por motivos de repressão, esse assunto deve ser respeitadíssimo.
“Vinte por cento da população fazem abortos e esses 20% tem o direito absoluto de ter sua privacidade, no entanto quando decidem mostrar-se publicamente não entendo que estes assimilem-se ao repressor”, acrescentou a ex-aluna de Monica Serra, que teria relatado a experiência, traumática, às alunas da turma de 1992.
Exílio e ditadura.
Sheila diz ainda, em seu depoimento, que “muitas pessoas querem ‘explicações” para o fato de ela declarar, publicamente, o que a ex-professora disse às suas alunas na Unicamp.
“Eu sou apenas uma pessoa, uma mulher, uma cidadã que viu um debate e que se assustou, se indignou e colocou seu ponto de vista na internet. Ao ver Dilma dizendo que Mônica falou algo sobre ‘matar criancinhas’, duvidei. “Duvidei porque fui sua aluna e compartilhei do que ela contou, publicamente (que havia feito um aborto), em sala de aula. Eu me disse que uma pessoa que divide sua dor sobre o aborto, sobre o exílio e sobre a ditadura, não diria nunca uma atrocidade dessas, mesmo sendo da oposição. Essa afirmação de ‘criancinhas assassinadas’ é do nível do ‘comunista come criancinha’. A Mônica Serra é mais classe do que isso (e, aliás, gosto muito dela, apesar do Serra não ser meu candidato). “Por isso, deixei claro o meu posicionamento que o aborto não pode ser considerado um crime – como não é na Itália, na França e em outros países. Nesse sentido não quero ser usada como uma ‘denunciadora de um ‘delito’. Ao contrário, estou relembrando na internet, aos meus amigos de FB (Facebook), que o aborto é uma questão complexa que envolve a todos e que, como nos países decentes, não pode ser considerado um crime – mas deve ser enfrentado como assunto de saúde. “O Brasil tem muitos assuntos a serem tratados, vamos tratá-los com o carinho e com a delicadeza que merece. “Agora volto ao meu trabalho”, conclui Sheila o seu relato na página da rede social. Sem resposta. Diante da afirmativa da ex-aluna de Sylvia Monica Serra, o Correio do Brasil procurou pelo candidato, no Twitter, às 23h57:
“@joseserra_ Sr. candidato Serra. Recebemos a informação de que Dnª Monica Serra teria feito um aborto. O sr. tem como repercutir isso?”
Da mesma forma, foi encaminhado um e-mail à assessoria de imprensa e, posteriormente, um contato telefônico com o comitê de Serra, em São Paulo. Até o fechamento desta matéria, às 1239h desta quarta-feira, porém, não houve qualquer resposta à pergunta. O candidato, a exemplo do debate com a candidata petista, novamente optou pelo silêncio.

domingo, 10 de outubro de 2010

Estamos numa guerra, não vale mandar flores!

É hora de desmascarar o bandido
Dilma, desmascare o Serra.O Serra não tem escrúpulos.
"O terreiro lá de casa,
Não se varre com vassoura,
Varre com ponta de sabre,
Bala de metralhadora".
Geraldo Vandré.
O programa do Serra no horário eleitoral deste sábado terminou com uma senhora paulistíssima, com jeitão de “amiga” da D. Ruth, a folhear um jornal e insinuar que a Dilma é responsável por tudo o que se atribui à Erenice.
A “amiga” da D. Ruth, portanto, substituiu a denúncia do aborto do programa da manhã.
Das duas, uma.
Ou as pesquisas de qualidade mostraram que o aborto era um tiro no pé.
Ou ele considera que o mal à Dilma já está feito.
Ele fixou a imagem de santarrão e, ela, de criminosa, cúmplice das aborteiras mais inescrupulosas.
O PiG (*) desta manhã de domingo – tanto a Folha (**) quanto o Estadão – anunciam que, nos debates, ele será o “Serrinha é do bem”.
Será o Serrinha santarrão, Tartufo, nas entradas ao vivo no horário eleitoral.
Mas, na hora de o trator passar por cima da cabeça da mãe, o Serra estará em off: virá no fim do horário eleitoral, colado ao programa da Dilma, ou, rotineiramente, o PiG (*) usará o trator por ele.
O PiG (*) se dedica, por ele mesmo, a desconstruir a Dilma.
E a Veja a procurar companheiras de cela da Dilma.
O Conversa Afiada diz isso porque recebeu a informação de que a Veja procurou uma companheira da Dilma de cela.
Só que ela mandou a Veja procurar a Dilma.
Na Veja que está nas bancas, vê-se que ela foi atrás de uma companheira da Dilma, a Tupamara.
Mas deu com os burros n’água, porque o desmentido à reportagem saiu antes de a Veja chegar às bancas.
Mas, a Veja ainda achará o torturador da Dilma, como a Folha (**) achou que o homem trabalhava para os órgãos de repressão e fazia a campana da Dilma.
É uma divisão de trabalho.
O PiG (*) faz o trabalho sujo e o Serra faz o trabalho limpo.
Essa estratégia é a de quem está numa situação de vida ou morte.
Serra dá as últimas braçadas de um afogado.
Ele fará QUALQUER COISA !
Ele não tem escrúpulos !
No dia 1º. de novembro ele vai ser líder de um partido minoritário, que definha a cada eleição: a UDN de São Paulo.
Ele tem que passar o trator agora.
E a Dilma tem que tirar as luvas.
Tem que responder aos ataques.
A campanha “economicista” já colou.
O Lula pendurou o FHC no pescoço do Serra.
Só que a guerra mudou de trincheira.
Foi para o aborto e a Erenice.
Para a destruição de caráter.
E o Serra, aí, é impune.
Ele pode fazer qualquer coisa, porque o PiG (*) lhe dá refugio, o protege.
Uma primeira providência da Dilma seria, por exemplo, afastar as vozes do Bom Senso, os Moderados e Bem-Pensantes.
O Palocci, por exemplo, que quer ganhar a eleição e continuar a escrever para o Globo.
Ganhar sem sujar as mãos.
O Cardozo, por exemplo.
Ele quer ganhar a eleição sem brigar com ninguém, ir para o Supremo com o apoio do PiG (*), e ser convidado para jantar com o Daniel Dantas.
Esse é o pessoal “bonzinho” da Dilma.
Que faz qualquer negócio para sair nas paginas amarelas da Veja, dar uma entrevista à urubóloga Miriam Leitão na GloboNews.
Tem que fazer como a Marilena Chauí: não falar mais com o PiG (*).
Não fosse o precedente do Golpe do Ali Kamel em 2006, seria até uma boa ideia não ir ao debate da Globo.
Clique aqui para ler “O primeiro Golpe já houve, falta o segundo”.
O único púlpito da Dilma é o horário eleitoral.
E, nele, a Dilma tem que desmascarar o Serra, como recomendam o Mino e o Mauricio Dias na Carta Capital que está nas bancas.
Sobre Valores, e Ética, por exemplo.
Basta pedir à Monica Bérgamo para contar a história do filho que o Fernando Henrique – que bom pai ! – levou quinze anos para reconhecer.
Sobre o aborto.
Ir ao site “Amigos do Presidente Lula” e mostrar que o Serra foi o único Ministro da Saúde que assinou portaria para realizar a aborto no âmbito do SUS.
Sobre “eu não mudo de idéia”, sou “coerente”.
Ir ao Conversa Afiada e exibir no horário eleitoral o vídeo em que ele diz ao Boris Casoy que cumprirá o mandato de prefeito e, se não cumprir, que ninguém nunca mais vote nele.
Pegar no Conversa Afiada o documento com o timbre da Folha (**) em que ele diz que vai cumprir o mandato de prefeito até o fim.
A Dilma quebrou o sigilo da filha do Serra, coitadinha.
É só mostrar a reportagem do Leandro Fortes na Carta Capital: a filha do Serra e a irmã do Dantas quebraram 30 milhões de sigilos, numa empresinha que elas tinham.
Por falar nisso, Dilma.
Sem que o Cardozo e o Palocci saibam, detona a filha do Serra e a irmã do Dantas.
Exiba o documento do Governo da Florida que registra a empresa delas em Miami (em Miami !, Dilma, onde se localiza a maior lavanderia do mundo, depois do Banestado).
Quem trouxe a família para a campanha foi ele.
A mulher dele, tão simpática, especialmente de óculos de moldura vermelha.
Foi ela quem disse na Baixada Fluminense que você matava criancinhas.
Sobre a “democracia” e a defesa intransigente da “liberdade de imprensa”, mostre como ele agride jornalistas, especialmente jornalistas mulheres.
Como o Serra agasalhou um terreno que a Globo invadia há onze anos e transformou numa escola técnica para formar quadros para a Globo.
(O Palocci vai ficar nervosíssimo se você fizer isso !)
Reproduza o diálogo dele com o Heródoto Barbero, no Roda Morta, da TV Cultura, sobre pedágio.
E conte que, por causa disso, o Heródoto foi devidamente defenestrado.
Mostre os documentos que a Namaria publicou sobre as assinaturas da Veja, da Folha (**) e do Estadão que ele comprou com o dinheiro do povo de São Paulo para distribuir às escolas.
Essa é a “imprensa livre” dele.
Serra vendeu o Brasil.
Contratar alguém com a voz grave do Celso Freitas e ler, um por um, o nome das empresas que ele vendeu com o FHC.
Ao lado, o logo da empresa.
Uma por uma.
E a frase do Delfim: eles venderam tudo e aumentaram a divida.
Qualquer dona de casa entende isso.
Sobre o “me formei” economista, que ele diz no programa dele.
Cadê o diploma dele, Dilma ?
Faça o que a Dra. Cureau não fez: exija o diploma dele.
No Brasil, ele não pode dizer à Justiça Eleitoral – mostre a foto – que é economista, porque ele não tem diploma válido em território nacional.
Ele mente, Dilma.
Mostre o decreto dos genéricos.
Foi o Ministro da Saúde Jamil Haddad quem assinou e, não ele, que se atribui o titulo de “melhor Ministro da Saúde”.
(Quem disse isso foi o amigão dele, o Ministro serrista Nelson Jobim, o da babá eletrônica para agradar o Gilmar Dantas (**).)
Melhor Ministro da Saúde, quem ?
Não foi na gestão dele que compraram ambulâncias super-faturadas ?
Cadê o Barjas Negri, Dilma ?
O Abel, coitado, morreu, mas o Negri poderia dar um depoimento sobre as ambulâncias …
Peça àquele mesmo locutor para ler os votos do Serra contra o trabalhador na Constituinte.
Só votou contra o trabalhador.
O Conversa Afiada já publicou isso e o Artur Henrique da CUT sabe onde achar.
Vá atrás do passado dele.
Que história é essa de aparecer numa foto ao lado do Jango ?
Ele fugiu, Dilma.
E diz em off: eu enfrentei os militares e a Dilma, cadê a Dilma ?
Diga que enquanto ele fugia você era torturada.
Dilma, como é que um presidente da UNE – que comia criancinhas – vai ao comício do grande comedor de criancinhas – o Jango -, foge para o Chile do comededor de criancinhas, o Salvador Allende, casa com uma Allende, e depois, aparece nos Estados Unidos para “dar aula” ?
Que história é essa ?
Pergunta ao Gabeira se ele pode entrar nos Estados Unidos.
Por que o Serra entrou e ficou lá numa nice ?
Vamos falar da Erenice, Dilma.
Fala do Engavetador Geral da Republica.
Do projeto Sivam.
Da pasta rosa.
Da compra da re-eleição.
Da privataria, como diz o Elio Gaspari.
Mostra aquele exemplar da Carta Capital que transcreve os diálogos do Fernando Henrique com o André Lara Resende: “vamos usar a bomba atômica”.
Do Mendonção com o Ricardo Sérgio de Oliveira: “isso vai dar m …”.
Aquele momento Péricles de Atenas do Governo FHC.
Mostra aquelas fotos do Serra com o martelo dos leilões da privatização, a beijar a Helena de Tróia.
Pede ao Nassif para resumir o livro dele “Cabeças de Planilha”.
Ele conta como o FHC fixou o Real na entrada do Plano, e beneficiou o André e os clientes dele.
(O André jamais processou o Nassif.)
Pede ao Malan para contar que o Serra boicotou o Plano Real e tentou derrubar o Malan.
Dilma, você já percebeu – está no Estadão de hoje, na página 2 – que o Malan defende o FHC, mas não apóia o Serra ?
Por que será, hein ?
Vamos falar do Ricardo Sergio, Dilma ?
Ele foi o chefe da campanha do FHC e do Serra.
Pergunta ao Benjamin Steinbruch quem é o Ricardo Sergio.
Pergunta à família do Antonio Ermírio de Moraes.
E o Preciado ?
Lembra do Preciado ?
Aquele da privatização do Banespa e da Ilha do Urubu, que o Emiliano José e o Leandro Fortes descreveram tão bem.
Quem entende muito de Preciado é o Fernando Rodrigues, da Folha (**).
É só mandar buscar as reportagens dele, quando o rabo da Folha (**) ainda não estava preso.
O Amaury Ribeiro preferiu esperar as eleições para lançar o livro dele.
Mas, o Conversa Afiada já divulgou o prefacio do livro do Amaury, o que provocou um “alopramento” generalizado na campanha do Serra.
Clique aqui para ler esse prefacio, que o Conversa Afiada re-publicou, a pedidos.
Ali há informações preciosas (sem trocadilho).
Dilma como é que um homem público, que passou a vida toda com salário de parlamentar, governador e “professor” comprou aquela casinha em que vive ?
A casa é dele, Dilma ?
Está no Imposto de Renda ? Por quanto ?
Se ele vier de “mensalão”, devolva com “mensalão tucano de Minas”, Eduardo Azeredo e o “valerioduto” cheio de dinheiro do Dantas (o Palocci e o Cardozo não podem ouvir falar nisso).
Dilma, você já ouviu falar no Flavio Bierrembach ?
O Flavio é um homem honrado.
Ele era candidato a deputado com o Serra e acusou o Serra de ladrão.
O Serra foi para cima dele.
Por azar, a ação caiu na mão do Juiz Walter Maierovitch.
Maierovitch chamou o Bierrembach às falas: que historia é essa de chamar alguém de ladrão, sem provas ?
O Bierrembach pediu “exceção da verdade” – ou seja, quero provar o que digo.
Maierovitch imediatamente deu ao Bierrembach o direito de provar o que dizia.
Dilma, sabe o que o Serra fez ?
Engavetou a ação.
Chama o Bierrembach para contar essa história.
Chama o Maierovitch – e só ligar para a Mara, secretária do Mino, na Carta Capital, que a Mara acha o Maierovitch rapidinho.
E põe uma claquete assim: “O Serra não deixou a Justiça provar que ele não é ladrão”.
Querer ganhar eleição do Serra com o IBGE não basta.
Ele faz e diz QUALQUER COISA !
Dilma, e o telefonema do Serra para o Gilmar Dantas (***) ?
Mostra aquela foto dele no auditório e o voto do Gilmar no dia seguinte.
Esses dois, Dilma, fazem qualquer coisa.
E trate de ganhar a eleição com bastante folga.
Porque essa urna eletrônica sem o papelzinho do Brizola é um convite à fraude.
E se for para o tapetão, o Marco Aurélio de Mello está lá e o Gilmar fica na reserva.
Um perigo !
Sobre o massacre do PiG (*) contra a Petrobrás, para impedir que você use a Petrobrás na campanha.
Dilma, você conhece a história do John Kerry ?
O John Kerry combateu no Vietnã e foi condecorado TRÊS VÊZES.
Ele tem a “Purple Heart”, a medalha de que os americanos mais se orgulham.
Ele dirigia missões de destreza e rapidez, nuns barquinhos, os Swifts, com poucos companheiros a bordo.
Uma espécie de SWAT.
Em diferentes ações, Kerry foi ferido, matou um vietcong que o tinha atacado e salvou a vida de subordinados.
Ele foi candidato à Presidência contra o Bush, na segunda vez.
Bush fazia nos debates o “Bushinho paz e amor”.
Bush era “do bem”.
Como “Serra é do bem”.
Mas, por trás, veio o trator – cheio de grana.
Criou-se um grupo auto-intitulado de “Veteranos dos Swift em Busca da Verdade”.
Eles produziram um documentário – com dinheiro de quem, Dilma ? – para demonstrar que Kerry não podia ser presidente.
Porque ele mentiu sobre o seu papel no Vietnã.
Que ele não merecia nenhuma daquelas medalhas.
Era um líder inepto.
E, no fundo, no fundo, um covarde.
Os “amigos do presidente Serra” compraram horário nas televisões do interior para exibir o documentário.
(Lá não tem horário eleitoral gratuito.)
Como Kerry tinha dito, ao sentar praça, que era contra a Guerra do Vietnã, ele foi estigmatizado pelos “Veteranos dos Swift”: um Traidor da Pátria, um Vendilhão da Pátria.
Veja bem, Dilma, TRÊS medalhas por bravura !
E passou a campanha sem poder invocar seu passado heróico.
O Serra é assim também: capaz de tudo.
O bye-bye Serra forever não se dará mais com a Economia.
Não basta pendurar o FHC no pescoço do Serra.
O Serra levou o jogo para o campo dele – a vala negra.
O da calhordice, como diz o Ciro, um especialista na alma do Serra.
Neste momento, essa história de não “baixar o nível” só funcionaria em eleição para Madre Superiora.
Paulo Henrique Amorim.
(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que avacalha o Presidente Lula por causa de um comercial de TV; que publica artigo sórdido de ex-militante do PT; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

sábado, 9 de outubro de 2010

Aborto supera câncer de mama em internações pelo SUS

Enquanto jogarmos o tema "aborto" para debaixo do tapete, mulheres morrerão apenas para satisfazer a gula insaciável da falsa moral.

Em 2010, a cada hora foram 12 internações por interrupção provocada da gravidez
Fernanda Aranda, iG São Paulo.
A interrupção da gravidez provocada – sem ser a espontânea ou por motivos médicos – é um dos procedimentos que mais ocupa leitos dos serviços públicos e privados na área de saúde da mulher.
Nos seis meses primeiros meses de 2010 foram 54.339 internações por este tipo de ocorrência, uma média de 12 casos por hora.
Internações por aborto superam a soma de tratamentos para câncer de mama e útero Os números registrados entre janeiro e julho são 41% superiores à soma de internações por câncer de mama e câncer de colo do útero (38.532), duas doenças consideradas pelos governos federais, estaduais e municipais como grandes desafios de assistência ao sexo feminino.
O assunto saiu do anonimato diário de muitas mulheres para virar tema político. Neste segundo turno das eleição presidencial, José Serra (PSDB) e Dilma Roussef (PT) pautaram suas agendas para falar sobre – ou evitar – o tema.
Custos.
O levantamento, feito pelo Delas no banco virtual do Ministério da Saúde, mostra ainda os custos do aborto provocado considerado crime pela legislação brasileira. No período analisado, foram gastos R$ 12,9 milhões para internar mulheres com hemorragias, infecções ou perfurações desencadeadas após o procedimento realizado em clínicas clandestinas. Para chegar ao dado, a reportagem excluiu do mapeamento o total de internações por "aborto espontâneo" (66.903 registros em seis meses) e "aborto por razões médicas" (905). Só foi considerada a categoria "outras gravidezes que terminam em aborto".
“São dados que mostram como a criminalização e a manutenção do aborto na clandestinidade são ineficazes do ponto de vista da saúde”, afirma o médico Thomaz Gollop, diretor da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e coordenador do Grupo de Estudo sobre o Aborto (GEA), que reúne médicos, psicólogos e juristas.
“Ainda que a legislação faça com que estas mulheres não possam ser atendidas incialmente nos hospitais (para a realização do aborto) elas chegam depois, machucadas e em estado grave de saúde. Em Pernambuco, o aborto é a principal causa de morte”, diz Gollop, ao explicar porque considera a legislação atual um contrassenso.
Outros números.
Além das internações por interrupção provocada da gravidez, outros números conseguem mapear a extensão do aborto no Brasil. Quando o procedimento não é completo, as mulheres submetidas a ele precisam recorrer a alguma unidade de saúde para fazer a curetagem – sucção de restos da placenta, do embrião ou do feto.
Segundo um estudo divulgado pelo Instituto do Coração (Incor) – divulgado este ano – a curetagem é o procedimento hospitalar mais realizado no País. Em média, são feitas 250 mil por ano, em valores que superam R$ 30 milhões.
No banco de dados do Ministério da Saúde, as notificações mostram que as curetagens são numerosas também no sistema privado de saúde. Das 110.483 feitas nos seis primeiros meses de 2010, 45.847 foram em unidades particulares (41,4% do total).
“O que precisa ser levado em conta é a diferença entre a condição de saúde das mulheres que chegam às unidades privadas de saúde e das que chegam às públicas”, afirma Margareth Arrilha, diretora da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR), ligada ao Centro Brasileiro de Análise de Planejamento (Cebrap).
Segundo ela, a experiência mostra que as pacientes da rede pública chegam com sequelas mais graves, em decorrência dos procedimentos mais inseguros, feitos em locais sem a menor garantia de higiene ou pela ingestão de medicamentos sem qualidade.
Remédios falsificados.
De acordo com as pesquisas, seminários e levantamentos feitos pela CCR, metade dos abortos realizados no País acontece por meio do uso de medicamentos. Neste processo, avalia Margareth, o procedimento que já acontece de forma insegura fica ainda mais perigoso. “As drogas são adquiridas em camelôs ou produzidas em indústrias de esquina”, diz.
As operações realizadas este ano pelo Ministério da Justiça, em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que 42% dos 700 estabelecimentos fiscalizados este ano (drogarias, farmácias, laboratórios e academias) vendiam medicamentos falsos, contrabandeados ou sem procedência duvidosa. No total, foram apreendidas 60 toneladas de cápsulas. Apesar de não existir um ranking da classe destas drogas clandestinas, é sabido pelos técnicos que participam das fiscalizações que os abortivos – ao lado dos usados para disfunção erétil – são os mais falsificados e os mais vendidos ilegalmente.
As mulheres.
O Ipas – entidade não governamental que atua na América Latina em favor dos direitos reprodutivos da mulher – fez uma pesquisa para traçar um perfil das que compram estes remédios ou fazem aborto no Brasil. Em sua publicação “O impacto da ilegalidade do aborto na saúde das mulheres e nos serviços de saúde em cinco Estados brasileiros” uma enquete foi aplicada a 2.002 mulheres, de 18 a 39 anos.
Das entrevistadas, 15% declaram já ter feito um aborto alguma vez na vida. “Projetado sobre a população feminina do País nessa faixa etária, que é de 35,6milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse número representaria 5,3 milhões de mulheres”, diz a publicação. Segundo o texto, o perfil é "de casadas, com filhos e religião".
O aborto é criminalizado no Brasil desde a legislação de 1940. No Sistema Único de Saúde (SUS) mulheres vítimas de violência sexual podem fazer o chamado aborto legal. A Igreja Católica e algumas alas da Evangélica recriminam a prática independentemente da circunstância da fecundação.
Igreja excomunga a vítima, estuprador é perdoado.
No ano passado, em Recife, uma menina de 9 anos, grávida de gêmeos após abusos do padrasto realizou o aborto legal. Na época, o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, anunciou a excomunhão da garota, da mãe e dos médicos que atenderam a menina. O estuprador não foi excomungado. Pouco tempo depois, o presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Geraldo Lyrio Rocha, anunciou que a intenção era apenas chamar a atenção para um fato relevante e que uma excomunhão não significa uma condenação eterna.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Nem só de aborto é feita a campanha eleitoral!

É isso ai, precisamos debater os grandes problemas da população brasileira nessa eleição, com focos na resolução com propostas decentes e exequíveis, esse negócio de pautar a eleição, com um tema que os religiosos não abrem mão, é querer não discutir coisa alguma. Qual é a base para se discutir um assunto? É a flexibilidade, é aceitar que as pessoas possam rever pensamentos e aceitar que está errado caso esteja. Agora, colocar na mesa um assunto que ninguém abre mão, é autoritarismo, é desrespeito.
A onda agora é a pessoa ser contra o aborto, não interessa em que situação a mulher foi engravidada, se foi estupro, só para citar uma situação indesejada. É possível que até quem foi vitima de estupro e precisou abortar, nesse momento é contra, digo isso, porque José Serra, quando foi ministro da saúde, assinou norma técnica autorizando o SUS a fazer aborto em situações especificas determinadas em lei. É para usar o aborto em campanha? Então vamos esclarecer que o único candidato que não só foi a favor do aborto, como autorizou que o SUS praticasse abortos, foi José Serra. Vamos parar com essa hipocrisia, precisamos discutir os problemas do Brasil que são muitos e não pautar a campanha numa nota só e inclusive determinados a não abrir mão de nada!
Se é para pautar as questões religiosas, então vamos exigir que os padres pedófilos respondam na justiça como qualquer cidadão, que eles sejam presos e não apenas se mudem de paróquias, paróquias essas muitas vezes, até melhores que as anteriores.
Vamos saber também porque certas determinações religiosas enriquecem tanto, e os fiéis empobrecem na relação inversa. A FÉ é um negócio lucrativo, onde apenas os líderes levam vantagem? Basta, temos que acabar com esse negócio que o Senhor tudo proverá desde que eu pague em dia os dízimos! Prá que Deus quer dinheiro? Para botar no bolso de falsos profetas, simples assim!

sábado, 2 de outubro de 2010

Basta um Dia

Basta Um Dia.
Chico Buarque.

Só um dia, na verdade menos que um dia. As mentiras, baixarias, apelações não passarão. Vamos seguir em frente com Dilma e a onda vermelha, só que o sistema eleitoral tem que ser repensado, não é possível mais enfrentarmos um processo eleitoral com denúncias sem provas e sem que haja reparação por parte de quem agride, no final tem que valer a palavra do injuriado sem que nenhum tribunal de justiça interfira no bom encaminhamento. Quem é acusado não tem que provar nada, afinal de contas como é possível produzir provas negativas? Pelo sistema atual, infelizmente, quem é acusado tem que fazer um esforço super humano para provar que quem acusa, mente. E quem acusa, apenas tem que aguardar que a mentira que ele disse, por ser repetidas a exaustão pela mídia que adora uma ilegalidade, vire verdade.

Pra mim
Basta um dia
Não mais que um dia
Um meio dia
Me dá
Só um dia
E eu faço desatar
A minha fantasia
Só um
Belo dia
Pois se jura, se esconjura
Se ama e se tortura
Se tritura, se atura e se cura
A dor
Na orgia
Da luz do dia
É só
O que eu pedia
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia

Só um
Santo dia
Pois se beija, se maltrata
Se como e se mata
Se arremata, se acata e se trata
A dor
Na orgia
Da luz do dia
É só
O que eu pedia, viu
Um dia pra aplacar
Minha agonia
Toda a sangria
Todo o veneno
De um pequeno dia