Ser covarde, é...

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quinta-feira, 29 de março de 2012

F1 - Após reuniões em Maranello, Massa afirma que fraco início de temporada machuca.


Felipe Massa não escondeu a frustração com o fraco desempenho no início da temporada 2012 da F1. O brasileiro afirmou que não ter pontuado ainda é algo que machuca, mas se mostrou otimista com uma reação nas próximas etapas.
Frustrado. É com essa palavra que Felipe Massa resumiu as duas primeiras semanas da temporada 2012 da F1. Incomodado com os maus resultados, o brasileiro abriu mão de uma folga para passar a quinta-feira (29), em Maranello, avaliando tudo o que aconteceu nas duas primeiras corridas do ano.
Escrevendo no blog em que mantém no site oficial da Ferrari, Massa assumiu estar desapontado com os primeiros resultados em 2012. “Um dia para passar com a equipe, para analisar detalhadamente cada momento desses dois primeiros GPs de 2012, para entender como e por que as coisas não saíram da maneira como queríamos na Austrália e na Malásia”, declarou.
“Junto com meu engenheiro, Rob Smedley, passamos muito tempo com Pat Fry, vendo tudo o que aconteceu, porque esse é o único caminho para entendermos as razões por trás desses dois finais de semana ruins”, acrescentou o brasileiro, revelando que praticamente toda a cúpula do desenvolvimento da Ferrari participou das reuniões desta quinta.
Felipe Massa passou a quinta-feira em Maranello em reunião com a cúpula de desenvolvimento da F2012. (Foto: Ferrari)
Após dois GPs no ano, Massa ainda não pontuou e conseguiu como melhor resultado apenas o 15º lugar no GP da Malásia – que foi vencido pelo companheiro Fernando Alonso. Na classificação geral, enquanto o espanhol é o líder do campeonato, o brasileiro está atrás dos dois carros da Marussia devido aos critérios de desempate.
Essa má-fase afetou Felipe, que reconheceu estar decepcionado com o desempenho apresentado. Apesar disso, o piloto da Ferrari afirmou que anteriormente já teve maus momentos na equipe italiana, mas teve sucesso em reverter os resultados.
“Eu estou frustrado e não há como negar isso. Não ter marcado pontos nas duas corridas machuca, mas agora é hora de virar a página. Não é a primeira vez que tenho um momento difícil como esse, e eu sei que as coisas podem mudar rapidamente, mas agora é a hora de fazer o meu melhor, pois quero que esse período negativo chegue ao fim”, disse.
Com a primeira fase de reuniões realizadas, o brasileiro afirmou que vai aproveitar alguns dias de descanso antes de voltar à sede da Ferrari para continuar o desenvolvimento da F2012. “Agora estou voltando a Mônaco, para passar alguns dias com a minha família e na semana que vem eu estarei de volta a Maranello, para novas reuniões com os engenheiros e para mais trabalho no simulador”, disse.
Massa, por fim, se mostrou otimista em melhorar o rendimento em 2012, mas admitiu que nos próximos dois GPs – China e Bahrein – a equipe italiana ainda deverá ter dificuldades. “Pat me mostrou os detalhes do desenvolvimento da F2012, e nós esperamos melhorar o desempenho sensivelmente já em Xangai. Tanto lá quanto em Sakhir, que é uma das minhas pistas favoritas, vamos continuar contra-atacando, tentando fazer o acerto-fino da melhor forma possível e aproveitar ao máximo as oportunidades, assim como Fernando fez em Sepang”, encerrou.
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Governo trabalhará para mudar a Lei Seca, diz ministro da Justiça.


O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) afirmou nesta quinta-feira que o governo deverá buscar "rapidamente" uma mudança da Lei Seca para que seja possível a punição de motoristas que bebem e dirigem, mesmo quando houver a recusa de fazer teste o bafômetro.
"Precisamos dialogar com o Poder Legislativo para mudar a Lei Seca sem mudar o seu espírito. Nós já havíamos nos adiantado e já havíamos conversado com as principais lideranças partidárias. Existem projetos de lei que já estão em curso", afirmou Cardozo. O mais avançado deles, que prevê provas para a embriaguez como o depoimento de testemunhas, deve ser votado nos próximos dias pela Câmara dos Deputados.
Ontem (28), o STJ decidiu que somente o bafômetro e o exame de sangue podem atestar a embriaguez do motorista e excluiu provas testemunhais ou exame médico.
Com isso, a Lei Seca fica esvaziada, uma vez que o motorista não é obrigado a produzir provas contra si e pode recusar os exames aceitos pelo STJ, e a comprovação de embriaguez pode ficar inviabilizada.
MUDANÇA NA LEI. O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), disse nesta quinta-feira que a Casa caminha para votar "nos próximos dias" um projeto de lei que endurece a Lei Seca e considera crime dirigir depois de ingerir qualquer quantidade de bebida alcoólica. Aprovado no Senado no final do ano passado, o projeto também acaba com a obrigatoriedade do teste do bafômetro para comprovar a embriaguez do motorista. Na prática, o texto institui a política do "álcool zero" para os motoristas brasileiros e aumenta as penas para quem for flagrado dirigindo alcoolizado.
O projeto estabelece que, além do bafômetro, valem como prova de embriaguez do motorista depoimentos de testemunhas, imagens, vídeos ou a "produção de quaisquer outras provas em direito admitidas".
"É um processo que já está em debate na Câmara, há acordo tabulado entre todos os envolvidos, o que nos permite dizer que a votação deve acontecer em breve na Câmara. A decisão do STJ só nos demonstra a necessidade de votar com mais agilidade e rapidez a lei porque vai orientar as próximas e futuras decisões que vão ser tomadas com os tribunais em relação a esta matéria", disse Marco Maia.
Segundo Maia, a ideia é aprovar o projeto que já passou no Senado por reunir várias matérias que tramitam na Câmara sobre o tema.
O deputado disse não ser contraditório para a Câmara querer endurecer a Lei Seca e, ao mesmo tempo, liberar a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol na Copa do Mundo de 2014.
"Mesmo nos estádios onde forem permitida a ingestão de bebidas, o cidadão bebeu no estádio e saiu para dirigir tem que ser punido. A regra deve valer para todos. Bebeu e dirigiu é crime e deve ser punido com rigor."
LEI SECA De acordo com o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro, quem conduz veículo com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior ao permitido pode ter pena de seis meses a três anos, multa e suspensão da habilitação. Essa pena permanece para quem dirigir sob efeitos de álcool. Pelo projeto em tramitação na Câmara, as penas são mais severas. Para quem dirigir alcoolizado e provocar morte, estará sujeito de 8 a 16 anos de prisão, além de multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir. Se dirigir bêbado e provocar lesão corporal de natureza grave, aplica-se a pena de reclusão, de 6 a 12, além de multa e suspensão da carteira de motorista. Há ainda pena de detenção, de 1 ano a 4 anos para quem provocar lesão corporal.