Ser covarde, é...

Ser covarde, é...

sábado, 28 de dezembro de 2013

EU NÃO GOSTO DE VOCÊ PAPAI NOEL

EU NÃO GOSTO DE VOCÊ PAPAI NOEL.
Por ALDEMAR PAIVA*
Eu não gosto de você Papai Noel! Também não gosto desse seu papel de vender ilusão pra burguesia. Se os meninos pobres da cidade soubessem o desprezo que você tem pelos humildes; pela humildade, eu acho que eles jogavam pedra em sua fantasia.
Talvez você não se lembre mais, mas eu cresci me tornei rapaz, sem nunca esquecer daquilo que passou... Eu lhe escrevi um bilhete pedindo o meu presente... a noite inteira eu esperei contente... Chegou o sol, mas você não chegou. Dias depois meu pobre pai cansado me trouxe um trenzinho velho, enferrujado, pôs na minha mão e falou:Tome filho, é pra você, foi Papai Noel que mandou! E vi quando ele disfarçou umas lágrimas com a mão. Eu inocente e alegre nesse caso, pensei que meu bilhete, embora com atraso, tinha chegado em suas mãos no fim do mês. Limpei ele bem limpado, dei corda, o trenzinho partiu, deu muitas voltas... O meu pai então se riu e me abraçou pela ultima vez. O resto eu só pude compreender depois que cresci e vias coisas com a realidade.
Um dia meu pai chegou assim pra mim como quem tá com medo e falou: -Filho, me dá aqui seu brinquedo, eu vou trocar por outro na cidade. Então eu entreguei o meu trenzinho quase a soluçar, como quem não quer abandonar um mimo, um mimo que lhe deu quem lhe quer bem. Eu supliquei... Pai! Eu não quero outro brinquedo, eu quero meu trenzinho... Não vai levar meu trem, pai...! Meu pai calou-se e de seu rosto desceu uma lágrima que até hoje creio tão pura e santa assim só Deus chorou, ele saiu correndo, bateu a porta assim, como um doido varrido. A minha mãe gritou: -José! José! José... Ele nem deu ouvido, foi-se embora e nunca mais voltou...
Você, Papai Noel, me transformou num homem que a infância arruinou...Sem pai e sem brinquedo, afinal, dos meus presentes não há um que sobre da riqueza de um menino pobre, que sonha o ano inteiro com a noite de Natal! Meu pobre pai, mal vestido, pra não me ver naquele dia desiludido, pagou bem caro a minha ilusão... Num gesto nobre, humano e decisivo, ele foi longe demais pra me trazer aquele lenitivo; tinha roubado aquele trenzinho do filho do patrão! Quando ele sumiu, eu pensei que ele tinha viajado, só depois de eu grande minha mãe em prantos me contou... que ele foi preso, coitado! E transformado em réu. Ninguém pra absolver meu pai se atrevia. Ele foi definhando na cadeia até que um dia, Nosso Senhor... Deus nosso Pai...Jesus entrou em sua cela e libertou ele pro céu.

* Aldemar Paiva nasceu em Maceió-AL, no dia 10/07/1925. Trata-se de um homem com excepcional talento, capaz de realizar com maestria tudo aquilo que resolve fazer, motivo porque adquiriu o respeito da crítica e a admiração do público em relação a todas as facetas exploradas por sua veia artística. Aldemar conseguiu ser poeta, cordelista, radialista, jornalista, compositor produtor artístico e publicitário de primeira grandeza, consagrando-se como um artista multimídia, antes mesmo que o termo fosse inventado.

domingo, 17 de novembro de 2013

A segunda tortura de José Genoíno

Genoíno foi torturado na ditadura e seus torturadores seguem impunes, abrigados por decisões deste mesmo tribunal que condena sem provas militantes do PT.
Arquivo

Ernst Bloch, na sua crítica aos princípios do Direito Natural sem fundamentação histórica, defendeu que não é sustentável que o homem seja considerado, por nascimento, "livre e igual", pois não há "direitos inatos, e sim que todos são adquiridos em luta". Esta categorização, "direitos adquiridos em luta", é fundamental para compreender as ordens políticas vigentes como Estado de Direito, que proclamam um elenco de princípios contraditórios, que ora expressam com maior vigor as conquistas dos que se consideram oprimidos e explorados no sistema de poder que está sendo impugnado, ora expressam resistências dos privilegiados, que fruem o poder real: os donos do dinheiro e do poder.
Esta dupla possibilidade de uma ordem política, inscrita em todas as constituições, mais ou menos democráticas, às vezes revela-se mais intensamente no contencioso político, às vezes ela bate à porta dos Tribunais. A disputa sobre o modelo de desenvolvimento do país, por exemplo, embora em alguns momentos tenha sido judicializada, deu-se até agora, predominantemente, pela via política, na qual o PT e seus aliados de esquerda e do centro político foram vitoriosos, embora com alianças pragmáticas e por vezes tortuosas para ter governabilidade.
Já a disputa sobre a interpretação das normas jurídicas que regem a anistia em nosso país e a disputa sobre as heranças dos dois governos do presidente Lula tem sido, predominantemente, judicializadas. São levadas, portanto, para uma instância na qual a direita política, os privilegiados, os conservadores em geral (que tentaram sempre fulminar o Prouni, o Bolsa Família, as políticas de valorização do salário mínimo, as políticas de discriminação positiva, e outras políticas progressistas), tem maior possibilidade de influenciar.
Quando falo aqui em "influência" não estou me referindo a incidência que as forças conservadoras ou reacionárias podem ter sobre a integridade moral do Poder Judiciário ou mesmo sobre a sua honestidade intelectual. Refiro-me ao flanco em que aquelas forças - em determinados assuntos ou em determinadas circunstâncias- podem exercer com maior sucesso a sua hegemonia, sem desconstituir a ordem jurídica formal, mantendo mínimos padrões de legitimidade.
O chamado processo do "mensalão" obedeceu minimamente aos ritos formais do Estado de Direito, com atropelos passíveis de serem cometido sem maiores danos à defesa, para chegar a final previamente determinado, exigido pela grande mídia, contingenciado por ela e expressando plenamente o que as forças mais elitistas e conservadoras do país pretendiam do processo: derrotados na política, hoje com três mandatos progressistas nas costas, levaram a disputa ao Poder Judiciário para uma gloriosa “revanche”: ali, a direita derrotada poderia fundir (e fundiu) uma ilusória vitória através do Direito, para tentar preparar-se para uma vitória no terreno da política. As prisões de Genoíno e José Dirceu foram celebradas freneticamente pela grande imprensa.
Sustento que os vícios formais do processo, que foram corretamente apontados pelos advogados de defesa - falo dos réus José Genoíno e José Dirceu - foram totalmente secundários para as suas condenações. Estas, já estavam deliberadas antes de qualquer prova, pela grande mídia e pelas forças conservadoras e reacionárias que lhe são tributárias, cuja pressão sobre a Suprema Corte - com o acolhimento ideológico de alguns dos Juízes- tornou-se insuportável para a ampla maioria deles.
Lembro: antes que fossem produzidas quaisquer provas os réus já eram tratados diuturnamente como “quadrilheiros”, “mensaleiros”, “delinquentes”, não somente pela maioria da grande imprensa, mas também por ilustres figuras originárias dos partidos derrotados nas eleições presidenciais e pela banda de música do esquerdismo, rapidamente aliada conjuntural da pior direita nos ataques aos Governos Lula. Formou-se assim uma santa aliança, antes do processo, para produzir a convicção pública que só as condenações resgatariam a “dignidade da República”, tal qual ela é entendida pelos padrões midiáticos dominantes.
Em casos como este, no qual a grande mídia tritura indivíduos, coopta consciências e define comportamentos, mais além de meras convicções jurídicas e morais, não está em jogo ser corajoso ou não, honesto ou não, democrata ou não. Está em questão a própria funcionalidade do Estado de Direito, que sem desestruturar a ordem jurídica formal pode flexioná-la para dar guarida a interesses políticos estratégicos opostos aos que “adquirem direitos em luta”. Embora estes direitos sejam conquistas que não abalam os padrões de dominação do capital financeiro, que tutela impiedosamente as ordens democráticas modernas, sempre é bom avisar que tudo tem limites. O aviso está dado. Mas ele surtirá efeitos terminativos?
Este realismo político do Supremo ao condenar sem provas, num processo que foi legalmente instituído e acompanhado por todo o povo - cercado por um poder midiático que tornou irrelevantes as fundamentações dos Juízes - tem um preço: ao escolher que este seria o melhor desfecho não encerrou o episódio. Ficam pairando, isto sim, sobre a República e sobre o próprio prestígio da Suprema Corte, algumas comparações de profundo significado histórico, que irão influir de maneira decisiva em nosso futuro democrático.
José Genoíno foi brutalmente torturado na época da ditadura e seus torturadores continuam aí, sorridentes, impunes e desafiantes, sem qualquer ameaça real de responderem, na democracia, pelo que fizeram nos porões do regime de arbítrio, abrigados até agora por decisões deste mesmo Tribunal que condena sem provas militantes do PT. José Dirceu coordenou a vitória legítima de Lula, para o seu primeiro mandato e as suas “contrapartes”, que compraram votos para reeleger Fernando Henrique (suponho que sem a ciência do Presidente de então), estão também por aí, livres e gaudérios. O desfecho atual, portanto, não encerra o processo do “mensalão”, mas reabre-o em outro plano: o da questão democrática no país, na qual a “flexão” do Poder Judiciário mostra-se unilateralmente politizada para “revanchear” os derrotados na política. Acentua, também, o debate sobre o poder das mídias sobre as instituições. Até onde pode ir, na democracia, esta arrogância que parece infinita de julgar por antecipação, exigir condenações sem provas e tutelar a instituições através do controle e da manipulação da informação?.
Militei ao lado de José Genoíno por mais de vinte anos, depois nos separamos por razões políticas e ideológicas, internamente ao Partido. É um homem honesto, de vida modesta e honrada, que sempre lutou por seus ideais com dignidade e ardor, arriscando a própria vida, em momentos muito duros da nossa História. Só foi condenado porque era presidente do PT, no momento do chamado “mensalão”. Militei sempre em campos opostos a José Dirceu em nosso Partido e, em termos pessoais, conheço-o muito pouco, mas não hesito em dizer que foi condenado sem provas, por razões eminentemente políticas, como reconhecem insuspeitos juristas, que sequer tem simpatias por ele ou pelo PT.
Assim como temos que colocar na nossa bagagem de experiências os erros cometidos que permitiram a criação de um processo judicial ordinário, que se tornou rapidamente um processo político, devemos tratar, ora em diante, este processo judicial de sentenças tipicamente políticas, como uma experiência decisiva para requalificar, não somente as nossas instituições democráticas duramente conquistadas na Carta de 88, mas também para organizar uma sistema de alianças que dê um mínimo respaldo, social e parlamentar, para fazermos o dever de casa da revolução democrática: uma Constituinte, no mínimo para uma profunda reforma política, num país em que a mídia de direita é mais forte do que os partidos e as instituições republicanas.
(*) Governador do Rio Grande do Sul.
Créditos da foto: Arquivo

terça-feira, 12 de novembro de 2013

COMO A MÍDIA PROTEGEU E PROTEGE SERRA E KASSAB

Publicado em 12/11/2013 FOLHA (*) VIRA PIADA DE MAU GOSTO
Péssimo jornalismo praticado pela Folha de SP vira motivo de piada (tumblr: http://vergonhadafolha.tumblr.com/)
Num dos maiores escândalos da história da prefeitura de São Paulo, quatro fiscais foram presos, acusados de causar prejuízos de R$ 500 milhões ao fisco municipal. Seus nomes: Ronilson Bezerra, Luis Alexandre Magalhães, Eduardo Horle Barcellos e Carlos di Lallo Leite do Amaral. Todos eles eram técnicos graduados, subordinados diretamente ao ex-secretário Mauro Ricardo, indicado por José Serra para cuidar nas finanças paulistas na gestão de Gilberto Kassab.
Nesse período, ocorreram as fraudes gigantescas do tamanho de alguns elefantes. No entanto, Kassab não viu nada de errado, assim como Mauro Ricardo e muito menos José Serra.
Então, de quem é a culpa? Numa reportagem de Veja deste fim de semana, o “último a saber” não é o ex-prefeito Kassab, nem Ricardo e nem Serra, mas sim o secretário de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto. O motivo: um dos fiscais investigados, Moacir Reis, que não está entre os quatro presos, que compõem o coração da quadrilha, é sócio da esposa de Tatto num estacionamento. Ou seja: Veja tenta jogar no colo de Tatto um escândalo que pertence, sobretudo, a Serra, Kassab e Mauro Ricardo. Manipulação escancarada, que fica evidente até na seleção das imagens – na reportagem, não há uma foto sequer do tucano, do ex-secretário ou do presidente do PSD.
Se Veja manipula, a Folha não fica para trás. Dois dias atrás, quando o chefe da quadrilha, Ronilson Bezerra, foi flagrado num grampo dizendo que o prefeito com quem trabalhou – Kassab – tinha ciência de tudo, a Folha encontrou uma maneira original de noticiar o caso. Manchetou “Prefeito sabia de tudo, diz fiscal preso, em gravação” e não “Ex-prefeito”.
Um detalhe que faz toda a diferença. A tal ponto que a ombudsman Suzana Singer percebeu e publicou uma coluna, neste domingo, apontando que a Folha induziu seu leitor a erro, dando a entender que Fernando Haddad – e não Kassab – era quem tinha ciência de tudo. Leia abaixo sua análise:
Sujeito oculto
A manchete de sexta-feira passada da Folha –”Prefeito sabia de tudo, diz fiscal preso, em gravação”– induzia o leitor a erro. O prefeito de São Paulo é Fernando Haddad, mas a referência no grampo era a seu antecessor, Gilberto Kassab.
O título partiu da transcrição de um telefonema em que o auditor fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues dizia que deveriam ser convocados para depor “o secretário e o prefeito com quem trabalhei”, porque “eles tinham ciência de tudo”.
Ronilson foi subsecretário da Receita no governo Kassab e, na atual gestão, foi diretor na SPTrans de fevereiro até junho.
O fiscal não cita nominalmente o ex-prefeito, mas é fácil deduzir de quem ele está falando. Foi na gestão anterior que Ronilson ocupou o cargo de zelar pela arrecadação de impostos, o que lhe teria possibilitado atuar na “máfia do ISS” –esquema de cobrança de propina que pode ter causado um prejuízo de R$ 500 milhões aos cofres da cidade.
“A Folha optou por transcrever a declaração do fiscal de forma literal, já que ele não citou nenhum nome e exerceu funções de confiança tanto na gestão atual como na anterior”, diz a Secretaria de Redação.
O excesso de zelo ficou só na manchete, já que a hipótese de que a frase do fiscal pudesse ser uma referência a Haddad não foi explorada na reportagem. O “outro lado” foi apenas com Kassab, que classificou as declarações de falsas, mas não cogitou que o fiscal estivesse falando de outra pessoa.
O jornal foi mais realista que o rei, numa cobertura bem delicada. O escândalo do desvio de impostos, que veio à tona no fim de outubro, tinha tudo para render apenas dividendos ao atual prefeito. Embora a investigação tenha começado com Kassab, foi Haddad que revelou a quadrilha. Bastaram, porém, três dias para que surgisse um grampo citando Antonio Donato, secretário de Governo.
Como a investigação continua, é provável que apareçam novas escutas. Elas não são prova de culpa e devem ser tratadas com todo o cuidado, mas sem distorções.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O maravilhoso espetáculo dos raios

Valter Luiz Líbero
Instituto de Física de São Carlos, IFSC-USP
Email: libero@ifsc.usp.br
Poucos fenômenos da natureza despertam tanto nossa atenção como os raios, ou relâmpagos. Apesar de muitas vezes nos amedrontarem, há uma beleza intrínseca no brilho, na grande extensão espacial, suas ramificações no céu e até mesmo no barulho que causam, denominado trovão. No entanto, as causas e os mecanismos de origem dos raios não são muito conhecidos, e poucas pessoas sabem que são essenciais para o nosso planeta, estando associados até mesmo à evolução da vida no nosso planeta.
Em essência, os raios são descargas elétricas originadas pelo acúmulo de cargas opostas entre duas regiões da atmosfera. O fluxo de carga pode ocorrer de uma nuvem para outra, de uma nuvem para a superfície da Terra, ou de uma estrutura metálica alta para a nuvem, sendo este caso bem menos frequente (cerca de um em cada 100 raios sobem). O mecanismo de origem dos raios é complexo e ainda motivo de estudos. Basicamente, ao se formar uma nuvem de tempestade (aquelas escuras), devido aos processos de evaporação da água, há ciclos de transformação de água líquida em cristais de gelo e em granizos, isso em grandes alturas. Nesses ciclos, por colisão, os granizos ficam com cargas negativas e por serem mais pesados concentram-se na base da nuvem; os cristais de gelo ficam carregados positivamente e se espalham pela nuvem. Com isso há o surgimento de um campo elétrico dentro da nuvem que ao atingir um valor crítico (capaz de romper a rigidez dielétrica ou isolação elétrica do ar) possibilitará a descarga elétrica nuvem-nuvem; esses são os raios mais frequentes. Há também a formação de um campo elétrico entre a nuvem e a superfície da Terra, que ao romper a isolação do ar também origina um raio descendente, chamado precursor, mas esse nós não vemos. Esse mesmo campo elétrico induz cargas de sinal oposto na superfície terrestre, que podem iniciar um movimento de subida de cargas; é o raio ascendente, que também não vemos. Esses dois raios precursores, cujos caminhos são ramificados, podem se encontrar e assim fechar um caminho nuvem-terra (como se um finíssimo fio condutor fosse ligado entre nuvem e terra), pelo qual se inicia uma descarga de altíssima intensidade, torna o ar um plasma muito aquecido favorecendo ainda mais a passagem das cargas. Esse é o raio que vemos. O aquecimento súbito do ar provocado por esse raio intenso e a consequente expansão do ar dá origem ao trovão. Podem ocorrer outras descargas pelo mesmo caminho precursor. Assim, o raio pode ser visto como regulador de um equilíbrio elétrico necessário entre céu e terra.
Os raios não são manifestações de alguma falha, ou mesmo de descuido nosso para com o planeta. Sempre existiram e desempenharam papel fundamental no processo de formação da vida no nosso planeta; na verdade até hoje desempenham. Uma boa parte do ozônio de nossa atmosfera origina-se em descargas atmosféricas. Raios ocorrem também em outros planetas, principalmente nos gigantes gasosos Júpiter e Saturno. Somente uma estatística mais aprimorada, que já está em curso, pode revelar se está havendo algum desequilíbrio na quantidade de raios, e as conseqüências disso para o nosso planeta. Tipicamente, a tensão elétrica, isto é, a força em volts, necessária para um raio ocorrer é da ordem de um milhão de vezes aquela que utilizamos em nossas casas (tipicamente 110 volts). A corrente elétrica, que é o fluxo de carga presente num raio, é cerca de 2000 vezes a que circula numa residência (tipicamente 50 ampères com chuveiro ligado). A temperatura do ar ao redor de um raio pode alcançar 25 mil graus. No entanto, apenas uma fração da energia do raio está na corrente elétrica, sendo a maior percentagem contida na forma de calor, radiação eletromagnética (luz e ondas de rádio), e como o processo todo, desde a formação dos precursores até a descarga final, dura cerca de um segundo, resulta numa energia elétrica da ordem de apenas 300 KWh, equivalente ao consumo de uma lâmpada de 100 W acesa durante 4 meses. Então, apesar dos valores de tensão e corrente serem altos, dada a curta duração dos raios, teríamos que armazenar a energia de muitos raios para que essa fonte de energia fosse proveitosa. Além do mais, é praticamente impossível prever exatamente onde um raio irá cair!
A queda de raios causa diversas mortes anualmente. No Brasil, nos últimos dez anos pelo menos 1320 pessoas morreram vítimas dos mesmos. Os prejuízos materiais chegam a um bilhão de reais ao ano, normalmente relacionados à queima de aparelhos eletrônicos, ou destruição de linhas de transmissão de energia, telefonia ou de dados. Ao cruzarmos uma linha de transmissão de eletricidade, podemos ver um ou mais fios elétricos ligando os topos das torres de sustentação dos cabos; eles são denominados fios terra. Não há corrente sendo transportada nesses fios; eles estão aí para proteger os cabos de transmissão. Um raio terá mais chance de cair nesses fios terra e assim se desviar para o chão através das torres, sem atingir os cabos de transmissão.
O Brasil registra uma incidência muito alta de raios. Não se sabe ao certo a razão disso, mas o Brasil é um país tropical e de extensão territorial enorme. A rica vegetação brasileira causa uma evaporação de grande proporção, facilitando a formação de nuvens. A enorme extensão terra-mar contribui para que haja muita alteração climática, favorecendo o aparecimento de tempestades. Há também correlações entre períodos de grande incidência de raios em certas regiões do Brasil e os fenômenos La Niña e El Niño. Há indicações, ainda em debate, que a cada grau de aumento da temperatura global, pode corresponder a 10 ou 20% de aumento no número médio de raios. Tem havido um aumento na incidência de raios em centros urbanos, que tem sido atribuído ao aumento da poluição e da temperatura média nesses centros.
Outro fator que tem influência na origem dos raios são certas partículas emanadas pelo Sol, pois elas podem ajudar no desencadeamento da corrente que forma os raios precursores (elas ajudam a romper a isolação elétrica do ar). Neste ano de 2012 está ocorrendo o pico de manchas solares, que tem período de 11 anos, e o efeito disso na incidência dos raios está sendo monitorado.
Algumas ações podem ajudar na prevenção dos danos causados por raios. Em grandes edificações, o uso de para-raios é obrigatório. Um para-raio é uma estrutura metálica usualmente em forma de ponta colocada em lugar alto, que visa estabelecer um caminho mais fácil, seguro e controlado, para o raio chegar ao solo. Ao contrário do que se pensa, a ação de um para-raio é bem limitada em alcance, protegendo basicamente uma área de diâmetro igual a sua altura do solo. Durante tempestades, deve-se evitar lugares planos e abertos, pois ali você será o ponto mais alto do chão e de maior facilidade para a descarga chegar ao solo. Não fique embaixo de construção metálica que não esteja aterrada, como ranchos de teto de zinco erguidos sobre pilares de madeira ou mesmo tijolos; isso é comum em fazendas. Um raio que caia nesse teto verá sua cabeça como o ponto de maior facilidade para se escoar para o chão. Não fique próximo a árvores, pois estas podem facilitar a queda de um raio (são úmidas e infincadas no solo). Não podendo se esconder numa edificação fechada, como uma casa ou mesmo um carro, você também não deve deitar no chão. Uma descarga próxima pode induzir correntes no chão que passarão por todo o seu corpo, podendo matá-lo (é por isso que animais morrem com freqüência vítimas de raios, pois a corrente induzida no solo pode entrar por uma pata e sair por outra, com chance de passar pelo coração). O melhor é colocar os pés juntos, dobrar os joelhos, abaixar a cabeça e fechar os braços ao seu redor (e não cair dessa posição!). Em meio a uma tempestade, jamais fique nadando, seja na praia ou em piscina, andando a cavalo ou de bicicleta, ou jogando futebol. Enfim, evite fazer o papel de para-raio!
Ao contrário do que se ouve, raios podem sim cair no mesmo lugar, e de fato há muitos registros de múltiplos raios em edificações metálicas de grande altura. Vítimas de raios não incorporam nada de especial, além dos tristes malefícios de queimaduras e avarias no sistema nervoso. Isolantes entre o solo e uma pessoa não garantem sua segurança. Há exemplos de pessoas em carrocerias abertas de caminhões que foram atingidas por raios e com consequências fatais. Mesmo isolada do chão, o raio pode atingir uma pessoa e se dirigir para a estrutura mais próxima que lhe dê caminho ao solo. Já, pessoas dentro de estruturas metálicas fechadas, como um veículo, não são afetadas por raios, pois estes não penetram em corpos metálicos fechados, mas se espalham pela superfície do mesmo e se escoam para algum outro corpo externo na proximidade. Durante uma tempestade não é aconselhável tomar banho, usar telefones fixos, ou mesmo ficar perto de equipamentos que tenham conexões externas, como televisores, ou microcomputadores (conectados a redes). Os riscos, embora pequenos nessas situações, existem.
Não é possível prever onde um raio irá cair, mas pode-se mapear regiões onde caem com mais frequência. O Grupo de Eletricidade Atmosférica, ELAT, do INPE, tem implantado nos últimos anos uma rede de monitoramento de raios, que irá certamente melhorar as estatísticas de incidência de raios no Brasil. Também no INPE, nós temos o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, Cptec, que presta relevante serviço de previsão meteorológica para todo Brasil, particularmente para o setor agrícola; é o centro mais avançado nessa área em toda América Latina. O mapeamento mais detalhado das áreas de maior ocorrência de tempestades contribuirá para melhor entendermos, por exemplo, porque o Brasil é um dos campeões mundiais em incidência de raios.
Outras informações a respeito da origem desse fascinante e importante fenômeno natural, seu mecanismo de atuação e como minimizar seus malefícios podem ser encontradas nas referências abaixo.

domingo, 27 de outubro de 2013

Vettel conquista tetra com vitória estratégica na Índia.

27/10/2013 09:02 Webber abandona e Massa é quarto
Ao vencer o GP da Índia neste domingo (27), Sebastian Vettel escreveu mais um capítulo vitorioso de sua jovem carreira na F1. O alemão se tornou tetracampeão aos 26 anos
EVELYN GUIMARÃES, de Curitiba
VICTOR MARTINS, de São Paulo
Mais jovem tetracampeão, Vettel repete feitos de Fangio e Schumacher e continua escrevendo história da F1
“Sebastian Vettel, você é o campeão do mundo”. A frase via rádio que se tornou refrão das conquistas do alemão já era esperada para este domingo (27) na Índia. Só havia uma dúvida – pequena – em que condição/posição viria por causa das estratégias de pneus que se desenhavam antes da largada. Não demorou muito, tipo uma curva, para ver que o título já era do alemão: Fernando Alonso tinha parte do bico levado por um toque na traseira do carro de Mark Webber e se viu obrigado a trocar a asa dianteira. Paradas aqui e ali logo no começo e o ritmo de Vettel já lhe garantiam o caminho da vitória. Que veio em definitivo na 40ª volta, quando seu companheiro australiano, único que podia roubar-lhe o primeiro lugar, teve de parar a Red Bull com problemas no alternador.
Invicto depois das férias da F1 e com a décima vitória no ano, Vettel torna-se o tetracampeão mais jovem e polindo cada vez mais seu nome como um dos grandes de todos os tempos. Iguala-se a Alain Prost no número de conquistas. Neste ritmo imbatível, chega em Michael Schumacher em 2016.
Sebastian Vettel celebra quarto título na F1 com vitória em Buddh
Nico Rosberg e Romain Grosjean apenas figuraram no pódio na Índia, onde a festa foi totalmente rubro taurina. Fernando Alonso, único com chance ―ainda que remota ― de tirar a taça do alemão, se viu em uma prova das mais tumultuadas e chegou apenas em um melancólico 11° lugar. Felipe Massa completou em quinto.
Foi em meio a uma nuvem densa de poluição que a F1 largou neste domingo (27) em Buddh, vivendo a expectativa da conquista do quarto título mundial de Sebastian Vettel. E o início das ações indianas viu o pole Vettel pular à frente sem maiores dificuldades, enquanto Felipe Massa partiu muito bem do quinto posto, superando já depois da primeira curva os dois pilotos da Mercedes, Nico Rosberg e Lewis Hamilton, para assumir o segundo lugar da prova.
Mais atrás, Alonso, que saíra de oitavo, se encontrou no meio do bolo de carros do pelotão intermediário na primeira curva e acabou se envolvendo em um toque com Mark Webber na sequência. Fernando ainda sofreria mais um toque com Jenson Button na curva 4. O incidente jogou o espanhol para a décima posição. Ainda, a primeira volta acompanhou uma batida entre Giedo van der Garde e Max Chilton.
Lá na frente, antes mesmo do líder Vettel completar a segunda volta, a Red Bull o chamou para trocar os pneus – o alemão havia escolhido dos macios para iniciar a prova. Alonso parou também na mesma volta, mas apenas para trocar a asa dianteira, danificada na largada. O alemão voltou em 17°, enquanto o asturiano em 20°.
Paul di Resta e Jean-Éric Vergne também aproveitaram para visitar os boxes. Ambos saíram de médios, depois de largarem com os macios. Nico Hülkenberg foi outro que também parou cedo, para calçar os médios.
Enquanto isso, na pista, Massa tratava de abrir distância depois de herdar a liderança com a parada precoce de Vettel. A ordem atrás dele era: Rosberg, Hamilton, Webber, que já havia superado Kimi Räikkönen, que ainda se viu em apuros com um impetuoso Sergio Pérez em sexto.
Aí, na sétima passagem, a Mercedes e a Lotus chamaram Rosberg e Räikkönen para os pits. Eles foram os primeiros entre os ponteiros a parar para trocar os macios pelos médios. Massa e Hamilton foram na volta seguinte.
Assim, Webber assumiu a liderança da prova. Sem ainda parar, Sergio Pérez pulou para segundo, à frente de Daniel Ricciardo. Romain Grosjean vinha em terceiro, já com Vettel em quarto. Adrian Sutil era o sexto, à frente de Esteban Gutiérrez, Massa, Rosberg e Valtteri Bottas. Alonso era apenas o 16°.
Na 12ª volta, Sebastian superou Grosjean e passou para o terceiro posto, 13 segundos atrás do líder. O tricampeão, então, iniciou uma sequência de voltas rápidas, enquanto o francês da Lotus foi fazer seu pit-stop. Pouco tempo depois, a direção de prova informou um drive-through para Gutiérrez por ter queimado a largada.
O piloto da Sauber cumpriu a punição imediatamente e retornou à pista na frente de Alonso, na 13ª colocação. Aí, como se não bastasse todos os dramas do espanhol na prova indiana, ainda teve de lidar com Gutiérrez. Mas a ultrapassagem veio só no 13° giro. Fernando, assim, passou para a 13ª posição.
Enquanto isso, Webber ainda era líder, com uma margem de 11 segundos para Vettel. Sim, para Vettel. Depois de assumir o terceiro posto, o alemão não encontrou sérias dificuldades para também superar Pérez. O mexicano da McLaren, Ricciardo e Sutil completavam os cinco primeiros. Não se perca. Os três mantinham as posições graças à estratégia. O trio, assim como Mark, ainda não havia visitado os boxes.
Atrás do alemão da Force India, Massa tentava se esquivar dos carros da Mercedes, que eram liderados por Rosberg. Hamilton vinha à distância, em oitavo, apenas observando. Hülkenberg e Räikkönen fechavam a lista dos dez. Alonso ainda era 13°.
Nova janela de pit-stop. E foi Rosberg quem a abriu. O alemão voltou aos boxes na volta 28. Na seguinte, foi finalmente a vez de Webber, que botou os macios. Gutiérrez e Vergne seguiram o oceânico. Pérez foi na sequência. Aí Massa e Hamilton também pararam na volta 31. Alonso também veio na mesma passagem, junto com Di Resta. Nesta altura, apenas Ricciardo, Bottas e Sutil seguiam na pista sem pit-stops. Vettel parou com 32 voltas. E voltou em primeiro. Daí Webber, depois de apenas quatro passagens calçado com os amarelos, parou de novo. Colocou os médios e voltou em segundo, 12 segundos atrás do companheiro de equipe. Ricciardo e Bottas foram aos pits na sequência.
Dessa forma, quando a corrida alcançou a 36ª volta, Vettel era o líder, seguido por Webber, Sutil, que ainda não havia parado, Räikkönen, que vinha só com uma parada, Rosberg, Grosjean, também com uma, Massa, Ricciardo, Hamilton e Pérez. Alonso era ainda o 13°.
Räikkönen, então, foi para cima de Adrian e conseguiu o terceiro lugar, enquanto Felipe tentava escapar de Hamilton. Duas voltas mais tarde, Alonso fez novo pit-stop, o terceiro do dia, e voltou em 16°. Lá na frente, enquanto Vettel se distanciava, a Red Bull manifestava preocupação com Webber, cujo carro apresentava problemas de câmbio. Não demorou nem dois giros.
Na 40ª passagem da corrida indiana, Mark, único que parecia em condições de lutar pela vitória contra Seb, foi parando e finalmente encostou o RB9. Duas voltas depois, Sutil finalmente foi aos boxes. E a nova ordem da corrida passou a ser: Vettel, Räikkönen, Rosberg, Grosjean, Massa, Hamilton, Pérez, Hülkenberg, Di Resta e Sutil. Só destacando que Kimi e Romain vinham apenas com uma parada, em mais de 45 voltas.
As dez voltas finais viram uma briga intensa entre Grosjean, Massa e Hamilton pela quarta posição. Mais à frente, Rosberg, em terceiro, vinha tentando alcançar Räikkönen. Já o líder Vettel andava já com tranquilidade na ponta.
Com melhor ritmo, Rosberg não demorou para ir para cima do finlandês da Lotus e conseguiu a ultrapassagem na 52ª passagem, para assumir o segundo posto. Aí Kimi virou o alvo do companheiro de equipe, que o superou quatro voltas mais tarde. Räikkönen ainda perderia posição para Massa, Pérez, e Hamilton. No fim, o nórdico completou em sétimo, à frente Di Resta, Sutil e Ricciardo. Alonso entrou no briga do top-10, mas acabou mesmo em um triste 11°.
Completamente alheio a tudo isso, Seb cruzou a linha de chegada em primeiro, para assinar mais uma vez seu vitorioso nome na história da F1, com somente 26 anos. A sexta vitória consecutiva ― a décima em 2013 ― foi também suficiente para garantir o quarto título mundial seguido, repetindo das duas lendas maiores do esporte a motor no mundo: Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher.
A conquista do jovem alemão também assegurou à Red Bull o título do Mundial de Construtores, também pelo quarto ano consecutivo.
Rosberg e Grosjean apenas figuraram no pódio na Índia, onde a festa foi totalmente rubro taurina. Vettel, no fim, ainda deu zerinhos na pista e jogou as luvas para o pouco público que acompanhou o triunfo do germânico nas arquibancadas em Buddh.
A próxima corrida da F1 acontece em uma semana em Abu Dhabi, dia 03 de novembro.
VEJA COMO ESTÁO OS 3 PRIMEIROS COLOCADOS:

domingo, 13 de outubro de 2013

Massa revela ter desobedecido ordem para deixar Alonso passar no início do GP do Japão

O brasileiro afirmou que a Ferrari lhe disse para ceder a posição ao companheiro de equipe por meio de um código, mas que preferiu ignorar. Por isso, o espanhol foi obrigado a fazer a passagem na marra.
Redação GP, de São Paulo
A polêmica do jogo de equipe voltou a atravessar o caminho de Felipe Massa. No começo do GP do Japão, quando estava à frente de Fernando Alonso, o brasileiro ouviu pelo rádio a frase “Estratégia Multifunção A”, um código usado pela escuderia para que ele desse passagem ao espanhol.
Dessa vez, no entanto, o resultado foi diferente. Massa ignorou a mensagem da Ferrari e se manteve à frente do companheiro de equipe até a 20ª volta, quando foi ultrapassado.
Felipe Massa não abriu caminho para Fernando Alonso (Foto: Getty Images)
Na entrevista à imprensa brasileira após a corrida deste domingo (13), o piloto confirmou que a frase no rádio era um código para ceder a posição a Alonso, mas decidiu ignorá-la. Por isso, o bicampeão foi obrigado a tratá-lo como qualquer adversário e fazer a passagem na pista, na marra.
“Foi uma ordem”, confirmou o brasileiro. “Nós nunca ficamos felizes com essas instruções. Nós já as discutimos. O que aconteceu na corrida não teve nada a ver com a ordem. Ele me passou na pista. Nós lutamos na pista”, declarou.
Curiosamente, após o treino classificatório, Massa já havia sido questionado sobre a possibilidade de jogo da equipe. Na ocasião, o brasileiro riu e disse que outros pilotos estavam na briga para somar pontos.
Embora não tenha tido a vida facilitada no Japão, Alonso disse que não está preocupado com a desobediência do brasileiro. “Nós não podemos tornar isso algo tão grande. Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas não tenho problemas com isso. Nós estamos tentando fazer o nosso melhor – Felipe, eu, a equipe – para somar o máximo de pontos possível”, disse.
“Algumas vezes é difícil, especialmente quando o desempenho não é muito bom. Nunca é fácil quando estamos lutando em sétimo e oitavo. Seria bom voltar aos velhos dias da Ferrari, lutando pela vitória e decidindo quem vai vencer, como a Red Bull faz”, acrescentou Alonso, dando uma leve cutucada na escuderia italiana.
Quem também minimizou a situação foi o chefe de equipe, Stefano Domenicali. O dirigente apenas se limitou a dizer que Alonso acabou ganhando a posição de um jeito ou de outro e que vai continuar ao lado de Massa até o fim do campeonato. “No fim do dia, Fernando o ultrapassou na pista. Eu posso entender como ele se sente, e a equipe vai continuar o apoiando até o fim da temporada. Então não há problemas”, encerrou.
Veja como está a pontuação entre os 3 melhores:

domingo, 6 de outubro de 2013

F1 - Vettel desfila frieza, quebra maldição e vence quente GP da Coreia do Sul. Massa fecha em nono

O alemão não teve dificuldades para conquistar a vitória no GP da Coreia do Sul. Em uma tarde quente, devido ao incêndio no carro de Mark Webber, o pódio ainda teve os dois carros da Lotus, com Kimi Räikkönen e Romain Grosjean Warm Up FELIPE GIACOMELLI, de São Paulo Após três primeiras edições do GP da Coreia do Sul, um tabu ainda persistia: o piloto que largara na pole-position jamais conseguira vencer a prova. O problema é que a maldição de Yeongam ainda não tinha enfrentado Sebastian Vettel no auge da carreira. E a superstição não resistiu ao bom carro da Red Bull de 2013.
Com a frieza de fazer uma sequência de voltas rápidas no único momento em que foi ameaçado - após o segundo safety-car -, o alemão conquistou fácil a vitória no traçado sul-coreano neste domingo (6). a oitava em 2013.
Sebastian Vettel venceu a oitava em 2013 A segunda colocação ficou com Kimi Räikkönen, que havia largado apenas em nono. O finlandês, ainda sofrendo com dores nas costas, se aproveitou de uma estratégia de antecipar a segunda parada nos boxes para conseguir fazer diversas ultrapassagens e subir ao pódio. Romain Grosjean foi o terceiro, no outro carro da Lotus.
Apesar da boa corrida de Kimi, o grande destaque deste domingo foi Nico Hülkenberg, especulado justamente na vaga do finlandês no ano que vem. Mesmo pilotando pela Sauber, o alemão não só conseguiu conter a pressão de Fernando Alonso e Lewis Hamilton em toda corrida, mas também conseguiu atacar as equipes grandes para terminar na quarta colocação.
Hamilton, com problemas nos pneus, foi o quinto, seguido por Alonso e Nico Rosberg. O alemão, aliás, foi o protagonista de uma das cenas mais esquisitas da prova. Quando ia ultrapassar o companheiro de equipe, o germânico viu a asa dianteira se entortar e raspar o asfalto, precisando ser trocada imediatamente.
Jenson Button foi o oitavo, Felipe Massa, que rodou na primeira volta, se recuperou e fechou em o nono e Sergio Pérez, em décimo. Mark Webber abandonou, mas dessa vez o australiano também teve algum destaque. Infelizmente, para ele, o momento de estrelato foi devido a um incêndio que consumiu o segundo carro da Red Bull.
Confira como foi o GP da Coreia do Sul de F1:
A corrida começou com Sebastian Vettel mantendo a ponta com facilidade na largada, enquanto Romain Grosjean estava colado em Lewis Hamilton na luta pelo segundo lugar. A pressão deu resultado, e o francês conseguiu fazer a ultrapassagem após o retão, na curva 3. No mesmo ponto, Felipe Massa tentou deixar Fernando Alonso e Esteban Gutiérrez para trás de uma vez só, mas quase tocou em Hamilton, que vinha à frente, e acabou rodando.
Conforme os carros precisaram desviar do brasileiro, Nico Rosberg pulou para o quarto lugar, seguido por Hülkenberg, Alonso, Daniel Ricciardo, Kimi Räikkönen e Pastor Maldonado, que havia partido da antepenúltima fila.
Outro que avançava era Räikkönen. Na sétima passagem, o finlandês superou Ricciardo e, duas voltas depois, deixou Alonso na saudade. Enquanto isso, a primeira janela de paradas havia começado. Massa parou na sétima volta, quando já ocupava o 16º lugar. Hamilton foi ao pi-tlane duas voltas depois, assim como o outro carro da Ferrari.
Grosjean, que não deixava Vettel disparar na ponta, fez a troca de pneus na 11ª passagem, com o alemão se dirigindo ao pit-lane no giro seguinte. Webber e Räikkönen fizeram a mudança de pneus logo em seguida. Na volta dos boxes, o francês da Lotus foi pressionado por Hamilton e precisou mudar a trajetória para se defender, mas conseguiu manter a vice-liderança.
Ainda no ciclo de paradas, Giedo van der Garde tomou um drive-through por empurrar Jules Bianchi para fora da pista. Ruim para o holandês, que ocupava o 12º lugar.
Voltando às primeiras colocações, Vettel retornou dos boxes 2s5 na frente do Grosjean, mesmo com o francês tendo sido pressionado por Hamilton. Assim, após as paradas, o alemão da Red Bull liderava a prova, seguido por Grosjean, Hamilton e Daniel Ricciardo, o único a não ter ido aos boxes. Rosberg, Hülkenberg, Alonso, Räikkönen e Webber apareciam na sequência.
Rosberg passou Ricciardo na volta 18, e o australiano foi aos boxes na passagem seguinte. Logo atrás, um trenzinho se formava, com Hülk conseguindo segurar Alonso, Räikkönen e Webber. Enquanto isso, Felipe Massa superou Esteban Gutiérrez no duelo pela 12ª posição. Ao menos uma das Ferrari foi capaz de deixar a Sauber rival para trás.
Para sair do tráfego, Räikkönen foi aos boxes na volta 26, um giro antes de Hülkenberg. Quase ao mesmo tempo, Webber passou Alonso.
Enquanto isso, Hamilton começou a perder muito tempo por causa do desgaste dos pneus dianteiros, o que permitiu a aproximação de Rosberg. O problema é que, quando o alemão foi fazer a ultrapassagem, a asa dianteira entortou e começou a raspar no asfalto, obrigando-o a ir aos boxes para trocar o equipamento. Pareceu até que a Mercedes tinha uma asa dianteira móvel.
Veja a pontuação dos 3 primeiros colocados no mundial de F1:

sábado, 28 de setembro de 2013

Barrichello de volta a F1?

Com a saída de Felipe Massa da Ferrari, a Fórmula 1 poderia não ter brasileiros disputando a categoria em 2014. Porém, após várias especulações, o Brasil pode ver até 3 pilotos em 2014. Após rumores de que o brasiliense Felipe Nasr entraria na F1, possivelmente na STR, Rubens Barrichello, de 41 anos, voltou à tona e pode voltar à F1.
O recordista em número de provas disputadas, Rubens Barrichello, pode voltar à F1 aos 41 anos. Foto: Agência Reuters Com a esperada saída do alemão Nico Hulkenberg da Sauber para a Lotus ou McLaren e a falta de grandes nomes no grid, Barrichello é apontado como um dos salvadores da equipe suíça.
Perguntado sobre o possível retorno, Rubens afirmou que deveria apenas treinar o físico. "Teria apenas de treinar meu pescoço para voltar a correr. Então, posso correr amanhã", disse.
O retorno do ex-piloto da Honda, Ferrari e Williams seria bem vindo, já que o chefe da F1, Bernie Ecclestone, tem trabalhado em manter brasileiros no grid. Desde 1970 não há ausência de pilotos do País na categoria.
Vencedor de 11 corridas e recordista em número de grandes prêmios disputados, Barrichello pode voltar a ter presença garantida em um bólido por sua capacidade em conseguir arrecadar recursos de patricinadores. Segundo informações da prestigiada publicação de automobilismo alemã Auto Motor un Sport, ele levaria à Sauber algo em torno de 10 milhões de dólares.
Procurada pela Redação Web do Diário do Nordeste, a assessoria do piloto não atendeu às ligações.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sensor paralelo com Interruptor Simples

Veja um esquema bem interessante para a instalação em 127/220V de um sensor de presença com um interruptor simples.
O esquema é bastante simples, mas insisto que se voce não tiver conhecimento em eletricidade, deve chamar um eletricista.
Caso você queira fazer a instalação e se entender o esquema da figura abaixo, antes de iniciar a instalação, desligue a chave geral.
Para fazer a instalação, você tem que ter em mãos, chave de fenda ou chave phillips, um teste neon para poder fazer o corte certo da fase no interruptor, alicate e fita isolante.
Concluída a instalação, ligue a chave geral e parabéns!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Tomadas - Novo Padrão

Novo padrão brasileiro –sem mistérios.


Quando fazemos as mesmas tarefas repetidas vezes, adquirimos pratica e desenvoltura na execução dos trabalhos. Para quem lida diariamente com a instalação de tomadas, em especial as do novo padrão brasileiro, o hábito da instalação já não mostra uma dúvida comum de muitos profissionais e iniciantes que se confundem com a polaridade do neutro.
Mais comum do que se imagina, muitos já me perguntaram a respeito.
Utilizar o padrão antigo (NEMA 5P) para comparação não é uma boa, pois por analogia, diríamos que o neutro também é o pino da esquerda.
Opa! Esquerda de quem?
Pois é, do terra é claro. Mas essa afirmação só é válida quando vemos a tomada da forma que ela é apresentada pela norma, com o terra para cima.
  É o que mostra a primeira figura.
Atenção pois é comum algumas pessoas montarem extensões e adaptadores considerando os dois terras para baixo, dessa forma haveria inversão entre fase e neutro, um crime para equipamentos eletrônicos.
Melhor então é tentar decorarmos a posição correta da tomada. Ou quem achar mais prático, considerar a inversão do neutro se alinharmos o terra. É o exemplo da próxima figura.
Não muda nada, só a posição da primeira tomada.
A maioria dos fabricantes não marca o “N” do neutro por considerar que a tomada é utilizada tanto em 127V como em 220V.
Lembrando que existem dois tipos de tomadas do novo padrão brasileiro, a de 10A (pino de 4,0mm), para aparelhos que consomem menos como: TVs, DVDs, rádios, etc.; e as de 20A (pinos de 4,8mm), para aparelhos que consomem mais tipo: microondas, secadoras, ferros de passar, condicionador de ar e outros.
O plug de 10 A serve nas duas tomadas, como indicado nessa figura extraída da internet.
Escolha cada uma de acordo com a necessidade dos seus aparelhos, lembrando que o circuito elétrico deve ter fiação e proteção (disjuntores) compatíveis com a carga presumida e as tomadas instaladas.
A segurança da instalação começa com o profissional responsável pela execução da obra. A soma de vários detalhes pode fazer uma grande diferença.
Se voce não tem conhecimento em eletricidade, não seja curioso, chame um profissional. É mais seguro!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

domingo, 3 de fevereiro de 2013

F1

F1
A temporada de 2012 chegou ao limite já explorado pela categoria, com 20 provas ao longo do ano. A quantidade seria a mesma em 2013, com a entrada do Grande Prêmio das Américas, em Nova Jersey (EUA), entrando no lugar do Grande Prêmio da Europa, em Valência (ESP).
Entretanto, sem um acordo com os organizadores americanos para 2013, a estreia da prova de Nova Jersey foi adiada para 2014. Desta forma, o calendário de 2013 terá apenas 19 corridas. O Circuito de Valência, que ficou fora, deve começar a revezar com o Circuito da Catalunha o papel de anfitrião do Grande Prêmio da Espanha a partir do ano que vem.
Dentre os circuitos que voltam ao calendário, o principal destaque é Nurburgring: no mesmo esquema de revezamento, o autódromo substitui Hockenheim como sede do Grande Prêmio da Alemanha. Além disso, Coreia do Sul e Japão trocaram de lugar no calendário: os coreanos recebem a prova em 6 de outubro, enquanto os japoneses hospedam na semana seguinte.
Mais uma vez, o Grande Prêmio do Brasil é o último da temporada, com boas chances de definir o campeão do ano. A prova no Autódromo de Interlagos acontece em 24 de novembro, com treinos livres no dia 22 e o treino de classificação do sábado no dia 23.
Além do Grande Prêmio das Américas, outras seis corridas tentaram vaga no calendário (especialmente na vaga aberta por Nova Jersey), sem sucesso: Argentina (Mar del Plata), Áustria (Spielberg), França (Paul Ricard e Magny-Cours), Inglaterra (Ruas de Londres), Itália (Ruas de Roma) e Turquia (Istambul Park).