Ser covarde, é...

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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O maravilhoso espetáculo dos raios

Valter Luiz Líbero
Instituto de Física de São Carlos, IFSC-USP
Email: libero@ifsc.usp.br
Poucos fenômenos da natureza despertam tanto nossa atenção como os raios, ou relâmpagos. Apesar de muitas vezes nos amedrontarem, há uma beleza intrínseca no brilho, na grande extensão espacial, suas ramificações no céu e até mesmo no barulho que causam, denominado trovão. No entanto, as causas e os mecanismos de origem dos raios não são muito conhecidos, e poucas pessoas sabem que são essenciais para o nosso planeta, estando associados até mesmo à evolução da vida no nosso planeta.
Em essência, os raios são descargas elétricas originadas pelo acúmulo de cargas opostas entre duas regiões da atmosfera. O fluxo de carga pode ocorrer de uma nuvem para outra, de uma nuvem para a superfície da Terra, ou de uma estrutura metálica alta para a nuvem, sendo este caso bem menos frequente (cerca de um em cada 100 raios sobem). O mecanismo de origem dos raios é complexo e ainda motivo de estudos. Basicamente, ao se formar uma nuvem de tempestade (aquelas escuras), devido aos processos de evaporação da água, há ciclos de transformação de água líquida em cristais de gelo e em granizos, isso em grandes alturas. Nesses ciclos, por colisão, os granizos ficam com cargas negativas e por serem mais pesados concentram-se na base da nuvem; os cristais de gelo ficam carregados positivamente e se espalham pela nuvem. Com isso há o surgimento de um campo elétrico dentro da nuvem que ao atingir um valor crítico (capaz de romper a rigidez dielétrica ou isolação elétrica do ar) possibilitará a descarga elétrica nuvem-nuvem; esses são os raios mais frequentes. Há também a formação de um campo elétrico entre a nuvem e a superfície da Terra, que ao romper a isolação do ar também origina um raio descendente, chamado precursor, mas esse nós não vemos. Esse mesmo campo elétrico induz cargas de sinal oposto na superfície terrestre, que podem iniciar um movimento de subida de cargas; é o raio ascendente, que também não vemos. Esses dois raios precursores, cujos caminhos são ramificados, podem se encontrar e assim fechar um caminho nuvem-terra (como se um finíssimo fio condutor fosse ligado entre nuvem e terra), pelo qual se inicia uma descarga de altíssima intensidade, torna o ar um plasma muito aquecido favorecendo ainda mais a passagem das cargas. Esse é o raio que vemos. O aquecimento súbito do ar provocado por esse raio intenso e a consequente expansão do ar dá origem ao trovão. Podem ocorrer outras descargas pelo mesmo caminho precursor. Assim, o raio pode ser visto como regulador de um equilíbrio elétrico necessário entre céu e terra.
Os raios não são manifestações de alguma falha, ou mesmo de descuido nosso para com o planeta. Sempre existiram e desempenharam papel fundamental no processo de formação da vida no nosso planeta; na verdade até hoje desempenham. Uma boa parte do ozônio de nossa atmosfera origina-se em descargas atmosféricas. Raios ocorrem também em outros planetas, principalmente nos gigantes gasosos Júpiter e Saturno. Somente uma estatística mais aprimorada, que já está em curso, pode revelar se está havendo algum desequilíbrio na quantidade de raios, e as conseqüências disso para o nosso planeta. Tipicamente, a tensão elétrica, isto é, a força em volts, necessária para um raio ocorrer é da ordem de um milhão de vezes aquela que utilizamos em nossas casas (tipicamente 110 volts). A corrente elétrica, que é o fluxo de carga presente num raio, é cerca de 2000 vezes a que circula numa residência (tipicamente 50 ampères com chuveiro ligado). A temperatura do ar ao redor de um raio pode alcançar 25 mil graus. No entanto, apenas uma fração da energia do raio está na corrente elétrica, sendo a maior percentagem contida na forma de calor, radiação eletromagnética (luz e ondas de rádio), e como o processo todo, desde a formação dos precursores até a descarga final, dura cerca de um segundo, resulta numa energia elétrica da ordem de apenas 300 KWh, equivalente ao consumo de uma lâmpada de 100 W acesa durante 4 meses. Então, apesar dos valores de tensão e corrente serem altos, dada a curta duração dos raios, teríamos que armazenar a energia de muitos raios para que essa fonte de energia fosse proveitosa. Além do mais, é praticamente impossível prever exatamente onde um raio irá cair!
A queda de raios causa diversas mortes anualmente. No Brasil, nos últimos dez anos pelo menos 1320 pessoas morreram vítimas dos mesmos. Os prejuízos materiais chegam a um bilhão de reais ao ano, normalmente relacionados à queima de aparelhos eletrônicos, ou destruição de linhas de transmissão de energia, telefonia ou de dados. Ao cruzarmos uma linha de transmissão de eletricidade, podemos ver um ou mais fios elétricos ligando os topos das torres de sustentação dos cabos; eles são denominados fios terra. Não há corrente sendo transportada nesses fios; eles estão aí para proteger os cabos de transmissão. Um raio terá mais chance de cair nesses fios terra e assim se desviar para o chão através das torres, sem atingir os cabos de transmissão.
O Brasil registra uma incidência muito alta de raios. Não se sabe ao certo a razão disso, mas o Brasil é um país tropical e de extensão territorial enorme. A rica vegetação brasileira causa uma evaporação de grande proporção, facilitando a formação de nuvens. A enorme extensão terra-mar contribui para que haja muita alteração climática, favorecendo o aparecimento de tempestades. Há também correlações entre períodos de grande incidência de raios em certas regiões do Brasil e os fenômenos La Niña e El Niño. Há indicações, ainda em debate, que a cada grau de aumento da temperatura global, pode corresponder a 10 ou 20% de aumento no número médio de raios. Tem havido um aumento na incidência de raios em centros urbanos, que tem sido atribuído ao aumento da poluição e da temperatura média nesses centros.
Outro fator que tem influência na origem dos raios são certas partículas emanadas pelo Sol, pois elas podem ajudar no desencadeamento da corrente que forma os raios precursores (elas ajudam a romper a isolação elétrica do ar). Neste ano de 2012 está ocorrendo o pico de manchas solares, que tem período de 11 anos, e o efeito disso na incidência dos raios está sendo monitorado.
Algumas ações podem ajudar na prevenção dos danos causados por raios. Em grandes edificações, o uso de para-raios é obrigatório. Um para-raio é uma estrutura metálica usualmente em forma de ponta colocada em lugar alto, que visa estabelecer um caminho mais fácil, seguro e controlado, para o raio chegar ao solo. Ao contrário do que se pensa, a ação de um para-raio é bem limitada em alcance, protegendo basicamente uma área de diâmetro igual a sua altura do solo. Durante tempestades, deve-se evitar lugares planos e abertos, pois ali você será o ponto mais alto do chão e de maior facilidade para a descarga chegar ao solo. Não fique embaixo de construção metálica que não esteja aterrada, como ranchos de teto de zinco erguidos sobre pilares de madeira ou mesmo tijolos; isso é comum em fazendas. Um raio que caia nesse teto verá sua cabeça como o ponto de maior facilidade para se escoar para o chão. Não fique próximo a árvores, pois estas podem facilitar a queda de um raio (são úmidas e infincadas no solo). Não podendo se esconder numa edificação fechada, como uma casa ou mesmo um carro, você também não deve deitar no chão. Uma descarga próxima pode induzir correntes no chão que passarão por todo o seu corpo, podendo matá-lo (é por isso que animais morrem com freqüência vítimas de raios, pois a corrente induzida no solo pode entrar por uma pata e sair por outra, com chance de passar pelo coração). O melhor é colocar os pés juntos, dobrar os joelhos, abaixar a cabeça e fechar os braços ao seu redor (e não cair dessa posição!). Em meio a uma tempestade, jamais fique nadando, seja na praia ou em piscina, andando a cavalo ou de bicicleta, ou jogando futebol. Enfim, evite fazer o papel de para-raio!
Ao contrário do que se ouve, raios podem sim cair no mesmo lugar, e de fato há muitos registros de múltiplos raios em edificações metálicas de grande altura. Vítimas de raios não incorporam nada de especial, além dos tristes malefícios de queimaduras e avarias no sistema nervoso. Isolantes entre o solo e uma pessoa não garantem sua segurança. Há exemplos de pessoas em carrocerias abertas de caminhões que foram atingidas por raios e com consequências fatais. Mesmo isolada do chão, o raio pode atingir uma pessoa e se dirigir para a estrutura mais próxima que lhe dê caminho ao solo. Já, pessoas dentro de estruturas metálicas fechadas, como um veículo, não são afetadas por raios, pois estes não penetram em corpos metálicos fechados, mas se espalham pela superfície do mesmo e se escoam para algum outro corpo externo na proximidade. Durante uma tempestade não é aconselhável tomar banho, usar telefones fixos, ou mesmo ficar perto de equipamentos que tenham conexões externas, como televisores, ou microcomputadores (conectados a redes). Os riscos, embora pequenos nessas situações, existem.
Não é possível prever onde um raio irá cair, mas pode-se mapear regiões onde caem com mais frequência. O Grupo de Eletricidade Atmosférica, ELAT, do INPE, tem implantado nos últimos anos uma rede de monitoramento de raios, que irá certamente melhorar as estatísticas de incidência de raios no Brasil. Também no INPE, nós temos o Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, Cptec, que presta relevante serviço de previsão meteorológica para todo Brasil, particularmente para o setor agrícola; é o centro mais avançado nessa área em toda América Latina. O mapeamento mais detalhado das áreas de maior ocorrência de tempestades contribuirá para melhor entendermos, por exemplo, porque o Brasil é um dos campeões mundiais em incidência de raios.
Outras informações a respeito da origem desse fascinante e importante fenômeno natural, seu mecanismo de atuação e como minimizar seus malefícios podem ser encontradas nas referências abaixo.

domingo, 27 de outubro de 2013

Vettel conquista tetra com vitória estratégica na Índia.

27/10/2013 09:02 Webber abandona e Massa é quarto
Ao vencer o GP da Índia neste domingo (27), Sebastian Vettel escreveu mais um capítulo vitorioso de sua jovem carreira na F1. O alemão se tornou tetracampeão aos 26 anos
EVELYN GUIMARÃES, de Curitiba
VICTOR MARTINS, de São Paulo
Mais jovem tetracampeão, Vettel repete feitos de Fangio e Schumacher e continua escrevendo história da F1
“Sebastian Vettel, você é o campeão do mundo”. A frase via rádio que se tornou refrão das conquistas do alemão já era esperada para este domingo (27) na Índia. Só havia uma dúvida – pequena – em que condição/posição viria por causa das estratégias de pneus que se desenhavam antes da largada. Não demorou muito, tipo uma curva, para ver que o título já era do alemão: Fernando Alonso tinha parte do bico levado por um toque na traseira do carro de Mark Webber e se viu obrigado a trocar a asa dianteira. Paradas aqui e ali logo no começo e o ritmo de Vettel já lhe garantiam o caminho da vitória. Que veio em definitivo na 40ª volta, quando seu companheiro australiano, único que podia roubar-lhe o primeiro lugar, teve de parar a Red Bull com problemas no alternador.
Invicto depois das férias da F1 e com a décima vitória no ano, Vettel torna-se o tetracampeão mais jovem e polindo cada vez mais seu nome como um dos grandes de todos os tempos. Iguala-se a Alain Prost no número de conquistas. Neste ritmo imbatível, chega em Michael Schumacher em 2016.
Sebastian Vettel celebra quarto título na F1 com vitória em Buddh
Nico Rosberg e Romain Grosjean apenas figuraram no pódio na Índia, onde a festa foi totalmente rubro taurina. Fernando Alonso, único com chance ―ainda que remota ― de tirar a taça do alemão, se viu em uma prova das mais tumultuadas e chegou apenas em um melancólico 11° lugar. Felipe Massa completou em quinto.
Foi em meio a uma nuvem densa de poluição que a F1 largou neste domingo (27) em Buddh, vivendo a expectativa da conquista do quarto título mundial de Sebastian Vettel. E o início das ações indianas viu o pole Vettel pular à frente sem maiores dificuldades, enquanto Felipe Massa partiu muito bem do quinto posto, superando já depois da primeira curva os dois pilotos da Mercedes, Nico Rosberg e Lewis Hamilton, para assumir o segundo lugar da prova.
Mais atrás, Alonso, que saíra de oitavo, se encontrou no meio do bolo de carros do pelotão intermediário na primeira curva e acabou se envolvendo em um toque com Mark Webber na sequência. Fernando ainda sofreria mais um toque com Jenson Button na curva 4. O incidente jogou o espanhol para a décima posição. Ainda, a primeira volta acompanhou uma batida entre Giedo van der Garde e Max Chilton.
Lá na frente, antes mesmo do líder Vettel completar a segunda volta, a Red Bull o chamou para trocar os pneus – o alemão havia escolhido dos macios para iniciar a prova. Alonso parou também na mesma volta, mas apenas para trocar a asa dianteira, danificada na largada. O alemão voltou em 17°, enquanto o asturiano em 20°.
Paul di Resta e Jean-Éric Vergne também aproveitaram para visitar os boxes. Ambos saíram de médios, depois de largarem com os macios. Nico Hülkenberg foi outro que também parou cedo, para calçar os médios.
Enquanto isso, na pista, Massa tratava de abrir distância depois de herdar a liderança com a parada precoce de Vettel. A ordem atrás dele era: Rosberg, Hamilton, Webber, que já havia superado Kimi Räikkönen, que ainda se viu em apuros com um impetuoso Sergio Pérez em sexto.
Aí, na sétima passagem, a Mercedes e a Lotus chamaram Rosberg e Räikkönen para os pits. Eles foram os primeiros entre os ponteiros a parar para trocar os macios pelos médios. Massa e Hamilton foram na volta seguinte.
Assim, Webber assumiu a liderança da prova. Sem ainda parar, Sergio Pérez pulou para segundo, à frente de Daniel Ricciardo. Romain Grosjean vinha em terceiro, já com Vettel em quarto. Adrian Sutil era o sexto, à frente de Esteban Gutiérrez, Massa, Rosberg e Valtteri Bottas. Alonso era apenas o 16°.
Na 12ª volta, Sebastian superou Grosjean e passou para o terceiro posto, 13 segundos atrás do líder. O tricampeão, então, iniciou uma sequência de voltas rápidas, enquanto o francês da Lotus foi fazer seu pit-stop. Pouco tempo depois, a direção de prova informou um drive-through para Gutiérrez por ter queimado a largada.
O piloto da Sauber cumpriu a punição imediatamente e retornou à pista na frente de Alonso, na 13ª colocação. Aí, como se não bastasse todos os dramas do espanhol na prova indiana, ainda teve de lidar com Gutiérrez. Mas a ultrapassagem veio só no 13° giro. Fernando, assim, passou para a 13ª posição.
Enquanto isso, Webber ainda era líder, com uma margem de 11 segundos para Vettel. Sim, para Vettel. Depois de assumir o terceiro posto, o alemão não encontrou sérias dificuldades para também superar Pérez. O mexicano da McLaren, Ricciardo e Sutil completavam os cinco primeiros. Não se perca. Os três mantinham as posições graças à estratégia. O trio, assim como Mark, ainda não havia visitado os boxes.
Atrás do alemão da Force India, Massa tentava se esquivar dos carros da Mercedes, que eram liderados por Rosberg. Hamilton vinha à distância, em oitavo, apenas observando. Hülkenberg e Räikkönen fechavam a lista dos dez. Alonso ainda era 13°.
Nova janela de pit-stop. E foi Rosberg quem a abriu. O alemão voltou aos boxes na volta 28. Na seguinte, foi finalmente a vez de Webber, que botou os macios. Gutiérrez e Vergne seguiram o oceânico. Pérez foi na sequência. Aí Massa e Hamilton também pararam na volta 31. Alonso também veio na mesma passagem, junto com Di Resta. Nesta altura, apenas Ricciardo, Bottas e Sutil seguiam na pista sem pit-stops. Vettel parou com 32 voltas. E voltou em primeiro. Daí Webber, depois de apenas quatro passagens calçado com os amarelos, parou de novo. Colocou os médios e voltou em segundo, 12 segundos atrás do companheiro de equipe. Ricciardo e Bottas foram aos pits na sequência.
Dessa forma, quando a corrida alcançou a 36ª volta, Vettel era o líder, seguido por Webber, Sutil, que ainda não havia parado, Räikkönen, que vinha só com uma parada, Rosberg, Grosjean, também com uma, Massa, Ricciardo, Hamilton e Pérez. Alonso era ainda o 13°.
Räikkönen, então, foi para cima de Adrian e conseguiu o terceiro lugar, enquanto Felipe tentava escapar de Hamilton. Duas voltas mais tarde, Alonso fez novo pit-stop, o terceiro do dia, e voltou em 16°. Lá na frente, enquanto Vettel se distanciava, a Red Bull manifestava preocupação com Webber, cujo carro apresentava problemas de câmbio. Não demorou nem dois giros.
Na 40ª passagem da corrida indiana, Mark, único que parecia em condições de lutar pela vitória contra Seb, foi parando e finalmente encostou o RB9. Duas voltas depois, Sutil finalmente foi aos boxes. E a nova ordem da corrida passou a ser: Vettel, Räikkönen, Rosberg, Grosjean, Massa, Hamilton, Pérez, Hülkenberg, Di Resta e Sutil. Só destacando que Kimi e Romain vinham apenas com uma parada, em mais de 45 voltas.
As dez voltas finais viram uma briga intensa entre Grosjean, Massa e Hamilton pela quarta posição. Mais à frente, Rosberg, em terceiro, vinha tentando alcançar Räikkönen. Já o líder Vettel andava já com tranquilidade na ponta.
Com melhor ritmo, Rosberg não demorou para ir para cima do finlandês da Lotus e conseguiu a ultrapassagem na 52ª passagem, para assumir o segundo posto. Aí Kimi virou o alvo do companheiro de equipe, que o superou quatro voltas mais tarde. Räikkönen ainda perderia posição para Massa, Pérez, e Hamilton. No fim, o nórdico completou em sétimo, à frente Di Resta, Sutil e Ricciardo. Alonso entrou no briga do top-10, mas acabou mesmo em um triste 11°.
Completamente alheio a tudo isso, Seb cruzou a linha de chegada em primeiro, para assinar mais uma vez seu vitorioso nome na história da F1, com somente 26 anos. A sexta vitória consecutiva ― a décima em 2013 ― foi também suficiente para garantir o quarto título mundial seguido, repetindo das duas lendas maiores do esporte a motor no mundo: Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher.
A conquista do jovem alemão também assegurou à Red Bull o título do Mundial de Construtores, também pelo quarto ano consecutivo.
Rosberg e Grosjean apenas figuraram no pódio na Índia, onde a festa foi totalmente rubro taurina. Vettel, no fim, ainda deu zerinhos na pista e jogou as luvas para o pouco público que acompanhou o triunfo do germânico nas arquibancadas em Buddh.
A próxima corrida da F1 acontece em uma semana em Abu Dhabi, dia 03 de novembro.
VEJA COMO ESTÁO OS 3 PRIMEIROS COLOCADOS:

domingo, 13 de outubro de 2013

Massa revela ter desobedecido ordem para deixar Alonso passar no início do GP do Japão

O brasileiro afirmou que a Ferrari lhe disse para ceder a posição ao companheiro de equipe por meio de um código, mas que preferiu ignorar. Por isso, o espanhol foi obrigado a fazer a passagem na marra.
Redação GP, de São Paulo
A polêmica do jogo de equipe voltou a atravessar o caminho de Felipe Massa. No começo do GP do Japão, quando estava à frente de Fernando Alonso, o brasileiro ouviu pelo rádio a frase “Estratégia Multifunção A”, um código usado pela escuderia para que ele desse passagem ao espanhol.
Dessa vez, no entanto, o resultado foi diferente. Massa ignorou a mensagem da Ferrari e se manteve à frente do companheiro de equipe até a 20ª volta, quando foi ultrapassado.
Felipe Massa não abriu caminho para Fernando Alonso (Foto: Getty Images)
Na entrevista à imprensa brasileira após a corrida deste domingo (13), o piloto confirmou que a frase no rádio era um código para ceder a posição a Alonso, mas decidiu ignorá-la. Por isso, o bicampeão foi obrigado a tratá-lo como qualquer adversário e fazer a passagem na pista, na marra.
“Foi uma ordem”, confirmou o brasileiro. “Nós nunca ficamos felizes com essas instruções. Nós já as discutimos. O que aconteceu na corrida não teve nada a ver com a ordem. Ele me passou na pista. Nós lutamos na pista”, declarou.
Curiosamente, após o treino classificatório, Massa já havia sido questionado sobre a possibilidade de jogo da equipe. Na ocasião, o brasileiro riu e disse que outros pilotos estavam na briga para somar pontos.
Embora não tenha tido a vida facilitada no Japão, Alonso disse que não está preocupado com a desobediência do brasileiro. “Nós não podemos tornar isso algo tão grande. Eu não sei exatamente o que aconteceu, mas não tenho problemas com isso. Nós estamos tentando fazer o nosso melhor – Felipe, eu, a equipe – para somar o máximo de pontos possível”, disse.
“Algumas vezes é difícil, especialmente quando o desempenho não é muito bom. Nunca é fácil quando estamos lutando em sétimo e oitavo. Seria bom voltar aos velhos dias da Ferrari, lutando pela vitória e decidindo quem vai vencer, como a Red Bull faz”, acrescentou Alonso, dando uma leve cutucada na escuderia italiana.
Quem também minimizou a situação foi o chefe de equipe, Stefano Domenicali. O dirigente apenas se limitou a dizer que Alonso acabou ganhando a posição de um jeito ou de outro e que vai continuar ao lado de Massa até o fim do campeonato. “No fim do dia, Fernando o ultrapassou na pista. Eu posso entender como ele se sente, e a equipe vai continuar o apoiando até o fim da temporada. Então não há problemas”, encerrou.
Veja como está a pontuação entre os 3 melhores:

domingo, 6 de outubro de 2013

F1 - Vettel desfila frieza, quebra maldição e vence quente GP da Coreia do Sul. Massa fecha em nono

O alemão não teve dificuldades para conquistar a vitória no GP da Coreia do Sul. Em uma tarde quente, devido ao incêndio no carro de Mark Webber, o pódio ainda teve os dois carros da Lotus, com Kimi Räikkönen e Romain Grosjean Warm Up FELIPE GIACOMELLI, de São Paulo Após três primeiras edições do GP da Coreia do Sul, um tabu ainda persistia: o piloto que largara na pole-position jamais conseguira vencer a prova. O problema é que a maldição de Yeongam ainda não tinha enfrentado Sebastian Vettel no auge da carreira. E a superstição não resistiu ao bom carro da Red Bull de 2013.
Com a frieza de fazer uma sequência de voltas rápidas no único momento em que foi ameaçado - após o segundo safety-car -, o alemão conquistou fácil a vitória no traçado sul-coreano neste domingo (6). a oitava em 2013.
Sebastian Vettel venceu a oitava em 2013 A segunda colocação ficou com Kimi Räikkönen, que havia largado apenas em nono. O finlandês, ainda sofrendo com dores nas costas, se aproveitou de uma estratégia de antecipar a segunda parada nos boxes para conseguir fazer diversas ultrapassagens e subir ao pódio. Romain Grosjean foi o terceiro, no outro carro da Lotus.
Apesar da boa corrida de Kimi, o grande destaque deste domingo foi Nico Hülkenberg, especulado justamente na vaga do finlandês no ano que vem. Mesmo pilotando pela Sauber, o alemão não só conseguiu conter a pressão de Fernando Alonso e Lewis Hamilton em toda corrida, mas também conseguiu atacar as equipes grandes para terminar na quarta colocação.
Hamilton, com problemas nos pneus, foi o quinto, seguido por Alonso e Nico Rosberg. O alemão, aliás, foi o protagonista de uma das cenas mais esquisitas da prova. Quando ia ultrapassar o companheiro de equipe, o germânico viu a asa dianteira se entortar e raspar o asfalto, precisando ser trocada imediatamente.
Jenson Button foi o oitavo, Felipe Massa, que rodou na primeira volta, se recuperou e fechou em o nono e Sergio Pérez, em décimo. Mark Webber abandonou, mas dessa vez o australiano também teve algum destaque. Infelizmente, para ele, o momento de estrelato foi devido a um incêndio que consumiu o segundo carro da Red Bull.
Confira como foi o GP da Coreia do Sul de F1:
A corrida começou com Sebastian Vettel mantendo a ponta com facilidade na largada, enquanto Romain Grosjean estava colado em Lewis Hamilton na luta pelo segundo lugar. A pressão deu resultado, e o francês conseguiu fazer a ultrapassagem após o retão, na curva 3. No mesmo ponto, Felipe Massa tentou deixar Fernando Alonso e Esteban Gutiérrez para trás de uma vez só, mas quase tocou em Hamilton, que vinha à frente, e acabou rodando.
Conforme os carros precisaram desviar do brasileiro, Nico Rosberg pulou para o quarto lugar, seguido por Hülkenberg, Alonso, Daniel Ricciardo, Kimi Räikkönen e Pastor Maldonado, que havia partido da antepenúltima fila.
Outro que avançava era Räikkönen. Na sétima passagem, o finlandês superou Ricciardo e, duas voltas depois, deixou Alonso na saudade. Enquanto isso, a primeira janela de paradas havia começado. Massa parou na sétima volta, quando já ocupava o 16º lugar. Hamilton foi ao pi-tlane duas voltas depois, assim como o outro carro da Ferrari.
Grosjean, que não deixava Vettel disparar na ponta, fez a troca de pneus na 11ª passagem, com o alemão se dirigindo ao pit-lane no giro seguinte. Webber e Räikkönen fizeram a mudança de pneus logo em seguida. Na volta dos boxes, o francês da Lotus foi pressionado por Hamilton e precisou mudar a trajetória para se defender, mas conseguiu manter a vice-liderança.
Ainda no ciclo de paradas, Giedo van der Garde tomou um drive-through por empurrar Jules Bianchi para fora da pista. Ruim para o holandês, que ocupava o 12º lugar.
Voltando às primeiras colocações, Vettel retornou dos boxes 2s5 na frente do Grosjean, mesmo com o francês tendo sido pressionado por Hamilton. Assim, após as paradas, o alemão da Red Bull liderava a prova, seguido por Grosjean, Hamilton e Daniel Ricciardo, o único a não ter ido aos boxes. Rosberg, Hülkenberg, Alonso, Räikkönen e Webber apareciam na sequência.
Rosberg passou Ricciardo na volta 18, e o australiano foi aos boxes na passagem seguinte. Logo atrás, um trenzinho se formava, com Hülk conseguindo segurar Alonso, Räikkönen e Webber. Enquanto isso, Felipe Massa superou Esteban Gutiérrez no duelo pela 12ª posição. Ao menos uma das Ferrari foi capaz de deixar a Sauber rival para trás.
Para sair do tráfego, Räikkönen foi aos boxes na volta 26, um giro antes de Hülkenberg. Quase ao mesmo tempo, Webber passou Alonso.
Enquanto isso, Hamilton começou a perder muito tempo por causa do desgaste dos pneus dianteiros, o que permitiu a aproximação de Rosberg. O problema é que, quando o alemão foi fazer a ultrapassagem, a asa dianteira entortou e começou a raspar no asfalto, obrigando-o a ir aos boxes para trocar o equipamento. Pareceu até que a Mercedes tinha uma asa dianteira móvel.
Veja a pontuação dos 3 primeiros colocados no mundial de F1: