sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Há 4 anos, Gilmar prende decisão sobre os quintos dos servidores federais.

Pedido de vista adia julgamento dos quintos no STF
Com um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal adiou o julgamento da ação que contesta o pagamento de incorporação e substituição de quintos aos servidores públicos federais dos Três Poderes nesta quarta, 09/05. Após o voto do ministro Eros Grau, relator do caso, pela rejeição do pedido, Gilmar Mendes pediu vista antes que qualquer dos ministros pudesse votar.
A assessoria jurídica da ANAJUSTRA esteve presente na audiência, representada por seu advogado Ibaneis Rocha Barros Junior, apresentando sustentação oral.
Entenda o Mandado de Segurança
A corte julga Mandado de Segurança em que a União contesta dívida de incorporação e/ou substituição de quintos aos servidores que ocuparam cargos de comissão e função comissionada entre 1998 e 2001.
O pivô do conflito trata-se de acórdão de 2005 do Tribunal de Contas da União que autorizou os pagamentos referentes ao título mencionado. Para o governo, a decisão foi inconstitucional e ilegal por atropelar leis que extinguiram o direito.
Sob relatoria do ministro Eros Grau, o processo já teve seguimento negado em 2006, em decisão monocrática. O ministro afirmou que a concessão da Segurança não implicaria anulação dos pagamentos já feitos pela União, e que cabia à administração “acolher ou não o entendimento firmado pela Corte de Contas”.
Entretanto, após contestação da AGU, o Ministro Eros Graus reconsiderou e admitiu que o caso fosse levado a julgamento pelo Colendo Plenário.
Embora apenas Eros Graus tenha votado, confirmando o que já havia dito há quatro anos, três dos ministros presentes demonstraram acompanhar o entendimento. “Não há carga mandamental na decisão do TCU que permita impetração de Mandado de Segurança”, disse Carlos Ayres Britto. “A União não é obrigada a pagar e, não o fazendo, os prejudicados podem recorrer ao Judiciário”, afirmou o Presidente da Corte, Cezar Peluso. “A pá-de-cal está no próprio pedido, que requer que o Supremo obrigue o TCU a acolher representação do Ministério Público”, completou o Ministro Marco Aurélio.
A posição do governo já encontrou resistência da própria Procuradoria-Geral da República, que em 2008 deu parecer opinando pela rejeição da ação.
A ANAJUSTRA, por intermédio da sua assessoria jurídica, também se opõe a pretensão da União, sendo a primeira entidade de âmbito nacional a criar e defender o direito referente à incorporação e/ou substituição de quintos, previsto na Medida Provisória 2225-45/2001.
A associação e sua assessoria jurídica encontram-se atentas à defesa do direito devido aos seus associados aguardando o retorno do Mandado de Segurança mencionado para continuidade do julgamento.
Com informações do Conjur
O curioso, é que no dia 29/10/2014, entrou em pauta o RE 638115, que trata da ação dos quintos e décimos a que os Servidores Federais têm direito, mas simplesmente no final do dia 29/10/2014, o RE sumiu da pauta e sumiu qualquer notícia se houve ou não o julgamento. Veja a descrição da pauta de julgamento escolhida para o dia 29/10/2014:

Recurso Extraordinário (RE) 638115 – Repercussão geral
Relator: ministro Gilmar Mendes
União x Francisco Ricardo Lopes Matias
Recurso extraordinário contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça que, à unanimidade, reafirmou entendimento no sentido de que é possível a incorporação de quintos, em relação ao exercício da função comissionada, no período de 08 de abril de 1998 (data do início da vigência da Lei 9.624/98) até 05 de setembro de 2001 (data referente ao início da vigência da MP 2.225-45/01)”.
Sustenta a União, em síntese, que inexiste direito adquirido a regime jurídico e que o acórdão recorrido violou os princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público, entre outros argumentos.
O Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada.
Em discussão: saber se servidor público faz jus à incorporação de quintos decorrentes do exercício de função comissionada no período compreendido entre a edição da lei 9.624/1988 e a MP 2.225-48/2001.
PGR: pelo provimento do recurso
. Veja mais sobre os quintos:
STF adia julgamento sobre os quintos.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Os “ismos”, os “ístas” e os asnos

“Os ismos”, os “ístas” e os asnos


Do Blog http://oqueseraquemeda.wordpress.com/2014/12/06/4610/

O termo “bolivarismo” está na moda, não é mesmo? Os analfabetos políticos – geração 2014 – descobriram a palavra na recente campanha eleitoral e usam a rodo. Qualquer coisa e lá vem o PT comunista que vai transformar o Brasil em Cuba, Venezuela, e agora… implantar o bolivarismo!
Pergunte pro ANTA-político qual o significado desse tal de “bolivarismo” que ele não cansa de repetir, querendo parecer sabido… Nada. Não faz a menor ideia de quem foi Simon Bolivar e por que é um símbolo da esquerda DEMOCRÁTICA que governa a Venezuela desde Hugo Chaves. Aperta um pouquinho mais o coxinha sobre história e ele dá tilt ao vivo e a cores.
Confesso que nem eu sei direito qual a diferença entre esse monte de “ísmos” que resumem alguma coisa específica. Bolivarismo, lulismo, petismo, chavismo, kirshnerismo, zapatismo, peronismo… E mais um monte de “ismos”, só pra ficar na América Latina. Porque, basicamente, é luta entre Casa Grande e Senzala – versão século 21.
Reelegemos um governo trabalhista – longe do ideal, é verdade, mas voltado ao desenvolvimento e à soberania nacional. E com atenção especial aos mais pobres. É um governo de coligação, submetido ao congresso, submetido a referendos populares de 4 em 4 anos.

Quanto ao Bolsa Família, os anarfas não entendem duas coisas:
1- Definitivamente: NINGUÉM sobrevive apenas do Bolsa Família. Apesar do programa ser referencia internacional no combate à miséria, consome menos de 1% da arrecadação do governo federal. E todos os beneficiados sabem que devem seguir três regras básicas: filhos na escola, vacinação em dia e pegar no batente pra valer para SAIR do programa.
2- Pagamos os mesmos impostos que pagávamos há 20 ou 30 anos atrás. Menos, aliás, a CPMF – que rastreava qualquer transação financeira legal ou ilegal – e que, os mesmos tucanos que a criaram sob FHC, a extinguiram já no governo petista. Portanto, independente de quem governa, você vai pagar os mesmos impostos que sempre pagou. Seja pra sustentar político safado ou programas de inclusão social.
A única ditadura que existe de fato no Brasil é a da informação: seis famílias controlam todas as rádios, TVs e jornais do país. E o PT apanha deles 24h/dia. Desde embrião, há 40 anos.
Então, o que querem esse punhado de revoltosos que se consideram porta-vozes de 48 milhões de eleitores que “rejeitaram” Dilma nas urnas? Afinal, quem foi, cara-pálida, que deu a vocês uma procuração em nome desses 48 milhões de brasileiros? Quem disse que, assim como vocês, TODOS eles querem golpe, impeachment, militares no poder, separação norte-sul e outras sandices? Quem conferiu a vocês, branquelos perfumados dos bairros nobres, a causa do povo brasileiro, do qual, aliás, odeiam a maior parte de sua “gentalha” ?
O ódio irracional disseminado nas redes sociais e nas ruas, parte, praticamente, de uma minoria paulista analfabeta politicamente – que, sejamos francos – nunca reconheceu a legitimidade do governo federal. As madames dos jardins paulistanos querem dar um basta à invasão de suas praias por “diferenciados”. E isso não cabe mais no século 21.
Não existe o tal bolivarismo no Brasil. Os “ismos” pertencem aos seus respectivos países de origem. Cada país tem o seu “ismo”. E “ismos” não são exportáveis! Mas a mídia insiste em plantar nas cabeças ocas de seus leitores a ideia de que o PT “importa” esse ou aquele “ísmo”.
O mundo cresceu e tornou-se infinitamente maior que a Av. Paulista. Não dá mais pra viver como príncipes e princesas circulando em shopping centers, lambendo sorvetes como se fossem geneticamente superiores ao restante do povo brasileiro.

Cidadão Comum
*Flávio José
Sou um sujeito
Pacato nordestino
Acredito até mesmo no destino
Posso até ser chamado sonhador
Acredito em tudo que eu quero
Apostei tudo em mim e considero
Que o opositor é um perdedor
E assim vou seguindo a minha sina
Sou um forte de alma nordestina
Obrigado a sair lá do sertão
Acredito em tudo que eu faço
Se deixei minha terra
É porque acho que não sou
Só um simples cidadão

E você me vem
Com esse preconceito
Pode despistar
Que eu não aceito
Pois eu nasci lá
E não sou mais um
Sem ter importância
Cidadão Comum

Se não fosse
Essa seca que atormenta
Expulsando de lá
Toda essa gente
Nos tornando um povo sofredor
Como é que vivia o paulistano
Sem contar com a força do baiano
Que sem dúvida
É um bom trabalhador
Se o nordestino tivesse cuidado
E escolhesse um governante arretado
Que investisse um pouquinho no sertão
Queria ver se o Rio e São Paulo
Sem contar com os maus remunerados
Se não iriam cair na depressão

A bela composição foi feita há muitos anos, mas no tocante ao preconceito é super atualizado.
Faz parte do passado a ida de levas de nordestinos em busca de São Paulo, a Terra da garoa, atrás de trabalho e dignidade.
Acerta no apelo que se o povo escolhesse um governante arretado, que investisse um pouquinho no sertão, o Nordestino se livraria das mãos do latifúndio e do cabresto.
O Nordeste sofreu com o cangaço e com a ditadura militar, e dessa experiência, ele não quer passar de novo.
Viva a democracia!

sábado, 8 de novembro de 2014

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Todos os direitos reservados a Helio de Almeida Oliveira - 2014 - Tel 83 8849 2755.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Há 4 anos Gilmar prende os quintos dos Servidores Federais

Pedido de vista adia julgamento dos quintos no STF
Com um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, o Supremo Tribunal Federal adiou o julgamento da ação que contesta o pagamento de incorporação e substituição de quintos aos servidores públicos federais dos Três Poderes nesta quarta, 09/05. Após o voto do ministro Eros Grau, relator do caso, pela rejeição do pedido, Gilmar Mendes pediu vista antes que qualquer dos ministros pudesse votar.
A assessoria jurídica da ANAJUSTRA esteve presente na audiência, representada por seu advogado Ibaneis Rocha Barros Junior, apresentando sustentação oral.
Entenda o Mandado de Segurança
A corte julga Mandado de Segurança em que a União contesta dívida de incorporação e/ou substituição de quintos aos servidores que ocuparam cargos de comissão e função comissionada entre 1998 e 2001.
O pivô do conflito trata-se de acórdão de 2005 do Tribunal de Contas da União que autorizou os pagamentos referentes ao título mencionado. Para o governo, a decisão foi inconstitucional e ilegal por atropelar leis que extinguiram o direito.
Sob relatoria do ministro Eros Grau, o processo já teve seguimento negado em 2006, em decisão monocrática. O ministro afirmou que a concessão da Segurança não implicaria anulação dos pagamentos já feitos pela União, e que cabia à administração “acolher ou não o entendimento firmado pela Corte de Contas”.
Entretanto, após contestação da AGU, o Ministro Eros Graus reconsiderou e admitiu que o caso fosse levado a julgamento pelo Colendo Plenário.
Embora apenas Eros Graus tenha votado, confirmando o que já havia dito há quatro anos, três dos ministros presentes demonstraram acompanhar o entendimento. “Não há carga mandamental na decisão do TCU que permita impetração de Mandado de Segurança”, disse Carlos Ayres Britto. “A União não é obrigada a pagar e, não o fazendo, os prejudicados podem recorrer ao Judiciário”, afirmou o Presidente da Corte, Cezar Peluso. “A pá-de-cal está no próprio pedido, que requer que o Supremo obrigue o TCU a acolher representação do Ministério Público”, completou o Ministro Marco Aurélio.
A posição do governo já encontrou resistência da própria Procuradoria-Geral da República, que em 2008 deu parecer opinando pela rejeição da ação.
A ANAJUSTRA, por intermédio da sua assessoria jurídica, também se opõe a pretensão da União, sendo a primeira entidade de âmbito nacional a criar e defender o direito referente à incorporação e/ou substituição de quintos, previsto na Medida Provisória 2225-45/2001.
A associação e sua assessoria jurídica encontram-se atentas à defesa do direito devido aos seus associados aguardando o retorno do Mandado de Segurança mencionado para continuidade do julgamento.
Com informações do Conjur
O curioso, é que no dia 29/10/2014, entrou em pauta o RE 638115, que trata da ação dos quintos e décimos a que os Servidores Federais têm direito, mas simplesmente no final do dia 29/10/2014, o RE sumiu da pauta e sumiu qualquer notícia se houve ou não o julgamento. Veja a descrição da pauta de julgamento escolhida para o dia 29/10/2014:

Recurso Extraordinário (RE) 638115 – Repercussão geral
Relator: ministro Gilmar Mendes
União x Francisco Ricardo Lopes Matias
Recurso extraordinário contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça que, à unanimidade, reafirmou entendimento no sentido de que é possível a incorporação de quintos, em relação ao exercício da função comissionada, no período de 08 de abril de 1998 (data do início da vigência da Lei 9.624/98) até 05 de setembro de 2001 (data referente ao início da vigência da MP 2.225-45/01)”.
Sustenta a União, em síntese, que inexiste direito adquirido a regime jurídico e que o acórdão recorrido violou os princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público, entre outros argumentos.
O Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada.
Em discussão: saber se servidor público faz jus à incorporação de quintos decorrentes do exercício de função comissionada no período compreendido entre a edição da lei 9.624/1988 e a MP 2.225-48/2001.
PGR: pelo provimento do recurso
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terça-feira, 28 de outubro de 2014

KOTSCHO VÊ MÍDIA NO "FUNDO DO POÇO" APÓS DERROTA

Dilma= 51,6% a 48,4%.

KOTSCHO VÊ MÍDIA NO "FUNDO DO POÇO" APÓS DERROTA

Colunista Ricardo Kotscho diz que, ‘cegados pela intolerância, barões da imprensa ainda não se deram conta de que já nem elegem nem derrubam mais presidentes’; ele cita a tentativa de manipulação eleitoral com a publicação da capa-panfleto da revista "Veja" e defende que Dilma Rousseff apresente a criação de um marco regulatório das comunicações.
247 – O colunista Ricardo Kotscho critica a postura dos “barões da imprensa” e sugere que a presidente Dilma Rousseff apresente a criação de um marco regulatório das comunicações diante da última tentativa de manipulação eleitoral da Veja. Leia:
Mídia vai ao fundo do poço e sofre a 4ª derrota 2002, 2006, 2010, 2014.
Nas últimas quatro eleições presidenciais, a velha mídia familiar brasileira fez o diabo, vendeu a alma e foi ao fundo do poço para derrotar o PT de Lula e Dilma.
Perdeu todas.
Desta vez, perdeu também a compostura, a vergonha na cara e até o senso do ridículo.
Teve até herdeiro de jornalão paulista que deu uma de black bloc e foi sem máscara à passeata pró-Aécio em São Paulo, chamada de "Revolução da Cashmere" pela revista britânica "The Economist", carregando um cartaz com ofensas à Venezuela.
Antigamente, eles eram mais discretos, mas agora perderam a modéstia, assumiram o protagonismo.
Agora, não adianta rasgar as pregas das calças nem sapatear na avenida Faria Lima. "The game is over", como eles gostam de dizer em bom inglês.
Se bem que alguns já pregam o terceiro turno e pedem abertamente o impeachment da presidente reeleita Dilma Rousseff, que derrotou o candidato deles, o tucano Aécio Neves, por 51,6% a 48,4%. Endoidaram de vez. E não é para menos: ao final do segundo mandato de Dilma, o PT terá completado 16 anos no poder central, um recorde na nossa história republicana.
Só teremos nova eleição presidencial daqui a quatro anos. Até lá, terão que esperar no banco de reservas do poder os herdeiros dos barões de imprensa e seus sabujos amestrados, inconformados com o resultado das urnas, se é que vão sobreviver aos novos tempos da mídia democratizada.
Cegados pela intolerância, ainda não se deram conta de que já nem elegem nem derrubam mais presidentes. Alguns ficaram parados em 1932 ou 1964, por aí. Vivem ainda em tempos passados, dos quais o Brasil contemporâneo não tem saudades. Devo-lhes informar que o país mudou, e não é mais o mesmo dos currais midiáticos de meia dúzia de famílias, hoje abrigadas no Instituto Millenium.
Diante da gravidade dos acontecimentos nas últimas 48 horas que antecederam a votação, a partir da publicação da capa-panfleto da revista "Veja", a última "bala de prata" do arsenal de infâmias midiáticas para mudar o rumo das eleições, não dá agora para simplesmente fingir que nada houve, virar a página e tocar a bola pra frente, como se isso fosse algo natural na disputa política. Não é.
Caso convoque uma rede nacional de rádio e televisão para anunciar os rumos, as mudanças e as primeiras medidas do seu novo governo _ o que se tornou um imperativo, e deve ocorrer o mais rápido possível, para restaurar a normalidade democrática no país ameaçada pelos pittbulls da imprensa _ a presidente Dilma terá que tocar neste assunto, que ficou de fora do seu pronunciamento após a vitória de domingo: a criação de um marco regulatório das comunicações.
No seu brilhante artigo "Dilma 7 X 1 Mentira", publicado pela Folha nesta segunda-feira, o xará Ricardo Melo foi ao ponto:
"Além do combate implacável à corrupção e de uma reforma política, a tarefa de democratizar os meios de informação, sem dúvida, está na ordem do dia. Sem intenção de censurar ou calar a liberdade de opinião de quem quer que seja. Mas para dar a todos oportunidades iguais de falar o que se pensa. Resta saber qual caminho Dilma Rousseff vai trilhar".
A presidente reeleita, com a força do voto, não precisa esperar a nova posse no dia 1º de janeiro de 2015. Pode, desde já, demitir e nomear quem ela quiser, propor as reformas que o país reclama, desarmando os profetas do caos e acabando com este clima pesado que se abateu sobre o país nas últimas semanas de campanha.
Pode também, por exemplo, anunciar logo quem será seu novo ministro da Fazenda e, imediatamente, reabrir o diálogo com os empresários e investidores nacionais e estrangeiros, que jogaram tudo na vitória do candidato de oposição, especulando na Bolsa e no dólar, e precisam agora voltar à vida real, já que eles não têm o hábito de rasgar dinheiro. Queiram ou não, o Brasil continua sendo um imenso mercado potencial para quem bota fé no seu taco e acredita na vitória do trabalho contra a usura.
O povo, mais uma vez, provou que não é bobo.
Valeu a luta, Dilma. Valeu a força, Lula.
Vida que segue.

sábado, 25 de outubro de 2014

Dilma abre 6,9 pontos diz Vox Populi.

Presidente Dilma Rousseff aparece na frente nas três pesquisas que foram divulgadas nesta noite; no Ibope, sua vantagem é de seis pontos; no Datafolha, de quatro; no Vox Populi, de 6,9 pontos.
Ibope coloca a presidente Dilma Rousseff com 53% dos votos, contra 47% do senador Aécio Neves, oscilação ocorreu dentro da margem de erro; na pesquisa anterior, Dilma tinha 54% e Aécio 46%; na pesquisa Datafolha, ela tem tem 52%, contra 48% do senador Aécio Neves, o que configura empate técnico, no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos; na Vox, os números são 53,4% a 46,5%; resultado da disputa presidencial mais emocionante de todos os tempos será conhecido neste domingo, às 20h.
O Instituto Vox Populi chega ser mais generoso, uma vez que ele coloca Dilma a 6,9 pontos na frente de Aécio. Vale lembrar, que foi o Vox Populi que primeiro detectou a subida de Dilma sobre o Aécio (Link aqui). Esta é a penúltima pesquisa do Instituto, uma vez que ele fará a pesquisa de boca de urna para a campanha da candidata a reeleição, Dilma do PT.

Ibope e DataFolha divulgam a última pesquisa do 2º turno.

Dilma tem 53%, e Aécio, 47% dos votos válidos, aponta Ibope.

Levantamento com 3.010 eleitores foi feito nos dias 24 e 25 de outubro. Margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Do G1, em São Paulo
Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (25) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 53%
- Aécio Neves (PSDB): 47%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 23, Dilma tinha 54% e Aécio, 46%.
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
- Dilma Rousseff (PT): 49%
- Aécio Neves (PSDB): 43%
- Branco/nulo: 5%
- Não sabe/não respondeu: 3%
O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 206 municípios nos dias 24 e 25 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01195/2014.
1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55% (veja os números completos da apuração no país).
DataFolha.
O DataFolha também divulgou pesquisa, só que com números modestos e ainda indicando empate técnico. Dilma 52% e Aécio 48%. Na pesquisa anterior feitas nos dias 22 e 23, os números eram 53% para Dilma e 47% para Aécio, portanto a Presidenta Dilma tinha uma vantagem de 6 pontos.
O que chamou atenção na pesquisa DataFolha, é a análise feita pelo diretor, que disse, que "a probalidade maior é que à frente".

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Dilma abre 8 pontos de vantagem e vai a 54% contra 46% de Aécio, aponta Ibope

Dilma abre 8 pontos de vantagem e vai a 54% contra 46% de Aécio, aponta Ibope


Por iG São Paulo
Com crescimento da petista, candidatos deixaram situação de empate técnico da pesquisa anterior; Aécio tem maior rejeição
Faltando três dias para o segundo turno, o Ibope divulgou na noite desta quinta-feira (23) nova pesquisa sobre a corrida presidencial. De acordo com o levantamento, a presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, tem 54% dos votos válidos contra 46% de Aécio Neves, presidenciável do PSDB.
Em votos totais, que levam em conta os eleitores ainda indecisos e votos em branco e nulos, a petista tem 49% e o tucano marca 41%.
Na pesquisa anterior, divulgada em 15 de setembro, os dois candidatos ainda apresentavam situação de empate técnico. Na ocasião, Aécio registrava 51% dos votos válidos contra 49% de Dilma. Nos votos totais, o tucano tinha 45% e Dilma, 43%.
Rejeição de Aécio é a mais alta
A pesquisa Ibope mostrou ainda Aécio como o candidato mais rejeitado. 42% dos eleitores não votariam nele de jeito nenhum. O percentual de Dilma é seis pontos percentuais menor, 36%.
Sob encomenda da Rede Globo e do jornal O Estado de S. Paulo, o Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre os dias 20 e 22 de outubro.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Vox Populi indica Dilma à frente de Aécio, mas empate técnico persiste

Pesquisa do Instituto Vox Populi, encomendada pela TV Record, Record News e R7, divulgada nesta segunda-feira (20) indica que a presidente Dilma Rousseff (PT) permanece numericamente à frente do senador Aécio Neves (PSDB) na corrida à Presidência da República, mas o cenário ainda é de empate técnico entre os candidatos.
Dilma aparece com 46% das intenções de voto totais e Aécio registra 43% da preferência do eleitorado. Em relação à semana passada, os dois candidatos oscilaram dentro da margem de erro da pesquisa — de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
No último levantamento Vox Populi, Dilma registrou 45% e Aécio somou 44%. A pesquisa divulgada hoje aponta que brancos e nulos são 5%, e eleitores indecisos somam 5%.

Dilma tem 52% dos votos válidos. Aécio tem 48%, diz DataFolha.

Dilma abre quatro pontos na frente de Aécio Neves na pesquisa.
Presidenta tem 52% contra 48% do tucano, em votos válidos, no levantamento do Datafolha
por Redação — publicado 20/10/2014
Apesar de empate, candidato do PSDB está mais distante de Dilma.
No último Datafolha, divulgado na semana passada, a petista tinha 43% (agora possui 46%), enquanto que o tucano alcançava 45% (caiu para 43% nesta semana). Isso quer dizer que a presidente subiu três pontos percentuais e o ex-governador desidratou outros dois pontos.

Pesquisa CNT mostra empate técnico entre Dilma e Aécio, só que Dilma a frente 1 ponto.

Mais Pesquisas

sábado, 18 de outubro de 2014

Fraude eleitoral ou na pesquisa de boca de urna?

Denúncias
Gustavo Castañon: Fraude eleitoral ou na pesquisa de boca de urna?

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“Aquela-cujo-nome-não-deve-ser-dito”: Fraude eleitoral
por Gustavo Castañon, especial para o Viomundo
Podemos ter assistido dia 05 a mais ousada e maciça fraude da história das eleições majoritárias brasileiras. Não tema os cínicos. Fale em voz alta. Isso não é uma estória de Harry Potter como a mídia quer fazer parecer. O nome do vilão não é Voldemort. Não, não é Sarney, Maluf, Bolsonaro, nem mesmo Eduardo Cunha. O nome do vilão é ‘urna eletrônica brasileira’, a única do mundo que é totalmente invulnerável à fiscalização.
Em 2010, previ em artigo que o segundo turno traria, como tem sido tradicional desde 1998, um resultado negativo para a esquerda no limite da margem de erro da pesquisa de boca de urna do Ibope e positivo para a direita no mesmo limite, ou seja, dois por cento.
Foi o que aconteceu. Desta vez, no entanto, errei. Previ o mesmo limite no desvio do resultado, mas o que aconteceu agora foi selvagem. O resultado de Aécio foi muito além da margem de erro do Ibope, 3,5% além do previsto, e o de Dilma aquém, 2,5%.
Isso sem contar com o fato de que os levantamentos dos trackings e as próprias pesquisas Ibope e Datafolha de um dia anterior indicavam Aécio empatado com Marina… No dia seguinte, 12 pontos de diferença… O que uma noite não faz, não é mesmo? A questão é: faz o que, e aonde?
Mas vamos nos ater à boca de urna, porque a análise de seus números prova friamente que há fraude, em algum lugar. Quando falamos que uma pesquisa tem confiabilidade de 99% e margem de erro de 2% (o que foi o caso da boca de urna do Ibope), isso significa que o estado real das opiniões tem 99% de chances de estar no intervalo entre 2% a menos e 2% a mais que a previsão.
Em outras palavras, Aécio tinha 99% de chances de estar entre 28% e 32% dos votos. As chances dele ter mais que 32% eram de 0.5% (de ter menos idem). Ele teve 33,5%. 1,5% além da margem de erro. E pior do que isso: o outro “erro” foi justamente sobre os índices de Dilma. Ela teve 0,5% além da margem de erro. Pra menos. A chance de isso acontecer ao acaso? Grosseiramente, é bem menor do que 0,005 x 0,005: em outras palavras, menor do que 0.000025.
Isso é particularmente grave se considerarmos as características da pesquisa de boca de urna, e dessa em particular.
A boca de urna não sofre influência das abstenções, nem de mudanças de opinião posteriores, pois pergunta somente em quem a pessoa acabou de votar. E essa pesquisa entrevistou simplesmente 64.200 eleitores de todas as regiões do país.
Como a matéria do Estado de Minas (jornal que apóia Aécio) lembra muito bem, apesar de o Ibope ter “prudentemente” declarado uma margem de erro de 2%, uma amostra desse tamanho em relação ao eleitorado brasileiro tem, na verdade, margem de erro de somente 0,5%. O que aconteceu, é realmente incrível. E nem estamos aqui calculando a probabilidade desse desvio em relação à distância do resultado da margem de erro: quanto mais distante, mais exponencialmente irrelevante a possibilidade da ocorrência ao acaso.
Mais uma vez, saíram artigos na imprensa, como o artigo acima citado, falando da falência dos institutos de pesquisa, como acontece desde 82 com o caso Proconsult. O que convenhamos está além do patético. O PSDB, como faz desde 1998, declara que a verdadeira pesquisa é a das urnas, como se o Ibope e o Datafolha trabalhassem contra ele. Acreditar nisso, está além do ridículo. E a esquerda, como faz desde que perdeu Brizola, se cala. O que está além da covardia. Na verdade, imaginem: com a quantidade de processos que qualquer candidato sai de uma eleição, quem denunciará o TSE?
Vamos recapitular os últimos anos dessa curiosa impossibilidade estatística. Notem que a diferença na “margem de erro” sempre sai do PT para o adversário.
fraude
Se nós estamos falando de algo que tem 0,0025% de chances de acontecer ao acaso somente nessa eleição, imagine a probabilidade de isso ter acontecido ao acaso junto com os “erros” acima da margem de erro de 2010 (menos 4% pra Dilma) e de 2006 (mais 3,6 para o Alckmin). Acho que não é necessário mais fazer contas, não?
Mas se você acha tudo isso incrível, ainda não se apercebeu dos maiores absurdos dessas eleições.
Resultados virtualmente impossíveis aconteceram em todo país. A avalanche absurda de 40,4% dos votos em Sartori no Rio Grande do Sul, por exemplo, quando o resultado previsto na boca de urna era de 29%. É isso mesmo. A boca de urna (de 99% de confiabilidade) dava Genro (PT) 35%, Sartori (PMDB) 29%, Amélia (PP) 26%. As urnas deram Sartori 40,4%, Genro 32,5% e Amélia 21,7%. Não existem espaços nessa linha para os zeros que teríamos que escrever para expressar a probabilidade disto ter ocorrido ao acaso.
Olívio Dutra, também no RS, perdeu absurdamente a vaga no senado, depois de a boca de urna ter indicado sua vitória por 6% de diferença.
No Rio, nada menos que 8% dos votos parecem ter sido transferidos de Garotinho para Pezão e Crivella, materializando uma impossível (para quem conhece a política do Rio de Janeiro) ausência de Garotinho no segundo turno. Garotinho saiu da boca de urna com 28% e das urnas eletrônicas com 19,75% (será que todo político que enfrenta a Globo no Rio é alvo de fraude como foi Brizola?). Pezão teve mais 6% e Crivella mais de 2%, todos acima da margem de erro. No caso de Pezão e Garotinho, impossivelmente além da margem de erro. Em Minas Gerais, a vantagem que o Ibope registrou na boca de urna para Pimentel (PT) sobre Pimenta da Veiga (PSDB) se transformou de 53 a 37 para 53 a 42. E assim, a nave foi por todo país.
Há muito, muito mais barbaridades localizadas nessas eleições, e eu só estou considerando aqui aquelas que a boca de urna revelou. Mas a avalanche de Aécio em SP em 24 horas, a perda do PT no ABC, a derrota acachapante de Marina para Aécio em 48 horas, tudo isso é parte do terreno da literatura fantástica. Curiosamente, de todas essas surpresas, só uma a favor do PT: a de Rui em Salvador. A exceção que confirma (mascara) a regra? E se isso ocorreu na majoritária, porque será que temos o congresso eleito mais fisiológico de todos os tempos?
Pra mim, e pra muitos brasileiros, há algo errado com as urnas eletrônicas, não com as pesquisas de boca de urna.
No mínimo, esse erro é o STF bloquear a impressão de voto, usada em todo lugar do mundo onde se usam essas urnas, já aprovada no congresso e sancionada pela presidente. Ou em o TSE se negar a levar as urnas brasileiras, que são as mais inseguras do mundo, duas gerações à frente, como as fantásticas urnas argentinas.
Como negar ao brasileiro o direito de recontar seus votos? Isso é um crime em si mesmo contra qualquer processo democrático, e, sozinho, deveria provocar a indignação de qualquer cidadão. O sistema eleitoral brasileiro é um ultraje, rejeitado o mundo inteiro, até pelo Paraguai.
O estado das coisas se torna mais chocante com a quantidade de denúncias de fraude abafadas pela imprensa e o fato de o TSE ter terceirizado a operação das urnas nesta eleição de 2014 para empresas privadas. No fim de 2012, um hacker, em audiência pública, com a presença de deputados e vereadores, simplesmente confessou, com riqueza de detalhes, como ajudou a fraudar as eleições de 2010 no Rio de Janeiro. Incrivelmente, sua denúncia não foi apurada, a imprensa não publicou nada, a polícia não o prendeu e o TSE não se manifestou.
Ninguém aqui nega a reação conservadora nem o crescimento do sentimento anti-PT na sociedade. Mas para além disso, a maioria dos que acompanham as eleições cuidadosamente, tem algum nível de dúvida sobre seu resultado. Você pode dar de ombros e dizer que essa é uma teoria da conspiração, choro eleitoral, fanatismo, que Aécio subiu em 72 horas 14,5% sem nenhum fato novo, ou 24% em São Paulo em 24 horas (1% por hora!) porque as pessoas acordaram diferente, que Sartori ganhou 14 pontos em 24 horas no RS pelo mesmo motivo e assim por diante.
Eu só advirto que só restam duas possibilidades na mesa: ou o Ibope fraudou as pesquisas de boca de urna sem qualquer objetivo eleitoral e arruinou voluntariamente sua reputação, ou o Brasil viveu sua maior e mais escandalosa fraude até hoje. Escolha que teoria da conspiração lhe parece mais racional, porque, é só o que tem pra hoje. O acaso e o erro, estatisticamente, não são alternativa. Na verdade, não há qualquer terceira alternativa.

Gustavo Castañon é Doutor em Psicologia e Professor da Universidade Federal de Juiz de Fora.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Com margem de erro e tudo, Datafolha favorece Dilma

Do Blog da Cidadania.

#Dilma13MaisNordeste.


Pesquisa Datafolha recém-divulgada (15/10) é uma verdadeira bomba. Aécio Neves aparece com 45% das intenções de voto e Dilma Rousseff, com 43%, ambos com perda de um ponto em relação à pesquisa da semana passada.
Entre muitas outras coisas, a pesquisa mostra que apoios de Marina Silva e do PSB a Aécio Neves e denúncias contra a Petrobrás não surtiram efeito em favor do tucano, como era esperado.
Outro fato mostrado pelo Datafolha é o de que as três pesquisas Tabajara publicadas na semana passada (Paraná, Veritas e Sensus) estão criminosamente erradas, o que deve motivar pedidos de investigação.
Mais ainda, o Datafolha mostra a rejeição de Aécio subindo bem fora da margem de erro (de 34% para 38%) e a de Dilma caindo dentro da margem de erro (43% para 42%).
Mais um fato positivo para Dilma: o Datafolha confirma o Vox Populi – a diferença do instituto paulista para o mineiro ficou literalmente dentro da margem de erro.
Outros dados dão conta de que o Datafolha pode ter optado por usar a margem de erro em favor de Aécio. Fonte da campanha de Dilma afirma que ela está subindo e já abriu vantagem sobre Aécio fora da margem de erro.
Essa é talvez a última ou a penúltima pesquisa que esse instituto poderá usar a margem de erro a seu favor, a menos que os dois candidatos estejam separados por votos dentro dessa margem.
A partir da semana que vem, ficará extremamente perigoso para a mídia e os seus institutos de pesquisa usarem margem de erro, a menos que seja verdade. A proximidade das eleições podem gerar uma imensa desmoralização a quem der uma de esperto.
Dilma pode respirar aliviada. Tudo que foi feito contra si ao longo dos últimos dias, deu em nada. Agora, é disputar um pequeno contingente de corações e mentes que já demonstrou que não está se deixando sensibilizar tão fácil.
Debate na Band.
Mas, talvez, o melhor seja que a pesquisa não captou plenamente o desempenho de Dilma no debate da Band, considerado melhor que o de Aécio por grande variedade de analistas e pela Bolsa, que já se sabe por que despencou.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Abundam as pesquisas picaretas.

Auditor diz que pesquisa Istoé/Sensus foi fraudada

Divulgada com estardalhaço e com ares de que o segundo turno já acabou e dará vitória a Aécio Neves, a pesquisa IstoÉ/Sensus foi considerada uma fraude pelo auditor do Tribunal de Contas do Estado, Eder Carvalho. Segundo ele, a manipulação ocorre quando aumentou o peso ponderado de eleitores da faixa etária de 16/17 anos em quatro vezes além do padrão correto. O Objetivo, claro, é alavancar uma candidatura em detrimento de outra. Saiba mais.
Os números surpreenderam por várias razões. Mas a principal delas é que Dilma aparece com uma projeção de votos inferior ao que recebeu no primeiro turno - o que, por si só, seria um contrassenso.
Leia o texto de Eder Carvalho publicado pelo site Viomundo
por Eder Carvalho, técnico de Auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.
#PESQUISA FRAUDULENTA SENSUS/ISTOÉ
O Instituto manipulou a tabulação dos eleitores por faixa etária, diferente da utilizada pelo TSE, o que impede a verificação de alguns perfis.
Aumentaram o peso dos eleitores de mais de 16/17 anos em 4 vezes (de 1,15% para 4,8%) e dos eleitores de 18 a 24 anos em 2 p.p.
Faixas em que Marina tinha vantagem e que teoricamente vão mais para Aécio.
Além disso, adotaram uma tabulação do número de eleitores por faixa etária totalmente diferente da que está no TSE, impedindo a conferência nas outras faixas acima de 24 anos.
Esses caras são capazes de tudo!
INSTITUTO SENSUS:
Plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução e nível econômico do entrevistado, margem de erro e nível de confiança: a)
Ponderação sexo, idade, instrução, nível econômico. Sexo: 48,3% Masculino; 51,7% Feminino.
Idade:
4,8% de 16 a 17 anos
16,9% de 18 a 24 anos
12,1% de 25 a 29 anos
21,0% de 30 a 39 anos
17,6% de 40 a 49 anos
27,6% 50 anos ou mais
Instrução
28,2% até 4a Série do Ensino Fundamental
22,8% the 5a a 8a Série do Ensino Fundamental
33,0% the 1a a 3a Série do Ensino Médio
16,0% Superior completo ou incompleto
Nível Econômico:
22,7% até 01 SM
56,0% Mais de 01 até 05 SM
13,6% Mais 05 até 10 SM
5,3% Mais de 10 até 20 SM
2,3% Acima 20 SM
b) Intervalo de Confiança = 95%, Margem de Erro = ± 2,2%
TSE BRASIL
Faixa Etária Qt %
16 anos 479996 0,337
17 anos 1158473 0,813
18 a 20 anos 8791241 6,171
21 a 24 anos 12583519 8,833
25 a 34 anos 33183566 23,292
35 a 44 anos 28312984 19,873
45 a 59 anos 33684835 23,644
60 a 69 anos 13449439 9,44
70 a 79 anos 7016054 4,925
TOTAL 142467862 100,00
PS do Viomundo: Nesta campanha a IstoÉ tornou-se um panfleto nas bancas. O objetivo da campanha de Aécio é criar o "fato consumado". Além de pesquisas "amigas", parece contar com sites comprometidos a propagar os resultados na blogosfera e nas redes sociais. Quem te viu, quem te vê.
Fernando Brito, do blog Tijolaço, divulgou que a próxima pesquisa será encerrada e divulgada antes do período acordado com o TSE:
Pesquisa deve ser encerrado dia 17, mas será divulgada dois dias antes, dia 15.(VIDÊNCIA??)
A Sensus é tão "exata" que, na próxima pesquisa, fará uma proeza.
Irá divulgar o resultado antes de encerrar a pesquisa de campo. O documento enviado ao TSE diz que a pesquisa será realizada entre os dias 14 e 17 de outubro.
Mas será divulgada antes, no dia 15.
Provavelmente porque o instituto contratou um vidente para saber os resultados antes destes serem entregues.
Ou então o estagiário que registrou a pesquisa, no sistema do TSE, tenha sido o mesmo que tabulou os resultados da última sondagem, que dava Aécio como "já eleito".

sábado, 11 de outubro de 2014

O “estarrecimento” hipócrita de Aécio

Por: Paulo Nogueira
Do Site Diário do Centro do Mundo
Duelo de estarrecimentos

Dilma e Aécio se disseram hoje estarrecidos.


Dilma por ver vazarem sem provas, num momento crucial da disputa pela presidência, depoimentos que incriminam o PT no caso Petrobras.
Aécio, num jogo de palavras em resposta a Dilma, pelo teor dos depoimentos.
Aécio foi espirituoso, é verdade – mas o que ele disse simplesmente não faz sentido.
Pelo seguinte: onde estão as provas? Quem garante que os depoimentos são verdadeiros?
Mais ainda: por que agora, às vésperas do turno final? Repare: já se incorporou ao calendário político nacional uma denúncia espetacular contra o PT quando os brasileiros se preparam para ir às urnas.
Por que não antes? Por que não depois? Por que – sempre – na hora do voto?
A lista das perguntas poderia esticar-se. Por que nunca alguma denúncia contra o PSDB recebe destaque, apenas para variar? Por que a mídia mal cobriu o escândalo do Metrô de SP, ou o aeroporto de Aécio, para não falar da compra de votos no Congresso para a reeleição de FHC?
Aécio se estarrece sempre que lê alguma denúncia, ou isso só acontece quando seus adversários são atingidos?
Ela ficou estarrecido com a conta de alguns milhões de dólares de um cacique tucano bloqueada na Suíça por ter sido gerada por propinas na construção do Metrô de São Paulo?
Ficou estarrecido com o fato de o cacique em questão pertencer, desde os tempos de Covas, ao Tribunal de Contas de São Paulo, órgão fiscalizador das contas do governo paulista?
Ficou estarrecido com a permanência desse cacique no cargo mesmo depois do bloqueio de sua conta feito pelas autoridades suíças?
Claro que o aeroporto de Claudio não haveria de estarrecê-lo. Estarreceu-o, isso sim, Luciana Genro ter trazido o assunto a um debate presidencial.
O pecado nada é, segundo essa maneira de ver as coisas. O problema é a publicação do pecado, como notou Machado de Assis.
É muito cinismo e muita hipocrisia para um candidato só. Aécio deve ter os brasileiros na conta de idiotas, se acha que eles vão acreditar em seus estarrecimentos seletivos.
Dilma, ao comentar os vazamentos do caso Petrobras, disse uma coisa que merece ampla reflexão da sociedade.
A impunidade, afirmou ela, começa quando as acusações não são sustentadas por provas.
Perfeito.
Numa sociedade avançada, você só pode publicar acusações se puder comprová-las.
Antes disso, não. A sociedade tem que estar protegida, a não ser que o entendimento seja o de que você é culpado até prova em contrário.
Ainda assim, é uma lógica perversa que deve valer para todos. FHC, por exemplo, teria que provar que é inocente da acusação de compra de votos no Congresso.
Todo mundo topa?
Vivemos uma aberração na mídia e na política, um valetudo cujo único interesse é a manutenção das mamatas e privilégios daquela turma de sempre.
Vou ser didático.
Imagine que o irmão de Obama diz a você, editor, que ele tem uma conta milionária num paraíso fiscal e que, na juventude, costumava colocar em si mesmo supositórios de cocaína.
Você publica e, quando instado a provar, diz que quem falou foi o irmão de Obama? Você triunfalmente, passa às autoridades uma fita com as “revelações” do irmão de Obama e acha que está tudo resolvido?
Experimente fazer isso nos Estados Unidos. Você não apenas vai para a cadeia como terá que pagar uma multa milionária – a não ser que tenha provas.
No Brasil, você sai ileso, e até aclamado por amigos de destaque na mídia, em nome da “liberdade de expressão”.
Você destrói irresponsavelmente reputações, ou até vidas, e é condecorado.
É uma situação que só é boa para a mídia e seus amigos – numa palavra, a plutocracia.
A pergunta doída para o PT é por que, em doze anos, nem Lula e nem Dilma enfrentaram essa tragédia nacional.
Medo, pânico, falta de visão?
O lado irônico de tudo é que nestes doze anos o PT financiou a mídia que tenta tirá-lo do poder na marra.
Sem os 600 milhões de reais anuais de propaganda federal a Globo seria, forçosamente, muito menor do que é – sem sequer a necessidade de regulamentar a mídia para evitar monopólios e oligopólios.
Não haveria como sustentar Jabores, Mervais, Noblats, Kamels e tantas outras figuras abertamente dedicadas a minar Lula e, agora, Dilma.
Bastaria decidir que propaganda oficial é só para assuntos de interesse público, como temporadas de vacinação e coisas do gênero.
Quer mais um pouco para moralizar o quadro e cortar as garras dos agressores? Bastaria impedir que empresas de mídia pudessem vender livros para o governo, outra atividade que ao longo dos tempos tem carregado torrencialmente dinheiro públicos para mãos privadas.
Nada disso foi feito.
Agora, a falta de ação cobra seu preço – e a única coisa que resta ao PT é expor uma deformação que caberia a ele erradicar no poder, e torcer para que os eleitores não caiam no velho truque que no passado tragou Getúlio e Jango
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A "margem de erro" e a barbeiragem do Ibope

Parece que o pessoal do Ibope tá cheirando pó estragado. Dizer que a Dilma perde votos para o PSDB? Situação inimaginável para qualquer pessoa com um mínimo de noção.

Do Blog do Pepe
Não sou daqueles que comemoram pesquisa favorável e execram as que não são boas. Mas, depois de tanto tempo acompanhando pesquisa eleitoral, penso que o "pulo do gato" dos institutos que servem aos interesses conservadores, como o Ibope e o Datafolha, é a tal margem de erro. Esticando para baixo e para cima a intenção de votos dos candidatos conforme seus interesses políticos, eles, ao mesmo em que se protegem de questionamentos quanto à eficiência de seus levantamentos, expõem suas preferências de forma subliminar. Às vezes, porém, a coisa escapa do controle e deixam passar flagrantes barbeiragens, como no caso da pesquisa do Ibope divulgada nesta terça-feira, 16 de setembro.
Nela, o fato novo é o crescimento de quatro pontos percentuais do candidato do PSDB, Aécio Neves, que chegou a 19%. Como pesquisa se compara com pesquisa anterior do mesmo instituto, lembramos que o tucano marcou 15% na sondagem do Ibope publicada na semana passada. Mas, pasmem, sabe de onde o Ibope quer nos fazer crer que vieram a maioria dos votos responsáveis pela subida de Aécio ? Dos eleitores de Dilma. Isso mesmo.
Dos quatro pontos a mais que ele obteve, três saíram da queda da candidata do PT, que variou de 39% para 36%, e apenas um de Marina Silva - de 31% para 30%. É evidente que isso não tem cabimento e não se sustenta do ponto de vista político.
Além de várias pesquisas já terem detectado que o eleitor da Dilma é o mais fiel de todos, pois deseja continuidade e se mostra satisfeito com as mudanças ocorridas no Brasil nos últimos 12 anos, é preciso rememorar os fatos que marcaram a campanha de semana passada para cá. Sim, porque estamos tratando de uma acirrada disputa política, e não de uma queda de braço mercadológica entre um bem de consumo e outro.
Tivemos o choro de Marina e sua vitimização amplamente reverberados pela mídia monopolista e a insistência de Aécio em mostrar as fragilidades e as inconsistências de Marina como alternativa oposicionista. Já a campanha de Dilma investiu mais nas realizações do seu governo, suavizando um pouco a acertada política de revelar quem de fato Marina representa e o risco de retrocesso que um eventual governo seu representaria para o povo brasileiro. Dois grandes eventos muito positivos para a campanha aconteceram no Rio de Janeiro : o ato que reuniu 10 mil pessoas com Lula em frente à Petrobras e o evento com artistas e intelectuais.
Sobre os ataques da oposição e da imprensa à Petrobras, o que se viu foi o mais do mesmo, embora Marina tenha baixado o nível acusando o PT de colocar um diretor "para roubar a Petrobras". Tudo isso somado, convenhamos, é muito pouco para justificar, ou explicar, a pequena variação negativa de Dilma, de 3 pontos percentuais. E muito menos que o herdeiro desse contingente de eleitores seja justamente Aécio Neves, o candidato "faca nos dentes" de oposição ao governo. Não dá para entender. Está na cara que o Ibope usou o "estica e puxa" da margem de erro para poupar Marina e atingir Dilma.
Vamos supor que seja real o crescimento de Aécio. Sua campanha de fato bateu duro em Marina nos últimos dias, utilizando até com competência uma de suas inserções de TV para mostrar as ligações históricas de Marina com o PT. Mas não é preciso ser nenhum estrategista político para perceber que Aécio tirou votos da candidata do PSB, e não de Dilma. Escudado, porém, na margem de erro, o Ibope está livre de ser cobrado. O negócio é ir ajustando os resultados à realidade à medida em que se aproximam as eleições. Esse é o procedimento padrão dos nossos institutos de pesquisa.
O desenrolar da campanha nos próximos dias parece ser auspicioso para Dilma. Além de explorar na TV o encontro com os artistas e intelectuais, que sempre renderam frutos para o PT, e o ato da Petrobras, maior manifestação de rua da campanha no Rio até agora, Marina e seus assessores seguem fazendo dos seus discursos trunfos preciosos para a campanha da presidenta. Nesta terça-feira, um dos economistas que assessoram Marina disse que o regime de partilha do pré-sal tem de ser revisto, enquanto a candidata do PSB defendeu a "modernização" da CLT. Imagina o o que isso significa para a classe trabalhadora ?

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Vitória de Dilma: dois coelhos com uma só cajadada?

Vitória de Dilma: dois coelhos com uma só cajadada?


Por Flávio Lucio.
A eleição de 2014 caminhava para reeditar a polarização que já dura 20 anos entre PT e PSDB. E confirmar a superioridade eleitoral do PT com mais uma vitória. Isso até o acidente que vitimou Eduardo Campos e levou Marina Silva para a cabeça da chapa do PSB.
Essa mudança abrupta provocou uma mudança mais abrupta ainda no cenário eleitoral.
Marina, aproveitando-se do recall da candidatura de 2010, que ainda a identificava com o desejo de renovação política, e com a comoção provocada pela tragédia de seu companheiro de chapa, foi catapultada à condição de favorita.
Em pouco mais de 10 dias, Marina passou a ameaçar o primeiro lugar de Dilma Rousseff no primeiro turno e a derrota-la no segundo. Muitos jornalistas e eleitores conservadores, recém convertidos ao marinismo, chegaram a comemorar a vitória já tida como certa.
A desconstrução de Marina
Isso até Marina começar a mostrar-se por inteira. Não por acaso, o primeiro anúncio importante da nova candidata do PSB, feito pela indefectível Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, foi a autonomia do Banco Central, um aceno mais do que evidente aos bancos e ao mercado financeiro. Marina começava a trocar de pele.
Isso até Marina começar a sofrer as pressões de uma base social conservadora, que desde sempre torce e milita nas hostes do antipetismo.
Depois, vieram os recuos de posições que, até então, todos imaginavam ser expressão fidedigna da “nova política” a que Marina procurara se associar desde 2010.
Especialmente, depois que aquela massa foi às ruas no ano passado tentando estabelecer uma pauta transformadora para as práticas políticas e sociais no Brasil, pauta infelizmente capturada pela mídia conservadora, especialmente a Rede Globo, que foi reduzida às bandeira do moralismo de direita e do antipetismo.
Dilma e o PT souberam aproveitar o impulso das pressões populares e anunciaram algumas mudanças, que até então estavam encalacradas, como o programa Mais Médicos e os 10% do PIB para educação.
A proposta de reforma política, a proposta que melhor sintetizava os anseios daquela juventude que foi às ruas, foi aos pouco sendo esquecida e finalmente deixada de lado, com a ajuda do Congresso e do TSE. Tudo tinha mudado para ficar como estava.
Pois bem. Marina achava que o espírito das manifestações de 2013 estava definitivamente incorporado à sua aura política e a seu espólio eleitoral e não percebeu o caráter radical pouco organizado daquele desejo mudancista.
Foi por isso a derrocada de Marina começou quando o Brasil assistiu incrédulo à mudanças não apenas nas posições da candidata, mas do programa recém elaborado e divulgado.
O recuo na questão dos direitos civis dos gays, por exemplo, teve um impacto muito didático para determinar o início da derrocada de Marina Silva, porque foi capaz de revelar as fragilidades e as inconsistências de Marina Silva, uma mulher que quer se presidente e se dobra à primeira pressão de um pastor evangélico. Isso pelo twitter!
Um outro ponto importante foi a autonomia do Banco Central defendida por Marina. Se essa questão é de difícil entendimento por parte da amplíssima maioria do eleitorado, ela revela um vínculo que poucos candidatos gostam de assumir: o vínculo com o interesse dos banqueiros e dos mais ricos, algo que já se disseminava em relação a Marina por conta de sua intima ligação com uma banqueira.
Por fim, veio o debate a respeito do Pré-sal, que é algo caro à consciência nacional do brasileiro. A campanha de Dilma não foi capaz ainda de colocar o dedo na ferida e apontar a associação de interesses internos e externos na exploração do Pré-sal. Especialmente, dos americanos e suas petroleiras.
Alternativa à direita: o povo percebeu
Marina, assim como Eduardo Campos, nunca pretendeu ser uma alternativa à esquerda ao PT. Sempre foi uma alternativa à direita que buscava se mostrar mais “viável” para derrotar o lulismo, o que – e a campanha com Marina mostra isso – é verdadeiro.
Esse foi o grande equívoco dos dois e por isso a candidatura de Marina se desfaz como um castelo de areia durante a subida da maré. Os votos que Marina perde hoje é parte do espólio que ela conseguiu em 2010, e que votou majoritariamente em Dilma no segundo turno daquela eleição.
Ou seja, Marina mostrou-se por inteira como uma candidata do conservadorismo, e, como cristã-nova, precisou afirmar sua conversão com um ardor que nem Aécio Neves – ou mesmo José Serra, em 2010 – precisaram para mostrarem-se confiáveis. E isso é o que tem afastado o eleitor que deseja mudança e não retrocesso no país.
E se Dilma vence a eleição, ela e o PT, além de derrotarem novamente o PSDB e reduzirem esse partido à insignificância política, o que, no mínimo, o incapacitará de liderar a oposição nos próximos quatro anos, terão antecipado – e vencido – um embate que, desde 2010, se mostrava como uma incógnita eleitoral.
Se Marina não tivesse sido candidata manteria parte da imagem que a impulsionou como uma forte candidata. Marina conseguiria montar o seu partido, a Rede, e aglutinaria a oposição, talvez com algum apelo popular.
Desconstruída pelas suas próprias palavras, pela propaganda eleitoral do PT e, principalmente, por esse poderoso instrumento político que são hoje as redes sociais, Marina pode liderar a oposição, mas terá perdido o seu trunfo principal, que era o mito de que seria a única candidata capaz de derrotar o PT.
Por fim, mas não menos importante, a ascensão de Marina foi o que encorajou o PT a assumir posições nitidamente mais críticas do modelo político e econômico brasileiro e a começar a ensaiar a ideia de um “novo ciclo” de mudanças.
E é isso o que está empurrando o PT e Lula mais para a esquerda nessa eleição, e já no primeiro turno.
E isso é uma novidade. Talvez a mais importante nessa história toda.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O momento é de Dilma.

O momento é de Dilma.

Por Paulo Nogueira.
Esta é a principal conclusão trazida pela última pesquisa Ibope.
Se este momento se prolongar até as eleições, as chances de tudo se encerrar no primeiro turno serão enormes.
Se fosse um jogo de xadrez, você diria que Dilma está numa posição em que pode dar xeque mate nos adversários.
Considere.
Marina não apenas parou de crescer como diminuiu. Nesta pesquisa, caiu dois pontos.
Sua candidatura, arrebatadora nos primeiros instantes, sofre um forte desgaste agora.
O marco zero do refluxo marinista veio com o recuo na questão LGTB depois que Malafaia tuitou ameaças tonitruantes.
Para um eleitorado de esquerda que via Marina como uma boa opção à polarização entre PT e PSDB, soaram os alarmes. Colocar na presidência alguém suscetível de pressões pelos fundamentalistas evangélicos começou a ser visto como algo realmente complicado.
Com o correr dos dias, também veio à tona a incoerência entre as falas de Marina e seu programa severo na área econômica.
Uma entrevista do mentor econômico de Marina, Eduardo Giannetti, escancarou o impasse. Segundo ele, os compromissos de Marina só serão cumpridos se os recursos para eles não comprometerem o combate à inflação e o ajuste na economia.
Isso quer dizer: os compromissos não são, na verdade, compromissos, mas uma carta vaga de intenções.
Sob a pressão dos fatos e da liderança nas pesquisas, Marina piscou. E seu momento passou.
Seu maior desafio, agora, passa a ser a estabilidade nas intenções de voto de tal forma que chegue ao segundo turno.
Para isso, Aécio não pode se esvaziar a tal ponto que vire um novo Eduardo Campos, com 7% ou 8% dos votos, porque o risco de vitória de Dilma no primeiro turno seria enorme.
Caso Dilma continue a avançar no ritmo atual, um Aécio com a votação de Campos seria a senha para a definição das eleições no primeiro turno.
Suponha que Dilma se fixe, até outubro, em 43% ou 44%. Se Aécio recuar para 10%, Marina vai ter que se segurar onde está para forçar o segundo turno.
Luciana Genro pode complicar ainda mais as coisas para Marina.
Quanto mais Luciana aparece neste final de campanha, mais ela conquista corações de jovens idealistas que nos protestos de junho de 2013 viram em Marina uma esperança de renovação.
Caso Luciana consiga 1% ou 2% dos votos, eles serão muito provavelmente subtraídos de Marina.
A maior surpresa dessas eleições é exatamente Luciana, com seu jeito gaúcho e desassombrado de chamar as coisas pelo seu nome.
O futuro da esquerda, no Brasil, se chama Luciana, com o PT no centro-esquerda e o PSDB na direita.
Para Dilma, hoje, a cena é amplamente favorável.
Os números favoráveis nas pesquisas – depois de uma situação em que ela parecia prestes a ir a pique – lhe trouxeram uma confiança que não se viu antes na campanha.
Na sabatina de hoje com colunistas do Globo, isso ficou claro.
Ricardo Noblat deu a ela, a certa altura, uma ordem: “Fale um pouquinho menos senão a gente não consegue fazer mais perguntas.”
Foi obrigado a ouvir uma resposta bem humorada que trouxe gargalhadas mesmo aos entrevistadores.
“Gente, vamos esclarecer aqui de quem que é a sabatina”, disse Dilma, rindo.
Dilma estava claramente à vontade na sabatina, muito mais que na entrevista que deu ao Jornal Nacional.
Num momento em que debates e sabatinas se sucedem, isso pode também fazer diferença.
Estas eleições serão travadas pela marca da instabilidade. Os ventos ora sopraram para um lado, ora para o outro, e em alguns instantes ficaram indefinidos.
Hoje, sexta, 12 de setembro, os ventos estão ajudando poderosamente Dilma.
Se eles não mudarem de direção, é possível – provável, talvez seja a palavra – que não haja segundo turno.
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O PERIGO DOS ESCÂNDALOS DE ÚLTIMA HORA

O PERIGO DOS ESCÂNDALOS DE ÚLTIMA HORA

Por Paulo Moreira Leite.
A prudência recomenda cautela contra denúncias divulgadas em véspera de eleição. O risco é óbvio: escândalos de última hora causam sensação na mesma medida em que prejudicam uma apuração serena. Hipóteses que não foram provadas ganham a fisionomia de fatos reais. Suspeitos – ou nem isso – logo são apontados como culpados.
Escândalos dessa natureza são mais difíceis de apurar e, muitas vezes, não há o interesse de esclarecer. O que se quer é o barulho.
É claro que estou falando da delação premiada de Paulo Roberto da Costa, o diretor da Petrobrás que está nos jornais e revistas – em breve estará na TV – fazendo uma delação premiada contra o PT e o governo Dilma.
Não custa lembrar que a suspeita mais consistente, até o momento, aponta para o próprio Paulo Roberto. Ameaçado de cumprir 30 anos de prisão por corrupção, ele tem todo interesse em diminuir a própria acusação em troca de denúncias que possam envolver políticos e autoridades. Li num jornal que, se fizer o serviço direitinho, Paulo Roberto poderá, dentro de poucos dias !, voltar para casa com um chip no tornozelo.
Outro aspecto é que ninguém sabe o que ele disse — oficialmente. Sabemos de acusações que lhe são atribuídas pelos jornalistas mas não há denúncias entre aspas, assinadas, que poderiam ter um valor maior do que palavras impressas que tanto podem virar coisa séria como apenas embrulhar peixe na feira do dia seguinte.
O fato de que o depoimento de Paulo Roberto foi criptografado e se encontra guardado num computador que não pode ser acessado via internet torna o conteúdo da denúncia – e seu vazamento – ainda mais misterioso.
As informações são verdadeiras? Não se sabe — até porque não tivemos uma investigação com base em provas e outros indícios para atestar sua consistencia, ou não.
As informações estão sendo divulgadas com isenção, ou de forma seletiva, de acordo com a preferência politica de quem publica a história? Também não podemos saber antes de ter acesso ao conteúdo integral dos depoimentos.
O que sabemos é que entre as personalidades acusadas, nenhuma denúncia foi confirmada, por mais vaga que fosse. Os envolvidos desmentiram mas não receberam o devido crédito por suas palavras.
Você não precisa acreditar neles e achar que têm todo interesse em falar mentiras. Mas se é assim, por que acreditar que o delator sempre fala a verdade?
Estamos falando de reportagens que querem construir um pré-julgamento quando faltam quatro semanas até a eleição, o que torna a comparação com o mensalão de 2005, ensaiada por vários veículos, particularmente irônica.
Não custa lembrar que a suposta compra de votos do esquema Delúbio-Marcos Valério nunca foi demonstrada e o desvio de milhões de reais do Banco do Brasil é desmentido por todas as auditorias realizadas na instituição.
Restaram, é claro, as reportagens sobre o assunto e, graças a elas, um dos mais perversos exercícios de criminalização da atividade política.
Por que achar que dessa vez tudo está sendo feito corretamente? Temos uma “nova” midia, para fazer companhia a uma “nova” política?
Impossível saber. A experiência ensina que não se deve julgar aquilo que não se conhece, certo?
Já vimos este filme, que tem sempre o mesmo personagem. Em 1989, a campanha de Collor trouxe Lurian para o horário político, usando um depoimento comprado para acusar Lula.
Em 2006, a denúncia da AP 470 parecia sob encomenda para impedir a reeleição — mas não funcionou.
Em 2012, o julgamento deveria atingir os candidatos do PT mas eleições municipais. Também não funcionou.
*Paulo Moreira Leite é diretor do 247 em Brasília. É também autor do livro "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris e Washington e ocupou postos de direção na VEJA, IstoÉ e Época. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa".

domingo, 7 de setembro de 2014

Denuncismo seletivo e deduragem vantajosa

Denuncismo seletivo e deduragem vantajosa


Por José Cláudio de Paula.

Não existe informação inocente, ainda mais quando uma revista tem acesso a algo que corre em segredo de justiça. É óbvio que informações veiculadas na mídia tradicional sobre a Petrobras serão usadas como arma eleitoral contra o PT e contra integrantes da base aliada do governo federal. Não é estranho o denuncismo seletivo da mídia tradicional em períodos pré-eleitorais. As suspeitas se referem à Petrobras, empresa estatal que a direita brasileira quer privatizar e que o capitalismo internacional não se cansa de cobiçar. O volume das denúncias é inversamente proporcional às pressões para que a companhia seja privatizada. Os amplificadores das denúncias não confessam isso abertamente, mas está claro que o objetivo do enxovalhamento é promover a desmoralização da gestão pública na maior companhia estatal brasileira, com o objetivo de entregá-la nas mãos de particulares.
O ponto de partida das denúncias é outro problema para sua credibilidade. O autor das listas de supostos beneficiários do suposto esquema de desvio de valores na estatal é réu confesso, acusado de participação na irregularidade. É possível entender a situação de desespero de alguém que esteja às vésperas de uma condenação. Nessa situação, não é absurdo que qualquer coisa seja dita, desde que isto sirva para amenizar a penalidade a ser decidida no futuro. A existência da delação premiada já é uma aberração e um contra-senso éticos. Não é simples explicar para as futuras gerações que a deduragem merece ter alguma vantagem. É importante que os construtores do futuro tenham em mente que a prática da delação pode ser equivalente (ou maior) do que o próprio crime, principalmente quando o denunciante tem o único objetivo de obter vantagens pessoais com a deduragem.
Minha geração conviveu com pessoas que recusaram a delação como possibilidade, mesmo diante da prática odiosa da tortura. O reconhecimento do valor de denúncias formuladas com a finalidade de obter vantagem pessoal, para mim e para muitos dos meus contemporâneos, é um crime hediondo, cuja penalidade é difícil de mensurar. Denúncias formuladas em condições de tortura psicológica devem, no mínimo, ser relativizadas, e seus autores devem ser submetidos a tratamento psicológico. Isto não significa, de modo algum, que devamos aceitar, por outro lado, a impunidade como critério. As denúncias, mesmo tendo sido formuladas em situações de desequilíbrio individual, devem ser apuradas. Suspeitos e acusados devem ser investigados e, se for o caso, devem ser condenados. O que não se admite é que suspeitas e denúncias sejam utilizadas pela mídia tradicional como se fossem sentenças transitadas em julgado. O delator foi demitido da Petrobrás há dois anos, por prática de corrupção e entre os acusados e suspeitos citados por ele não há sequer o nome de um tucano, o que torna ainda mais clara a ocorrência de denuncismo seletivo por parte da mídia tradicional.
José Claudio de Paula Jaú, São Paulo, Brazil Nascido na cidade de Divinolândia, interior de São Paulo e residente, durante mais de duas décadas, no bairro de Itaquera, na zona leste da cidade de São Paulo, mora, atualmente em Jaú-SP, para onde voltou recentemente depois de residir no litoral, em Praia Grande; na região metropolitana da Capital, em Guarulhos; e em outras cidades do interior do estado como Bariri, Barra Bonita e Ribeirão Preto.

sábado, 6 de setembro de 2014

Qual vai ser o impacto das acusações de Costa nas eleições?

Qual vai ser o impacto das acusações de Costa nas eleições?


Postado em 05 set 2014
Por : Paulo Nogueira
Quanto as acusações do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa pesarão nas eleições?
Preso por corrupção, Costa acusou um número incerto de políticos – as especulações variam entre 32 e mais de 60 — de serem beneficiários de um esquema de propinas em obras da Petrobras nos tempos em que ele foi diretor de abastecimento.
Ele decidiu fazer a chamada “delação premiada”, para reduzir substancialmente uma pena que poderia chegar a 30 anos de prisão.
Costa é uma amostra do preço das coligações pela governabilidade. Ele foi indicado para o cargo de diretor da Petrobras pelo PP, o partido de Maluf.
Ele já está na capa da Veja, conforme se poderia prever, com estardalhaço.
É provável que jornais e revistas se atirem sobre o caso com fúria, na esperança de minar a candidatura de Dilma.
A apatia da imprensa em escândalos como o do helicóptero dos Perrellas e o do aeroporto de Cláudio, para não falar das propinas do metrô de São Paulo, tende a se substituir por uma entusiasmo frenético na cobertura da delação de Costa.
Cuidados jornalísticos elementares serão ignorados. Já estão sendo, aliás. Em alguns sites, a palavra de Costa é tomada como a última expressão da verdade, muito antes de qualquer investigação.
Torça para não estar na relação, porque você não seria acusado, mas culpado antecipadamente.
Minha convicção é que o impacto das acusações nas eleições será menor, bem menor, do que gostariam os antipetistas.
A indignação, real ou fingida, vai atingir os que chamam os petistas de petralhas. São os eleitores de Aécio, no primeiro turno, e de Marina, no segundo.
Eles votariam em qualquer coisa para tirar o PT do poder. Detestam o lulipetismo, o bolivarianismo, o dilmismo – em suma, qualquer coisa que remeta ao PT.
Eles não precisam das acusações de Paulo Roberto Costa, ou de quem quer que seja, para militar e votar contra os “petralhas”.
Do outro lado, quem está com Dilma dificilmente se movimentará para outro candidato.
Há uma justa desconfiança das intenções por trás de denúncias de corrupção.
Ao longo da história recente, escândalos – muitas vezes simplesmente inventados, e outras tantas brutalmente ampliados – foram a arma da mídia para desestabilizar governos populares.
De Getúlio a Jango, de Lula a Dilma, tem sido sempre a mesma história.
As delações de Costa devem ser apuradas, e os culpados punidos. Ponto.
Mas daí a manipular o público para favorecer os privilegiados de sempre vai uma longa distância.
O povo parece ter percebido isso, nos últimos anos, e eis uma avanço de consciência que deve ser saudado.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

A entrevista de Dilma na TV.

William Bonner e Patricia Poeta visivelmente afetados

A entrevista de Dilma no Jornal Nacional
Por *Walter Santos

Em quinze minutos, a essência da entrevista conduzida por William Bonner e Patricia Poeta foi de trazer ao debate os problemas éticos e de crises conjunturais na Saúde e Economia, pois não se teve espaço para outras avaliações, com o saldo aquém do esperado do conjunto do mini-debate , porquanto 15 minutos é tempo muito pouco para um candidato, no caso a presidenta Dilma Rousseff, cuidar de questões tão fundamentais para a vida de um País do tamanho do Brasil. Isto tudo, ainda precisando ser registrado, o clima desajustado em alguns momentos da entrevista. Certamente que a partir de agora, deste momento em diante, haverá quem considere o desempenho da Dilma Rousseff de forma diferenciada, prós e contra, mesmo assim dentro da tensão e clima claramente desconfortável entre eles, ela soube manter o status e o domínio conjuntural do que representa como candidata à reeleição.
No quesito escândalos muito enfatizado, por exemplo, a presidenta respondeu apontando mais estrutura e liberdade da Policia Federal, da mesma forma do Ministério Público e a criação da Controladoria Geral da União como ações efetivas que redundaram em procedimentos para combate à corrupção como, segundo ela, não havia antes do governo do PT, ou seja, no governo do PSDB sem citar os escândalos atuais sem cobertura proporcional da Grande Mídia.
No caso especifico da condenação de lideres do PT pelo Supremo Tribunal Federal, certamente que a sociedade gostaria de saber do juízo de valor pessoal de Dilma Rousseff, entretanto, com estatura e firmeza soube usar da prerrogativa de chefe de um Poder constituído, no caso o Executivo, para se abster de comentários possíveis até de criar uma crise institucional, caso tivesse embarcado na “casca de banana” colocada à prova.
Na Saúde, onde de fato os problemas ainda são muitos, diante da indagação sobre por que não resolver questão tão fundamental em 12 anos, restou-lhe conceituar o enfrentamento da crise no setor a partir da constatação de inexistência de médicos brasileiros atuando fora dos grandes centros porque se concentram nas Capitais e médias cidades, por isso defendeu o programa “Mais Médicos” como gerador de resultados nunca vistos. Mas, conceituou que o drama da Saúde precisa ser entendido como problema com responsabilidades partilhadas com os Estados e Municipios, mesmo assim se diz pronta para a nova etapa, se reeleita, de ampliar a estrutura de atendimento mais qualificado ao cidadão e cidadã.
Já na análise da Economia, diante da observação de Bonner de que a Inflação estava por um fio de explodir, Dilma Rousseff discordou da existência desse estágio e foi incisiva em dizer que seu Governo seqüenciando ao de Lula tem enfrentado a crise gerada em cenas e países externos com a decisão de não demitir, não reduzir salários e nem criar mecanismos de redução da renda das pessoas oferecendo à iniciativa privada redução de impostos e de desoneração da folha de pessoal como antídoto com resultados já que projetou a queda da inflação para o segundo semestre, diferentemente da projeção exposta pelo renomado jornalista.
Ao final, diante da forma e clima expostos pelos apresentadores com a candidata do PT não é demais intuir uma realidade de relacionamento fragilizado e de certo enfrentamento entre os que representam as duas partes na entrevista.
Em face da necessidade da sociedade conhecer mais e melhor o desempenho dos postulantes, tanto no caso da Presidenta quanto dos demais candidatos, é de se concluir que 15 minutos é tempo aquém do necessário.
Apesar dos humores diversos, o saldo é que Dilma deu conta do recado, mesmo que haja quem jamais admitirá sua performance em nível de aprovação, sobretudo quando se faz o filtro por preconceito pré- estabelecido. Seja como for, ela demonstrou estar segura e preparada.
PORTA 247 REGISTRA AGRESSÃO DE APRESENTADORES
O clima de mal - estar entre apresentadores e a presidenta Dilma Rousseff já ganhou as manchetes de portais nacionais, como o 247, que expôs com destaque:
"Foi inacreditável a ação eleitoral do Jornal Nacional contra a presidente Dilma Rousseff; William Bonner fez perguntas quilométricas; Patrícia Poeta chegou a fazer cara de nojo e a colocar o dedo em riste diante de Dilma em razão do "nada" que teria sido feito na área da saúde em 12 anos, ditos com ênfase pela apresentadora; Dilma mal teve a oportunidade de responder perguntas que eram acusações, como sua suposta incapacidade de se cercar de pessoas honestas e os números da economia; quando teve oportunidade falar, Dilma disse que seu governo "estruturou o combate à corrupção" e que "nenhum procurador foi chamado de engavetador-geral da República"; ela lembrou ainda o baixo desemprego e a inflação que se aproxima de zero nos últimos meses; não foi entrevista, foi agressão, fora de qualquer padrão civilizado de jornalismo; presidente conseguiu falar sobre o progama Mais Médicos e informar que a inflação está baixando, com zero de elevação em julho."
ÚLTIMA
"Esse jogo não vai ser um a um..."

*Walter Santos
O colunista Walter Santos acumula a condição de jornalista, multimidia e diretor executivo do Grupo WSCOM - empresa pioneira no jornalismo na WEB a partir da Paraiba e responsável pela Revista NORDESTE, mais importante publicação circulando nas 9 capitais da região, mais SP, Rio e Brasilia.