domingo, 30 de março de 2014

Hamilton passeia na Malásia e iguala Piquet. Massa segura Bottas e termina em sétimo

30/03/2014 06:44 Hamilton passeia na Malásia e iguala Piquet. Massa segura Bottas e termina em sétimo Como era de se esperar, a Mercedes não teve adversários em Sepang neste domingo (30).
Lewis Hamilton liderou a dobradinha prateada, com Sebastian Vettel completando o pódio.
Felipe Massa terminou em sétimo.
A Mercedes comandou como quis o GP da Malásia deste domingo (30) e fez o que dela se esperava: venceu com uma dobradinha inquestionável. Só que, desta vez, a vitória foi de Lewis Hamilton. O inglês, que largou da pole, fez bem a lição de casa e não deu espaço sequer para o companheiro de equipe, garantindo a primeira vitória em 2014.
Com o triunfo, Hamilton chega a 23 na carreira de F1, o que o coloca à frente do compatriota Damon Hill e empatado com o três vezes campeão Nelson Piquet como o 11º maior vencedor de GPs da história da categoria. Ainda, pelo oitavo ano seguido, desde que estreou no Mundial, que Hamilton vence pelo menos uma corrida por ano, a maior sequência da F1 atual.
Nico Rosberg teve mesmo que se contentar com a segunda posição, mas, assim como Lewis, também não deu chance para a concorrência, que veio apenas de uma equipe. Com o pódio, o alemão é o líder do Mundial.
A Red Bull, assim como na Austrália há duas semanas, foi a única em condições de oferecer alguma preocupação aos prateados na pista malaia. Sebastian Vettel cruzou a linha de chegada em terceiro, solitário, mas seguro da posição de força de sua esquadra no campeonato deste ano.
Depois de muito brigar durante as 56 voltas malaias, Felipe Massa ainda conseguiu um sétimo posto, após uma disputa acirrada com o companheiro de Williams nas voltas finais.
O domingo teve início assim: sem chuva e tempo bem abafado. No grid, a F1 respeitou um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do voo MH370 desaparecido no último dia 7 de março. Enquanto isso, Sergio Pérez vivia um drama com a Force India e sequer surgiu na sua posição de 14º. O mexicano partiu dos boxes mesmo depois de uma falha hidráulica no seu VJM07. A Red Bull também teve algum trabalho no carro de Daniel Ricciardo antes da largada, mas no fim deu tudo certo para o australiano.
Como na classificação ninguém pôde usar pneus de pista seca, para a corrida todo mundo escolheu os compostos médios, com exceção de Pérez — o mexicano, entretanto, não conseguir largar, os problemas da Force India foram maiores. Quando as luzes finalmente se apagaram, Lewis Hamilton, desta vez, fez valer a posição de honra conquistada no sábado e contornou a primeira volta na frente, sem maiores dramas. Nico Rosberg, por sua vez, partiu muito bem do terceiro posto, chegou a ser espremido por Sebastian Vettel pelo lado interno da pista, mas saiu vencedor da disputa, fazendo a curva 1 em segundo.
O tetracampeão ainda perdeu posição em seguida para o companheiro Ricciardo na primeira sequência de curvas da pista malaia, caindo para terceiro. Fernando Alonso, com certa dificuldade no início, ficou em quinto, chegou a perder para Nico Hülkenberg, mas recuperou sem demora a colocação no top-5. Kimi Räikkönen, Kevin Magnussen e Jenson Button vinham na sequência.
Aí Räikkönen foi tocado por Kevin Magnussen na segunda volta. Conclusão: a batida causou um furo do pneu traseiro direito do finlandês. Box para ele em seguida e fundo do pelotão. O toque foi parar ainda na sala dos comissários. O jovem dinamarquês seria punido com um stop & go de cinco segundos mais à frente.
Outro incidente que foi para avaliação dos representantes da FIA foi o toque entre Jules Bianchi e Pastor Maldonado também no início da prova. Na curva 4, os dois bateram e acabaram fora da pista. O francês teve um pneu furado e também um stop & go de cinco segundos em seguida, sendo considerado culpado pelo acidente, portanto. Já o venezuelano não durou muito mais. Logo, a Lotus o chamou por conta de novas falhas do E22, seguindo com o calvário de 2014.
Neste meio tempo, Massa, que partira de 13º, vinha escalando o pelotão. Chegou até o nono posto, atrás de Magnussen — que fora ultrapassado pelo parceiro de time depois do toque em Räikkönen. Felipe chegou a passar o estreante da McLaren, mas recebeu o troco de pronto. Valterri Bottas seguia o brasileiro, em décimo, depois de ter saído do 18º lugar do grid.
Ainda na volta 3, Jean-Éric Vergne, que teve uma largada muito ruim, caindo de décimo para 19º, foi para os boxes buscar os pneus duros. A corrida do francês duraria até a 20ª passagem apenas.
Lá na frente, enquanto Hamilton lutava para abrir distância para Rosberg, Vettel superava Ricciardo no quarto giro e iniciava uma tentativa de se aproximar dos prateados. Mais atrás, Bottas recebia ordem da Williams para não atacar Massa — os dois brigavam pelo nono lugar. O finlandês não gostou muito da mensagem inglesa... Mas obedeceu o alerta da equipe inglesa.
Com Hamilton já respondendo ao ataque de Rosberg na ponta, a diferença entre os dois na décima volta estava acima dos cinco segundos. Vettel vinha ainda mais longe e tinha um atento Ricciardo na cola. Alonso era quinto, à frente de Hülkenberg, Button Magnussen, Massa e Bottas.
A 11ª passagem viu as primeiras trocas de pneus de Daniil Kvyat, Esteban Gutiérrez e Max Chilton. Na volta seguinte, Alonso foi aos boxes e saiu novamente de pneus médios. Hamilton liderava já com 6s3. Depois, foi a vez de Ricciardo. Na volta à pista, o australiano ensaiou uma disputa com o espanhol da Ferrari, mas conseguiu se manter à frente.
Aí veio Vettel aos pits. O alemão também optou pelos médios e voltou em quinto, atrás de Bottas. Na 15ª passagem, finalmente entrou Rosberg. Hamilton escolheu a volta seguinte, sendo seguido pelo finlandês da Williams.
No retorno, Lewis se viu atrás de Hülkenberg, que teimava em permanecer na pista. Mas o inglês não perdeu tempo e logo para reassumiu a ponta da corrida. O alemão da Force India, por sua vez, decidiu parar no fim daquela volta. Bianchi também veio aos boxes, mas para uma parada definitiva, adicionando seu nome à lista de abandonos, que já tinha Maldonado e Vergne.
Com 17 giros, Räikkönen, ainda brigando no fundo do pelotão, foi novamente aos boxes. E voltou de pneus duros.
Com tudo em ordem de novo, Hamilton liderava com quase dez segundos de vantagem para Rosberg, que tinha 2s4 para Vettel. Mais atrás, Ricciardo, Alonso e Hülkenberg completavam os seis, à frente de Button, Massa e Bottas, que lutava com um forte Kvyat. Os dois chegaram a trocar posições, mas o nórdico da Williams acabou levando vantagem. O russo ainda teve de lidar com um surpreendente Kamui Kobayashi na sequência.
Alonso, então, inaugurou uma nova rodada de pits. Isso na passagem 28. Massa seguiu o exemplo do ex-companheiro de equipe e também parou na sequência, voltando com os médios de novo. Ricciardo veio logo na volta seguinte, optando agora pelos compostos de risca laranja, trazendo Bottas consigo.
Enquanto isso, o pelotão intermediário acompanhou uma divertida briga entre Kobayashi e Romain Grosjean pelo 12º lugar. O francês conseguia em um trabalho impressionante fazer a Lotus competir por algo em Sepang, depois de todos os problemas ao longo do fim de semana. A dupla encrenqueira chegou até a figurar no top-10 durante diferentes momentos da corrida.
Entre os ponteiros, Vettel foi o primeiro a parar na volta 32 e escolheu novamente os pneus médios, em uma estratégia diferente da do companheiro de Red Bull. Um giro depois, Rosberg veio e, na passagem seguinte, foi a vez do líder Hamilton parar nos pits da Mercedes. A dupla prateada também voltou com os médios. Bem mais atrás, Grosjean finalmente se livrava de Kobayashi.
A ordem, então, era: Hamilton, Rosberg, Vettel, Hulkenberg, que ainda adiava o terceiro pit-stop e vinha calçado com pneus duros, Alonso, Button, Massa, Bottas, Magnussen e Kvyat, que completava os dez melhores.
Aí Sutil parou no início da reta principal, aumentando a lista de abandonos. E como a vida da Sauber não anda lá essas coisas, Esteban Gutiérrez também deixou a prova logo em seguida com problemas mecânicos.
Lá na frente, Vettel lutava para alcançar Rosberg, enquanto Button abria nova rodada de pit-stops na volta 40. Na passagem seguinte, Ricciardo entrou para buscar os médios, mas a roda dianteira esquerda não ficou bem presa, e o piloto australiano precisou voltar para a frente da garagem da Red Bull, perdendo um tempo precioso.
Daniel retornou à corrida apenas em 14º. Mas o incidente não passou ileso pelos comissários, que decidiram por um stop & go na sequência, por conta de parada de box pouco segura da Red Bull. Aí Alonso foi aos pits pela última vez, também optando pelos compostos de risca branca. Quase que ao mesmo, Ricciardo vivia novo drama: quebra da asa dianteira do RB10. Daniel ainda abandonaria a prova nos momentos finais por causa do incidente.
Sem ter nada que ver com isso, Hamilton já cravava a melhor volta da prova, enquanto Massa atormentava Button pelo sétimo sexto lugar. A batalha foi dura, mas o inglês acabou vencedor. Nos boxes, Ricciardo, ainda na disputa, pagava sua punição, enquanto Bottas fazia a parada derradeira. O finlandês ainda alcançaria o companheiro brasileiro nas voltas finais da prova malaia.
Com seis giros para o fim, Rosberg foi mais uma vez aos boxes e Vettel veio na sequência. Logo depois foi a vez do líder da corrida, Hamilton. Nada disso, porém, mudou a ordem da prova, que seguiu assim até o fim. A diversão mesmo ficou por conta de Alonso, que com pneus novos, superou Hülkenberg para terminar em quarto. O alemão da Force India terminou em quinto, à frente de Button.
E Massa e Bottas também agitaram os instantes finais ao duelarem até a bandeirada pelo sétimo lugar, que ficou nas mãos de Felipe, por insistência mesmo do brasileiro. A Williams havia, pelo rádio, alertando sobre o desempenho mais veloz de Bottas. Os estreantes Magnussen e Kvyat completaram os dez primeiros.
Veja o Grid de Chegada:

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